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13 de março, dia de grandes surpresas
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13 de março, dia de grandes surpresas

13 de março, dia de grandes surpresas

De minha parte, faz brotar em meu coração uma grande esperança e alegria o fato de o novo Papa, como primeiro ato, ir visitar a casa de Nossa Senhora, a Basílica Liberiana de Santa Maria Maior.

Padre Paulo Ricardo14 de Março de 2013
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Caríssimos,

O dia de ontem foi um dia de grandes surpresas...

Enquanto os Cardeais eleitores escolhiam na Capela Sistina o novo Romano Pontífice, eu, em minha casa, era assaltado (as informações dos repórteres não são muito exatas, mas estão aí para constar).

Assim, o dia 13 de março de 2013 entrou, não somente para a história da Igreja, mas também para minha história pessoal. Graças a Deus estamos todos bem, os assaltantes foram presos, e os bens parcialmente recuperados.

Mas a surpresa maior foi o Papa Francisco.

Confesso que não o conheço nem pessoalmente, nem em escritos. Ao contrário de Joseph Ratzinger, de quem eu já era um entusiasmado conhecedor há vários anos, Jorge Mario Bergoglio será um pessoa que nós iremos juntos aprender a conhecer e amar.

Confesso que os seus gestos de originalidade em sua primeira aparição pública me deixaram confuso.

O que isto significaria? Não sou um místico, mas pedi uma palavra:

Mas o Senhor me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo (2Cor 12, 9).

Talvez seja isto mesmo. Alguém que com sua fraqueza e humildade faça atuar a graça. Um novo São Francisco que será um sinal de contradição e reconduzirá o coração de muitos a Deus. Afinal, não foi ao Pobre de Assis que Nosso Senhor pediu: "Reconstrói a minha Igreja"?

Esperemos que o novo Papa também saiba escolher um Secretário de Estado que seja um novo São Boaventura, um homem que faça o carisma fecundar a instituição.

De minha parte, faz brotar em meu coração uma grande esperança e alegria o fato de o novo Papa, como primeiro ato, ir visitar a casa de Nossa Senhora, a Basílica Liberiana de Santa Maria Maior.

Acompanhemos com fé e carinho o Santo Padre, o Papa Francisco, em seus primeiros passos seguindo as pegadas do pescador da Galileia. Que Nossa Senhora o cubra com seu manto!

Sancta Maria, salus populi romani, ora pro nobis!

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Habemus Papam!
Igreja Católica

Habemus Papam!

Habemus Papam!

É com grande fé que acolhemos o novo Romano Pontífice, o Santo Padre o Papa Francisco.

Equipe Christo Nihil Praeponere13 de Março de 2013
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Habemus Papam!

Queridos irmãos e amigos,
É com grande fé que acolhemos o novo Romano Pontífice, o Santo Padre o Papa Francisco.

Embora ainda o conheçamos pouco, desde já exercitamos a fé e nele reconhecemos Pedro. Que ele receba a graça de realizar a missão que o Senhor lhe confiou de confirmar a nossa fé, na fé dos Apóstolos.

Por isto, rezemos.

Jesus, Nosso Senhor, cobri com a proteção do vosso divino Coração o nosso Santíssimo Padre Papa Francisco e sede sua luz, sua força e seu consolo.

V. Oremos pelo nosso Sumo Pontífice Francisco.
R. O Senhor o conserve, vivifique e beatifique na terra, e não o entregue nas mãos de seus inimigos. Amém.

Padre Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.

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As três lições de Deus para este Conclave
Igreja Católica

As três lições de Deus para este Conclave

As três lições de Deus para este Conclave

Todos unidos à espera da grande alegria, do "Habemus Papam". Por isso todos rezam, todos se prostram, todos se dobram diante do Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere12 de Março de 2013
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A Basílica de São Pedro deu espaço mais uma vez à procissão vermelha dos príncipes da Igreja. A cor recorda o sangue dos mártires, sobretudo de Pedro, de quem se escolherá o sucessor, neste momento grave para história dos cristãos. A fumaça branca, que anuncia a escolha do novo papa, pode sair a qualquer momento. A hora, no entanto, ainda é um mistério. E é assim que deve ser, como tudo aquilo que pertence aos desígnios de Deus. Apesar das quedas de seus membros e dos muitos escândalos que são repetidos a todo instante, é Cristo, o Supremo Pastor, quem governa a sua Igreja, e não a vontade daqueles que a compõem.

Os meios de comunicação, entretanto, insistem no contrário. Por isso, não é surpreendente ler matérias que tragam especulações maledicentes sobre o Conclave. Para uma imprensa sem visão espiritual, a escolha de um Papa não passa de uma disputa de poder. Eles medem a Igreja pela própria régua. E é assim que os jornais não têm o mínimo pudor de se comportarem quase como uma Capela Sistina paralela, a todo momento emitindo suas fumaças sobre o próximo sucessor de São Pedro. Engana-se, portanto, quem presta ouvidos aos seus sinais. Não é a Cristo que pertence a fumaça da imprensa, mas a um outro. Mas o que esperar de uma mídia que não perde sequer uma oportunidade para humilhar e cuspir no rosto da Igreja as imoralidades das quais ela - a imprensa - é a primeira defensora?

A renúncia de Bento XVI deu aos católicos três lições. A primeira pôde ser extraída na última Missa pública que celebrou, na Basílica de São Pedro. Na primeira leitura, o profeta Joel alertava para a necessidade da oração em conjunto, diante do iminente perigo (Joel 2, 12). Uma leitura providencial, dada às circunstâncias hodiernas. Se a Igreja Católica quiser ser fiel a Deus, se os cristãos quiserem realmente servir o Senhor, devem prostar-se juntos para clamar a misericórdia, ou terão de escutar da boca dos gentios: "Onde está o seu Deus?" O escarnecimento público da fé católica feito pela mídia nesses dias mostra o quanto os membros da Igreja ainda precisam se unir e rezar. Não é diante de uma TV que um católico precisa estar, mas prostrado perante um Sacrário!

A segunda lição foi dada na última aparição pública de Bento XVI, data da sua renúncia. A liturgia de 28 de fevereiro meditava a leitura do livro do Profeta Jeremias: "Maldito o homem que confia no homem"(Jr 17, 5). O cristão sabe em quem depositou sua fé. Ela não está sujeita a pessoas, opiniões ou intrigas, mas tem um único fundamento do qual decorre todo o resto: Jesus Cristo. Portanto, crer na santidade da Igreja significa crer na presença permanente de Deus no mundo, por meio da encarnação de seu Filho e de sua continuidade no Corpo místico, que é a própria Igreja. Por isso, apesar dos ataques midiáticos, apesar das ofensas, apesar dos escândalos, a indefectibilidade da Igreja se mantém intacta, pois não provém de mãos humanas, provém de Deus.

Por fim, mas não menos importante, a terceira lição foi ensinada nesta manhã, na Missa "Pro Eligendo Summo Pontifice". As leituras falavam sobre a missão do Messias e, por conseguinte, da missão do seu servo, que é o Papa. "Este é o meu mandamento: que vós ameis uns aos outros, como eu vos amei" (Jo 15,12). O amor deve estar no cerne de toda a ação cristã. É pelo amor que surge a verdadeira evangelização e é só por ele que os cristãos poderão viver no perdão, mesmo acuados pelas perseguições e pelo ódio dos inimigos da cruz. Assim, recordou o Cardeal Angelo Sodano, "a atitude fundamental de todo bom Pastor é, portanto, dar a vida por suas ovelhas" (cfr Jo 10,15). E só dá a vida pelo irmão quem vive um amor enraizado na verdade.

E o que é um amor enraizado na verdade? Uma solidariedade, uma filantropia somente? Não! É aquele amor que leva o ser humano a se pôr no lugar do outro e a amá-lo mesmo antes de conhecê-lo. A cidade de Roma, neste sentido, é o melhor lugar para representar essa família feita de estranhos que, ao mesmo tempo, são tão conhecidos, pois fazem parte de uma única família, filhos de um mesmo Pai. Todos unidos à espera da grande alegria, do "Habemus Papam". Por isso todos rezam, todos se prostram, todos se dobram diante do Senhor.

São essas lições que formam o tripé da esperança dos católicos para o Conclave que se inicia. A Igreja não está abandonada, não está sujeita a mãos e opiniões humanas, mas está sustentada pela ação Divina que age através das orações dos milhões de fiéis que se unem para rezar. A imprensa não reza, não escuta! E é por isso que ela só consegue enxergar "crise" onde os católicos vêm Deus. A cruz também pareceu uma crise para os que escarneciam de Cristo, mas logo ela se revelou o caminho da salvação. Que os católicos vejam a cruz desse Conclave pelos olhos da fé, não do ceticismo.

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As urnas do Conclave
Igreja Católica

As urnas do Conclave

As urnas do Conclave

“Invoco como testemunha Cristo Senhor, o qual me há de julgar, que o meu voto é dado àquele que, segundo Deus, julgo deve ser eleito"

Equipe Christo Nihil Praeponere11 de Março de 2013
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Com a aproximação da data de início do Conclave, cresce a curiosidade acerca de como ele será posto em prática. Pensando nisso, um conjunto de objetos chama a atenção: as urnas em que serão depositados os votos dos Cardeais.

Durante muito tempo, o costume era de que as cédulas fossem recolhidas num cálice ou num vaso fechado (píxide), em seguida, eram depositados num outro recipiente e queimados. Esse modo, porém, não contemplava os votos daqueles Cardeais que, por motivo de doença, não estavam presentes na Capela Sistina.

Em 1996, com a publicação da Constituição Apostólica “Universi Dominici Gregis" pelo Bem-aventurado João Paulo II, também os Cardeais enfermos e impossibilitados de se deslocarem até a Sistina se tornaram obrigados a votar. Eles podem permanecer na Casa Santa Marta (alojamento oficial dos Cardeais durante o Conclave), pois seus votos serão recolhidos numa urna especial por uma espécie de comissão de Cardeais especialmente designados para este fim. Por isso houve a necessidade da confecção de uma urna que atendesse às exigências de segurança.

Assim, no ano 2000, o Papa João Paulo II solicitou ao artista italiano Ceco Bonanotte que criasse não só uma urna para o recolhimento dos votos dos Cardeais enfermos, mas um conjunto que pudesse ser utilizado também dentro da Capela Sistina. Em 2005, o conjunto de três urnas foi usado pela primeira vez, na eleição de Bento XVI.

As peças criadas por Cecco Bonanotte, que foi o responsável também por forjar as portas do Museu do Vaticano no ano 2000, foram feitas em prata e bronze dourado. Elas têm a forma oval e, respectivamente, 67, 50 e 40 cm de diâmetro.

Cada uma tem sua própria função: uma serve para recolher os votos dos Cardeais enfermos, outra para receber os votos dos Cardeais presentes na Sistina e outra para transportar os votos dos Cardeais para o local onde serão queimados, denominado salamandra, após terem sido recontados. Esta última possui cinco anéis sobrepostos na base e, na parte superior, uma pequena imagem de Jesus Cristo, o Bom Pastor. Em todas se vêem desenhos representando a simbologia católica.

As urnas permanecerão sobre altar específico, posicionado defronte ao afresco de Michelangelo que representa Jesus como o Juiz Universal. O Cardeal eleitor, escolhido pela ordem de precedência, escreve o nome do seu escolhido, dobra a cédula duas vezes e, empunhando-a de forma visível aos demais dirige-se até o altar, onde já se encontram três escrutinadores.

Ali, com o voto em mão, pronunciará o seguinte juramento: “Invoco como testemunha Cristo Senhor, o qual me há de julgar, que o meu voto é dado àquele que, segundo Deus, julgo deve ser eleito" e, em seguida, deposita o voto na urna apropriada.

Conforme já foi dito, para que os Cardeais recolhidos à Casa Santa Marta possam votar, são sorteados três representantes para irem até lá recolher os votos. Antes de saírem da Capela Sistina, esses Cardeais abrem a pequena urna para confirmar que está mesmo vazia. Ela é trancada à vista de todos e a chave fica sobre o altar.

Após os enfermos colocarem seus votos na urna pequena, os três Cardeais retornam para a Sistina, onde os votos são transferidos dessa para a urna na qual foram colocados as cédulas dos demais Cardeais. O primeiro escrutinador agita a urna diversas vezes.

Depois da contagem e recontagem dos votos, as cédulas são transportadas, conforme já foi dito até a salamandra a fim de serem queimados. Caso não tenha sido alcançado os dois terços dos votos necessários a fumaça produzida será de cor preta. Mas, caso o novo Pontífice tenha sido eleito, sairá da chaminé instalada na Capela Sistina a fumaça branca.

Como se vê, as urnas são importantes posto que receberão os votos do Colégio Cardinalício, o qual, sob os auspícios do Juiz Universal elegerá, diante de Deus, o novo Sucessor de Pedro.

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