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O Calvário e a Missa
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O Calvário e a Missa

O Calvário e a Missa

Apresentamos a primeira parte da tradução do prólogo do livro "Calvary and the Mass" do Venerável Bispo Fulton J. Sheen

Fulton J. SheenTradução: Equipe Christo Nihil Praeponere24 de Abril de 2013
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Existem certas coisas na vida que são muito bonitas para serem esquecidas, como é o caso do amor materno. Por isso ele é guardado carinhosamente numa foto. O amor dos soldados que sacrificaram as próprias vidas pelo seu país da mesma forma é muito bonito para ser esquecido, por isso sua memória é reverenciada no Memorial Day. Mas, a maior bênção que já aconteceu aqui na terra foi a visitação do Filho de Deus em forma e vestes humanas. Sua vida, acima de todas as vidas, é bela demais para ser esquecida, por isso guardamos com carinho a divindade de Suas Palavras na Sagrada Escritura, e a caridade de Suas Ações em nossas ações cotidianas. Infelizmente, isto é tudo que algumas almas se recordam, propriamente Suas Palavras e Suas Ações; importante como são, elas não são a grande característica do Divino Salvador.

O mais sublime ato na história de Cristo foi Sua Morte. Morte é sempre importante porque ela sela um destino. Todo homem morrendo é uma cena. Toda cena de morte é um lugar sagrado. É por isso que a grande literatura do passado, que abordou as emoções que acompanham a morte, nunca foi ultrapassada. Mas, de todas as mortes na lembrança do homem, nenhuma foi mais importante do que a Morte de Cristo. Todas as pessoas que nasceram neste mundo, nasceram para viver; nosso Senhor veio ao mundo para morrer.

A morte foi uma pedra de tropeço na vida de Sócrates, mas ela foi a coroa da vida de Cristo. Ele mesmo nos disse que veio "para dar a sua vida em resgate de muitos"; que ninguém tiraria a sua vida; mas que ele a daria por Si mesmo.

Se, então, a morte foi o supremo momento pelo qual Cristo viveu, ela foi, consequentemente, a realidade mais importante que Ele desejou que fosse lembrada. Ele não pediu para que os homens registrassem Suas Palavras numa Escritura; Ele não pediu para que a sua gentileza para com os pobres fosse gravada na História, mas ele pediu para que os homens fizessem memória de Sua Morte. E, a fim de que esta memória não tivesse nenhuma narrativa confusa por parte dos homens, Ele mesmo instituiu a maneira correta de recordá-la.

O memorial foi instituído na noite anterior à Sua Morte, e desde então ficou conhecido como "A Última Ceia". Tomando o pão em Suas Mãos, Ele disse: "Este é o meu corpo, que será entregue por vós", isto é, entregue à morte. Depois, sobre o cálice de vinho, Ele disse: "Este é o meu sangue, do novo testamento, que será derramado por muitos para remissão dos pecados". Desta forma, em um símbolo não sangrento de separar o Sangue do Corpo, separando a consagração do Pão e do Vinho, Cristo se comprometeu a morrer diante do olhar de Deus e dos homens, e representou Sua Morte que aconteceria no próximo dia, às três da tarde. Ele estava oferecendo a si mesmo como Vítima para ser imolada, e para que os homens nunca se esquecessem de que "não há maior amor do que dar a vida por seus amigos", Ele deu o divino mandamento para a Igreja: "Fazei isto em minha memória".

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Absurdo amar Jesus sem a Igreja
Papa FranciscoNotícias

Absurdo amar Jesus sem a Igreja

Absurdo amar Jesus sem a Igreja

Na data de seu onomástico, Papa Francisco recorda São Jorge e condena atitudes de fiéis que fazem a separação entre Cristo e a Igreja.

Equipe Christo Nihil Praeponere23 de Abril de 2013
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O Papa Francisco voltou a condenar a tendência de se separar a fé em Jesus Cristo da pertença à Igreja. Numa época marcada pela indiferença religiosa, as palavras do Santo Padre soaram como um duro golpe no slogan moderno "Jesus sim, Igreja não". Para Francisco, isso "é uma dicotomia absurda". As palavras do Papa foram proferidas nesta manhã, durante a homilia da Missa que celebrou na Capela Paulina, por ocasião de seu onomástico, São Jorge.

Apesar do alerta de Francisco, é comum encontrar pessoas que pensam dessa maneira. Já o Papa Pio XII denunciava essa recusa à Igreja como algo diabólico. O Santo Padre elencava os três "nãos" do diabo: o primeiro era à Igreja, o segundo a Cristo e o terceiro ao próprio Deus. Uma verdade que salta aos olhos, sobretudo quando se analisa as tantas e tantas teologias que se afastaram do Magistério dos Santos Padres: acabaram inventando um Jesus muito distante daquele do Evangelho.

A Igreja é, por excelência, o lugar comum e legítimo para profissão da fé. Tanto é verdade que o Papa Paulo VI se expressou desta forma na Encíclica Evangelii Nuntiandi: "é ela (a Igreja) que tem a tarefa de evangelizar. E essa tarefa não se realiza sem ela e, menos ainda, contra ela". Ora, se a Igreja é o Corpo de Cristo, de que maneira se pode amar a Cristo e não o seu Corpo? Por conseguinte, Paulo VI se recordava das Palavras do próprio Senhor para lamentar por aqueles que renunciam a Igreja, a pretexto de uma fé "independente": "Quem vos rejeita é a mim que rejeita".

E de fato, aqueles que renunciaram aos ensinamentos da Igreja acabaram por renunciar ao próprio Deus. Pensa-se em um Cristo histórico de várias faces: o hippie, o comunista, o revolucionário, o reformador, o moralista. Mas em nenhum se encontra a face real do Bom Pastor. Não são o Cristo do Evangelho, mas o Cristo feito à imagem e semelhança de seus ideólogos. Um Cristo sem fé, sem cruz e, portanto, sem redenção. Não é por menos que o Papa Francisco abominou as interpretações ideológicas do Evangelho, tachando-as de "falsificações":

"Toda interpretação ideológica, de qualquer parte vier, é uma falsificação do Evangelho. E esses ideólogos – como vimos na história da Igreja – acabam por se tornar intelectuais sem talento, moralistas sem bondade. Nem falemos de beleza, porque disso eles não entendem nada".

Assim como ensinou o Papa Francisco, não pode existir fé em Cristo se não existir fé na Igreja. Não se trata de imperialismo religioso ou dogmatismo, mas simples fidelidade e coerência com a vontade de Deus. Aqueles que não reconhecem isso, não são capazes de reconhecer mais nada. E não é de se impressionar. Para isso, bastam as palavras de G.K. Chesterton: "Não me intimido com um jovem cavalheiro dizer que ele não pode submeter seu intelecto ao dogma, pois duvido que ele alguma vez tenha usado seu intelecto o suficiente para definir o que seja um dogma."

Neste sentido, a missão do católico é resgatar "o dom da força cristã, o mesmo que teve São Jorge quando deixou o uniforme militar para vestir o uniforme da fé", disse o Santo Padre recordando seu onomástico. 

Assim, o site padrepauloricardo.org, além de celebrar com toda Igreja essa data especial para o Papa Francisco, gostaria de reforçar esse convite do Pontífice para que o fiel católico tenha a coragem de vivenciar a sua fé em total comunhão com a Igreja, ou seja, com o Sucessor de São Pedro.

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Bento XVI, o humilde servo da vinha do Senhor
Bento XVI

Bento XVI, o humilde
servo da vinha do Senhor

Bento XVI, o humilde servo da vinha do Senhor

Há oito anos subia ao Trono de Pedro um dos maiores papas da história da Igreja.

Equipe Christo Nihil Praeponere19 de Abril de 2013
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O dia de hoje, 19 de abril de 2013, recorda uma data especial. Há oito anos se iniciava o pontificado de Bento XVI, como ele mesmo iria se definir, o "pobre e humilde servo da vinha do Senhor". Palavras estranhas para um mundo cada vez mais mergulhado na autossuficiência e no orgulho. Mas, passado todo esse tempo, o que ninguém pode negar é que Joseph Ratzinger realmente foi pobre e humilde, mesmo sendo quem era: o Arcebispo de uma Arquidiocese, o Prefeito de uma Congregação importante, o Papa. Na verdade, o que ele era, de fato, se resume nestas poucas palavras: um servo que fez o que deveria fazer (Lc 17, 10).

Joseph Ratzinger nunca foi do agrado da mídia. Não era alguém ávido por aplausos. Aliás, sempre criticou aqueles que o buscavam por pura "hipocrisia religiosa". O estimado teólogo se preocupava mais com Deus e com a melhor maneira de servi-lo. E por isso, não hesitava em agir contra sua vontade para fazer a de Seu Senhor. Não é de se espantar, por conseguinte, que diria aos seus colegas da Congregação para Doutrina da Fé a respeito da sua eleição como Bispo de Roma, que lhe acontecera o mesmo que Jesus dissera a Pedro: "Virás o dia em que serás conduzido a um lugar que não queres ir"(Jo 21, 18).

Bento XVI na Fazenda da Esperança.

É claro que um homem assim causaria espanto no mundo, sobretudo naqueles seduzidos pelo prurido de escutar novidades (II Tm 4, 3). Quem se opõe ao erro está sujeito ao escarnecimento público, ao martírio da ridicularização. E isso foi o que menos faltou na vida de Ratzinger. Nazista, cardeal panzer, homofóbico, reacionário. A lista de calúnias é imensa. Todas vindas de um grupo que quer a Igreja prostrada diante do mundo, quando, na verdade, é o mundo que precisa se prostrar, pois é ele que está sujo pela miséria do pecado, da imundice, da podridão, da crise da queda do Éden. É o mundo que necessita da Igreja e dos seus Sacramentos.

Durante esses gloriosos oito anos de pontificado, poucos puderam perceber a grandeza e, ao mesmo tempo, a pequenez por detrás daquela batina branca. Bento XVI representa claramente o paradoxo do Cristianismo, comentado por Chesterton em sua "Ortodoxia". Todas aquelas vestes sacerdotais que enchiam os olhos dos que acompanhavam suas Missas, escondiam um homem de hábitos simples e humildes. Bento XVI sabia que tudo aquilo não era para ele, mas para um Outro:

"Se a Igreja deve continuar a converter, a humanizar o mundo, como pode, na sua liturgia, renunciar à beleza, que é unida de modo inseparável ao amor e, ao mesmo tempo, ao esplendor da Ressurreição? Não, os cristãos não devem se contentar facilmente, devem continuar fazendo de sua Igreja o lar do belo, portanto do verdadeiro, sem o que o mundo se torna o primeiro círculo do inferno". [1]

Durante suas viagens, sempre antecedidas de grandes barulhos da mídia anticlerical, Bento XVI tinha o dom de desarmar a qualquer um e fazê-los escutar. David Cameron, primeiro-ministro inglês, diria acerca da visita do Santo Padre ao Reino Unido em 2010 que "o Papa falou para um país de seis milhões de católicos, mas foi ouvido por 60 milhões de cidadãos". Vargas Llosa, Nobel de Literatura e agnóstico confesso, iria mais longe. Sobre a Jornada Mundial da Juventude em Madrid, Espanha, teria a humildade de reconhecer que foram dias "em que Deus parecia existir".

Bento XVI na Jornada Mundial da Juventude 2011 em Madri.

Mas foi no Brasil, na sua visita à Fazenda da Esperança, um centro de recuperação de dependentes químicos, localizado na cidade de Guaratinguetá-SP, que Bento XVI surpreenderia a todos. Sem avisar a equipe de segurança, o Santo Padre decidiu abrir caminho entre um público de 2 mil pessoas, dentre os quais, ex-traficantes, drogados, prostitutas e criminosos, para abraçá-los e abençoá-los. O gesto fez com que o ex-dependente químico Antônio Eleutério Neto dissesse que Bento XVI era "um homem de uma humildade muito grande, muito próximo de Deus, que desarmou a todos com o seu sorriso."

Esse é o Papa Bento XVI. O homem da Palavra de Deus que evangelizou a todos através de seus gestos e discursos. Certamente, seu Ministério Petrino ficará marcado na história da Igreja recente como um dos mais importantes e fecundos para a espiritualidade cristã. Desde a sua contribuição teológica às suas ações pastorais. Que as próximas gerações possam encontrar neste tesouro deixado pelo Papa Emérito uma bússola segura para suas dúvidas e conflitos. Obrigado, Papa Emérito Bento XVI.

Referências

  1. MESSORI, Vittorio. "A Fé em crise? O Cardeal Ratzinger se interroga." Ed. Epul, São Paulo, 1985. p. 95-97.

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A mentira do “aborto seguro”
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A mentira do “aborto seguro”

A mentira do “aborto seguro”

Obter lucros à custa da miséria e do sofrimento dos menos favorecidos não é preocupação com a saúde pública. O nome disso é oportunismo!

Equipe Christo Nihil Praeponere18 de Abril de 2013
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Você consegue identificar a imagem acima? Trata-se da réplica de um bebê na 12.ª semana de gestação. Como se pode observar, é um ser humano em desenvolvimento, que já apresenta todas as características para defini-lo como tal. Ninguém que tenha o mínimo de sensibilidade poderia negar que aquele ser pertence à espécie humana e que possui seu valor. No entanto, há quem professe o contrário e advogue a morte dessas criaturas por serem, talvez, "biologicamente" inferiores.

A recente decisão do Conselho Federal de Medicina de defender a legalização do aborto até a 12.ª semana de gestação é, neste sentido, no mínimo embaraçosa. Primeiro, porque a ideia de aborto "legal e seguro" é falaciosa, pois ele sempre resulta em uma morte. Segundo, porque os números de abortos apresentados pelo SUS estão muito aquém daqueles propagados pelos grupos pró-escolha, na intenção de criar um alarme sobre a saúde pública. Além disso, como questiona a Dra. Lenise Garcia neste debate na TV Câmara, "o que se muda da 12.ª semana para a 13.ª, pra que na 12.ª ele (o feto) não seja pessoa e na 13.ª ele seja?"

Na verdade, o que se pode observar é que propostas deste naipe funcionam mais como um navio quebra-gelo para que, aos poucos, sejam introduzidas novas possibilidades de abortamentos "seguros". Foi assim que aconteceu em outros países, como Espanha e Portugal, que hoje sofrem com uma quantidade imensa de garotas que já se submeteram ao aborto. Isso cria uma falsa sensação de segurança e o aborto passa a ser usado como método contraceptivo e motor de indústrias do ramo.

Assim, quando se cria uma cultura da morte, não importa se o aborto será "seguro" ou "inseguro", desde que ele seja feito. É o que ocorre, por exemplo, no caso da pirataria. As moças que não recebem apoio em caso de gravidez indesejada irão procurar o primeiro picareta que estiver disposto a arrancar o filho de seu útero. E se o Estado é negligente mesmo agora em que a lei proíbe o aborto, que dirá se ele for legalizado? Quem impedirá essas mulheres de caírem nas mãos de maus médicos e oportunistas?

O alarme deve ser tocado, sobretudo quando ocorre nos Estados Unidos um dos julgamentos mais dramáticos dos últimos anos: o caso do Dr. Kermit Gosnell, acusado de matar bebês nascidos vivos, após tentativas de abortos mal sucedidos, em sua clínica na Filadélfia, estado da Pensilvânia. Gosnell atendia mulheres que queriam abortar mesmo depois da 24.ª semana de gestação, algo proibido pela lei estadual. Não bastasse isso, além de não ser obstreta, nem ginecologista, o médico realizava os procedimentos em péssimas condições higiênicas e sanitárias.

Os métodos usados por Kermit Gosnell eram, no mínimo, chocantes. Segundo relatos de um ex-funcionário do aborteiro, quando a criança nascia viva, o médico a decapitava, perfurando a parte de trás do pescoço, a fim de cortar a medula espinhal da criança. A polícia encontrou no local restos de 45 bebês, alguns em latas de leite ou garrafas de água. Apesar da importância do processo para o debate público sobre a questão, a mídia, de forma geral, quase não tem dado atenção ao assunto.

Dr. Kermit Gosnell.

A Planned Parenthood (IPPF) - a multinacional do aborto - também está na mira das autoridades, desde que uma série de acusações sobre más condições de suas clínicas surgiram no Estado de Delaware, Estados Unidos. De acordo com relatos de ex-enfermeiras da IPPF, publicados no portal Frontpage Mag, "Planned Parenthood precisa fechar suas portas, precisa ser limpa".

"Aquilo simplesmente não é seguro, não tenho como descrever o quão ridiculamente inseguro é", declarou a enfermeira Jayne Mitchell-Werbrich, que trabalhou no local. De acordo com ela, até as mesas de cirurgias onde as pacientes se deitavam não eram higienizadas, sequer limpas. O mesmo alegou outra ex-enfermeira da clínica, Joyce Vasikonis: "Eles (os pacientes) podem pegar hepatite, até AIDS".

Esses exemplos são suficientemente claros para perceber o malicioso engodo da campanha pelo aborto "legal e seguro". Além da crueldade contra as crianças que serão vítimas desse crime, as mulheres estarão submetidas a tratamentos duvidosos que podem produzir sequelas para o resto da vida. Há que se questionar, portanto, as reais intenções desses grupos pró-escolha que, como se sabe, são fartamente financiados por fundações internacionais interessadas no controle da natalidade. O que parece é que se quer obter lucros à custa da miséria e do sofrimento dos menos favorecidos. Isso não é preocupação com a saúde pública, isso se chama oportunismo!

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