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Bíblia, contracepção e o pecado de Onã
Doutrina

Bíblia, contracepção e o pecado de Onã

Bíblia, contracepção e o pecado de Onã

Onã, “quando se juntava com a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, a fim de que não nascessem filhos… Por isso, o Senhor o feriu de morte, porque fazia uma coisa detestável”. Eis a contracepção, condenada e proibida por Deus, desde o livro do Gênesis.

Dave ArmstrongTradução: Equipe Christo Nihil Praeponere7 de Outubro de 2020Tempo de leitura: 5 minutos
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A tradição da Igreja Católica sempre proibiu a contracepção. Hoje estamos praticamente sozinhos nesse campo. Porém, numa perspectiva histórica, todos os grupos cristãos se opuseram totalmente à contracepção até que, em 1930, os anglicanos decidiram permiti-la em “casos difíceis” (infelizmente, como é familiar esse raciocínio!).

Muitas vezes as pessoas pensam que o raciocínio católico que fundamenta a proibição deriva de uma espécie de motivação puritana, contrária ao sexo e ao prazer. Supostamente, a Igreja Católica não “gosta” de sexo, e por isso exige que sacerdotes e freiras sejam celibatários, além de procurar tirar o máximo de prazer possível do maravilhoso dom da sexualidade. Isso é falso, mas por ora basta dizer que os argumentos bíblicos relevantes foram usados também pelos protestantes e se sustentam sozinhos

Talvez o fundamento bíblico seja visto com mais clareza na passagem que fala do pecado de Onã (Gn 38, 9s, trad. Pe. Matos Soares): “Ele, porém, sabendo que os filhos que nascessem não seriam seus, quando se juntava com a mulher de seu irmão, impedia que ela concebesse (na Vulgata: semen fundebat in terram, lit.: derramava o sêmen na terra) a fim de que não nascessem filhos em nome de seu irmão. Por isso, o Senhor o feriu de morte, porque fazia uma coisa detestável.”

Os pais de Onã, “Judá e Tamar”, por Aert de Gelder.

O raciocínio usado com frequência para superar a força da passagem é a afirmação de que Onã foi punido por Deus (com a morte) por desobedecer à “lei do levirato”, segundo a qual o irmão de um marido falecido tinha de desposar sua cunhada e ter filhos com ela: “Se alguns irmãos habitarem juntos, e um deles morrer sem deixar filhos, a mulher do defunto não se casará fora com um estranho: seu cunhado a desposará e se aproximará dela, observando o costume do levirato” (cf. Dt 25, 5; cf. 25, 6-10).

Mas isso não se aplica a esse caso (e a nenhum outro), porque a lei permite que o irmão se recuse, e recomenda que, se assim o fizer, sofra apenas humilhação pública. Portanto, vemos em Dt 25, 9 que uma cunhada rejeitada nessas circunstâncias deveria “cuspir na cara dele”, mas sem menção alguma à ira de Deus, muito menos à pena de morte.

Além disso, a passagem que contém o ensinamento sobre a lei do levirato (cf. Dt 25, 5-10) vem diretamente de Deus, como parte da Aliança e da Lei recebidas por Moisés no Monte Sinai, e é proclamada a todos de Israel (cf. Dt 5, 1-5; 29, 1.12). Deus não disse (no local em que isso deveria ser mencionado, se fosse verdade) que a punição para a desobediência à lei do levirato era a morte. 

Se a mera recusa não dava razões para ser morto por Deus ou por uma pena capital estabelecida, então algo no modo como Onã se recusou deve ter sido a causa. Foi o “coito interrompido”, uma forma de contracepção (provavelmente uma das mais usadas ao longo da história, por não precisar de dispositivos ou medicamentos). Portanto, Onã foi morto por fazer isso, o que significa, por sua vez (podemos concluir sensatamente!), que Deus não aprovou a prática

A própria lei do levirato confirma o ponto central em que se baseia a objeção moral à contracepção: o mal da separação entre sexo e procriação. É justamente pelo fato de a procriação ser a finalidade primeira do matrimônio que a lei do levirato foi promulgada. As pessoas casadas tinham de manter relações sexuais, que se ordenavam (principalmente) à procriação. 

Se o marido morresse sem deixar filhos, era tão importante preservar seu nome com filhos que Deus determinou que o irmão do falecido deveria se casar com a cunhada após a morte dele. Mas Onã tentou separar o sexo da procriação. Ele queria todo o prazer, mas não a responsabilidade de perpetuar a família de seu irmão. Ele tinha a “mentalidade contraceptiva” , tão generalizada hoje, mesmo (infelizmente) entre cristãos comprometidos que são tradicionais sob outros aspectos.

O Pe. Brian Harrison escreveu em novembro de 1996 um excelente artigo, intitulado The Sin of Onan Revisited [“O pecado de Onã revisitado”], no qual analisou essa passagem com uma profundidade exegética muito maior e a incorporação das referências pertinentes. Ele afirma: 

Se a simples recusa a dar descendentes legais a seu falecido irmão tivesse sido, de acordo com Gn 38, a única ofensa de Onã, seria improvável que o texto mencionasse os grosseiros detalhes físicos de seu ato contraceptivo (cf. v. 9). A delicadeza e a modéstia com que os antigos hebreus se referiam à atividade sexual honesta nos ajudam a perceber isso. Como bem sabemos, a Sagrada Escritura só menciona a relação sexual lícita (entre casados) de forma oblíqua: “ir” à própria esposa (isto é, entrar em sua tenda ou quarto: cf. v. 8s da passagem citada acima, bem como Gn 6, 4; 2Sm 16, 22; 1Cr 23, 7) ou “conhecer” a esposa (Gn 4, 17; Lc 1, 34). Quando a linguagem se torna um pouco mais explícita (“deitar-se com” alguém, ou “desvelar sua nudez”) a referência é, sem exceção, a atos pecaminosos e vergonhosos. E, além do versículo que estamos analisando, a única menção completamente explícita que a Bíblia faz a um ato genital (à emissão voluntária de sêmen) ocorre em um contexto profético e alegórico, no qual a infidelidade de Israel a Javé é denunciada de modo fulminante, em termos da luxúria vergonhosa de uma prostituta (cf. Ez 23, 20).

O caráter maligno da contracepção vem de sua separação voluntária e artificial daquilo que Deus quis que estivesse unido. Ela viola a lei natural. Onã tentou o “meio termo” (e o “meio moderno”) para ter uma relação sexual intencionalmente separada da procriação. Foi esse o pecado, razão por que Deus o matou.

Obviamente, hoje Deus não castiga nem julga imediatamente desse modo (talvez apenas em casos muito raros), mas o objetivo no Antigo Testamento era deixar claro o que era o certo e o errado, assim como punir o mal com rapidez e firmeza. Portanto, aprendemos com essa passagem que a contracepção é gravemente pecaminosa e proibida; e esse princípio geral da moralidade e da ética não mudou em nada após a chegada da Nova Aliança e do cristianismo.

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Uma resposta à “coronafobia”
Igreja Católica

Uma resposta à “coronafobia”

Uma resposta à “coronafobia”

Ao contrário do que nos querem fazer crer os meios de comunicação, não, nós não vivemos uma situação “sem precedentes”. Para os católicos, nenhuma tragédia é absolutamente nova, pois nossa própria religião nasceu no rude desconforto da Cruz.

Equipe Christo Nihil Praeponere5 de Outubro de 2020Tempo de leitura: 7 minutos
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Ao lado da pandemia do coronavírus, identificamos alguns meses atrás algo a que demos o nome de “pandemia do medo”. Um autor católico norte-americano chamou o fenômeno de “coronafobia”. Em suas palavras

O coronavírus domina as notícias em todo o mundo, provocando uma histeria raramente vista em tempos modernos. Embora o vírus ainda tenha de mostrar sua fúria de forma plena, a reação a ela tornou-se louca. Dois espetáculos estão ocorrendo: o coronavírus e o medo do coronavírus, que pode ser chamado de “coronafobia”. Neste momento, o segundo é o mais destrutivo.

Não se trata de negar a importância de tomar as medidas razoáveis para conter esse mal. Trata-se, antes, de reconhecer que o mundo, quando se afasta da em Cristo, perde igualmente a razão. Sem pretender analisar a oportunidade desta ou daquela medida prudencial, adotada seja pelas autoridades civis, seja pelas eclesiásticas, para conter a atual pandemia, o que queremos é refletir sobre a resposta que os católicos ainda podem e devem dar a tudo o que está acontecendo

E por que os católicos, de modo especial? Porque, apesar de ser esta a “primeira pandemia da era digital”, por assim dizer, a Igreja Católica tem história tanto de resistência às pestes (assim se chamavam as epidemias) quanto de sobrevivência às eras. Passaram o Império Romano e Constantinopla, a peste negra e a gripe espanhola, mas a Igreja, fundada na promessa de seu divino Fundador de que não prevaleceriam contra ela as portas do inferno, permanece firme ao longo dos séculos.

E, no entanto, os templos fechados e as Missas públicas suspensas talvez tenham dado a muitos a impressão contrária. Em muitos lugares, infelizmente, somou-se a esses fatos uma teologia que parecia não dar importância aos sacramentos e acabava transformando a Igreja num item “não essencial”, um artigo de luxo dispensável em tempos de crise. Onde esteve a Igreja quando a humanidade mais parecia precisar dela?

Sem querer negar que, visivelmente, em muitíssimos lugares ao redor do globo, sacerdotes trabalharam duro para oferecer Deus às pessoas; leigos e instituições movidas pela caridade católica se sacrificaram para minimizar os efeitos trágicos desta pandemia e de sua consequente quarentena, também não há dúvida de que essa tem sido uma hora particularmente especial para fortalecer nossos laços com a Igreja invisível, que está principalmente no Céu; hora de buscar mais a unidade vertical que a horizontal; hora de receber com ainda mais força o influxo da graça divina, que vem do alto.

Ao contrário do que nos querem fazer crer os meios de comunicação, não, nós não vivemos uma situação “sem precedentes”. Para os católicos, nenhuma tragédia é absolutamente nova, pois sua Igreja nasceu não no conforto de um escritório ou de uma sala de estar, mas no rude desconforto da Cruz

No Japão, durante muitos séculos, os católicos precisaram manter a fé numa difícil realidade: sem os sacerdotes e os sacramentos que deles dependem, só o que lhes restou foi o sacramento do Batismo e as orações que os missionários lhes haviam ensinado. Foi com muita emoção que, gerações mais tarde, quando o país finalmente readmitiu a vinda de missionários cristãos, um grupo de católicos sobreviventes acolheu um sacerdote. As cenas iniciais do filme Silêncio, de Martin Scorsese, ilustram bem do que estamos falando: católicos sedentos pelo sacramento da Penitência e pelo perdão dos pecados, pela Santa Missa e pelo sacramento da Eucaristia. 

Esse desejo que os católicos japoneses nutriam pelos sacramentos nos ensina que não devemos acostumar jamais o nosso coração a ficar longe de nossas igrejas. Que elas estivessem fechadas até há poucos dias e que, sem culpa nossa, não as pudéssemos frequentar, era uma coisa; que transformemos isso agora no “novo normal” — palavras de ordem nesses dias de trevas — é outra bem diferente. Não podemos deixar que as atuais circunstâncias nos afundem espiritualmente, tornando-nos insensíveis às coisas de Deus.

O verdadeiro normal, a norma do cristão católico deve ser uma só, com ou sem coronavírus: ritmar a própria vida com trabalhos e descansos, mas todos tendo em vista a glória de Deus. Assim como Ele criou o mundo em seis dias e no sétimo descansou, a nós cabe dedicar em todos os dias um tempo para esse sadio repouso da alma que é a oração — e honrar de modo especial o dia do Senhor, que é o domingo, ou voltando à Missa, se for possível, ou aumentando nossa sede de Eucaristia, se ainda houver restrições ao nosso redor.

De fato, nesses dias em que a Igreja visível pareceu esconder-se de algum modo, quantos não redescobriram o poder da oração silenciosa, das preces feitas em família e do serviço a Deus nos trabalhos domésticos mais humildes? Em quantas casas a tragédia do coronavírus não moveu as consciências, não despertou as pessoas para o que há de essencial na vida, não freou o ritmo frenético e irrefletido com que tantos gastavam as próprias vidas? Quantos de nós não abrimos os olhos para a sede existencial que trazemos dentro no peito: a sede de uma água que só Deus nos pode conceder? Nada disso pode ser ignorado. 

No entanto, chegado o momento de retornar a nossas igrejas e retomar o culto público a Deus, algo precisa mudar no mais íntimo de nós. Para nossa reflexão pessoal, podem muito bem servir as seguintes palavras que a mística italiana Luisa Piccarreta atribui a Nosso Senhor, em revelação privada a ela, um século atrás:

Ah, minha filha! Quando permito que as igrejas fiquem desertas; os ministros, dispersos; e as Missas, reduzidas, significa que os sacrifícios se tornaram para mim ofensa; as orações, insultos; as adorações, irreverências; e as confissões, passatempos sem fruto. Assim, não encontrando mais a minha glória, mas ofensas, nem o bem deles, não me servindo mais, eu os retiro. Mas esse apartar os ministros do meu santuário significa, ainda, que as coisas chegaram ao fundo do poço e que a diversidade dos flagelos se multiplicará. Quanto é duro o homem, quanto é duro (Libro di Cielo, v. 12, 12 fev. 1918 [34])!

Ponhamos de lado, por um instante, nossa curiosidade com essa revelação e sua destinatária, e detenhamo-nos no conteúdo de sua mensagem. Não nos deveriam inquietar essas palavras? De fato, com que desprezo temos tratado os dons de Deus e com quais abusos temos celebrado os seus sacramentos?! Em quantos lugares as Missas se transformaram em verdadeiros festivais de sacrilégios que circundam o “sacrifício perfeito e santo” de Nosso Senhor? Sim, porque não basta que as Missas sejam rezadas validamente e Cristo seja oferecido no altar, se não procuramos conformar nossas vidas ao sacrifício que celebramos… Será que nos tornamos os homens externos do Antigo Testamento, os fariseus da época de Jesus, que honram a Deus só com os lábios, estando com o coração longe de sua santíssima vontade?

Por essas e muitas outras coisas, nossa principal preocupação nesses dias atípicos deve ser tornar-nos os católicos que até aqui nos recusamos a ser. Oxalá nosso “isolamento” do mundo, ao longo de todo esse ano, se converta, ao fim e ao cabo, num verdadeiro afastamento da mundanidade. Pois de nada nos terá adiantado isolar-nos fisicamente do mundo se continuarmos com o coração nele. De nada nos terá adiantado viver esses dias difíceis para combater um vírus, se não combatermos com muito mais força e cuidado o vírus da nossa inconformidade com a vontade de Deus. Pois o coronavírus tira a vida do corpo, mas o nosso pecado mata em nós a vida da graça.

Só trava essa batalha, porém, aquele que crê. A fé católica bem crida, a fé católica bem vivida, é a única vacina efetiva para o problema que temos enfrentado ao longo de todo esse ano. Ela é o antídoto do desespero, a injeção da esperança sobrenatural. 

Enquanto o mundo literalmente se esconde de medo da morte, os católicos cantam, desde a Páscoa: “Ó morte, onde está tua vitória?” (1Cor 15, 55). Enquanto o mundo, apavorado, foge do sofrimento, nossa fé nos ensina a abraçar com alegria seja qual for a cruz que nos advenha, pois os fios de nossa cabeça estão todos contados (cf. Lc 12, 7) e Deus vela por nós com afeto verdadeiramente paterno. Enquanto o mundo se pergunta aterrorizado que ano tem sido esse, os católicos sabem que o coronavírus é só o início das dores (cf. Mt 24, 8) e, ainda assim, são capazes de se alegrar, porque foi seu Senhor quem disse: “Quando começarem a acontecer essas coisas, reanimai-vos e levantai vossas cabeças, porque se aproxima a vossa libertação” (Lc 21, 28).

Humanamente falando, tudo parece estar indo por água abaixo. Por isso mesmo, é a hora da fé, da fé sobrenatural, hora de confiarmos nas promessas de Deus, e em nada mais. Eis a nossa resposta ao coronavírus, eis a nossa resposta à “coronafobia”.

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Fátima, o Rosário e a modéstia
Espiritualidade

Fátima, o Rosário e a modéstia

Fátima, o Rosário e a modéstia

Nossa Senhora, Mãe e refúgio dos pecadores, não nos abandona. Quanto maiores a nossa miséria e malícia, tanto maior a misericórdia da Mãe do céu! Em Fátima, duas belas lições a Santíssima Virgem deixou às moças de hoje: o Rosário e a modéstia.

Mons. Ascânio Brandão2 de Outubro de 2020Tempo de leitura: 1 minutos
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Nossa Senhora, Mãe e refúgio dos pecadores, não nos abandona. Quanto maior a nossa miséria, a nossa malícia, tanto maior a misericórdia da Mãe do céu!

Lourdes e Fátima nos comovem, nos dão lições.

As aparições de 1917, num recanto de Portugal, abalam o mundo e patenteiam que Maria é sempre Mãe e Mãe de misericórdia!

Uma das videntes, Jacinta, reparou que Nossa Senhora se vestia com uma modéstia admirável. 

A Virgem paira sobre uma nuvem, envolvida desde a cabeça até a ponta dos pés num vestido de alvura puríssima. Um manto orlado de ouro cobre-lhe a cabeça e a maior parte do corpo. A túnica branca um pouco mais comprida que o manto é presa à cinta por um cordão dourado. Duas estrelas douradas adornam-lhe a majestosa túnica. Das mangas largas e levemente repregadas, sobressai a camisa que chega até o pulso. E das mãos juntas, à altura do peito, pende-lhe o rosário.

Belas lições às moças de hoje! O Rosário e a modéstia!

Que assuntos para as mais graves e sérias meditações! Jacinta, a angélica vidente, reparando na falta de modéstia dos vestidos de certas pessoas que a iam visitar no hospital quando enferma, dizia, referindo-se aos decotes e enfeites de luxo:

Para que isso? Se soubessem o que é a eternidade!

Afirmava a vidente que Nossa Senhora lhe tinha dito: — Que o pecado que leva a gente à perdição era o pecado contra a castidade; que era preciso evitar o luxo, não se obstinar no pecado e fazer penitência.

E Nossa Senhora, ao dizer isto, parecia triste, consternada… A pobrezinha Jacinta acrescentava quase chorando: — Ai! eu tenho muita pena de Nossa Senhora! Tenho muita pena!...

Ai! de nós! O brado de Nossa Senhora em Lourdes e em Fátima: Penitência! Penitência! Senão... ai! de vós!

Tomemos cuidado com a impureza. Dizia Sto. Afonso que noventa e nove por cento dos réprobos é pelo pecado da impureza que se condenaram. Façamos penitência e recitemos o Rosário da Virgem em reparação de nossos pecados! Em Lourdes e em Fátima, Nossa Senhora recomenda sempre: — Penitência! Rosário!

Referências

  • Transcrito e levemente adaptado de Meu ponto de meditação, do Padre Ascânio Brandão, Taubaté: SCJ, 1941, p. 80s.

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Nove súplicas ao Santo Anjo da Guarda
Oração

Nove súplicas
ao Santo Anjo da Guarda

Nove súplicas ao Santo Anjo da Guarda

Que estas breves invocações sirvam para inspirar-nos reverência aos nossos Santos Anjos da Guarda, infundir-nos devoção pela benevolência com que eles nos tratam, e trazer-nos confiança pela diligência com que eles nos guardam.

Pe. Augusto Ferretti2 de Outubro de 2020Tempo de leitura: 1 minutos
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I. — Ó meu bom Anjo da Guarda, ajudai-me a agradecer ao Altíssimo por vos ter destinado à minha guarda. Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.

II. — Ó príncipe celeste, dignai-vos alcançar-me o perdão de todos os desgostos que dei a vós e a Deus, quando desprezei as vossas ameaças e os vossos conselhos. Santo Anjo do Senhor… 

III. — Ó meu amável protetor, gravai em minha alma um profundo respeito por vós, de modo que eu jamais tenha o atrevimento de fazer qualquer coisa que vos desagrade. Santo Anjo do Senhor… 

IV. — Ó piedoso médico de minha alma, ensinai-me os remédios necessários para curar-me dos meus maus hábitos e de tantas misérias que me oprimem a alma. Santo Anjo do Senhor… 

V. — Ó guia fiel, dai-me força para superar todos os obstáculos que se encontram no caminho da virtude e para sofrer com verdadeira paciência as tribulações desta vida. Santo Anjo do Senhor… 

VI. — Ó meu eficaz intercessor diante de Deus, obtende-me a graça de obedecer prontamente às vossas santas inspirações e de conformar a minha vontade em tudo à santíssima vontade de Deus. Santo Anjo do Senhor… 

VII. — Ó puríssimo espírito todo aceso em chamas de amor a Deus, impetrai-me este fogo divino e, juntamente com ele, uma verdadeira devoção à vossa augusta Rainha e minha boa Mãe, Maria. Santo Anjo do Senhor… 

VIII. — Ó meu invencível protetor, assisti-me para corresponder dignamente ao vosso amor e aos vossos benefícios e para empenhar-me com todas as minhas forças a promover o vosso culto. Santo Anjo do Senhor… 

IX. — Ó bem-aventurado ministro do Altíssimo, obtende-me de sua infinita misericórdia que eu chegue a preencher um dos lugares deixados vazios no Céu pelos anjos rebeldes. Santo Anjo do Senhor

Notas

  • Súplicas extraídas de: Pe. Augusto Ferretti, Os Santos Anjos da Guarda (trad. e adapt. de R. Vellozo). Taubaté: SCJ, 1945, pp. 194-195. O breve texto que acompanha o título, falando de reverência, devoção e confiança nos Santos Anjos, foi adaptado de uma inspiração de S. Bernardo de Claraval, em comentário ao versículo bíblico: Angelis suis mandavit de te, “Aos seus anjos ele mandou” (Sl 90, 11): “Ó admirável dignação, e dileção verdadeiramente de caridade! Pois quem mandou a quem? A que respeito? Que mandou? Que grande reverência não te deve inspirar uma tal ordem, quanta devoção infundir-te, quanta confiança trazer-te! Reverência pela sua presença, devoção pela sua benevolência, e confiança pela guarda que exerce” (In Ps. XC, Sermo 12).

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