| Categoria: Como Ser Família

Como lidar com o conflito entre mãe e esposa?

Como lidar com o conflito entre mãe e esposa? Como os filhos podem conciliar o ânimo das duas principais mulheres de sua vida? É realmente possível dar a cada uma delas o amor a que têm direito?

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Como lidar com o conflito entre mãe e esposa? A resposta a esta pergunta, ainda que encontre fundamento na Palavra de Deus, é sempre um pouco dolorosa para os corações maternos: "Portanto", diz o Livro do Gênesis após narrar a criação de Adão e Eva, "o homem deixará pai e mãe para se unir à sua mulher" (Gn 2, 25).

Os pais, como ordena o Senhor, devem sempre ser honrados e amados por seus filhos; eles são, de fato, as nossas raízes, são o doce início de nossa história. Mas não são, pelo menos na maioria dos casos, projeto de futuro. O futuro está na família que, com a graça de Deus, nós devemos levar conosco para o Céu.

Por isso, os filhos têm de ser firmes e dizer com serenidade a seus pais — e com especial delicadeza à mãe — que agora a prioridade de suas vidas é o novo núcleo familiar que começam a formar. As mães, naturalmente inclinadas a querer reter os seus "menininhos", precisam sentir-se muito amadas e seguras de que o amor de seus filhos nunca lhes faltará, ainda que tenham de "partilhá-lo" com uma outra mulher que, com a bênção de Deus, também há de tornar-se mãe.

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| Categoria: Doutrina

Como o Facebook pode ser uma armadilha para a castidade?

Neste vídeo, Padre Paulo Ricardo explica de que maneira as redes sociais podem se tornar uma armadilha para a castidade e o pudor das pessoas.

Escondendo grandes perigos por trás de coisas aparentemente pequenas e sem importância, o demônio, como quem semeia joio no meio do trigo (cf. Mt 13, 25), sabe servir-se das realidades humanas para fazer perecer o próprio homem. É assim que o Facebook, uma das redes sociais mais bem sucedidas da história, tem-se tornado uma verdadeira armadilha para a castidade de muita gente. O problema reside, de modo geral, nas chamadas "fotos de perfil". Moças em poses provocativas, rapazes sem camisa, figuras sensuais e excitantes, tudo isso, além de poluir ainda mais o mundo virtual — saturado de pornografia —, é gatilho certo para pecarmos contra a santa pureza. Não é preciso ser lá muito sábio nem profundo conhecedor da natureza humana; todos sabemos, pois todos partilhamos da mesma inclinação para o mal, que toda imagem ou representação que de alguma forma aluda à sexualidade tem um forte impacto sobre a nossa sensibilidade, facilmente impressionável e educada somente a duras penas.

Procuramos explicar as razões deste fenômeno no nosso curso " O Mal da Pornografia e da Masturbação". Não custa lembrar, em todo caso, que o nosso cérebro, diante de um estímulo de ordem sexual, está programado para descarregar altas doses de dopamina, um neurotransmissor intimamente relacionado com a sensação de prazer e bem-estar. A dopamina, além disso, está associada ao chamado "circuito de recompensa", que reforça e cristaliza aqueles atos ou hábitos que mais satisfazem os desejos naturais do organismo. Ao deparar-se, pois, com uma foto provocativa (por mais "ingênua" que a queiramos julgar), o nosso cérebro está mais do que pronto para dar início a um processo estimulante que nos levará a estados de excitação sexual cada vez mais intensos e, portanto, mais difíceis de serem controlados.

Por isso, a melhor estratégia para guardarmos a castidade é evitar, com simplicidade e discrição, qualquer situação que nos coloque em ocasião de pecar contra essa virtude, inclusive as mais "leves" e "corriqueiras", como as que nos oferecem as fotos de perfil no Facebook. Devemos resistir, sim, aos primeiros assaltos da carne tão logo os percebemos, antes que cresçam e se agigantem. Quando entrarmos na internet ou em qualquer rede social, devemos nos perguntar sinceramente: o que minha esposa, o que minha noiva ou namorada pensaria se visse o que eu costumo ver ao navegar na rede? Em que tipo de coisas, afinal, gosto de descansar ou estimular a vista? Ao olhar com mais demora para aquela moça ou aquele rapaz já não estou, segundo as palavras do Salvador (cf. Mt 5, 28), cometendo adultério em meu coração, sendo infiel com meus desejos, deixando-me arrastar mar adentro, onde serei tragado, ao fim e ao cabo, pelas vagas de sensualidade que circulam pela web?

Lembremo-nos sempre de que o olhar de Deus, puro e sem malícia, penetra nossos rins e corações (cf. Rm 8, 27). Peçamos-lhe com confiança a graça de, sendo fiéis a Ele e a quem nos foi dado por esposa ou esposo, evitarmos — com o heroísmo de quem deseja amar e entregar-se de todo — as pequenas armadilhas, a fim de escaparmos por fim às grandes quedas.

| Categoria: Espiritualidade

Os três graus da virtude da vigilância

Ao comentar três parábolas do Evangelho de São Mateus, Padre Paulo Ricardo põe diante de nossos olhos os três graus da virtude da vigilância, à luz das “Moradas”, de Santa Teresa d’Ávila.

No fim desta semana que se passou — a 21.ª do Tempo Comum —, a liturgia da Igreja propôs à nossa meditação a virtude da vigilância. É no decorrer do Evangelho segundo São Mateus que Nosso Senhor nos narra estas três parábolas, todas com o mesmo tema, mas cada uma o abordando de forma distinta:

  1. a primeira é a do servo mau (cf. Mt 24, 42-51), que vendo demorar o seu senhor, começa a "bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados", parábola que ilustra a imprudência dos que vivem em pecado mortal;
  2. a segunda é a das virgens imprevidentes (cf. Mt 25, 1-13), que não entraram na festa de casamento porque estavam sem óleo, história que ilustra a imprudência dos que não rezam;
  3. a terceira é a dos talentos (cf. Mt 25, 14-30), que foram enterrados por um servo mau e preguiçoso, imagem da imprudência das almas tacanhas, que não se dispõem a fazer frutificar os dons que receberam de Deus.

Curiosamente, essa mesma progressão feita por Jesus pode ser lida à luz das Moradas, de Santa Teresa d'Ávila. Foi o que fez Padre Paulo Ricardo ao comentar essas parábolas, nas homilias de semana passada (n.ºs 309, 310 e 311). Decidimos reunir todas nesta publicação de nosso Blog, para tornar mais fácil a procura e a divulgação deste precioso material:

Não se esqueça de divulgar essas reflexões com seus amigos e familiares. Ajude-nos a evangelizar!

| Categoria: Testemunhos

Conheça os atletas que foram “sinal de contradição” nas Olimpíadas do Rio

Para além de suas medalhas e conquistas pessoais, esses homens e mulheres falaram de Deus de maneira simples e descomplicada, para os quatro cantos do mundo.

Por Wanda Skowronska | Antes mesmo que as Olimpíadas de 2016 tivessem início, o cardeal e arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, abençoou a tocha olímpica aos pés da estátua do Cristo Redentor. Já naquele momento, imagens de Jesus com os braços estendidos imediatamente "abraçaram" incontáveis famílias no mundo inteiro.

Nada disso tinha sido previsto nem agendado pelo Comitê Olímpico Internacional, mas mesmo assim aconteceu. Em meio ao frenesi olímpico, com todos os holofotes voltados a corpos atléticos, símbolos neopagãos e gastos suntuosos, esse foi apenas um dos muitos sinais de contradição que ainda muitos outros ostentariam no decorrer dos Jogos Olímpicos: lembranças do Salvador, da verdadeira luz que ilumina o mundo, muito mais gloriosa que qualquer fogo terreno.

Quando a seleção de rugby de Fiji, por exemplo, celebrou a conquista da medalha de ouro, as câmeras captaram e nós assistimos aos jogadores cantando um belo hino de ação de graças. Qualquer um poderia prever essa cena se acompanhasse a página do time na internet, onde é possível ler o testemunho do agora medalhista Leone Nakarawa: "Nós sabemos que estamos aqui não por nossos esforços, mas graças a Deus, e é tudo plano de Deus que estejamos aqui". Os atletas fijianos são assumidamente cristãos e revelam ser Deus a motivação última de eles jogarem.

Depois de esperarem ansiosamente a corrida de Usain Bolt nos 100 metros rasos, independentemente de serem ateus, muçulmanos ou hinduístas, todos tiveram de assistir ao corredor fazendo o sinal da cruz antes de assumir a sua posição na largada. O jamaicano entrou para a história dos Jogos Olímpicos como o primeiro atleta a ganhar por três vezes consecutivas o título de "homem mais rápido do mundo", com uma velocidade de 9,81 segundos.

Mas Bolt não só faz o sinal da cruz, como sempre leva no pescoço a catolicíssima Medalha Milagrosa, fazendo uma oração no silêncio antes de qualquer prova em que venha a competir. Novamente às claras, sem medo, o atleta revela com orgulho o seu nome do meio: Usain St. Leo Bolt, uma singela homenagem ao papa e santo católico Leão Magno. Sua postura faz lembrar a da corredora etíope Meseret Defar, que, depois de vencer os 5.000 metros nos Jogos de Londres, trouxe nas mãos uma imagem da Virgem do Perpétuo Socorro, exibindo-a ao mundo inteiro. A etíope tinha carregado aquele ícone mariano por toda a corrida.

Talvez a mais dramática das histórias de superação deste ano seja a de Simone Biles, a garota de 19 anos que fez a sua primeira aparição nas Olimpíadas do Rio. Nascida em Ohio, de pais com problemas de dependência química, Simone viu o pai abandonar a família quando ela era ainda pequena e, com os seus irmãos, a menina alternava entre a casa materna e um lar adotivo. O grande ponto de virada em sua vida veio não com a conquista recente de 5 medalhas olímpicas, as quais ela obteve com uma performance impecável na ginástica. Muito antes disso, foram seus avós católicos, Nellie e Ron Biles, que deram à jovem a chance de desenvolver seu talento e dominar a ginástica olímpica. Eles transmitiram a fé católica a Simone e a sua irmã, praticando com elas o homeschooling.

Para se ter uma ideia da influência que tem a religião em sua vida, a ginasta revela que viaja com uma imagem de São Sebastião, o santo padroeiro dos esportistas, além de carregar sempre consigo um Rosário que ganhou de sua mãe biológica. Simone também recita uma Ave-Maria antes de suas apresentações e não tem vergonha de dizer publicamente que tem fé, ainda que muitos na mídia secular tentem abafar o seu testemunho.

Ouvi pela primeira vez o nome de Katie Ledecky durante essas Olimpíadas e, como o resto do mundo, impressionei-me com a nadadora que parecia entrar na água como uma flecha, mantendo uma larga distância à frente de suas adversárias. Passei a me perguntar, então, de onde vinha a sua aparente simplicidade e equilíbrio, especialmente quando subia ao pódio. Foi quando descobri uma entrevista recente da nadadora ao site Catholic Standard, na qual ela revela algo muito bonito de sua vida interior: "Minha fé católica é muito importante para mim. Sempre foi e sempre será. É parte de quem eu sou e me traz um grande conforto. É algo que me ajuda a pôr as coisas em perspectiva."

Na mesma entrevista, a nadadora presta tributo à "educação excelente e cheia de fé que recebeu" nas escolas católicas que frequentou, além de confessar que também reza uma Ave-Maria antes de entrar na piscina. No Rio, ela ganhou 4 medalhas de ouro e 1 de prata.

Ledecky sempre admirou o fenômeno Michael Phelps, cujas atuações lhe renderam, em vários estilos da natação, a impressionante cifra de 23 medalhas de ouro em 5 Jogos Olímpicos. A revista Time anunciou que "o domínio de Michael Phelps tem sido a história reinante das Olimpíadas de 2016 no Rio".

Só que existe ainda uma outra história por trás desta.

O atleta norte-americano, assim como muitos outros esportistas, já teve uma amarga experiência com as drogas e terminou preso em 2014. Deprimido, vendo sua carreira chegar ao fim e sua vida arruinada, Phelps chegou a considerar a possibilidade do suicídio. Aqui entra a força escondida do alto: para recomeçar, o nadador contou com a ajuda de Ray Lewis, o lendário jogador de futebol americano, que também é cristão devoto. Graças à intervenção do amigo e à reabilitação, Phelps assumiu a sua fé em Deus e as rédeas de sua família.

Este ano, no Rio de Janeiro, ele encerrou a sua participação em Olimpíadas com grande estilo, consolidando o posto de maior medalhista da história.

Considerando que os Jogos Olímpicos no Rio não foram apenas sobre "ganhar medalhas", mas também "dar o melhor de si", é interessante que algumas estrelas queiram ainda, não obstante suas conquistas no esporte, oferecer publicamente um testemunho espiritual. Alguém até poderia esperar isso de um país católico, como a Polônia, onde recentemente, antes de um jogo de futebol, os torcedores estenderam um pôster em defesa do cristianismo e contra o Islã. Ver todavia símbolos de fé sendo usados nos Jogos Olímpicos, um festival de acentos tradicionalmente pagãos, é um forte sinal de contradição, especialmente para a mídia secular, obrigada a filmar essas manifestações, ainda que a contragosto.

As orações e os sinais cristãos desses atletas constituem um autêntico testemunho em defesa do cristianismo. Acima de qualquer conquista meramente humana, esses homens e mulheres falaram de Deus de maneira simples e descomplicada, para os quatro cantos do mundo.

Fonte: Crisis Magazine | Tradução e adaptação: Equipe Christo Nihil Praeponere

| Categoria: Como Ser Família

Os 6 Pilares da Boa Educação Cristã

De nada adiantaria assegurar aos filhos prosperidade temporal, se nos descuidássemos da alma imortal que eles possuem e do destino eterno que eles terão.

Os pais, a quem em primeiríssimo lugar foi confiada a missão de educar os seres humanos, têm nas mãos uma grande responsabilidade. São tarefas deles, por exemplo, proporcionar aos seus filhos uma boa alimentação, acolhê-los no próprio lar, satisfazer suas necessidades corporais, cuidar de sua formação intelectual etc.

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O ponto culminante, porém, de toda a educação familiar está na formação religiosa. Sem diminuir nenhum dos outros aspectos — alguns dos quais estão intimamente relacionados com a educação religiosa —, é esta última que ocupa o primeiro lugar em toda a pedagogia cristã. Porque, afinal, de nada adiantaria assegurar aos filhos prosperidade e bem-estar temporais, se não nos preocupássemos, antes de tudo, em assegurar-lhes a vida eterna. "De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro", perguntava Nosso Senhor, "se vem a perder a própria alma?" (Mc 8, 36). Não podemos jamais esquecer-nos que, no fim das contas, o homem não nasceu para este mundo, mas para o outro; não para o tempo, mas para a eternidade.

Acontece que, ao tocarmos neste assunto, o cenário que se descortina ante nossos olhos afigura-se imenso e desafiador. Seria, de fato, impossível abordá-lo com a extensão que ele merece, pelo que deveremos nos contentar com algumas ligeiras indicações, as quais serão suficientes, todavia, para orientar os primeiros passos que devem ser tomados no seio do lar.

Para ser completa, uma formação espiritual ou religiosa deve abarcar seis pontos principais [*]:

1. A grave obrigação de ensinar

Os pais estão obrigados gravemente a ensinar aos seus filhos, por si mesmos ou por meio de outros, a doutrina cristã acerca das coisas necessárias para a salvação, bem como as orações fundamentais que deve recitar todo cristão, tais como o Pai-Nosso, a Ave-Maria, o Glória, o Creio, a Salve Rainha etc.

Obviamente, esse ensinamento básico deverá ser complementado cada vez mais, à medida que vai crescendo a capacidade da criança de entender as coisas da fé.

2. A prática da vida cristã

Antes de qualquer coisa, devem os pais batizar o quanto antes os seus filhos — no mesmo dia em que nascem, se possível —, para que recebam a graça de Deus e o gérmen de todas as virtudes infusas. É um grave abuso adiar o batismo dos filhos por fúteis pretextos humanos ou conveniências sociais (como seria, por exemplo, esperar a vinda imprevista de um tio que mora distante), e seria gravíssimo pecado se a criança estivesse em perigo de morrer sem o sacramento.

Tão logo os filhos vão adquirindo compreensão das coisas desta vida, devem seus pais infundir-lhe o amor a Deus, ao Menino Jesus, à Virgem Maria, à Igreja, aos sacerdotes e aos pobres e necessitados. Devem ensinar-lhes as orações da manhã e da noite, antes e após as refeições, a fazer o sinal da cruz ao sair de casa, a beijar a mão dos sacerdotes, a fazer um ato de adoração ao Santíssimo quando passar em frente a uma igreja etc. Devem procurar também que recebam o quanto antes a primeira comunhão e, uma vez recebida, que se confessem e comunguem com frequência, fazendo-o devota e espontaneamente, sem coação alguma por parte de ninguém.

Exortem também os pais, com discrição e suavidade, a que seus filhos fujam das más companhias — as quais, no dizer do Apóstolo, "corrompem os bons costumes" (1Cor 15, 33) —, das leituras ou espetáculos perniciosos — especialmente hoje em dia, em que as exibições de maior perigo podem ser assistidas dentro de casa — e a não se deixarem seduzir pelos companheiros pervertidos que possam encontrar na escola ou na rua. Inculquem neles, por fim, a prática das virtudes cristãs, sobretudo das mais adequadas a sua idade e condição: a piedade, a obediência, a caridade, a justiça, a sinceridade, a pureza, a mansidão etc.

3. A importância do bom exemplo

O bom exemplo dos pais e educadores é importantíssimo e insubstituível. Estes não devem se esquecer nunca que "as palavras comovem, mas os exemplos arrastam".

Dentro de casa, o pai e a mãe devem evitar tudo quanto possa escandalizar os filhos (conversas inconvenientes, brigas, blasfêmias, mentiras etc.), além de se esforçarem em proporcionar-lhes toda sorte de bons exemplos: de piedade, de honradez, de mansidão, de caridade etc.

Este é, novamente, um dos mais graves deveres dos pais, do qual terão que dar estreitíssima conta a Deus.

4. A vigilância de quem cuida

A vigilância paterna é uma matéria indispensável, especialmente para proteger a boa educação que os filhos recebem.

Neste quesito, os pais não devem agir como se fossem fiscais de polícia — seria contraproducente —, mas sim com habilidade e doçura, para apartar os filhos dos perigos que espreitam por toda parte as suas almas inexperientes: companheiros e livros de escola, espetáculos e programas de televisão, diversões e jogos de computador, amores prematuros, etc., além de fomentar neles o amor ao trabalho, ao estudo e à diversão sã e honesta.

5. A correção de quem forma

As más tendências da natureza humana, desviada pelo pecado original, não demoram a aparecer nas crianças: pequenas irritações, inveja, caprichos, egoísmo precoce etc.

É necessário cuidar dessas tendências com uma ortopedia espiritual firme e severa, que obrigue os filhos a crescerem retamente. Mais tarde é preciso corrigir também o adolescente e o jovem, não com aspereza e paixão, mas sim com suficiente firmeza e energia para não permitir que se extravie pelos caminhos do vício e do pecado.

6. O castigo de quem ama

Os castigos são inevitáveis no processo de formação humana. É moralmente impossível que a criança, o adolescente ou o jovem não incorram jamais em alguma falta que exija alguma reparação. Cometeriam um erro gravíssimo os pais se deixassem impunes esses erros, que podem destroçar a vida e o futuro de seus filhos.

O castigo, no entanto, para realmente educar e ser eficaz, deve ter, por sua vez, quatro características:

  1. ser sempre oportuno, escolhendo o momento mais propício para ser imposto;
  2. justo, sem jamais exceder os limites do equitativo e do razoável;
  3. prudente e moderado, sem deixar-se levar pela ira ou pela paixão;
  4. caridoso na forma e no procedimento, para que a criança compreenda que é disciplinada para o seu bem.

É o que São Paulo recomenda afinal aos pais, quando lhes escreve: "Pais, não irriteis vossos filhos, para que não se tornem pusilânimes" (Cl 3, 21).

Por Antonio Royo Marín | Tradução e adaptação: Equipe Christo Nihil Praeponere


* Toda essa rica sistematização nós a retiramos das obras Espiritualidad de los seglares e Teología moral para seglares, do dominicano espanhol Antonio Royo Marín, com alguns poucos complementos e adequações. Muito melhor, afinal, do que confeccionarmos por conta própria uma lista de deveres para uma boa educação religiosa, é nos pendurarmos nos ombros dos mestres da vida espiritual.

| Categoria: Como Ser Família

Como faço para levar os meus pais para a Igreja?

Os Evangelhos e a experiência confirmam que “santo de casa não faz milagre”. As pessoas mais difíceis de evangelizar geralmente são as mais próximas de nós.

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Cristo diz nos Evangelhos que "um profeta só não é bem recebido na sua própria terra". Dizendo de outro modo, "santo de casa não faz milagre": as pessoas mais difíceis de evangelizar geralmente são as mais próximas de nós, que convivem conosco, partilham da mesma mesma mesa e moram sob o mesmo teto.

Mas por que as coisas dentro da família são complicadas assim? Além de rezar, o que devemos fazer para levar nossos parentes para a Igreja? Quais estratégias realmente dão certo e por que ficar "falando muito" nem sempre funciona?

Nesta nova dica de nosso projeto #ComoSerFamilia, Padre Paulo Ricardo responde a esta que é uma das maiores angústias das pessoas que se convertem: a salvação da sua família.

Nós temos certeza que esse conselho será de grande valia para você e para muitos de seus amigos. Por isso, não deixe de compartilhar este vídeo e ajudar na divulgação de #ComoSerFamilia.

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E fique atento, pois, na próxima semana, teremos um programa especial só para os que estão participando do nosso projeto!

| Categoria: Igreja Católica

Absurdo querer amar Jesus sem a Igreja

Cristo fundou e remiu uma só Igreja, e é a ela que devem permanecer unidos todos os que se querem aproximar d’Ele.

Em uma das primeiras homilias de seu pontificado, o Papa Francisco recordou a todo o povo de Deus que "é uma dicotomia absurda querer amar Jesus sem a Igreja". A afirmação – que, na verdade, foi retirada do documento Evangelii Nuntiandi, do bem-aventurado Papa Paulo VI [1] – vai na contramão do senso mundano comum, para o qual seria preciso "mais Deus e menos religião", "mais Jesus e menos Igreja".

Protestos desse tipo são frutos de um particular ódio às instituições, que passam a ser vistas como agentes promotores de conflitos e divisões. Quando se fala de religião, o imaginário de muitas pessoas não consegue ir muito além dos noticiários de TV: a visão que se tem é a de vários grupos antagônicos e barulhentos, constantemente brigando por "dízimo" e "fiéis", mais preocupados com prestígio pessoal e crescimento financeiro que com uma verdadeira busca do Bem e da Verdade.

Entendida desse modo, religião realmente "não salva ninguém". Dizer, entretanto, que Jesus veio ao mundo para deixar que a Sua Palavra simplesmente corresse nas mãos de um sem número de pessoas, dizendo coisas vagas, absurdas e ao mesmo tempo dissonantes entre si, é algo que põe em xeque a própria credibilidade da Revelação.

Ora, não é verdade que "Deus não pode enganar-Se nem enganar-nos" (nec falli nec fallere potest) [2]? Contemplando, porém, a multidão de seitas que se multiplicam indefinidamente, todas dizendo pregar o Cristo, a que conclusão chegar senão que a Sua mensagem se desvirtuou?

A resposta está justamente na Igreja – que não é uma "pessoa jurídica" registrada em cartório, nem uma casinha de tijolos facilmente passível de ser derrubada pelo vento, mas a "Igreja una, santa, católica e apostólica", a única fundada por Jesus (cf. Mt 16, 18) e fora da qual não se pode achar a salvação:

"Todo o nervo da controvérsia entre católicos e protestantes reside numa questão fundamental, cuja solução definitiva decide o êxito da pendência multissecular. Onde se acha o verdadeiro cristianismo? Onde a Igreja genuína fundada pelo Salvador? Cristo instituiu um magistério vivo, infalível, autêntico, uma Igreja visível, hierárquica, indefectível, depositária incorruptível dos seus ensinamentos, encarregada de os transmitir, na sua pureza primitiva, às gerações de todos os tempos? Ou, pelo contrário, quis o divino Salvador que a sua doutrina, embalsamada nas letras mortas de um livro, flutuasse à mercê do arbítrio e das incertezas da interpretação individual; que, sem vínculo orgânico, sem harmonia de fé, sem unidade de moral, sem coesão de governo, se pulverizasse a sua Igreja, no decurso dos tempos, em mil seitas contraditórias – vasto acervo de pedras que mais assemelhassem a montão ruinoso de sistemas humanos que à majestade harmônica de um templo divino?

Se assim é, o protestantismo tem razão. Mas se, ao invés, é verdadeira a primeira hipótese, só a Igreja Católica, Apostólica, Romana reúne os verdadeiros caracteres da instituição divina de Cristo. Essa é a Igreja da qual está escrito que é coluna e firmamento da verdade; essa a Igreja, cujos ensinamentos e decisões deverão ser ouvidas pelos fiéis sob pena de serem considerados como pagãos e pecadores; essa a Igreja, que nas promessas divinas tem o penhor de imortalidade: contra ela não hão de prevalecer as portas do inferno, com ela estará o Salvador todos os dias até à consumação dos séculos." [3]

Unida a seu Salvador, a Igreja existe neste mundo para viver e atualizar a vida de Cristo, desde o Seu nascimento até a Sua morte na Cruz. No fim, para elevar à perfeição a semelhança entre Cristo e a Igreja, também esta ressuscitará, vivendo para sempre junto de Seu Esposo, no Céu.

Nela, de fato, tudo aponta para Cristo: o Batismo salva as pessoas e as coloca no caminho da salvação; a Eucaristia atualiza a presença do Redentor, que é oferecido diariamente para a adoração e o alimento dos fiéis; o Papa é o "vigário de Cristo" que, nos passos de São Pedro, foi constituído para ser pescador de homens (cf. Mt 4, 19); os Santos, no Céu, intercedem pelos santos da terra, que vivem neste mundo visível com os olhos fixos nas realidades invisíveis (cf. 2 Cor 4, 18) – lá onde a sua vida está escondida com Cristo, em Deus (cf. Cl 3, 3).

Quando se nega, portanto, todas essas coisas – os Sacramentos, o primado do Papa e a comunhão dos santos –, não impressiona que se parta para o abandono de Cristo.

Primeiro, porque foi Ele próprio quem disse aos Apóstolos: "Quem vos ouve, a Mim ouve; quem vos rejeita, a Mim rejeita" (Lc 10, 16), isto é, "tudo o que é dito pelos santos apóstolos deve ser aceito, porque quem os escuta, escuta a Cristo. Inevitável é, pois, a pena dos hereges, que rejeitam as palavras dos apóstolos" [4].

Segundo, porque a Igreja é o corpo místico de Cristo (cf. Cl 1, 24). Ora, como é possível amar a cabeça e desprezar o corpo? A caminho de Damasco, o temente Saulo de Tarso descobriu que a experiência com Deus está intimamente ligada à pessoa de Jesus Cristo, e esta, por sua vez, é indissociável da Igreja (cf. At 9, 4-5). Cristo está realmente presente naqueles que O amam e comungam de Seu Corpo e Sangue, na Eucaristia, como Ele mesmo prometeu: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada" (Jo 14, 23); "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós" (Jo 6, 53).

Além disso, sem a Igreja, Jesus figuraria apenas como um homem do passado, uma personagem distante da história, com a qual a modernidade sequer precisaria ter contato. Suas histórias não passariam de algumas lendas contidas em páginas amareladas, que as pessoas às vezes escutam para se entreter umas com as outras. A missão de Nosso Senhor, porém, não admite esse tipo de tratamento. Ele realmente veio para salvar todos os homens e comprá-los, todos, com o Seu sangue derramado na Cruz. Não se limitou a ensinar algumas lições bonitas e instruir os homens de Seu tempo, mas agiu efetivamente para dar vida divina a toda a humanidade (cf. 2 Pd 1, 4) e conduzi-la ao Céu.

Para tanto, Ele mesmo instituiu os Sacramentos, através dos quais o Seu sangue redentor é aspergido sobre os seres humanos: no Batismo, eles nascem; na Confirmação, crescem; na Eucaristia, se alimentam; na Penitência, se renovam e purificam; na Unção, se fortalecem; e, na Ordem e no Matrimônio, se santificam. Por meio dessas sete "portas de salvação", pessoas de todos os tempos e lugares podem dizer que estão verdadeiramente em comunhão com Cristo, atestando o cumprimento da Sua promessa de que permaneceria com os Seus discípulos todos os dias, até o fim dos tempos (cf. Mt 28, 19-20).

A esta única Igreja Cristo se uniu; por esta única Igreja ofereceu o Seu sacrifício de amor (cf. Ef 5, 25). É, pois, também a ela que deve permanecer unido quem quer que se queira aproximar de Nosso Senhor.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Papa Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi (8 de dezembro de 1975), n. 16.
  2. Concílio Vaticano I, Constituição Dogmática Dei Filius (24 de abril de 1870), III: DS 3008.
  3. FRANCA, Leonel. A Igreja, a Reforma e a Civilização. 5ª. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1948.
  4. São Cirilo apud Santo Tomás de Aquino, Catena Aurea in Lucam, X, 4.

| Categoria: Como Ser Família

Como lidar com o ciúme doentio?

Quando vividos de maneira autêntica, os relacionamentos humanos não aprisionam, mas nos fazem viver a liberdade dos filhos de Deus.

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Na dica de hoje para o projeto #ComoSerFamilia, Padre Paulo Ricardo orienta os casais de namorados e de esposos, ensinando-os a lidarem com um problema sério: os ciúmes doentios.

Sim, porque existe algo de muito grave num amor que, para ser confirmado, quase precisa colocar uma "coleira" na outra pessoa, como se ela fosse um animal a domesticar.

Existe, afinal, "ciúme sadio"? Quando o zelo pelo outro deixa de ser saudável e começa a ficar excessivo?

Assista a este vídeo, faça um exame de consciência e aprenda a diagnosticar essa doença que mina e destrói o amor. Quando vividos de maneira autêntica, os relacionamentos humanos não aprisionam, mas nos fazem viver a liberdade dos filhos de Deus.

Se você quer aprender mais a respeito de #ComoSerFamilia, participe de nosso projeto, assinando nossa lista especial de e-mails.

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