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Francisco entre nós, uma oportunidade para amarmos mais a Igreja
Igreja Católica

Francisco entre nós, uma oportunidade
para amarmos mais a Igreja

Francisco entre nós, uma oportunidade para amarmos mais a Igreja

O Papa Francisco chegou ao Brasil e foi recebido com festa. No entanto, como o povo brasileiro se comporta hoje, em relação à Igreja? E o que significa a sua visita à nossa nação?

Equipe Christo Nihil Praeponere24 de Julho de 2013
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A emocionante acolhida dispensada pelos brasileiros e peregrinos da Jornada Mundial da Juventude ao sucessor de São Pedro lembra que este solo, que já teve o glorioso nome de Terra de Santa Cruz, carrega consigo um notável respeito à figura do Papa e uma forte ligação afetiva com a religião católica.

Por outro lado, a constante rejeição à doutrina moral da Igreja pelo mesmo povo brasileiro recorda-nos a necessidade de uma conversão verdadeira, que transforme os nossos "católicos de IBGE" em pessoas comprometidas de fato com Cristo. Ademais, iluminados pela presença de Pedro, somos chamados a fortalecer nosso vínculo com a Igreja.

Este é um ponto no qual vale a pena insistir, já que é muito difusa em nossa sociedade uma visão relativista da religião, da espiritualidade e da própria verdade. Fala-se muito do suposto "amor" a Cristo, mas, geralmente, adere-se a um Cristo decapitado – como aquele grito do qual fala o venerável Pio XII ser o primeiro que conduz à perdição humana: Cristo sim, Igreja não. Contra esta mentalidade perversa, devemos – e queremos – dizer "sim" a Cristo, mas ao Cristo total, e não a esta caricatura frágil modelada pela modernidade. O próprio Papa Francisco disse, em uma de suas homilias matutinas, repetindo um ensinamento de Paulo VI, que "não é possível encontrar Jesus fora da Igreja" e que "é uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja".

E por que diz isto o Santo Padre? Porque conhece muito bem esta tendência hodierna de dizer que "religião não importa" ou "o que importa é o coração". Esta visão irresponsável de fé é endossada pelos protestantes, que dizem com insistência que "placa de igreja não salva ninguém". Reconhecemos: "placa de igreja", entendida como um edifício físico ou uma denominação religiosa – como há muitas no protestantismo –, realmente não salva ninguém. O que salva é a pertença à Igreja, que é o Corpo Místico de Cristo. Diz-nos o Catecismo que "esta Igreja, peregrina na terra, é necessária para a salvação. O único salvador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente em seu Corpo, que é a Igreja".

Cabe uma última palavra, sobre uma manifestação que teria acontecido no Rio – insignificante, mas suficiente para aparecer na mídia –, protestando contra a visita do Papa. É preciso dizer que esta rebeldia não tem nada a ver, por exemplo, com o dinheiro público sendo gasto por causa da visita do Sumo Pontífice. Trata-se, claro, da visita de um chefe de Estado, e os gastos com segurança, bem como a devida assistência aos peregrinos da Jornada, são imprescindíveis. No entanto, a experiência de Madri e as estimativas dos especialistas apontam que só a Jornada vai movimentar a economia brasileira em mais de 1 bilhão de reais.

Então, por que – devemos perguntar – o ódio? Afinal, por qual razão as feministas e os anticlericais se sentem tão incomodados? O venerável Fulton Sheen tem a resposta:

"Os homens dizem que Cristo está morto, mas põem sentinelas em Seu túmulo. Dizem que Ele é inofensivo enquanto criança, contudo Herodes manda os seus soldados matar a Criança indefesa. A verdade é que eles odeiam porque creem – não com a fé dos redimidos, mas com a fé dos condenados".

Eles pisoteiam a tradição judaico-cristã e zombam dos católicos. E, no entanto, nem deles é excluído o afeto do mensageiro da paz, o Papa, como ele mesmo disse, em seu discurso no Palácio Guanabara.

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Governo comunista do Vietnã barra testemunha da beatificação do cardeal Van Thuan
Notícias

Governo comunista do Vietnã barra
testemunha da beatificação do cardeal Van Thuan

Governo comunista do Vietnã barra testemunha da beatificação do cardeal Van Thuan

Ex-oficial comunista, Nguyen Hoang Duc, testemunha fundamental no processo de beatificação do cardeal Van Thuan é proibido de sair do Vietnã.

Equipe Christo Nihil Praeponere16 de Julho de 2013
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O escritor e crítico literário vietnamita Nguyen Hoang Duc, testemunha fundamental no processo de beatificação do Cardeal François-Xavier Nguyen Van Thuan - a quem deve sua conversão e a cura de uma enfermidade - foi sumariamente impedido pelo governo comunista do Vietnã de viajar para Roma, onde assistiria ao encerramento da fase diocesana do referido processo, numa clara demonstração da tirania e repressão que caracteriza esse tipo de regime.

Quando o purpurado – na época, bispo auxiliar de Saigon – foi preso pelo regime socialista do Vietnã, em 1975, Hoang Duc era oficial de alta patente da administração em Assuntos Religiosos. Os caminhos destas duas personagens se cruzaram quando Hoang Duc foi enviado para vigiar o cárcere de Van Thuan. Ali, com o bispo vietnamita, ele não somente aprendeu francês, mas, fascinado pela força de seu testemunho, acabou por entrar também na escola da fé cristã.

É certo que Hoang Duc não foi o único a aderir ao Cristianismo a partir da experiência de santidade do cardeal Van Thuan. Todos à sua volta, carcereiros e encarcerados, ficavam impressionados com a viva esperança do prelado.

Confinado em um cubículo minúsculo, úmido e sem janela, de tal sorte que, para respirar, tinha de passar horas com o rosto metido em um pequeno buraco no chão, Van Thuan havia decidido não esperar por sua libertação: "Eu não esperarei. Vou viver o momento presente, enchendo-o de amor". E assim fez. Com a ajuda de amigos e de alguns vigilantes, celebrava a Eucaristia em sua cela mesmo. Depois, guardava as espécies eucarísticas com reverência e, à noite, reunia-se com os poucos católicos e outras pessoas ali presentes para adorar o Senhor. "Assim, na solidão, na fome... uma fome terrível, foi possível sobreviver. Desta maneira dávamos testemunho na prisão."

Tão notável foi a sua resistência, que foi digno de menção na encíclica Spe Salvi, do Papa Bento XVI:

"Durante 13 anos de prisão, numa situação de desespero aparentemente total, a escuta de Deus, o poder falar-Lhe, tornou-se para ele uma força crescente de esperança, que, depois da sua libertação, lhe permitiu ser para os homens em todo o mundo uma testemunha da esperança, daquela grande esperança que não declina, mesmo nas noites da solidão."

Sua beatificação anda a passos adiantados. Mas o governo marxista de Hanói, capital do Vietnã, não está nada contente com isto. Os relatos do cardeal Van Thuan circularam em muitos livros, traduzidos para vários idiomas de todo o mundo, e, definitivamente, não são boa propaganda do Partido Comunista e de sua ideologia. Por isso a recusa em conceder o passaporte de viagem a Nguyen Hoang Duc, peça fundamental no processo de beatificação de Van Thuan.

Ademais, Hoang Duc é, por sua própria história de vida, um verdadeiro exemplo do fracasso que é o comunismo. De fato, após conhecer Van Thuan na prisão, o oficial, então membro do governo vermelho, desacreditado de sua ideologia, abandonou o cargo na segurança pública e começou a frequentar igrejas católicas. Um dia, sonhou que era batizado em uma delas. Convencido ser este um sinal, Hoang Duc começou um caminho de formação que o levou ao batismo.

Hoje, batizado, dedicado à literatura, à crítica poética e ao debate cultural, Hoang Duc não esconde a sua gratidão pela vida do cardeal Van Thuan. O que, na década de 1970, como oficial do regime ateu vietnamita, ele só podia ver como superstição e obscurantismo, é hoje o fundamento basilar de sua vida.

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Papa Francisco, sobre Bento XVI: “Não imaginas a humildade e a sabedoria deste homem”
Papa FranciscoIgreja Católica

Papa Francisco, sobre Bento XVI:
“Não imaginas a humildade e a sabedoria deste homem”

Papa Francisco, sobre Bento XVI: “Não imaginas a humildade e a sabedoria deste homem”

Em diálogo com ex-aluno, o Pontífice revela sua admiração por Bento XVI e conta como tomou o antecessor por conselheiro

Padre Paulo Ricardo15 de Julho de 2013
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"Não imaginas a humildade e a sabedoria deste homem... Nunca renunciaria ao conselho de uma pessoa deste tipo, seria uma loucura de minha parte!". São palavras do Santo Padre, o Papa Francisco, sobre seu antecessor, Bento XVI. Em uma espécie de crônica publicada em um blog italiano, Jorge Milia, jornalista e ex-aluno de Bergoglio, expõe o teor de uma bela conversa que teve com o Sumo Pontífice.

"Disse-lhe que comecei a ler a encíclica Lumen Fidei e ele rejeitou qualquer mérito pessoal. Ele comentou que Bento XVI tinha feito a maior parte do trabalho". De fato, foi o próprio Francisco quem reconheceu a contribuição de seu predecessor na produção da encíclica. Na introdução da carta, ele esclarece: "Estas considerações sobre a fé (...) pretendem juntar-se a tudo aquilo que Bento XVI escreveu nas cartas encíclicas sobre a caridade e a esperança. Ele já tinha quase concluído um primeiro esboço desta carta encíclica sobre a fé. Estou-lhe profundamente agradecido e, na fraternidade de Cristo, assumo o seu precioso trabalho, limitando-me a acrescentar ao texto qualquer nova contribuição."

Francisco teria dito ainda que, para ele, era um prazer intercambiar ideias com Ratzinger, e que ele "era um pensador sublime, desconhecido ou que a maior parte das pessoas não entende". Realmente, há muito a conhecer na riquíssima teologia de Joseph Ratzinger, mas também, infelizmente, muitos estigmas têm sido impostos a seus livros, pelo simples fato de ele ter pensado e escrito de maneira católica, pelo simples fato de ele ter submetido toda a sua obra – e sua vida – ao Magistério da Igreja.

Há um trecho da encíclica Lumen Fidei que alude justamente a esta realidade da vida de Bento XVI. Diz: "É claro que a teologia é impossível sem a fé e pertence ao próprio movimento da fé, que procura a compreensão mais profunda da auto-revelação de Deus, culminada no Mistério de Cristo". E mais: "A teologia não considera o magistério do Papa e dos Bispos em comunhão com ele como algo de extrínseco, um limite à sua liberdade, mas, pelo contrário, como um dos seus momentos internos constitutivos, enquanto o magistério assegura o contato com a fonte originária, oferecendo assim a certeza de beber na Palavra de Cristo em toda a sua integridade". Estas valiosas considerações permanecem atuais, especialmente para tantos teólogos e estudiosos da religião que encaram a fé como algo imanente, olham para a Igreja – que chamam com desprezo de "casta meretriz" – fora do olhar da fé. A teologia, recorda Bento e corrobora Francisco, é impossível sem a fé!

Jorge Milia também conversou com Francisco sobre a reforma na Cúria Romana. Ele "comentou que cada uma das mudanças que introduziu lhe custou esforços (e, suponho, inimigos). Entre estes esforços, a coisa mais difícil foi a de não aceitar que se apropriassem de sua agenda. Por isso não quis viver no palácio, porque muitos Papas terminaram convertendo-se em 'prisioneiros' de seus secretários".

"Sou eu que decido quem vou ver – disse a seu ex-aluno -, não meus secretários... Às vezes não posso ver quem quero, porque devo ver quem quer me ver".

O jornalista se disse surpreendido com a afirmação do Papa, e concluiu: "Eu, que não sou Papa e que não tenho seu poder, sinto que o coração acelera quando espero um querido amigo e não sei se poderia dar a precedência a outro em seu lugar. Ele, ao contrário, se priva do encontro que queria para estar com quem o pede. Disse-me que (...) o lugar do Pastor é com suas ovelhas...".

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere | Informações: Vatican Insider

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Lumen Fidei, a primeira encíclica do Papa Francisco
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Lumen Fidei, a primeira
encíclica do Papa Francisco

Lumen Fidei, a primeira encíclica do Papa Francisco

Em sua primeira encíclica, Papa Francisco exorta os fiéis católicos a redescobrirem "o caráter de luz que é próprio da fé"

Equipe Christo Nihil Praeponere15 de Julho de 2013
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O Papa Francisco presenteou toda a Igreja com o lançamento da Encíclica Lumen Fidei, documento que encerra a trilogia das virtudes teologais, iniciada por seu predecessor, o Papa Emérito Bento XVI. No texto escrito a quatro mãos é perceptível a finura teológica de Ratzinger e a sensibilidade pastoral de Bergoglio. Nele, o Santo Padre apresenta a luz da fé como um caminho a ser percorrido por todo fiel, sendo ela "a expressão com que a tradição da Igreja designou o grande dom trazido por Jesus Cristo".

A fé, pontifica o Papa, não é um obstáculo à razão ou à ciência, embora a mentalidade moderna a conceba erroneamente assim. É antes uma luz que ilumina e alarga a visão do ser humano sobre as realidades hodiernas, uma vez que para ser verdadeiramente luz, "não pode dimanar de nós mesmos; tem de vir de uma fonte mais originária, deve porvir em última análise de Deus". Com esse ensinamento, Francisco fulmina a atitude arrogante do homem - principalmente de certos teólogos - que quer fazer de si mesmo a única e própria medida. Neste sentido, insiste o Santo Padre, "urge recuperar o caráter de luz que é próprio da fé, pois, quando a sua chama se apaga, todas as outras luzes acabam também por perder o seu vigor".

O diagnóstico da Lumen Fidei acerca do pensamento moderno é de precisão cirúrgica, ainda mais quando se tem em mente aquela desertificação da fé tão denunciada por Bento XVI. E é aí que se percebe, mais uma vez, a harmonia entre Francisco e os seus predecessores. Com efeito, vale mencionar a citação de Teodoro W. Adorno sobre a fé no progresso técnico, feita pelo Papa Emérito na Encíclica Spe Salvi: "este, visto de perto, seria o progresso da funda[1] à megabomba". Desse modo, só há verdadeiro progresso quando ele está alicerçado nas bases indicadas pela luz que emana de Cristo. E é assim que, recorda Francisco, "o olhar da ciência se beneficia da fé: esta convida o cientista a permanecer aberto à realidade, em toda a sua riqueza inesgotável".

Ademais, o caminho iluminado pela luz da fé não é solitário, pois "quem crê, nunca está sozinho". Portanto, o seu lugar comum é dentro da Igreja, pois é dela que a humanidade recebe a plenitude dos meios da salvação e é também a partir dela que o homem os transmite. Visto que "só é possível responder 'creio'em primeira pessoa, porque se pertence a uma comunhão grande, dizendo também 'cremos'", negar a Igreja significa negar Cristo. É, pois, imperioso para todo cristão não somente assumir, mas também defender todos os artigos do depósito da fé, do qual a Igreja é a primeira guardiã, "precisamente porque todos os artigos da fé estão unitariamente ligados" e, sendo assim, "negar um deles - mesmo dos que possam parecer menos importantes - equivale a danificar o todo".

A fé pressupõe um encontro pessoal com a Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo e com ele, o seu amor, que é justamente a sua essência. A fé procura o bem comum e desperta na consciência humana a verdade impressa em seu coração pelo próprio Deus, iluminando, assim, todas as realidades, desde o matrimônio entre um homem e uma a mulher às demais circunstâncias da existência do homem. A fé age como um consolo a todos aqueles que são oprimidos pela realidade do pecado e pelos males do mundo. A fé, unida à verdade, conduz à Jerusalém Celeste, destino para qual tendem todos os que estão inseridos no Corpo do Único e Verdadeiro Salvador, "em que se revela a origem e consumação da história". Enfim, afirma a Lumen Fidei, a fé, juntamente com a caridade e a esperança, "projeta-nos para um futuro certo, que se coloca numa perspectiva diferente relativamente às propostas ilusórias dos ídolos do mundo, mas que dá novo impulso e nova força à vida de todos os dias".

Referências

  1. * Tira de couro ou corda com que se arremessam pedras ou balas.

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