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Um Coração disposto a sofrer por nós
Novena de Natal

Um Coração disposto a sofrer por nós

Um Coração disposto a sofrer por nós

Ponhamos ante os nossos olhos as penas que o Coração de Jesus suportou por nós desde a infância, e não poderemos amar outra coisa fora desse Coração que nos amou tanto.

Santo Afonso Maria de Ligório20 de Dezembro de 2017
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Meditação para o 5.º dia da Novena de Natal

Foi oferecido porque ele mesmo quis.” (Is 53, 7)

Desde o primeiro instante que o Verbo divino se viu feito homem e criança no seio de Maria, ofereceu-se sem reserva aos sofrimentos e à morte, para resgatar o mundo: “Foi oferecido porque ele mesmo quis”. Sabia que todos os sacrifícios de bodes e touros, oferecidos a Deus no passado, não podiam satisfazer pelos pecados dos homens, que só uma pessoa divina podia pagar o preço de sua redenção. Eis por que, escreve S. Paulo, “desde sua entrada no mundo ele diz: Não quisestes hóstia nem oblação, mas me formastes um corpo... Então eu disse: Eis que venho” (Hb 10, 5-7).

Meu Pai! todas as vítimas que vos foram oferecidas até agora não foram suficientes e não podiam sê-lo para desarmar vossa justiça; destes-me este corpo passível a fim de que pela efusão do meu sangue eu vos aplaque e salve os homens. Eis-me pronto: “eis que venho”; aceito tudo e me submeto em tudo à vossa santa vontade.

É certo que a parte inferior sentia repugnância; recusava-se naturalmente a viver e morrer no meio de tantos sofrimentos e opróbrios; mas a vitória coube à parte racional, que estava inteiramente submissa à vontade de Deus, e Jesus aceitou tudo, começando desde então a sofrer todas as angústias e dores que devia suportar no decorrer de sua vida. Eis o que fez por nós nosso divino Redentor desde o primeiro momento de sua entrada no mundo.

Mas nós, grande Deus, como nos temos portado para com Jesus, depois que, chegados ao uso da razão, começamos a conhecer pelas luzes da fé os santos mistérios da redenção? Quais foram os nossos pensamentos, as nossas ocupações? Que bens temos nós amado? Os prazeres, os divertimentos, o orgulho, a vingança, a sensualidade, eis os bens que prenderam os afetos do nosso coração. Mas, se temos fé, havemos enfim de mudar de conduta e amar outra coisa.

Amemos um Deus, que tanto sofreu por nós. Ponhamos ante os nossos olhos as penas que o coração de Jesus suportou por nós desde a infância, e não poderemos amar outra coisa fora desse coração que nos amou tanto.

Afetos e Súplicas

Senhor, quereis saber como me tenho comportado para convosco durante a minha vida? Desde que comecei a ter o uso da razão, comecei a desprezar a vossa graça e o vosso amor. Ah! vós o sabeis melhor do que eu; mas vós me tendes suportado, porque ainda me quereis bem. Eu vos fugia e vós não cessáveis de me perseguir chamando-me. O mesmo amor que vos fez descer do céu à procura das ovelhas perdidas, vos fez suportar as minhas infidelidades e não vos permitiu abandonar-me.

Agora, meu Jesus, vós me buscais e eu também vos busco; sinto que vossa graça me assiste: ela me assiste inspirando-me uma viva dor de meus pecados, que detesto sobre todas as coisas; ela me assiste fazendo nascer em mim um grande desejo de vos amar e de vos agradar. Sim, Senhor, quero amar-vos e agradar-vos quanto posso.

Temo, é verdade, devido à minha fragilidade e fraqueza que contraí por meus pecados; mas o meu temor cede à confiança que me vem da vossa graça e que, apoiando-se em vossos méritos, me enche de coragem e me faz dizer com o apóstolo: “Tudo posso naquele que me conforta” (Fl 4, 13). Se sou fraco, vós me dareis força contra os meus inimigos; se sou enfermo, espero que vosso sangue será o meu remédio; se sou pecador, espero que me tornareis santo.

Reconheço que no passado vos perdi por ter deixado de recorrer a vós nos perigos; doravante, meu Salvador e minha esperança, estou resolvido a recorrer sempre a vós, e espero de vós todos os socorros necessários e todos os bens. Amo-vos sobre todas as coisas e quero amar a vós só; ajudai-me por piedade, pelo mérito de tantas penas suportadas por mim desde a vossa infância. — Pai eterno, pelo amor de Jesus Cristo, permiti que vos ame.

Se vos irritei, aplaquem-vos as lágrimas de Jesus Menino, que vos pede por mim: “Olhai para a face do vosso Cristo” (Sl 83, 10). Sou indigno das vossas graças, mas vosso Filho inocente as merece por mim, ele que vos oferece uma vida de sofrimentos a fim de que tenhais misericórdia de mim.

E vós, ó Maria, Mãe de misericórdia, não cesseis de interceder por mim. Sabeis quanto confio em vós, e eu sei que não abandonais quem a vós recorre.

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Protestante o ano inteiro, católico no Natal!
Doutrina

Protestante o ano inteiro,
católico no Natal!

Protestante o ano inteiro, católico no Natal!

Talvez você não tenha parado para pensar nisso, mas um protestante com um presépio de Natal está fazendo, de certo modo, o que os católicos fazem ao longo de todo o ano.

Dave Armstrong,  National Catholic RegisterTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere20 de Dezembro de 2017
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O Natal é aquela época “mágica” do ano em que milhões de protestantes põem esculturas (ou seriam “ídolos”?) da bem-aventurada Virgem Maria, de São José e dos Santos Anjos em lugar de destaque nas suas salas de estar, em seus jardins, parando para contemplá-las e meditar reverentemente sobre elas, de uma maneira dificilmente distinguível da veneração que os católicos prestam às imagens de santos.

Mais alguém acha esse cenário estranho e engraçado, ou é apenas o meu senso atípico e exagerado de ironia falando mais alto?

Antes de mais nada, permitam-me apresentar um pouco de contexto histórico. Um calvinista coerente em tudo com sua doutrina — que segue o exemplo de Calvino e dos primeiros puritanos — poderia ter, na melhor das hipóteses, apenas uma imagem do Menino Jesus em uma manjedoura. Até isso seria questionável, no entanto, já que muitos calvinistas até hoje, seguindo os passos do próprio Calvino, sustentam que mesmo uma imagem de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é essencialmente idolátrica por natureza. João Calvino, o líder protestante mais influente depois de Martinho Lutero, atacava não só isso, mas inclusive os crucifixos:

O Senhor proíbe não apenas que uma imagem sua seja erigida por um escultor, mas proíbe mesmo que qualquer artista a confeccione, porque toda imagem desse tipo é pecaminosa e um insulto à sua majestade. (Institutas da Religião Cristã I, 11, 4)

De que serve erigir nas igrejas tantos crucifixos de madeira e de pedra, de prata e de ouro…? (Ibid. I, 11, 7)

Nós consideramos ilícito dar uma forma visível a Deus, porque o próprio Deus o proibiu, e porque ela não pode ser feita sem, de alguma forma, obscurecer a sua glória. (Ibid. I, 11, 12)

Mesmo assim, qualquer um pode verificar as famosas estátuas de Calvino e de outros três “reformadores” no “Muro da Reforma”, em Genebra, Suíça. O próprio Calvino, se as visse, talvez as acertasse com uma marreta.

No “Muro da Reforma”, em Genebra: Guilherme Farel, João Calvino, Teodoro de Beza e João Knox.

Quando eu era protestante, eu rejeitava completamente a iconoclastia. Se alguém me perguntasse o porquê de montar um presépio, eu diria que se tratava de uma memória e de uma ação de graças a Deus pela grande honra que recebeu Maria (a maior e mais santa das mulheres a passar pela terra) de dar à luz Jesus, o Filho de Deus encarnado. A ideia de uma pessoa adorando um pedaço de gesso ou de madeira como ídolo sempre me pareceu ridícula. Para falar a verdade, eu nunca achei que o que os católicos faziam com os santos fosse uma idolatria de substâncias materiais. Eu teria argumentado, noutras palavras, que aquela objeção específica ao catolicismo, ainda que parecesse plausível, não passava de uma falsidade.

Essa talvez fosse uma indicação, eu suponho, de minha futura conversão à Igreja Católica. Ainda que eu fosse totalmente protestante em algumas coisas — como na questão da sola Scriptura, dos ritos e dos sacramentos —, eu já tinha uma mentalidade relativamente católica em muitas outras.

Hoje, apesar de respeitar meus irmãos protestantes, posso discordar com muita tranquilidade deles naquilo que é previsível, sendo eu um católico agora. Por isso, não me entendam mal. Não estou sugerindo que todo protestante seja hipócrita, irracional ou incoerente só porque montou um presépio dentro de sua casa. Muito pelo contrário, enche-me de satisfação ver protestantes com manjedouras e esculturas de Maria e José. (Não me incomoda em nada, de verdade, e eu chego a admirar a unidade cristã que se manifesta em tudo isso.) Ao mesmo tempo, porém, é preciso reconhecer que se trata de algo internamente inconsistente para muitos (especialmente para aqueles que nos acusam falsamente de adorar “estátuas de barro”), e é disso que estamos falando.

Portanto, a força do argumento aqui apresentado só funciona especificamente contra estes protestantes, a saber, os calvinistas e fundamentalistas, que acusam os católicos por causa de suas imagens e da veneração que lhes prestamos. Seria indiscutivelmente hipócrita ou inconsistente, para dizer o mínimo, que eles colocassem esculturas de Maria em seus presépios de Natal (e olhassem para elas com reverência), dados os pressupostos que eles mesmos adotam.

Para a maioria destes, no entanto, esse costume continuará a ser uma incoerência meio inconsciente, um “resquício de catolicismo” que permanecerá simples e cuidadosamente inquestionado.

Mas, no fim das contas, não faz sentido algum que os protestantes critiquem os católicos por venerarem Maria e os santos através de esculturas, quando a mesma coisa é feita todo Natal por milhões desses mesmos protestantes. Se esculturas de santos são erradas, elas estão erradas e ponto final, e isso significa, também, o fim dos presépios natalinos.

A verdade é que ninguém pode passar por esta vida completamente “livre de imagens”. Se todas as imagens fossem más em si mesmas, então sequer poderíamos assistir a filmes ou a programas de televisão. Não poderíamos ir a museus de arte e tampouco guardar fotografias de nossos entes queridos. Esta é a reductio ad absurdum do fanatismo iconoclasta.

Graças a Deus, praticamente ninguém sustenta uma visão assim. Por isso, penso que os protestantes fariam muito bem em ponderar sobre o significado de seus presépios, e como eles em quase nada diferem da veneração que os católicos prestam às imagens de santos.

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O Menino Jesus sabia dos sofrimentos pelos quais iria passar?
Novena de Natal

O Menino Jesus sabia dos
sofrimentos pelos quais iria passar?

O Menino Jesus sabia dos sofrimentos pelos quais iria passar?

Velando ou dormindo, trabalhando ou descansando, orando ou conversando, o adorável Coração de Jesus não ficou isento de penas nem um instante sequer.

Santo Afonso Maria de Ligório19 de Dezembro de 2017
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Meditação para o 4.º dia da Novena de Natal

A minha dor está sempre ante os meus olhos.” (Sl 37, 18)

Considera que, desde o primeiro instante em que foi criada a alma de Jesus Cristo e unida ao corpo no seio de Maria, o eterno Pai intimou a seu Filho a ordem de sacrificar sua vida pela redenção do mundo, e que ao mesmo tempo lhe pôs ante os olhos o espetáculo aflitivo de todas as penas que devia sofrer até a morte para salvar os homens.

Mostrou-lhe então os sofrimentos, as humilhações, a pobreza que teria de suportar durante toda a sua vida em Belém, no Egito, em Nazaré, e depois todas as dores e todas as ignomínias de sua paixão, os flagelos, os espinhos, os cravos, a cruz, e os enfados, as tristezas, as agonias, os abandonos, em que terminaria sua vida sobre o Calvário.

Quando Abraão conduziu seu filho à morte, não quis afligi-lo antes, nem mesmo no pouco tempo necessário para chegar à montanha, e guardou em segredo o seu intento; mas o Pai celeste quis que seu Filho encarnado, vítima destinada a satisfazer à sua justiça por todos os pecados, sofresse antecipadamente todas as penas a que devia submeter-se durante a sua vida e na sua morte.

Assim essa cruel tristeza que Jesus provou no jardim das Oliveiras, e que bastava como ele mesmo declarou para lhe tirar a vida (cf. Mt 26, 38; Mc 14, 34), ele a suportou continuamente desde o primeiro momento de sua existência no seio de Maria; e desde então ele sentiu e sofreu vivamente e em seu conjunto o peso de todas as dores e de todos os opróbrios que o aguardavam.

Toda a vida e todos os anos de nosso divino Redentor foram pois uma vida e anos de dores e lágrimas: “A minha vida vai-se consumindo com a dor, e os meus anos com os gemidos” (Sl 30, 11). O seu adorável coração não ficou isento de penas nem um instante: velando e dormindo, trabalhando e descansando, orando e conversando, tinha sempre diante dos olhos essa cruel representação, que mais atormentava a sua alma do que todos os tormentos dos mártires os fizeram sofrer.

Os mártires sofreram, mas ajudados pela graça suportaram seus tormentos com a consolação e a alegria que o fervor proporciona; Jesus Cristo sofreu, mas sempre com um coração cheio de tédio e tristeza, e tudo aceitou por amor de nós.

Afetos e Súplicas

O Menino Jesus machuca sua mão com a coroa de espinhos. Pintura de Bartolomé Esteban Murillo.

Ó doce, ó amável, ó amante coração de Jesus, fostes desde a infância repleto de amarguras e agonizastes no seio de Maria, sem nenhum alívio e sem que ninguém visse a vossa pena e vos consolasse com sua compaixão! Sofrestes tudo isso, ó meu Jesus, a fim de me livrar da agonia eterna que me aguardava no inferno em punição dos meus pecados.

Sofrestes um duro abandono, a privação de todo socorro a fim de salvar a mim que tive a audácia de abandonar a Deus e de lhe voltar as costas, para contentar minhas más inclinações. Agradeço-vos, ó Coração aflito e amoroso de meu Senhor! Agradeço-vos e me compadeço das vossas dores, mormente ao ver a insensibilidade dos homens diante de tudo o que sofreis por seu amor.

Ó amor de Jesus! Ó ingratidão dos homens! Ó homens! Olhai o inocente Cordeiro agonizando por vós, a fim de satisfazer à justiça divina por vossas ofensas; vede-o orando e intercedendo por vós junto de seu Pai eterno; vede-o e amai-o. — Ah! meu Redentor, quão poucos são os que pensam em vossas dores e em vosso amor! Ah! quão poucos são os que vos amam!

Infeliz de mim! Tive a desgraça de viver muito tempo sem pensar em vós! Sofrestes tanto para ser amado por mim, e eu vos não tenho amado! Perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me; quero corrigir-me e quero amar-vos de hoje em diante.

Quão infeliz seria, Senhor, se resistisse ainda à vossa graça e assim me condenasse! Todas as misericórdias que tendes usado para comigo e particularmente esse doce convite que neste momento me fazeis para amar-vos, seriam meu maior suplício no inferno. Meu amado Jesus, tende piedade; não permitais que eu responda ainda ao vosso amor com ingratidão; esclarecei-me e dai-me a força de vencer tudo para cumprir a vossa santa vontade. Atendei-me, vo-lo suplico pelos méritos de vossa paixão, na qual ponho toda a minha confiança.

Ó Maria, minha querida Mãe, socorrei-me: vós é que me tendes obtido todas as graças que tenho alcançado de Deus; eu vos agradeço; mas se me não continuardes a proteger, continuareis a ser infiel como no passado.

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Por que tantos muçulmanos estão se convertendo a Jesus Cristo?
Conversão

Por que tantos muçulmanos
estão se convertendo a Jesus Cristo?

Por que tantos muçulmanos estão se convertendo a Jesus Cristo?

Há algo de surpreendente acontecendo no mundo islâmico. Nunca antes tantas pessoas se converteram à religião cristã, mesmo sabendo que sua mudança pode custar-lhes a própria vida.

National Catholic Register/Equipe CNP19 de Dezembro de 2017
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Há algo de surpreendente acontecendo no mundo islâmico. De acordo com estimativas da rede Al Jazeera, um canal árabe de TV por satélite com afiliadas em todo o mundo, milhões de muçulmanos estariam se convertendo ao cristianismo.

Para explicar este curioso fenômeno, o site National Catholic Register entrevistou o Pe. Mitch Pacwa, especialista em Oriente Médio e apresentador da rede católica EWTN.

Pe. Mitch Pacwa.

Nós estamos presenciando em nossa época, pela primeira vez na história, conversões em massa de muçulmanos”, disse o Pe. Mitch Pacwa. “Deus está fazendo um trabalho portentoso no meio deles”. De acordo com o sacerdote, histórias de conversões ao cristianismo entre os muçulmanos começaram a aparecer por volta de 2005 na rede Al Jazeera: “Eles relatam conversões em massa na África Subsaariana —  algo em torno de 6 a 8 milhões — e têm repetido o aviso todos os anos”.

O mesmo fenômeno estaria se repetindo na Nigéria, em Uganda e no Mali. “Eu confirmei isso com africanos que conheço, os quais me disseram várias vezes sobre conversões nesses lugares”, relatou. O Pe. Pacwa acredita que este seja um dos motivos determinantes pelos quais grupos terroristas, como o “Boko Haram”, estejam se tornando tão ativos na região.

Ainda segundo o sacerdote, “os próprios atos de terrorismo têm levado as pessoas a ficarem mais enojadas com o Islã”. Para exemplificar, ele se lembrou de ouvir alguém dizendo em uma TV africana: “A Al-Qaeda ataca norte-americanos explodindo nossas embaixadas, mas somos nós, os africanos, que morremos nesses ataques”.

O Pe. Pacwa levanta a hipótese de que o Islã esteja no início de um colapso. Ele compara o aumento do terrorismo ao evento astronômico da “supernova”, quando as estrelas brilham mais forte antes de explodirem definitivamente.

E os exemplos recentes de punições por abandono do Islã são inúmeros. “Há não muito tempo eu li sobre um garoto que vivia como escravo e que acabou sendo crucificado, depois de fugir para rezar na Sexta-Feira Santa”, conta o sacerdote. “Também ouvi a respeito de duas criadas filipinas que foram flagradas com o Novo Testamento e decapitadas”.

Estrangeiros apanhados praticando o cristianismo em países islâmicos são geralmente expulsos, mas com os nativos, que nasceram e vivem ali, tudo é muito diferente. “Sexta-feira, após as orações do meio dia, é quando se cortam as mãos e as cabeças dos ladrões, das adúlteras — apenas mulheres — e de pessoas que cometeram blasfêmia, o que inclui a conversão ao cristianismo”, explica o Pe. Pacwa.

Não obstantes os riscos, o sacerdote explica que conversões em massa estão acontecendo mesmo em países muito fundamentalistas. Haveria um crescimento rápido no número de conversões principalmente nas fronteiras do mundo islâmico, nas porções sul e oeste da África. “A África está se tornando predominantemente cristã apesar das repressões”, disse o Pe. Pacwa.

Entre as nações importantes mencionadas pelo sacerdote constam o Irã, com uma população de 3 milhões de cristãos, e a Indonésia, onde as conversões ao cristianismo chegam ao impressionante número de 2 milhões… por ano!

“Na Mongólia, o presidente abriu as portas do país para os cristãos e há até um arcebispo”, disse o Pe. Pacwa, explicando como o desejo por uma educação ocidental foi o ímpeto que abriu o país para a Igreja Católica. A Mongólia agora tem em torno de mil católicos e três igrejas. “A região passou de terra de missão em 1991 para sede apostólica em 2003”, explica o sacerdote. “Isso significa que eles têm um bispo, embora ainda não sejam formalmente uma diocese.” Recentemente, o país teve seu primeiro nativo ordenado padre.

Há conversões acontecendo até mesmo em muitos países estritamente muçulmanos — de cujos registros o Pe. Pacwa não quis falar em detalhes para evitar represálias. Conversões em massa vêm acontecendo também entre refugiados, que estão enchendo as igrejas cristãs, deixadas vazias pelos europeus. Muitos se perguntam se essas conversões são autênticas ou apenas uma tática para melhorar suas chances no continente, mas o tempo é quem dirá.

Sinais dessas conversões estão aparecendo também deste lado do Atlântico, disse o Pe. Pacwa. “Eu estava para celebrar Missa em uma igreja maronita em San Diego, na Califórnia, e cumprimentei um homem que se apresentou como Achmad”, ele conta. “Perguntei-lhe se era cristão e ele disse: ‘Sim, fui batizado recentemente’. Ele disse que era do Marrocos. Cristãos não costumam ter este nome: Ahmad. Trata-se de uma forma abreviada de Mohammad”.

Como ocorrem tantas conversões em países opressivos onde o proselitismo de outras religiões pode acarretar uma sentença de morte? “Um grande número de muçulmanos está recebendo visões de Jesus e da Bem-aventurada Virgem Maria, que os têm levado à conversão”, disse o Pe. Pacwa. “Muitas dessas histórias podem ser vistas na internet”.

Outra grande fonte de conversões é o Pe. Zakaria Botros, um sacerdote ortodoxo copta, exilado do Egito e conhecido como o homem mais procurado no mundo islâmico. Ele apresenta um programa de TV toda sexta-feira, que é transmitido para 60 milhões de pessoas no Médio Oriente. Há também muitos vídeos dele na internet proclamando sem medo a verdade da religião cristã e a falsidade do islamismo.

Os muçulmanos têm uma recompensa para quem o matar: 60 milhões de dólares. Em suas aparições públicas, no entanto, o corajoso sacerdote garante que sua cabeça vale muito mais do que isso: “Meu preço é o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Graças a testemunhos assim, a tendência é que o número de cristãos vindos do islamismo só aumente cada vez mais. As repressões das autoridades muçulmanas são um empecilho para essa mudança, sem dúvida, mas mesmo o sangue dos mártires, como já dizia Tertuliano, é semente de novos cristãos.

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