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Maçonaria, “uma pertença incompatível com a fé católica”
Doutrina

Maçonaria, “uma pertença
incompatível com a fé católica”

Maçonaria, “uma pertença incompatível com a fé católica”

Pode até ser que a maçonaria, como alegam alguns, tenha deixado de conspirar contra a Igreja. Mas suas “ideias filosóficas e concepções morais” continuam sendo frontalmente “opostas à doutrina católica”. Saiba o porquê.

Congregação para a Doutrina da Fé,  Santa Sé8 de Novembro de 2018
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Em 26 de novembro de 1983 a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma Declaração sobre as associações maçônicas (cf. AAS 76, 1984, 300). A pouco mais de um ano de distância da sua publicação [1] pode ser útil explicar brevemente o significado deste documento.

Desde que a Igreja começou a pronunciar-se a respeito da maçonaria o seu juízo negativo foi inspirado por multíplices razões, práticas e doutrinais. Ela não julgou a maçonaria responsável apenas de atividades subversivas a seu respeito, mas desde os primeiros documentos pontifícios sobre o assunto e em particular na encíclica Humanum Genus de Leão XIII (20 de abril de 1884), o Magistério da Igreja denunciou na maçonaria ideias filosóficas e concepções morais opostas à doutrina católica. Para Leão XIII elas reportavam-se essencialmente a um naturalismo racionalista, inspirador dos seus planos e das suas atividades contra a Igreja [2]. Na sua Carta ao Povo Italiano “Custodi” (8 de dezembro de 1892) ele escrevia: “Recordemo-nos que o cristianismo e a maçonaria são essencialmente inconciliáveis, de modo que inscrever-se numa significa separar-se da outra”.

Não se podia, portanto, deixar de tomar em consideração as posições da maçonaria sob o ponto de vista doutrinal, quando nos anos 1970-1980 a Sagrada Congregação estava em correspondência com algumas Conferências Episcopais particularmente interessadas neste problema, em consequência do diálogo empreendido por parte de personalidades católicas com representantes de algumas lojas que se declaravam não hostis ou até favoráveis à Igreja.

Agora o estudo mais aprofundado levou a S.C.D.F. a manter-se na convicção da inconciliabilidade de fundo entre os princípios da maçonaria e os da fé cristã.

Prescindindo portanto da consideração da atitude prática das diversas lojas, de hostilidade ou não para com a Igreja, a S.C.D.F., com a sua declaração de 26 de novembro de 1983, pretendeu colocar-se no nível mais profundo e por outro lado essencial do problema: isto é, sobre o plano da inconciliabilidade dos princípios, o que significa no plano da fé e das suas exigências morais.

A partir deste ponto de vista doutrinal, em continuidade, de resto, com a posição tradicional da Igreja, como testemunham os documentos acima citados de Leão XIII, derivam depois as necessárias consequências práticas, que são válidas para todos aqueles fiéis que estivessem eventualmente inscritos na maçonaria.

A propósito da afirmação sobre a inconciliabilidade dos princípios, todavia, vai-se agora objetando de alguns lados que o essencial da maçonaria seria precisamente o fato de não impor algum “princípio”, no sentido de uma posição filosófica ou religiosa que seja vinculante para todos os seus aderentes, mas antes reunir conjuntamente, para além dos confins das diversas religiões e visões do mundo, homens de boa vontade com base em valores humanísticos compreensíveis e aceitáveis por todos.

A maçonaria constituiria um elemento de coesão para todos aqueles que crêem no Arquiteto do Universo e se sentem comprometidos em relação àquelas orientações morais fundamentais que estão definidas por exemplo no Decálogo; ela não afastaria ninguém da própria religião, mas pelo contrário constituiria um incentivo a aderir ainda mais a ela.

Nesta sede não podem ser discutidos os multíplices problemas históricos e filosóficos que se escondem em tais afirmações. Que também a Igreja Católica estimule no sentido de uma colaboração de todos os homens de boa vontade, não é decerto necessário salientá-lo depois do Concílio Vaticano II. O associar-se na maçonaria vai todavia além, decididamente, desta legítima colaboração e tem um significado muito mais saliente e determinante do que este.

Antes de tudo deve recordar-se que a comunidade dos “pedreiros-livres” e as suas obrigações morais se apresentam como um sistema progressivo de símbolos de caráter extremamente absorvente. A rígida disciplina do arcano que nela predomina reforça ulteriormente o peso da interação de sinais e de ideias. Este clima de segredo comporta, além de tudo, para os inscritos o risco de se tornarem instrumento de estratégias que lhes são desconhecidas.

Embora se afirme que o relativismo não é assumido como dogma, todavia propõe-se de fato uma concepção simbólica relativística, e portanto o valor “relativizante” de uma tal comunidade moral-ritual, longe de poder ser eliminado, resulta pelo contrário determinante.

Neste contexto, as diversas comunidades religiosas, a que pertence cada um dos membros das Lojas, não podem ser consideradas senão como simples institucionalizações de uma verdade mais ampla e incompreensível. O valor destas instituições parece, portanto, inevitavelmente relativo, em relação a esta verdade mais ampla, a qual se manifesta antes na comunidade da boa vontade, isto é na fraternidade maçônica.

Para um cristão católico, todavia, não é possível viver a sua relação com Deus numa dúplice modalidade, isto é, dividindo-a numa forma humanitária, superconfessional, e numa forma interior, cristã. Não pode cultivar relações de duas espécies com Deus, nem exprimir a sua relação com o Criador através de formas simbólicas de duas espécies. Isto seria algo de completamente diverso daquela colaboração, que para ele é óbvia, com todos aqueles que estão empenhados na prática do bem, embora a partir de princípios diversos. Por outro lado, um cristão católico não pode participar ao mesmo tempo na plena comunhão da fraternidade cristã e, por outro lado, olhar para o seu irmão cristão, a partir da perspectiva maçônica, como para um “profano”.

Mesmo quando, como já se disse, não houvesse uma obrigação explícita de professar o relativismo como doutrina, todavia a força “relativizante” de uma tal fraternidade, pela sua mesma lógica intrínseca, tem em si a capacidade de transformar a estrutura do ato de fé de modo tão radical que não é aceitável por parte de um cristão, “ao qual é cara a sua fé” (Leão XIII).

Esta subversão na estrutura fundamental do ato de fé, realiza-se, além disso, geralmente, de modo suave e sem ser advertida: a sólida adesão à verdade de Deus, revelada na Igreja, torna-se simples pertença de uma instituição, considerada como uma forma expressiva particular ao lado de outras formas expressivas, mais ou menos igualmente possíveis e válidas, do orientar-se do homem para o eterno.

A tentação de ir nesta direção é hoje ainda mais forte, enquanto corresponde plenamente a certas convicções prevalecentes na mentalidade contemporânea. A opinião de que a verdade não pode ser conhecida é característica típica da nossa época e, ao mesmo tempo, elemento essencial da sua crise geral.

Precisamente considerando todos estes elementos a Declaração da S. Congregação afirma que a inscrição nas associações maçônicas “está proibida pela Igreja” e os fiéis que nelas se inscreverem “estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”.

Com esta última expressão, a S. Congregação indica aos fiéis que tal inscrição constitui objetivamente um pecado grave e, precisando que os aderentes a uma associação maçônica não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão, ela quer iluminar a consciência dos fiéis sobre uma grave consequência que lhes advém da sua adesão a uma loja maçônica.

A S. Congregação declara por fim que “não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas, com um juízo que implique derrogação de quanto acima estabelecido” [3]. A este propósito o texto faz também referência à Declaração de 17 de fevereiro de 1981, a qual já reservava à Sé Apostólica todo o pronunciamento sobre a natureza destas associações que tivesse implicado derrogações da lei canônica então em vigor (cân. 2335).

Do mesmo modo, o novo documento emitido pela S.C.D.F. em novembro de 1983 exprime idênticas intenções de reserva relativamente a pronunciamentos que divergissem do juízo aqui formulado sobre a inconciliabilidade dos princípios da maçonaria com a fé católica, sobre a gravidade do ato de se inscrever numa loja e sobre a consequência que daí deriva para se aproximar da Sagrada Comunhão. Esta disposição indica que, apesar da diversidade que pode subsistir entre as obediências maçônicas, em particular na sua atitude declarada para com a Igreja, a Sé Apostólica nota-lhes alguns princípios comuns, que requerem uma mesma avaliação por parte de todas as autoridades eclesiásticas.

Ao fazer esta Declaração, a S.C.D.F. não entendeu desconhecer os esforços realizados por aqueles que, com a devida autorização deste Dicastério, procuraram estabelecer um diálogo com representantes da maçonaria. Mas, desde o momento que havia a possibilidade de se difundir entre os fiéis a errada opinião de que a adesão a uma loja maçônica já era lícita, ela considerou ser seu dever dar-lhes a conhecer o pensamento autêntico da Igreja a este propósito e pô-los em guarda quanto a uma pertença incompatível com a fé católica.

Só Jesus Cristo é, de fato, o Mestre da Verdade e só nEle os cristãos podem encontrar a luz e a força para viver segundo o desígnio de Deus, trabalhando para o verdadeiro bem dos seus irmãos.

Notas

  1. Neste ano de 2018, a declaração da Doutrina da Fé completa 35 anos (Nota da Equipe CNP).
  2. Da encíclica Humanum Genus, destaque-se o seguinte: “A doutrina fundamental dos naturalistas, que eles tornam suficientemente conhecida em seu próprio nome, é que a natureza humana e a razão humana deveriam em todas as coisas ser senhora e guia. Eles ligam muito pouco para os deveres para com Deus, ou os pervertem por opiniões errôneas e vagas. Pois eles negam que qualquer coisa tenha sido ensinada por Deus; eles não permitem qualquer dogma de religião ou verdade que não possa ser entendida pela inteligência humana, nem qualquer mestre que deva ser acreditado por causa de sua autoridade. E desde que é o dever especial e exclusivo da Igreja Católica estabelecer completamente em palavras as verdades divinamente recebidas, ensinar, além de outros auxílios divinos à salvação, a autoridade de seu ofício, e defender a mesma com perfeita pureza, é contra a Igreja que o ódio e o ataque dos inimigos é principalmente dirigido.” Ou seja, a luta dos maçons contra a Igreja não é uma conspiração destituída de razão; se a inimizade entre as duas instituições aparentemente cessou, as razões da incompatibilidade entre as duas não (Nota da Equipe CNP).
  3. Em outras palavras, bispos e padres não têm o poder de “desautorizar” a determinação que vem de Roma (Nota da Equipe CNP).

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Parabéns, Padre Paulo Ricardo, e obrigado!
Padre Paulo Ricardo

Parabéns,
Padre Paulo Ricardo, e obrigado!

Parabéns, Padre Paulo Ricardo, e obrigado!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por nos ensinar a nada antepor a Cristo! Que Deus o conserve no caminho da santidade e que a sua fidelidade e perseverança continuem a inspirar também a nossa.

Equipe Christo Nihil Praeponere7 de Novembro de 2018
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Padre Paulo Ricardo,

Nossos votos de feliz aniversário resumem-se em uma palavra: gratidão.

Na homilia de hoje, providencialmente, o senhor explica a expressão que consta desde sempre no frontispício de nossa página: Christo nihil præponere, “nada antepor a Cristo”, não colocar nada antes de Cristo… É o lema do nosso apostolado, mas é também, cada vez mais, o lema que conseguimos ver na sua própria vida.

E é uma alegria muito grande para nós, seus filhos, notar como o senhor — não sem colaborar com a graça de Deus, é claro — tem resgatado em si o “primeiro amor”, não deixando que se apague a chama da caridade em sua alma. É um alento para nós porque a tentação de desanimar sempre está à espreita dos que andamos por este vale de lágrimas… As circunstâncias da vida vão nos agitando, nos movendo muitas vezes para onde não queremos ir e quantas vezes nossa vontade não vai “adaptando” esse propósito inicial de Christo nihil præponere para acomodar um apegozinho mundano aqui, um mau hábito ali…

— O nosso pai, no entanto, permanece firme — dizemos a nós mesmos. — Seremos firmes também nós. O nosso pai não abre mão de sua fé. Por que cederíamos nós? O nosso pai não se arreda da vida de oração. Por que seríamos loucos de abandoná-la? O nosso pai não desiste de Deus. Por que nós desistiríamos?

Se o senhor corre em direção à santidade, padre, também nós queremos apressar o passo e fazer-lhe companhia!

Nós sabemos bem, padre, que “maldito é o homem que confia no homem”. Maledictus homo qui confidit in homine. Mas não creio que se possam recriminar os filhos por se apoiarem no seu pai. Em uma sociedade que parece ter perdido por completo a sua referência de paternidade, Deus nos agraciou com o senhor e nós, por nossa vez, só o que queremos é agradecer a Ele… por não nos haver deixado órfãos.

Que Deus o conserve no caminho da santidade, padre, e que a sua fidelidade e perseverança continuem a inspirar também a nossa.

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A pornografia na vida de um “serial killer”
Sociedade

A pornografia na vida
de um “serial killer”

A pornografia na vida de um “serial killer”

Ted Bundy, um dos piores assassinos em série da história, se considerava “essencialmente uma pessoa normal, tinha bons amigos e levava uma vida comum, exceto por este pequeno, mas muito potente e destrutivo detalhe”.

Catholic News AgencyTradução:  e adaptação por Equipe CNP6 de Novembro de 2018
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Assassino infame, necrófilo e predador sexual, a biografia de Ted Bundy, um dos piores assassinos em série da história, ainda hoje atrai o interesse de psicólogos, que especulam o que teria levado aquele jovem e promissor estudante de Direito a cometer crimes tão terríveis.

Ted admitiu ter matado 30 jovens mulheres (inclusive meninas) na década de 1970, mas foi certamente responsável por muitos outros homicídios. Com seu aspecto charmoso e gentil, ele seduzia as vítimas e atacava-as brutalmente. Muitas delas eram universitárias jovens e atraentes da costa noroeste dos Estados Unidos.

Mas o que exatamente levava Ted Bundy a cometer esses atos hediondos? De acordo com o próprio serial killer, um grande fator que o motivou foi a pornografia violenta.

Embora o testemunho de um psicopata e assassino em série seja claramente suspeito, seu relato se assemelha ao de outros numerosos exemplos de criminosos violentos envolvidos com pornografia.

Um dia antes de ser morto na cadeira elétrica em 1989, Ted Bundy recebeu centenas de pedidos de entrevista dos meios de comunicação. Ele rejeitou todos e só concedeu sua entrevista final ao Dr. James Dobson, fundador da organização Focus on the Family, a quem ele acreditava ter algo importante a dizer.

Nesta entrevista exclusiva (que pode ser vista, com legendas em português, aqui), Ted apresentou a pornografia como uma explicação possível para seu comportamento. “Eu era essencialmente uma pessoa normal, tinha bons amigos e levava uma vida comum, exceto por este pequeno, mas muito potente e destrutivo detalhe, que eu mantinha em absoluto segredo e não compartilhava com ninguém”, disse.

Ted Bundy diz que primeiro descobriu “pornografia leve” em mercearias, e foi compelido a consumir mais, em formas cada vez mais violentas. “Como um vício, você fica desejando uma coisa mais forte, que lhe dê uma excitação maior, até que chega um ponto em que a pornografia vai longe demais”.

Ted Bundy.

O material foi, segundo ele, um “elo indispensável na cadeia de comportamentos” que o levou aos ataques e assassinatos. Era também um fator comum a outros infratores violentos que ele encontrou durante sua estadia na prisão. “Vivi na prisão por muito tempo e conheci muitos homens motivados a cometer violência assim como eu e, sem exceção, todos eles eram profundamente envolvidos com pornografia. Sem dúvida, sem exceção, profundamente influenciados e consumidos pelo vício em pornografia”, acrescentou.

Questionado sobre seu veredito, ele declarou: “Eu acho que a sociedade merece ser protegida de mim e de pessoas como eu. Disso eu tenho certeza.”

Contudo, ele disse, “pessoas bem-intencionadas condenarão a conduta de um Ted Bundy ao mesmo tempo que elas passam por uma banca de revistas repleta dessas mesmas coisas que põem as crianças no caminho de se tornarem Ted Bundys. Essa é a ironia”.

Ainda que seja uma relação de causalidade difícil de comprovar, muitos delinquentes violentos têm uma forte ligação com a pornografia, inclusive assassinos famosos.

Brian Mitchell, que sequestrou e manteve cativa a jovem Elizabeth Smart, de 14 anos, em 2002, também era viciado em pornografia. Em 2016, depois de sua libertação, Elizabeth falou ao grupo Fight the New Drug sobre o impacto que a pornografia havia deixado em seu algoz.

Assistir a pornografia não era o bastante para ele. Ter sexo com a própria esposa, depois de ter visto pornografia, não era o suficiente para ele”, ela conta. “E então isso o levou a finalmente sair e me sequestrar. Ele sempre só queria mais.”

Ela se lembra de quando, uma vez, Brian “estava realmente excitado e como que empolgado com algo”. Seu entusiasmo era com um vídeo de pornografia pesada, que ele forçou a menina a assistir e a reencenar com ele. “Eu me lembro que ele se sentava e ficava assistindo àquilo”, conta Elizabeth. “Ele só falava dessas mulheres e, então, quando estava satisfeito, ele se voltava para mim e dizia: ‘Agora nós vamos fazer isso’.”

“Isso só o levou a me estuprar ainda mais. Mais do que ele já fazia, e era muito.”

Não fosse a pornografia, Elizabeth diz não saber se Brian a teria raptado. “Tudo o que eu sei é que a pornografia tornou meu inferno nesta terra ainda pior.”

Estudos mostram uma correlação entre o consumo de pornografia e a comissão de crimes violentos. Uma análise de 1995 de 33 diferentes pesquisas mostra que assistir a pornografia faz aumentar comportamentos agressivos, desde ter fantasias violentas até chegar ao ponto de realmente cometer ataques do gênero. Um estudo conduzido pela Universidade de Nova Hampshire mostrou que estados norte-americanos com maior índice de leitores de revistas pornográficas também têm as maiores taxas de estupro.

Outros criminosos violentos que assistiam frequentemente a pornografia e se tornaram infratores incluem:

  • Mark Bridger, que sequestrou, violentou e matou April Jones, de 5 anos, e mantinha imagens explícitas de abuso sexual infantil em seu computador pessoal;
  • o serial killer britânico Stuart Hazell, que guardava imagens de pornografia infantil e de bestialismo, e que tirou fotos íntimas de uma vítima sua de apenas 12 anos (há evidências de que ele a estuprou antes de matá-la); e
  • Jeffrey Dahmer, outro assassino em série, que revelou durante uma entrevista que parte de sua rotina antes de procurar por sua próxima vítima incluía o ato de ver pornografia.

A pornografia virtual é um dos vícios que mais crescem no mundo, ao lado da cocaína e dos jogos de azar. Outrora confinada às páginas de uma Playboy clandestina, a pornografia agora pode estar nas mãos de qualquer um com um smartphone, e está mais prolífica e anônima do que nunca. Os sites de vídeos pornográficos estão entre os mais visitados do mundo. Com o acesso crescente, também tem aumentado a consciência dos vícios em pornografia, com várias celebridades vindo a público denunciá-la, numerosas autoridades públicas relacionando-a a uma verdadeira crise de saúde pública e grupos antipornografia se formando para ajudar os dependentes a se livrar dessa miséria.

Também aqui, em nosso site, dispomos de um conteúdo para ajudar as pessoas que sofrem com esse vício. Trata-se do curso O Mal da Pornografia e da Masturbação. Assista e comece hoje mesmo a trilhar o caminho da restauração!

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“Como se fosse uma praga”
Sociedade

“Como se fosse uma praga”

“Como se fosse uma praga”

Chegamos ao ponto em que “evitamos a vida como se fosse uma praga ou a descartamos como se não significasse nem valesse nada, arrogando-nos o direito de decidir” quando os seres humanos devem ou não viver.

Peter Kwasniewski,  LifeSiteNews.comTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere5 de Novembro de 2018
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O filósofo francês Gabriel Marcel disse uma vez: “A mulher grávida leva dentro de si a própria esperança”.

Mas o que é que nós, seres humanos, tanto esperamos? Esperamos o amor das outras pessoas, esperamos uma vida plena, amizade, alegria. Esperamos, em última análise, a própria felicidade, entendida não como um sentimento agradável e mal definido, mas como a realização de todos os nossos desejos e anseios, como a cura das nossas feridas, a recuperação das nossas forças, a revelação do sentido de tudo o que fomos, fizemos e sofremos.

Preferiríamos viver sem pão a viver sem esperança. Com ela, é possível resistir a torturas as mais desumanas, como se vê na vida dos mártires; sem ela, mesmo as coisas boas da vida tornam-se insípidas e perdem o atrativo.

O cristianismo surgiu num mundo que cambaleava, embriagado, entre a superstição e o esoterismo, entre o desespero do tédio e o narcisismo insaciável,  e abriu nele um caminho nobre, luminoso e libertador. O cristianismo foi sentido realmente como uma “lufada de ar fresco”, como a boa nova de um novo sentido e propósito para a vida.

Os cristãos eram conhecidos por sua gentileza e hospitalidade — e sobretudo, como testemunham alguns documentos antigos, por não exporem os próprios filhos à morte, como faziam os pagãos. O cristianismo fez com que valesse a pena de novo não só viver, mas também dar a vida a outros. Diferentemente dos pagãos, os cristãos não tentavam evitar ou “interromper” a gestação, nem descartavam os filhos “indesejados”. Sabiam que Deus velava por eles com amor, querendo-os como a seus filhos, e por isso se tornaram capazes de cuidar dos outros com amor.

Eis o poder do amor que a religião de Cristo trouxe ao mundo. Nenhuma outra religião se lhe assemelha; nenhuma promete o que ela promete; nenhuma confirma as próprias promessas com um número tão grande de amantes heróicos e maravilhas, isto é, com santos e milagres. Sob o reinado do cristianismo, reconhecia-se o valor intrínseco da vida; e, com efeito, o seu valor tornou-se “quase infinito” graças à divinização do homem realizada pelos sacramentos e à vida eterna à qual eles conduzem.

No entanto, uma vez que a graça supõe a natureza, podemos dizer também que a bondade da vida — o valor de estar vivo — é uma verdade elementar. A humanidade inteira sente-se inquestionavelmente apegada à vida, e não há quem não afirme que a vida é o bem primário e mais básico de todos, sem o qual seria impossível haver qualquer outro bem. O coração de quem realmente ama, além disso, anseia por vida e crescimento, assim como a criança que é fruto natural do amor dos pais.

Por isso, chegar ao ponto em que evitamos a vida como se fosse uma praga ou a descartamos como se não significasse nem valesse nada, arrogando-nos o direito de decidir quando uma vida deve ou não ser vivida, e não só a nossa, mas também a de outros — chegar a este ponto, ia dizendo, é divorciar-se da realidade, é distanciar-se da bondade da vida, é cair na ilusão de que a vida é um problema sobre o qual nós temos a palavra final.

Nós mesmos, não havendo cometido nenhum crime que mereça a pena de morte, não admitiríamos um suposto ‘direito’ dos outros sobre nossas vidas. (Muito menos no Brasil, onde a pena capital sequer existe — Nota da Equipe CNP.) É portanto uma contradição monstruosa que, ao mesmo tempo, reclamemos um poder tirânico sobre a vida dos nascituros, de futuros homens e mulheres como nós, que nada fizeram para merecer ser eliminados da existência.

Nessa luta contra o matrimônio, a procriação e a defesa da vida, precisamos nos dar conta de que estamos diante de uma combinação de niilismo metafísico e egoísmo espiritual muito mais poderosa do que qualquer arma humana ou sistema político: trata-se de uma corrupção diabólica da inteligência e do coração que não pode ser vencida a não ser pela oração, o jejum e o martírio, como os erros e os crimes que os primeiros cristãos tiveram de enfrentar.

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