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Por que o demônio declarou guerra ao celibato, ao matrimônio e à Eucaristia?
Sociedade

Por que o demônio declarou guerra ao
celibato, ao matrimônio e à Eucaristia?

Por que o demônio declarou guerra ao celibato, ao matrimônio e à Eucaristia?

Quem escolhe viver a virgindade ou o celibato renuncia, por causa do “sobrenatural”, àquilo que o ser humano tem de mais “natural”. E o demônio não pode tolerar isso.

Peter Kwasniewski,  LifeSiteNews.comTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere27 de Dezembro de 2017
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Muitas pessoas já devem ter visto esta citação de uma carta escrita por Irmã Lúcia, a vidente de Fátima: “O confronto final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio. Não tenha medo, porque qualquer um que trabalhar pela santidade do matrimônio e da família será sempre combatido e contrariado de todos os modos, porque este é o ponto decisivo.”

Poucos têm conhecimento, entretanto, sobre os escritos do Papa Sirício (334-399), que descreveu seu oponente Joviniano como um instrumento do “antigo inimigo, adversário da castidade, mestre da luxúria”, por este ter atacado o celibato do clero. Haveria alguma conexão entre a intuição da Irmã Lúcia e a antiga campanha do diabo contra a virgindade e o celibato pelo Reino dos Céus?

A fim de responder a esta pergunta, precisamos lançar um olhar ao diabo: quem ele é, e como trabalha.

Lúcifer odeia a virgindade consagrada e o celibato sacerdotal porque esse carisma e estado de vida é um dos mais intrinsecamente opostos ao orgulho que acarretou a sua queda, a perda de sua beatitude e danação eterna. O diabo desejava receber a bem-aventurança como uma recompensa de sua própria grandeza natural, não como um presente da graça, imerecido por qualquer criatura. Ele desejava ser o “filho primogênito” a receber homenagem das criaturas inferiores — talvez até mesmo ser o mediador entre a raça humana e seu Criador.

Quando Deus revelou, porém, que Ele mesmo entraria em amizade com os animais racionais, tão imensamente inferiores aos anjos, e lhes daria a beatitude; que sua própria Palavra iria se fazer carne; que essa Palavra encarnada elevaria a raça humana sofrendo e morrendo por ela, Lúcifer não o pôde tolerar. Ele se fechou em seu amor próprio e, cheio de orgulho, disse: Non serviam, eu não servirei a Deus, não servirei a um Deus assim, a um plano assim. Lúcifer rejeitou o sobrenatural em favor do natural.

Ora, o homem ou a mulher que escolhe a virgindade ou o celibato pelo Reino dos Céus faz justamente o oposto do que fez o diabo. De algum modo, ele ou ela está pondo de lado o natural em favor do sobrenatural. A virgem ou o celibatário renuncia àquilo que o ser humano tem de mais natural — viver ao lado do sexo oposto, encontrando nesta comunidade uma amizade e fecundidade projetadas para o homem desde o início, escritas em sua própria natureza corpórea, como vemos no relato de Eva sendo formada a partir do lado de Adão e trazida então a ele como sua esposa.

Como nada é mais natural ao homem do que o casamento, nada atesta mais supremamente o oferecimento de si mesmo a Deus do que esta renúncia feita por causa dEle. A vida da virgem ou do celibatário é um holocausto de imitação a Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus. Assim como a Palavra se tornou carne para nossa salvação, as almas consagradas fazem de suas próprias carnes uma palavra viva de total consentimento e entrega a Deus. A virgem ou o celibatário é o sinal humano supremo do amor radicalmente abnegado e redentor de Deus — e a antítese completa da rebelião de Lúcifer.

Mas, assim como os santos oram sem cessar e geram a oração em outros, o diabo, que é um mentiroso e o pai da mentira (cf. Jo 8, 44), mente sem cessar e gera ainda mais mentiras em suas vítimas. Ele convence as pessoas a acreditarem que o celibato ou a virgindade é uma depreciação do casamento, que aqueles que promovem esse estado e vocação mais elevados de vida estão atacando a ordem da criação, a bondade da natureza e a beleza do amor conjugal. Ele se apresenta, às vezes, como um defensor destas coisas, mas apenas de um modo distorcido, como Lutero fez.

O diabo quer que o compromisso exclusivo dos padres e religiosos para com Deus e o seu povo seja diluído e abandonado, a fim de que ele possa ampliar e multiplicar sua própria rebelião infernal contra as “vestes” da graça em favor de uma natureza “despida” à qual ele possa chamar de sua — e de um exército de seguidores ao qual ele possa chamar de seu, seguindo-o rumo ao vazio e à frustração de uma natureza eternamente “desnuda”. Na maioria das vezes, porém, ele semeia a mentira de que o homem não pode se realizar sem sexo, sem uma experiência sexual — que os seres humanos são castrados e se tornam miseráveis se não apreciam a presença carnal de outro homem ou mulher.

Quão sutil é a estratégia de Satanás! A verdadeira miséria do homem é, na verdade, a vida sem Deus, a vida sem o conhecimento e o desejo da comunhão eterna com Deus no Céu. Uma vez que ambos, o sacerdócio e a vida religiosa, estão diretamente ordenados a proclamar a realidade e o primado do Reino dos Céus, é crucial para o bem-estar da humanidade que os padres e religiosos sejam sinais inequívocos de nosso destino último — pois no Céu, como Nosso Senhor ensina, não há matrimônio. O único matrimônio no Céu é o da perfeita união entre Cristo e sua Igreja.

Este matrimônio entre Cristo e a Igreja, por sua vez, tem dois sinais especiais na terra: o sacramento do matrimônio e o sacramento da Eucaristia. Por isso o diabo ataca a ambos.

Ele ataca o matrimônio destruindo pouco a pouco os bens do casamento: a prole (através da contracepção e do aborto), a fidelidade (através da fornicação e do adultério) e o sacramento (através do divórcio e de práticas pastorais que o favorecem).

Ele ataca a Santíssima Eucaristia — que é a presença corporal de Nosso Senhor Jesus Cristo, capaz de satisfazer nossa fome de amor nesta vida — atingindo a Sagrada Liturgia, tentando as pessoas a colocarem o homem no centro, numa celebração autorreferencial que deturpa o significado da Missa, ainda que o sacramento tenha sido validamente celebrado.

Portanto, a estratégia do diabo tem várias facetas:

  • Ele luta para destruir a aliança indissolúvel do matrimônio, que é o sinal sacramental da união fecunda e indestrutível entre Cristo e sua Igreja. A guerra contemporânea contra o matrimônio é também, e mais profundamente, uma guerra contra a união nupcial entre Cristo e a Igreja — um esforço frenético, ainda que infrutífero, por apagar das mentes dos homens qualquer memória dessa gloriosa união consumada na Cruz.
  • Ele trabalha para destruir a Santíssima Eucaristia, que é o sinal e a causa de nossa comunhão com Cristo e a nossa maior participação em sua auto-oblação na Cruz.
  • Ele trabalha para destruir o sacerdócio e a vida religiosa, que exemplificam e efetivamente produzem, neste mundo, o ordenamento de toda a criação, através de Cristo, ao Pai, que é o começo e o fim de todas as coisas.

O elemento comum a todos esses ataques é a fúria do diabo com a subordinação, ao sobrenatural, de qualquer coisa que seja natural. O inimigo de Deus não suporta que o sacrifício fiel e radical de si mesmo seja caminho de salvação e bem-aventurança.

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10 conselhos para você cortar pela raiz o mal da fofoca
Conversão

10 conselhos para você
cortar pela raiz o mal da fofoca

10 conselhos para você cortar pela raiz o mal da fofoca

Você alguma vez já parou para pensar em quão feio e destrutivo pode ser o pecado da fofoca?

Pe. Dwight Longenecker,  National Catholic RegisterTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere26 de Dezembro de 2017
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Você alguma vez já parou para pensar em quão feio é o pecado da fofoca?

No ambiente de trabalho, na vida em família e no dia a dia das paróquias, frequentemente a gente percebe o quão colossalmente estúpida, destrutiva e pecaminosa pode ser uma fofoca.

A razão por que fofocas são estúpidas é porque elas quase sempre lidam com meias verdades. A pessoa ouve só um lado da história, uma parte da verdade, e já sai tirando a conclusão errada e contando a outra pessoa. A mentira torna-se exagerada e espalha-se mais longe. Em questão de pouquíssimo tempo pessoas inocentes acabam entrando em um redemoinho de fofocas, insinuações e falsidades completas.

Um dia desses, eu estava andando pelo terreno de nossa paróquia e perguntei a uma pessoa o que ela achava de construirmos uma nova igreja e onde eu poderia colocar o estacionamento de carros. Eu acenei, então, para um pedaço de terra e disse: “Poderíamos colocá-lo aqui.” “Mas aí teríamos de cortar as árvores!”, a pessoa respondeu. “Sim, eu suponho que teríamos”, eu respondi. Dois dias depois, a fofoca se espalhou e voltou até mim quando alguém, me confrontando, disse: “Ouvi dizer que o senhor irá cortar todas as árvores no nosso terreno! Como o senhor ousa?”

O quadro seria risível se se tratasse simplesmente de um grupo de senhores ou senhoras que não tivessem nada melhor para fazer do que murmurar e bisbilhotar a vida alheia. Mas estamos falando de algo muito mais destrutivo do que isso. Fofocas destroem reputações; acabam com matrimônios; minam a obra de Deus; espalham ódio e temor. Elas são como um câncer oculto: você as corta em um lugar e logo elas aparecem em outro.

Por isso, aqui vão algumas orientações para ajudar você a parar de fazer fofocas da vida alheia.

  1. Acredite em todos e não acredite em ninguém. Em outras palavras, acredite no que a pessoa lhe contou. Ela realmente pensa que o que disse é verdade e, a partir do ponto de vista dela, é isso mesmo. No entanto, lembre-se que existe sempre, sempre, sempre o outro lado da história. Por isso, não acredite em ninguém e guarde a sua língua dentro da boca.
  2. Reúna todos os fatos. Não tome a palavra de alguém como a verdade absoluta. Procure descobrir o que realmente aconteceu a partir de quantas pessoas for possível.
  3. Vá à fonte! Por amor à verdade, tenha a coragem, a percepção e o bom senso de recorrer à fonte. Se Maria falou a respeito de João, vá diretamente até João para descobrir os fatos.
  4. Dê a todos o benefício da dúvida. Pense o melhor dos outros, e não o pior. Se você escutou algo ruim a respeito de alguma pessoa, procure pensar no porquê de ela ter feito aquilo (se é que ela realmente o fez) e nos bons motivos que ela talvez tenha tido para fazê-lo.
  5. Guarde a sua língua dentro da boca. Você não precisa falar e contar tudo a todo o mundo. Mesmo um idiota é tido como sábio se mantém sua boca fechada. Fale menos e escute mais.
  6. Confronte a fofoca. Não dê crédito a ela. Diga gentilmente à pessoa: “Você tem certeza de que isso é verdade?”
  7. Por vezes será necessário confrontar a fofoca duramente: “O que você está me contando é uma fofoca suja e destrutiva! Eu me recuso a acreditar nela e penso que você deveria manter sua boca fechada a respeito disso!” (Nem é preciso dizer que seu interlocutor certamente não vai gostar disso.)
  8. Tenha seus olhos fixos na verdade. Por que perder o seu tempo com mexericos inúteis?
  9. Pense nas outras pessoas. Você já parou para pensar no porquê de você fazer tantas fofocas? Porque elas fazem você se sentir superior. Você fala mal dos outros porque se acha melhor do que eles. E ainda se acha no direito de envenenar e destruir a vida dos outros para se sentir bem por um momento. É ou não é repugnante?
  10. Reze, enfim, por todas as pessoas envolvidas na história, seja ela qual for. Diga simplesmente em seu coração, como muitos já fazem: “Misericórdia”, e peça a Deus que “nos livre do mal”… da fofoca. Assim seja. Amém.

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Quanto tempo pode durar o Purgatório de alguém?
Espiritualidade

Quanto tempo pode
durar o Purgatório de alguém?

Quanto tempo pode durar o Purgatório de alguém?

A fé não nos ensina qual seja a duração precisa das penas do Purgatório. Mas os santos e teólogos que escreveram sobre o assunto garantem: os sofrimentos para entrar no Céu podem se prolongar por muitos anos, e até por séculos.

Pe. François Xavier SchouppeTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere26 de Dezembro de 2017
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A fé não nos ensina qual seja a duração precisa das penas do Purgatório. Sabemos em geral que elas são medidas pela justiça divina e que, para cada pessoa, elas são proporcionais ao número e à gravidade das faltas ainda não expiadas.

Deus pode, no entanto, sem prejuízo de sua justiça, abreviar esses sofrimentos, aumentando a intensidade deles; e a Igreja militante também pode obter a remissão deles através do santo sacrifício da Missa e de outros sufrágios oferecidos pelos defuntos.

De acordo com a opinião comum dos doutores, as penas expiatórias são de longa duração. São Roberto Belarmino diz, por exemplo, que:

Não há dúvida nenhuma de que os sofrimentos do Purgatório não se limitam a dez ou vinte anos, e que em alguns casos eles duram séculos inteiros.

Mas, concedendo como verdadeiro que sua duração não excedesse dez ou vinte anos, podemos considerar como nada ter de suportar por dez ou vinte anos os sofrimentos mais excruciantes sem o menor alívio? Se se assegurasse a um homem que ele deveria sofrer alguma dor violenta em suas pernas, ou em sua cabeça, ou em seus dentes pelo espaço de vinte anos, e isso sem dormir nem ficar minimamente em repouso, não preferiria ele mil vezes morrer do que viver em um tal estado? E se lhe fosse dado escolher entre uma vida miserável assim e a perda de todos os seus bens temporais, hesitaria ele por acaso em sacrificar sua fortuna para se ver livre de um tal tormento?

Deveríamos achar difícil, então, abraçar o sacrifício e a penitência para nos livrarmos dos sofrimentos do Purgatório? Deveríamos temer praticar os mais dolorosos exercícios: vigílias, jejuns, esmolas, longas orações, e especialmente contrição, acompanhados de gemidos e lágrimas? [1]

Estas palavras condensam toda a doutrina dos santos e teólogos.

Um padre jesuíta, que escreveu um tratado “sobre a caridade para com os defuntos” [2], fala da longa duração do Purgatório com base em um abalizado cálculo de probabilidade. Ele parte do princípio de que, conforme as palavras do Espírito Santo, “o homem justo cai sete vezes ao dia” (Pr 24, 16), isto é, até mesmos aqueles que se aplicam mais perfeitamente ao serviço de Deus, não obstante sua boa vontade, cometem um grande número de faltas aos olhos infinitamente puros de Deus.

A Virgem Maria e o Menino Jesus com as almas do Purgatório, de Luca Giordano.

Basta-nos entrar em nossa própria consciência e aí analisar diante de Deus nossos pensamentos, nossas palavras e nossas obras, para nos convencermos desse triste efeito da miséria humana. Oh! quão fácil nos é faltar com o respeito à oração, preferir nosso conforto ao cumprimento do dever, pecar por vaidade, por impaciência, por sensualidade, por pensamentos e palavras sem caridade, por falta de conformidade com a vontade de Deus! O dia é longo; será que é assim tão difícil, mesmo para uma pessoa virtuosa, cometer, não digo sete, mas vinte ou trinta desse tipo de faltas e imperfeições?

Façamos uma estimativa moderada e suponhamos que você cometa cerca de dez faltas por dia; ao cabo de 365 dias, você terá um total de 3650 faltas. Diminuamos a cifra e, para facilitar o cálculo, estabeleçamos o número de 3000 por ano. Ao término de dez anos, esse número evoluirá para 30.000, e, ao fim de vinte anos, a 60.000. Suponha que, dessas 60.000 faltas, você tenha expiado metade com penitência e boas obras. Assim, ainda faltarão 30.000 por reparar.

Continuemos com nossa hipótese: você morre depois desses vinte anos de vida virtuosa e aparece diante de Deus com um débito de 30.000 faltas, das quais você deve se exonerar no Purgatório. Quanto tempo você precisará para fazer essa reparação? Suponha que, em média, cada falta requeira uma hora de Purgatório. Essa medida é muito moderada, se julgarmos a partir das revelações dos santos; mas, de qualquer maneira, isso dará a você um Purgatório de 30.000 horas. Pois bem, você tem ideia de quantos anos essas 30.000 horas representam? Três anos, três meses e quinze dias. Assim, um bom cristão que vigia a si mesmo, que se aplica na prática da penitência e das boas obras, encontra-se sujeito a três anos, três meses e quinze dias de Purgatório.

O cálculo que fizemos é baseado em uma estimativa extremamente leniente. Agora, se você estende a duração da dor e, ao invés de uma hora, você leve um dia para expiar uma falta; se, ao invés de ter apenas pecados veniais, você traz diante de Deus um débito resultante de pecados mortais, mais ou menos numerosos, que você cometeu previamente; se você atribui, em média, como diz Santa Francisca Romana, sete anos para a expiação de um pecado mortal, remido quanto à culpa, quem não vê que chegamos a uma duração espantosa, e que a expiação pode facilmente se prolongar por muitos anos, e até por séculos?

Anos e séculos de tormentos! Oh! se apenas pensássemos nisso, com que cuidado não evitaríamos o menor dos pecados? Com que fervor não faríamos penitência para satisfazer a nossos pecados neste mundo!

Referências

  1. S. Roberto Belarmino, De gemitu columbae sive de bono lacrymarum, l. 2, c. 9.
  2. Trata-se do Pe. Thomas Mumford. O título desta obra em inglês é: Treatise on Charity towards the Departed.

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Façamos companhia à Sagrada Família!
Novena de Natal

Façamos companhia à Sagrada Família!

Façamos companhia à Sagrada Família!

Unamo-nos nesta noite santa a Maria e a José, e acompanhemos com eles o Rei do céu, que vai nascer numa caverna e fazer sua primeira aparição no mundo como a criança mais pobre e abandonada que jamais nasceu entre os homens.

Santo Afonso Maria de Ligório24 de Dezembro de 2017
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Meditação para o 9.º dia da Novena de Natal

José foi também para se recensear juntamente com sua esposa Maria, que estava grávida.” (Lc 2, 4)

Deus havia decretado que seu Filho nascesse não na casa de José, mas numa gruta, num estábulo, da maneira mais pobre e mais penosa que possa nascer uma criança; e por isso dispôs que César publicasse um edito pelo qual cada um era obrigado a ir inscrever-se no lugar de sua origem.

Ao receber essa ordem José ficou inquieto não sabendo se devia deixar ou levar consigo à Virgem Mãe, pois ela estava para dar à luz.

— Minha Esposa e Senhora, disse-lhe, de um lado não vos quero deixar só, e do outro, se vos levar comigo fico aflito pensando no muito que tereis de sofrer em tão longa viagem e tão rigorosa estação; minha pobreza não me permite conduzir-vos com os devidos cuidados.

Maria, porém, encorajou-o dizendo:

— Meu caro José, não temais; irei convosco e o Senhor nos ajudará.

Ela sabia por inspiração e pelo conhecimento que tinha da profecia de Miquéias, que o divino Menino devia nascer em Belém. Tomou pois as faixas e os pobres paninhos já preparados, e pôs-se a caminho com José.

Acompanhemos os santos esposos em sua viagem considerando os piedosos entretimentos que nessa viagem deviam ter tido sobre a misericórdia, a bondade e o amor do Verbo divino, que iria logo nascer e aparecer no mundo para a salvação dos homens. Consideremos ainda os louvores e as bênçãos, as ações de graças, os atos de humildade e amor, que no caminho faziam esses dois nobres peregrinos.

Ela sofria certamente muito, essa jovem e tenra virgem prestes a dar à luz, fazendo trajeto tão longo, por caminhos difíceis e no tempo do inverno; mas sofria em paz e com amor, e oferecia a Deus todas as suas penas unindo-as às de Jesus que levava em seu casto seio.

Ah! unamo-nos a Maria e a José, e acompanhemos com eles o Rei do céu, que vai nascer numa caverna e fazer sua primeira aparição no mundo como uma criança, e como a criança mais pobre e abandonada que jamais nasceu entre os homens. Peçamos a Jesus, Maria e José, pelos méritos das penas que sofrem nessa viagem, que nos acompanhem na viagem que fazemos à eternidade. Felizes de nós, se na vida e na morte formos sempre acompanhados por esses três grandes personagens!

Afetos e Súplicas

Meu caro Redentor, sei que os anjos do céu vos acompanham nessa viagem; mas entre os habitantes da terra, quais são os que vos acompanham? Vejo convosco só José e Maria que vos leva em seu seio; ó meu Jesus, permiti que eu me una a eles para vos seguir. Ah! tenho sido bem ingrato para convosco! vejo agora o mal que fiz: descestes do céu para me fazer companhia na terra, e eu tive tantas vezes a ingratidão de deixar-vos ofendendo-vos.

Ó meu divino Mestre, quando penso que para seguir minhas malditas inclinações tantas vezes me separei de vós, renunciando à vossa amizade, quisera morrer de dor.

Mas viestes para perdoar-me; perdoai-me pois agora, que me arrependo de toda a minha alma de vos ter tantas vezes desprezado e abandonado. Estou resolvido e espero, com a vossa graça, não me afastar nem separar de vós, meu único amor!

Sim, minha alma está tomada de amor por vós, meu amável Deus-Menino! Amo-vos, meu doce Salvador, e já que viestes à terra para me salvar e me comunicar as vossas graças, eis a única que vos peço: fazei que não me separe jamais de vós; cativai-me prendendo-me estreitamente a vós pelas doces cadeias do vosso santo amor. Ah! meu Redentor e meu Deus, quem poderia ainda deixar-vos e viver sem vós, privado da vossa graça?

Santíssima Virgem Maria, venho fazer-vos companhia em vossa viagem a Belém; e vós, minha Mãe, não cesseis de ajudar-me na viagem que faço à eternidade. Assisti-me sempre, mas sobretudo no fim da minha vida, quando eu chegar a esse último momento que deve decidir se estarei, ou sempre convosco para amar a Jesus no céu, ou sempre longe de vós para odiar a Jesus no inferno.

Minha Rainha, salvai-me com vossa intercessão; e a minha salvação seja amar-vos para sempre, a Jesus e a vós, no tempo e na eternidade. Sois minha esperança, espero tudo de vós.

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