CNP
Christo Nihil Præponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
Evangelize compartilhando!
Todos os direitos reservados a padrepauloricardo.org®
Blood Money - Aborto legalizado chega aos cinemas do Brasil
Notícias

Blood Money - Aborto legalizado
chega aos cinemas do Brasil

Blood Money - Aborto legalizado chega aos cinemas do Brasil

Documentário apresentado por sobrinha de Martin Luther King Jr revela os bastidores da indústria do aborto nos Estados Unidos

Equipe Christo Nihil Praeponere7 de Novembro de 2013
imprimir

Você provavelmente não verá esse filme num comercial de TV. Muito menos num anúncio de jornal. É que ele fala sobre um assunto não muito "politicamente correto" para os dias de hoje. Ele fala sobre o aborto. Blood Money, uma produção norte-americana, dirigida por David Kyle e apresentada pela ativista do movimento de negros dos EUA, Alveda King - sobrinha de Martin Luther King Jr. -, denuncia a máquina de lucros em que se transformou a indústria abortista nos Estados Unidos, desde que a infame lei Roe vs. Wade foi aprovada. O documentário chega às salas de cinema de todo o Brasil no próximo dia 15 de novembro.

" Blood Money - Aborto legalizado" é mais uma vitória contra a cultura da morte. O mercado negro do aborto vem perdendo fôlego mundo afora, e agora muito mais, graças ao empenho do movimento pró-vida. Como registrado aqui, os Estados Unidos assistiram, no início deste ano, à maior Marcha pela vida da história daquele país. 650 mil pessoas, na sua maioria jovens, reuniram-se na frente da Corte Suprema americana, a apenas poucos dias da posse de Obama - paladino dos abortistas -, para dizer um rotundo "não" à ideologia do aborto. Na ocasião, o então papa reinante, Bento XVI, expressou seus sentimentos pelo Twitter, dizendo: "Uno-me à distância a todos os que se manifestam pela vida, e rezo para que os políticos protejam ao não-nascido e promovam a cultura da vida".

E por que perde a causa abortista? Porque mente! A cultura da morte é mentirosa desde o princípio. Mente quando nega ao nascituro o direito inalienável à vida, rebaixando-o ao nível de um sub-humano ou célula cancerígena. Mente quando manipula os números de casos de aborto, criando a impressão de que se trata de um "caso de saúde pública". E mente quando ensina à mulher que ela será livre mantando seu bebê. É óbvio que uma farsa dessa proporção, mais cedo ou mais tarde, tem de cair. O mote da campanha pró-aborto não é só um atentado contra a vida inocente, é um atentado contra toda a humanidade. Uma sociedade que começa matando seus filhos termina matando a si mesma.

Por mais que se façam malabarismos para distorcer o sentido desta palavra, o fato é que o aborto se trata, sim!, de um assassinato. Isso é inegável. Com efeito, o silêncio da mídia, ou então, a sua propaganda descarada a favor dessa ideologia traduzem claramente a cegueira e a desonestidade que imperam nas redações jornalísticas. Historicamente, as grandes ditaduras do último século contaram com o expresso apoio dos jornais, ora sacralizando seus líderes, ora fechando os olhos para seus crimes. O caso agora em debate, ou seja, o aborto, ajuda a ilustrar que o perigo das ideologias ainda não é um assunto superado.

O povo deve ir aos cinemas. Contra a mentira da indústria abortista, contra o silêncio da mídia, contra o avanço da cultura da morte: fazer de Blood Money um sucesso não é só um dever, é um ato heroico. Sim, pois, num momento em que se instala no ordenamento jurídico brasileiro um vírus de "Cavalo de Tróia" - a lei 12.845, que abre uma verdadeira auto-estrada para o aborto no Brasil -, é tarefa de todos lembrar àquelas pessoas de Brasília que elas não são deuses e que, portanto, estão lá para servir, não para ditar regras contrárias à dignidade do ser humano.

É uma questão de consciência, muito mais que de religião. Assistam a Blood Money!

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Nem o espírito ama sozinho, nem o corpo
EspiritualidadeSociedade

Nem o espírito ama
sozinho, nem o corpo

Nem o espírito ama sozinho, nem o corpo

Qualquer intento de conceituar o amor recorrendo ao “campo puramente biológico” acaba por menosprezar a sua real grandeza e dignidade

Equipe Christo Nihil Praeponere4 de Novembro de 2013
imprimir

Em uma tentativa de "secularizar" o amor, os inimigos da fé se veem em polvorosa. Afinal, é possível defini-lo ou explicar sua causa sem recorrer às categorias religiosas?

Na verdade, qualquer intento de conceituar o amor que deixe de levar em conta as duas dimensões essenciais do homem – corpo e alma – acaba por menosprezar a sua real grandeza.

Combatendo uma visão dualista do homem, o Catecismo ensina que "o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza". E o Papa Bento XVI lembra que "nem o espírito ama sozinho, nem o corpo: é o homem, a pessoa, que ama como criatura unitária, de que fazem parte o corpo e a alma".

A fim de mostrar às pessoas um amor baseado na visão integral do homem, o Papa emérito, no começo de sua encíclica Deus Caritas Est, fez questão de condenar os dois erros mais comuns nesta matéria: seja a solução hedonista, que, colocando em evidência a busca do prazer, transforma o ente amado pura e simplesmente em objeto; seja a solução espiritualista, que, como a heresia gnóstica, demoniza a matéria e, por consequência, a própria sexualidade humana.

Menos comum em nossos dias, mas nem por isso menos perigosa, esta visão da sexualidade humana tendente a demonizar o corpo chega a negar, em últimas instâncias, a beleza e a sacralidade do Matrimônio. O escritor C. S. Lewis, em seu Cristianismo puro e simples, recorda que "o cristianismo exaltou o casamento mais que qualquer outra religião e quase todos os grandes poemas e amor foram compostos por cristãos. Se alguém disser que o sexo, em si, é algo mau, o cristianismo refuta essa afirmativa instantaneamente."

Ao mesmo tempo, porém, fica evidente que a sexualidade humana pode se envilecer e degradar, especialmente quando nos esquecemos desta realidade chamada "alma". De fato, se os homens não têm alma, se são meros animais avançados na escala evolutiva, o que se entende por amor não passa, na verdade, dos instintos ou hormônios humanos; se não existe nada além desta vida, o fundamento último das relações humanas não é nada, senão o simples egoísmo e a busca desenfreada de prazer. Da extraordinária condição humana, que o próprio Deus assumiu para nos redimir, passamos à irracionalidade animal. Citando Bento XVI:

"O modo de exaltar o corpo, a que assistimos hoje, é enganador. O eros degradado a puro 'sexo' torna-se mercadoria, torna-se simplesmente uma 'coisa' que se pode comprar e vender; antes, o próprio homem torna-se mercadoria. (...) Na verdade, encontramo-nos diante duma degradação do corpo humano, que deixa de estar integrado no conjunto da liberdade da nossa existência, deixa de ser expressão viva da totalidade do nosso ser, acabando como que relegado para o campo puramente biológico."[1]

São baldados os esforços de alguns cientistas ateus para definir o "amor" recorrendo ao "campo puramente biológico". Afinal, por mais que queiram construir um homem a seu modo, um homem simplesmente material, sem perspectiva de eternidade e refém de uma vida sem sentido, o homem é o que é: imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1, 26).

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Lanciano, a missa que não acabou
Espiritualidade

Lanciano, a missa que não acabou

Lanciano, a missa que não acabou

O Milagre Eucarístico de Lanciano ainda hoje desafia a ciência e chama a atenção dos fiéis católicos no mundo inteiro.

Equipe Christo Nihil Praeponere4 de Novembro de 2013
imprimir

Era uma manhã de domingo comum, na cidade italiana de Lanciano, no mosteiro de São Legoziano, onde viviam os Monges de São Basílio. O mais incrédulo deles proferia as palavras da Oração Eucarística, quando, de repente, ocorreu o inesperado. Os olhos assustados do religioso denunciavam o evento. Deus havia condecorado a sua suspeita quanto à transubstanciação com o mais prodigioso dos milagres eucarísticos de que se ouviu falar.

A hóstia convertera-se em Carne viva e o vinho em Sangue Vivo. O pequeno monge que outrora duvidara da presença real de Cristo na Eucaristia agora era obrigado a reconhecer sua tolice, pedindo perdão a Deus - e à comunidade presente - por sua falta de fé: "Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!" [1]

Comoção geral. A pequena assembleia reunida se lançou sobre o altar, chorando e clamando a misericórdia de Deus. Havia nascido um novo São Tomé. O monge ganhara a fama do cético apóstolo de Jesus e Lanciano, as multidões que se dirigiram à cidade, ano após ano, em longas peregrinações.

A princípio, os fiéis guardaram as relíquias num tabernáculo de marfim, mas, em 1713, foram transferidas para uma custódia de prata e um cálice de cristal, onde se encontram até hoje, na Igreja de São Francisco. Enquanto o Sangue se dividia em cinco fragmentos, coagulados em diferentes dimensões, a Hóstia-Carne aparentava um tecido fibroso, de coloração escura, e rósea quando iluminado pelo lado oposto.

A Igreja reconheceu o milagre de Lanciano em 1574. Mas foi somente em novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais, os responsáveis pela guarda das relíquias, tiveram a autorização para submetê-las ao exame de dois médicos. Concluída a pesquisa, em Arezzo, os renomados doutores Linoli e Bertelli publicaram um relatório, dizendo:

"A Carne é verdadeira carne, o Sangue é verdadeiro sangue. A Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago). A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana. No sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os seguintes materiais: cloretos, fósforos, magnésio, potássio, sódio e cálcio. A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário."

Os resultados foram tão impactantes que antes mesmo do fim da análise, os médicos enviaram um telegrama aos Frades, confessando-lhes o espanto: "E o Verbo se fez Carne!". É assim que o Milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que "Comei e bebei todos vós, isto é o meu Corpo que é dado por vós."

Em 1975, durante o Ano Santo, o Cardeal Karol Wotyla, futuro João Paulo II, fez uma peregrinação privada ao Santuário do Milagre Eucarístico em Lanciano. Recordando a ocasião numa visita Ad Limina dos bispos italianos dessa região, o Santo Padre insistiu para que a Eucaristia não fosse adorada “só na igreja do milagre, mas em todas as igrejas da vossa bonita terra." [2]

Curiosamente, o tipo sanguíneo das relíquias é o mesmo encontrado no Santo Sudário.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

O espírito crítico e os ataques à Igreja
Sociedade

O espírito crítico e os ataques à Igreja

O espírito crítico e os ataques à Igreja

O espírito de "criticidade" tão presente na boca dos anticlericais nada mais é que o espírito satânico do "non serviam".

Equipe Christo Nihil Praeponere1 de Novembro de 2013
imprimir

Em um mundo onde as aparências importam mais que a realidade, não são poucos os indivíduos à procura de um saber superficial, alcançado apenas para demonstrar posição social ou superioridade em relação às outras pessoas. É sintomática a cultura do "diploma", que valoriza mais um pedaço de papel, garantindo que o sujeito sentou durante alguns anos na carteira de uma universidade, do que a busca de uma sólida formação intelectual e de um conhecimento autêntico.

Nesta ânsia de inflar o próprio ego, ao invés de educar-se de verdade, figura como digna de aplausos aquela postura comumente chamada de "crítica". Qualquer pessoa que frequente alguma instituição de ensino no Brasil já ouviu ao menos uma vez esta palavra. "É preciso ser crítico", repetem os professores, pedagogos e demais formadores (ou deformadores). Em que consiste esta "criticidade", no entanto, poucos explicam.

Parece ser pacífico, porém, que alguém "crítico" não pode deixar de falar mal da Igreja Católica. No culto secular à diversidade, nenhum preconceito é tolerado, a menos que o preconceito seja dirigido à religião – e, de modo particular, à religião cristã. Neste caso, não só é permitido ser intolerante, como a própria "classe intelectual" faz questão de estimular na juventude esta espécie de intolerância.

As aulas de história são o palco preferido dos inimigos da fé. O desejo de formar espíritos "críticos" – e não de fornecer ferramentas para a boa educação – faz com que o professor socialista oculte, de modo sórdido, todos os benefícios trazidos pela Igreja para a construção da civilização ocidental. Que importa que os monges copistas tenham legado ao homem medieval e moderno toda a literatura da Antiguidade? Que importa que as universidades sejam filhas da Igreja? Que importa que tantos santos católicos tenham contribuído de modo significativo para o desenvolvimento das ciências? Ao lado de todas estas riquezas ardilosamente escondidas pela mente esquerdista estão os escândalos provocados, aqui e ali, por filhos rebeldes da Igreja – todos eles, por outro lado, prontos para ser contados aos alunos.

Assim, são alçados a símbolos da Idade Média, senão personalidades realmente perversas, figuras caricatas. Se o modelo de "católico" apresentado não é o Papa Alexandre VI, que não só comprou sua eleição pontifícia, como continuou aumentando sua prole após subir ao trono de Pedro (o que é, sem dúvida, uma página lastimável da história da Igreja), então o alvo é a Inquisição – "carta na manga" para qualquer discussão, a qualquer hora –, vista como um tribunal sanguinolento que condenava pessoas à morte supostamente porque elas não criam em Deus. Não importa que este instituto medieval tenha sido válido tão somente para católicos e que representasse, à sua época, um verdadeiro avanço na prática processual penal... Importa apenas arrumar oportunidade para destilar um ódio quase que irracional à Igreja. Qualquer pedaço de pau serve para bater nela.

Tristemente, são muitos os católicos que entram na onda. Insuflados por um espírito que pensam ser "crítico" – mas que, na verdade, nada mais é que o espírito satânico do non serviam –, repetem chavões mentirosos e acusam a Igreja de ter feito isto ou aquilo de mau – como se a santidade da Igreja, Esposa do Cordeiro, se misturasse com o pecado dos Seus indignos filhos.

A estas criaturas que, de mãos dadas com os anticlericais, vergonhosamente detratam sua Mãe, como se Cristo – a quem dizem adorar – estivesse separado de Seu Corpo, nunca foram tão apropriadas as palavras de São Josemaría Escrivá: "Não pode haver fé no Espírito Santo se não houver fé em Cristo, na doutrina de Cristo, nos sacramentos de Cristo, na Igreja de Cristo. Não é coerente com a fé cristã, não crê verdadeiramente no Espírito Santo quem não ama a Igreja, quem não tem confiança nEla, quem só se compraz em apontar as deficiências e as limitações dos que a representam, quem a julga de fora e é incapaz de se sentir seu filho." [1]

Aos que, por outro lado, estando de fora, incentivam a rebeldia e a desobediência à Igreja, cabe fazer um exercício sincero de reflexão: como é possível que justamente a conduta daqueles que não seguem os ensinamentos e diretrizes da Igreja seja a prova de que ela é má e corrupta? Quem deseja estudar arquitetura, certamente estudará Da Vinci, Michelangelo e Bernini... não os arquitetos fracassados. Quem quiser adentrar no mundo da física, com certeza lerá muito sobre Tesla, Newton e Einstein; mas, dificilmente vai ler alguma linha sobre um físico que não deu certo. Do mesmo modo, estuda-se o Cristianismo através dos homens que foram verdadeiramente cristãos, e não dos que ofereceram (ou oferecem), com sua vida, um contraexemplo. Estuda-se a Igreja por Santo Agostinho, São Justino, São Bernardo, Santo Alberto Magno e Santo Tomás de Aquino, e não por Alexandre VI ou por padres pedófilos.

A menos que o propósito de quem estuda não seja a procura da verdade, mas a difamação e a propaganda suja.

Referências

  1. São Josemaría Escrivá, O Grande Desconhecido, in É Cristo que passa, n. 130.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.