| Categorias: Notícias, Sociedade

O neopaganismo e os animais de estimação

Criança é proibida de brincar em parque por "perturbar" o cachorro de uma senhora

O escritor inglês G.K. Chesterton costumava dizer que "quando os homens deixam de acreditar em Deus, não significa que eles passam a acreditar em nada; eles passam a acreditar em qualquer coisa". Uma notícia absurda sobre a cidade italiana de Veneza confirma o pensamento do escritor. Segundo os jornais locais, crianças de 2 à 8 anos teriam sido proibidas de brincar num parque da região de Villa Groggia, após uma madame ter reclamado às autoridades que o seu cão estava sendo perturbado.

O caso, apesar da singularidade, demonstra a situação grave na qual se encontra não somente a Europa, mas praticamente todo o Ocidente. Enquanto o número de animais domésticos cresce, a curva da taxa de natalidade cai vertiginosamente. Neste quadro de ofuscamento da razão e do bom senso se insere o episódio de Veneza que, mesmo sendo excepcional, pode vir a se tornar rotina futuramente: se animais têm os mesmos direitos que o ser humano é lógico supor que em breve poderá se verificar situações em que as exigências de um entrarão em conflito com as necessidades do outro.

Já o então Cardeal Jorge Bergoglio denunciava essa forma de pensamento. Para o futuro Papa Francisco, estava claro que se tratava de um neopaganismo. Em uma entrevista ao canal americano EWTN, o Santo Padre citava uma pesquisa a respeito de gastos supérfluos da sociedade e, em primeiro lugar, estava nada menos que o gasto com "mascotes". Segundo Francisco, esse tipo de comportamento, que se baseia na compra de afeto, é uma idolatria e caricatura do amor.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que os animais e os recursos da criação estão naturalmente ordenados para o bem comum da humanidade. Apesar de lembrar ser "contrário à dignidade humana fazer os animais sofrerem inutilmente e desperdiçar suas vidas", o Catecismo também alerta para o perigo de se "gastar com eles o que deveria prioritariamente aliviar a miséria dos homens". Segundo a doutrina católica, "pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas", (Cf. CIC. 2418).

Quando a capa de uma revista de grande circulação nacional diz que as mulheres alegremente não almejam mais a maternidade é sinal de que algo muito ruim se passa na cultura do país. Ao mesmo tempo em que se tramitam leis ambientalistas no Congresso, como por exemplo, as que punem por crime inafiançável a quem quebrar um ovo de tartaruga, professores, jornalistas e artistas advogam o aborto por considerar o nascituro apenas um "amontoado de células". Esta é a consequência de se construir um mundo sem Deus: ele sempre acaba se voltando contra o homem.

Informações: Corrispondenza Romana / Adaptação: Equipe Christo Nihil Praeponere

| Categoria: Sociedade

Jornada Mundial da Juventude e a mídia abortista

O desserviço da mídia politicamente correta e o anúncio pró-vida do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude

Manual de Bioética que será distribuído na Jornada Mundial da Juventude

As viagens papais sempre são precedidas por uma série de polêmicas levantadas pela mídia local, a fim de jogar terra na visita do Santo Padre. A bola da vez é a distribuição de cerca de dois milhões de exemplares do "Manual de Bioética para Jovens" para o público da Jornada Mundial da Juventude, no próximo mês de julho, no Rio de Janeiro. A iniciativa é da Comissão para a Vida e Família da CNBB e pretende, como diz o documento, "corrigir um ensino, por vezes, desvirtuado nos manuais escolares" acerca de temas como aborto, eutanásia e métodos contraceptivos. Para os "especialistas" ouvidos pela mídia, o manual seria um "desserviço" aos jovens, pois "não lhes dá o direito a uma informação técnica sem valores religiosos".

Para afastar qualquer dúvida a respeito do manual, há de se ter em conta que a idealizadora do documento é nada menos que a fundação francesa Jérôme Lejeune. Ela é uma das mais importantes em pesquisas relacionadas à trissomia 21 (Síndrome de Down) no mundo e a maior provedora de fundos para estudos sobre o assunto na França. O nome da fundação é uma homenagem ao descobridor da base genética da Síndrome de Down e a quem o Beato João Paulo II se referia como um médico que "utilizou a ciência somente para o bem do homem". Por sua defesa da vida, no entanto, o doutor Jérôme Lejeune - que pode ser beatificado em breve - foi hostilizado pelo patrulhamento da cultura da morte, fato que mostra claramente quais são os valores que regem esse movimento.

O chilique da mídia em relação ao Manual deve-se a um motivo bem específico. Ela reza por outra cartilha, mais precisamente, a da Unicef e do Ministério da Saúde. Trata-se do famoso "Caderno das coisas importantes" preparado em 2007 e distribuído pelo Governo Federal a alunos de 13 a 19 anos de idade. Nessa agenda, o adolescente encontra dicas de manuais de sexo, aprende a usar a camisinha e a como se masturbar. No capítulo dedicado ao preservativo, o leitor encontra o material sob o título de "o pirata de barba negra e de um olho só encontra o capuz emborrachado".

Capítulo do “Caderno das coisas importantes”, patrocinado pela Unicef e pela Unesco, em que se ensina a usar a camisinha

Quando a imprensa e seus pseudo especialistas dizem que a Igreja presta um "desserviço" ao jovem por lhe ensinar "valores religiosos" na verdade, estão combatendo aquilo que há muito tempo perderam, ou seja, as virtudes. Todo o código de ética procede de uma única fonte: a lei natural. É contra essa lei que a mídia liberal luta e, por conseguinte, contra o próprio ser humano. O ódio desses jornais aos valores indica uma coisa: são pessoas sem valores e imorais. E, além disso, querem que todos sejam assim. Não é à toa que a corrupção caminha a passos largos no Brasil. Bento XVI já advertia na Encíclica Deus Caritas Est que "um governo sem princípios morais não passa de uma quadrilha de malfeitores".

Quem presta um desserviço aos jovens não é a Igreja que os ensina a viver a sexualidade de forma sadia, mas a imprensa que instrumentaliza seus corpos para campanhas publicitárias. Quem desrespeita a juventude não é a Igreja que os educa para a honestidade e os compromissos duradouros, mas a mídia que os estimula à traição e aos relacionamentos descartáveis. Quem aliena os jovens não é a Igreja que os incentiva a buscar a verdade, mas os jornais que os fazem acreditar que o fim último de suas vidas está num quarto de motel. O "Manual de Bioética para Jovens" pergunta aos leitores "que futuro nos promete uma sociedade em que o modelo feminino pretende construir a sua identidade matando o próprio filho e em que a morte programada dos mais velhos e dos mais vulneráveis é apresentada como o cúmulo da compaixão?". No que depender da mídia abortista, não será um futuro promissor.

É justamente contra essa lógica perversa que se levanta a Jornada Mundial da Juventude. Para horror da mídia politicamente correta, mais de um milhão de jovens se encontrarão com o senhor vestido de branco para falarem de família, matrimônio e castidade. Francisco vem como o grande guardião da vida e da fé para anunciar a "boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade". Enfim, para "proclamar um ano de graças da parte do Senhor" (Cf. Isaías 61, 1-2). E por isso as hostes do inferno tremem, porque mais uma vez terão de lembrar que esta terra é Terra de Santa Cruz.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Links

  1. Manual de Bioética
  2. O caderno das coisas importantes

| Categoria: Notícias

Preferir o Paraíso

No 21º aniversário de ministério sacerdotal do nosso amado pai e mestre espiritual, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Há pouco mais de um ano, por ocasião da memória litúrgica de São Felipe Neri, o senhor nos presenteou com uma aula a respeito desse santo. Dentre os seus ensinamentos, um de que o senhor fez questão de recordar foi este: "preferir o paraíso". Esse foi o grande testamento espiritual deixado por São Felipe Neri à Igreja. E hoje, Padre, data de seu 21º ano de ordenação sacerdotal, vemos com clareza o quanto essa máxima do "profeta da alegria" está enraizada em sua vida espiritual e apostólica.

Desde o início do site, o senhor nos exorta: "Christo Nihil Praeponere", a nada dar mais valor do que a Cristo. Com o senhor, Padre Paulo Ricardo, aprendemos o preço da fidelidade e a não ter medo de perder "a vida, a fortuna e a própria honra" por ela. Aprendemos que diante da tentação, ou o homem sai mártir ou sai idólatra. Que precisamos nos esforçar para entrar pela porta estreita. Compreendemos o valor inestimável da Santa Missa e da recitação do Rosário. Entendemos que somos um corpo, cuja cabeça é o próprio Cristo, e que esse corpo é a continuação da encarnação do Verbo na história da humanidade. Descobrimos que a nada podemos temer a não ser o rompimento da amizade com Deus. Ele que, através do ícone apresentado no site, perscruta o íntimo de nosso coração todos os dias com aquele olhar severo que nos envergonha e com aquele olhar misericordioso que nos acalenta.

Somos obrigados ao senhor, Padre Paulo Ricardo. Somos gratos pelo seu ministério, pela sua humildade, perseverança, dedicação e fidelidade. Sabemos de suas lutas, sabemos de suas dificuldades e sabemos também de suas alegrias. E saiba, não somos alheios a nenhuma delas. Rimos quando o senhor ri, choramos quando o senhor chora, rezamos quando o senhor reza e nos santificamos quando o senhor se santifica. A santidade do rebanho depende da santidade do pastor. Por isso, como não lhe agradecer pelo piedoso pastoreio que exerce sobre nós, nestes tempos de adversidade? Somos gratos, Padre, pois com o senhor aprendemos o que significa amar a Cristo sobre todas as coisas. Aprendemos que apesar de toda angústia, perseguição, martírio e dificuldade, as portas do inferno não prevalecerão.

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por nos ensinar a "preferir o paraíso". Que o senhor possa viver o ministério sacerdotal ad multos annos.

São os mais sinceros votos de seus amigos, alunos e, sobretudo, filhos espirituais.

Deus lhe pague!

Equipe Christo Nihil Praeponere

| Categoria: Sociedade

Política, um dever do católico

Atuar na política, diz Papa Francisco, é uma das formas mais altas de caridade

O Papa Francisco recordou um ensinamento grave da Igreja acerca da participação dos leigos na política. Respondendo à pergunta de um jovem, o Santo Padre afirmou que "temos que nos envolver na política, porque ela é uma das formas mais altas de caridade". Questionou ainda as razões pelas quais ela está "suja": "está suja por quê? Por que os cristãos não se envolveram nela com espírito evangélico?". Para o Pontífice, o fiel não pode se fazer de Pilatos e lavar as mãos. "É fácil colocar a culpa nos outros, mas e eu, o que faço?", perguntou Francisco ao grupo de estudantes do Colégio Jesuíta da Itália, durante um encontro na última sexta-feira, 7 de junho, no Vaticano.

O alerta vem em boa hora, sobretudo quando se vê a aprovação de leis cada vez mais iníquas em países de longa tradição católica. Essa derrocada dos princípios cristãos deve-se, entre outras coisas, à negligência dos leigos e pastores e ao relativismo de muitos políticos que se dizem cristãos, mas na prática, professam outras doutrinas. Embora se tente dizer que é vedado à Igreja opinar sobre questões ligadas ao Estado, o Papa Bento XVI, por ocasião das eleições de 2010, lembrou aos bispos brasileiros que "quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas".

A legítima separação entre Igreja e Estado, instituída por Cristo quando disse "dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é Deus", não significa de maneira alguma que a moral oriunda da lei natural possa ser relativizada no campo político. E cabe aos cristãos impedir qualquer tentativa que caminhe neste sentido. Um documento da Congregação para Doutrina da Fé, assinado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger em 2002, sobre a atuação dos leigos católicos na política ensina precisamente isso: "não pode haver, na sua vida, dois caminhos paralelos: de um lado, a chamada vida espiritual, com os seus valores e exigências, e, do outro, a chamada vida secular, ou seja, a vida de família, de trabalho, das relações sociais, do empenho político e da cultura".

E aqui deve-se trazer à memória o testemunho contumaz de vários santos, como São Tomás More, que sofreram o martírio por se recusarem a obedecer leis contrárias à reta moral. Ensina o Catecismo da Igreja Católica que "se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências" (1903). Ademais, continua o Catecismo, "a recusa de obediência às autoridades civis, quando suas exigências são contrárias às da reta consciência, funda-se na distinção entre o serviço a Deus e o serviço à comunidade política", (2242).

Realizada na Irlanda a maior marcha pró-vida da história do país

As passeatas francesas, conhecidas como "La Manif pour tous", contrárias ao "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, as Marchas pela Vida que ocorrem nos Estados Unidos e, mais recentemente, na Irlanda, sendo as maiores dos últimos anos, são também um ótimo exemplo a ser seguido pelos demais leigos católicos. Outro fato louvável é a atuação da ministra do Trabalho e Assuntos Sociais na Alemanha, Úrsula Von der Leyen, que está rompendo paradigmas ao mostrar que é possível ter uma família numerosa, mesmo trabalhando. Úrsula é mãe de sete crianças e chama a atenção no seu país por saber conciliar os trabalhos políticos com os cuidados do lar. Segundo a ministra, "comprovamos que sem crianças um país não pode seguir existindo, por razões econômicas e também emocionais".

A história dos últimos vinte anos mostra de maneira incisiva o declive no qual se coloca a sociedade cristã, quando esta não assume de maneira responsável seus encargos na esfera política. Vê-se a ascensão de governos anticristãos coniventes com todo o tipo de perversidade e imoralidade. Essa crise tem uma razão, diria São Josemaria Escrivá. É uma crise de santos. Somente um testemunho santo e piedoso terá a força para barrar o avanço do mal.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Nota doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política
  2. Visita "Ad Limina Apostolorum" degli ecc. mi presuli della Conferenza Episcopale del Brasile

| Categoria: Notícias

Prefeito da Congregação para o Clero escreve aos seminaristas

Cardeal Mauro Piacenza diz que "a Igreja certamente precisa de sacerdotes, mas não de qualquer tipo de sacerdote"

Cardeal Mauro Piacenza com seminaristas em Roma

O Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Mauro Piacenza, escreveu uma Carta aos Seminaristas por ocasião da Jornada de Santificação Sacerdotal que foi celebrado no dia 7, na solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

A Jornada de Santificação Sacerdotal é celebrada todos os anos nas dioceses do mundo inteiro, desde 1995, na sexta-feira sucessiva à solenidade de Corpus Christi.

Dirigindo-se aos seminaristas, o cardeal se diz feliz em enviar-lhes esta carta, a fim de que eles "se sintam envolvidos e recordados nesta significativa ocasião".

Convidando-os a meditarem sobre a realidade originária da divina vocação, o Cardeal Piacenza cita o Papa Francisco, que destaca a concretude do amor que devem praticar aqueles que são Sacerdotes de Cristo e da Igreja: "Isto vo-lo peço: sede pastores com o 'cheiro das ovelhas'" (Papa Francisco na homilia de sua primeira Missa Crismal, 28 de março de 2013). Diante dessa sugestiva imagem, prossegue Dom Piacenza, o Sucessor de Pedro nos convida a ter um amor forte e concreto pelo Povo de Deus.

O cardeal recorda ainda que, para o discípulo, caminhar com Cristo significa sustentar com alegria espiritual o peso da cruz sacerdotal. "Escutemos novamente o ensinamento do Santo Padre sobre isso: 'Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos'" (Homilia na Santa Missa com os Cardeais, 14 de março de 2013).

Em cada época, continua o Cardeal Piacenza, "Cristo chamou e chama alguns homens para segui-Lo mais de perto, participando com eles de Seu sacerdócio. Segundo o Prefeito da Congregação para o Clero, isso implica que, em cada período da história da Igreja, Cristo tem tecido um diálogo vocacional com fiéis que Ele escolheu para que fossem Seus representantes no seio do Povo de Deus. Dom Piacenza, recordou ainda que os padres são mediadores entre o Céu e a terra, particularmente através da celebração litúrgica e sacramental. "De fato, pode-se dizer que a liturgia nos abre o Céu sobre a terra", disse.

Nessa perspectiva, o Prefeito da Congregação para o Clero observa que os seminaristas"são chamados com a ordenação – sem nenhum mérito – a serem mediadores entre Deus e o povo, e a tornar possível o encontro salvífico mediante a celebração dos divinos mistérios".

A oração e vocação sacerdotal

Referindo-se à dimensão orante da vocação sacerdotal, afirma que esta recorda, ainda, outros aspectos de grande importância.

Primeiramente, destaca ele, "o fato de que as vocações são obtidas não principalmente por meio de uma estratégia pastoral, mas, sobretudo, rezando. Foi o que nos ensinou Jesus: 'A messe é grande, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe' (Lc 10,2)".

Ao primado da oração, observa Cardeal Piacenza, se soma também, na condição de canal de tal graça divina, a ação de sã, motivada e entusiasmada pastoral vocacional por parte da Igreja.

A propósito da colaboração eclesial à obra de dar pastores ao Povo de Deus e Corpo Místico de Cristo, o cardeal enfatiza que é oportuno recordar alguns aspectos que devem caracterizá-la: "a estima pelas vocações sacerdotais, o testemunho de vida dos Sacerdotes, a obra específica dos formadores no seminário".

Deus também chama por meio de outros padres

Nesse sentido, o cardeal destaca que as vocações são muito favorecidas, como é notável, pelo exemplo e pelo cuidado que os sacerdotes oferecem a elas. "Um Sacerdote exemplar dificilmente não suscitará nas mentes dos jovens a pergunta: não serei eu também chamado a uma vida assim bela e feliz? Exatamente desse modo os sacerdotes são canais através dos quais Deus faz ressoar o divino chamado no coração daqueles que ele escolheu!"

Destacando o importante papel dos formadores dos Seminários, lembra os dois princípios que devem guiar a avaliação da vocação: a cordial acolhida e a correta severidade.

A esse propósito, faz uma observação: "A Igreja certamente precisa de sacerdotes, mas não de qualquer tipo de sacerdote!"

"O amor que acolhe deve, portanto, ser acompanhado da verdade que julga com clareza se, para um determinado candidato, aparecem ou não os sinais da vocação e os componentes humanos necessários para uma resposta confiável a ela. A urgência pastoral da Igreja não pode induzir a uma pressa em conferir o ministério."

O Prefeito da Congregação para o Clero conclui sua Carta aos Seminaristas confiando "à intercessão de Maria Santíssima e de São José o dom da fidelidade e da perseverança no divino chamado que, por pura graça, nos foi concedido", e recorda que o nome do amor no tempo é "fidelidade".

Fonte: Canção Nova

| Categorias: Espiritualidade, Sociedade

A guerra dos Papas contra o diabo

O suposto exorcismo feito pelo Papa Francisco serviu para reacender na memória das pessoas a existência do diabo

Papa Leão XIII

A expressão de Leão XIII era incomum. Os que o conheciam sabiam que algo acontecera. O olhar de perplexidade e de espanto do Santo Padre, fixado acima da cabeça do celebrante da Missa a qual assistia, denunciava a visão. Tratava-se do Maligno. O episódio ocorreu numa manhã comum, quando o pontífice participava de uma Celebração Eucarística em ação de graças à celebrada por ele anteriormente, como fazia de costume.

Imediatamente após o susto, o Papa se levantou e se dirigiu com pressa ao seu escritório particular. Meia hora depois, pediu para que chamassem o Secretário da Congregação de Ritos. O que pretendia Leão XIII? Ordenar que se rezasse todos os dias ao término da Missa a popular oração de invocação a São Miguel Arcanjo e súplica à Virgem Maria para que Deus precipite Satanás ao inferno. Segundo testemunho do Cardeal Natalli Rocca, em 1946, foi o próprio Leão XIII quem a redigiu.

Padre José Antonio Fortea

A batalha dos Papas contra o inimigo de Deus não é de agora. O assunto voltou à baila nas últimas semanas devido a uma oração feita pelo Papa Francisco a um homem na praça de São Pedro, alegadamente possesso. Para o renomado exorcista Padre Gabriele Amorth, não há dúvida de que fora um "exorcismo". Porém, para a Sala de Imprensa do Vaticano, tudo não passou de uma "oração". A declaração da Santa Sé é corroborada por outro exorcista, padre José Antonio Fortea, e também pelo mesmo sacerdote que acompanhava o senhor no dia da prece do Pontífice, padre Ruan Jivas, LC.

O homem, de 49 anos, que aparece nas imagens que correram o mundo chama-se Angelo V. Casado e pai de dois filhos, há 14 anos ele é vítima de possessões demoníacas. Conforme relato prestado ao jornal espanhol El Mundo, a experiência demoníaca começou em 1999, durante uma viagem de ônibus para casa, no estado mexicano de Michoacán. "Senti que uma energia estranha entrava no ônibus... tive a sensação de que estava abrindo minhas costelas. Pensei que fosse um ataque do coração", explicou. Possuído por quatro demônios, Angelo resolveu romper o silêncio devido ao ceticismo com que as pessoas reagem a esses casos: "há sacerdotes que não creem na possessão diabólica, que consideram um problema psiquiátrico. Há muitos possuídos que terminam em manicômios e morrem sem saber o que se passava".

Padre Gabriel Amorth

Para o padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma, a possessão de Angelo V. não é comum, mas uma possessão mensagem. Ele teria a obrigação de pedir aos bispos mexicanos que condenem a aprovação do aborto no México, em reparação às mortes e à ofensa à Virgem grávida de Guadalupe. Segundo o padre Juan Rivas, LC, que acompanha Angelo há algum tempo, 30 exorcismos já foram feitos, mas nenhum obteve sucesso. "Os demônios dizem que "a Senhora" não os deixará sair enquanto os bispos não cumprirem a condição, que é o ato de reparação e expiação e a consagração à Maria Imaculada", disse o sacerdote em entrevista ao portal Zenit.

Angelo V. explicou que decidiu se encontrar com o Papa Francisco após um sonho com o Pontífice, no qual ele aparecia com uma casula vermelha, segurando um turíbulo e rodeado por cardeais. A princípio não deu muita atenção ao sonho, até que assistiu a uma Missa do Santo Padre em que ele aparecia exatamente como na visão. "Passou-me pela cabeça: tenho que ir a Roma. Ademais, naquela época estava lendo um livro do Padre Gabriele Amorth no qual ele dizia que Bento XVI e João Paulo II haviam feito exorcismos em possuídos".

Os exorcismos feitos por Bento XVI e João Paulo II também repercutirem na mídia. No caso do Papa polonês, teriam sido três, sendo um deles poucos anos antes de sua morte, em 2005. Apesar do peso dos 80 anos e da doença de Mal de Parkinson, o embate entre o Santo Padre e o demônio teria ocorrido na tarde de 6 de setembro de 2002. A vítima seria uma italiana de 19 anos. Já Bento XVI teria confrontado o ódio do diabo numa das tradicionais Assembleias gerais de quarta-feira. Segundo o relato do Padre Gabriele Amorth, ao perceber a agitação dos endemoniados, o Papa alemão fitou-os e os abençoou. "Para os possessos isso funcionou como um soco em seus corpos por inteiro", conta o exorcista em seu livro "O último exorcista".

O flagelo do diabo imposto a Angelo já lhe causou grandes dramas. "Por sorte, meus filhos nunca me viram em transe, mas sabem que estou doente", lamentou ao El Mundo. Ele confessou que "há momentos em que os demônios parecem que vão sair, mas nunca se vão". Em um mundo cada vez mais dilacerado pelo materialismo, a história de Angelo é uma pedra de tropeço, que revela a existência do Mal e sua antiga batalha contra o Vigário de Cristo. E como ficou claro desde a sua primeira homilia, no que depender de Francisco, essa luta ainda perdurará por muitos anos.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Oração a São Miguel Arcanjo

"São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate;
sede nosso auxílio contra as maldades
e ciladas do demônio,
instante e humildemente vos pedimos
que Deus sobre ele impere e vós,
Príncipe da milícia celeste,
com esse poder divino
precipitai no inferno a Satanás
e aos outros espíritos malignos
que vagueiam pelo mundo para perdição das almas.
Amém."

| Categoria: Espiritualidade

A ação de Satanás e o exorcismo explicados por um padre exorcista

Exorcista descreve o ritual de exorcismo, explica como Satanás age cotidianamente e o que fazer para proteger-se

No domingo de Pentecostes, uma cena protagonizada pelo Papa Francisco e um endemoninhado na Praça de São Pedro reacendeu no mundo o interesse pela figura do "exorcista". Porém, a visão desse ministério, presente na Igreja desde os seus albores, está atualmente contaminada pelo desconhecimento de sua atividade e por inúmeros resquícios de Hollywood, fazendo com que a visão dos exorcismos corresponda mais à visão apresentada pelos cinemas do que à sua realidade.

Neste vídeo, o Padre Duarte Sousa Lara, sacerdote exorcista, explica como se dá a ação de Satanás na vida das pessoas, ao se aproveitar dos pecados, da indolência e da falta de decisão dos cristãos pela vivência da fé, levando muitos à perdição. O Padre Lara, que acompanhou durante muito tempo o ministério de Padre Gabriele Amorth, também explica o que é necessário fazer para evitar as armadilhas demoníacas.

Tags: Oração, Exorcismo

| Categoria: Papa Francisco

Papa Francisco condena corrupção entre os cristãos

Durante sua homilia, o Santo Padre criticou a autossuficiência de muitos cristãos, dizendo: “pecadores sim, corruptos não”.

Na Missa celebrada esta manhã na Capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco refletiu sobre os "três modelos de cristãos na Igreja: os pecadores, os corruptos e os Santos", e exclamou "pecadores sim, corruptos não!".

O Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, concelebrou a Eucaristia, a que assistiram um grupo de sacerdotes e colaboradores desta congregação vaticana e um grupo de Cavalheiros de Sua Santidade.

Ao meditar sobre pecadores, corruptos e Santos, o Santo Padre assinalou que "não é necessário falar muito dos pecadores, porque todos o somos", indicando que conhecemos "o nosso interior e sabemos o que é um pecador. E se algum de nós não se sente pecador, procure um bom ‘médico espiritual’", porque "alguma coisa está errada".

O Papa indicou que os corruptos querem "apropriar-se da vinha e perderam o relacionamento com o dono dela", que "nos chamou com amor, que zela por nós e também nos dá a liberdade".

Estas pessoas, advertiu Francisco, "se sentiram fortes, se sentiram autônomas de Deus". "Estes, lentamente, escorregaram sobre aquela autonomia, a autonomia na relação com Deus: ‘Nós não temos necessidade daquele Dono, que não venha para nos incomodar!’. E nós seguimos adiante assim. Estes são os corruptos! Aqueles que eram pecadores como todos nós, mas que deram um passo adiante, como se se tivessem consolidado no pecado: não têm necessidade de Deus!".

Entretanto, o Papa assinalou que esta falta de necessidade de Deus é "só aparência, porque no seu código genético está impressa esta relação com Deus". "E como não a podem negar, fazem para si um Deus especial: são Deus eles mesmos. São os corruptos".

O Santo Padre assinalou que a presença dos corruptos "é também um perigo para nós", pois nas comunidades cristãs estes pensam somente em seu próprio grupo. "Judas começou, de pecador avaro e terminou na corrupção. O caminho da autonomia é um caminho perigoso: os corruptos são grandes desmemoriados, esqueceram este amor, com o qual o Senhor plantou a vinha...".

Os corruptos, disse o Papa, "cortaram a relação com este amor! E eles se converteram em adoradores de si mesmos. Quanto mal causaram os corruptos nas comunidades cristãs! Que o Senhor nos livre de escorregar neste caminho da corrupção".

Francisco também se referiu aos Santos, e recordou os 50 anos da morte do Beato João XXIII, um "modelo de santidade". Os Santos, disse o Papa, são "aqueles que obedecem ao Senhor, aqueles que adoram o Senhor, aqueles que não perderam a memória de amor, com o qual o Senhor plantou a vinha".

"Assim como os corruptos fazem tanto dano à Igreja, os Santos fazem muito bem para ela". O Santo Padre recordou que "o apóstolo João disse que os corruptos são o anticristo, que estão no meio de nós, mas que não são parte de nós. A Palavra de Deus nos fala dos Santos como de luz, ‘aqueles que estarão ante o trono de Deus, em adoração’".

"Peçamos hoje ao Senhor a graça de nos sentir pecadores, mas verdadeiros pecadores, não pecadores em geral, mas pecadores por isso, isto e isto, concretos, com o concreto do pecado. A graça de não nos converter em corruptos: pecadores sim, corruptos não! E a graça de ir pelo caminho da santidade. Assim seja".

Por: ACI/EWTN Noticias