| Categoria: Testemunhos

'Maria é um atalho para o Caminho'

Conheça o testemunho de Kélvia, a jovem que descobriu a beleza da Igreja Católica depois que se consagrou a Nossa Senhora.

"Assim que me consagrei à Mãe, fui cada vez mais me aproximando de Nosso Senhor Jesus". O testemunho abaixo é de Kélvia Portela Ambrozi, do Maranhão. Em poucas linhas, ela conta como recuperou a fé que tinha recebido na infância, graças à consagração a Nossa Senhora e à formação do site. "Eu achava que era católica, mas não sabia praticamente nada da Santa Igreja", ela escreve. "Hoje, quanto mais eu estudo, mais eu amo a Santa Igreja Católica e não entendo como uma pessoa intelectualmente capaz pode ser de outra religião."

Salve Maria!

Bom dia, Padre Paulo Ricardo e equipe.

Muitos depoimentos são recebidos por vocês e eu gostaria de deixar o meu testemunho, no qual contarei um pouco da minha história.

Meu nome é Kélvia Portela Ambrozi, tenho 29 anos, nasci e moro no interior do Maranhão, sou casada há quase três anos, não temos filhos (ainda não fomos contemplados), sou dentista e venho de uma família católica muito tradicional, daquelas numerosas. Meus avós tiveram 17 filhos, dos quais duas mulheres se tornaram freiras. Minha irmã e eu fomos batizadas ainda bebês (meu irmão demorou um pouco mais, mas ainda na infância foi batizado), fizemos catequese desde crianças, primeira Comunhão, Comunhão solene etc. Não pudemos fazer a Crisma porque nos mudamos para São Luís para estudar. Lá fomos para uma escola Católica e concluímos o primeiro grau.

Com a ausência dos meus pais no dia-a-dia em São Luís, eu já não ia à Santa Missa com tanta frequência, deixei de confessar e fui me afastando cada vez mais da Igreja. Depois que concluí a faculdade voltei a morar na cidade dos meus pais, passei a ir mais à Missa (ainda não como antes), fiz a Crisma e, depois de oito anos de namoro, casei com meu esposo. Tudo estava muito bem na minha vida, mas eu sentia que faltava algo.

Um belo dia, vi no Facebook um aviso de que um grupo iria se reunir para a Consagração à Nossa Senhora. Aquele chamado foi tão forte que, graças a Deus, não deixei escapar. A cada semana em que nos reuníamos eu sentia que ali era o meu lugar. As coisas ditas sobre Nossa Senhora eram tão lindas que enchiam meu coração de amor. Durante as reuniões nos pediram que assistíssemos às suas aulas sobre a Consagração, e foi ali que eu tive o primeiro contato com o seu site.

Comecei a assistir às aulas e logo eu via outro vídeo interessante, depois outro, e depois outro. Às vezes, quando eu tinha tempo, passava literalmente o dia todo vendo suas aulas, e foi quando percebi que eu achava que era católica, mas não sabia praticamente nada da Santa Igreja. Estava tão longe que, até quando ia rezar o Credo na Missa, eu "pulava" a parte em que dizia "creio na Santa Igreja Católica", com medo de ofender a Deus, um pensamento absolutamente protestante que me envergonho de reconhecer, verdadeiramente influenciada pelas aulas de história que tive no ensino médio. Como eu disse anteriormente, apesar de vir de uma família católica, não conhecia a Santa Senhora e nem a Santíssima Igreja.

Impressionante como eu vejo um cuidado tão de perto de Nossa Senhora em vários aspectos e fases da minha vida. Assim que me consagrei à Mãe, fui cada vez mais me aproximando de Nosso Senhor Jesus. Lembro sempre do que Ela disse aos apóstolos em Jo 2, 5: "Fazei tudo o que Ele vos disser". Como ouvi na consagração, Maria é um atalho para o Caminho e como isso é claro pra mim hoje!

Se eu pudesse dizer quais foram os erros durante a minha caminhada espiritual, eu diria que foram dois: uma catequese fraca, onde não aprendi sequer o que é o milagre da Santa Missa (aprendi durante a Consagração), e a preguiça, falta de vontade de estudar e buscar Deus depois de adulta. Hoje, quanto mais eu estudo, mais eu amo a Santa Igreja Católica e não entendo como uma pessoa intelectualmente capaz pode ser de outra religião.

Com esse meu depoimento, eu gostaria apenas de lhe dizer OBRIGADA. Hoje tenho muita pressa em amar a Deus e esperança de vê-lo face a face. Voltei a ler a Bíblia (coisa que não fazia desde criança), a ir à Santa Missa aos domingos, rezo o terço diariamente e estou sempre com Nosso Senhor Jesus Cristo e com a Mãe Santíssima no pensamento e coração. Hoje busco uma conversão diária e que só terminará quando eu estiver ao lado do Pai.

Nunca desista de nós, seu site chega mais longe do que o senhor imagina.

Fiquem com Deus.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

| Categoria: Espiritualidade

Sete conselhos para enfrentar a morte e o luto de forma cristã

Não adianta fugir ou mudar de assunto. Um dia, a morte chega para todos. Mas, qual o sentido desse acontecimento? Como reagir diante de uma realidade tão dura e perturbadora?

A morte assusta a todos nós. Diante dela, tomamos consciência de nossa fragilidade e, sem fé, podemos facilmente ser acometidos por incertezas, dúvidas e mal estar.

Muitas vezes, para fugir desse tema, dizemos que ainda nos falta muito tempo para esse dia, que não nos devemos preocupar com isso e, quando alguém nos lembra de nosso destino comum e inevitável, sempre tentamos dar um jeito de mudar de assunto.

Na verdade, o que precisamos fazer é entender o verdadeiro sentido da morte. Para isso, seguem alguns conselhos, que nos darão uma visão cristã desse acontecimento e uma ajuda para viver o luto em paz e com sabedoria.

1. Recorrer aos Sacramentos da Igreja

Ao se aproximar o momento de nossa partida deste mundo, devemos nos preparar, procurando livrar a nossa alma do pecado e de outros fardos que impedem a nossa união com Deus. Por isso, é muito importante receber a Unção dos Enfermos e, se possível, os sacramentos da Confissão e da Comunhão. Assim, quando a morte chegar, mais do que uma despedida, será ela um encontro com Cristo, que, como Bom Pastor, acompanha as Suas ovelhas na passagem para a vida eterna.

Se um ente querido ou um vizinho se encontra em perigo de morte – ou por velhice ou por alguma doença –, será de grande ajuda procurar ou avisar um sacerdote próximo para que visite o enfermo e este possa partir na graça de Deus. Não se pode deixar de chamar o padre por receio de que a sua visita passe uma "impressão errada" ou "apresse", por assim dizer, a morte da pessoa. A assistência espiritual do sacerdote é de grande conforto para todas as almas, seja qual for o seu destino. Na verdade, seria um grande mal que deixássemos de recorrer à Igreja nessas horas, pois estaríamos nos descuidando do bem mais valioso que possuimos: a nossa própria alma.

Por isso, lembremo-nos também de buscar viver sempre em comunhão com o Senhor. Cumpramos os Seus mandamentos e recebamos com frequência os sacramentos da Penitência e da Eucaristia, fazendo isso por amor a nosso Deus e considerando que a morte pode chegar quando menos esperamos.

2. Compreender que a morte nos liberta e nos faz entrar na vida eterna

"Intérprete autêntico das afirmações da Sagrada Escritura e da Tradição, o Magistério da Igreja ensina que a morte entrou no mundo por causa do pecado do homem. Embora o homem tivesse uma natureza mortal, Deus o destinava a não morrer. A morte foi, portanto, contrária aos desígnios de Deus Criador" [1]. Porém, quando Se fez homem para a nossa salvação, o Verbo de Deus experimentou em Sua própria carne a realidade dolorosa da morte, a fim de mudar em bênção o que era condenação..

A partir da Cruz e Ressurreição de Nosso Senhor, portanto, tudo muda de figura. A morte não é mais a triste descida do ser humano à mansão dos mortos, mas a entrada na vida eterna. Muitos protestantes, ao interpretar as Escrituras individualmente, terminam acreditando que as almas depois da morte ficam inconscientes e caem numa espécie de "sono" inconsciente. Esquecem-se que Jesus prometeu o Céu ao bom ladrão no mesmo dia em que este morreu (cf. Lc 23, 43), e que "está determinado que os homens morram uma só vez e depois vem o julgamento" (Hb 9, 27).

A Igreja, em conformidade com o testemunho das Escrituras e com o ensinamento dos primeiros cristãos [2], lembra que, na verdade, a nossa alma parte para o encontro com Deus imediatamente após a nossa morte corporal. Por isso, nós devemos vivê-la compreendendo que um ciclo terreno termina e se inicia o tempo da glória, ao lado de Deus e de Sua corte celestial. "Eu sou a ressurreição e a vida", disse Jesus. "Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá" (Jo 11, 25-26).

3. Conservar com amor e alegria a lembrança daqueles que partiram

Ainda que não estejam mais fisicamente conosco, todas as lições e momentos compartilhados com os nossos entes queridos vivem em nossos corações. Honremos sempre sua memória como um inestimável tesouro que nos acompanhará em nossa vida.

Mesmo que nos doa que alguém amado tenha partido e sintamos um vazio por sua perda, deve-se evitar cair em tristezas prolongadas. Primeiro, porque somos confortados pela esperança cristã de que quem creu e viveu no Senhor tem a vida eterna com Ele. Segundo, porque sabemos que quem se foi não gostaria de ver-nos assim. Se nos é difícil levantar-nos do luto, busquemos a ajuda de um sacerdote ou diretor espiritual para superar a dor. Será muito útil.

Também pode ser uma boa obra de caridade doar algumas (se não todas) roupas ou objetos que a pessoa usou a um abrigo ou casa de beneficência. Além de ser um sadio exercício de desapego, que nos pode ajudar a superar o luto causado pela perda, colocamos em prática a terceira obra de misericórdia temporal, que é "vestir os nus".

4. Auxiliar as famílias que perderam seus entes queridos

Quando perdem alguém, as pessoas geralmente se refugiam na solidão, no silêncio e no pranto, podendo experimentar falta de apetite e estresse ou mesmo entrar em depressão.

Como cristãos, o nosso dever é acompanhar, aconselhar e ajudar aqueles que perderam os seus entes queridos, fazendo com que se recordem deles com alegria e incentivando-os a ver na morte não um fim, mas uma permanência no amor de Deus, que tem preparado um lugar para cada um de nós.

"Consolar os aflitos" também é uma obra de misericórdia, recomendada pelas próprias Escrituras: "Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram" ( Rm 12, 15). Além disso, a solidariedade com quem sofre é um grande remédio para aliviar também as nossas dores. Quando nos voltamos às necessidades dos outros, somos capazes de ver a mão de Deus que levanta o próximo por meio de nós. Quem, como o bom samaritano (cf. Lc 10, 30-37), cuida das misérias alheias, tem suas próprias misérias pensadas por Nosso Senhor, que é o Bom Samaritano por excelência.

5. Evitar brigas por causa de dinheiro ou herança

É possível que a pessoa falecida tenha deixado alguns bens que tocam aos filhos e parentes mais próximos. Tudo tem seu tempo apropriado e é lamentável ver famílias que, antes mesmo da morte da pessoa, brigam por causa de bens materiais; irmãos que, ao invés de se unirem, nem sequer conversam mais um com o outro, por conta de interesses.

Ante a tentação de acirrar os ânimos por causa de heranças terrenas, vale ter diante dos olhos a única herança imperecível, a qual – como ensina São Gregório Magno – "não diminui com o crescimento do número de herdeiros" [3]. "Se ressuscitastes com Cristo – exorta São Paulo –, buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus; cuidai das coisas do alto, não do que é da terra" (Cl 3, 1-2).

6. Evitar cair em práticas espíritas ou supersticiosas para mitigar a dor

Algumas empresas, no afã de lucrar com a dor alheia, oferecem rituais funerários absolutamente incompatíveis com a fé cristã. São práticas como semear uma árvore com os restos mortais da pessoa, jogar as suas cinzas em um lago para perpetuar a sua memória, ou mesmo domesticar um animalzinho com o nome do parente falecido, relacionando-o com a crença na reencarnação.

O Catecismo da Igreja Católica é bem claro ao ensinar que não existe reencarnação:

"A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo de graça e misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu destino último. Quando acabar a nossa vida sobre a terra, que é só uma, não voltaremos a outras vidas terrenas. 'Os homens morrem uma só vez' (Hb 9, 27). Não existe 'reencarnação' depois da morte." [4]

Por isso, não é nada aconselhável, a quem perdeu os seus entes queridos, que saia à procura de "comunicações do além" em casas espíritas ou ambientes parecidos. A dor não nos pode fazer desviar de nossa fé! Nossa confiança deve estar sempre colocada em Deus e em Suas promessas. É a Sua graça que nos ajudará a continuar, não as falsas mensagens de doutrinas abertamente contrárias à doutrina de Cristo.

7. Rezar pelo descanso eterno daqueles que partiram

A maior obra de amor que podemos realizar por nossos entes queridos é oferecer orações por eles. Como diz Santa Teresinha do Menino Jesus, "pensar em uma pessoa que se ama é rezar por ela" [5].

No Brasil, há o piedoso costume de se honrar as almas dos falecidos com a conhecida "Missa de sétimo dia". O Catecismo ensina que, "desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferecendo sufrágios em seu favor, particularmente o Sacrifício eucarístico para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus" [6]. Por isso, não importa o quanto tempo tenha passado, é sempre recomendado oferecer muitas Missas pelas almas dos fiéis falecidos, além de Terços, jejuns e toda espécie de orações.

Também não se pode esquecer o motivo de todas essas práticas. Os católicos rezam por seus mortos porque acreditam na verdade do purgatório. A Igreja não é composta apenas pelos cristãos que vivem neste mundo (Igreja militante), mas está unida aos santos, no Céu (Igreja triunfante), e às almas que se purificam de seus pecados, no purgatório (Igreja padecente). Por essa união mística – que a Igreja chama de "comunhão dos santos" –, as nossas preces e súplicas pelos falecidos têm valor diante de Deus e fazem entrar no Céu aqueles que amamos e que partiram desta vida.

Um dia, será a nossa vez de nos juntarmos à corte celeste e às almas de nossos entes queridos. Por isso, estejamos sempre preparados para a nossa morte e para nosso encontro definitivo com Deus. É verdade que ninguém pode ter certeza absoluta da própria salvação [7]. Se, porém, vivermos uma vida de virtudes e de oração, ao fim de nossas existências poderemos dizer, com São Paulo: "Chegou o tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Desde agora, está reservada para mim a coroa da justiça que o Senhor, o juiz justo, me dará naquele dia, não somente a mim, mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua manifestação" (2 Tm 4, 6-8).

Com informações de Píldoras de Fé | Por Equipe CNP

Referências

  1. Catecismo da Igreja Católica, 1008.
  2. Cf. Papa São Clemente, Primeira Carta aos Coríntios, 56 (PG 1, 321-324); Santo Inácio de Antioquia, Carta aos Tralianos, 13 (PG 5, 799); São Policarpo de Esmirna, Carta aos Filipenses, 9 (PG 5, 1019).
  3. Moralia in Iob, V, 86 (PL 75, 729).
  4. Catecismo da Igreja Católica, 1013.
  5. Cartas, 225 (2 de maio de 1897).
  6. Catecismo da Igreja Católica, 1032.
  7. Cf. Santo Tomás de Aquino, Suma Teológica, I-II, q. 112, a. 5.

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Bispos e sacerdotes realizam “exorcismo magno” no México

Cerimônia inédita foi realizada para frear o avanço do aborto, da violência e do satanismo, que “provocaram uma grande infestação satânica em todo o México”.

Um evento sem precedentes teve lugar na cidade de San Luís Potosí, região central do México, quando um grupo de bispos realizou um "exorcismo magno" sobre todo o país.

O rito foi realizado no dia 20 de maio, a portas fechadas, na catedral metropolitana da cidade. Contou com a presença de dois bispos: o arcebispo emérito de Guadalajara, cardeal Juan Sandoval Íñiguez, e o arcebispo de San Luís Potosí, monsenhor Carlos Cabrero. Também participaram da celebração o padre José Antonio Fortea, famoso demonologista espanhol, bem como inúmeros sacerdotes exorcistas vindos de diversas dioceses mexicanas.

O exorcismo foi realizado para conter o avanço do aborto e da violência ligada ao tráfico de drogas, e também para frear práticas como o satanismo e o culto pagão à "santa morte", as quais – segundo explica o pe. Fortea – "provocaram uma grande infestação satânica em todo o México".

Monsenhor Cabrero explicou que o caráter reservado da cerimônia se deve a que "logo aparecem os mórbidos e as más interpretações" e assinalou que "o que se quer buscar é o bem, antes de tudo". Ele também disse que, nesta oração, "se pede, por exemplo, pelas questões do divórcio e do aborto, e que muitas vezes são favorecidas por leis desumanas, que vão contra a própria natureza".

O cardeal Íñiguez assegurou a importância de que as pessoas tomem consciência "da situação tão grave que vivemos no México, que tem uma raiz muito profunda e para além da maldade humana, que é o demônio, o qual está muito conectado com a morte, sendo o homicida desde o princípio". Ele manifestou o desejo de que ritos como esses "se multipliquem" ao redor do mundo.

Em entrevista exclusiva a ACI Prensa, o padre Fortea recordou que essa é a primeira vez que "exorcistas vindos de distintos lugares se reúnem para exorcizar os poderes das trevas não de uma pessoa, mas de todo um país". Na Idade Média, São Francisco de Assis expulsou os demônios da cidade de Arezzo [1], mas isso aconteceu de forma privada. "Deste modo ritual, belo, cheio de cerimônias, nunca antes isso teve lugar em nenhuma parte do mundo."

Perguntado se os demônios podem ser expulsos de um país, o exorcista explicou que, "na medida em que um país aumenta desmedidamente o pecado, nessa medida a ação tentadora dos demônios acontece mais facilmente". "Na medida em que em uma nação se realizem mais atos de bruxaria e mais satanismo, nessa mesma medida acontecerão mais fatos extraordinários provindos desses poderes das trevas."

Ele afirmou que não se deve esperar "nenhum fenômeno extraordinário" como efeito do exorcismo. "Seria um erro pensar que, por realizar um grande exorcismo para toda a nação, tudo já mudará automaticamente", disse. "Se, porém, com o poder recebido de Cristo, afastamos os demônios de uma nação, certamente isso repercutirá positivamente".

Questionado se uma cerimônia dessas poderia se repetir em outros lugares do mundo, o pe. Fortea respondeu que "seria muito desejável". "Temos que ter fé em que Deus entregou um poder aos Apóstolos e que podemos usar esse poder", afirmou. "Satanás ronda, como leão a rugir, procurando a quem devorar, e os pastores podem afastar o depredador da vítima".

Não é a primeira vez que se vê uma notícia relacionando o México à ação direta do mal. Em 2013, depois de uma audiência na Praça de São Pedro, o Papa Francisco impôs as mãos sobre um peregrino mexicano, chamado Ángel, e as cenas da oração do Santo Padre correram o mundo:

Um dia após o ocorrido, o padre Gabriele Amorth conversou com o rapaz e disse não ter dúvidas de que estava possuído. O estado de Ángel, porém, recebeu o diagnóstico especial de "possessão com mensagem". Segundo o pe. Amorth, ele "foi eleito pelo Senhor para mandar uma mensagem ao clero mexicano e dizer aos bispos que têm que fazer um ato de reparação pela horrenda lei do aborto aprovada na Cidade do México em 2007 e que supõe um ultraje à Virgem." O exorcista italiano também avisou que, enquanto os prelados não realizassem o ato de reparação, Ángel não seria liberto da ação demoníaca.

Considerando que os males morais que têm afligido o México são os mesmos que tomam conta da América Latina e rondam o resto do mundo, não nos resta senão implorar a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe sobre toda a humanidade, para que os seus súditos angélicos "persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência e lançando-os no abismo". Que a "Augusta Rainha dos céus" não demore a "esmagar a cabeça de Satanás".

Com informações de ACI Prensa | Por Equipe CNP

Referências

  1. Cf. Tomás de Celano, Segunda Vida de São Francisco de Assis, 74 (FF, 695); São Boaventura, Legenda Maior, VI, 9 (FF, 1114).

| Categoria: Virgem Maria

Aprenda a oração 'Augusta Rainha dos céus'

Em 1864, na França, Nossa Senhora apareceu a um sacerdote e ensinou-lhe uma oração poderosa para combater e derrotar os poderes do inferno.

No dia 13 de Janeiro de 1864, o Bem-aventurado Padre Luís-Eduardo Cestac foi subitamente atingido por um raio da luz divina. Ele viu demônios espalhados por toda a terra, causando uma imensa confusão. Ao mesmo tempo, ele teve uma visão da Virgem Maria. Nossa Senhora lhe revelou que realmente o poder dos demônios fora desencadeado em todo o mundo e que então, mais do que nunca, era necessário rezar à Rainha dos Anjos e pedir a ela que enviasse as legiões dos santos anjos para combater e derrotar os poderes do inferno.

“Minha Mãe", disse o padre, “vós sois tão bondosa, por que então não enviais por vós mesma estes anjos, sem que ninguém vos peça?"

“Não", respondeu a Santíssima Virgem, “a oração é uma condição estabelecida pelo próprio Deus para a obter esta graça."

“Então, Mãe santíssima – disse o sacerdote – ensinai-me como quereis que se vos peça!"

Foi então que o Bem-aventurado Luís-Eduardo Cestac recebeu a oração “Augusta Rainha dos céus". “Meu primeiro dever – disse ele – era apresentar esta oração a Monsenhor La Croix, bispo de Bayonne, que se dignou a aprová-la. Cumprido este dever, fiz imprimir 500.000 cópias, e providenciei que fossem distribuídas em todos os lugares. (...) Não devemos esquecer que, da primeira vez que as imprimimos, a máquina impressora chegou a quebrar duas vezes".

Esta oração foi indulgenciada pelo Papa São Pio X no dia 8 de julho de 1908. Recomenda-se que seja aprendida de cor:

Oração revelada
ao Bem-aventurado Padre Louis-Edouard Cestac
(13 de janeiro de 1864)

Auguste Reine des cieux, souveraine maîtresse des Anges,
Vous qui, dès le commencement, avez reçu de Dieu
le pouvoir et la mission d'écraser la tête de Satan,
Nous vous le demandons humblement,
Envoyez vos légions célestes pour que,
sous vos ordres, et par votre puissance,
Elles poursuivent les démons, les combattent partout,
Répriment leur audace, et les refoulent dans l'abîme.
Qui est comme Dieu?
O bonne et tendre mère,
Vous serez toujours notre Amour et notre espérance.
O Divine Mère,
Envoyez les Saints Anges pour nous défendre,
Et repoussez loin de nous le cruel ennemi.
Saints Anges et Archanges,
Défendez nous, gardez nous.


Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos,
Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus
o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás,
Nós vo-lo pedimos humildemente,
Enviai vossas legiões celestes para que,
sob vossas ordens, e por vosso poder,
Elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte,
Reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo.
Quem é como Deus?
Ó Mãe de bondade e ternura,
Vós sereis sempre o nosso Amor e a nossa esperança.
Ó Mãe Divina,
Enviai os Santos Anjos para nos defenderem,
E repeli para longe de nós o cruel inimigo.
Santos Anjos e Arcanjos,
Defendei-nos e guardai-nos. Amém.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

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As pulsações do Sagrado Coração de Jesus

Descubra o tesouro escondido no amor ao Sagrado Coração de Jesus e saiba como obter frutos espirituais dessa santa devoção.

Anunciado por todos os profetas e ansiado por todas as nações, é no Sagrado Coração de Jesus que se resume a história dos homens e onde se encontra a "fonte de toda consolação". Dele, coração humano e divino, brotam mananciais de água viva para a humanidade inteira, conforme prometeu Isaías: "Com alegria tirareis água nas fontes do Salvador" (Is 12, 3), e conforme Ele mesmo revelou à samaritana: "Se conhecesses o dom de Deus e quem é aquele que te diz: 'Dá-me de beber', tu lhe pedirias, e ele te daria água viva" (Jo 4, 10).

O culto ao coração de Nosso Senhor, no entanto, nem sempre foi compreendido da forma correta dentro da Igreja. Há quem se incomode com a ideia de adorar um "órgão humano" – mesmo que seja o de Jesus –, como se tal ato fosse um exagero ou ferisse a honra devida somente a Deus. Outros chegam a vislumbrar a beleza dessa devoção, mas, por não saberem o que ela significa, acabam não lhe dando muita importância e, muitas vezes, chegam a agir com certo desprezo para com ele, considerando o culto ao Sagrado Coração quase como uma "superstição".

Contra essa visão completamente distorcida das coisas, o Papa Pio XII escreveu, em 1956, a riquíssima encíclica Haurietis Aquas, exatamente "sobre o culto ao Sacratíssimo Coração de Jesus". Neste documento, Sua Santidade adverte que "este culto não deve a sua origem a revelações privadas, nem apareceu de improviso na Igreja", mas simplesmente confirma as verdades sobre a vida de Cristo e o seu imenso amor para com os homens. "Evidente é, portanto, que as revelações com que foi favorecida Santa Margarida Maria não acrescentaram nada de novo à doutrina católica" [1].

Mas, qual é, afinal, a doutrina católica a respeito do culto ao Sagrado Coração de Jesus?

Em primeiro lugar, a Igreja ensina que esse culto consiste em uma verdadeira adoração. A razão disso está na doutrina da "união hipostática" de Cristo: "Uma vez que Deus Verbo se encarnou, a carne de Cristo é adorada não por si mesma, mas porque o Verbo de Deus está unido a ela segundo a hipóstase" [2]. Assim, pois, comenta Santo Tomás de Aquino, "adorar a carne de Cristo nada mais é do que adorar o Verbo de Deus encarnado, assim como adorar a roupa do rei nada mais é do que adorar o rei que a veste" [3]. É por isso que quem reza a Ladainha do Sagrado Coração recorda que esse órgão de Cristo está "unido substancialmente ao Verbo de Deus" e que nele "habita toda a plenitude da divindade". Os católicos, portanto, não só podem, como devem, adorar o Sagrado Coração de Jesus, sem nenhum temor ou escrúpulo.

Agora, por que tanta ênfase no coração de Cristo? Por que não adorar outro órgão qualquer de Nosso Senhor, como o cérebro, ou os Seus outros membros feridos pelos agudos cravos da Cruz? A resposta está em que, "mais do que qualquer outro membro do seu corpo – diz o Papa Pio XII –, o seu coração é o índice natural ou o símbolo da sua imensa caridade para com o gênero humano" [4].

Os católicos adoram o Coração de Jesus porque a fé cristã é, acima de tudo, a "religião do amor". Na verdade, não existe nenhuma virtude maior do que a caridade (cf. 1 Cor 13, 13); nenhum mandamento maior do que o amor (cf. Mt 22, 34-40); nada tão importante quando o fato de que "Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o Seu Filho único, para que todo o que n'Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16).

Além disso, cremos que Deus, assumindo um coração verdadeiramente humano, sujeitou-se livremente a experimentar os sentimentos mais comuns da vida de qualquer pessoa, tais como o amor e a alegria, a tristeza e o temor etc [5]. O Papa Pio XII confirma que "o coração de Cristo (...) sem dúvida deve ter palpitado de amor e de outros afetos sensíveis" [6].

Por isso, convém "meditar as pulsações do seu coração" [7], a fim de que também os nossos corações possam, com suas batidas, tributar um hino de louvor a Deus.

O Coração de Jesus "pulsa de amor ao mesmo tempo humano e divino desde que a virgem Maria pronunciou aquela palavra magnânima 'Fiat'" [8].

O Coração de Jesus pulsou de amor quando se perdeu de seus pais e, tomado por um zelo que O consumia, aninhou-se no templo e tratou de cuidar das coisas de Seu Pai (cf. Lc 2, 49).

O Coração de Jesus pulsou de amor quando trabalhou na carpintaria de Nazaré, rodeado por São José, Seu pai adotivo, e por Sua santíssima mãe, a qual O nutria e O via crescer "em estatura, graça e sabedoria, diante de Deus e dos homens" (Lc 2, 52).

O Coração de Jesus pulsou de amor quando sentiu compaixão das multidões que O cercavam (cf. Mc 8, 2), quando deu vista aos cegos, quando curou os enfermos e quando ressuscitou os mortos.

O Coração de Jesus pulsou de amor e admiração, quando viu a grande fé daquele soldado romano, cujas palavras são repetidas todos os dias na Santa Missa: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizei uma só palavra e minha alma será salva (cf. Mt 8, 8).

O Coração de Jesus pulsou de amor e de santa ira, quando expulsou os cambistas e vendilhões do templo, ordenando que não fizessem da casa de Seu Pai uma casa de comércio (cf. Mt 21, 13).

O Coração de Jesus pulsou de amor e de alegria, quando instituiu o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, deixando a Si mesmo como alimento para todos os que O haviam de seguir, até o fim dos tempos.

O Coração de Jesus pulsou de amor, de tristeza e de temor, quando rezou no Horto das Oliveiras, implorando misericórdia e suando gotas de sangue pela humanidade pecadora (cf. Mt 26, 38; Mc 14, 33).

O Coração de Jesus pulsou disparadamente quando Se entregou na Cruz, palpitando "mais pela força do amor do que pela violência dos algozes" [9].

O Coração de Jesus pulsou de amor e misericórdia, quando acolheu no Céu o bom ladrão (cf. Lc 23, 43) e perdoou os Seus carrascos do crime que cometeram (cf. Lc 23, 34).

O Coração de Jesus pulsou de amor quando entregou Maria Santíssima aos cuidados de Seu discípulo amado, designando-a mãe de toda a Igreja (cf. Jo 19, 25-27).

Finalmente, no Céu, "o seu coração sacratíssimo nunca deixou nem deixará de palpitar com imperturbável e plácida pulsação" [10], já que a aliança que firmou com a Sua Igreja é irrevogável e o Seu amor para com ela é eterno, como Ele mesmo tinha prometido: "Esta é a aliança que farei com a casa de Israel a partir daquele dia – oráculo do Senhor, colocarei a minha lei no seu coração, vou gravá-la em seu coração; serei o Deus deles, e eles, o meu povo" (Jr 31, 33).

Por todas essas pulsações do Sagrado Coração de Jesus, que também nós vivamos a nossa vida como um completo e constante ato de amor a Ele. Peçamos-Lhe a graça de imitar o Seu manso e humilde coração (cf. Mt 11, 29) e que, assim como o Seu, também os nossos se convertam em uma "fornalha ardente de caridade".

Sacratíssimo Coração de Jesus,
tende piedade de nós!

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Carta Encíclica Haurietis Aquas (15 de maio de 1956), IV, n. 52.
  2. São João Damasceno, De Fide Orthodoxa, IV, 3 (PG 94, 1105).
  3. Suma Teológica, III, q. 25, a. 2.
  4. Carta Encíclica Haurietis Aquas (15 de maio de 1956), I, n. 12.
  5. Cf. Suma Teológica, III, q. 15.
  6. Carta Encíclica Haurietis Aquas (15 de maio de 1956), II, 22.
  7. Ibid., II, 28.
  8. Ibid., III, 30.
  9. Ibid., III, 38.
  10. Ibid., II, 28.

| Categoria: Espiritualidade

A fé sem oração é morta

Para que não naufrague no mar do ateísmo, a fé em Cristo e na Igreja precisa da oração. “O espírito está pronto, mas a carne é fraca”, diz o Senhor.

Tão importante é o tema da tentação, que mereceu ser incluído por Nosso Senhor na oração do Pai-Nosso: "Não nos deixeis cair em tentação" (Mt 6, 13). Tão negligenciado, porém, é esse mesmo assunto, que bem se pode dizer que a única tentação da qual muitos ouviram falar foi aquela que seduziu Adão e Eva, no Jardim do Éden (cf. Gn 3, 1-7). As pessoas – e, deve-se dizer, os cristãos – vivem como se tentações não existissem – e, com elas, tampouco o pecado, o demônio ou o inferno.

Isso acontece porque o mundo está impregnado de materialismo e não consegue mais elevar os seus olhos para nada que esteja além da experiência dos sentidos. Verdadeiro, então, é o que se pode ver, ouvir, tocar, cheirar ou sentir... Todo o resto parece situar-se no campo da mera subjetividade. O próprio Deus é muitas vezes reduzido a um "sentimento", a alguns arrepios que se sentem durante um culto religioso ou uma palestra motivacional. As realidades espirituais, porque invisíveis, deixaram de ser reais para o homem moderno, deixaram de ser úteis e, lamentavelmente, são muitos os que as abandonam.

Em seu pontificado, o Papa Bento XVI falou inúmeras vezes da existência de uma "crise de fé" [1]. Mas, o que Sua Santidade queria dizer com isso? Não existem, de fato, tantas pessoas no mundo que creem em Deus, que continuam a ir à igreja aos domingos e que acreditam na vida após a morte?

É verdade, o fenômeno religioso não foi completamente deixado de lado pela modernidade. A fé do homem moderno, porém, está construída sobre a areia (cf. Mt 7, 26-27). A religião tornou-se um como que "acessório", algo que se compra no supermercado da vida e se pode descartar quando já se tiverem esgotado todos os seus benefícios práticos. Assim, quando um padre faz uma homilia sobre a cura de algum mal ou sobre "o amor" – esse termo que "se tornou hoje uma das palavras mais usadas e mesmo abusadas" pelas pessoas [2] –, como esses temas soam agradáveis aos ouvidos, os bancos se enchem e oferecem palmas. Quando, porém, essa mesma multidão ouve alguma notícia no jornal, dizendo que a Igreja Católica não aceita isto ou aquilo, os mesmos que há pouco aplaudiam se enfurecem e destilam o seu ódio contra a religião.

É triste perceber que a grande massa de fiéis que frequenta as nossas igrejas não é muito diferente daquela multidão que pediu a crucificação de Jesus: depois de uma entrada triunfal em Jerusalém (cf. Mt 21, 1-11), Cristo terminou suspenso num madeiro, posposto a um criminoso e condenado pelo mesmo povo que O tinha recebido com festa às portas da cidade: "Este não, mas Barrabás!" (Jo 18, 40). Do mesmo modo, quando ouvem as coisas boas, os frequentadores de igreja se alegram; quando o que escutam lhes fere, eles se entristecem e voltam para casa.

Há, sim, na Igreja, uma crise de fé, mas é uma crise de fé "vivida", por assim dizer. São Tiago dizia com acerto que "a fé sem obras é morta" (Tg 2, 17). Ou seja, se alguém diz crer, mas não muda o seu comportamento, não conforma a sua vida àquilo em que crê, de nada adianta. Quando os hábitos e opiniões das pessoas que vão à igreja não diferem muito dos hábitos e opiniões daqueles que vivem no mundo, é preciso começar a perguntar o que está acontecendo com a catequese e com a evangelização. O que tem sido feito daqueles que deveriam ser o sal da terra e a luz do mundo (cf. Mt 5, 13-14)?

A resposta é simples: caíram em tentação. Como os discípulos na noite da agonia, os nossos católicos estão "dormindo", envolvidos pela névoa do mundo e pelas trevas do erro e da ignorância (cf. Mt 26, 36ss).

Também hoje, o remédio que Cristo receitou a Pedro, Tiago e João é o mesmo que ele oferece à modernidade: "Vigiai e orai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26, 41). Quando um famoso santo e doutor da Igreja dizia que "quem reza certamente se salva e quem não reza certamente se condena" [3], ele não brincava nem pretendia falar por hipérboles. Quem deixa de rezar; quem não para sequer alguns minutos do dia para elevar a sua mente a Deus; quem deixa de considerar que está rodeado por seu anjo da guarda; que, dentro de seu coração, habita a própria Trindade; que as pessoas à sua volta têm alma e precisam ouvir a Palavra de Deus... Pouco a pouco, cai na descrença e no indiferentismo. Sem oração – sem lidar dia após dia com as verdades eternas –, a alma vai se "petrificando", tornando-se insensível às inspirações divinas e fechando-se apenas às coisas deste mundo.

Por isso, é possível parafrasear São Tiago e dizer que, também, a fé sem oração é morta. Quem não reza fatalmente deixa de acreditar e, ao fim, acaba cedendo ao ateísmo, essa grande tentação dos nossos tempos.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Cf., v.g., Discurso durante Vigília para a Beatificação de John Henry Newman (18 de setembro de 2010); Carta Apostólica Porta Fidei (11 de outubro de 2011), n. 2; Carta Apostólica Fides per Doctrinam (16 de janeiro de 2013).
  2. Papa Bento XVI, Carta Encíclica Deus Caritas Est (25 de dezembro de 2005), n. 2.
  3. Santo Afonso de Ligório, Del gran mezzo della preghiera, I, 32.

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| Categorias: Educação, Sociedade

Pais santos geram famílias santas

É preciso redescobrir o autêntico valor da masculinidade, a fim de que o homem possa também cumprir o seu papel de pai.

A pequena Santa Teresa de Lisieux e seu pai, o beato Louis Martin

A polêmica iniciada no Facebook do Padre Paulo Ricardo por causa do vídeo Abortos Ocultos trouxe à tona os excessos e as falácias do pensamento feminista. De fato, como dissemos outrora, as mulheres não precisam de anticoncepcionais para serem livres. Precisam de dignidade. Essa é a questão de fundo que deve ser tratada com seriedade de argumentos e razoabilidade. O feminismo radical está comprometido com uma agenda contrária à autêntica natureza da mulher. Por isso, deve ser desmascarado, a fim de que as mulheres, já oprimidas por uma série de fatores históricos e sociais, não sejam cooptadas por um movimento ainda mais opressor. A experiência dos últimos anos só comprova um fato: o feminismo não é o caminho para o devido respeito à mulher.

Outro aspecto deste assunto, porém, merece atenção: o machismo. A opressão masculina sobre as mulheres é uma das raízes de tantos movimentos que atentam contra a família e a dignidade humana. Infelizmente, não se pode negar que, por de trás de muitos abortos, está a mão intimidadora de um homem. Mesmo no que diz respeito ao uso de anticoncepcionais, sabe-se, por meio de vários testemunhos, que grande parte das mulheres são forçadas pelos seus maridos a usarem esse tipo de medicamento. Isso é grave. Torna-se demasiado difícil cobrar da mulher o amor à maternidade, à família e ao matrimônio, quando, em sua própria casa, é obrigada a esquecer os Mandamentos da Lei de Deus para submeter-se à arbitrariedade do homem. Os abusos masculinos, como bem denunciou São João Paulo II, "humilham a mulher e inibem o desenvolvimento de relações familiares sadias" [1].

Existe uma guerra contra a virilidade. O machismo nada mais é que uma deformação da identidade masculina, cuja origem se encontra precisamente na queda do primeiro homem. Lemos no relato de Gênesis sobre uma das consequências do pecado original: "Sentir-te-ás atraída para o teu marido, e ele te dominará" (Gn 3, 16). "Este domínio", conforme explica São João Paulo II, "indica a perturbação e a perda da estabilidade e da igualdade fundamental" entre o homem e a mulher [2]. O cristianismo jamais foi conivente com essa injusta desigualdade. Ao contrário, assim como existe a pregação do apóstolo sobre a submissão das mulheres aos seus maridos, existe também a exortação para que os maridos morram por suas mulheres, como Cristo morreu pela Igreja (cf. Ef 5, 25). Nada é mais urgente que recuperar o sentido dessa pregação. Dar novo vigor a esse ensinamento da Igreja faz-se imprescindível para anular os efeitos de certas ideologias que visam cancelar a complementariedade dos sexos [3].

Com efeito, na luta contra o machismo, deve-se repudiar com vigor toda forma de emasculação, isto é, a tendência a negar a virilidade, como se a solução do problema fosse transformar o homem numa mulher. Infelizmente, os homens têm se tornado cada vez mais femininos, ora pelas roupas que vestem, ora pelas músicas que ouvem ou outras modas despropositadas. Prestem atenção: a masculinidade não é o problema. Trata-se simplesmente de direcioná-la para o exercício da vocação própria do homem. E essa vocação tem nome. Chama-se paternidade. Todo homem, seja celibatário seja casado, é chamado à paternidade. Os celibatários, no pastoreio das ovelhas de Cristo; os casados, no zelo pela esposa e pelos filhos. Na vida matrimonial, mais especificamente, "o amor à esposa tornada mãe e o amor aos filhos são para o homem o caminho natural para a compreensão e realização da paternidade" [4].

A presença do pai na família é essencial. Conforme explica Padre Paulo Ricardo neste vídeo, o pai é aquele que exerce a função de estabelecer justos limites e conduzir os filhos para o desenvolvimento de suas próprias vocações e anseios. Aliás, a figura masculina, quando alicerçada pela oração, garante a segurança do lar e dá à mulher a força para educar as crianças, mesmo diante dos grandes desafios. Pais santos geram famílias santas. Basta pensar nos exemplos de Santa Teresinha e de São João Paulo II. Ambos foram formados em lares em que a figura paterna se sobressaía pela vida interior, pela caridade fraterna como pelo zelo evangélico. O pai de Santa Teresinha, sobretudo — o senhor Louis Martin, cuja canonização sua e de sua mulher, Maria Zélia Guérin, foi aprovada recentemente pelo Papa Francisco para o próximo mês de outubro —, aparece como um verdadeiro modelo de masculinidade orientada para a vocação divina. Exerceu deveras a paternidade sem precisar flertar com um falso estereótipo — em que pese a ausência de sua esposa, devido ao falecimento.

A presença dos pais para os filhos torna-se ainda mais importante, em face das grandes transformações vividas pelos meninos durante a puberdade. Não há como negar que "a ausência do pai provoca desequilíbrios psicológicos e morais e dificuldades notáveis nas relações familiares" [5]. A experiência tem mostrado isso de maneira incontestável. O menino necessita de uma referência masculina para saber lidar com sua sexualidade e, por conseguinte, manter-se longe das ofertas fáceis da pornografia e da masturbação. Recentemente, o jornalista americano Michael Voris publicou dois interessantes vídeos (que podem ser vistos aqui e aqui) sobre a importância do pai no desenvolvimento do filho. Voris salienta que o menino necessita sentir-se amado pelo pai e livre para poder perguntar sobre determinados assuntos que provavelmente ele não se sentiria confortável para falar com a mãe: "Seu filho deve sentir-se livre para chegar em você e falar sobre assuntos sexuais assim como ele se sente livre para falar com você sobre esportes, ou hobbies, ou trabalhos escolares, ou seu futuro". Nesta atmosfera de confiança, marcada pela adequada discrição no vocabulário, o pai poderá transmitir ao filho os valores do sacrifício, do devido respeito às mulheres, da pureza e da busca pela santidade.

A verdadeira masculinidade precisa ser redescoberta como um valor inegociável da identidade do homem. Não se pode mais compactuar com o machismo nem com o feminismo. Que as mulheres sejam mulheres e que os homens sejam homens. Assim é que está escrito na lei natural, assim é que deve ser.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio (22 de novembro de 1981), n. 25.
  2. João Paulo II, Carta Apostólica Mulieris Dignitatem (15 de agosto de 1988), n. 10.
  3. Francisco, Audiência Geral (15 de Abril de 2015).
  4. João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio (22 de novembro de 1981), n. 25.
  5. Idem.