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“Sou um diabo, não um santo!”
Espiritualidade

“Sou um diabo, não um santo!”

“Sou um diabo, não um santo!”

Os santos da Igreja Católica “sabiam que, se chegassem a perder a luz divina, poderiam cometer culpas horrendas”.

Equipe Christo Nihil Praeponere7 de Maio de 2018
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“Vai-te embora, eu sou um diabo, e não um santo!” [1] — Era com palavras fortes assim que o grande São Filipe Néri, fundador dos Oratorianos — um homem que levitava, literalmente, enquanto rezava e cuja santidade ninguém ousaria pôr em dúvida —, reagia quando o honravam; era assim que ele se humilhava quando o exaltavam.

Muito antes dele, foi da mesma forma que agiu São Pedro, príncipe dos Apóstolos, primeiro Papa, o homem a quem Cristo confiou o governo de sua Igreja e as chaves do Reino dos céus, quando Cornélio saiu-lhe ao encontro, “caiu a seus pés e se prostrou diante dele”: “Levanta-te”, ordenou Pedro. “Eu também sou apenas um homem” (At 10, 26).

Então quer dizer que os santos não queriam que nós lhes prestássemos culto? Os protestantes estão certos, afinal de contas?

Devagar com o andor porque — literalmente, neste caso — o santo é de barro. Para entender essas atitudes de São Filipe Néri e São Pedro, é necessário lembrar que o tesouro da graça, nesta vida, nós todos o trazemos “em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós” (2Cor 4, 7).

Os santos, enquanto estavam neste mundo, mandavam levantar os que se prostravam diante deles não porque fossem iconoclastas — eles mesmos, sendo católicos, veneravam os santos que os precederam e pediam-lhes a intercessão —, mas porque não queriam ser glorificados antes do tempo; não queriam receber a glória dos homens antes de receber a glória definitiva de Deus, no Céu. Além disso, eles tinham consciência de que a santificação é uma obra da graça divina, não um mérito nosso.

“Negação de Pedro”, por Carl Bloch.

Poderíamos dizer, simplesmente, que São Filipe Néri e São Pedro eram humildes, mas, sendo mais claro e direto, os santos não queriam culto para si próprios porque tinham uma noção da realidade. “Qual o motivo que fazia os santos implorar incessantemente a luz divina”, perguntava-se Santo Afonso de Ligório, “temendo converter-se nos pecadores mais abomináveis do mundo?” E responde: “É porque sabiam que, se chegassem a perder a luz divina, poderiam cometer culpas horrendas.” [2]

Sim, os santos da Igreja Católica… afastados de Deus… “poderiam cometer culpas horrendas”. E ninguém se espante com isso. Porque está tudo nos próprios Evangelhos. São Pedro, que morreu professando as verdades da fé, foi o mesmíssimo Apóstolo que, querendo seguir a Cristo de longe, querendo ser cristão “do seu jeito”, negou três vezes a Jesus: mentiu e disse que não O conhecia (cf. Mt 26, 69-75; Mc 14, 66-72; Lc 22, 54-62; Jo 18, 25-27). Ao repreender o Senhor quando Ele predisse sua Paixão, esse mesmo apóstolo que hoje nós veneramos como santo foi chamado por Cristo de diabo: “Vai para longe de mim, Satanás!” (Mt 16, 23)

Por isso, São Filipe Néri chamando a si mesmo “diabo” não é exagero retórico nem humildade empostada. É simplesmente a condição do homem, quando afastado da graça de Deus. Santa Teresa d’Ávila revela ter visto, em sua autobiografia, “o lugar que os demônios tinham preparado” para ela, e por isso ela dizia: “Que Sua Majestade nunca tire a sua mão para que eu não volte a cair, pois já vi onde iria parar” [3]. Às suas monjas ela escrevia, noutro lugar, o seguinte:

Um homem espiritual disse-me certa vez que não se espantava com o que faz aquele que está em pecado mortal, mas com o que não faz. Que Deus, em sua misericórdia, nos livre de tão grande mal, pois só há uma coisa, enquanto vivemos, que de fato merece esse nome, já que acarreta males eternos e sem fim: o pecado. Isso, filhas, é o que deve nos atemorizar e o que havemos de pedir a Deus em nossas orações. Se Ele não guardar a cidade, trabalharemos em vão, pois somos a própria vaidade. [4]

Prestemos atenção às palavra deste santo Doutor da Igreja: “só há uma coisa, enquanto vivemos”, que merece o nome de “mal”, por acarretar “males eternos e sem fim”, e esta coisa é o pecado.

Ensinamento semelhante é o que encontramos no livro “Apologia pro vita sua”, do bem-aventurado John Henry Newman, católico convertido do protestantismo, oratoriano e cardeal da Igreja Católica — uma das mais belas linhas já escritas a esse respeito:

A Igreja Católica assegura que é preferível ver o sol e a lua caírem do céu, a terra desaparecer, os milhões de seres humanos que a povoam morrerem de fome na pior das agonias, até onde possa chegar a aflição temporal, a admitir que uma só alma, não digo, se perca, mas cometa um único pecado venial, diga voluntariamente uma pequena mentira ou roube sem escusa alguns miseráveis centavos. [5]

A pergunta que nos precisamos fazer, antes mesmo de qualquer exame de consciência, é se nós ainda cremos nisso — se é que alguma vez já acreditamos. Temos consciência da gravidade do pecado, ou para nós tanto faz? Acreditamos que o pecado acarreta, de fato, “males eternos e sem fim”, ou estamos anestesiados pelo espírito do mundo? A nossa fé é a fé da Igreja ou estamos rendidos às ilusões e mentiras que os homens contam? Cremos no que Cristo revelou e ensinou a seus Apóstolos ou, ao contrário, nós temos um evangelho moldado à nossa própria medida, um céu rebaixado à nossa própria mesquinharia, um “inferno vazio” em que possamos nos fiar para viver do modo como quisermos?

Para ilustrar melhor aonde queremos chegar, deixemos falar, de novo, o Cardeal Newman:

Eu sei que os homens fazem declarações solenes, gabando-se de serem cristãos e falando do cristianismo como uma religião do coração. Mas, quando pomos de lado palavras e declarações, e tentamos descobrir qual é a sua religião, acabamos por descobrir, eu receio, que a grande massa dos homens, de fato, se livra de toda religião que seja interior; que eles não dão importância alguma nem a atos de fé, esperança e caridade, nem à pureza de intenção, nem à mortificação dos próprios pensamentos; que eles desconhecem palavras como contrição, penitência e perdão; e acham e argumentam que, no final das contas, se um homem cumprir seu dever neste mundo, de acordo com sua vocação, é impossível que ele não vá para o Céu, não obstante o quão pouco ele faça além disso ou, até pior, não obstante o quanto ele faça, em outras matérias, de inegavelmente ilícito. [6]
“John Henry Newman”, por John Everett Millais.

Trocando em miúdos, o Cardeal Newman está falando… de nós!, de pessoas que se dizem cristãs, mas que acreditam no que lhes dá na telha:

  • Jesus ensina que é preciso termos para nos salvarmos (cf. Jo 3, 18); nós achamos que basta “ser bom” (seja lá o que isso quer dizer) e ninguém se perderá.
  • A Igreja nos manda “confessarmo-nos ao menos uma vez ao ano” (e qualquer pessoa com o mínimo de fé sabe que… é o mínimo!), mas nós achamos que não precisa, porque “o que importa é o coração”, “o padre é tão pecador quanto eu” e “Deus já sabe os meus pecados” (se é que alguma vez acreditamos na existência do pecado).
  • O Evangelho nos fala, bem claramente, para fazermos “todo esforço possível para entrar pela porta estreita”, porque “muitos tentarão entrar e não conseguirão” (Lc 13, 24); nós, porém — eis a que ponto chega a petulância humana —, discordamos de Deus! Se alguém cumpre seus deveres mundanos nesta vida, dizemos e pensamos, “é impossível que não vá para o Céu”, não importa o quão pouco se esforce, não importa o quanto apronte (“não roubando e não matando…”, é claro, porque aí já seria demais).

Em resumo, nós deixamos de crer como católicos. Temos fé em nós mesmos, nos gurus que nós mesmos criamos ou até em algumas coisas que a Bíblia diz… mas não “em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica”.

— É difícil acreditar em tudo — alguém dirá. É difícil, sim, de fato. Mas “dez mil dificuldades não fazem uma dúvida” [7]. A doutrina da Igreja nos foi deixada por Deus para ser crida, não para ser conveniente ou para afagar nossas próprias misérias. A palavra da Igreja para nós deve ser uma palavra de desafio, e não de consolação meramente humana.

Por mais difícil que seja viver de acordo com essa doutrina, por mais doloroso que seja abandonar nossa mentalidade mundana, nossos hábitos destrutivos, nossos “pecados de estimação”… Ou nós temos na fé na palavra de Cristo, antes de qualquer coisa, ou sequer seremos capazes de nos arrepender dos nossos pecados. Ou nós cremos que o pecado nos leva ao inferno e que só a graça de Deus pode nos salvar… ou seremos diabos, até o fim.

Curioso que tenha sido justamente este o pecado dos anjos: querer ser igual a Deus sem a graça; querer ser igual a Deus prescindindo dEle. Não seja este, também, o nosso destino. Queiramos Deuse queiramo-lo enquanto Ele quer ser achado por nós. Não aconteça de, voltando o Filho do Homem, não encontrar fé sobre a terra (cf. Lc 18, 8); não nos aconteça de, voltando para nós o Filho do Homem, não encontrar fé sobre a terra… do nosso coração.

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A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”
Doutrina

A amiga da Irmã Lúcia que “estará
no Purgatório até o fim do mundo”

A amiga da Irmã Lúcia que “estará no Purgatório até o fim do mundo”

Mais uma revelação de Nossa Senhora de Fátima muito útil para nos mover a trabalhar com mais afinco por Deus.

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Junho de 2018
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Das Memórias da Irmã Lúcia:

— E eu também vou para o Céu?
— Sim, vais.
— E a Jacinta? 
— Também. 
— E o Francisco? 
— Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha. 
— A Maria das Neves já está no Céu? 
— Sim, está.
Parece-me que devia ter uns 16 anos. 
— E a Amélia? 
Estará no purgatório até ao fim do mundo. [1]

Talvez a revelação da Virgem Santíssima à Irmã Lúcia assuste-nos um pouco. É de fato impressionante a ideia de uma alma sofrendo no Purgatório até a consumação dos tempos. Movidos pela curiosidade, podemos chegar a nos perguntar o que teria feito Amélia para merecer uma punição assim tão severa da justiça divina.

O que mais nos aproveita, porém, é pensar que todos nós podemos muito bem ter a mesma sorte dessa amiga da Irmã Lúcia, caso levemos uma vida medíocre, “mais ou menos”, sem peso; caso não queiramos pagar, nesta existência, o alto preço do amor. O Purgatório é, afinal, o lugar para onde vão as almas que, embora se tenham salvo, não quiseram se entregar totalmente a Deus; embora se tenham salvo, ainda estavam muito apegadas às coisas deste mundo.

A pena de Amélia leva-nos a lembrar, também, daquela visão de Santa Francisca Romana, segundo a qual “por cada pecado mortal perdoado”, restaria “à alma culpada passar por um sofrimento de sete anos” no Purgatório. A amiga da Irmã Lúcia talvez tenha sido uma dessas almas que acumularam em vida inúmeros pecados mortais, dos quais se arrependeram, sem que tenham tido tempo, no entanto, para repará-los nesta vida.

Com revelações como essa, Deus quer fazer um apelo à nossa indiferença, dar um grito para romper a nossa surdez. Não se entra no Céu senão por meio de muitos sofrimentos (cf. At 14, 22). Se não quisermos sofrer aqui, teremos de sofrer no outro mundo. E daí não saíremos enquanto não houvermos pago “até o último centavo” (Mt 5, 26).

Cumpre dizer, de outro lado, para não retratar o Purgatório com cores demasiado duras, que evidentemente é bem mais consoladora a sorte de Amélia que a das inúmeras almas que os pastorinhos de Fátima viram precipitando-se no Inferno. É evidente que os dois estados não podem ser equiparados, por mais doloroso e duradouro que seja o Purgatório.

O problema de muitos de nós é o quão longe estamos da meta, o quão mesquinha é muitas vezes a lógica com que vivemos a nossa fé. Quantas vezes não pensamos, por exemplo, ou até dizemos: “Se eu chegar ao Purgatório, já me darei por satisfeito”, ou: “Se for ao Purgatório, já estarei no lucro”?

Não que isso não seja verdade, mas é uma verdade contada pela metade. É como a história do jovem rico (cf. Mc 10, 17-27), que poderia ser um grande discípulo de Cristo, e não foi.

Poderíamos até nos perguntar se essa personagem anônima dos Evangelhos, da qual não mais tivemos notícia, realmente se salvou. Talvez até tenha tido a “sorte” de passar o Purgatório com Amélia até o fim do mundo. Talvez já esteja no Céu agora, tendo passado por um brevíssimo Purgatório. A verdade é que, do jeito como ele deixou a famosa cena do Evangelho, seu lugar ainda não era o Céu. Porque o Céu não é simplesmente o lugar de quem não tem pecados (como o jovem rico parecia não ter); o Céu é o lugar dos que amam, dos que querem se unir a Deus mais do que qualquer coisa nesta vida.

Mas e nós, queremos isso? Queremos amar a Deus de todo o coração, ou nos contentaremos com garantir nossa salvação? Queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório?

Ninguém pense que se trata de desejos vãos. O quanto quisermos indicará a medida com que trabalharemos. Quem pensa em atingir o Purgatório, se esforçará o necessário para chegar aí. Se trabalharmos para o Céu, no entanto, tudo mudará. Inclusive nossa sorte na outra vida.

Que o exemplo dessa amiga da Irmã Lúcia nos ajude a imitar os pastorinhos de Fátima, que viveram sua vocação com heroísmo e, como recompensa, foram acolhidos sem demora no Reino dos Céus. Quanto à alma de Amélia, só o que lhe resta é contar com as nossas orações… “até ao fim do mundo”.

Referências

  1. Aparição de 13 de maio de 1917. Em: Memórias da Irmã Lúcia. 13.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p. 173.

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Obrigado, Padre Paulo Ricardo!
Padre Paulo Ricardo

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por se esvaziar de si mesmo e ser para nós, neste mundo, “um testemunho do Deus invisível”.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2018
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Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Em 1959, por ocasião do primeiro centenário da morte de São João Maria Vianney, o Papa São João XXIII escrevia que, “hoje, os cristãos fervorosos esperam muito do padre. Querem ver nele, neste mundo onde triunfa com frequência o poderio do dinheiro, a sedução dos sentidos, o prestígio da técnica, um testemunho do Deus invisível, um homem de fé, esquecido de si mesmo e cheio de caridade” [1].

Essa descrição de sacerdócio — que, digamo-lo mais claramente, não é apenas a expectativa dos cristãos de hoje, mas o desejo constante de Deus para os padres — vem bem a calhar neste dia 14 de junho de 2018, em que o senhor completa 26 anos de ministério sacerdotal.

Não porque o senhor seja santo, nem porque queiramos adulá-lo — o senhor nunca permitiu que o tratássemos dessa forma —, mas porque é justamente essa visão de sacerdócio que o senhor promove com suas pregações e, dia após dia, também com seu exemplo.

Nenhum de nós que convivemos com o senhor pode negar, por exemplo, que o senhor é “um homem de fé”. Sem se apegar a opiniões próprias, o que o senhor quer nos dar é “A Resposta Católica”. Sem querer ser “original”, a fé que o senhor (tanto!) nos ensina a pedir é “em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica”. Nada mais, nada menos.

Por isso, só por isso já receba, Padre Paulo Ricardo, a nossa mais profunda gratidão, pois sabe Deus o que seria de nós, por que vales tenebrosos estaríamos errando, a que ideias mirabolantes estaríamos servindo, não fosse o senhor a emprestar humildemente a sua voz à de Nosso Senhor e conduzir-nos ao aprisco da Santa Igreja Católica.

Obrigado, Padre, porque a doutrina que o senhor nos ensina não é sua, mas de Jesus Cristo.

Nenhum de nós pode negar também que, como um verdadeiro pai, o senhor vive “esquecido de si mesmo” — e ainda nos ensina a fazer o mesmo, para que a nossa vida realmente ganhe sentido!

Com uma história que o senhor vive repetindo (e que não nos cansamos de escutar), nós aprendemos, por exemplo, que “nós não temos vida” para nós mesmos, que “a nossa vida é para os outros”! E isso, justamente por ser algo que nos perturba e inquieta, é também algo que nos encoraja, que nos faz querer ser grandes, que nos motiva na busca da santidade!

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos apresentar a medida do amor, que é amar sem medidas. Obrigado por nos ensinar que há vida para além do “salário mínimo” de nossas obrigações; por nos ensinar que a santidade não consiste em não pecar, mas em amar a Deus de todo o coração, com toda a nossa alma e todo o nosso entendimento!

Ninguém pode negar, enfim, Padre, que o senhor é um homem “cheio de caridade”. É o que vemos em suas meditações, tantas vezes embargadas de emoção, ao falar de Nosso Senhor. É o que vemos em suas exortações insistentes para que tenhamos vida de oração e amemos nosso Salvador, escondido no íntimo de nosso coração.

Por isso, obrigado, Padre, obrigado por nos recordar constantemente a importância da oração!

Quantos vivem no mundo, angustiados por não saber o que lhes falta! Aparentemente têm tudo: um lugar para morar, uma companhia com que passar o resto de seus dias, um automóvel para ir aonde quiserem, uma conta gorda no banco… Mas vivem infelizes, e sequer sabem onde procurar! “Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus” (Br 4, 4). Felizes somos nós porque sabemos a razão dessa inquietude em nosso ser: e sabemos onde saná-la. E tantos de nós só aprendemos isso porque o ouvimos do senhor!

Por isso, Padre Paulo Ricardo, muito obrigado! Obrigado por se esvaziar de si mesmo e ser para nós “um testemunho do Deus invisível”. Que Deus o continue guardando no Coração Eucarístico de Jesus, para que o senhor não deixe nunca de nos apontar, com suas palavras e com seu exemplo, o caminho do Céu!

Referências

  1. Papa S. João XXIII, Carta Encíclica Sacerdotii Nostri Primordia (1.º de agosto de 1959), n. 61.

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Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus
Liturgia

Formulário para a Missa
do Coração Eucarístico de Jesus

Formulário para a Missa do Coração Eucarístico de Jesus

Embora não conste em nosso Missal, existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, nesta quinta-feira, a festa em honra ao Coração Eucarístico de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Junho de 2018
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Existe um formulário para os sacerdotes que desejam celebrar, amanhã, a festa do Coração Eucarístico de Jesus. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

Substancialmente, o culto prestado pela Igreja ao Coração Eucarístico de Jesus é o mesmo que ela tributa ao seu Sacratíssimo Coração. Todos os fiéis — e, de um modo particular, os sacerdotes — são convidados a venerar com respeito, amor e gratidão, o símbolo do amor supremo pelo qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da Eucaristia, para permanecer conosco permanentemente. Com todo o direito se venera, com culto especial, esse adorável desígnio do Coração de Jesus Cristo, demonstração suprema de seu amor.

Por isso, o Papa Leão XIII erigiu na igreja de São Joaquim, em Roma, confiada à Congregação do Santíssimo Redentor, uma arquiconfraria sob o título de Coração Eucarístico de Jesus. E é também no Missal próprio dos redentoristas que consta, ainda hoje, o formulário para esta festa, instituída pelo Papa Bento XV, em 1921.

O formulário que tornamos disponível acima pode ser usado tranquilamente pelos padres que celebram na Forma Ordinária do Rito Romano. Aos que rezam a Missa na Forma Extraordinária, basta acessar o formulário da Missa aqui.

O mais importante, de qualquer modo, é que todos possamos meditar, com a vida, a grandeza do mistério que a liturgia nos coloca diante dos olhos. Para tanto, não deixem de assistir ao episódio abaixo, de nosso programa "Ao vivo com Padre Paulo Ricardo", sobre o Coração Eucarístico de Nosso Senhor:

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Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?
Santos & Mártires

Por que Santo Antônio
está abraçando o Menino Jesus?

Por que Santo Antônio está abraçando o Menino Jesus?

Estando em pregação numa certa cidade, Santo Antônio encontrou pousada na casa de um generoso fidalgo. Ali, recolhido a sós em seu aposento, o santo de Lisboa teve uma surpresa…

13 de Junho de 2018
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Santo Antônio entrou certa vez numa cidade para lá pregar, e o senhor fidalgo que ali o acolheu reservou-lhe um aposento bem retirado, a fim de não o perturbarem no estudo e na oração.

Estava o santo recolhido e a sós em seu quarto quando o senhor fidalgo, andando pela casa a tratar de seus assuntos, achou-se por acaso diante do aposento de Antônio e, levado por devota curiosidade, espreitou pela porta, às escondidas, através de uma fresta que dava para o lugar em que o santo descansava. E o que haviam de ver os seus olhos! Um Menino muito belo e alegre nos braços de Santo Antônio, e este a contemplar-lhe o rosto, a apertá-lo ao peito e a cobri-lo de beijos.

O fidalgo, maravilhado com a beleza do Menino, ficou espantado, sem saber como explicar donde teria vindo aquela Criança tão bela e graciosa.

O Menino, que não era senão Nosso Senhor Jesus Cristo, revelou a Santo Antônio que o seu hospedeiro o estava espiando pela porta.

Por causa disso, Santo Antônio, após terminar uma longa oração, chamou o senhor fidalgo e humildemente lhe pediu que, enquanto ele estivesse vivo, a ninguém revelasse a visão que tivera.

Foi só depois da morte do santo que o senhor fidalgo, com lágrimas santas, contou o milagre que os seus olhos indiscretos tinham contemplado. Em louvor de Cristo. Amém.

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