Padre Paulo Ricardo
CNP
Christo Nihil Præponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
Todos os direitos reservados a padrepauloricardo.org®
Uma só coisa é necessária
Padre Paulo Ricardo

Uma só coisa é necessária

Uma só coisa é necessária

A pregação do amor a Deus e da salvação das almas é a única coisa que o Senhor espera ouvir dos lábios de Seus sacerdotes.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2015Tempo de leitura: 2 minutos
imprimir

Reverendíssimo Padre Paulo, 

O apóstolo São João, ao falar sobre a virtude da caridade, diz que "no amor não há medo. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o medo, pois o medo implica castigo, e aquele que tem medo não chegou à perfeição do amor" (1 Jo 4, 18). E Santo Agostinho, para ilustrar a diferença entre essas duas atitudes, explica que "uma coisa é o desejo do prêmio, e outra, o medo dos suplícios. Uma coisa é dizer: 'Em que lugar me ocultarei de vosso espírito? E para onde fugirei de vossa face?' (Sl 138, 7); outra é dizer: 'Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo.' (Sl 26, 4), ou ainda: 'Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor!' (Sl 83, 3)." [1]

"Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor!" – Essas palavras do Salmista representa bem qual deve ser a nossa atitude neste mundo. Toda a nossa existência precisa ser vivida com o olhar fixo em Deus, em uma espera amorosa pela vida eterna e por contemplar a Sua face.

Este tem sido o constante ensinamento do senhor nesses últimos anos, padre. "Quem quer que deseje trilhar o caminho da santidade não deve se contentar com a senda do temor". Não se pode passar pela "primeira conversão" e ficar estacionado na vida espiritual. Não dá para se contentar com uma vida "mais ou menos" cristã ou com uma espiritualidade tíbia e frouxa. É preciso ir para águas mais profundas (cf. Lc 5, 4), entrar numa estreita relação de amor e intimidade com Deus, partir à "segunda decolagem". Porque, afinal, todos somos chamados à santidade,a tomar de assalto a nossa vida espiritual, a viver a nossa altíssima vocação para o Céu, para a comunhão com Deus.

Essa grande "mudança de rota" que o senhor vive e que o site experimenta tem sido muito importante para nós, que somos seus filhos espirituais. Afinal, padre, a coisa mais importante que temos é a nossa alma e a única coisa de que precisamos verdadeiramente é amar a Deus. Foi o que Jesus ensinou, quando disse: "De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder a sua alma?" ( Mt 16, 26).

É também esta a única coisa que o Senhor espera ouvir dos lábios dos Seus sacerdotes. Não importa, padre, que o senhor repita uma, duas ou mil vezes os mesmos ensinamentos. Não desanime nunca em sua missão de evangelizar, porque o Sagrado Coração de Jesus pulsa de alegria quando vê um coração sacerdotal que se consome de amor por Ele.

Neste dia em que o senhor celebra o aniversário de sua ordenação sacerdotal, queremos renovar o nosso agradecimento por sua vida e por sua entrega diária e constante no altar de Cristo. Que o senhor continue com perseverança no caminho do amor e da santidade, sem nunca se cansar de ensinar a nós, seus filhos espirituais, aquela que é a única coisa necessária (cf. Lc 10, 42): amar a Deus e cumprir a Sua santa vontade.

Referências

  1. De Sancta Virginitate, 38 (PL 40, 418-419).

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

O amor do Coração de Jesus
Igreja Católica

O amor do Coração de Jesus

O amor do Coração de Jesus

No dia solene do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja convida todos os seus filhos a rezarem pela santificação dos sacerdotes.

Equipe Christo Nihil Praeponere12 de Junho de 2015Tempo de leitura: 1 minutos
imprimir

"É o sacerdote quem continua a obra da redenção na terra", afirmava São João Maria Vianney. Quão grande deve ser nosso maravilhamento diante de tão profundo mistério! De fato, acrescentava o Santo Cura d'Ars: "[...] Se bem se compreendesse o que o sacerdote é na terra, morrer-se-ia, não de medo, mas de amor. [...] O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus".

No dia solene do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja convida todos os seus filhos a contemplar n'Aquele que traspassaram (Jo 19, 37) o Amor de Deus, de forma particular no dom do sacerdócio, e a rezar pela santificação destes homens que, com seu sim, dão as mãos, a voz e os lábios a Cristo, Sumo Sacerdote, fazendo-nos contemplar o Coração que tanto amou os homens.

Por isso, com os olhos fitos no Sagrado Coração de Jesus, elevemos a Deus nossas orações pela santificação do clero, renovando nossa fé no Amor de Deus e no sacerdócio de Cristo em seus eleitos.

Oração pelos sacerdotes (Indulgenciada por S. Pio X em 03/03/1905)

Ó Jesus, Pontífice Eterno, Divino Sacrificador, Vós que, no Vosso incomparável amor, deixastes sair do Vosso Sagrado Coração o sacerdócio cristão, dignai-Vos derramar, nos Vossos sacerdotes, as ondas vivificantes do Amor infinito.

Vivei neles, transformai-os em Vós, tornai-os, pela Vossa graça, instrumentos de Vossas Misericórdias.

Atuai neles e por eles, e fazei que, revestidos inteiramente de Vós pela fiel imitação de Vossas adoráveis virtudes, operem, em Vosso nome e pela força de Vosso espírito, as obras que Vós mesmo realizastes para a salvação do mundo.

Divino Redentor das almas, vede como é grande a multidão dos que dormem ainda nas trevas do erro; contai o número dessas ovelhas infiéis que ladeiam os precipícios; considerai a multidão dos pobres, dos famintos, dos ignorantes e dos fracos que gemem ao abandono.

Voltai para nós por intermédio dos Vossos sacerdotes. Revivei neles; atuai por eles, e passai de novo através do mundo, ensinando, perdoando, consolando, sacrificando, e reatando os laços sagrados do amor entre o Coração de Deus e o coração humano.

Amém. [1]

Referências

  1. Do livro «O Sagrado Coração e o Sacerdócio», de Madre Luísa Margarida Claret de La Touche.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Orgulho Gay ou Manipulação?
SociedadePadre Paulo Ricardo

Orgulho Gay ou Manipulação?

Orgulho Gay ou Manipulação?

O Movimento LGBT é um movimento de fachada. A fachada é a defesa dos direitos das minorias; a agenda oculta é a implantação da ideologia de gênero e a destruição da família natural.

Padre Paulo Ricardo11 de Junho de 2015Tempo de leitura: 1 minutos
imprimir

Aconteceu de novo. Em sua última edição, a Parada Gay de São Paulo voltou a ridicularizar símbolos religiosos cristãos, sob o pretexto de combater a "homofobia". A triste imagem de um transexual crucificado, parodiando o Cristo, resume tudo.

Ao protesto indignado dos cristãos, o Movimento LGBT já sabe como responder: incentivar o vitimismo nas pessoas com tendência homossexual. E de fato estas pessoas são vítimas, mas não dos cristãos. São vítimas do próprio Movimento LGBT.

O Movimento LGBT é um movimento de fachada. A fachada é a defesa dos direitos das minorias; a agenda oculta, porém, é a implantação da ideologia de gênero e a consequente destruição da família natural.

É como numa caçada. Usa-se um chamariz para que o animal caia na armadilha. Mas se você usar a isca errada, a coisa não funciona. Ora, não existe realidade que atrai mais um bom cristão do que a compaixão e a misericórdia. Ao alimentar o vitimismo das pessoas com tendência homossexual, a ideologia gayzista usa estas pessoas como isca, apostando na possibilidade de dominar a população cristã por meio de um complexo de culpa paralisante.

Por que a Passeata Gay não usa símbolos e personagens religiosos não cristãos? Por que não incluir na algazarra Maomé, Buda ou os Orixás? A resposta é simples, eles ainda não acharam uma isca adequada para essas religiões. A combinação de vitimismo e falsa compaixão só funciona com cristãos. Se eles profanassem as outras, estariam arriscando receber milhares de processos judiciais ou, quem sabe até, violentos protestos.

Convido as pessoas de boa vontade que carregam a cruz da tendência homossexual [1] a estudarem a verdadeira história da ideologia de gênero. Temos no nosso site uma pequena introdução. Vocês verão que estão sendo manipulados!

É verdade, lamento profundamente a profanação dos símbolos cristãos. Aliás, tenho feito orações para reparar estas ofensas feitas a Nosso Senhor. Mas acho que devemos também lamentar a manipulação de pessoas (homossexuais ou não) que estão sendo usadas para a destruição de nossas famílias e a implantação de um regime de intimidação que amordaça as verdadeiras liberdades.

A eliminação do cristianismo não irá ajudar em nada, nem a ninguém. Os milhares de homossexuais que morreram no "paredón" de Cuba e nos gulags da União Soviética são testemunha disto.

Referências

  1. Cf.Catecismo da Igreja Católica, 2358.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Jamais tocar no nome de Deus
NotíciasMarxismo

Jamais tocar no nome de Deus

Jamais tocar no nome de Deus

“Jamais tocar no nome de Deus" parece ser o novo mandamento da modernidade. Nenhuma ideologia, porém, pode cancelar a sede de Deus do coração humano.

Equipe Christo Nihil Praeponere10 de Junho de 2015Tempo de leitura: 4 minutos
imprimir

Quando Pio XII denunciou o desprezo da humanidade por Cristo, em 1952, a Segunda Guerra Mundial já havia acabado.

No conflito bélico que durou de 1939 a 1945, guerrearam entre si duas grandes ideologias anticristãs: o nazismo, do lado do Eixo, e o socialismo, entre os Aliados. A primeira havia sido denunciada pela encíclica do Papa Pio XI, Mit Brennender Sörge ("Com ardente preocupação"); a segunda foi um dos sistemas mais reprovados pelo Magistério na história da Igreja – de todos os Papas do século XX, só João Paulo I não condenou o comunismo ateu, e só não o fez porque não teve tempo.

Da ideologia de Adolf Hitler, restaram tão somente cinzas. Felizmente, o aparelho político que condenou milhares de judeus ao extermínio veio abaixo – e com a ajuda de todo o Ocidente. O socialismo, porém, até por estar do lado vitorioso, não só não foi destruído, como experimentou seus "anos de glória". No auge da Guerra Fria, o sistema soviético alcançou a simpatia de muitos facínoras sedentos pelo poder, penetrando violentamente em vários lugares do mundo.

No decorrer do tempo, todavia, especialmente com Antônio Gramsci e a influência da Escola de Frankfurt, os comunistas substituíram a iniciativa da revolução armada pela infiltração cultural. Os ideólogos marxistas não falavam mais de profanar igrejas, assassinar sacerdotes ou aprisionar religiosos – embora em várias partes do mundo eles continuassem a fazê-lo, sem remorsos. O seu novo plano era mais discreto: destruir a religião cristã por dentro, minar as próprias bases da sociedade, implantando a revolução de modo gradual e até imperceptível, se possível fosse.

Hoje, 70 anos depois do fim da Grande Guerra, é possível dizer que, no que diz respeito à religião – a qual os comunistas sempre reputaram como "o ópio do povo" –, o seu intento foi largamente alcançado. Se eles não conseguiram, é verdade, extinguir dos corações humanos o pensamento de Cristo, deram um passo que já é muito de se lamentar – banir a menção de Deus da vida pública. As pessoas continuam pensando n'Ele, no eterno e no transcendente, mas não podem dizê-lo, sob pena de serem tachadas de intolerantes, atrasadas ou "desnecessárias". O mandamento que pede que não se tome o nome de Deus em vão foi transformado em outro: não tocar nunca no Seu nome, absolutamente.

Tome-se como exemplo a jovem estrela do futebol, Neymar. No último dia 6, ao comemorar o título da Champions League com a camisa do Barcelona, o craque brasileiro usou uma faixa na cabeça, com a inscrição "100% Jesus". Essa simples e inofensiva referência ao nome de Cristo teria sido motivo de escândalo mundo afora. No Brasil, um jornalista considerou o gesto de Neymar "desnecessário"; outro escreveu que seria melhor que "certas intimidades fossem como deveriam ser, isto é, apenas íntimas".

Os dois comentários, vindos do mundo dos esportes, só confirmam a ideia que se enunciou acima. Neymar não pediu que ninguém se convertesse à fé cristã, nem fez algum discurso eloquente em defesa de Cristo. Seu único crime foi estampar o nome de Jesus em sua cabeça.

A acusação que pesa sobre o jogador é de "proselitismo religioso". "Internautas tacharam a mensagem de 'ridícula' e criticaram a tentativa do brasileiro de 'impor' sua religião aos outros", diz a notícia. De que modo Neymar estaria impondo o cristianismo aos outros, é coisa que os veículos de comunicação não explicam. Talvez o jogador devesse ser um pouco mais comedido em sua comemoração. Ao invés de "100% Jesus", uma faixa mais larga com "50% Jesus", dando a outra metade para Baal, Buda ou Zoroastro; quem sabe, uma com alguma mensagem mais palatável ao crivo dos ateus, como "Deus está morto", ou com uma inscrição exaltando Maomé – que, certamente, passaria ilesa pela crítica jornalística.

Seja como for, o problema aqui é com uma religião específica: o cristianismo. Não se suportam nem crucifixos nos tribunais, nem educação confessional nas escolas, nem menção a Cristo nos estádios de futebol. Vai-se configurando, entre os próprios cristãos, o que o Papa João Paulo II chamou de uma "apostasia silenciosa" [1], em que as pessoas já não são mais capazes de anunciar a boa nova do Evangelho, seja porque sequer acreditam que esta seja uma "boa nova", seja porque não a veem mais como algo "verdadeiro".

De fato, se os cristãos realmente acreditassem em Cristo, não ficariam calados; se verdadeiramente compreendessem a mensagem de salvação que porta o Evangelho, não a guardariam para si; se entendessem o impacto da vida eterna, não permaneceriam em silêncio. Seria, na verdade, uma tremenda falta de caridade, que, preenchidos com a felicidade divina – que nenhuma criatura pode oferecer ao homem –, eles fechassem a boca e não anunciassem Cristo ao mundo.

Por isso, a religião cristã é essencialmente pública, porque a verdade não se pode encerrar num cubículo, assim como "não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, nem se acender uma luz para colocá-la debaixo do alqueire" (Mt 5, 14-15). O ser humano só pode ser plenamente saciado por Deus, e inquieto está enquanto não repousa n'Ele [2]. Ainda que queiram abolir o Seu santíssimo nome das cabeças dos atletas ou das paredes dos prédios, ele está inscrito no mais íntimo do coração humano e, daí, jamais – por nenhuma força humana ou angélica – poderá ser apagado.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.