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Pais são presos por não aceitarem "ideologia de gênero"
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Pais são presos por não
aceitarem "ideologia de gênero"

Pais são presos por não aceitarem "ideologia de gênero"

Na Alemanha, um casal, pai de nove filhos, foi ameaçado de perder a liberdade, porque sua filha se negou a participar das aulas de “educação sexual" previstas para a escola primária.

Equipe Christo Nihil Praeponere21 de Novembro de 2014Tempo de leitura: 4 minutos
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Enquanto o Brasil resiste bravamente à implantação legal da ideologia de gênero, alguns fatos ocorridos fora do continente podem ajudar a esclarecer ainda mais de que se trata essa grande farsa, concebida para destruir a sociedade, a família e o próprio homem.

Na Alemanha, um casal, pai de nove filhos, está ameaçado de perder a liberdade, porque sua filha se negou a participar das aulas de “educação sexual" previstas para a escola primária. A polícia alemã já encarcerou Eugen Martens, em agosto de 2013, e só não prendeu ainda sua esposa, Luise, porque ela está amamentando o filho mais novo. O agente policial que visita a família, no entanto, garante: “O escritório da promotoria fará aplicar a decisão do juiz". Ou seja, mais dia ou menos dia, também a mãe será presa.

Qual o crime cometido por Eugen e Luise, moradores de um pequeno município na Renânia do Norte-Vestfália? É verdade que, na Alemanha, “a escola é obrigatória e se uma criança falta às aulas, a escola tem obrigação de denunciar os pais e o tribunal pode multar essa família". Mas, até aqui o casal não se tem mostrado negligente em relação à educação de suas crianças. Elas têm ido à escola, regularmente. Foi apenas a sua filha recusar-se a receber aulas de gênero, que o Estado seguiu o seu encalço.

As aulas da chamada “educação sexual" têm um conteúdo perverso, como conta Mathias Ebert, fundador da Associação Besorgte Eltern (“Pais preocupados"), fundada justamente para denunciar a corrupção dos seus filhos: “Não só se ensina às crianças como funciona o sexo entre homens e mulheres, mas se coloca uma 'variedade' de práticas sexuais: sexo oral, sexo anal e muito mais. A partir da escola primária dizem aos meninos que seu gênero não está determinado e que não podem saber se são meninos ou meninas; que devem refletir".

Ebert também afirma que a prisão da família Martens não é um caso isolado na Alemanha. “Não conheço o número exato de pais presos, mas só o pequeno grupo de pais da cidade de Paderborn tem passado, no total, 210 dias presos", explica. “É um escândalo enorme, também, porque são justamente as crianças que querem sair da aula. Na cidade de Borken, por exemplo, em uma classe, a lição perturbou tanto as crianças que seis delas desmaiaram".

Não é preciso atravessar o oceano para descobrir uma situação tão ou até mais trágica do que essa. No Brasil, as escolas ensinam às crianças, desde a mais tenra infância, como acontece um ato sexual – chegam a fazer encenações ou demonstrações com objetos de plástico –, como usar um método anticoncepcional, como se masturbar etc. Com a ideologia de gênero, novas perversões estão “no forno": além de aprender o sexo antinatural, as crianças precisariam questionar a própria “identidade" e, como nas escolas alemãs, ser levadas a “refletir" “se são meninos ou meninas". Os pais, ainda que não concordassem com tudo isso, teriam o mesmo fim que Eugen e Luise Martens: a cadeia.

Família Martens.

É com esse enfoque que a Organização Mundial da Saúde trata da educação das crianças e adolescentes. No documento Standards for Sexuality Education in Europe [“Padrões para Educação Sexual na Europa"] – após deixar bem claro que o seu conceito de “educação sexual" não tem nada que ver com “preparação para o casamento e para a família" [1] –, ela diz que a educação dos pais em matéria de sexualidade “é inadequada para a sociedade moderna" [2] – como se fosse o Estado a decidir a “medida de todas as coisas".

Isso quer dizer que a educação sexual não seja importante? Absolutamente, não. A Igreja reconhece a importância de que “as crianças e os adolescentes (...) sejam formados numa educação sexual positiva e prudente, à medida que vão crescendo" [3]. O que acontece na Alemanha – e, de igual forma, em todo o Ocidente –, porém, é um desrespeito ao princípio da subsidiariedade. “A educação sexual, direito e dever fundamental dos pais, deve atuar-se sempre sob a sua solícita guia, quer em casa quer nos centros educativos escolhidos e controlados por eles" [4], ensina o Papa João Paulo II. Ou seja, a sociedade e o Estado devem colaborar, na medida do possível, com a educação dos pais, e não o contrário. São “os pais, que transmitiram a vida aos filhos, (...) seus primeiros e principais educadores", e este direito-dever não só é essencial, mas também insubstituível e inalienável [5].

A fundação Besorgte Eltern tem realizado inúmeras manifestações na Alemanha, exigindo respeito não só ao papel primordial dos pais na formação de seus filhos, como à própria integridade das crianças. “Que não se deturpe os sentimentos das crianças", pede Mathias Ebert. “Está claro que, se deixaram as aulas, é por causa do clima que respiram em casa, mas, isto é errado? É errado que um menino tenha determinados valores, transmitidos por sua família, e viva com base neles? Creio que não."

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O céu são os outros
Sociedade

O céu são os outros

O céu são os outros

Porque somos chamados a realizar a vontade de Deus nas mínimas circunstâncias do dia a dia, temos de considerá-Lo o nosso melhor amigo

Equipe Christo Nihil Praeponere20 de Novembro de 2014Tempo de leitura: 4 minutos
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Jean-Paul Sartre abriu as portas da humanidade para o terceiro milênio, apresentando, em uma sentença, um modelo de vida intrinsecamente contrário ao cristianismo: “O inferno são os outros". Essa expressão cheia de significado resume a lógica do individualismo. Na era da modernidade, em que a técnica se torna cada vez mais avançada, ao ponto de muitos a confundirem com o próprio infinito, o homem contemporâneo é constantemente pressionado a isolar-se em suas conquistas materiais, pelo que se esquece de suas responsabilidades pessoais e comunitárias [1]. Neste jogo de interesses egoístas, o dom da amizade é solapado nas bases.

Resumidamente, o existencialismo de Sartre considera “os outros" como todos aqueles que, no contato diário conosco, revelam as nossas fraquezas e defeitos. Eles são “o inferno" porque nos julgam com sua presença. Tiram a nossa máscara de piedade. Com efeito, a vida comunitária, na visão existencialista, é um fardo angustiante, mesmo que exista um esforço para suportar a presença indesejada do outro.

Não é preciso dizer o quão daninha é essa visão distorcida da realidade. A vida social é uma exigência natural do ser humano. Não se trata simplesmente de algo acessório, mas de uma necessidade básica para o desenvolvimento das capacidades do homem, a fim de que — conhecendo-se a si mesmo por meio da relação com os demais, do serviço mútuo e do diálogo com seus irmãos — ele responda satisfatoriamente à sua vocação [2]. Ora, a presença dos “outros", longe de ser uma consciência julgadora — como descreve Sartre —, é uma autoestrada para a autêntica liberdade e conquista do Sumo Bem, pois, no trato com as dificuldades e diferenças de temperamento do próximo, cada um é chamado a crescer em caridade. Diz São Josemaría Escrivá [3]:

Chocas com o caráter deste ou daquele... Tem de ser assim necessariamente; não és moeda de ouro que a todos agrade.
Além disso, sem esses choques que se produzem ao lidar com o próximo, como havias de perder as pontas, as arestas e saliências — imperfeições, defeitos — do teu temperamento, para adquirires a forma cinzelada, polida e energicamente suave da caridade, da perfeição?
Se o teu caráter e o caráter dos que convivem contigo fossem adocicados e moles como gelatina, não te santificarias.

Neste sentido, o existencialismo nada mais é que a filosofia do desespero. Sartre é incapaz de amar; por isso, vê o inferno onde, na verdade, está o céu. Quando não se está convencido pelo amor cristão, torna-se evidentemente impossível a convivência fraterna, já que “uma verdadeira fraternidade entre os homens" — recorda-nos o Papa Francisco — “supõe e exige uma paternidade transcendente" [4]. Ainda mais: é “a partir do reconhecimento desta paternidade, (que) se consolida a fraternidade entre os homens, ou seja, aquele fazer-se 'próximo' para cuidar do outro" [5]. Caso contrário, o ser humano é reduzido a uma mera engrenagem do organismo social, uma peça que se pode descartar a qualquer momento. O “outro" é tão somente um obstáculo na lei da “seleção natural". Só os mais fortes sobrevivem.

A medida do cristianismo é diferente. No Evangelho de São João, Jesus se refere aos seus discípulos pela palavra “amigo": “ Non iam servos, sed amicos — Já não vos chamo servos, mas amigos" (Jo 15, 15). Com esta expressão, Cristo convida os apóstolos a não somente se relacionarem com Deus-Todo Poderoso, mas também com Deus-Conosco: o Deus que é amigo e se faz presente para o homem a todo momento. Assim explicava o futuro Papa João Paulo I, Cardeal Albino Luciani: “O nosso Deus é tão pouco rival do homem que quis fazer-se seu amigo, levando-o a participar da sua própria natureza divina e da sua própria felicidade eterna" [6]. Assim, porque somos chamados a realizar a vontade de Deus nas mínimas circustâncias do dia a dia, temos de considerá-Lo o nosso melhor amigo, “levando uma vida segundo o Evangelho, com coragem e fidelidade" [7]. Ademais, a palavra amigo também exprime um convite à abertura ao próximo, para fazer-se companheiro em suas necessidades. Um antigo adágio nos lembra que a verdadeira amizade consiste nisto: Idem velle, idem nolle — querer as mesmas coisas e não querer as mesmas coisas. Isso indica que a amizade é uma comunhão do pensar e do querer. E, em última instância, significa a capacidade de entregar a vida pelo irmão (Jo 15, 13; 10, 15).

Há uma advertência de São Gregório Magno capaz de resumir tudo: “Se tendeis para Deus, tende cuidado que não O alcanceis sozinhos" [8]. Ora, a caminhada para o céu nunca pode ser realizada individualmente, uma vez que a fé “não é uma relação isolada entre o 'eu' do fiel e o 'Tu' divino, entre o sujeito autônomo e Deus; mas, por sua natureza, abre-se ao 'nós', verifica-se sempre dentro da comunhão da Igreja" [9]. Por isso, a missão evangelizadora dos cristãos se concretiza mediante o interesse pela vida do outro, por seus dramas e felicidades, por suas derrotas e conquistas, estendendo-lhe a mão amiga e consoladora de Deus. De fato, dizia Bento XVI aos jovens da Espanha certa vez, Jesus “não deixa de infundir alento nos corações, e leva-nos continuamente à arena pública da história, como no Pentecostes, para darmos testemunho das maravilhas de Deus" [10]. Jesus quer contar com a nossa amizade. Seremos amigos d'Ele na amizade com “os outros".

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Saindo de Sodoma
Testemunhos

Saindo de Sodoma

Saindo de Sodoma

Testemunho de ativista homossexual convertido à fé católica. "Como alguém que sofreu no estado de pecado mortal por vários anos, eu asseguro a vocês que não há nenhuma felicidade fora da ordem moral."

Celebrate Life MagazineTradução: Equipe Christo Nihil Praeponere17 de Novembro de 2014Tempo de leitura: 6 minutos
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Depois de uma vida desregrada, Eric Hess, ativista gay de Wisconsin, Estados Unidos, encontrou-se com um homem de fé - o Cardeal Raymond Burke - e com a misericórdia divina. Em agosto de 1998, ele decidiu abandonar o pecado do homossexualismo e viver a castidade. É o que Eric conta em um testemunho publicado na revista Celebrate Life Magazine, no ano de 2011. “Enquanto alguns criticam o arcebispo Burke por sua fidelidade a Deus, à Igreja e às almas, eu digo que ele é um verdadeiro pastor dos fiéis e um Atanásio dos nossos dias".


Minha atração homossexual começou, para ser sincero, como reação ao meu pai, que era um alcoólatra violento. Ele bebia com frequência, chegava para espalhar coisas pela casae abusar da minha mãe, além de ameaçar a mim e a meu irmão. Eu achava que ele nos odiava. Em consequência, não queria ser nenhum pouco parecido com ele.

Na minha mágoa, comecei a procurar pelo amor do meu pai nos braços de outros homens. Aos 17 anos, um predador se aproveitou de mim sob a dinâmica professor/aluno e eu fiquei completamente confuso em relação à sexualidade humana. Com o passar dos anos, uma coisa levou a outra até que eu fui morar com um homem 20 anos mais velho que eu.

Antes de ir mais longe, é importante entender uma das principais causasda desordem da atração por pessoas do mesmo sexo. Como um ex-membroda comunidade, eu posso dizer que os chamados direitos homossexuais – e o direito ao aborto – são um resultado imediato da mentalidade contraceptiva predita há 40 anos pelo Papa Paulo VI, na Humanae Vitae. Pessoas abusando umas das outras como objetos sexuais trouxeram à tona uma cultura de morte que tolera e defende todos os tipos de adultério e abuso infantil, incluindo o aborto. Essa mentalidade egoísta levou também às pesquisas com células-tronco embrionárias e à eutanásia.

Retorno ao meu Pai

De 1990 a 1994, eu ia à Missa de vez em quando. Em 1995, eu disse ao meu “parceiro" que não podia ir mais porque estava muito bravo com a Igreja. Eu coloquei todos os meus crucifixos e Bíblias em caixas e deixei-os no escritório do bispo de La Crosse, Wisconsin, com uma carta renunciando à fé católica.

Para minha surpresa, o bispo Raymond Burke respondeu com uma carta amigável, expressando sua tristeza. Ele escreveu que respeitava minha decisão e notificaria a paróquia onde eu havia sido batizado. Sempre muito gentil, Burke disse que rezaria por mim e esperava ansiosamente pelo dia em que eu me reconciliaria com a Igreja.

Como um dos mais francos ativistas “gays" de Wisconsin, eu pensei: “Que arrogância!" Então eu respondi ao bispo Burke com uma carta acusando-o de preconceito. Eu disse a ele que suas cartas eram desagradáveise perguntava como ele se atrevia a escrever-me.

Meus esforços de pará-lo foram em vão. Burke enviou-me mais uma carta, assegurando-me que não escreveria de novo – mas que se eu quisesse reconciliar-me com a Igreja, ele me acolheria de volta de braços abertos.

De fato, o Pai, o Filho e o Espírito Santo nunca desistiram de mim. Dentro de alguns anos, eu conversei com um bom padre, que se uniu intensamente às orações do bispo Burke em agosto de 1998.

Em 14 de agosto, festa de São Maximiliano Maria Kolbe e vigília da Assunção de nossa Bem-aventurada Mãe, a misericórdia divina penetrou a minha alma, em um restaurante chinês – de todos e entre tantos lugares. Eu mal sabia, ao entrar naquele restaurante com o meu companheiro de mais de oito anos, que o Senhor me tomaria para Si naquela mesma tarde e me levaria a outro lugar, fora de Sodoma, para o juízo de Sua misericórdia, o santo Sacramento da Penitência.

O padre que eu tinha consultado estava lá. Assim que eu olhei do outro lado da sala para ele, uma voz interior falou ao meu coração. Era suave, radiante e clara em minha alma. A voz me disse: “O padre é uma imagem do que você ainda pode tornar-se, se voltar para Mim."

No caminho para casa, eu seriamente disse ao meu companheiro: “Eu preciso voltar à Igreja Católica". Mesmo em lágrimas, ele amavelmente respondeu: “Eric, eu sabia disso há muito tempo. Faça o que você precisa fazer para ser feliz. Eu sempre soube que esse dia chegaria."

Depois, eu liguei para o escritório do bispo Burke. A sua secretária já me conhecia bem, então eu lhe disse que queria que o bispo Burke fosse o primeiro a saber que eu estava voltando para a Igreja e me preparando para o Sacramento da Penitência. Ela me pediu para esperar. Quando voltou, anunciou que o bispo Burke queria agendar uma conversa.

Mais tarde, eu confessei meus pecados a um devoto e humilde pastor de almas local e recebi a absolvição. Como parte essencial de meu restabelecimento, uma boa família católica deu-me proteção até que eu pudesse encontrar minha própria casa.

Um mês depois de minha reconciliação com Deus e com a Igreja, eu fui ao escritório do bispo Burke, onde ele me abraçou. Ele perguntou se eu me lembrava dos pertences que havia deixado com ele junto com minha carta de renúncia. É claro que eu me lembrava e o bispo Burke os tinha guardado nos arquivos da diocese porque acreditava que eu retornaria.

Por dois anos eu me pergunteise a mensagem mística significava que eu deveria me tornar padre. Finalmente, eu percebi que não era chamado ao sacerdócio. Afinal, o Vaticano determina que homens que têm uma inclinação homossexual bem estabelecida não podem ser admitidos às Ordens Sagradas ou às comunidades monásticas. Mais do que isso, o padre que eu vi no restaurante era uma imagem de que eu poderia me tornar santo e fiel através dos Sacramentos. Como todas as pessoas – solteiras, casadas e religiosas –, eu sou chamado à castidade. Para mim, é o bastante tentar e chegar ao Céu. Por isso, eu me esforço para viver fielmente minha vocação de solteiro.

Desde a minha experiência mística, eu me alegro por Raymond Burke, agora prelado de Saint Louis, Missouri. Enquanto alguns criticam o arcebispo Burke por sua fidelidade a Deus, à Igreja e às almas, eu digo que ele é um verdadeiro pastor dos fiéis e um Atanásio dos nossos dias. Eu digo a vocês que ele continua sendo um conselheiro e uma inspiração para mim. Embora meu pai biológico tenha me rejeitado, o arcebispo Burke se tornou meu pai espiritual, representando amorosamente nosso Pai dos céus. Como as Pessoas Divinas da Santíssima Trindade, o arcebispo Burke foi e é absolutamente fiel a mim.

A chave para a felicidade

Apesar da bênção do arcebispo Burke e de padres como ele, eu quero salientar que há outros que tiram as almas da vida eterna e da felicidade.

Por exemplo, quando eu recentemente fui à Confissão, um padre me disse algo contraditório à verdade que o arcebispo Burke me ensinou.

O padre apóstata me disse: Você é gay e a Igreja nos chama a aceitar nossa sexualidade. Eu sou um professor de ética – um estudioso. (...) Se você é atraído por pessoas do mesmo sexo, isso é natural para você. E, para você, negar isso e resistir é ir contra a lei natural. Eu acredito, como professor de ética, que você pode ter um colega de quarto homem e ser íntimo dele – sem contato genital, é claro. Mas se você escorregar, não seria um pecado mortal.

Esse é o tipo de conselho que me convenceu a deixar a Igreja. Eu o escutava muito frequentemente de protestantes e de vários padres católicos durante os anos 1980. Eu escutei todo tipo de heresia sobre a sexualidade e Nosso Senhor. Hoje, que já estou separado da “comunidade gay", eu escuto essas heresias apenas de padres mais velhos, em seus cinquenta e sessenta anos, mas não de padres com quarenta anos ou menos. Maus bispos e maus padres sozinhos desviaram muitas pessoas em relação à atração homossexual. Não há nenhum “novo evangelho" ou estudo, e essa negligência espiritual deve parar.

Como alguém que sofreu no estado de pecado mortal por vários anos, eu asseguro a vocês que não há nenhuma felicidade fora da ordem moral. A única resposta autêntica ao desafio da atração homossexual e do pecado é a verdade contida no Catecismo da Igreja Católica.

Eric Hess.

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Desmoralizando uma nação católica
Sociedade

Desmoralizando uma nação católica

Desmoralizando uma nação católica

É preciso dizer não àqueles meios de comunicação que, esquecendo-se da sublime vocação do homem, entorpecem a mentalidade e fazem do pecado um projeto de vida.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Novembro de 2014Tempo de leitura: 4 minutos
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Os meios de comunicação social, embora exerçam papel fundamental para a informação, podem contribuir gravemente para a desmoralização da sociedade. Em 1952, quando os primeiros ventos de mudanças na legislação do divórcio sopravam sobre o Brasil, o então arcebispo de Cuiabá (MT), Dom Francisco Aquino Corrêa, escrevia jubiloso, no dia de ação de graças: “Não podemos esquecer aqui a vibrante reação e repulsa da opinião nacional às recentes ameaças do divórcio, o que prova que o Brasil se sente muito bem, na sua posição quase singular de povo anti-divórcio" [1]. Após várias décadas, o cenário brasileiro é exatamente o oposto. O divórcio não só virou lei como é advogado por grande parte da população. E isso se deve, principalmente, à atuação dos chamados mass media que, ao longo desses anos, ora por meio de telenovelas, ora pela divulgação de “indiscrições sensacionalistas e insinuações caluniosas", trabalharam minuciosamente para moldar a opinião pública à sua imagem e semelhança [2].

Com raras exceções, a mídia é, inegavelmente, contrária à moral cristã. Dia sim dia também, a fé católica é atacada nas bases, a fim de que a Igreja deixe de exercer seu papel de Mater et Magistra. Ainda soam frescas em nossas memórias as estultices do diretor da BBC, Mark Thompson, acerca do posicionamento da emissora em relação ao islã e ao cristianismo: “Zombaremos de Jesus, mas não de Maomé" [3]. No Brasil, onde Thompson parece ter feito escola, de maneira parecida expressou-se recentemente um comediante, que protagonizou um dos “vídeos de humor" mais estúpidos contra os cristãos: “Eu, por exemplo, não faço piada com Alá e Maomé, porque não quero morrer! Não quero que explodam a minha casa só por isso" [4]. Assim funciona a lógica da covardia. Em nome do politicamente correto, o cristianismo é massacrado publicamente. Em nome do politicamente correto, coloca-se uma redoma de vidro sobre um grupo — mas não por respeito aos seus costumes e tradições, é óbvio, e sim por puro medo das possíveis consequências — e o escárnio sobre outro. Ora, que isto fique bem claro: os meios de comunicação social devem tutelar pelo respeito à dignidade da pessoa humana, inclusive por sua sua fé [5].

Antes de tornar-se João Paulo I, o cardeal Albino Luciani fazia um juízo certeiro sobre as ambiguidades da mídia. O então patriarca de Veneza dizia [6]:

Estes instrumentos, que pela sua própria natureza devem ser transmissores da verdade, se forem manipulados por pessoas astutas, à força de bombardearem os receptores com as suas cores sonorizadas e com uma persuasão tanto mais eficaz quanto mais oculta, são capazes de fazer que os filhos acabem por odiar o que seus pais possuem de melhor, e que as pessoas vejam como branco o que é preto.

Não seria o caso das telenovelas, por exemplo? Que dizer das inúmeras vezes em que a moral foi vilipendiada, com vistas a alcançar bons números de audiência, através de pornografia, cenas de adultério, defesa do aborto e de práticas contrárias à família? É verdade que elas não começaram com o beijo gay. As primeiras novelas a figurar na televisão brasileira ainda apresentavam algum resquício de moral e fidelidade aos ensinamentos cristãos. Os ataques, porém, foram introduzidos pouco a pouco e de maneira sutil, a fim de anestesiar a consciência das pessoas, para que, quando fosse posta em prática a “solução final", por assim dizer, já não se encontrasse qualquer sombra de oposição. Na sua autobiografia, o escritor e romancista Dias Gomes (1922-1999), um dos maiores expoentes nesta luta de descristianização da sociedade, conta em detalhes como fazia para driblar a censura militar e disseminar as ideias comunistas na sociedade [7]:

“– Não passa – disse Nélson – os milicos não vão deixar.
– Mas eu mudei o título e os nomes das personagens. Também o protagonista não é mais cabo da Força Expedicionária, é um fazedor de santos. Claro, o sentido da história continua o mesmo.
– Ah, assim é capaz de passar, esses milicos são muito burros."

O escritor falava de Roque Santeiro, um grande sucesso na história da teledramaturgia. Apresentando uma caricatura da Igreja Católica, Gomes atacou o celibato dos padres e defendeu a Teologia da Libertação numa única cajadada. A história apresentava a figura de dois clérigos. Enquanto o tradicional encarnava a opressão aos pobres, aproveitando-se da devoção popular, o liberal inspirava a luta pela liberdade, inclusive pelo romance com uma de suas paroquianas. O ator Cláudio Cavalcanti — que fez o papel do padre comunista Albano — explica a ideia numa entrevista à própria emissora:

Em 2008, o economista peruano Alberto Chong publicou uma pesquisa pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, na qual comprova a relação direta entre a mudança de comportamento do povo brasileiro e as ideias ensinadas pelas novelas [8]. “A família está no centro dessas transformações", declarou Chong à revista Época. Neste sentido, mais uma vez é preciso repetir as palavras de Bento XVI ao povo brasileiro, quando da sua visita a este país, em 2007: “É preciso dizer não aos meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento" [9]. É preciso dizer não, sobretudo, àqueles meios de comunicação que, esquecendo-se da sublime vocação do homem, entorpecem a mentalidade e fazem do pecado um projeto de vida. Àqueles que não conduzem para a Jerusalém celeste; ao contrário, conduzem para Sodoma e Gomorra. Àqueles que rejeitam a paternidade de Deus para buscar a satisfação material. Finalmente, é preciso dizer não à pompa do diabo e às suas mentiras. Com Cristo ou contra Cristo.

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