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“Meus filhos, não percam o valor nem a fé em Jesus Cristo”, escreve Asia Bibi
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“Meus filhos, não percam o valor nem
a fé em Jesus Cristo”, escreve Asia Bibi

“Meus filhos, não percam o valor nem a fé em Jesus Cristo”, escreve Asia Bibi

Estas foram palavras da cristã paquistanesa Asia Bibi, condenada à pena de morte por causa da lei de blasfêmia, ao seus filhos e ao seu esposo em uma carta inédita e agora publicada no livro “¡Sacadme de aqui!” (Tirem-me daqui!)

Equipe Christo Nihil Praeponere,  ACI Digital29 de Julho de 2012
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O livro foi escrito na prisão por Asia Bibi em colaboração com a jornalista francesa Anne-Isabelle Tollet. Na carta, a cristã dedica comovedoras palavras de amor ao seu esposo Ashiq e aos seus cinco filhos enquanto espera que seu pedido de clemência seja aceito ou que a pena seja executada. "Desde que voltei para minha cela e sei que vou morrer, todos meus pensamentos se dirigem a ti, meu amado Ashiq, e a vocês, meus adorados filhos. Nada sinto mais que deixá-los sós em plena tormenta", expressa a cristã.

“¡Sacadme de aqui!” (Tirem-me daqui!) - O livro foi escrito na prisão por Asia Bibi em colaboração com a jornalista francesa Anne-Isabelle Tollet.

Entretanto, a pesar do temor, Bibi alenta sua família a manter o desejo de serem felizes a pesar que a vida não é fácil todos os dias. "Somos cristãos e pobres, mas nossa família é um sol (…). Não sei ainda quando me enforcam, mas fiquem tranqüilos meus amores, irei com a cabeça bem alta, sem medo, porque estarei em companhia de Nosso Senhor e com a Virgem Maria, que me acolherão em seus braços", afirma.

O caso da Asia Bibi se converteu em notícia mundial em 2010 quando foi condenada à pena capital em aplicação da lei de blasfêmia, que pune com a morte na forca aqueles que supostamente ofendam o islã e que se converteu em uma arma de abuso contra as minorias religiosas no Paquistão e inclusive de vingança entre muçulmanos.

Atualmente há um recurso contra sua condenação. Entretanto teve que ser isolada em uma cela sem janela nem serviços higiênicos porque os muçulmanos puseram um preço na sua cabeça, incitando seu assassinato.

A carta escrita por Asia Bibi diz:

"Meu querido Ashiq, meus queridos filhos:
(...) Desde que voltei para minha cela eu sei que vou morrer, todos meus pensamentos se dirigem a ti, meu amado Ashiq, e a vocês, meus adorados filhos. Nada sinto mais que deixá-los sós em plena tormenta.

Você, Imran, meu filho maior de dezoito anos, desejo que você encontre uma boa esposa, a que você a fará feliz como seu padre me fez.
Você, minha primogênita Nasima, de vinte e dois anos, que já tem seu marido, com uma família que te acolheu tão bem; dê ao seu pai pequenos netinhos que você educará na caridade cristã como nós educamos você.

Você, minha doce Isha, que tem quinze anos, embora siga sendo meio louquinha. Seu pai e eu sempre a consideramos um presente de Deus, você é tão boa e generosa... Não tente entender por que sua mamãe já não está ao seu lado, mas entenda que você está muito presente em meu coração, tem nele um lugarzinho reservado apenas para ti.

«Não sou muçulmana, mas boa paquistanesa, católica e patriota, devota do meu país assim como de Deus.»

Cidra, não tem mais que treze anos, e bem sei que desde que estou na prisão você é quem se ocupa das coisas da casa, você é quem cuida da sua irmã mais velha, Isha, que tanto necessita de ajuda. Nada ressinto mais que tê-la conduzido a uma vida de adulto, você que é tão jovenzinha e que deveria estar ainda brincado de bonecas.

Minha pequena Isham, de apenas nove anos, e em breve perderá sua mamãe. Meu Deus, que injusta pode ser a vida! Mas como você continuará indo à escola, você ficará bem armada para defender-se da injustiça dos homens.

Meus filhos, não percam o valor nem a fé em Jesus Cristo. Dias melhores sorrirão para vocês lá encima, quando estiver nos braços do Senhor, continuarei velando por vocês. Mas por favor, peço-lhes aos cinco que sejam prudentes, peço-lhes que não façam nada que possa ofender os muçulmanos ou as regras deste país. Minhas filhas, eu gostaria que tivessem a sorte de encontrar um marido como seu pai.

Ashiq, eu te amei desde o primeiro dia, e os vinte e dois anos que passamos juntos são prova disto. Não deixei nunca de agradecer ao céu por ter encontrado você, por ter tido a sorte de um matrimônio por amor e não arranjado, como costume em nossa província. Tínhamos os dois um caráter que encaixava, mas o destino está aí, implacável… Indivíduos infames cruzaram o nosso caminho. E aí está você sozinho com os frutos de nosso amor: guarda a coragem e o orgulho de nossa família.

Meus filhos, (...) papai e eu tivemos sempre o desejo supremo de ser felizes e de fazer vocês felizes, mesmo que a vida não seja fácil todos os dias. Somos cristãos e pobres, mas nossa família é um sol. Gostaria tanto de ter visto vocês crescerem, seguir educando-os e fazer de vocês pessoas honestas… e vocês o serão! (...)Não sei ainda quando me enforcam, mas estejam tranqüilos meus amores, irei com a cabeça bem alta, sem medo, porque estarei em companhia de Nosso Senhor e com a Virgem Maria, que me acolherão em seus braços.

Meu bom marido, continua educando nossas crianças como eu teria desejado fazê-lo junto a ti.

Ashiq, filhos meus amantíssimos, vou deixá-los para sempre, mas os amarei por toda uma eternidade.

Mamãe".

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Bento XVI: nós rechaçamos a cultura diabólica da calúnia e da mentira
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Bento XVI: nós rechaçamos a cultura
diabólica da calúnia e da mentira

Bento XVI: nós rechaçamos a cultura diabólica da calúnia e da mentira

O Papa Bento XVI explicou que nós, os católicos, dizemos Não à perversa cultura da calúnia e da mentira, pois por sermos batizados pertencemos a Deus e por isso devemos viver na verdade.

Equipe Christo Nihil Praeponere,  ACI Digital24 de Julho de 2012
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Assim assinala o jornal vaticano L'Osservatore Romano, citando uma extensa reflexão de 30 minutos de duração oferecida pelo Santo Padre na Basílica de São João de Latrão (Roma), pela ocasião da inauguração do congresso eclesiástico da diocese de Roma. O Papa, falando sem ler, fez uma profunda reflexão sobre a realidade do Batismo e sua atualidade para os cristãos de hoje.

Depois de explicar algumas realidades próprias do sacramento, o Pontífice se referiu às três renúncias feitas durante o rito batismal. Sobre a renúncia "às seduções do mal para não deixar-se dominar pelo pecado", Bento XVI recordou que no passado a pergunta era diferente e se referia à "renuncia à pompa do diabo". "A pompa do diabo era sobre tudo os grandes espetáculos cruéis, nos que a crueldade se convertia em diversão, nos que matar os homens era uma coisa espetacular: um espetáculo era a vida e a morte de um homem. Estes espetáculos cruéis, esta diversão do mal eram a 'pompa do diabo', onde aparece com aparente beleza e, em realidade, aparece com toda sua crueldade".

O Papa explicou logo que "além deste significado imediato das palavras 'pompa do diabo', queria falar de um tipo de cultura, de um way of life (estilo de vida), no que não conta a verdade mas a aparência, onde não se busca a verdade mas o efeito, a sensação, e sob o pretexto da verdade, em realidade, os homens são destruídos, querem destruir e criar a si mesmos como vencedores".

Então, prosseguiu, "esta renúncia é muito real: a renúncia a um tipo de cultura que é uma anticultura, contra Cristo e contra Deus" que no Evangelho de São João é chamada "este mundo".

"Com 'este mundo', naturalmente, João e Jesus não falavam da criação de Deus, do homem como tal, mas sim de uma certa criatura que é dominante e se impõe como se fosse este o mundo e como se fosse este o modo de viver que se impõe. Deixo a cada um de vocês refletir sobre esta 'pompa do diabo', sobre esta cultura à qual dizemos 'não'".

O Papa disse logo que "ser batizados significa substancialmente um emancipar-se, um libertar-se desta cultura. Conhecemos também hoje um tipo de cultura no que não conta a verdade, mesmo quando quer dar a aparência de mostrar toda a verdade, só conta a sensação e o espírito de calúnia e destruição".

Trata-se de "uma cultura que não busca o bem, na que o moralismo em realidade é uma máscara para confundir, para criar confusão e destruição. A esta cultura, na que a mentira se apresenta como verdade e informação, a esta cultura que busca só o bem-estar material e nega a Deus, nós dizemos 'não'".

Sobre a renúncia "ao pecado para viver na liberdade dos filhos de Deus", o Papa ressaltou que "hoje a liberdade e a vida cristã, a observância dos mandamentos de Deus, vão em direções opostas: ser cristão é considerado uma escravidão, enquanto que a liberdade seria emancipar-se da fé cristã, emancipar-se no fim das contas, de Deus".

Depois de assinalar que no mundo de hoje a palavra "pecado" lhe parece com muitos "quase ridícula" e que já quase não se toma em conta, o Santo Padre explicou que "em realidade, esta aparente liberdade da emancipação de Deus se converte de repente em uma escravidão".

Sobre a renúncia a Satanás, a terceira do rito batismal, Bento XVI ressaltou que "isto nos diz que há um 'sim' a Deus e um 'não' ao poder do Maligno, que coordena todas estas atividades e quer endeusar este mundo, como diz também São João. (...) Dizemos 'não' porque dizemos 'sim', um 'sim' fundamental, o 'sim' do amor e a verdade".

O Papa explicou também que a estas três renúncias seguem três confissões de fé: acreditar em Deus Padre, em Deus Filho e no Espírito Santo e a Igreja.

O Papa disse ao final que "esta fórmula é um caminho, uma expressão de nossa conversão, de uma ação de Deus. E nós realmente queremos ter presente isto também em toda nossa vida: que estamos em comunhão de caminho com Deus, com Cristo".

"E assim estamos em comunhão com a verdade: vivendo a verdade, a verdade se faz vida e vivendo esta vida encontramos também a verdade", concluiu.

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Dom Eugênio, uma escola de fidelidade
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Dom Eugênio, uma escola de fidelidade

Dom Eugênio, uma escola de fidelidade

"Eu estou muito bem. Meu Pai é bom! Ele pode tudo. Ele sabe tudo." (Dom Eugênio Sales)

Padre Paulo Ricardo10 de Julho de 2012
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Fidelidade. Talvez não haja outra palavra para descrever melhor o que Dom Eugênio significou em minha vida. Fidelidade a Deus, à Igreja, ao Papa, às amizades, aos compromissos assumidos, à fé professada, aos princípios morais, à liturgia, à disciplina canônica, aos horários, à orientação dos médicos... A lista seria grande demais para elencar. Uma fidelidade que todos viam, que saltava aos olhos, que gritava sobre os tetos.

Mas o que talvez nem todos conhecessem era a alma desta fidelidade: o querer agradar a Deus em tudo e por tudo. Sim, mesmo que isto desagradasse aos homens; mesmo que isto desagradasse aos seus projetos pessoais e justas aspirações. Quem conviveu com Dom Eugênio pôde presenciar, no dia a dia, estas pequenas ou grandes violências que o Cardeal Sales fazia sobre si mesmo, para não desagradar a Deus.

Sua vida toda foi marcada por este drama interior que só os seus íntimos tiveram o privilégio de testemunhar. Uma dócil fidelidade à vontade de Deus, mesmo quando esta vontade se revestia da aparente irracionalidade da cruz.

Nos últimos anos de vida, Dom Eugênio viveu um verdadeiro calvário – seja por razões pessoais, familiares ou eclesiais. A todos que perguntavam se ele estava bem, se estava sofrendo ou se precisava de ajuda, Dom Eugênio respondia com frequência: “Eu estou muito bem. Meu Pai é bom! Ele pode tudo. Ele sabe tudo". Confiança de um filho que deseja agradar ao Pai, mesmo quando não o compreende.

Na noite de ontem, Dom Eugênio, viveu a sua última Páscoa. Enquanto ele se apresenta diante de Deus, nós, seus filhos espirituais, temos o dever de sufragar sua alma e pedir ao Senhor que lhe conceda o descanso eterno. Mas, como quem conheceu de perto Dom Eugênio, sinto forte a tentação de dizer que, na verdade, as nossas orações serão usadas por Deus para outra finalidade. É bem possível que ele não as necessite e que esteja desde já ouvindo o convite do Pai bondoso, no qual tanto confiou: “Eia, servo bom e fiel, entra para a alegria do teu Senhor!" (Mt 25, 21).

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Sagrado Coração, dai-nos santos sacerdotes!
LiturgiaIgreja Católica

Sagrado Coração, dai-nos santos sacerdotes!

Sagrado Coração, dai-nos santos sacerdotes!

Oração e exame de consciência propostos pelo Cardeal Mauro Piacenza, Prefeito da Congregação para o Clero, para a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus de 2012, dia dedicado também à oração pela santificação do clero.

Padre Paulo Ricardo14 de Junho de 2012
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Ó meu Jesus, Vos peço por toda a Igreja,
concedei-lhe o amor e a luz do Vosso Espírito,
dai vigor às palavras dos sacerdotes,
de tal modo que os corações endurecidos
se enterneçam e retornem a Vós, Senhor.
Ó, Senhor, dai-nos santos sacerdotes;
Vós mesmo, conservai-lhes na santidade.
Ó Divino e Sumo Sacerdote,
que a potência da vossa misericórdia
lhes acompanhe em todos os lugares
e lhes defenda das insídias e dos laços do diabo,
pois ele tenta continuamente as almas dos sacerdotes.
Ó Senhor, que a potência da Vossa misericórdia
quebre e aniquile tudo aquilo
que possa obscurecer a santidade dos sacerdotes,
porque Vós podeis todas as coisas.
Meu Jesus amantíssimo,
Vos peço pelo trinfo da Vossa Igreja,
para que abençoes o Santo Padre e todo o clero;
para obter a graça da conversão
dos pecadores obstinados no pecado;
por uma especial bênção e luz,
Vos peço, Jesus, pelos sacerdotes
com os quais me confessarei durante toda a minha vida.
(Santa Faustina Kowalska)

Exame de consciência para os sacerdotes

1. "Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade" (Jo. 17,19) Proponho-me seriamente à santidade em meu ministério? Estou convencido de que a fecundidade do meu ministério sacerdotal vem de Deus e que, com a graça do Espírito Santo, devo identificar-me com Cristo e dar a minha vida pela salvação do mundo?

2. "Isto é o meu Corpo" (Mt. 26,26) O Santo Sacrifício da Missa é o centro da minha vida interior? Preparo-me bem, celebro devotamente e, depois, me recolho em ação de graças? A Missa constitui o ponto de referência habitual em minha jornada para louvar a Deus, agradecê-lo pelos seus benefícios, recorrer à sua benevolência e reparar pelos meus pecados e pelos de todos os homens?

3. "O zelo pela tua casa me devora" (Jo. 2,17) Celebro a Missa segundo os ritos e as normas estabelecidas, com autêntica motivação, com os livros litúrgicos aprovados? Estou atento às sagradas espécies conservadas no Sacrário, renovando-as periodicamente? Conservo os vasos sagrados com atenção? Uso dignamente todas as vestes sagradas previstas pela Igreja, tendo presente que atuo in persona Christi Capitis?

4. "Permanecei em meu amor" (Jo. 15,9) Causa-me alegria permanecer diante de Jesus Cristo presente no Santíssimo Sacramento, em minha meditação e silenciosa adoração? Sou fiel à visita diária ao Santíssimo Sacramento? O meu tesouro é o Sacrário?

5. "Explica-nos a parábola" (Mt. 13,36) Faço diariamente a minha meditação, com atenção e procurando superar qualquer tipo de distração que me separe de Deus, buscando a luz do Senhor, a quem sirvo? Medito assiduamente a Sagrada Escritura? Recito atentamente as minhas orações habituais?

6. É necessário "orar sempre, sem desfalecer" (Lc. 18,1) Celebro quotidianamente a Liturgia das Horas integralmente, dignamente, atentamente e devotamente? Sou fiel ao meu compromisso com Cristo nesta dimensão importante do meu ministério, orando em nome de toda a Igreja?

7. "Vem e segue-me" (Mt. 19,21) Nosso Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro amor da minha vida? Observo com alegria meu compromisso de amor a Deus na continência celibatária? Detive-me conscientemente em pensamentos, desejos ou atos impuros; tive conversas inconvenientes? Coloquei-me em ocasião próxima de pecado contra a castidade? Procuro guardar a vista? Fui imprudente ao tratar as diversas categorias de pessoas? A minha vida representa, para os fiéis, um testemunho do fato de que a pureza é possível, fecunda e alegre?

8. "Quem tu és?" (Jo. 1,20) Encontro elementos de fraqueza, preguiça e fragilidade em minha conduta habitual? As minhas conversas estão de acordo com o sentido humano e sobrenatural que um sacerdote deve ter? Estou atento para que não se introduzam em minha vida elementos superficiais ou frívolos? Sou coerente, em todas as minhas ações, com a minha condição de sacerdote?

9. "O Filho do homem não há onde repousar a cabeça" (Mt. 8,20) Amo a pobreza cristã? Coloco meu coração em Deus e sou desapegado interiormente de todo o resto? Estou disposto a renunciar, para melhor servir a Deus, às minhas comodidades atuais, aos meus projetos pessoais, aos meus afetos legítimos? Possuo coisas supérfluas, fiz gastos desnecessários ou me deixo levar pela ânsia do comodismo? Faço o possível para viver os momentos de repouso e de férias na presença de Deus, recordando que sou sacerdote sempre e em todo lugar, também nestes momentos?

10. "Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revel aste aos pequenos" (Mt. 11,25) Existem em minha vida pecados de soberba: dificuldades interiores, suscetibilidade, irritação, resistência a perdoar, tendência ao desencorajamento, etc.? Peço a Deus a virtude da humildade?

11. "Imediatamente, saiu sangue e água" (Jo. 19, 34) Tenho a convicção de que, ao agir « na pessoa de Cristo », sou diretamente envolvido no próprio Corpo de Cristo, a Igreja? Posso dizer sinceramente que amo a Igreja e que sirvo com alegria ao seu crescimento, as suas causas, cada um de seus membros e toda a humanidade?

12. "Tu és Pedro" (Mt. 16,18) Nihil sine episcopo – nada sem o bispo – dizia Santo Inácio de Antioquia: estas palavras são a base do meu ministério sacerdotal? Recebi docilmente as indicações, conselhos ou correções do meu Ordinário? Rezo especialmente pelo Santo Padre, em plena união com os seus ensinamentos e intenções?

13. "Amai-vos uns aos outros" (Jo. 13,34) Tenho vivido com diligência a caridade ao tratar com os meus irmãos sacerdotes ou, ao contrário, desinteresso-me deles por egoísmo, apatia ou frieza? Tenho criticado os meus irmãos no sacerdócio? Tenho estado junto daqueles que sofrem pela enfermidade física ou pelas dores morais? Vivo a fraternidade afim de que ninguém esteja só? Trato todos os meus irmãos sacerdotes e também aos fiéis leigos com a mesma caridade e paciência de Cristo?

14. "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo. 14,6) Conheço profundamente os ensinamentos da Igreja? Os assimilo e transmito fielmente? Sou consciente de que ensinar o que não corresponde ao Magistério, solene ou ordinário, é um grave abuso, que causa dano às almas?

15. "Vai e não tornes a pecar" (Jo. 8,11) O anúncio da Palavra de Deus leva os fiéis aos sacramentos. Confesso -me com regularidade e com freqüência, de acordo com o meu estado e com as coisas santas que trato? Celebro generosamente o sacramento da reconciliação? Sou amplamente disponível à direção espiritual dos fiéis, dedicando a isto um tempo específico? Preparo com desvelo a minha pregação e a minha catequese? Prego com zelo e com amor de Deus?

16. "Chamou os que ele quis. E foram a ele" (Mc. 3,13) Estou atento a descobrir os sinais das vocações ao sacerdócio e à vida consagrada? Preocupo -me em difundir entre todos os fiéis uma maior consciência da chamada universal à santidade? Peço aos fiéis para que rezem pelas vocações e pela santificação do clero?

17. "O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir" (Mt. 20,28) Tenho procurado doar-me aos outros na vida de cada dia, servindo evangelicamente? Manifesto a caridade do Senhor através de minhas obras? Na Cruz, vejo a presença de Jesus Cristo e o triunfo do amor? Dou ao meu dia-a-dia a marca do espírito de serviço? Considero o exercício da autoridade ligada ao ofício uma forma imprescindível de serviço?

18. "Tenho sede" (Jo. 19,28) Tenho efetivamente rezado e me sacrificado com generosidade pelas almas que Deus me confiou? Cumpro os meus deveres pastorais? Tenho solicitude pelas almas dos fiéis defuntos?

19. "Eis o teu filho. Eis a tua mãe" (Jo. 19,26-27) Acudo cheio de esperança à Santíssima Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes, para amar e fazer com que amem mais ao seu Filho Jesus? Cultivo a piedade mariana? Reservo um espaço a cada dia para o Santo Rosário? Recorro à sua materna intercessão na luta contra o demônio, a concupiscência e o mundanismo?

20. "Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito" (Lc. 23,44) Sou solícito em assistir e administrar os sacramentos aos moribundos? Considero a doutrina da Igreja sobre os Novíssimos em minha meditação pessoal, na catequese e na pregação ordinária? Peço a graça da perseverança final e convido os fiéis a fazerem o mesmo? Sufrago freqüente e devotamente as almas dos fiéis defuntos?

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