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Um organismo decapitado
SociedadeEspiritualidade

Um organismo decapitado

Um organismo decapitado

Além de tentar arrancar do coração humano as virtudes sobrenaturais infundidas por Deus em sua alma, o trabalho do diabo tem ido além.

Equipe Christo Nihil Praeponere7 de Julho de 2014Tempo de leitura: 3 minutos
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Ainda destrinchando as palavras do Papa Pio XII sobre a lenta e gradual destruição da humanidade, é preciso que nos atentemos às seguintes palavras: “Nestes últimos séculos [o “inimigo"] tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo" [1].

A que Pio XII queria se referir, nesse discurso, ao falar do “organismo misterioso de Cristo"? Esse Pontífice, que escreveu a bela encíclica Mystici Corporis, “sobre o Corpo Místico de Jesus Cristo e nossa união nele com Cristo" [2], podia muito bem estar falando da Igreja, que é “muito mais excelente que quaisquer outras sociedades humanas" [3]. Mas, dado o contexto – a desestruturação presente em todo o mundo –, também é provável que tenha querido falar da sociedade humana como um todo.

Mas, por que chamar a sociedade de “organismo misterioso de Cristo"? Porque, como atesta Santo Tomás de Aquino, verdadeiramente, Cristo é cabeça de todos os homens:

“Cristo é a cabeça de todos os homens, mas em graus diversos. Assim, primária e principalmente, é a cabeça daqueles que atualmente lhe estão unidos pela glória. Em segundo lugar, dos que lhe estão unidos pela caridade. Em terceiro, dos que lhe estão unidos pela fé. Em quarto, dos que lhe estão unidos só em potência sem ainda terem sido reduzidos ao ato, mas que a este devem ser reduzidos, segundo a divina predestinação. O quinto, enfim, os que lhe estão unidos em potência e nunca serão reduzidos a ato, como os homens que vivem neste mundo e que não são predestinados. Mas que, partindo deste mundo, deixam totalmente de ser membros de Cristo, por já não poderem ser unidos a Cristo." [4]

Ao assumir a natureza humana, Jesus procurou salvar todos os homens. “Como não há, não houve, nem haverá homem algum cuja natureza não foi assumida por Cristo Jesus, nosso Senhor, assim não há homem algum, não houve, nem haverá pelo qual ele não tenha sofrido", diz uma declaração magisterial do século IX. Mas, como “o cálice da salvação humana", “se não for bebido, não salva" [5], o sacrifício de Cristo, embora útil a todos, pode ser ineficaz, não por defeito do resgate operado por Nosso Senhor, mas por ingratidão dos homens. Por isso, o demônio se esforça por transformar aqueles que receberam, pelos méritos de Cristo, a herança eterna, em rebeldes e moradores do inferno.

Em nossos tempos, porém, além de tentar o homem com a falta de fé, com o desespero e com o ódio, tentando arrancar de seu coração as virtudes sobrenaturais infundidas por Deus em sua alma, o trabalho do diabo tem ido além. A própria seiva natural tem sido impiedosamente sugada de suas veias e passam a ser aceitos comportamentos que, em si mesmos, não só entram em choque com preceitos religiosos, mas com a própria realidade das coisas.

Como não deplorar, por exemplo, que o aborto e a eutanásia sejam amplamente aceitos por legislações civis mundo afora? Como não enxergar na promoção de um “estilo de vida homossexual" uma profunda disfunção cultural, que coloca o prazer acima da própria preservação da espécie? Como não se espantar com o agigantamento descontrolado do “Estado-babá", que não só distribui vales e bolsas aos seus cidadãos – que bem podem ser chamados de súditos –, mas chega a arrogar para si o direito de educar as crianças e os jovens?

O “inimigo", indica o Santo Padre, é “astuto". Obscurecendo a compreensão da lei natural, torna praticamente impossível a obra de evangelização entre os homens. Afinal, como se pode ensinar que Deus é um pai amoroso, que “de tal modo amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" [6], se se aceita que uma mãe que mata seu filho permaneça impune ou, pior, receba toda a assistência do Estado para assassiná-lo? Ou se se entrega aos políticos a responsabilidade de criar as crianças, eliminando lenta e gradualmente as figuras paternas e maternas de seus imaginários? Como se podem ensinar as verdades eternas, cujo fio condutor é a Palavra (o λόγος) que “se fez carne" [7], a uma sociedade que sequer entende a finalidade primária do ato conjugal?

Por esses e outros fatos, é preciso concordar com o Papa: está-se diante de uma verdadeira “desagregação intelectual, moral, social, da unidade do organismo misterioso de Cristo" – que chega a parecer “decapitado". A solução é recuperar como guia e senhor Aquele que é “a cabeça de todos os homens" e procurar, com a oração e com a pregação do Evangelho, integrar todos no Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja.

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Indulgência plenária na solenidade do Sagrado Coração de Jesus
Espiritualidade

Indulgência plenária na
solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Indulgência plenária na solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Saiba como receber indulgência plenária nesta solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

Equipe Christo Nihil Praeponere27 de Junho de 2014Tempo de leitura: 2 minutos
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Por ocasião da solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja concede indulgência plenária ao fiel que recitar publicamente o seguinte Ato de Reparação:

Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na vossa presença, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é, de toda a parte, alvejado o vosso amorosíssimo Coração.
Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não vos querendo como pastor e guia, ou, conculcando as promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa lei.
De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas, particularmente, da licença dos costumes e modéstias do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra vós e vossos Santos, dos insultos ao vosso Vigário, e a todo o vosso Clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino amor, e, enfim, dos atentados e rebeldias das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.
Oh! se pudéssemos lavar, com o próprio sangue, tantas iniquidades!
Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os Santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação, que vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar, todos os dias, sobre nossos altares.

Ajudai-nos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a vivacidade da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possíveis.
Recebei, ó benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria santíssima reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes, até a morte, no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à pátria bem-aventurada, onde vós com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Em outras circunstâncias, a reza deste Ato de Reparação alcança indulgências parciais.

É importante lembrar que, para ganhar indulgências, são necessárias: a confissão sacramental, a comunhão eucarística e a oração pelo Sumo Pontífice. Providencialmente, hoje, dia 27 de junho, é o aniversário de sagração episcopal do Santo Padre, o Papa Francisco. Aproveitemos a solenidade do Sagrado Coração de Jesus para dobrar os nossos joelhos pelo sucessor de São Pedro, a fim de “que o Senhor o conserve, lhe dê vida longa, o faça santo na terra, e não o entregue à vontade de seus inimigos".

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A destruição arquitetada por um anjo
SociedadeEspiritualidade

A destruição arquitetada por um anjo

A destruição arquitetada por um anjo

A lenta e gradual construção da “cidade dos homens” é obra de uma inteligência angélica

Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Junho de 2014Tempo de leitura: 3 minutos
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Em uma das muitas alocuções que proferiu, o Papa Pio XII indicou o caminho que o demônio pavimentou, ao longo da história, para destruir o homem, criado à “imagem e semelhança" de Deus [1]:

“Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; às vezes a autoridade sem a liberdade. É um 'inimigo' que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como as principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus. O 'inimigo' tem trabalhado e trabalha para que Cristo seja um estranho na universidade, na escola, na família, na administração da justiça, na atividade legislativa, na assembleia das nações, lá onde se determina a paz ou a guerra." [2]

A primeira coisa que Pio XII faz é colocar as pessoas diante do nemico. O Papa quer convencer os homens de que a obra de destruição que se apresenta aos seus olhos não é fruto do acaso ou, como pregam os progressistas, do zeitgeist – o “espírito dos tempos". Trata-se, de verdade, de um empreendimento demoníaco. Há, por trás de toda a confusão e barbárie deste e de outros séculos, uma inteligência angélica, que, desde que caiu, trabalha incessantemente para perverter a obra da Criação e fazer perder as almas que Cristo conquistou com o Seu sangue, na Redenção.

Como explicar que o projeto de um anjo se torne tão concreto e visível no decorrer da história, só é possível a partir dos agentes humanos que, juntamente com o demônio, bradaram “non serviam", a fim de servirem ao mal. Embora seus destinos eternos estejam nas mãos de Deus – e só Ele possa dizer se o “oitavo sacramento", a ignorância invencível, os salvou –, suas obras humanas denunciaram clamorosamente sua identidade. Do Imperador Nero, no século I, passando pelos iluministas anticristãos, até Karl Marx e seus seguidores, muitos foram os homens que aderiram abertamente ao projeto do mal e muitos foram os passos dados rumo ao “amor de si até ao desprezo de Deus" [3].

É verdade que, hoje, tantas coisas más e perversas que os homens cometem ganham gentilmente outros nomes. Hoje sequer se ouvem mais as palavras “pecado" ou “erro". Todas as ações humanas transitam entre o “conveniente" e o “socialmente inapropriado", entre o “agradável" e o “politicamente correto". Só que nem mil jogos de palavras podem mudar ou desfazer a realidade das coisas. Conscientemente ou não, quem quer que trabalhe para implantar no mundo um “sistema de pecado" – como é o caso de organizações que financiam o aborto, de grupos que querem a destruição da família e de religiosos que pedem a implantação de uma religião única e mundial, sem Cristo e sem a Igreja – está trabalhando para Satanás.

As palavras não são exageradas. O próprio Jesus não poupou palavras para denominar os mentirosos: “Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai". Semelhantes palavras podem ser dirigidas a quem, obstinado no mal, opera incansavelmente para defender a morte e a mentira, obras daquele “era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade" [4].

É verdadeiramente monstruosa a construção – ou a destruição – que os filhos das trevas fazem no mundo. No entanto, não é sadio que os cristãos se detenham diante dessa imensa Babel, nem que cruzem os braços, inertes. Afinal, “todas as coisas" – inclusive a ação dos anjos decaídos – “concorrem para o bem dos que amam a Deus" [5]. Os filhos de Deus não devem temer: nas batalhas desta vida, são guiados e amparados por “aquela misteriosa presença de Deus na história, que é a Providência" [6].

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A mortificação, escada para subir ao Céu
Espiritualidade

A mortificação, escada para subir ao Céu

A mortificação, escada para subir ao Céu

As verdades que Cristo pregou do alto da montanha continuam válidas para hoje: fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao Céu.

Equipe Christo Nihil Praeponere20 de Junho de 2014Tempo de leitura: 4 minutos
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Embora seja contraditória, tem atraído muitas pessoas a ideia de um Cristianismo sem sofrimento, sem penitências nem mortificações. Não se fala mais da necessidade de renunciar a si mesmo e tomar a própria Cruz [1], embora tenha sido o próprio Cristo a sublinhar tal obrigação. Não se ostenta mais a figura de Jesus Crucificado nas paredes de construções e nem mesmo nas igrejas, como se a constante lembrança das dores de Cristo fosse penosa ou até perigosa para as pessoas.

É, de fato, um ditado bastante repetido: "Falar só de dor e sofrimento afasta as pessoas da Igreja". Mas onde está a caridade daqueles que calam tais temas apenas para manter o número de fiéis? É certo que o homem moderno não quer ouvir falar dessas coisas — antes, prefere que adociquem sua boca com o mel das novidades e dos prazeres. Mas a religião católica tem a ver com as vontades e preferências do mundo ou, antes, com a vontade e o reinado de Deus? A fé cristã tem a ver com o que o homem deseja ou com o que ele verdadeiramente precisa?

Rebate-se: "Mas o homem precisa sofrer?" Na verdade, a pergunta está mal colocada. Não é que o ser humano precise sofrer; é que ele precisa amar. E, novamente — afinal, sempre convém repetir —, neste mundo, não é possível que sejamos privados de sofrer simplesmente porque não podemos ser dispensados de amar. Não é que a religião cristã seja “masoquista" ou cultue a dor; é que foi esse o meio que Cristo escolheu para amar-nos e é também o meio pelo qual nós devemos amá-lO. "Deus, que te criou sem ti, não te salvará sem ti" [2], diz Santo Agostinho. Não basta que o sangue de Cristo tenha sido derramado por todos; é preciso que aproveitemos de sua eficácia, associando a nossa liberdade à ação da graça divina.

Neste tema, adverte o pe. Garrigou-Lagrange, é preciso evitar dois extremos perigosos: o primeiro, menos comum, é o rigorismo jansenista, que apregoa a prática de árduas mortificações sem considerar a razão para isso, como que numa tentativa de alcançar o Céu por forças puramente humanas. Com isso, perde-se de vista "o espírito da mortificação cristã, que não é soberba, senão amor de Deus" [3].

O segundo erro a ser evitado parece dominar o mundo de hoje: trata-se do naturalismo prático. Com os argumentos já apresentados acima, essa tendência reduz a fé cristã a um bom mocismo, ignorando — ou fingindo ignorar — as consequências do pecado original sobre o gênero humano.

Nessa brincadeira perigosa, nem as palavras de Jesus contam mais. O Cristo que adverte para arrancarmos de nós os olhos e as mãos, se são para nós ocasião de queda, porque "é melhor perderes um de teus membros do que todo o corpo ir para o inferno" [4]; o Cristo que pede que ofereçamos a face esquerda a quem bater em nossa direita, que entreguemos o nosso manto a quem nos tirar a túnica, que andemos dois quilômetros, ao invés de um só [5]; o Cristo que alerta para não jejuarmos "de rosto triste como os hipócritas" [6], “só para serdes notados" [7], é solenemente ignorado pelos naturalistas, que preferem fundar para si uma nova religião: a de um deus leniente com o pecado, com a indolência e com a preguiça espiritual.

É preciso deixar muito claro que não é possível construir um "novo" caminho, diferente do que indicou Jesus e do que trilharam os santos. Mirabilis Deus in sanctis suis, diz a Vulgata: "Deus é maravilhoso nos seus santos" [8]. E eles não passaram por outra via senão a da mortificação. Como se explica, por exemplo, que uma Santa Catarina de Sena tenha começado tão cedo a flagelar-se e a fazer jejuns rigorosos [9]? Que, para defender a sua pureza São Francisco se tenha revolvido na neve, São Bento se tenha jogado num silvado e São Bernardo tenha mergulhado num tanque gelado?

A chave para todas essas penitências é o amor, que não pode ser vivido neste mundo sem que crucifiquemos a nossa carne. Santo Afonso de Ligório ensina que "ou a alma subjuga o corpo, ou o corpo escraviza a alma". São Bernardo respondia aos que zombavam dos penitentes do seguinte modo: "Somos em verdade cruéis para com o nosso corpo, afligindo-o com penitências; porém mais cruéis sois vós contra o vosso, satisfazendo a seus apetites nesta vida, pois assim o condenais juntamente com a vossa alma a padecer infinitamente mais na eternidade".

Por que não se fala mais dessas coisas em nossas igrejas? Porque, infelizmente, quase nenhum espaço foi preservado desse maldito naturalismo, que pretende "inventar a roda" moldando um Cristianismo sem Cruz.

Para viver, é necessário mortificar-se, morrer mesmo, como o grão de trigo de que fala o Evangelho [11]. As verdades que Cristo pregou do alto da montanha continuam válidas para hoje e, como diz Santa Rosa de Lima, "fora da Cruz não existe outra escada para subir ao Céu".

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