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Novena tradicional em honra de São José
Oração

Novena tradicional
em honra de São José

Novena tradicional em honra de São José

Jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido ao glorioso patriarca da Sagrada Família e fosse por ele desamparado.

Equipe Christo Nihil Praeponere10 de Março de 2018Tempo de leitura: 9 minutos
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Esta é uma novena tradicional em honra a São José, pai virginal de Nosso Senhor. Encontra-se em muitíssimos sítios na internet, razão pela qual dispensamos fazer referência a algum em particular. A oração pode ser feita a qualquer tempo do ano, mas é especialmente recomendada do dia 10 ao 18 de março, em preparação para a solenidade de São José, e do dia 22 ao 30 de abril, véspera da festa de São José Operário.

Já fizemos isto em outras ocasiões, mas não custa lembrar de novo a recomendação feita certa vez por Santa Teresa d’Ávila para que tenhamos devoção ao patriarca da Sagrada Família:

Não me lembro de até hoje lhe ter pedido alguma coisa que não me tenha concedido, nem posso pensar sem admiração nas graças que Deus me tem concedido por sua intercessão e nos perigos de que me tem livrado, tanto para a alma como para o corpo. Parece-me que Deus concede aos outros santos a graça de nos auxiliar nesta ou naquela necessidade, mas sei por experiência que São José nos socorre em todas, como se Nosso Senhor quisesse fazer-nos compreender que, assim como Ele lhe era submisso na terra, porque estava no lugar de pai e como tal era chamado, também no céu não pode recusar-lhe nada.

Primeiro Dia

São José, Pai Nutrício de Jesus

Amabilíssimo São José, que tivestes a honra de alimentar, educar e abraçar o Messias, a quem tantos profetas e reis desejaram ver e não viram, obtende-me, com o perdão das minhas culpas, a graça da oração humilde e confiante que tudo alcança de Deus. Acolhei com bondade paternal os pedidos que vos faço nesta novena e apresentai-os a Jesus, que se dignou obedecer-vos na terra. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, pai nutrício de Jesus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


Segundo Dia

São José, Esposo da Virgem Maria

São José, castíssimo Esposo da Mãe de Deus e guarda fiel da sua virgindade, obtende-me, por Maria, a pureza do corpo e da alma e a vitória em todas as tentações e dificuldades. Recomendo-vos também os esposos cristãos, para que, unidos com sincero amor e fortalecidos pela graça, amparem-se mutuamente nos sofrimentos e tribulações da vida. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, esposo da Mãe de Deus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

Terceiro Dia

São José, Chefe da Sagrada Família

Glorioso São José, que gozastes durante tantos anos da presença e filial afeição de Jesus, a quem tivestes a dita de alimentar e vestir, juntamente com vossa Santíssima Esposa, eu vos suplico me alcanceis o dom inefável de sempre viver em união com Deus pela graça santificante. Obtende também para os pais cristãos a graça do fiel cumprimento de seus graves deveres de educadores e, aos filhos, o respeito e a obediência, segundo o exemplo do Menino Jesus. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, chefe da Sagrada Família.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


Quarto Dia

São José, Exemplo de Fidelidade

Fidelíssimo São José, que nos destes tão belo exemplo no fiel cumprimento de vossos deveres de protetor da Santíssima Virgem e de pai nutrício do Redentor, rogo-vos me obtenhais a graça de imitar o vosso exemplo na fidelidade a todos os deveres do meu estado de vida. Ajudai-me a ser fiel nas coisas pequenas, para o ser também nas grandes. Alcançai essa mesma graça para todos os que me são caros nesta vida, a fim de chegarmos a gozar no céu o prêmio prometido aos que forem fiéis até a morte. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, exemplo de fidelidade.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

Quinto Dia

São José, Espelho de Paciência

Bondoso São José, que suportastes com heróica paciência as provações e adversidades na viagem a Belém, na fuga para o Egito durante a vida oculta em Nazaré e me destes o exemplo de admirável conformidade com a vontade de Deus, obtende-me a virtude da paciência nas dificuldades de cada dia. Alcançai também invencível paciência a todos os que suportam pesadas cruzes, a fim de que se unam sempre mais a Jesus, divino modelo de mansidão e paciência. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, espelho de paciência.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


Sexto Dia

São José, Modelo dos Operários

Humilde São José, que vivendo em pobreza dignificastes a vossa profissão pelo trabalho constante e vos sentistes feliz em servir a Jesus e a Maria com o fruto de vossos suores, alcançai-me amor ao trabalho, que me foi imposto como dever de estado, procurando cumprir nisto sempre a vontade de Deus. Protegei os lares dos trabalhadores do Brasil contra as influências nefastas dos inimigos de Cristo e da Santa Igreja. Obtende-lhes a graça de santificarem o seu trabalho, pela reta intenção, em tudo conformados com os desígnios da Divina Providência. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, modelo dos operários.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

Sétimo Dia

São José, Protetor da Santa Igreja

Glorioso Patriarca São José, Protetor e Padroeiro da Igreja Universal, obtende-me a graça de amar a Igreja como Mãe e de a honrar como verdadeiro discípulo de Cristo. Rogo-vos que veleis sobre o seu Corpo Místico, como outrora velastes sobre Jesus e Maria. Protegei o Santo Padre e os Bispos, os Sacerdotes e os Religiosos. Alcançai-lhes santidade de vida e eficácia no apostolado. Guardai a inocência da infância, a castidade da juventude, a honestidade do lar, a ordem e a paz da sociedade. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, protetor da Santa Igreja.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


Oitavo Dia

São José, Consolo dos Enfermos

Compassivo São José, esperança dos doentes e necessitados, valei-me em todas as enfermidades e tribulações, alcançando-me plena conformidade com os admiráveis desígnios de Deus. Obtende-me também para mim e para todos pelos quais rezo nesta novena, a cura das enfermidades espirituais, que são as paixões desordenadas, fraquezas, faltas e pecados, e protegei-nos contra as tentações do inimigo da nossa salvação. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, consolo dos enfermos.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

Nono Dia

São José, Padroeiro dos Moribundos

Ditoso São José, que morrendo nos braços de Jesus e Maria, partistes deste mundo ornado de virtudes e enriquecido de méritos, assisti-me na hora suprema e decisiva da minha vida contra os ataques do poder infernal. Obtende-me a graça de morrer confortado com os santos Sacramentos, necessários para a minha salvação. Tende compaixão de todos os agonizantes, alcançando-lhes a graça da salvação por intermédio de Maria, vossa Santíssima Esposa. Amém.

V/. Rogai por nós, São José, padroeiro dos moribundos.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


Oração final

(pode ser rezada todos os dias)

Glorioso São José, que fostes exaltado pelo Eterno Pai, obedecido pelo Verbo Encarnado, favorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria; louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem vos invoca com filial confiança e alcançai-me as graças que vos peço nesta novena. Eu vos escolho por meu especial protetor. Sede, depois de Jesus e Maria, minha consolação nesta terra, meu refúgio nas desgraças, meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações, meu pai solícito em todas as necessidades. Obtende-me, finalmente, como coroa dos vossos favores, uma boa e santa morte na graça de Nosso Senhor. Amém.

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“Nascer de novo” não é reencarnar!
Doutrina

“Nascer de novo” não é reencarnar!

“Nascer de novo” não é reencarnar!

A doutrina de Cristo sobre a necessidade de “nascer de novo” para entrar no Reino de Deus, não é nem de longe a reencarnação dos ocultistas de nossos tempos.

Frei Boaventura Kloppenburg10 de Março de 2018Tempo de leitura: 2 minutos
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Sustenta Allan Kardec que “as próprias palavras de Jesus não permitem dúvida” a respeito da pluralidade das existências; e cita Jo 3, 3: “Respondendo a Nicodemos, disse Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se um homem não nascer de novo, não poderá ver o reino de Deus” (O Livro dos Espíritos, p. II, c. V, n. 222).

Podemos encontrar estas palavras nos cabeçalhos de revistas e jornais espíritas, como se fossem a mais insofismável afirmação da reencarnação. No entanto, a coisa não é tão evidente. E primeiramente chamo a atenção para a tradução, que não é de todo exata. São João escreveu seu evangelho em grego. A palavra que interessa no caso é o “nascer de novo”. No original grego diz ánoothen que quer dizer: nascer do alto. Por isso a tradução exata da passagem seria assim: “Quem não nascer do alto não pode entrar no reino de Deus”. Já se vê que assim a dificuldade é sensivelmente menor, se é que já não desapareceu de todo.

E se lermos o texto inteiro, em seu contexto, veremos que o próprio Nicodemos não o entendera bem e ele pedira maiores esclarecimentos. E então Jesus explica seu pensamento: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer do alto (outra vez: ánoothen), por meio da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do espírito é espírito”. Jesus insiste: é preciso nascer do alto, sim, mas “por meio da água e do espírito”. E isso, evidentissimamente, não é reencarnação.

Também em outros lugares a Sagrada Escritura fala desta necessidade de “nova” vida, da regeneração espiritual:

Renovai-vos, pois, no espírito do vosso entendimento, e vesti-vos do homem novo, criado segundo Deus na justiça e na santidade verdadeira. (Ef 4, 23-24)

Despojando-vos do homem velho com todas as suas obras e revestindo-vos do novo, aquele que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou. (Cl 3, 9-10)

Se não vos converterdes e vos não fizerdes como crianças, não haveis de entrar no reino dos céus. (Mt 18, 3)

Por isso o sacramento do Batismo, instituído por Cristo (cf. Mt 28, 19; Mc 16, 16), mas negado pelos reencarnacionistas, foi sempre chamado de “sacramento da regeneração”.

São Paulo a Tito nos dá um eco fiel das palavras de Cristo a Nicodemos e da verdadeira doutrina cristã:

Pois também nós dantes fomos néscios, desobedientes, extraviados, escravos de toda sorte de concupiscências e prazeres, vivendo na maldade e na inveja, dignos de ódio e odiando-nos uns aos outros. Mas apareceu então a benignidade e o amor humanitário de Deus, nosso salvador. Não movido pelas obras justas que houvéssemos feito nós (durante as reencarnações), mas pela sua misericórdia, ele nos salvou mediante o batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, que ele abundantemente derramou sobre nós… (Tt 3, 3-6; cf. Gl 3, 27; 1Cor 6, 11)

Por isso, para São João, quem foi batizado é “nascido de Deus”. E isso é ánoothen: “Nascer do alto” ou “nascer de novo”. Mas não é, nem de longe, a reencarnação dos ocultistas de nossos tempos.

Referências

  • Trecho extraído e levemente adaptado de “Espiritismo: Orientação para Católicos”. 9.ª ed., São Paulo: Loyola, 2014, pp. 117-118.

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“Eu vi um padre!”: homenagem ao Pe. José Crevacore
Padre Paulo Ricardo

“Eu vi um padre!”:
homenagem ao Pe. José Crevacore

“Eu vi um padre!”: homenagem ao Pe. José Crevacore

O Padre José Crevacore foi uma dessas presenças visíveis do amor que Deus nos manifesta através dos seus santos sacerdotes.

Padre Paulo Ricardo9 de Março de 2018Tempo de leitura: 1 minutos
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Deus, como diz Santo Agostinho, serve-se de nós para o nosso próprio bem e para manifestar-nos sua bondade (cf. De Doctr. Christ., I, 32). O Bispo de Hipona repete aqui, com outras palavras, o que já insinuavam as Sagradas Escrituras: Deus tudo dispõe com suavidade (cf. Sb 8, 1), servindo-se de sua próprias criaturas para provê-las de tudo o que lhes é necessário.

Esse princípio, que vale para a ordem natural das coisas visíveis, aplica-se também à nossa vida espiritual. O Senhor, manifestando sua bondade e sabedoria por meio do serviço de seus ministros, quer muitas vezes chegar ao nosso coração, à profundidade de nossa alma, pela presença de pessoas que, de um modo ou de outro, “encarnam” o amor e a graça que Ele está sempre disposto a nos oferecer.

Uma dessas carinhosas presenças de Deus na vida de muitos e, especialmente, na do Pe. Paulo Ricardo foi o amado Pe. José Crevacore, chamado de volta à casa do Pai no dia 7 de março de 2018, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, quase cinquenta anos após sua chegada ao Brasil como missionário salesiano.

Este bom filho de D. Bosco, em quem tantos souberam reconhecer qual é, verdadeiramente, o sentido do sacerdócio católico e a doçura que traz à alma a devoção à Virgem Auxiliadora, teve um papel decisivo na caminhada vocacional do Pe. Paulo Ricardo, sendo, de maneira bastante concreta, pai espiritual, irmão em Cristo e verdadeiro amigo.

Diante da “perda” deste grande sacerdote, cuja morte física é um enorme “ganho” para o coro dos anjos e santos que glorificam a Deus no céu, Pe. Paulo Ricardo deixa aqui, no vídeo acima, sua saudosa homenagem à memória do Pe. José Crevacore, por cuja alma pede a todos que rezemos e ofereçamos o santo sacrifício da Missa e as pequenas mortificações que temos vivido neste tempo de Quaresma.

Que Deus, por intercessão de Nossa Senhora, Auxílio dos cristãos, conceda a José Crevacore o gozo de sua paz e o eterno descanso de seus filhos muito queridos.

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Um belo ato de contrição para a Quaresma
Oração

Um belo ato de contrição
para a Quaresma

Um belo ato de contrição para a Quaresma

“Aqui venho a vossos pés”, Senhor. “Não olheis o como; não estranheis o quando, não repareis no tarde, olhai somente que venho.”

Pe. Fr. António das Chagas8 de Março de 2018Tempo de leitura: 2 minutos
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Meu Deus do meu coração, da minha alma, da minha vida, das minhas entranhas, a quem tanto ofendi: tanto meu Deus, e Senhor, que não tem o mar areias, o céu estrelas, o campo flores, as plantas folhas, cujo número não exceda a multidão sem número de meus pecados, a variedade sem conto de meus delitos.

Pequei, Senhor, ofendi-vos, fiz mal na face dos Céus e da terra; afastei-me de vossa Lei, dei as costas à vossa graça, adorei a vossa ofensa, fiz ídolo da minha culpa, corri sem temor nem pejo pelos caminhos do engano, da vaidade, da perdição. Ah meu Deus! quanto me pesa do muito que vos ofendi! Pesa-me do pouco que me pesa, do muito que vos agravei: mais me pesa pela muita ingratidão com que vos tenho agravado, que pelo grande inferno, que tenho merecido.

Mas que digo, Senhor? nada me pesa, meu Deus: um pesar que me não tira a vida, não é pesar; uma pena que me não arranca esta alma, não é pena; uma dor que me não me parte o coração, ainda não é dor. Quisera ter uma pena das culpas que cometi, tamanha como as minhas culpas. Quisera ter uma mágoa da ofensa. Quisera ter uma dor igual à vossa misericórdia. Quisera com lágrimas de sangue chorar meus grandes pecados, mais pelo que tem de culpa e agravo contra vós, que pelo que tem de dano e perdição contra mim. Quisera, Senhor, que assim como no agravo foi infinita a culpa, fosse no arrependimento infinita a pena.

Mas onde achei esta ânsia, senão na fonte de vossa graça? Onde acharei esta dor, senão no conhecimento de vossa bondade imensa e de minha maldade infinita? De onde hão-de de vir estas lágrimas, senão do mar de Vossa misericórdia?

Aqui venho a vossos pés; não olheis o como; não estranheis o quando, não repareis no tarde, olhai somente que venho. Oh que miserável que venho, Senhor! Oh que torpe, oh que abominável! vestido das fealdades de meus pecados, coberto das torpezas de minhas culpas, cheio de abominações e vícios de minha vida! Mas como venho a vossos pés, confiado venho, meu Deus, de achar em vossa misericórdia porto, em vossa piedade amparo, em vossa clemência refúgio, em vossa bondade remédio.

Por isso, tremendo de vossa justiça, não me valho de outro seguro, mais que do de vossa clemência: não solicito outro abrigo, senão vossa misericórdia: nesta me fio, meu Deus; porque ainda que eu por minha culpa perdi o ser de filho, vós, Senhor, infinitamente bom não perdestes o ser e condição que tendes de Pai.

Acabe pois, Senhor, em mim vossa graça infinita esta obra, que começou em mim vossa piedade infinita: acuda vossa clemência a esta miserável criatura: tende dó e compaixão desta pobre alma. Proponho com vossa graça emendar a vida, confessar as culpas, perseverar na emenda, perdoar agravos, esquecer-me de injúrias, aborrecer meus vícios, restituir como posso, satisfazer como devo a vossos Mandamentos.

Espero, Senhor, em vossa bondade infinita me haveis de perdoar todos meus pecados, pela morte e paixão de meu Senhor Jesus Cristo: porque, se nas suas chagas tendes a justiça para me castigar, também tendes a misericórdia para me favorecer. Misericórdia. Misericórdia. Misericórdia.

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