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Uma devoção para a terça de carnaval
Liturgia

Uma devoção para a terça de carnaval

Uma devoção para a terça de carnaval

A todos os sacerdotes que quiserem reparar os inúmeros pecados que se cometem no carnaval, fica aqui uma piedosa sugestão: rezar nesta terça uma Missa votiva em honra à Sagrada Face de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere4 de Março de 2019
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A festa em honra à Sagrada Face de Nosso Senhor foi instituída pelo Papa Pio XII em 1958 e deixou de constar no calendário da atual liturgia.

Mas nem por isso deixou de ser possível celebrá-la diante do altar do Senhor. Assim, os sacerdotes que desejarem, sempre poderão rezar a Missa votiva em honra à Sagrada Face, especialmente às terças-feiras, e mais especialmente ainda na terça-feira que precede o tempo da Quaresma. O formulário dessa celebração encontra-se abaixo:

Na verdade, sendo a reparação às ofensas cometidas contra a Sagrada Face de Nosso Senhor a principal razão de ser desta devoção, o correto seria dizer que nunca como em nosso tempo ela foi tão necessária, ainda mais no período do carnaval, em que o pecado desfila publicamente nas ruas de nossas cidades e nos televisores de nossas casas.

Para termos uma ideia de quão grave é a situação em que se encontra o mundo nesses dias, não precisaríamos recorrer sequer às revelações privadas que abundam em nosso século a esse respeito (e nas quais a devoção à Sagrada Face encontra-se especialmente fundada)… Bastar-nos-ia lembrar o Evangelho e a palavra do Apóstolo, segundo a qual “nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus” (1Cor 6, 10).

Ora, diante das notícias que chegam até mesmo aos que procuram evitar os meios de comunicação nesses dias, como não ver nessa lista, escrita a quase dois milênios de distância, senão uma descrição exata dos festejos carnavalescos atuais? E quando, alguns versículos adiante, São Paulo diz aos cristãos: “Empti enim estis pretio magnoFostes comprados por um grande preço” (1Cor 6, 20), como não nos remetermos imediatamente à face desfigurada de Nosso Senhor, cuspida e escarrada por causa de nossos pecados, por causa de nossa obstinação no mal…?

O mesmo Apóstolo diz, após a lista de que falamos acima: “Ao menos alguns de vós têm sido isso” (1Cor 6, 11), como se dissesse aos cristãos: “Não vos esqueçais que também vós vos comportastes como hoje se comporta o mundo”. Mas nós, continua o Apóstolo… Vós, cristãos! “fostes lavados, fostes santificados, fostes santificados, fostes justificados” (1Cor 6, 11). Como nos comportarmos, então, como se ainda fôssemos do mundo? como se não tivéssemos um senhor, um dono, ao qual devemos não uma quaresma, não uma penitência durante quarenta dias, mas toda a nossa vida?

É atentos ao alto preço por que fomos comprado que devemos, nesta terça-feira de carnaval, nos apresentar diante de Cristo sofredor e desagravar-lhe a face santíssima com nossas orações e nossos sacrifícios.

Não, não precisamos esperar a Quarta-feira de Cinzas para nos colocarmos em espírito de penitência pelos nossos pecados e pelos pecados dos demais homens… Como diz Santa Teresinha do Menino Jesus, grande devota da Sagrada Face, “quando se ama, não se calcula”.

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Não basta ter alma, é preciso entrar no castelo!
Cursos

Não basta ter alma,
é preciso entrar no castelo!

Não basta ter alma, é preciso entrar no castelo!

“Não há nada na natureza que seja capaz de produzir o efeito do amor de Cristo em nós. Tem de ser algo de sobrenatural na alma.”

Equipe Christo Nihil Praeponere1 de Março de 2019
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“Como é possível que eu creia num Deus de amor e vá ficando cada vez mais egoísta e ridículo?” É com essa provocação que queremos convidar você para mais um lançamento de nosso site!

Sim, porque nosso encontro pessoal com Jesus Cristo não pode ser uma “fachada”, mas deve transformar realmente toda a nossa vida. Não é possível que nos digamos católicos, filhos de um Deus que se entregou por nós ao ponto de morrer na Cruz, e levemos uma vida mundana, como a de um outro qualquer.

Aos que ainda não deram início a sua caminhada de conversão, cabe o alerta: “Não basta ter alma, é preciso entrar no castelo!” Aos que já começaram, mas teimam em não querer avançar, é preciso ânimo: também não é o bastante entrar no castelo; é preciso entrar cada vez mais em seus aposentos, aproximando-se cada vez mais do “centro da alma”, onde “habita Sua Majestade: Deus”!

A fim de nos ajudar nesta verdadeira “passagem” — seja das trevas à luz, seja da luz que hoje mal enxergamos à luz que contemplam os santos —, Engenharia da Santidade II será um curso com 15 formações exclusivas. Nelas se explicará, a todos que querem levar uma vida de oração, o que é necessário de concreto para chegar à “santidade perfeita”, o único lugar onde estaremos verdadeiramente em paz.

Assim como na primeira parte deste curso, também neste você verá um Padre Paulo Ricardo diferente, conversando diretamente com as pessoas (ao invés das câmeras), e dentro de um verdadeiro retiro espiritual.

Confira, neste novo teaser que preparamos, uma prévia do que espera por você:

Nós estamos dispostos a crer em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica, sim ou não? [...] Nós não podemos agora passar a régua e nivelar tudo por baixo e dizer: Não, tá todo o mundo salvo, pronto e acabou. Não é verdade! [...] Todos os seres humanos têm alma, mas nem todos entraram no castelo. [...] A Misericórdia se fez carne, veio aqui e morreu na cruz por nós, e você se acha mais misericordiosa do que Ele, e decretou que o inferno não existe! [...] Como é possível que eu creia num Deus de amor e vá ficando cada vez mais egoísta e ridículo? [...] Não há nada na natureza mineral, vegetal, animal e angélica que seja capaz de produzir o efeito do amor de Cristo em nós. Tem que ser algo de sobrenatural na alma. [...] Em todos os seres humanos, no centro da alma, habita Sua Majestade: Deus.

Já entramos em contagem regressiva! Nosso curso será lançado no próximo dia 11 de março! Por isso, se você ainda não é nosso aluno, faça hoje mesmo a sua inscrição em nosso site! (Com uma única assinatura, você ganha acesso irrestrito não só a este curso, mas a todo o nosso conteúdo.)

Se você já é nosso aluno, repasse esta mensagem a seus amigos e ajude-nos a divulgar esse material!

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“Vamos começar do começo, vamos começar do Evangelho”
Cursos

“Vamos começar do começo,
vamos começar do Evangelho”

“Vamos começar do começo, vamos começar do Evangelho”

Você, que gostou da “Engenharia da Santidade”, se prepare, pois em março lançaremos mais um “retiro espiritual”, continuidade e aprofundamento deste curso.

Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Fevereiro de 2019
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Muito antes da Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino, muito antes das Moradas de Santa Teresa, muito antes de o Concílio Vaticano II proclamar a vocação universal à santidade na Igreja… o primeiro a falar de santidade foi Nosso Senhor Jesus Cristo.

Por isso, quando falamos desse assunto, não estamos inventando nada de novo, não estamos propondo nenhuma “moda” ou “revolução”, mas tão somente o Evangelho.

Você gostou de nosso curso “Engenharia da Santidade”? Então se prepare, pois em março lançaremos um novo conteúdo, que será a continuidade e o aprofundamento deste projeto — e que também foi gravado em forma de “retiro espiritual”.

Confira no teaser abaixo, em primeira mão, uma prévia do que espera por você:

Vamos, vamos começar do começo verdadeiramente, e vamos começar do Evangelho. [...] Todos os seres humanos têm alma, mas nem todos entraram no castelo. [...] Dentro da alma humana, existe um núcleo onde Deus habita e, se você estiver em estado de graça, ali se acende uma luz de uma formosura e de uma beleza tal, que é o próprio Céu aqui na terra. O Céu aqui na terra, se você está em estado de graça, deixa eu avisar, o Céu aqui na terra está em você. [...] A prova cabal e fundamental de que uma pessoa tem espírito não é se ela levita ou não, mas é se ela realiza obras de amor que você pode dizer: ‘Não, um ser humano não é capaz disso, somente Deus.’ [...] Nós só estaremos em paz na santidade perfeita.

Ajude-nos desde já a divulgar este conteúdo e fazer com que mais e mais pessoas tenham suas vidas transformadas pela “Engenharia da Santidade” — agora em sua segunda parte!

Dentro de alguns dias, publicaremos mais informações sobre esse lançamento, que fará você mergulhar em águas mais profundas.

Para ter acesso a este conteúdo, que ficará disponível em breve, avisamos desde já que é necessário ser aluno de nosso site. Por isso, se você ainda não estuda conosco, 

faça sua inscrição e tenha acesso hoje mesmo a todos os nossos cursos!

(Isso mesmo, com uma única assinatura, você tem acesso a todo o nosso conteúdo exclusivo, sem restrições.)

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Crescendo na fé com as encíclicas do Papa Pio XII
Doutrina

Crescendo na fé com
as encíclicas do Papa Pio XII

Crescendo na fé com as encíclicas do Papa Pio XII

O Papa Pio XII escreveu de tudo; suas encíclicas podem ser lidas com grandes proveito espiritual; e nós com certeza seremos católicos mais sábios depois de as termos lido e meditado.

Peter KwasniewskiTradução: Equipe Christo Nihil Praeponere12 de Fevereiro de 2019
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Há 60 anos, mais exatamente no dia 9 de outubro de 1958, morria Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli, que serviu a Igreja como Papa Pio XII, de 1939 a 1958. Embora haja muita agitação envolvendo Papas mais recentes (principalmente após o Vaticano II), as pessoas raramente se dão ao trabalho de aprender a respeito dos Papas anteriores ao Concílio.

A imagem de Pio XII já vem se desgastando há um bom tempo com alegações absurdas de cumplicidade com os nazistas — acusações que, mesmo havendo sido abundantemente refutadas, são sempre trazidas à tona de novo para encher novos bolsos jornalísticos. A verdadeira grandeza do homem e o enorme legado que ele deixou à Igreja, no entanto, raramente são objeto de consideração.

É surpreendente a facilidade com que os católicos somos capazes de esquecer os grandes documentos de um Pontífice falecido, como se o seguinte ofuscasse ou até mesmo fizesse calar a obra de seu predecessor. Nossa visão do desenvolvimento da doutrina cristã deve ser não hegeliana (na qual um estágio posterior confronta e suplanta um anterior, só para ser ele mesmo subsumido em uma nova e inesperada síntese), mas newmaniana [1] (na qual tudo o que é importante e veio antes é cultivado e carregado ao longo do tempo, a fim de formar a base do pensamento e da ação subsequentes).

O Papa Pio XII é um exemplo disso. Ele era intelectualmente ousado, estava pronto para lidar com qualquer assunto, dialogava com o pensamento moderno e sempre estava à procura de novas formas para explicar as antigas verdades da fé. Mas ele também era fiel à herança de Leão XIII, Pio X, Bento XV e Pio XI, Papas que sempre estavam em suas referências e dos quais ele se servia como um compositor que escreve um tema com variações.

Summi Pontificatus, de 1939, foi a encíclica inaugural de Pio XII. Com a paz precária que vivia a Europa sendo aniquilada pela blitzkrieg nazista, o Papa apresenta a visão católica dos princípios que mantêm os homens e as nações em unidade e implora ao mundo que retorne à sã doutrina da Igreja sobre as realidades políticas. Ainda que Pio XII voltasse a tratar de questões sociais em muitos documentos ao longo dos quase 20 anos subsequentes, ele não mais escreveu uma encíclica social e, até hoje, a própria Summi Pontificatus é raramente classificada assim, por não conformar-se ao padrão da encíclica Rerum Novarum.

Seu esquecimento é muito de se lamentar, no entanto, pois em muitos de seus parágrafos a Summi Pontificatus articula princípios sociais básicos em linguagem particularmente vigorosa. O Papa enfatiza que a tendência moderna ao estatismo (a “onicompetência” do Estado secular) é um erro pernicioso a se combater, e que o conceito cristão de um Estado fundado nos preceitos da lei natural exige que se dê suporte ao desenvolvimento da excelência moral e religiosa dos seus cidadãos.

Duas encíclicas inovadoras emergiram em 1943: Mystici Corporis Christi e Divino Afflante Spiritu.

Sua Santidade, o Papa Pio XII.

Dos documentos papais dedicados à eclesiologia (o estudo da Igreja enquanto tal), a Mystici Corporis Christi é seguramente o mais importante e deveria ser de leitura obrigatória para todos os católicos. Por que a Escritura chama a Igreja de “corpo” e, em particular, de corpo de Cristo? Qual a diferença entre um corpo físico, um corpo moral e um corpo místico? Como a Igreja foi gerada ao longo do tempo, e como Cristo quis “precisar” de nós, seus membros? Em que consiste nossa união com Cristo, e a união dos outros com Ele? Por que nós devemos amar a Igreja, e qual a melhor forma de fazê-lo? É com essas questões que lida essa meditação cheia de beleza e rica de doutrina.

Divino Afflante Spiritu é normalmente exaltada como uma encíclica que provocou uma “revolução copernicana” na exegese católica, a qual teria abandonado o “literalismo ingênuo” de Leão XIII na encíclica Providentissimus Deus. Mas esse é apenas (mais) um exemplo daquela interpretação tendenciosa dos documentos da Igreja que se tornou como que a marca registrada dos apparatchiks universitários. Na realidade, uma leitura imparcial mostra que Pio XII queria harmonizar as legítimas descobertas da ciência exegética moderna com as verdades inegociáveis da fé, tais como a inspiração divina e a inerrância de qualquer declaração autoral na Sagrada Escritura. Nesse sentido, o que ele fez foi menos modificar do que aumentar e refinar o pensamento de Leão XIII, lançando as bases para a Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina Dei Verbum, do Concílio Vaticano II.

Célebres, e com razão, são as encíclicas Mediator Dei, de 1947, e Humani Generis, de 1950. Em ambas Pio XII se opôs firmemente às tendências na Igreja que eram, e ainda são, nocivas à saúde do culto e da teologia católicas (já que as duas são inseparáveis).

A Mediator Dei contém um ensinamento positivo substancial sobre a natureza, o propósito e a simbologia eficaz da sagrada liturgia. Quando eu li pela primeira vez essa encíclica, anos atrás, fiquei assombrado com minha profunda ignorância do que acontecia na igreja todos os domingos. Desde então, cresceu em mim a certeza de que a pior aflição que assalta a Igreja pós-conciliar é o esquecimento do que seja o santo Sacrifício da Missa e, em particular, como ele envolve a mim, aqui e agora. Além disso, essa encíclica nos previne contra as próprias tendências litúrgicas que se tornariam dominantes em nossa época, como o antiquarianismo.

O dogma do 4.º Concílio Ecumênico, o de Calcedônia, que proclamou as naturezas divina e humana em Cristo como sendo distintas sem separação e unidas sem confusão, é o objeto da majestosa encíclica Sempiternus Rex Christus, de 1951, escrita por ocasião do 1.500º aniversário daquele Concílio; as encíclicas Evangelii Praecones, de 1951, e Fidei Donum, de 1957, falam da promoção das missões católicas ao redor do mundo, as quais estavam florescendo durante seu pontificado; a encíclica Sacra Virginitas, de 1954, exalta a virgindade consagrada; a encíclica Musicae Sacrae, de 1955, defende a música sacra tradicional e critica a música religiosa secularizada (o que faz desse documento ainda mais relevante hoje do que era 63 anos atrás); a encíclica Haurietis Aquas, de 1956, trata da devoção ao Sagrado Coração de Jesus com grande intensidade e pureza de fé; a encíclica Miranda Prorsus, de 1957, advertia os católicos de então, hipnotizados que estavam pelo cinema, pela rádio e pela televisão, a tomarem o cuidado de não entregar suas almas à indústria do entretenimento.

Cada uma das encíclicas acima pode ser lida com grande proveito espiritual, estejamos nós sozinhos na tranquilidade de nosso quarto ou reunidos em um grupo de oração e de estudos. E nós com certeza seremos católicos mais sábios depois de as termos lido.

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