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Bebê volta a viver após ser declarado morto pela equipe médica
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Bebê volta a viver após ser
declarado morto pela equipe médica

Bebê volta a viver após ser declarado morto pela equipe médica

A criança foi encontrada viva pela avó e enfermeira na Capela interna do hospital

Equipe Christo Nihil Praeponere12 de Julho de 2013Tempo de leitura: 2 minutos
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No instante em que a Presidente Dilma Rousseff tem o poder de sancionar ou vetar o PLC 03/2013, que abre brechas para a legalização do aborto no Brasil, a notícia de que um bebê declarado morto voltou a viver de forma "milagrosa" reforça mais uma vez a luta contra a cultura da morte. A história ocorreu em Joaquim Távora, norte do Paraná, e ganhou as páginas de vários jornais da região e do resto do país. Conforme informações, a menina, nascida na segunda-feira, 08/07, encontra-se, agora, internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Infantil Sagrada Família, em Londrina (PR).

A equipe médica do Hospital Lincoln Graça de Joaquim Távora certificou a morte dela, depois de várias tentativas frustradas de reanimá-la. De acordo com a enfermeira Ana Cláudia Oliveira, o bebê nasceu vivo, mas não respirava. Além disso, afirma Ana Cláudia, "as pupilas não respondiam mais à luz. Todos os sinais comprovavam que não havia mais vida", o que não deixava dúvidas de que ela estava morta. Por se tratar de uma criança, a enfermeira explica que preferiu encaminhá-la à capela interna do hospital, em vez do necrotério. A recém-nascida foi limpa e vestida por uma auxiliar de enfermagem com as roupas com as quais seria enterrada. "Eu vi. Ela estava roxinha, completamente morta", insiste a enfermeira.

Todavia, para surpresa da avó da criança, Eliza Cabral Silva, da dona da funerária contratada pela família, Rosiles Ferro, e da própria Ana Cláudia, a menina voltou a se mexer três horas após à sua declaração de óbito. Elas viram os movimentos das pernas dela enquanto estava coberta por uma manta sobre o altar do oratório do hospital. A avó Eliza Cabral conta que quando a viu, não sabia se ficava feliz ou triste. "Fiquei sem reação. Não acreditava no que estava vendo. Foi Deus", diz a senhora. Para a enfermeira, também houve uma intervenção divina: "Não há explicação médica. Eu, pessoalmente, só posso acreditar que foi um milagre".

Rosiles Ferro, dona da funerária que atendeu à família, confirma a história: "A avó me ligou para buscar o corpo e eu fui. Chegando lá, encontrei o corpo da menina em cima do altar da capela. De repente, vimos que ela ergueu a perninha. Nós nem acreditamos. Ela estava respirando. Nos abraçamos e começamos gritar: 'Ela está viva, ela está viva!'".

Segundo informações do Hospital Infantil Sagrada Família, a criança respira com dificuldades e deve passar por uma bateria de exames nos próximos dias. Apesar do susto - e do caso ainda ser delicado - o testemunho dessa criança inspira a luta pró-vida, sobretudo agora em que ela se encontra tão ameaçada. Cabe aos seus defensores se empenharem na oração, no jejum e na ação concreta a favor do bem comum e da dignidade da pessoa humana.

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O mistério da iniquidade e a apostasia dos cristãos
Sociedade

O mistério da iniquidade
e a apostasia dos cristãos

O mistério da iniquidade e a apostasia dos cristãos

Mais uma vez o cristão deve ser confrontar com a pergunta de Cristo: "quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?"

Equipe Christo Nihil Praeponere11 de Julho de 2013Tempo de leitura: 3 minutos
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Os afrescos de Lucas Signorelli sobre o fim do mundo, expostos na capela de São Brizio, na Catedral de Orvieto, traduzem um aspecto dramático da história humana: a atuação do Anticristo. Para a Tradição da Igreja, encontrada de maneira explícita no Didaquê - o primeiro catecismo dos cristãos - este ser seria o sedutor do mundo, ou seja, aquele que "aparecerá como o filho de Deus e fará milagres e prodígios; e a terra será abandonada em suas mãos; e realizará iniquidades como nunca houve".

De uns tempos pra cá, a fé acerca do Juízo Final e da existência do demônio tem se tornado obsoleta. Muitíssimas pregações dão enfoque apenas à afabilidade de Deus e à sua misericórdia. Com efeito, uma vez que se exclui a justiça divina e a sedução diabólica da catequese cristã, abre-se caminho à banalização do mal, pois se o cristianismo já não prega sobre o inferno, mas apenas sobre a ternura de Deus, isso significa que já não é mais necessária uma mudança de vida para se enquadrar nos desígnios de Deus. Afinal de contas, se Deus é amor e tudo perdoa, concluem alguns, qual o sentido de se preocupar com o pecado?

Esse triste relativismo é uma tendência muito em voga nos tempos atuais, sobretudo no que diz respeito aos valores inegociáveis da fé católica e às perseguições que a Igreja sofre. Ao invés de se indispor com o mundo, a pessoa prefere não tomar partido de nenhuma situação, para que possa agradar a todos, mesmo que isso signifique negar a verdade. O Catecismo da Igreja Católica denuncia que essa é uma atitude genuinamente diabólica: “a impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne", (Cf. CIC 675).

O perfil do Anticristo, segundo o teólogo Cardeal Giacomo Biffi, apresenta "altíssimas demonstrações de moderação, de desinteresse e de ativa beneficência". Além disso, é um pacificista nato, com grandes preocupações ecológicas e humanitárias. De Cristo, nega peremptoriamente a moral, pois, de acordo com sua concepção, ela seria causa de divisões. Em linhas gerais, ele traz uma promessa de libertação e triunfo político, ou seja, um messianismo secularizado, qual propõe algumas correntes teológicas por aí. Esse falso misticismo foi condenado pelo Magistério da Igreja diversas vezes como, por exemplo, na encíclica Divini Redemptoris do Papa Pio XI sobre o comunismo ateu.

É curioso - e terrível ao mesmo tempo - perceber que numa época em que já não se fala mais de Anticristo, Diabo e Juízo Final, mas simplesmente de "amor" e platitudes, o número de violências, guerras e outros males é absurdamente enorme como nunca antes. C.S. Lewis, autor das Crônicas de Nárnia, escreve no seu livro Cartas de um Diabo ao seu aprendiz que a melhor maneira de o demônio conquistar o mundo é fazendo com que a humanidade não creia nele. Ora, acaso não está cada vez mais comum encontrar cristãos que pregam o amor, mas são incapazes de protestar contra o aborto? Pessoas que fazem campanhas e propõem prisões a agressores de animais, mas sequer se importam com o mendigo na porta da casa? Ou então aqueles católicos que dizem amar Jesus, mas são negligentes com o pecado, sem perceber que com isso eles são também responsáveis pelas chagas de Cristo na cruz? Ora, denunciou o então Cardeal Joseph Ratzinger na Via-Sacra de 2005, "não se pode continuar a banalizar o mal, quando vemos a imagem do Senhor que sofre". E no entanto, o mal é o que mais se pratica hoje, e por pessoas que se dizem cristãs!

Sim, o Anticristo está solto no mundo e tem feito muitos discípulos. São servos do maligno aqueles que relativizam a verdade e propõem a apostasia como alternativa à perseguição à Igreja. Enquanto os mártires do passado morreram para que a fé católica fosse preservada e professada hoje, muitos seguidores do Anticristo têm servido a cabeça da Igreja numa bandeja para o príncipe deste mundo. Falam de amor, preocupam-se com a natureza e pregam a paz, mas não se incomodam nem um pouco quando a fé em Jesus Cristo é ultrajada pelas hostes infernais. É o "mistério da iniquidade" predito pelo Senhor quando perguntou aos apóstolos: "quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?" (Cf. Lc 18, 8).

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Liturgia: mistério da salvação
EspiritualidadeMistério

Liturgia: mistério da salvação

Liturgia: mistério da salvação

Reflexões sobre a liturgia a partir das indicações do mestre de cerimônias pontifícias, Monsenhor Guido Marini, contidas no seu mais recente trabalho: "Liturgia: mistério da salvação".

Equipe Christo Nihil Praeponere5 de Julho de 2013Tempo de leitura: 4 minutos
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A reforma litúrgica empreendida pelo Concílio Vaticano II foi uma das grandes preocupações dos padres conciliares, sendo o tema o primeiro a ter um documento aprovado: a Sacrosanctum Concilium. O texto, inspirado na Tradição da Igreja e no Depósito da Fé, contribuiu para a renovação do espírito litúrgico e enriquecimento das Celebrações Eucarísticas. Todavia, não por causa do Concílio, mas por um errôneo desejo de ruptura com o passado, também cresceu em não poucos ambientes católicos uma má compreensão acerca do que é e o que significa o mistério da Santa Missa.

Essa crise no modo como se celebra a liturgia teve especial atenção no pontificado de Bento XVI. Para o Papa Emérito, "a crise na Igreja, pela qual passamos hoje, é causada em grande parte pela decadência da liturgia". É o que se vê, por exemplo, num grande número de comunidades que, motivadas por um desejo de protagonismo, deixam de lado o culto devido a Deus e acabam celebrando a si mesmas. Celebra-se antes o homem, do que Deus. Assim, surgem variadas modalidades de inovações e arbitrariedades que oprimem o rito litúrgico e o tornam propriedade humana, não divina.

Contra essa tendência de ruptura e desvio na liturgia, o mestre de cerimônias pontifícias, Monsenhor Guido Marini, evoca a "hermenêutica da continuidade" proposta por Bento XVI como único termo válido para interpretação dos textos conciliares. Marini se questiona se é possível imaginar "que a Esposa de Cristo, no passado, tenha transcorrido algum tempo histórico em que o Espírito não tenha dado assistência a ela, como se tal tempo devesse ser esquecido e cancelado". Ora, não há nada mais absurdo que tal proposição, sobretudo quando se tem em mente o discurso de abertura do Concílio, no qual o Bem-aventurado João XXIII pedia com insistência para que o depósito sagrado da doutrina cristã fosse guardado e ensinado de forma mais eficaz.

A Sacrosanctum Concilium apresenta a liturgia como um dom de Deus, uma vez que "toda celebração litúrgica, enquanto obra de Cristo sacerdote e do seu Corpo que é a Igreja, é ação sagrada por excelência..." (Cf. Sacrosanctum Concilium, n. 7). Ainda citando a Encíclica Mediator Dei, de Pio XII, define-a como "o culto público... o culto integral do corpo místico de Jesus Cristo, isto é, da cabeça e de seus membros". Com efeito, diz Guido Marini, é na liturgia que a Igreja se reconhece "oficialmente" a si mesma, "o seu mistério de união esponsal com Cristo, e aí "oficialmente" se manifesta". Desse modo, cada expressão do rito comunica a presença e a ação de Deus na humanidade muito mais que qualquer acréscimo inoportuno. Sendo assim, a liturgia precede e supera o homem, pois é "dom que vem do alto" e "mistério de salvação". E é por isso que ela não pode ser modificada ou negligenciada.

O Cardeal Malcom Ranjith, Arcebispo de Colombo, Sri Lanka, alertou para o perigo de querer "tornar a liturgia mais interessante ou apetecível" durante sua conferência no encontro Sacra Liturgia, que foi realizado em Roma entre os dias 25 a 28 do mês passado, na Pontifícia Universidade da Santa Cruz. O cardeal interpelou aos que estavam presentes à conferência perguntando: "Se tais improvisações tornassem a Liturgia verdadeiramente mais eficaz e interessante, então, por que com tais experimentações e criatividade o número dos participantes aos domingos caiu tanto e tão drasticamente em nossos dias?" E, ainda assim, por mais que essas inovações fizessem sucesso e atraíssem um grande público - o que é patentemente falso - não é este o critério com o qual um cristão presta adoração a Deus em "espírito e verdade". A Santa Missa não é um espetáculo com pipoca e refrigerante, é antes o sacrifício para a redenção da humanidade.

A obediência às normas litúrgicas é, portanto, de suma importância para a reta compreensão dos mistérios cristãos, "pois são textos onde estão contidas riquezas que guardam e exprimem a fé e o caminho do povo de Deus ao longo de dois milênios da sua história" (Cf. Sacramentum caritatis, n. 40). Além disso, recorda também o Mons. Guido Marini, "existe um direito do povo de Deus que não pode jamais ser menosprezado", que é o direito de assistir à Missa tal como ela deve ser. Aliás, é bom recordar que o referido direito não é apenas um piedoso desejo do respeitado liturgista. O próprio Código de Direito Canônico afirma isto ao elencar os direitos de todos os fieis: "Os fiéis têm o direito de prestar culto a Deus segundo as prescrições do rito próprio aprovado pelos legítimos Pastores da Igreja" (Cân 214).

"E em virtude de tal direito - prossegue o monsenhor - todos precisamos estar em condições de alcançar o que não é simplesmente fruto pobre do agir humano, e sim obra de Deus, e exatamente por isso é fonte de salvação e vida nova".

Ou seja, salvem a liturgia e a liturgia nos salvará!

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Perseguição religiosa e os mártires do Cristo Rei
SociedadeSantos & Mártires

Perseguição religiosa e
os mártires do Cristo Rei

Perseguição religiosa e os mártires do Cristo Rei

O martírio dos cristãos é um testemunho da realeza de Jesus Cristo na história da humanidade

Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Junho de 2013Tempo de leitura: 4 minutos
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A fé cristã tem raiz em forma de cruz. Essa verdade apresenta-se ao longo de toda a história do cristianismo, sobretudo nos dois últimos séculos, nos quais se fizeram mais mártires que todos os demais. Uma vez que o próprio Cristo certificou os discípulos acerca do ódio do mundo, nota-se a repetição, de tempos em tempos, da perseguição que acompanha a peregrinação da Igreja na Terra, como presságio da derradeira provação e páscoa do Senhor. É a aparente derrota do cristianismo dada pela cruz que, ao final, se transmuta em vitória e juízo final do amor de Deus por sua criatura.

Inspirado pelo exemplo de São João Batista, cuja memória litúrgica celebrou-se nesta semana, o Papa Francisco pediu durante sua homilia para que os cristãos tenham a coragem de proclamar a Palavra de Deus até o martírio. Desde os primeiros anos da era cristã, a começar pela morte de Santo Estêvão, os cristãos são chamados a não somente viver como Cristo, mas também a morrer como Ele, de modo que venha a se cumprir as palavras proferidas por São Paulo: "O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja" (Cf. Cl 1, 24).

Sendo a Igreja a continuação da encarnação do Verbo na história da humanidade, também nela se encontram as chagas da crucificação. Apesar de ignorado pelos holofotes da grande imprensa, o massacre de fiéis cristãos têm se multiplicado ano após ano, ao ponto de algumas estimativas indicarem a morte de um cristão a cada cinco minutos. O autor do livro World Christian Trends AD 30-AD 2200, o sociólogo investigador David Barrett, calcula o genocídio de 160 mil cristãos só na primeira década deste milênio e 150 mil para a segunda. Os dados colocam a religião cristã no topo das mais perseguidas do mundo.

A título de exemplo, veja-se os recorrentes ataques de radicais muçulmanos a catedrais católicas ou - de outras confissões cristãs - no Egito, no Líbano, na Síria e em outras regiões do Oriente Médio, onde ocorre a chamada "Primavera Árabe". A pesquisadora do American Enterprise Institute, Ayaan Hirsi, chegou a denunciar em uma reportagem para a revista americana Newsweek que "nos últimos anos, a opressão violenta das minorias cristãs tornou-se a norma em países de maioria islâmica, da África Ocidental ao Oriente Médio e do sul da Ásia à Oceania". Ou então o recente ultraje à Igreja de São Francisco Xavier, em Colombo, Sri Lanka, perpetrado por extremistas budistas, que incendiaram o altar e quebraram uma imagem de Nossa Senhora.

Todavia, o martírio do cristianismo não se resume ao derramamento de sangue, mas expande-se a outras categorias, como aquela da ridicularização. Foi o que lembrou o Papa Emérito Bento XVI, no seu discurso durante vigília para beatificação do Cardeal Newman, na Inglaterra. Na ocasião, o Santo Padre explicou que "na nossa época, o preço que deve ser pago pela fidelidade ao Evangelho já não é ser enforcado, afogado e esquartejado, mas muitas vezes significa ser indicado como irrelevante, ridicularizado ou ser motivo de paródia". Tanto é verdade que o veterano jornalista da rede BBC, Roger Bolton, chegou a declarar que faria piada com Jesus, mas não com Maomé, por ser perigoso. Uma rápida pesquisa em sites como Youtube ou qualquer outro dá conta da vasta quantidade de vídeos e artigos que pululam na internet zombando da fé em Cristo.

Essa situação dolorosa provoca, por conseguinte, a debandada de inúmeras pessoas que já não encontram a razão de sua fé, ou então, que sentem-se intimidadas pelo proselitismo agressivo dos agentes do secularismo. Por outro lado, também dentro da Igreja encontram-se os missionários do mundo que, diante da maldade e da perseguição, propõem "uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade" (Cf. CIC 675). É o "mistério da iniquidade", diz o Catecismo da Igreja Católica, trazido pelo Anticristo, cuja impostura religiosa é nada mais que "a de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne".

Diante disso, os cristãos precisam saber de antemão, que o Reino de Deus "não se realizará por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal, que fará sua Esposa descer do céu" (Cf. CIC 677). Portanto, a única alternativa coerente à perseguição não é a do falso messianismo e da apostasia, mas o abraçar da cruz cotidiana, firme na promessa de Cristo que estará com seus seguidores até o fim dos tempos. Seja qual for a categoria do martírio, todos precisam recordar que "o sangue dos mártires é semente para novos cristãos". Assim, mesmo que o rebanho se reduza a um pequeno grupo, a um resto, é neste grupo que Deus operará a graça para a proliferação do anúncio da Boa Nova pelos séculos dos séculos, "porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Cf. Mt 18, 20).

A vitória de Deus é certa, cabe ao homem escolher o lado no qual quer estar quando chegar a hora. Muitos dos primeiros mártires iam para as fogueiras ou para as covas dos leões cantando hinos de glória, para arrepio dos pagãos que assistiam perplexos. Isso só é possível para aqueles cuja meta está em alcançar a Coroa da Justiça nos céus. Mesmo quando morre, o cristão vive. Por isso muitos que experimentaram a honra do martírio, como o Beato José Sanchez del Río, tiveram nos lábios as palavras "Viva Cristo Rei". Nestes tempos obscuros de materialismo e relativismo, a Igreja tem, mais uma vez, a missão de testemunhar até o martírio as Palavras Eternas: Viva Cristo Rei.

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