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O Calvário e a Missa - Parte II
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O Calvário e a Missa - Parte II

O Calvário e a Missa - Parte II

Apresentamos a segunda parte da tradução do prólogo do livro "Calvary and the Mass" do Venerável Bispo Fulton J. Sheen

Fulton J. SheenTradução: Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Abril de 2013
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No dia seguinte, Ele realizou em sua completude o que fora prefigurado e indicado no dia anterior, ao ser crucificado entre os dois ladrões e Seu Sangue se esvair de Seu Corpo para a redenção do mundo.

A Igreja que Cristo fundou não somente preservou a Palavra que Ele falou, e as maravilhas que Ele operou; ela também O levou a sério quando Ele disse: "Fazei isto em memória de mim". E a ação por meio da qual nós revivemos Sua Morte na Cruz é o sacrifício da Missa, no qual nós celebramos como que um memorial do que Ele fez na sua Última Ceia, para prefigurar a Sua Paixão.

Por essa razão, a Missa é para nós o ápice do culto Cristão. Um púlpito no qual as palavras de nosso Senhor são repetidas não nos une a Ele; um coro no qual doces emoções são cantadas nos mantém tão distantes de Sua Cruz quanto de Suas Vestes. Um templo sem altar de sacrifício não existe entre os povos primitivos, e é sem sentido entre os cristãos. E, dessa forma, na Igreja Católica o altar, e não o púlpito ou o coro ou o órgão, é o centro da liturgia, pois nele é revivido o memorial de Sua Paixão. Seu valor não depende de quem o diz, ou de quem o ouve; seu valor depende Dele que é o único Sumo Sacerdote e Vítima, Jesus Cristo nosso Senhor. Com Ele nós estamos unidos, apesar de nosso nada; em um certo sentido, por um momento, nós perdemos a nossa individualidade; nós unimos nosso intelecto e nossa vontade, nosso coração e nossa alma, nosso corpo e nosso sangue, tão intimamente com Cristo, que o Pai Celeste não vê mais a nós por meio de nossas imperfeições, mas O vê em nós, o Filho Amado no qual Ele pôs Seu bem querer. A Missa é, por essa razão, o maior evento na história da humanidade; o único ato que protege o mundo pecaminoso da ira de Deus, porque sustenta a Cruz entre o céu e a terra, renovando, assim, o decisivo momento em que nossa triste e trágica humanidade, de forma inesperada, tomou o rumo da plenitude de uma vida sobrenatural.

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A falsidade do "casamento" gay
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A falsidade do "casamento" gay

A falsidade do "casamento" gay

"Nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas." (Bento XVI)

Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Abril de 2013
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Assembleia Nacional da França aprovou a polêmica lei por 331 votos a favor e 225 contra

Depois de longos meses de discussões e intensos debates públicos, a Assembleia Nacional da França - espécie de Câmara dos Deputados - aprovou por 331 votos a favor e 225 contra a lei que reconhece as uniões homossexuais como família e o direito à adoção por esses pares. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 23/04, sob forte pressão contrária dos franceses. Embora a ideologia gay veja o fato como uma vitória, na verdade, ele constitui uma derrota tanto para os homossexuais, quanto para a França, outrora "filha mais velha da Igreja".

Nesta polêmica sobre as uniões homossexuais, é recorrente a acusação de que aqueles que se posicionam contrários a essas propostas sejam motivados por preconceito ou fundamentalismo religioso. Acusação nada mais falaciosa, pois a verdade fundamental de que o matrimônio seja algo genuinamente formado por um homem e uma mulher não é, nem nunca foi, de ordem religiosa, mas natural. Por isso não é justa a argumentação laicista que pretende excluir os católicos dessa discussão, pois ela fere diretamente o ordenamento jurídico da sociedade e sua moral.

Quando a Igreja se posiciona nestes temas relacionados à moralidade - leia-se aborto, uso de células-tronco embrionárias, camisinha, etc. - ela não o faz por dogmatismos, mas por fidelidade à racionalidade. Assim recordava o Santo Padre Bento XVI no seu discurso ao Parlamento Alemão: "o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, um ordenamento jurídico derivado duma revelação. Mas apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito".

A equiparação das relações homossexuais ao matrimônio nasce justamente de uma frágil compreensão a respeito da pessoa humana. Entende-se "pessoa" como apenas o aspecto consciente e volitivo do eu. Neste sentido, o corpo seria um mero instrumento e não parte constitutiva da pessoa humana. Com efeito, quando se aceita essa proposição dualista do ser humano, abre-se espaço para qualquer tipo de relação, pois a unidade pessoal não seria mais através dos corpos, ao contrário, as pessoas se uniriam emocionalmente. Ora, salta aos olhos o absurdo desse raciocínio.

Milhares de franceses foram as ruas para protestar contra o "casamento" gay.

Contra essas proposições, o professor de jurisprudência da Universidade de Princeton, Robert P. George, recorda o direito matrimonial histórico e aquilo que Isaiah Berlin (1909-1997) chamou de tradição central do pensamento ocidental. Segundo o professor, "longe de ser um mero instrumento da pessoa, o corpo é intrinsecamente parte da realidade pessoal do ser humano". Dessa maneira, George conclui que "a união corporal é, pois, união pessoal, e a união pessoal integral - a união conjugal - está fundada na união corporal".

O que Robert P. George defende pode ser claramente encontrado na Teologia do Corpo do Bem-aventurado João Paulo II, ou seja, a unidade pessoal do homem e da mulher que decorre do ato sexual. Quando ambos se unem formam um único organismo. Isso só é possível graças à natureza sexual do homem e da mulher. Mesmo que o casal seja estéril, a sua relação forma um único organismo, pois seus órgãos estão naturalmente ordenados para essa união. E aqui, a crítica da ideologia gay cai por terra, já que nenhum de seus órgãos são capazes de se unirem de fato num único organismo, como acontece na união sexual entre heterossexuais.

Ainda sobre o raciocínio de Robert P. George, vale a pena citar este parágrafo de um artigo seu publicado na Revista Communio:

"O que é singular acerca do casamento é o fato de se ver verdadeiramente uma partilha integral de vida, uma partilha fundada na união corporal tornada singularmente possível pela complementaridade sexual de homem e mulher - uma complementaridade que torna possível a dois seres humanos tornarem-se, na linguagem bíblica, uma só carne - e que, portanto, torna possível a esta união de uma só carne ser o fundamento de um relacionamento no qual é inteligível a duas pessoas se ligarem uma a outra em votos de permanência, monogamia e fidelidade".

Fica claro, assim, que de forma alguma a Igreja está privando os homossexuais de um direito civil ou marginalizando-os, como alguns mal intencionados querem sugerir. Muito pelo contrário, a Igreja apenas questiona as expressões de "amor" que não estão fundamentadas na verdade acerca do ser humano e as ideologias interessadas em solapar a família, privando-a de sua identidade. Aprovar as uniões homossexuais é dar carta branca para todo tipo de união que, a pretexto de um sentimentalismo duvidoso, queira exigir do Estado direitos e subsídios que, a priori, deveriam pertencer somente à família.

Apesar dessa lamentável decisão dos políticos franceses, a Igreja continuará a defender a dignidade da família e os seus direitos. A Igreja continuará firme na defesa do sagrado matrimônio, pois crê na verdade fundamental e tantas vezes lembrada pelo Papa Emérito Bento XVI de que "nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas."

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O Calvário e a Missa
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O Calvário e a Missa

O Calvário e a Missa

Apresentamos a primeira parte da tradução do prólogo do livro "Calvary and the Mass" do Venerável Bispo Fulton J. Sheen

Fulton J. SheenTradução: Equipe Christo Nihil Praeponere24 de Abril de 2013
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Existem certas coisas na vida que são muito bonitas para serem esquecidas, como é o caso do amor materno. Por isso ele é guardado carinhosamente numa foto. O amor dos soldados que sacrificaram as próprias vidas pelo seu país da mesma forma é muito bonito para ser esquecido, por isso sua memória é reverenciada no Memorial Day. Mas, a maior bênção que já aconteceu aqui na terra foi a visitação do Filho de Deus em forma e vestes humanas. Sua vida, acima de todas as vidas, é bela demais para ser esquecida, por isso guardamos com carinho a divindade de Suas Palavras na Sagrada Escritura, e a caridade de Suas Ações em nossas ações cotidianas. Infelizmente, isto é tudo que algumas almas se recordam, propriamente Suas Palavras e Suas Ações; importante como são, elas não são a grande característica do Divino Salvador.

O mais sublime ato na história de Cristo foi Sua Morte. Morte é sempre importante porque ela sela um destino. Todo homem morrendo é uma cena. Toda cena de morte é um lugar sagrado. É por isso que a grande literatura do passado, que abordou as emoções que acompanham a morte, nunca foi ultrapassada. Mas, de todas as mortes na lembrança do homem, nenhuma foi mais importante do que a Morte de Cristo. Todas as pessoas que nasceram neste mundo, nasceram para viver; nosso Senhor veio ao mundo para morrer.

A morte foi uma pedra de tropeço na vida de Sócrates, mas ela foi a coroa da vida de Cristo. Ele mesmo nos disse que veio "para dar a sua vida em resgate de muitos"; que ninguém tiraria a sua vida; mas que ele a daria por Si mesmo.

Se, então, a morte foi o supremo momento pelo qual Cristo viveu, ela foi, consequentemente, a realidade mais importante que Ele desejou que fosse lembrada. Ele não pediu para que os homens registrassem Suas Palavras numa Escritura; Ele não pediu para que a sua gentileza para com os pobres fosse gravada na História, mas ele pediu para que os homens fizessem memória de Sua Morte. E, a fim de que esta memória não tivesse nenhuma narrativa confusa por parte dos homens, Ele mesmo instituiu a maneira correta de recordá-la.

O memorial foi instituído na noite anterior à Sua Morte, e desde então ficou conhecido como "A Última Ceia". Tomando o pão em Suas Mãos, Ele disse: "Este é o meu corpo, que será entregue por vós", isto é, entregue à morte. Depois, sobre o cálice de vinho, Ele disse: "Este é o meu sangue, do novo testamento, que será derramado por muitos para remissão dos pecados". Desta forma, em um símbolo não sangrento de separar o Sangue do Corpo, separando a consagração do Pão e do Vinho, Cristo se comprometeu a morrer diante do olhar de Deus e dos homens, e representou Sua Morte que aconteceria no próximo dia, às três da tarde. Ele estava oferecendo a si mesmo como Vítima para ser imolada, e para que os homens nunca se esquecessem de que "não há maior amor do que dar a vida por seus amigos", Ele deu o divino mandamento para a Igreja: "Fazei isto em minha memória".

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Absurdo amar Jesus sem a Igreja
Papa FranciscoNotícias

Absurdo amar Jesus sem a Igreja

Absurdo amar Jesus sem a Igreja

Na data de seu onomástico, Papa Francisco recorda São Jorge e condena atitudes de fiéis que fazem a separação entre Cristo e a Igreja.

Equipe Christo Nihil Praeponere23 de Abril de 2013
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O Papa Francisco voltou a condenar a tendência de se separar a fé em Jesus Cristo da pertença à Igreja. Numa época marcada pela indiferença religiosa, as palavras do Santo Padre soaram como um duro golpe no slogan moderno "Jesus sim, Igreja não". Para Francisco, isso "é uma dicotomia absurda". As palavras do Papa foram proferidas nesta manhã, durante a homilia da Missa que celebrou na Capela Paulina, por ocasião de seu onomástico, São Jorge.

Apesar do alerta de Francisco, é comum encontrar pessoas que pensam dessa maneira. Já o Papa Pio XII denunciava essa recusa à Igreja como algo diabólico. O Santo Padre elencava os três "nãos" do diabo: o primeiro era à Igreja, o segundo a Cristo e o terceiro ao próprio Deus. Uma verdade que salta aos olhos, sobretudo quando se analisa as tantas e tantas teologias que se afastaram do Magistério dos Santos Padres: acabaram inventando um Jesus muito distante daquele do Evangelho.

A Igreja é, por excelência, o lugar comum e legítimo para profissão da fé. Tanto é verdade que o Papa Paulo VI se expressou desta forma na Encíclica Evangelii Nuntiandi: "é ela (a Igreja) que tem a tarefa de evangelizar. E essa tarefa não se realiza sem ela e, menos ainda, contra ela". Ora, se a Igreja é o Corpo de Cristo, de que maneira se pode amar a Cristo e não o seu Corpo? Por conseguinte, Paulo VI se recordava das Palavras do próprio Senhor para lamentar por aqueles que renunciam a Igreja, a pretexto de uma fé "independente": "Quem vos rejeita é a mim que rejeita".

E de fato, aqueles que renunciaram aos ensinamentos da Igreja acabaram por renunciar ao próprio Deus. Pensa-se em um Cristo histórico de várias faces: o hippie, o comunista, o revolucionário, o reformador, o moralista. Mas em nenhum se encontra a face real do Bom Pastor. Não são o Cristo do Evangelho, mas o Cristo feito à imagem e semelhança de seus ideólogos. Um Cristo sem fé, sem cruz e, portanto, sem redenção. Não é por menos que o Papa Francisco abominou as interpretações ideológicas do Evangelho, tachando-as de "falsificações":

"Toda interpretação ideológica, de qualquer parte vier, é uma falsificação do Evangelho. E esses ideólogos – como vimos na história da Igreja – acabam por se tornar intelectuais sem talento, moralistas sem bondade. Nem falemos de beleza, porque disso eles não entendem nada".

Assim como ensinou o Papa Francisco, não pode existir fé em Cristo se não existir fé na Igreja. Não se trata de imperialismo religioso ou dogmatismo, mas simples fidelidade e coerência com a vontade de Deus. Aqueles que não reconhecem isso, não são capazes de reconhecer mais nada. E não é de se impressionar. Para isso, bastam as palavras de G.K. Chesterton: "Não me intimido com um jovem cavalheiro dizer que ele não pode submeter seu intelecto ao dogma, pois duvido que ele alguma vez tenha usado seu intelecto o suficiente para definir o que seja um dogma."

Neste sentido, a missão do católico é resgatar "o dom da força cristã, o mesmo que teve São Jorge quando deixou o uniforme militar para vestir o uniforme da fé", disse o Santo Padre recordando seu onomástico. 

Assim, o site padrepauloricardo.org, além de celebrar com toda Igreja essa data especial para o Papa Francisco, gostaria de reforçar esse convite do Pontífice para que o fiel católico tenha a coragem de vivenciar a sua fé em total comunhão com a Igreja, ou seja, com o Sucessor de São Pedro.

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