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O gatilho que faltava para sua mudança de vida!
Espiritualidade

O gatilho que faltava
para sua mudança de vida!

O gatilho que faltava para sua mudança de vida!

“Todo santo tem um passado, todo pecador tem um futuro.” Conheça um pouco do curso que pode ser o gatilho que faltava para sua mudança de vida!

Equipe Christo Nihil Praeponere2 de Agosto de 2018
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Caríssimo visitante do site do Padre Paulo Ricardo,

Oscar Wilde, um escritor inglês do século XIX que, depois de viver na devassidão, morreu arrependido nos braços da Santa Mãe Igreja, disse certa vez que “todo santo tem um passado e todo pecador tem um futuro”.

Isso significa que os santos foram feitos do mesmo material humano de que fomos feitos. Por isso, também nós, eu e você, se cooperarmos com a graça de Deus, podemos ser transformados e chegar à plena maturidade do amor.

Mas talvez você esteja simplesmente cansado… Cansado de tanto tentar. Cansado de tanto cair e se reerguer. Cansado de caminhar e aparentemente não sair do lugar. Ou, ainda pior, cansado de achar que o que está fazendo é só voltar para trás…

Se você se encontra nessa situação, nós, do site do Padre Paulo Ricardo, estamos preparando um curso muito especial, que pode ser realmente o gatilho que faltava para a sua mudança de vida.

Engenharia da Santidade” é um retiro espiritual, com 13 formações exclusivas, explicando a todos os que estão dando os primeiros passos na vida espiritual o que é necessário fazer de concreto para progredir e chegar à santidade.

A diferença deste para outros cursos de nosso site, que já falam de vida interior, é bem simples: ao invés de falar para a câmera, você verá Padre Paulo Ricardo fazendo pregações presenciais, conversando diretamente com as pessoas e respondendo-lhes as perguntas.

Por isso, anote desde já em sua agenda! Nosso curso será lançado no próximo dia 20 de agosto, às 21h, com uma transmissão ao vivo para todos os nossos alunos. Assim,

  • se você ainda não é nosso aluno, faça hoje mesmo a sua inscrição em nosso site! Com uma única assinatura, você ganha acesso irrestrito não só a este curso, mas a todo o nosso conteúdo. 
  • se você já é nosso aluno, repasse esta mensagem a seus amigos e ajude-nos a divulgar esse material!

Você tem jeito!

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Pais de Maria, avós de Jesus
Santos & Mártires

Pais de Maria, avós de Jesus

Pais de Maria, avós de Jesus

“São Joaquim e Sant’Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu a nós.”

Equipe Christo Nihil Praeponere26 de Julho de 2018
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No dia 26 de julho, celebramos a memória de São Joaquim e Santa Ana, pais da Santíssima Virgem Maria e, portanto, avós de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Esta celebração nos convida a rezar pelos avós, que na família são os depositários e, muitas vezes, as testemunhas dos valores fundamentais da vida. “A tarefa educativa dos avós é sempre muito importante, e torna-se ainda mais quando, por diversos motivos, os pais não são capazes de assegurar uma presença adequada ao lado dos filhos, na idade do crescimento” [1].

São Joaquim e Sant’Ana e a tarefa educativa dos avós

Em 2013, quando esteve no Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco destacou que “São Joaquim e Sant’Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós. Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé!” [2].

Na festa de São Joaquim e Sant’Ana, somos chamados a recordar “como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família” [3].

Em sua casa paterna, a Virgem Maria cresceu cercada do amor e da solicitude de Joaquim e Ana. Ela aprendeu de Santa Ana como ser mãe. Embora tivesse renunciado à maternidade, o Pai do céu, aceitando a sua doação total, deu a Nossa Senhora a graça da mais perfeita e mais santa maternidade: a maternidade divina!

“Cristo”, ensina S. João Paulo II, “do alto da Cruz, transferiu em certo sentido a maternidade d'Aquela que O gerara, dando a esta por objeto, em vez de Si, o discípulo predileto, e ao mesmo tempo fez que ela abrangesse toda a Igreja, todos os homens” [4]. Sendo assim, como herdeiros da promessa (cf. Gl 4, 28-31) divina, encontramo-nos abrangidos por esta maternidade e experimentamos a sua santa profundidade e plenitude.

Por isso, recordemos que foi precisamente Santa Ana a primeira a ensinar a Virgem Maria, sua diletíssima filha, como devia ser Mãe.

A devoção a São Joaquim e Sant’Ana

Consideremos, pois, quão agradável deve ser a Nossa Senhora a devoção aos seus santos pais, aos quais se reconhece de mil modos obrigada. Conforme uma tradição antiquíssima, São Joaquim e Santa Ana ficaram muitos anos sujeitos à “vergonha” da esterilidade. Se finalmente da sua santa união nasceu essa Menina celestial, foi porque, pelas orações, vigílias, jejuns e esmolas, Joaquim e Ana fizeram “violência” a Deus.

São Joaquim e Santa Ana foram os primeiros que, aqui na terra, amaram Nossa Senhora, e, como afirmam São Jerônimo e Santo Epifânio, foi por ordem da Santíssima Trindade que lhe puseram o nome de Maria, que pelas suas sublimes significações já indicava os altos ofícios a que ela era destinada.

“A Virgem menina fiando”, do séc. XVI.

Quando a Menina Maria completou três anos de idade, tomaram-na nos braços e, carregando-a alternadamente na longa viagem de Nazaré a Jerusalém, apresentaram-na no Templo, a fim de cumprir a promessa que fizeram a Deus. A celeste Menina ficou no Templo até seus doze anos. Este sacrifício custou bastante a São Joaquim e a Sant’Ana, mas o fizeram para se conformar com a vontade de Deus e em vista do grande bem que disso devia resultar para a sua amada filha.

Quando Joaquim e Ana morreram, deixaram à Bem-aventurada Virgem todos os seus bens, particularmente a casa de Nazaré, na qual o Filho de Deus encarnado passou a maior parte de sua vida, em submissão a São José e à sua castíssima esposa.

Depois de Deus, é a São Joaquim e Santa Ana que Maria Santíssima é devedora de tudo que tem, e daí podemos ter uma noção de como deve ser agradável a ela se a ajudarmos no seu tributo de gratidão, praticando a devoção a esses grandes santos.

Se é tão agradável à Santíssima Virgem a devoção para com seus amados pais, procuremos ser-lhes particularmente devotos, a fim de darmos a ela maior satisfação. Cada ano, na festa de São Joaquim e Santa Ana, recebamos o Santíssimo Sacramento em sua honra, e desde hoje tomemos a resolução de os amar com o mesmo amor com que os amam e amarão eternamente Jesus e Maria.

Agradeçamos muitas vezes à Santíssima Trindade os dons, as graças e as prerrogativas que concedeu aos santos pais de Nossa Senhora e, em todas as nossas necessidades, recorramos a eles com inteira confiança. Esforcemo-nos principalmente em imitar os exemplos de virtude que eles nos deixaram, em particular o amor que tiveram a Maria Santíssima.

Oração a São Joaquim e Santa Ana

Ó progenitores digníssimos de Maria sempre Virgem, São Joaquim e Santa Ana, eu, vosso servo humilde, cheio de confiança em vossa bondade, ofereço-me hoje todo a vós e proponho honrar-vos sempre o mais possível, para contentar o coração de vossa santíssima filha, minha rainha Maria. Não vos dedigneis de me aceitar por vosso servo e de me ajudar em todas as necessidades, tanto da alma como do corpo. Obtende-me especialmente uma terníssima devoção para com vossa filha e minha amadíssima Mãe.

Ó meus santos protetores, quisera eu amar a Maria assim como vós a amastes. Mas este desejo é superior às minhas forças, meu coração está demais apegado às criaturas para se elevar tão alto. A vós recorro, portanto, e rogo-vos, pelo amor da mesma Virgem, me alcanceis a graça de a amar, honrar e servir com todas as minhas forças; e juntamente com a devoção à Maria, obtende-me um amor ardentíssimo para com Jesus Cristo, seu divino Filho e vosso descendente segundo a carne [5].

Referências

  1. Papa Bento XVI, Angelus em Les Combes (Vale de Aosta), em 26 de julho de 2009.
  2. Papa Francisco, Angelus no Rio de Janeiro (JMJ), em 26 de julho de 2013.
  3. Id.
  4. Papa João Paulo II, Homilia em 10 de dezembro de 1978.
  5. S. Afonso M.ª de Ligório, Meditações: para todos os dias e festas do ano, t. 3. Friburgo: Herder & Cia, 1922, pp. 240-243.

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É verdade que a nossa fé é cega?
Fé e Razão

É verdade que a nossa fé é cega?

É verdade que a nossa fé é cega?

A nossa fé católica é cega? Ela nos é “imposta” pela Igreja? Somos por acaso proibidos de investigar os fundamentos de nossa fé?

Frei Boaventura Kloppenburg20 de Julho de 2018
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“O católico brasileiro já não raciocina com a cabeça alheia, já não aceita o regime da fé cega, imposta pela Igreja, que nega até o direito de procurar-lhe os fundamentos”.

Não é certamente a declaração de um verdadeiro e sincero católico brasileiro, mas desses católicos que o são apenas de nome, e que na realidade são espíritas, isto é, anticatólicos. Temos aí três acusações a serem tomadas em consideração: a) que a nossa fé católica é cega; b) que ela nos é imposta pela Igreja; e c) que somos proibidos de investigar os fundamentos de nossa fé. Vejamos tudo isso.

Primeira acusação: É cega a fé dos católicos? Pode esta cegueira ou obscuridade referir-se a duas coisas: ou ao objeto de fé, ou aos seus motivos. Se os espíritas querem dizer que é cega a nossa fé porque cremos sem motivos suficientes, então estão erradíssimos e mostram grande ignorância. Falaremos logo mais sobre isso. Mas se eles pensam que a nossa fé é cega porque é obscuro seu objeto, aí eles têm razão. Isso, todavia, de modo nenhum pode ser censurado. É essencial à fé.

É por isso que o crer se contrapõe ao ver. Quantas coisas nós cremos sem ver e só por testemunho humano! Irrazoável, blasfemo e pecaminoso seria não crer na palavra de Deus, apesar de saber que Deus falou e que é infinitamente sábio e veraz.

Segunda acusação: A fé nos é imposta pela Igreja? Absolutamente não! A Igreja apenas continua a missão de Cristo e dos Apóstolos: “Ide, ensinai a todas as gentes a observar tudo o que vos tenho mandado” (Mt 28, 20); “quem crer e for batizado, será salvo; quem não crer, será condenado” (Mc 16, 16).

Cumprindo esta sua missão, a Igreja propõe a doutrina e os mandamentos de Cristo. O ato de fé deve ser sempre livre e espontâneo da parte de quem o aceita. Queres salvar-te? — pergunta a Igreja ao homem. — Então crê o que Cristo ensinou. Não queres crer? Não te obrigo contra tua vontade; mas não te salvarás…  “Quem não crer será condenado”. É palavra de Cristo, do Salvador e não da Igreja. Ela apenas repete.

Terceira acusação: Somos proibidos de procurar os fundamentos de nossa fé?  Isso é repetido mil vezes pelos espíritas, ou porque são ignorantes, ou porque querem caluniar.

Dizem que nós não pensamos nem estudamos; que nós cremos sem nada examinar, sem verificar o conteúdo da nossa fé; que qualquer indagação um pouco mais aprofundada dos nossos dogmas teria como resultado uma mão cheia de verdades quebradas, desconexas, contraditórias, irracionais etc.; que, portanto, nós aceitamos as ideias mais abstrusas, não nos preocupando nem com a lógica, nem com o bom senso, nem tendo a menor ideia das recentes descobertas feitas pelas ciências exatas; que nós nos entrincheiramos pertinazmente atrás dos dogmas, tendo um pavor imenso de qualquer pessoa que sabe pensar e cerrando obstinadamente os olhos para não ver os resultados dos estudos modernos.

Assim podemos ler em Leão Denis que a Igreja Romana, durante quinze séculos, sufocou o pensamento; que ela sempre se esforçou por impedir o homem de usar do direito de pensar; que ela se nos apresenta despoticamente com as palavras “crê e não raciocines; ignora e submete-te; fecha os olhos e aceita o jugo” (Cristianismo e Espiritismo, 50.ª ed., p. 126s).

Mas a verdade é que a Igreja, desde o princípio, tem favorecido de todos os modos o estudo sério e aprofundado das verdades da fé.

Homens houve, inteligentes, sérios e santos, em todos os tempos, que, amparados e fomentados pela Igreja, dedicaram a vida inteira ao estudo das verdades da fé. A ciência que se dedica a este estudo chama-se teologia. E só o ignorante em história pode repetir as acusações ineptas de Denis.

Nunca a Igreja proibiu ou impediu a investigação séria da fé. Os livros para estudar as bases da fé católica estão à disposição de todos. E a Igreja insiste mesmo nestes estudos. Pois ela bem conhece a admoestação do Príncipe dos Apóstolos: “Guardai santamente em vossos corações a Cristo Senhor, sempre prontos a satisfazer a quem quer que vos peça razões da esperança que vos anima” (1Pd 3, 15).

E quanto mais penetramos nas verdades que Deus se dignou nos revelar, tanto mais nos sentimos seguros de abraçar a verdade; quanto mais estudamos sobre os dados da fé, tanto mais exultamos na santa alegria de filhos de Deus; quanto mais enfrentamos as objeções que a impiedade e o orgulho dos homens sem fé nos lança em rosto, tanto mais nos vemos confirmados naquilo que Deus realmente nos falou.

Não! Não temos motivos para envergonhar-nos da nossa fé, nem precisamos temer os ataques da incredulidade. Não é a verdadeira ciência que conduz os homens à apostasia: é a falta de estudos sérios, é a vida desregrada, é o coração desprendido de Deus e demasiadamente apegado aos bens passageiros que leva à perda da fé e à incredulidade.

A inteligência esclarecida, o coração reto e a vida imaculada só podem levar a Deus e à fé em Deus. Não, a nossa fé não é irracional nem nos proíbe o raciocínio. Não, a Igreja não impede o estudo, nem cremos que algum dos nossos leitores jamais terá recebido semelhante proibição.

Se há católicos que não mostram interesse por sua fé; se existem até intelectuais que se dizem católicos e que desconhecem as noções mais elementares de sua fé, a culpa não será da Igreja que lhes proibiu esse estudo ou lhes sonegou os necessários livros, mas a culpa será deles mesmos: o seu desinteresse pelas coisas santas e a sua negligência em se instruir é que são os únicos responsáveis.

Um última acusação: Mas a Igreja proíbe até a leitura da Bíblia! Falsíssimo. Semelhante afirmação, além de implicar uma injuriosa calúnia, é outro atestado de grande ignorância. A Igreja até recomenda vivamente a leitura diária da Sagrada Escritura.

Eis algumas recomendações de alguns Papas: “Os mais preciosos serviços”, diz Bento XV, “são prestados à causa católica por aqueles que, em diferentes países, puseram e põem ainda o melhor de seu zelo em editar, sob formato cômodo e atraente, e em difundir os livros do Novo Testamento e uma seleção dos livros do Antigo” [1]. E um pouco antes dissera: “Nunca cessaremos de exortar todos os cristãos a fazerem sua leitura cotidiana principalmente dos santíssimos Evangelhos de Nosso Senhor” [2].

E Pio XII admoesta aos Bispos que “favoreçam e auxiliem as associações que têm por fim difundir entre os fiéis exemplares da Sagrada Escritura, particularmente dos Evangelhos, e procurar que nas famílias cristãs se leiam regularmente todos os dias com piedade e devoção” [3].

Referências

  1. Bento XV, Encíclica “Spiritus Paraclitus”, de 15 set. 1920: “Eodem in genere optime de re catholica merentur illi e variis regionibus viri, qui omnes Novi Testamenti et selectos e Vetere libros commoda ac nitida forma edendos et evulgandos perdiligenter curarunt et in praesenti curant” (AAS 12 [1920] 406).
  2. Id., ibid: “[...] Christifideles omnes [...] cohortari numquam desinemus, ut sacrosancta praesertim Domini Nostri Evangelia [...] cotidiana lectione pervolutare [...] studeant” (AAS 12 [1920] 405-406).
  3. Pio XII, Encíclica “Divino Afflante Spiritu”, de 30 set. 1943, n. 26: “Faveant igitur atque auxilium praestent piis illis consociationibus, quibus propositum sit Sacrarum Litterarum, Evangeliorum potissimum, edita exemplaria inter fideles diffundere, eorumque cotidiana lectio studiosissime curare ut in christianis familiis rite sancteque fiat” (AAS 35 [1943] 321).

Notas

  • Extraído e levemente adaptado de Fr. Boaventura Kloppenburg, Resposta aos Espíritas. Rio de Janeiro: Vozes, 1954, pp. 9-12.

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O alerta de um professor: “Estão doutrinando seu filho!”
Educação

O alerta de um professor:
“Estão doutrinando seu filho!”

O alerta de um professor: “Estão doutrinando seu filho!”

“Se você for um pagador de impostos ou estiver pagando pelo diploma universitário de seu filho, você está sustentando uma gangue de niilistas.”

LifeSiteNews.comTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere20 de Julho de 2018
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O professor canadense Jordan Peterson, autor de “12 Regras para a Vida” (recém lançado no Brasil), veio a público recentemente para fazer um alerta aos pais, cujos filhos estão sofrendo “lavagem cerebral” para aceitar “noções assassinas” em universidades ideologicamente controladas.

Ainda que não se dê conta, você está financiando algumas pessoas perigosas”, ele diz em um vídeo criado pelo canal PragerU [1]. “Elas estão doutrinando jovens mentes em todo o Ocidente com sua ideologia carregada de ressentimento.”

Para o professor de psicologia, que é PhD e leciona desde 1998 na Universidade de Toronto, está em curso uma maquinação de professores universitários determinados a minar a civilização ocidental tal como a conhecemos.

Eles consideram nossa civilização “corrupta, opressiva e patriarcal”. “Se você for um pagador de impostos ou estiver pagando pelo diploma universitário de seu filho, você está sustentando essa gangue de niilistas”, ele alerta. “Você está apoiando ideólogos que declaram que toda verdade é subjetiva, que todas as diferenças sexuais são socialmente construídas, e que o imperialismo ocidental é a única fonte de todos os problemas do Terceiro Mundo.”

Jordan Peterson atribui ainda a ideologias do meio acadêmico a culpa por gangues que violentamente silenciam palestrantes em campi universitários — fato recorrente também no Brasil —, polícias de linguagem que defendem novos pronomes transgêneros e reitores que se esforçam por erradicar a discriminação “onde ela é pouca ou sequer existe”.

O problema começou nos anos 1960 e 1970 quando jovens radicais se tornaram os professores que hoje lecionam. Agora os estudantes se esforçam não para educarem a si próprios, mas para se tornarem acólitos de seus mentores. Como Peterson observa, agora seria possível obter um diploma em literatura inglesa sem ler o trabalho de William Shakespeare, simplesmente por ele estar “morto” e ser um “homem branco”.

“Para entender e confrontar os pós-modernistas, as ideias pelas quais eles se orientam devem ser claramente identificadas”, diz Peterson.

Primeiro, elas incluem uma tríade de jargões: “diversidade”, “igualdade” e “inclusão”. Diversidade não se aplica a opiniões, mas a “etnia, raça e identidade sexual”. Igualdade não é mais sobre conceder igual oportunidade às pessoas, mas sim “igualdade de resultados”. Inclusão, por sua vez, é sinônimo de cotas públicas. “Todos os direitos clássicos do Ocidente deveriam ser tidos por secundários em comparação com esses novos valores”, ele explica. A liberdade de expressão é particularmente desprezada.

Em segundo lugar, as ideologias também se opõem ao livre mercado [2]. “Elas não admitirão que o capitalismo elevou centenas de milhões de pessoas, fazendo com que tivessem pela primeira vez na história a oportunidade de prover comida, moradia, vestimentas, transportes e até entretenimento e viagens”, disse Peterson. Graças a esse sistema, hoje até muitas pessoas que consideramos pobres são capazes de satisfazer suas necessidades básicas, mas o mesmo não é possível dizer de países socialistas como a Venezuela.

Em terceiro lugar, eles são a favor de políticas de identidade. Desconsiderando que cada indivíduo é uma pessoa única, eles vêem um homem ou uma mulher simplesmente como um “modelo” de sua raça, de seu sexo, de sua preferência sexual ou, de modo ainda mais limitado, como uma vítima ou um opressor. “Ideias de vitimização só o que fazem é justificar o uso de poder e produzir conflitos entre grupos”, diz Peterson.

Os valores pós-modernistas tiveram início em Karl Marx, cujas teorias político-econômicas fizeram várias economias fracassar e dezenas de milhões de pessoas perecer. “Nós lutamos por décadas na Guerra Fria para frear o avanço dessas noções assassinas”, ele diz, “mas elas estão de volta disfarçadas de políticas de identidade”.

Ao invés de serem depositadas na lata de lixo da história, as ideias de Marx são mantidas bem vivas por instituições que deveriam estar transmitindo as riquezas do Ocidente a todas as gerações, ele conclui em seu vídeo. “A menos que demos um basta nisso, o pós-modernismo fará com os Estados Unidos, assim como com todo o mundo ocidental, o que já fez com suas universidades.”

Notas

  1. Prager University”, ou PragerU, é uma iniciativa do apresentador norte-americano Dennis Prager. Criada para confrontar a hegemonia de esquerda nas universidades estadunidenses, essa organização produz um provocador “ensaio digital” por semana.
  2. A crítica de Jordan Peterson no vídeo acima está em perfeita consonância com o que São João Paulo II ensinou em sua encíclica Centesimus Annus, respondendo se seria o capitalismo “a estrada do verdadeiro progresso econômico e civil”: “Se por capitalismo”, ele explicou, “se indica um sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no setor da economia, a resposta é certamente positiva, embora talvez fosse mais apropriado falar de ‘economia de empresa’, ou de ‘economia de mercado’, ou simplesmente de ‘economia livre’. Mas se por capitalismo se entende um sistema onde a liberdade no setor da economia não está enquadrada num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral e a considere como uma particular dimensão desta liberdade, cujo centro seja ético e religioso, então a resposta é sem dúvida negativa” (n. 42). A essa opinião subscrevemos integralmente, como é possível verificar num episódio do programa “Ao vivo com Padre Paulo Ricardo” (Nota da Equipe CNP).

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