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Amar, uma tarefa diária para todo cristão
Espiritualidade

Amar, uma tarefa
diária para todo cristão

Amar, uma tarefa diária para todo cristão

O amor é um ato de determinação; requer-se uma vontade deliberada de amar.

Equipe Christo Nihil Praeponere5 de Março de 2014Tempo de leitura: 3 minutos
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O chamado de Jesus consiste unicamente no amor, de modo que as palavras dirigidas a Mateus – “Segue-me" (Cfr. Mt 9, 9) – podem também significar o imperativo do verbo amar: ame! Seguir Jesus é amar. A vocação cristã, portanto, se resume nessa atitude de doação, que só um coração contrito e apaixonado por Deus é capaz de ofertar aos outros.

O Catecismo da Igreja Católica, aprofundando um pouco mais neste mistério, explica que somos vocacionados do amor, porque fomos “criados à imagem e semelhança de Deus"[1]. Visto que Deus é amor, como narra São João, também nós somos predestinados a tomar parte nesta natureza, tornando-nos, em Cristo, filhos de Deus e, por conseguinte, membros de seu Corpo. Nesse sentido, que belo exemplo nos dá a Virgem Maria, como modelo de perfeição, ao acolher com total obediência – “eis aqui a escrava do Senhor" (Cfr. Lc 1, 38) – o propósito divino para sua história. Ela escolheu a melhor parte.

Por outro lado, lembra-nos o livro de Gênesis (Cfr. Gn 3, 10) a vocação do homem ao amor foi abalada a partir do momento em que – assistido pelos conselhos perniciosos da serpente – ele optou por ser um deus sem Deus. Com efeito, o amor ao Criador e suas criaturas, que era antes doação, converteu-se em amor próprio: amo-me acima de todas as coisas. Esse amor doentio (filáucia), que os padres da Igreja consideram a mãe de todas as doenças espirituais, permeia todo o orbe católico, até mesmo os lugares onde se exala certa piedade e zelo apostólico[2]. As liturgias impecáveis, a oração do terço, a opção preferencial pelos pobres, por sua vez, podem muitas vezes esconder um teatro com aparência de santidade. Diz o Papa Pio XII[3]:

[...] Sabeis, veneráveis irmãos, que o divino Mestre considera indignos do templo sagrado e expulsa dele os que crêem honrar a Deus somente com o som de bem construídas palavras e com atitudes teatrais e estão persuadidos de poder prover de modo adequado à sua salvação sem arrancar da alma os vícios inveterados.

O cristianismo não é uma religião de formalismo sem fundamento e sem conteúdo. Quando São Josemaria Escrivá pede que tenhamos uma oração litúrgica, nada mais faz do que obedecer à lei de Deus, exortando-nos a conhecer “a genuína natureza da verdadeira Igreja"[4]. Na liturgia, celebramos o mistério pascal, com o qual Cristo nos redimiu e tornou-nos coerdeiros das graças divinas. Mas essa celebração deve estar acompanhada por uma atitude interior de entrega e amor a Deus, de sorte que o homem respire a beleza de uma vida em comunhão com o Senhor. Ensina o Catecismo da Igreja Católica: “a liturgia é o ápice para o qual tende a ação da Igreja, e ao mesmo tempo é a fonte donde emana toda a sua força"[5]. Mas sem o amor, torna-se pouco eficaz, pois, com a liturgia – insiste oportunamente Pio XII –, a Igreja “quer que todos os fiéis se prostrem aos pés do Redentor para professar-lhe o seu amor e a sua veneração"[6].

Pelo contrário, se este propósito não estiver em todo coração católico, por mais belas que sejam as casulas e os ornamentos do altar, a celebração não passará de um monólogo: uma conversa comigo mesmo, em cujo cerne se encontra apenas a minha própria vontade. Analisando muitas atitudes ao nosso redor – e até mesmo a nossa – perceberemos que infelizmente não estamos muito distantes disso.

O amor é um ato de determinação; requer-se uma vontade deliberada de amar. Não se trata de um sentimento, mas de uma resposta à ação de Deus, bebendo “incessantemente da fonte primeira e originária que é Jesus Cristo"[7]. Recorda-nos Bento XVI, na sua encíclica Deus Caritas Est, que “quem quer dar amor, deve ele mesmo recebê-lo em dom"[8]. A esse respeito, une-se à voz do Santo Padre a “pequena via" de Santa Teresinha[9]:

[...] Oh! Como eu gostaria de ser hipnotizada por Nosso Senhor! Foi o primeiro pensamento que me veio quando acordei. Com que doçura eu lhe entregaria a minha vontade! Sim, eu quero que ele se apodere de minhas faculdades de tal modo que não faça mais ações humanas e pessoais, mas, ações divinas, inspiradas e dirigidas pelo Espírito de Amor!

Quando posto à prova pelos fariseus em relação ao maior de todos os mandamentos, Cristo não hesitou em dizer: “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" (Cfr. Mt, 22, 37-39). Esta é a nossa única tarefa diária: amar, amar, amar!

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A lei suprema da Igreja é a salvação das almas
Igreja Católica

A lei suprema da Igreja
é a salvação das almas

A lei suprema da Igreja é a salvação das almas

A presença da Igreja no mundo foi a forma querida por Deus para conter o avanço do inferno na Terra. E é por isso que, quer se queira quer não, ela continuará a "perdoar e exorcizar" as almas dos filhos de Adão.

Equipe Christo Nihil Praeponere3 de Março de 2014Tempo de leitura: 3 minutos
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A parusia, dia em que se aguarda a segunda vinda de Jesus à Terra, marca o fim do tempo para o príncipe deste mundo. É a época da história na qual Cristo faz a colheita do trigo, lançando ao fogo as sementes do joio. Deus une-se à humanidade por meio de Seu Corpo Místico, que habita na Igreja Católica[1], “coluna e sustentáculo da verdade" (Cf. Tm 3, 15). Neste dia, céus e terras serão testemunhas da glória do Senhor, entoando cânticos de louvor e adoração até os confins do universo.

Porém, antes que isso aconteça, o homem deve passar ainda pelo tempo da economia sacramental, cuja fonte não se encontra em outro lugar, senão na Igreja [2]. É dela que podemos haurir as graças necessárias para uma vida conforme os planos de Deus. Cristo age em nossa história – perdoando pecados e expulsando demônios – por meio de Sua Esposa. Naturalmente, como nos dias do ministério público de Jesus, a ação de “perdoar e exorcizar", ao mesmo tempo em que motiva os homens a crer, também impele os “incrédulos" a grasnar contra a Palavra de Deus. Com efeito, do mesmo modo que a multidão se reuniu para suplicar a Cristo que “deixasse aquela região" (Cfr. Mt 8, 34) também nos dias de hoje há quem se reúna para pedir o banimento da Igreja.

Para algumas mentes incautas – e outras não tão incautas assim –, a existência de uma instituição fiel à promessa de Cristo significa o “atraso" da sociedade, um resquício de épocas passadas, das quais deveríamos nos envergonhar. Isso explica o porquê de muitos rasgarem as vestes todas as vezes em que alguma pessoa ousa repetir o que está no Magistério da Igreja, sobretudo em questões controversas, não importando se o que se disse é verdade ou mentira. Para todos os efeitos, o que vem da boca de um católico – no linguajar mundano – é sempre “medieval" ou “obscurantista". Quando a Organização das Nações Unidas, por exemplo, aproveita-se da chaga da pedofilia para exigir do Papa que ele mude a posição católica quanto ao aborto e ao homossexualismo, ela não está a pregar a defesa das crianças. Muito pelo contrário, seu intuito é precisamente a destruição de tudo o que lembre a presença de Deus, posto que a família – formada necessariamente por um homem, uma mulher e a prole – é o reflexo da Santíssima Trindade. Que isto fique claro: para os arautos do pecado, a existência da Igreja é uma profecia insuportável!

Todavia, a Igreja não é o carrinho de doces da esquina nem o povo é o bicho de estimação, para receber somente afagos e carícias na cabeça. Salus animarum suprema Lexa salvação das almas é a lei suprema da Igreja, dizem os santos padres. Sendo a mãe dos filhos de Deus, é seu dever avivar a consciência dos homens, para que, cientes da necessidade de uma vida santa, vivam conforme as máximas do Evangelho. Quando muitos querem fazer desta vida uma eterna quaresma sem páscoa, faz-se imperioso que os cristãos anunciem a alegria da Boa-Nova, mostrando aos homens deste século que nenhum avanço técnico ou descoberta científica é capaz de trazer a felicidade eterna, tal qual a que nos é ofertada por Deus em Seu Filho Jesus. A alegria, conta-nos G.K. Chesterton, sempre foi a marca registrada do cristão, porque se vive na certeza de um Deus íntimo e pessoal, que se revela a si mesmo e torna “conhecido o mistério de sua vontade, pelo qual os homens, por intermédio de Cristo, Verbo feito carne, no Espírito Santo, têm acesso ao Pai e se tornam participantes da natureza divina"[3].

A presença da Igreja no mundo, portanto, foi a forma querida por Deus para conter o avanço do inferno na Terra. E é por isso que, quer se queira quer não, ela continuará a “perdoar e exorcizar" as almas dos filhos de Adão.

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Nada perde quem aposta tudo no Amor Crucificado
Espiritualidade

Nada perde quem aposta
tudo no Amor Crucificado

Nada perde quem aposta tudo no Amor Crucificado

Também hoje o Senhor sobe ao monte e chama os que Ele quer.

Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Fevereiro de 2014Tempo de leitura: 4 minutos
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“Um seminário sacerdotal significa, com efeito, que também hoje o Senhor sobe ao monte e chama os que Ele quer. O seminário sacerdotal é este monte de Jesus" [1]. Essas palavras do então Cardeal Joseph Ratzinger devem encher-nos de alegria. Jesus continua a subir ao monte e a chamar pelo nome os que “Ele quis" (Mc 3, 13), esperançoso em encontrá-los dispostos a renunciar aos próprios sonhos, anseios e projetos pessoais, para atender à Sua voz. Muitos são os que, todos os anos, entregam-se com coragem a esse chamado e sobem ao monte de Jesus. Esse mistério deve nos maravilhar e encantar sempre de novo, de modo único.

Num mundo marcado pelo ateísmo, individualismo e relativismo, pelo provisório e descartável, ousar decisões definitivas [2], que visam o primado absoluto de Deus na própria vida, soa como uma grande loucura. Na realidade, é muito comum alguém que se decide entrar no seminário escutar reprovações do tipo: “você está ficando louco? Não desperdice assim sua vida". Essas indagações nos fazem lembrar do homem rico que, recebendo o convite do Mestre para vender tudo e segui-lO, foi embora cheio de tristeza, “pois possuía muitos bens" (Mc 10, 22), a atitude desse homem dizia: “vou desperdiçar todos os meus bens? Vou desperdiçar minha vida?". Também Judas Iscariotes se expressou de forma semelhante, ao ver Maria ungindo os pés de Jesus com nardo puro: “por que este perfume não foi vendido por trezentos denários?" (Jo 12, 5), ou seja: “que grande desperdício!".

Contudo, “não pode perder aquele que aposta tudo no amor crucificado do Verbo encarnado" [3]. O Papa Bento XVI, no início do seu ministério petrino, comentando as palavras de João Paulo II, expressou o medo que há no coração humano diante desse “apostar tudo" em Cristo, e a grandeza que há no doar-se por Ele:

Porventura não temos todos nós, de um modo ou de outro, medo, se deixarmos entrar Cristo totalmente dentro de nós, se nos abrirmos completamente a Ele, medo de que Ele possa tirar-nos algo da nossa vida? Não temos porventura medo de renunciar a algo de grandioso, único, que torna a vida tão bela? Não arriscamos depois de nos encontrarmos na angústia e privados da liberdade? E mais uma vez o Papa queria dizer: não! Quem faz entrar Cristo, nada perde, nada, absolutamente nada daquilo que torna a vida livre, bela e grande. Não! Só nesta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só nesta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só nesta amizade experimentamos o que é belo e o que liberta. Assim, eu gostaria com grande força e convicção, partindo da experiência de uma longa vida pessoal, de vos dizer hoje, queridos jovens: não tenhais medo de Cristo! Ele não tira nada, ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe o cêntuplo. Sim, abri de par em par as portas a Cristo e encontrareis a vida verdadeira [4].

“Quem faz entrar Cristo, nada perde", mesmo que dê tudo! Aquele que é chamado pelo Senhor compreende que “a maior honra que Deus pode fazer a uma alma não é dar-lhe muito, mas pedir-lhe muito" [5], ao mesmo tempo que percebe o encontro do chamado de Deus com os anseios mais profundos de sua existência. Testemunha São Paulo: “Por causa dele, perdi tudo e considero tudo como lixo, a fim de ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele" (Fl 3, 8).

Que esses jovens, que respondem com coragem ao chamado do Senhor e sobem ao monte, sejam acompanhados por nossas orações e penitências. Sabemos que o tempo de seminário, como bem lembrou Bento XVI, é “tempo destinado à formação e ao discernimento [..], tempo de caminho, de busca, mas sobretudo de descoberta de Cristo. [...] somente na medida em que faz uma experiência pessoal de Cristo, o jovem pode compreender verdadeiramente a sua vontade e em consequência a própria vocação" [6]. É necessário, assim, que os ajudemos nesse discernimento vocacional e encontro com Cristo por nossa companhia espiritual.

Àqueles que se sentem chamados, mas ainda relutam em meio às dúvidas e temores, vale seguir o conselho paternal de Bento XVI:

É importante estar atentos aos gestos do Senhor no nosso caminho. Ele fala-nos através de acontecimentos, de pessoas, de encontros: é preciso estar atentos a tudo isto. Depois, o segundo ponto, entrar realmente na amizade de Jesus, numa relação pessoal com Ele e não saber só através de outros ou dos livros quem é Jesus, mas viver uma relação cada vez mais aprofundada de amizade pessoal com Jesus, na qual podemos começar a compreender o que Ele nos pede. E depois, a atenção ao que somos, às nossas possibilidades: por um lado, ter coragem e, por outro, ser humildes, confiantes e abertos, com a ajuda dos amigos, da autoridade da Igreja, dos sacerdotes, e também das famílias: que quer de mim o Senhor? Sem dúvida isto permanece sempre uma grande aventura, mas a vida só pode ser bem sucedida se tivermos a coragem da aventura, a confiança de que o Senhor nunca nos deixará sozinhos, que nos acompanhará e nos ajudará [7].

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“Maìn, a casa da felicidade”
Santos & Mártires

“Maìn, a casa da felicidade”

“Maìn, a casa da felicidade”

A vida de Santa Maria Domenica, fundadora das Irmãs Salesianas, contada em uma bela produção cinematográfica.

Equipe Christo Nihil Praeponere21 de Fevereiro de 2014Tempo de leitura: 1 minutos
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Santa Maria Domenica Mazzarello é mais uma dessas grandes almas forjadas nas batalhas da Igreja no século XIX. Juntamente com Dom Bosco, conservou-se inteiramente dedicada ao serviço da juventude, por cuja conversão lutou até a sua partida para o Céu.

Nascida em 1837, em Mornese, norte da Itália, no meio de uma família de camponeses, Maria recebeu, desde cedo, uma formação cristã atenta e fervorosa.

Tendo ajudado os pais no campo por muitos anos, Maìn, como era conhecida, viu-se impossibilitada de continuar no mesmo lugar, após contrair uma doença cujos efeitos se fariam sentir durante toda a sua vida. Ela decide, então, juntamente com uma amiga e Filha da Imaculada, abrir uma sala de costura no povoado, a fim de instruir as meninas do povo a costurar e a amar a Deus. O lema daquelas mulheres era viver o trabalho como uma forma de santificação: “Cada ponto da agulha é um ato de amor a Deus", dizia Maria.

É desse grupo de costura que vai nascer, por iniciativa de São João Bosco, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora - as “Irmãs Salesianas", como são conhecidas. “Quase por inspiração divina, [Maria Mazzarello] é feita Superiora, ainda que ela mesma e suas companheiras não tivessem uma ideia precisa do que era a vida religiosa"[1]. Inflamadas pelo carisma salesiano e sustentadas por diretores espirituais de eminente santidade, as religiosas viram seu instituto crescer em toda a Itália e também ao redor do mundo, prestando um serviço a Deus nos jovens mais pobres e desamparados.

Após uma vida intensa de doação, Maria Domenica nasceu para o Céu no dia 13 de maio de 1881. Sua canonização foi proclamada pelo venerável Papa Pio XII, no ano de 1951.

O filme Maìn, a casa da felicidade é uma produção que conta a história da vida dessa santa e também da fundação das Filhas de Maria Auxiliadora. Retrata personagens aparentemente ordinárias, mas que transformaram totalmente a sua vida pelo amor e pelo sacrifício. A alegria e a bondade das irmãs deixam transparecer um pouco da grandeza da vida religiosa consagrada a Deus.

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