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Christo Nihil Praeponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
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Parabéns, Padre Paulo Ricardo, e obrigado!
Padre Paulo Ricardo

Parabéns,
Padre Paulo Ricardo, e obrigado!

Parabéns, Padre Paulo Ricardo, e obrigado!

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por nos ensinar a nada antepor a Cristo! Que Deus o conserve no caminho da santidade e que a sua fidelidade e perseverança continuem a inspirar também a nossa.

Equipe Christo Nihil Praeponere7 de Novembro de 2018
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Padre Paulo Ricardo,

Nossos votos de feliz aniversário resumem-se em uma palavra: gratidão.

Na homilia de hoje, providencialmente, o senhor explica a expressão que consta desde sempre no frontispício de nossa página: Christo nihil præponere, “nada antepor a Cristo”, não colocar nada antes de Cristo… É o lema do nosso apostolado, mas é também, cada vez mais, o lema que conseguimos ver na sua própria vida.

E é uma alegria muito grande para nós, seus filhos, notar como o senhor — não sem colaborar com a graça de Deus, é claro — tem resgatado em si o “primeiro amor”, não deixando que se apague a chama da caridade em sua alma. É um alento para nós porque a tentação de desanimar sempre está à espreita dos que andamos por este vale de lágrimas… As circunstâncias da vida vão nos agitando, nos movendo muitas vezes para onde não queremos ir e quantas vezes nossa vontade não vai “adaptando” esse propósito inicial de Christo nihil præponere para acomodar um apegozinho mundano aqui, um mau hábito ali…

— O nosso pai, no entanto, permanece firme — dizemos a nós mesmos. — Seremos firmes também nós. O nosso pai não abre mão de sua fé. Por que cederíamos nós? O nosso pai não se arreda da vida de oração. Por que seríamos loucos de abandoná-la? O nosso pai não desiste de Deus. Por que nós desistiríamos?

Se o senhor corre em direção à santidade, padre, também nós queremos apressar o passo e fazer-lhe companhia!

Nós sabemos bem, padre, que “maldito é o homem que confia no homem”. Maledictus homo qui confidit in homine. Mas não creio que se possam recriminar os filhos por se apoiarem no seu pai. Em uma sociedade que parece ter perdido por completo a sua referência de paternidade, Deus nos agraciou com o senhor e nós, por nossa vez, só o que queremos é agradecer a Ele… por não nos haver deixado órfãos.

Que Deus o conserve no caminho da santidade, padre, e que a sua fidelidade e perseverança continuem a inspirar também a nossa.

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A pornografia na vida de um “serial killer”
Sociedade

A pornografia na vida
de um “serial killer”

A pornografia na vida de um “serial killer”

Ted Bundy, um dos piores assassinos em série da história, se considerava “essencialmente uma pessoa normal, tinha bons amigos e levava uma vida comum, exceto por este pequeno, mas muito potente e destrutivo detalhe”.

Catholic News AgencyTradução:  e adaptação por Equipe CNP6 de Novembro de 2018
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Assassino infame, necrófilo e predador sexual, a biografia de Ted Bundy, um dos piores assassinos em série da história, ainda hoje atrai o interesse de psicólogos, que especulam o que teria levado aquele jovem e promissor estudante de Direito a cometer crimes tão terríveis.

Ted admitiu ter matado 30 jovens mulheres (inclusive meninas) na década de 1970, mas foi certamente responsável por muitos outros homicídios. Com seu aspecto charmoso e gentil, ele seduzia as vítimas e atacava-as brutalmente. Muitas delas eram universitárias jovens e atraentes da costa noroeste dos Estados Unidos.

Mas o que exatamente levava Ted Bundy a cometer esses atos hediondos? De acordo com o próprio serial killer, um grande fator que o motivou foi a pornografia violenta.

Embora o testemunho de um psicopata e assassino em série seja claramente suspeito, seu relato se assemelha ao de outros numerosos exemplos de criminosos violentos envolvidos com pornografia.

Um dia antes de ser morto na cadeira elétrica em 1989, Ted Bundy recebeu centenas de pedidos de entrevista dos meios de comunicação. Ele rejeitou todos e só concedeu sua entrevista final ao Dr. James Dobson, fundador da organização Focus on the Family, a quem ele acreditava ter algo importante a dizer.

Nesta entrevista exclusiva (que pode ser vista, com legendas em português, aqui), Ted apresentou a pornografia como uma explicação possível para seu comportamento. “Eu era essencialmente uma pessoa normal, tinha bons amigos e levava uma vida comum, exceto por este pequeno, mas muito potente e destrutivo detalhe, que eu mantinha em absoluto segredo e não compartilhava com ninguém”, disse.

Ted Bundy diz que primeiro descobriu “pornografia leve” em mercearias, e foi compelido a consumir mais, em formas cada vez mais violentas. “Como um vício, você fica desejando uma coisa mais forte, que lhe dê uma excitação maior, até que chega um ponto em que a pornografia vai longe demais”.

Ted Bundy.

O material foi, segundo ele, um “elo indispensável na cadeia de comportamentos” que o levou aos ataques e assassinatos. Era também um fator comum a outros infratores violentos que ele encontrou durante sua estadia na prisão. “Vivi na prisão por muito tempo e conheci muitos homens motivados a cometer violência assim como eu e, sem exceção, todos eles eram profundamente envolvidos com pornografia. Sem dúvida, sem exceção, profundamente influenciados e consumidos pelo vício em pornografia”, acrescentou.

Questionado sobre seu veredito, ele declarou: “Eu acho que a sociedade merece ser protegida de mim e de pessoas como eu. Disso eu tenho certeza.”

Contudo, ele disse, “pessoas bem-intencionadas condenarão a conduta de um Ted Bundy ao mesmo tempo que elas passam por uma banca de revistas repleta dessas mesmas coisas que põem as crianças no caminho de se tornarem Ted Bundys. Essa é a ironia”.

Ainda que seja uma relação de causalidade difícil de comprovar, muitos delinquentes violentos têm uma forte ligação com a pornografia, inclusive assassinos famosos.

Brian Mitchell, que sequestrou e manteve cativa a jovem Elizabeth Smart, de 14 anos, em 2002, também era viciado em pornografia. Em 2016, depois de sua libertação, Elizabeth falou ao grupo Fight the New Drug sobre o impacto que a pornografia havia deixado em seu algoz.

Assistir a pornografia não era o bastante para ele. Ter sexo com a própria esposa, depois de ter visto pornografia, não era o suficiente para ele”, ela conta. “E então isso o levou a finalmente sair e me sequestrar. Ele sempre só queria mais.”

Ela se lembra de quando, uma vez, Brian “estava realmente excitado e como que empolgado com algo”. Seu entusiasmo era com um vídeo de pornografia pesada, que ele forçou a menina a assistir e a reencenar com ele. “Eu me lembro que ele se sentava e ficava assistindo àquilo”, conta Elizabeth. “Ele só falava dessas mulheres e, então, quando estava satisfeito, ele se voltava para mim e dizia: ‘Agora nós vamos fazer isso’.”

“Isso só o levou a me estuprar ainda mais. Mais do que ele já fazia, e era muito.”

Não fosse a pornografia, Elizabeth diz não saber se Brian a teria raptado. “Tudo o que eu sei é que a pornografia tornou meu inferno nesta terra ainda pior.”

Estudos mostram uma correlação entre o consumo de pornografia e a comissão de crimes violentos. Uma análise de 1995 de 33 diferentes pesquisas mostra que assistir a pornografia faz aumentar comportamentos agressivos, desde ter fantasias violentas até chegar ao ponto de realmente cometer ataques do gênero. Um estudo conduzido pela Universidade de Nova Hampshire mostrou que estados norte-americanos com maior índice de leitores de revistas pornográficas também têm as maiores taxas de estupro.

Outros criminosos violentos que assistiam frequentemente a pornografia e se tornaram infratores incluem:

  • Mark Bridger, que sequestrou, violentou e matou April Jones, de 5 anos, e mantinha imagens explícitas de abuso sexual infantil em seu computador pessoal;
  • o serial killer britânico Stuart Hazell, que guardava imagens de pornografia infantil e de bestialismo, e que tirou fotos íntimas de uma vítima sua de apenas 12 anos (há evidências de que ele a estuprou antes de matá-la); e
  • Jeffrey Dahmer, outro assassino em série, que revelou durante uma entrevista que parte de sua rotina antes de procurar por sua próxima vítima incluía o ato de ver pornografia.

A pornografia virtual é um dos vícios que mais crescem no mundo, ao lado da cocaína e dos jogos de azar. Outrora confinada às páginas de uma Playboy clandestina, a pornografia agora pode estar nas mãos de qualquer um com um smartphone, e está mais prolífica e anônima do que nunca. Os sites de vídeos pornográficos estão entre os mais visitados do mundo. Com o acesso crescente, também tem aumentado a consciência dos vícios em pornografia, com várias celebridades vindo a público denunciá-la, numerosas autoridades públicas relacionando-a a uma verdadeira crise de saúde pública e grupos antipornografia se formando para ajudar os dependentes a se livrar dessa miséria.

Também aqui, em nosso site, dispomos de um conteúdo para ajudar as pessoas que sofrem com esse vício. Trata-se do curso O Mal da Pornografia e da Masturbação. Assista e comece hoje mesmo a trilhar o caminho da restauração!

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“Como se fosse uma praga”
Sociedade

“Como se fosse uma praga”

“Como se fosse uma praga”

Chegamos ao ponto em que “evitamos a vida como se fosse uma praga ou a descartamos como se não significasse nem valesse nada, arrogando-nos o direito de decidir” quando os seres humanos devem ou não viver.

Peter Kwasniewski,  LifeSiteNews.comTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere5 de Novembro de 2018
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O filósofo francês Gabriel Marcel disse uma vez: “A mulher grávida leva dentro de si a própria esperança”.

Mas o que é que nós, seres humanos, tanto esperamos? Esperamos o amor das outras pessoas, esperamos uma vida plena, amizade, alegria. Esperamos, em última análise, a própria felicidade, entendida não como um sentimento agradável e mal definido, mas como a realização de todos os nossos desejos e anseios, como a cura das nossas feridas, a recuperação das nossas forças, a revelação do sentido de tudo o que fomos, fizemos e sofremos.

Preferiríamos viver sem pão a viver sem esperança. Com ela, é possível resistir a torturas as mais desumanas, como se vê na vida dos mártires; sem ela, mesmo as coisas boas da vida tornam-se insípidas e perdem o atrativo.

O cristianismo surgiu num mundo que cambaleava, embriagado, entre a superstição e o esoterismo, entre o desespero do tédio e o narcisismo insaciável,  e abriu nele um caminho nobre, luminoso e libertador. O cristianismo foi sentido realmente como uma “lufada de ar fresco”, como a boa nova de um novo sentido e propósito para a vida.

Os cristãos eram conhecidos por sua gentileza e hospitalidade — e sobretudo, como testemunham alguns documentos antigos, por não exporem os próprios filhos à morte, como faziam os pagãos. O cristianismo fez com que valesse a pena de novo não só viver, mas também dar a vida a outros. Diferentemente dos pagãos, os cristãos não tentavam evitar ou “interromper” a gestação, nem descartavam os filhos “indesejados”. Sabiam que Deus velava por eles com amor, querendo-os como a seus filhos, e por isso se tornaram capazes de cuidar dos outros com amor.

Eis o poder do amor que a religião de Cristo trouxe ao mundo. Nenhuma outra religião se lhe assemelha; nenhuma promete o que ela promete; nenhuma confirma as próprias promessas com um número tão grande de amantes heróicos e maravilhas, isto é, com santos e milagres. Sob o reinado do cristianismo, reconhecia-se o valor intrínseco da vida; e, com efeito, o seu valor tornou-se “quase infinito” graças à divinização do homem realizada pelos sacramentos e à vida eterna à qual eles conduzem.

No entanto, uma vez que a graça supõe a natureza, podemos dizer também que a bondade da vida — o valor de estar vivo — é uma verdade elementar. A humanidade inteira sente-se inquestionavelmente apegada à vida, e não há quem não afirme que a vida é o bem primário e mais básico de todos, sem o qual seria impossível haver qualquer outro bem. O coração de quem realmente ama, além disso, anseia por vida e crescimento, assim como a criança que é fruto natural do amor dos pais.

Por isso, chegar ao ponto em que evitamos a vida como se fosse uma praga ou a descartamos como se não significasse nem valesse nada, arrogando-nos o direito de decidir quando uma vida deve ou não ser vivida, e não só a nossa, mas também a de outros — chegar a este ponto, ia dizendo, é divorciar-se da realidade, é distanciar-se da bondade da vida, é cair na ilusão de que a vida é um problema sobre o qual nós temos a palavra final.

Nós mesmos, não havendo cometido nenhum crime que mereça a pena de morte, não admitiríamos um suposto ‘direito’ dos outros sobre nossas vidas. (Muito menos no Brasil, onde a pena capital sequer existe — Nota da Equipe CNP.) É portanto uma contradição monstruosa que, ao mesmo tempo, reclamemos um poder tirânico sobre a vida dos nascituros, de futuros homens e mulheres como nós, que nada fizeram para merecer ser eliminados da existência.

Nessa luta contra o matrimônio, a procriação e a defesa da vida, precisamos nos dar conta de que estamos diante de uma combinação de niilismo metafísico e egoísmo espiritual muito mais poderosa do que qualquer arma humana ou sistema político: trata-se de uma corrupção diabólica da inteligência e do coração que não pode ser vencida a não ser pela oração, o jejum e o martírio, como os erros e os crimes que os primeiros cristãos tiveram de enfrentar.

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Novena pelas almas do Purgatório
Oração

Novena pelas almas do Purgatório

Novena pelas almas do Purgatório

Nesta novena escrita por Santo Afonso de Ligório, supliquemos a Deus, em nosso favor, a graça da salvação e, em favor das almas do Purgatório, a graça de serem admitidas o mais depressa possível à presença de Deus.

Santo Afonso Maria de Ligório,  Senza Pagare5 de Novembro de 2018
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Orações iniciais para todos os dias da novena

Ato de contrição. — Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, Criador e Redentor meu, em quem firmemente creio e espero e a Quem amo mais que a mim mesmo, mais do que todas as coisas, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração por vos ter ofendido, por serdes Vós quem sois, tão bom, santo, amável e adorável; pesa-me também, porque com os meus pecados tenho merecido as penas do Purgatório, e, quem sabe, se também os tormentos eternos do Inferno.

Proponho, ajudado com a Vossa graça, nunca mais pecar, fugir de todas as ocasiões de ofender-Vos, confessar-me, corrigir e emendar os meus erros e perseverar até à morte na Vossa amizade. Peço-vos, meu Deus, esta graça, pelo amor que tendes às benditas almas do Purgatório, pelos méritos da Vossa paixão e pelas dores da Vossa aflitíssima Mãe. Amém.

Oração inicial. — Ó Pai Eterno, amoroso e misericordioso, que impelido pela Vossa infinita misericórdia, tanto amastes o mundo, a ponto de lhe dardes o vosso Filho Unigênito, para que aqueles que n’Ele crerem não pereçam, mas vivam eternamente, permitireis acaso, ó Senhor, que sofram ainda por muito tempo no Purgatório essas almas queridas, filhas Vossas e esposas de Jesus Cristo, que as comprou com o preço infinito do Seu Sangue?

Tende piedade dessas aflitas prisioneiras e livrai-as das suas penas e tormentos. Tende também compaixão da minha pobre alma, livrando-a do abismo do pecado. E se a Vossa justiça, não satisfeita ainda, exige maior reparação pelas faltas que cometeram, ofereço-vos os atos de virtudes que praticar durante esta novena.

Nada, ou muito pouco, valem todos eles, é verdade; mas eu vo-los ofereço unidos aos merecimentos de Jesus Cristo, às dores de Sua Mãe Santíssima e às virtudes heroicas de todas as almas justas que até hoje têm vivido no mundo. Compadecei-vos dos vivos e dos defuntos e concedei-nos a todos a graça de cantarmos um dia no Céu os triunfos da Vossa misericórdia. Amém.

Meditar o dia da novena e depois fazer as orações finais.


Primeiro dia

São muitas as penas que sofrem as benditas almas do Purgatório; mas a maior de todas é o pensamento de que foram elas próprias a causa dos seus sofrimentos pelos pecados que cometeram em vida.

Ó Jesus, Salvador meu! Eu, que tantas vezes tenho merecido o Inferno, que pena não experimentaria agora, se me visse condenado, ao pensar que eu próprio fora a causa da minha condenação? Dou-Vos infinitas graças pela paciência que tendes tido em me suportar.

Amo-vos, meu Deus, sobre todas as coisas, porque sois a Bondade Infinita; arrependo-me de todo o meu coração de vos ter ofendido e antes quero morrer, do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da perseverança; tende piedade de mim e das benditas almas que sofrem no ardente fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com as vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Formar a generosa resolução de rezar todos os dias da novena em sufrágio das benditas almas.

Fazer as orações finais (mais abaixo).

Segundo dia

A pena que em segundo lugar atormenta excessivamente as benditas almas é a recordação do tempo que perderam durante a sua vida, durante o qual teriam podido adquirir maiores méritos para o Céu; e a lembrança de que esta perda é para sempre irreparável, pois que com a vida termina o tempo de merecer.

Infeliz de mim, Senhor! Que, por espaço de tanto anos, tenho vivido sobre a terra, durante os quais só tenho merecido os castigos do Inferno.

Dou-vos infinitas graças por me concederdes ainda tempo para remediar o mal que tenho feito. Arrependo-me, meu Deus, de vos ter ofendido, a Vós que sois infinitamente bom. Auxiliai-me para que, daqui até o fim da minha vida, empregue todos os momentos unicamente em servir-vos e amar-vos. Tende piedade de mim e dessas almas benditas que sofrem no Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com as vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Assistir pela manhã, e sempre que se possa, ao Santo Sacrifício da Missa, em sufrágio das almas do Purgatório.

Terceiro dia

Outra pena das maiores, que afligem as benditas almas do Purgatório, é a consideração dos pecados que estão expiados. Na vida presente não se conhece bem a fealdade dos pecados, mas compreende-se claramente na outra, e esta é uma das mais vivas dores que sofrem as almas no Purgatório.

Ó meu Deus! Amo-vos sobre todas as coisas porque sois a Bondade Infinita; pesa-me de todo o meu coração de vos ter ofendido; antes quero morrer que tornar a ofender-vos; concedei-me a graça da santa perseverança; tende piedade de mim e das almas santas que estão ainda a purificar-se naquele fogo abrasador.

E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas, e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Pela manhã procuraremos sofrer com paciência os trabalhos que Deus nos enviar e as ofensas do nosso próximo, em sufrágio das benditas almas.

Quarto dia

Uma outra pena que muito aflige no Purgatório as almas, esposas de Jesus Cristo, é o pensamento de que, durante a vida, desgostaram com suas culpas aquele Deus a quem tanto amam. Têm-se visto penitentes morrer de dor, ao meditar que ofenderam um Deus tão bom. Muito melhor que nós, conhecem as almas do Purgatório quão amável é Deus, e por conseguinte amam-No com todas as forças do seu coração, e, ao meditar que o desgostaram nesta vida, experimentam uma dor superior a qualquer outra.

Ó meu Deus! Porque sois a infinita bondade, arrependo-me de todo o meu coração de vos ter ofendido, antes quero morrer do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança; tende piedade de mim e daquelas santas almas que sofrem ainda no fogo do Purgatório e que vos amam de todo o seu coração. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Formemos o propósito de beijar pela manhã três vezes a terra, em sufrágio das benditas almas, e em satisfação das palavras altivas que dissermos; e, se quisermos humilhar-nos mais, poderemos fazer com a língua uma pequena cruz no chão.

Quinto dia

Outra pena que tortura horrivelmente as benditas almas do Purgatório é o terem de sofrer os ardores de um fogo abrasador sem saber quando terão fim os seus tormentos. É verdade que têm certeza de ver-se um dia livres deles; mas é um tormento gravíssimo para elas a incerteza do tempo em que hão de acabar.

Ó Senhor! Que grande desgraça seria a minha, se me tivésseis precipitado no Inferno, nesse lugar de tormentos donde com certeza nunca mais tornaria a sair! Amo-vos sobre todas as coisas, Bondade Infinita, e arrependo-me de vos ter ofendido; antes quero morrer que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça por intermédio das santas almas que estão ainda a acabar de purificar-se no fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Não comer nada fora das horas costumadas, ou fazer alguma mortificação corporal em sufrágio das almas do Purgatório.

Sexto dia

Quanto maior é a consolação que as benditas almas do Purgatório sentem, proporcionada pela recordação da Paixão de Jesus Cristo, por cujos méritos se salvaram, e do Santíssimo Sacramento do Altar, que tantas graças lhes dispensou e dispensa ainda, por meio de Missas e comunhões por elas aplicadas, tanto mais as atormenta o pensamento de não terem correspondido durante a vida a estes dois grandes benefícios do amor de Jesus Cristo.

Ó meu Senhor Jesus Cristo! Vós morrestes também por mim e tendes vos dado muitas vezes a mim na Sagrada Comunhão; e eu sempre vos tenho correspondido com negra ingratidão; mas agora amo-vos sobre todas as coisas, meu sumo Bem. Arrependo-me de todo o coração de vos ter ofendido e prefiro antes a morte que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança e tende piedade de mim e das almas que ainda sofrem no Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Aplicar em sufrágio das almas do Purgatório uma indulgência parcial que se pode lucrar por cada vez que se disser devotamente: “Jesus, Maria e José, eu vos dou meu coração e minha alma”.

Sétimo dia

Aumenta também o sofrimento das benditas almas do Purgatório a lembrança dos benefícios particulares que receberam de Deus, como o ter nascido em país católico, ter recebido o Batismo e haver Deus esperado que fizessem penitência de seus pecados para conseguirem o perdão dos mesmos; porque todos estes favores lhes fazem conhecer agora melhor a ingratidão com que corresponderam a Deus.

Ó meu Deus! Quem tem sido, mais ingrato do que eu? Vós tendes me esperado com tanta paciência, tendes-me tantas vezes e com tanto amor perdoado os meus crimes, e eu, depois de tantas promessas, tenho voltado a ofender-vos novamente.

Oh! Não me precipiteis no Inferno. Ó Bondade Infinita! Arrependo-me sinceramente de vos ter ofendido e antes quero morrer, do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança e compadecei-vos de mim e das almas que gemem ainda no fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Dar uma esmola em sufrágio das almas do Purgatório.

Oitavo dia

Outra pena que muito tortura as benditas almas do Purgatório, é o pensamento de que, durante a sua vida, Deus usou para com elas de muitas misericórdias especiais que não dispensou a muitas outras; e a lembrança também de que com os seus pecados O obrigaram muitas vezes a retirar-lhes a sua amizade e a condená-las ao Inferno, ainda que depois lhes tenha concedido o perdão e a graça da salvação.

Senhor, eu sou um desses ingratos que, depois de ter recebido de Vós tantas graças, tenho desprezado o vosso amor e vos obriguei a condenar-me ao Inferno. Mas agora, ó Bondade Infinita, prometo que vos amarei sempre sobre todas as coisas; arrependo-me, de toda a minha alma, de vos ter ofendido e antes quero morrer, que tornar a ofender-vos.

Concedei-me a graça da santa perseverança, e tende piedade de mim e das almas do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — O maior sufrágio que de nós reclama as benditas almas, e o mais importante para nós e agradável a Deus, é fazermos por elas uma boa confissão, não calando pecado algum, e com verdadeira dor e arrependimento.

Nono dia

São grandes todas as penas que sofrem as almas no Purgatório; o fogo, o tédio, a escuridão, a incerteza do tempo em que hão de ver-se livres de todos estes tormentos; mas a maior de todas é o verem-se separadas do seu divino Esposo e privadas dos prazeres da sua companhia.

Ó meu Deus! Como tenho eu podido viver tantos anos longe de Vós e privado de vossa graça? Ó Bondade Infinita, amo-vos sobre todas as coisas; arrependo-me, de todo o meu coração, de vos ter ofendido e antes quero morrer do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança, e não permitais que torne a cair outra vez no vosso desagrado.

Peço-vos que tenhais compaixão das santas almas do Purgatório, as alivieis nos seus tormentos e abrevieis o tempo do seu desterro, admitindo-as o mais depressa possível à graça de vos amarem para sempre no Céu. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas, e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Formemos uma firme resolução de oferecer todas as nossas obras satisfatórias em sufrágio das necessitadas almas do Purgatório.


Orações finais

Encomendamos agora a Jesus Cristo e à sua Santíssima Mãe todas as almas do Purgatório e, em especial, as dos nossos parentes, benfeitores, amigos e inimigos e, sobretudo, as daqueles por quem temos obrigação de pedir.

Súplicas a Nosso Senhor Jesus Cristo, para que, pelas dores da sua Paixão, Se compadeça das almas do Purgatório:

  • Ó dulcíssimo Jesus, pelo suor de sangue que derramastes no Horto do Getsêmani, tende piedade das almas do Purgatório.
  • Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa crudelíssima flagelação, tende piedade das almas do Purgatório.
  • Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa coroação de espinhos, tende piedade das almas do Purgatório.
  • Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes levando a Cruz, tende piedade das almas do Purgatório.
  • Ó dulcíssimo Jesus, pela imensa dor que sofrestes ao separar-se a Vossa alma do Vosso sacratíssimo Corpo, tende piedade das almas do Purgatório.

Encomendemo-nos a todas as almas do Purgatório, dizendo:

Ó almas benditas, já que pedimos a Deus por vós, que tão amadas sois do Senhor, e tendes a certeza de nunca mais O perder, pedi-lhe por nós também, que estamos ainda em perigo de condenar-nos e perder a Deus para sempre. Amém.

V. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno.
R. E a luz perpétua os ilumine.
V. Descansem em paz.
R. Amém.
V. Senhor, ouvi a minha súplica.
R. E eleve-se até Vós o meu clamor.

Oração. — Ó Deus, Criador e Redentor de todos os homens, concedei às almas de vossos servos e servas (e, em especial, à alma de…) a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, por nossas humildes súplicas, obtenham da Vossa misericórdia o perdão que sempre desejaram. Vós, que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

Oração às benditas almas, livres do Purgatório pelos nossos sufrágios (para o último dia da novena). — Ó felizes e bem-aventuradas almas, que tivestes a graça de entrar na pátria celestial! Felicitamo-vos com toda a efusão do nosso coração e em nome de toda a Igreja vos damos mil felicitações. Alegramo-nos convosco; unimos nossa alegria à dos Santos e Bem-aventurados; juntamos nossos louvores aos que vós rendeis ao Criador por tão imenso favor. Sim, almas ditosas, regozijai-vos.

Já não há para vós tristezas nem angústias; acabaram-se já os perigos e as tentações. Agora tendes a paz, a felicidade, a alegria, o gozo, a consolação e o eterno descanso dos bem-aventurados. Que glória para vós se com os nossos sufrágios antecipamos a vossa eterna felicidade! Triunfai, pois, reinai e gozai do Céu, mas não esqueçais de nós, que ainda combatemos sobre a terra; olhai-nos com compaixão, porque estamos rodeados de numerosos e terríveis inimigos.

Já que sois tão poderosas perante Deus, rogai pelos vossos devotos, para que sejamos fiéis e constantes no serviço de Deus e possamos também louvá-Lo e bendizê-Lo um dia convosco eternamente na glória celeste. Amém.

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