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A destruição arquitetada por um anjo
EspiritualidadeSociedade

A destruição arquitetada por um anjo

A destruição arquitetada por um anjo

A lenta e gradual construção da “cidade dos homens” é obra de uma inteligência angélica

Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Junho de 2014
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Em uma das muitas alocuções que proferiu, o Papa Pio XII indicou o caminho que o demônio pavimentou, ao longo da história, para destruir o homem, criado à “imagem e semelhança" de Deus [1]:

“Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; às vezes a autoridade sem a liberdade. É um 'inimigo' que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como as principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus. O 'inimigo' tem trabalhado e trabalha para que Cristo seja um estranho na universidade, na escola, na família, na administração da justiça, na atividade legislativa, na assembleia das nações, lá onde se determina a paz ou a guerra." [2]

A primeira coisa que Pio XII faz é colocar as pessoas diante do nemico. O Papa quer convencer os homens de que a obra de destruição que se apresenta aos seus olhos não é fruto do acaso ou, como pregam os progressistas, do zeitgeist – o “espírito dos tempos". Trata-se, de verdade, de um empreendimento demoníaco. Há, por trás de toda a confusão e barbárie deste e de outros séculos, uma inteligência angélica, que, desde que caiu, trabalha incessantemente para perverter a obra da Criação e fazer perder as almas que Cristo conquistou com o Seu sangue, na Redenção.

Como explicar que o projeto de um anjo se torne tão concreto e visível no decorrer da história, só é possível a partir dos agentes humanos que, juntamente com o demônio, bradaram “non serviam", a fim de servirem ao mal. Embora seus destinos eternos estejam nas mãos de Deus – e só Ele possa dizer se o “oitavo sacramento", a ignorância invencível, os salvou –, suas obras humanas denunciaram clamorosamente sua identidade. Do Imperador Nero, no século I, passando pelos iluministas anticristãos, até Karl Marx e seus seguidores, muitos foram os homens que aderiram abertamente ao projeto do mal e muitos foram os passos dados rumo ao “amor de si até ao desprezo de Deus" [3].

É verdade que, hoje, tantas coisas más e perversas que os homens cometem ganham gentilmente outros nomes. Hoje sequer se ouvem mais as palavras “pecado" ou “erro". Todas as ações humanas transitam entre o “conveniente" e o “socialmente inapropriado", entre o “agradável" e o “politicamente correto". Só que nem mil jogos de palavras podem mudar ou desfazer a realidade das coisas. Conscientemente ou não, quem quer que trabalhe para implantar no mundo um “sistema de pecado" – como é o caso de organizações que financiam o aborto, de grupos que querem a destruição da família e de religiosos que pedem a implantação de uma religião única e mundial, sem Cristo e sem a Igreja – está trabalhando para Satanás.

As palavras não são exageradas. O próprio Jesus não poupou palavras para denominar os mentirosos: “Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai". Semelhantes palavras podem ser dirigidas a quem, obstinado no mal, opera incansavelmente para defender a morte e a mentira, obras daquele “era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade" [4].

É verdadeiramente monstruosa a construção – ou a destruição – que os filhos das trevas fazem no mundo. No entanto, não é sadio que os cristãos se detenham diante dessa imensa Babel, nem que cruzem os braços, inertes. Afinal, “todas as coisas" – inclusive a ação dos anjos decaídos – “concorrem para o bem dos que amam a Deus" [5]. Os filhos de Deus não devem temer: nas batalhas desta vida, são guiados e amparados por “aquela misteriosa presença de Deus na história, que é a Providência" [6].

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A mortificação, escada para subir ao Céu
Espiritualidade

A mortificação, escada para subir ao Céu

A mortificação, escada para subir ao Céu

As verdades que Cristo pregou do alto da montanha continuam válidas para hoje: fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao Céu.

Equipe Christo Nihil Praeponere20 de Junho de 2014
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Embora seja contraditória, tem atraído muitas pessoas a ideia de um Cristianismo sem sofrimento, sem penitências nem mortificações. Não se fala mais da necessidade de renunciar a si mesmo e tomar a própria Cruz [1], embora tenha sido o próprio Cristo a sublinhar tal obrigação. Não se ostenta mais a figura de Jesus Crucificado nas paredes de construções e nem mesmo nas igrejas, como se a constante lembrança das dores de Cristo fosse penosa ou até perigosa para as pessoas.

É, de fato, um ditado bastante repetido: "Falar só de dor e sofrimento afasta as pessoas da Igreja". Mas onde está a caridade daqueles que calam tais temas apenas para manter o número de fiéis? É certo que o homem moderno não quer ouvir falar dessas coisas — antes, prefere que adociquem sua boca com o mel das novidades e dos prazeres. Mas a religião católica tem a ver com as vontades e preferências do mundo ou, antes, com a vontade e o reinado de Deus? A fé cristã tem a ver com o que o homem deseja ou com o que ele verdadeiramente precisa?

Rebate-se: "Mas o homem precisa sofrer?" Na verdade, a pergunta está mal colocada. Não é que o ser humano precise sofrer; é que ele precisa amar. E, novamente — afinal, sempre convém repetir —, neste mundo, não é possível que sejamos privados de sofrer simplesmente porque não podemos ser dispensados de amar. Não é que a religião cristã seja “masoquista" ou cultue a dor; é que foi esse o meio que Cristo escolheu para amar-nos e é também o meio pelo qual nós devemos amá-lO. "Deus, que te criou sem ti, não te salvará sem ti" [2], diz Santo Agostinho. Não basta que o sangue de Cristo tenha sido derramado por todos; é preciso que aproveitemos de sua eficácia, associando a nossa liberdade à ação da graça divina.

Neste tema, adverte o pe. Garrigou-Lagrange, é preciso evitar dois extremos perigosos: o primeiro, menos comum, é o rigorismo jansenista, que apregoa a prática de árduas mortificações sem considerar a razão para isso, como que numa tentativa de alcançar o Céu por forças puramente humanas. Com isso, perde-se de vista "o espírito da mortificação cristã, que não é soberba, senão amor de Deus" [3].

O segundo erro a ser evitado parece dominar o mundo de hoje: trata-se do naturalismo prático. Com os argumentos já apresentados acima, essa tendência reduz a fé cristã a um bom mocismo, ignorando — ou fingindo ignorar — as consequências do pecado original sobre o gênero humano.

Nessa brincadeira perigosa, nem as palavras de Jesus contam mais. O Cristo que adverte para arrancarmos de nós os olhos e as mãos, se são para nós ocasião de queda, porque "é melhor perderes um de teus membros do que todo o corpo ir para o inferno" [4]; o Cristo que pede que ofereçamos a face esquerda a quem bater em nossa direita, que entreguemos o nosso manto a quem nos tirar a túnica, que andemos dois quilômetros, ao invés de um só [5]; o Cristo que alerta para não jejuarmos "de rosto triste como os hipócritas" [6], “só para serdes notados" [7], é solenemente ignorado pelos naturalistas, que preferem fundar para si uma nova religião: a de um deus leniente com o pecado, com a indolência e com a preguiça espiritual.

É preciso deixar muito claro que não é possível construir um "novo" caminho, diferente do que indicou Jesus e do que trilharam os santos. Mirabilis Deus in sanctis suis, diz a Vulgata: "Deus é maravilhoso nos seus santos" [8]. E eles não passaram por outra via senão a da mortificação. Como se explica, por exemplo, que uma Santa Catarina de Sena tenha começado tão cedo a flagelar-se e a fazer jejuns rigorosos [9]? Que, para defender a sua pureza São Francisco se tenha revolvido na neve, São Bento se tenha jogado num silvado e São Bernardo tenha mergulhado num tanque gelado?

A chave para todas essas penitências é o amor, que não pode ser vivido neste mundo sem que crucifiquemos a nossa carne. Santo Afonso de Ligório ensina que "ou a alma subjuga o corpo, ou o corpo escraviza a alma". São Bernardo respondia aos que zombavam dos penitentes do seguinte modo: "Somos em verdade cruéis para com o nosso corpo, afligindo-o com penitências; porém mais cruéis sois vós contra o vosso, satisfazendo a seus apetites nesta vida, pois assim o condenais juntamente com a vossa alma a padecer infinitamente mais na eternidade".

Por que não se fala mais dessas coisas em nossas igrejas? Porque, infelizmente, quase nenhum espaço foi preservado desse maldito naturalismo, que pretende "inventar a roda" moldando um Cristianismo sem Cruz.

Para viver, é necessário mortificar-se, morrer mesmo, como o grão de trigo de que fala o Evangelho [11]. As verdades que Cristo pregou do alto da montanha continuam válidas para hoje e, como diz Santa Rosa de Lima, "fora da Cruz não existe outra escada para subir ao Céu".

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Jovem norte-americano é agredido por defender a vida
Sociedade

Jovem norte-americano é
agredido por defender a vida

Jovem norte-americano é agredido por defender a vida

Mesmo agredido por defender a vida, jovem norte-americano permanece firme: “Quando Jesus estava na cruz e o estavam agredindo, ele não parou.”

Equipe Christo Nihil Praeponere,  Students for Life17 de Junho de 2014
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Um jovem norte-americano foi agredido em um parque, na cidade de Tuscaloosa, no Alabama, enquanto distribuía panfletos com a mensagem “O aborto não é justiça social". No testemunho que compartilhou com outros membros do grupo “Estudantes pela Vida" (Students for Life), Ke'Ontai, de 17 anos, afirmou que nem isso o deterá em sua defesa pela vida desde a concepção.

“Estava em um parque entregando cartões de Estudantes pela Vida. Um homem parou e começamos uma discussão sobre aborto. Ele começou a ficar com raiva. Gritou, derrubou os cartões das minhas mãos e me empurrou para o chão", relata Ke'Ontai. “Nesse momento, não sabia o que pensar. O sujeito tinha mais de 150 quilos! Então ele ficou em cima de mim e começou a socar o meu rosto. Estava tentando escapar dele, mas não podia sair debaixo dele. Finalmente escapei e corri rapidamente para casa o mais rápido que podia."

No dia seguinte, contou, “fui à escola e meu diretor mandou-me ao hospital porque meu rosto estava muito machucado. O doutor me disse que tinha o nariz quebrado". Ke'Ontai conta que, no começo, estava com raiva, mas, depois, caiu em si e passou a rezar por ele. “Não podia estar bravo com este homem, porque sei que ele não me odiava, ele só não queria escutar a verdade."

Questionado por várias pessoas se ele ia parar com o seu trabalho em defesa da vida, o rapaz foi categórico: “Quando Jesus estava na cruz e o estavam agredindo, ele não parou."

Em testemunho, o jovem também lembrou como se vinculou à causa pró-vida depois de ver uma manifestação de oração em frente a uma clínica de aborto local.

Infelizmente, Ke'Ontai não é o primeiro nem será o último caso de agressão de abortistas aos defensores da vida. A “cultura da morte" se alimenta justamente do ódio e da violência contra o ser humano, mesmo em suas expressões mais inocentes e indefesas. Não espanta que agridam adolescentes pessoas que não tenham escrúpulo algum em ter agido da mesma forma contra bebês recém-concebidos no ventre de suas mães.

A mensagem nos cartões distribuídos pelo rapaz norte-americano – “O aborto não é justiça social" – também merece atenção. No Brasil, é comum ouvir o discurso de que “o aborto é questão de saúde pública" e de que a causa da sua legalização favorece os mais pobres. Inclusive, esta vem sendo a postura adotada pelo partido atualmente no poder. Sob a máscara de “justiça", de “igualdade", procura-se legitimar o inaceitável, aprovar aquilo que é absolutamente condenável. Ora, como pode ser considerado “justo" um ato que tem como fim “a supressão deliberada de um ser humano inocente" [1]? Como pode ser “libertadora" uma prática que priva para sempre as pessoas da luz da vida, não deixando que sequer venham ao mundo?

Embora pareçam bastante óbvios para muitos, esses apelos vêm sendo lenta e gradativamente obscurecidos por uma propaganda suja e mentirosa que visa chamar “ao mal bem", mudar “as trevas em luz", tornar “doce o que é amargo" [2]. Por isso, para conscientizar as pessoas de uma realidade que está inscrita na própria natureza humana, Deus capacita, com a Sua graça, pessoas dispostas e comprometidas com a Verdade, a fim de que verdadeiramente entreguem sua vida pela Vida presente em cada não-nascido. A valentia de Ke'Ontai – que, assim como São Paulo, não pretende gloriar-se senão na cruz de Cristo [3] – é um belo exemplo da ação de Deus em nosso meio, do Deus que não desiste da humanidade, ainda que ela se afaste tantas vezes de Seus desígnios.

Que o Senhor fortifique o jovem Ke'Ontai e todas as pessoas que se dedicam pela causa da vida. E que aqueles que hoje batalham em milícias inimigas possam abrir os olhos e conhecer a Verdade, sem a qual ninguém pode ser genuinamente libertado.

Notas

  • P.S.: O grupo "Estudantes pela Vida" organizou uma campanha, em inglês, para enviar mensagens de apoio a Ke'Ontai. Mande também sua mensagem: https://sfla.webconnex.com/keontai

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Nada antepor a Cristo
Padre Paulo Ricardo

Nada antepor a Cristo

Nada antepor a Cristo

Um agradecimento ao Padre Paulo Ricardo por seus 22 anos de sacerdócio dedicados ao serviço de Cristo e da Sua Igreja

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2014
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Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Neste dia em que o senhor completa 22 anos de sacerdócio, queremos cantar a Deus ação de graças por sua vida e por seu ministério, que tanto bem tem feito às almas do Brasil e dos fiéis católicos de língua portuguesa. E como o Criador de todo o universo escolhe agir no mundo por meio de Suas humildes criaturas, queremos também agradecer o senhor por ter entregado – e estar sempre entregando – sua liberdade a serviço da glória de Deus, da edificação da Igreja e da salvação das almas.

Em suas últimas aulas, homilias e “respostas católicas", o senhor tem nos ensinado que a perfeição não consiste simplesmente em evitar pecados graves ou em cumprir friamente a lei de Deus; a motivação de todos os nossos atos, dos mais simples e corriqueiros aos maiores e mais heroicos, deve ser o amor. “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos (...), mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas (...), ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria" [1].

Impossível não lembrar, à luz deste ensinamento de São Paulo, o exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus, que dizia ser o Amor a sua vocação. Em um dos vídeos que mais nos emocionaram, o senhor explicou em que consiste a infância espiritual desta grande doutora da Igreja [2]. E em um misto de sermão e oração, com lágrimas nos olhos e a voz embargada, o senhor rezava: “Meu Deus, eu não Vos compreendo, mas eu Vos amo".

Padre, quantas conversões aquelas lágrimas de amor não engendraram? Quantos corações aquelas palavras de zelo não incendiaram? Quantas almas aquela oração sincera não conquistou? E quantas tantas pessoas não voltaram ao redil de Cristo depois de entrarem em contato com o seu apostolado na Internet?

Por tudo isso, padre, e por todo o mais, queremos dizer: Muito obrigado.

Obrigado, padre, por abrir para nós os tesouros da fé católica, que tantos têm tentado ocultar, quando não lançar fora, nesses tempos de crise tão aguda na Igreja.

Obrigado, padre, por sempre submeter suas opiniões à Doutrina da Igreja e deixar-se modelar pelo ensinamento de dois mil anos de Cristo, que “é o mesmo ontem, hoje e sempre" [3], e “no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade" [4].

Obrigado, padre, porque, assim como São João Maria Vianney ensinou àquele rapaz que o mostrou o caminho de Ars os mistérios do Céu, o senhor está sempre a nos indicar o caminho da santidade, mostrando que não só não devemos contrariar o que Deus nos manda fazer, como devemos amar a Sua vontade.

O próprio Senhor disse que veio lançar fogo à terra: “Ignem veni mittere in terram" [5]. Rogamos à Virgem Santíssima, padre, para que, à imitação de Cristo, o senhor continue lançando fogo nos corações dos homens e lhes ensinando a nada antepor a Cristo.

São os votos sinceros de toda a família Christo Nihil Praeponere.

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