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A jornada após a Jornada:
o que nos restou da fé?

A jornada após a Jornada: o que nos restou da fé?

Com o fim da Jornada, uma outra começa. Os nossos jovens estão verdadeiramente dispostos a testemunhar a sua fé ou tudo foi apenas "fogo de palha"?

Equipe Christo Nihil Praeponere31 de Julho de 2013Tempo de leitura: 4 minutos
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A Jornada Mundial da Juventude terminou com uma missão aos jovens: "Ide e fazei discípulos entre as nações!" (Mt 28, 19). Esta missão, que também foi o lema da Jornada, está contida na própria essência da fé da Igreja. Quem descobre Cristo e a grandeza de seu amor não pode ficar indiferente ou esconder esta dádiva. Faz como aquele homem que achou um tesouro escondido no campo: "cheio de alegria", ele "vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo" (Mt 13, 44). Em sua encíclica Lumen Fidei, o Papa Francisco escreveu que "quem se abriu ao amor de Deus, acolheu a sua voz e recebeu a sua luz não pode guardar esse dom para si mesmo".

Foi muito bom ver mais de 3 milhões de jovens reunidos em Copacabana. Era praticamente impossível não encher os olhos diante de um testemunho tão belo da vivacidade da Igreja. No entanto, como já dito, a peregrinação ao Rio é só o começo. Se os mesmos jovens que gritavam ser a juventude do Papa não fizerem um encontro real com nosso Senhor Jesus Cristo e não lutarem para manter acesa em seus corações a luz da fé, por meio da oração, dos Sacramentos e do estudo, então, toda esta bela festa terá sido em vão.

Na mesma semana da Jornada, por exemplo, a mídia fez alarde com uma pesquisa que demonstrava que, supostamente, os jovens "católicos" teriam visões opostas às da Igreja em temas cruciais, como a contracepção ou o "casamento" gay[1]. Pondo de lado a confiabilidade desta pesquisa – encomendada por um grupo abortista –, não é preciso procurar muito para ver que, infelizmente, muitos de nossos católicos não assumem para si os ensinamentos de sua Igreja. De fato, ainda não entenderam que certos temas, especialmente no campo moral, não são opináveis, mas, por fazerem parte do patrimônio de nossa fé ou – para utilizar uma expressão da Lumen Fidei – do "corpo da verdade", são irrenunciáveis. "Precisamente porque todos os artigos de fé estão unitariamente ligados, ensina o Papa Francisco, negar um deles – mesmo dos que possam parecer menos importantes – equivale a danificar o todo".

Daqui surge a importância, especialmente em nossos tempos, do estudo. Afinal, como podemos amar aquilo que não conhecemos? Bento XVI, ao pedir aos jovens que lessem e estudassem o Catecismo, alertou:

"Tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em informática domina o sistema operacional de um computador. Tendes de compreendê-la como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação".

A Jornada foi um grande êxito, mas toda aquela multidão que seguia o Papa está realmente disposta a assumir a missão dada por Cristo de ir ao mundo e anunciar o Evangelho a toda criatura? Todas essas pessoas estão realmente dispostas a remar contra a maré e dizer "não" ao pecado e ao mundo? Ou tudo foi só oba-oba, para encenar uma grande coreografia?

Não podemos simplesmente enfiar a cabeça na areia e fingir que está tudo bem... 3,5 milhões de jovens na praia de Copacabana não dizem nada, se esses jovens não estiverem "enraizados em Cristo e firmes na fé", como dizia o tema da Jornada de Madri. O Reino de Deus começa como um grão de mostarda, não como uma árvore frondosa.

Se quisermos verdadeiramente nos salvar e ajudar nosso Senhor a salvar almas, precisamos entender que toda conversão passa pelo caminho da Cruz. Foi a mensagem de Bento XVI aos jovens em Madri: "Fora de Cristo morto e ressuscitado, não há salvação! Só Ele pode libertar o mundo do mal e fazer crescer o Reino de justiça, de paz e de amor pelo qual todos aspiram"; foi a mensagem de Francisco aos jovens no Rio: "A Cruz continua a escandalizar; mas é o único caminho seguro: o da Cruz, o de Jesus, o da Encarnação de Jesus."; e é a mensagem perene da Igreja para todos os homens. Não deixemos que a graça divina emanada do sucessor de São Pedro passe por nós sem fruto.

O mundo que aguarda o retorno desses jovens que foram à Jornada não é amigável, muito menos cordial. Pelo contrário, como o lobo que espreita o rebanho de ovelhas, também eles - os inimigos da Cruz - farão qualquer coisa para dissipar a fé e desencorajar a missionaridade cristã, seja com heresias, seja com perseguições. Assim, cabe ao jovem, seguindo os passos do Opúsculo de Hugo de São Vitor sobre o estudo, ser "defensor da reta fé, debelador do erro, e ensinar o bem". E isso requer uma grande humildade, uma entrega total a Deus e à sua vontade, uma vez que, como ensinava Pio XII, "o preceito da hora presente não é lamento, mas ação (...). Pertence aos membros melhores e mais escolhidos da cristandade, penetrados por um entusiasmo de cruzados, reunirem-se em espírito de verdade, de justiça e de amor, ao grito de "Deus o quer", prontos a servir, a sacrificar-se, como os antigos cruzados". Não, jovens, não tenhais medo de abrir as portas para o Senhor. Soldados de Cristo, levantai-vos!

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A Jornada Mundial da Juventude que comoveu os evangélicos
Sociedade

A Jornada Mundial da Juventude
que comoveu os evangélicos

A Jornada Mundial da Juventude que comoveu os evangélicos

A beleza da fé católica celebrada durante a semana da JMJ atraiu muitos irmãos protestantes a buscarem a unidade com a Igreja e o Sucessor de Pedro

Equipe Christo Nihil Praeponere29 de Julho de 2013Tempo de leitura: 1 minutos
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A Jornada Mundial da Juventude também foi uma oportunidade ímpar para a promoção da unidade dos cristãos. Em meio aos 3,5 milhões de jovens que participaram da Missa de envio, no encerramento da Jornada, chamou a atenção um cartaz que dizia: "Sou evangélico, mas amo o Papa Francisco. Reze por nós. Tu és Pedro". Para quem conhece o mínimo de doutrina, é fácil compreender a enormidade dessa declaração. Reconhecer Francisco como Pedro é confessar a unidade que está na rocha sobre a qual Cristo fundou sua Igreja una, santa, católica e apostólica.

A presença de Francisco nas ruas do Brasil levou para fora das sacristias a realidade da Igreja Católica. Unido aos jovens do mundo todo, o Romano Pontífice peregrinou como Pedro, de porta em porta, para anunciar o Evangelho a todas as criaturas. Isso é significativo, pois exige das pessoas o rompimento com a passividade. Com efeito, da boca do Papa não precisou ecoar nenhum anátema ou juízo severo, mas simplesmente a verdade de sempre, ou seja, todos os artigos de fé que compõem o Corpo de Cristo. E isso atrai, pois a beleza do que é verdadeiro atrai!

Esse poder de atração da Igreja já era lembrado pelo Papa Emérito Bento XVI. Durante sua homilia da Missa de abertura da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em 2007, o Santo Padre afirmava: "A Igreja não faz proselitismo. Ela cresce muito mais por "atração": como Cristo "atrai todos a si" com a força do seu amor, que culminou no sacrifício da Cruz, assim a Igreja cumpre a sua missão na medida em que, associada a Cristo, cumpre a sua obra conformando-se em espírito e concretamente com a caridade do seu Senhor".

Ora, é evidente que a divisão entre os cristãos é uma chaga dolorosa que deve ser o quanto antes superada. A Jornada Mundial da Juventude abriu novos caminhos, sobretudo num terreno marcado muitas vezes pela cizânia das acusações e da discórdia. Cristo novamente faz o chamado para que todos sejam um. E a Igreja, fiel ao chamado do Mestre, repete o convite: filhos, voltem para casa.

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A Jornada Mundial da Juventude que a mídia não mostrou
Igreja CatólicaPapa Francisco

A Jornada Mundial da
Juventude que a mídia não mostrou

A Jornada Mundial da Juventude que a mídia não mostrou

Os dias em que Deus confirmou sua existência para 3,5 milhões de jovens do mundo inteiro

Equipe Christo Nihil Praeponere29 de Julho de 2013Tempo de leitura: 2 minutos
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Quem não pôde participar da Jornada Mundial da Juventude e teve de se contentar com as análises da mídia perdeu aspectos fundamentais desse evento que movimentou o país. É bem verdade que as lentes das câmeras conseguiram alcançar pontos importantes e, muitas vezes, belos da Jornada, mas nenhuma delas foi capaz de atingir o coração da JMJ-Rio 2013. Não obstante o clima de festa ocasionado pelo encontro, o que, de fato, marcou a alma dos jovens foi muito mais que a sensação simplista de uma viagem, mas o toque concreto com todos os artigos da fé que compõem o corpo da Igreja que é o próprio Corpo de Cristo.

A começar pela chegada dos peregrinos ao Rio de Janeiro, o Brasil e as demais partes do planeta puderam experimentar a universalidade da Igreja, desde os alegres cantos africanos à acolhida fraternal do povo carioca. Cada bandeira hasteada na praia de Copacabana revelava a dimensão da Noiva de Cristo que a acolhia e a vigiava de braços abertos de cima do Corcovado. Uma cena que deixou a Cidade Maravilhosa ainda mais... maravilhosa. Dos confins do mundo, aonde chegaram os profetas missionários de outrora, vieram as novas gerações de adoradores do Senhor, cuja única missão, concedida pelo Santo Padre, é ir novamente pelo mundo e anunciar o Evangelho a toda criatura.

O Rio de Janeiro que amargava tristes depredações e padecia sob um clima de guerra civil sem precedentes semanas atrás se convergiu num mar de pessoas que cantava louvores a Deus e pedia a intercessão da Mãe Aparecida. Imagem suficiente para arrancar lágrimas de policiais e sorrisos de bebês que, mesmo sem compreender concretamente o que lá acontecia, sabiam que era algo santo. O ódio dos protestos dos indignados foi afogado pela amor de Cristo. As profanações de meia-dúzia de coitados foram ofuscadas pela sacralidade de 3,5 milhões de batizados. De filhos do Altíssimo. De pessoas que, como pediu o Santo Padre na cerimônia de sua acolhida, botaram fé na verdade, no caminho e na vida que só se encontram em Jesus.

A Jornada Mundial da Juventude apresentou novamente às nações a pujança da Igreja e a sua capacidade de se renovar. Não, a Igreja não está morta. Pelo contrário, vive e se multiplica para além daqueles que profetizaram seu enterro e que, aliás, já estão enterrados. A história se repete e mais uma vez é a Igreja quem sai vitoriosa. Se em Madrid foram dias em que Deus parecia existir, como confessou o jornalista agnóstico Vargas Llosa, no Rio foram dias em que Ele confirmou sua existência. Diferente do que se viu dias atrás, dessa vez os jovens não saíram às ruas para depredar, mas para construir. E construir em cima da Rocha. E por isso gritavam: Esta é a juventude do Papa! Melhor, dos Papas. De Bento e de Francisco, pois a única ruptura proposta por eles é a ruptura com o pecado, não com a fé de dois mil anos como sugerem alguns teólogos mal intencionados por aí.

Os cantos que tomaram as ruas do Rio de Janeiro ainda encontrarão eco em muitos corações. Naquela praia, onde se celebrou a Missa de envio dos peregrinos, novamente exortou Jesus pela boca do Santo Padre: "Ide pelo mundo e fazei discípulos de todas as nações". E neste momento, em que muitos jovens ainda se encontram em ônibus ou aviões voltando para suas casas, também a cruz de Cristo vai com eles para indicar o caminho da Luz da Fé, a única capaz de conduzir o homem para a salvação eterna, onde as portas do inferno não prevalecerão.

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Papa é acolhido por multidão de jovens em Copacabana
Papa FranciscoNotícias

Papa é acolhido por multidão
de jovens em Copacabana

Papa é acolhido por multidão de jovens em Copacabana

Mais de um milhão de jovens se reuniram em Copacabana, ontem, para ver o Papa. "A juventude tem que ser forte, se alimentar de sua fé, e não se empanturrar com outras coisas."

Equipe Christo Nihil Praeponere26 de Julho de 2013Tempo de leitura: 2 minutos
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Quem acompanhou a festa de acolhida dos jovens, ontem, na praia de Copacabana, presenciou um espetáculo. A mídia secular calculou, timidamente, que o Santo Padre foi recebido por cerca de 1,5 milhão de pessoas.

O Papa Francisco chegou ao forte de Copacabana pouco depois das 17h. Saindo daí, de papamóvel, cumprimentou os milhões de fiéis que formavam um corredor gigantesco, dos lados direito e esquerdo. Ao longo do caminho, pausas para beijar as crianças, receber presentes e até tomar um chimarrão, oferecido por um peregrino.

Chegando ao palco construído para a Jornada Mundial da Juventude, no final do trajeto, o Papa agradeceu o carinho dos jovens: disse que "os cariocas sabem receber bem, sabem dar uma grande acolhida". Também destacou a vivacidade dos peregrinos. "Primeiramente quero lhes agradecer pelo testemunho de fé que vocês estão dando ao mundo. Sempre ouvi dizer que os cariocas não gostam do frio e da chuva, mas vocês estão mostrando que a fé de vocês é mais forte que o frio e a chuva. Parabéns. Vocês são verdadeiros heróis!"

Logo em seguida, discursando em espanhol, o Papa cumprimentou seu predecessor, Bento XVI. "A ele agradecemos de todo coração. A ele, que nos convocou hoje aqui, enviamos uma saudação e um forte aplauso". Neste momento, a multidão irrompeu em uma salva de palmas. "Vocês sabem – continuou Francisco – que antes de vir ao Brasil, estive conversando com ele. E pedi-lhe que me acompanhasse na viagem, com a oração. E ele me disse: acompanho-vos com a oração, e estarei diante da televisão. Então, agora ele está nos vendo."

O Papa disse que veio ao Brasil não só para confirmar os jovens na fé, mas também "para ser confirmado pelo entusiasmo da fé" dos jovens. "Vocês sabem que na vida de um bispo há tantos problemas que precisam ser solucionados. E com estes problemas e dificuldades, a fé do bispo pode entristecer-se. Que feio é um bispo triste. Que feio é. Para que minha fé não seja triste, vim aqui para contagiar-me com o entusiasmo de vocês."

Após algumas apresentações, proclamou-se o Evangelho e Francisco fez uma bela homilia.

Ele ressaltou a importância de uma vida fecunda, "que dê vida a outros", e condenou o egoísmo e a idolatria de si mesmo. "Todos temos muitas vezes a tentação de nos colocarmos no centro, de crermos que somos o eixo do universo, que nós sozinhos construímos nossa vida, ou de pensar que o ter, o dinheiro e o poder são o que dá a felicidade. Mas todos sabemos que não é assim. O ter, o dinheiro e o poder podem oferecer um momento de embriaguez, a ilusão de ser felizes, mas, ao final, nos dominam e nos levam a querer ter cada vez mais, a não estar nunca satisfeitos. E acabamos empanturrados, mas não alimentados, e é muito triste ver uma juventude empanturrada, porém débil. A juventude tem que ser forte, se alimentar de sua fé, e não se empanturrar com outras coisas."

Por fim, pedindo aos jovens que colocassem Cristo em suas vidas, lembrou a importância de recorrer aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia: "Ele te acolhe no Sacramento do perdão, com sua misericórdia cura todas as feridas do pecado. Não tenhais medo de pedir-lhe perdão, porque Ele em seu grande amor nunca se cansa de nos perdoar, como um pai que nos ama. (...) Ele te espera também na Eucaristia, Sacramento de sua presença, de seu sacrifício de amor".

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