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O último apóstolo
Santos & Mártires

O último apóstolo

O último apóstolo

Do encontro pessoal com Jesus Ressuscitado nasce o testemunho de fé de São Paulo, o "apóstolo dos gentios".

Equipe Christo Nihil Praeponere18 de Novembro de 2013Tempo de leitura: 4 minutos
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De tantos discípulos que Jesus reuniu em torno de Si, apenas doze tiveram o privilégio de se sentar à mesa com Ele e participar de Sua intimidade. Eles eram chamados de "amigos", pois o Senhor deu-lhes a conhecer tudo quanto ouviu de Seu Pai (cf. Jo 15, 15). A eleição dos doze "apóstolos" – como ficaram conhecidos – era a demonstração clara de que Jesus queria uma Igreja hierárquica.

Um personagem especial, no entanto, mesmo não tendo convivido dia a dia com o Senhor, recebeu a dignidade de ser chamado de "apóstolo". Ao assinar suas cartas às primeiras comunidades cristãs, era assim que São Paulo se intitulava: "Paulo, servo de Jesus Cristo, escolhido para ser apóstolo, reservado para anunciar o Evangelho de Deus" (Rm 1, 1); "Paulo apóstolo – não da parte de homens, nem por meio de algum homem, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai que o ressuscitou dos mortos" (Gl 1, 1); "Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Jesus Cristo, nossa esperança" (1 Tm 1, 1). Como ousava denominar-se "apóstolo" este homem que sequer tinha andado com o Cristo, mas, ao contrário, como se sabe, perseguia e matava os primeiros cristãos?

Viajando a Damasco, Saulo – como se chamava antes de adotar definitivamente o nome de Paulo – estava prestes a "levar presos a Jerusalém todos os homens e mulheres que achasse" seguindo a doutrina cristã (At 9, 2). Um encontro inesperado, porém, o impede. "Subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu", narra São Lucas (v. 3). Desenrolou-se, então, o famoso diálogo entre aquele homem e o próprio Salvador (cf. v. 4-6). Ali, Saulo deparava-se com o mistério de Cristo – e, ao mesmo tempo, com o mistério da Igreja.

A vocação deste homem foi de uma importância extraordinária para a Igreja primitiva. Se não é exato dizer que a expansão do Evangelho "precisava" de São Paulo, sua contribuição, no entanto, foi de uma valia que ninguém ousa menosprezar ou contrariar. Em revelação a Ananias – o discípulo que fez Saulo recobrar a visão, que tinha perdido na estrada para Damasco –, o Senhor disse: "Este homem [Paulo] é para mim um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel" (At 9, 15).

A pregação de São Paulo não se limitou, todavia, a atingir os filhos de Israel. As inúmeras viagens que empreendeu, fundando igrejas por todos os cantos do mundo de então, reservaram-lhe o título de "apóstolo dos gentios". Por seu nome grego, por sua descendência e educação hebraicas e por sua cidadania romana, Paulo era o modelo ideal da confluência entre as três grandes civilizações de seu tempo, estando apto, por isso, a estabelecer um diálogo frutuoso com inúmeras culturas, mostrando-lhes a beleza do Evangelho e conduzindo-as a Cristo.

De fato, após o encontro com Jesus na estrada para Damasco, ensina Bento XVI, "Paulo não podia continuar a viver como antes, agora sentia-se investido pelo Senhor do encargo de anunciar o seu Evangelho como apóstolo" [1]. Este deveria ser um exame diário de todo batizado. Estar face a face com Cristo significa ser cercado por uma luz resplandecente que, de tão forte, cega a própria visão, impede que se tenha olhos para outras coisas que não seja Deus. É deste deslumbrar-se que nasce a consciência da missão. Só contemplando Paulo imerso na face de Jesus que é possível entender sua exclamação: "Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!" (At 9, 16).

Eis a chave para compreender o ardor missionário de Paulo. "Todo este esforço e toda esta aplicação com vistas à eficácia estavam profundamente ligados, na alma do Apóstolo, a uma participação ininterrupta na vida divina", sublinha Daniel-Rops. "Não há, nos grandes místicos, nenhuma separação entre a ação prática e a contemplação de Deus. Desde a hora em que Saulo, o fariseu, se tinha voltado para a luz, tudo nele se tinha dado a Deus, tudo se tinha perdido em Deus; como diria mais tarde, já não era ele que vivia, mas Cristo que vivia nele" [2].

O Apóstolo só era capaz de viajar e anunciar a Palavra às outras pessoas porque ele mesmo bebia profundamente da água viva de Cristo, através da oração contínua e perseverante. É da pena do viajante de Tarso que se tem o primeiro relato de êxtase de toda a literatura cristã: "Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi arrebatado até o terceiro céu. Se foi no corpo, não sei. Se fora do corpo, também não sei, Deus o sabe. E sei que esse homem – se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe – foi arrebatado ao Paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que não é permitido a um homem repetir" (2 Cor 12, 2-4).

Foi em união íntima com Jesus – como viveram os Doze – que morreu São Paulo, decapitado, na via Óstia, em Roma. "Combati o bom combate, concluí a minha carreira, guardei a fé" (2 Tm 4, 5). O homem que tantos quilômetros percorrera para anunciar a Cristo fazia sua última e definitiva viagem.

Referências

  1. Papa Bento XVI, Audiência Geral (10 de setembro de 2008).
  2. DANIEL-ROPS, Henri. A Igreja dos Apóstolos e dos Mártires. Quadrante: São Paulo, 1988.

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O dantesco tornado arte
Sociedade

O dantesco tornado arte

O dantesco tornado arte

Se é verdade que "o mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero", não resta dúvida de que este século já enlouqueceu há muito tempo.

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Novembro de 2013Tempo de leitura: 3 minutos
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Os tempos modernos não só carecem das verdadeiras virtudes, como padecem de sérios e graves vícios. Mais do que pecar, o homem tem exaltado o pecado como "modelo" de comportamento. E sua conduta, infelizmente, acaba refletindo na maneira como ele produz a arte.

O vaso sanitário de Marcel Duchamp exposto nas galerias artísticas é um exemplo de como a arte tem deixado de buscar a beleza para retratar a frivolidade do cotidiano. A indecência, o despudor e a banalização da sexualidade são considerados pelas classes falantes temas "artísticos" e aquilo que deveria ser um oásis converte-se em terreno mais terrível que o próprio deserto. Como destacou o Papa Bento XVI em encontro com artistas na Capela Sistina:

"Com muita frequência, a beleza propagada é ilusória e falsa, superficial e sedutora até ao aturdimento e, em vez de fazer sair os homens de si e de os abrir a horizontes de verdadeira liberdade atraindo-os para o alto, aprisiona-os em si mesmos e torna-os ainda mais escravos, privados de esperança e de alegria. Trata-se de uma beleza sedutora mas hipócrita, que desperta a cupidez, a vontade de poder, de posse, de prepotência sobre o outro e que se transforma, muito depressa, no seu contrário, assumindo o rosto do obsceno, da transgressão ou da provocação gratuita." [1]

Como consequência de um mundo cada vez mais materialista e fechado para o transcendente, presencia-se um triste fenômeno de decadência. Os homens submetem tudo à sua medida e mesmo aquilo que já foi inscrito definitivamente na natureza não aparece mais como um pressuposto. O resultado é uma "confusão dos diabos" – com toda a carga negativa que a expressão traz: legisladores que se acham "inspirados"; juízes que, com suas sentenças arbitrárias, se fazem deuses; "artistas" que transformam a indolência e a dissolução em "obras de arte".

Os jornais publicaram, na última semana, uma manchete dantesca: "Universitário vai perder virgindade anal (sic) em performance artística" [2]. O título do projeto é Art School Stole My Virginity ["A escola de arte roubou minha virgindade"]. Em resumo, um jovem inglês decidiu estrelar publicamente um ato homossexual, em uma galeria de Londres.

É o cúmulo da decadência? Pois a atitude de Clayton Pettet tem um "significado": destruir a virgindade, tal como é conhecida pela moral judaico-cristã. Em entrevista ao site Vice Brasil [3], ele afirma que a virgindade não passa de "um conceito usado para dar valores às mulheres, um termo heteronormativo que é constantemente usado para indicar o valor de alguém". Assim, "a virgindade é usada para ditar seu valor dependendo do seu gênero".

O universitário europeu vai além e diz que isto "é algo para contar para os netos". "Quero que isso seja algo a ser lembrado, como qualquer artista", revelou.

Se isto já parece absurdo demais, é preciso esclarecer que se trata apenas da "ponta do iceberg", por assim dizer. Por trás de uma exibição como essa, com a intenção de chocar, existe um trabalho ideológico pesado. Está a se falar de várias pessoas financiadas e comprometidas com a malfadada agenda de gênero - que procura eliminar, de modo arbitrário, as diferenças inerentes aos sexos masculino e feminino - e com o que chamam de "desconstrução da heteronormatividade" - uma expressão eufemística para mascarar a destruição da família e da relação conjugal entre homem e mulher. Assim, ao mesmo tempo em que se expõe o ridículo em uma galeria de arte, prepara-se o indecente e o imoral para ser colocado nas cartilhas de educação para crianças e adolescentes.

De fato, a destruição da arte e o fato de que ela não mais se preocupe em retratar a beleza é apenas sintoma de um problema muito maior, que envolve o próprio fundamento da existência humana. Se é verdade, como dizia Paulo VI, que "o mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero" [4], não resta dúvida de que este século já enlouqueceu há muito tempo.

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Nobel francês respalda milagres de Lourdes
SociedadeVirgem Maria

Nobel francês respalda
milagres de Lourdes

Nobel francês respalda milagres de Lourdes

Prêmio Nobel reconhece singularidade dos milagres de Lourdes: “Há curas que não estão incluídas no estado atual da ciência”.

Equipe Christo Nihil Praeponere11 de Novembro de 2013Tempo de leitura: 2 minutos
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A cura de um grave problema de hipertensão é a matéria do 69º milagre oficial ocorrido em Lourdes.

Danila Castelli, italiana, esposa e mãe de família, viajou à França em 1989 e foi curada naquele mesmo ano, muito embora o milagre só tenha sido reconhecido por parte da Igreja em 2010. O Escritório de Constatações Médicas do Santuário de Lourdes concluiu, após várias análises, que "a senhora Castelli está curada, de maneira total e duradoura, desde a sua peregrinação a Lourdes em 1989, há 21 anos, da enfermidade que sofria, e isto sem ter relação alguma com as cirurgias ou os tratamentos"[1].

No mesmo lugar, em 1858, a Virgem Santíssima apareceu várias vezes à jovem – hoje santa – Bernadette Soubirous. Uma fonte de água na gruta das aparições tem sido instrumento da ação miraculosa de Deus até os dias de hoje. Embora mais de 7 mil curas "inexplicáveis" já tenham sido registradas, pouco menos de 70 delas foram devidamente reconhecidas pela Igreja – uma prova da prudência e da criteriosa investigação com que as autoridades eclesiásticas examinam os fatos que lhes são passados.

Particularmente extraordinário foi o milagre oficial n. 68 ocorrido em Lourdes. Em 2002, o peregrino Serge François foi misteriosamente curado de uma paralisia na perna[2]. Para agradecer, ele decidiu fazer o caminho de Santiago de Compostela a pé: mais de 1.500 quilômetros em agradecimento à Virgem de Lourdes. Nada mal para quem sofria com uma hérnia de disco.

Múltiplos são os relatos miraculosos acontecidos em Lourdes. No entanto, desde os primeiros fatos extraordinários que se passaram nesta pequena cidade francesa até os dias de hoje, o que não faltam são pessoas dogmaticamente céticas, acoimando os peregrinos e devotos de Nossa Senhora de "supersticiosos" e a Igreja, que deu seu aval às aparições da Virgem, de "inimiga da ciência".

As palavras de uma grande personalidade científica destes tempos, no entanto, testemunham a favor de Nossa Senhora de Lourdes. "Quando um fenômeno é inexplicável, se realmente existe, não há necessidade de negar nada" – é o parecer de Luc Montagnier, prêmio Nobel em Medicina e descobridor do vírus HIV. "Nos milagres de Lourdes, assegura, há algo inexplicável."

As declarações de Montagnier foram recolhidas no livro Le Nobel et le Moine[3] ["O Nobel e o Monge"], no qual o cientista conduz um diálogo com Michel Niassaut, um monge cisterciense. Em determinado momento da conversa, Montagnier reconhecer ter estudado vários milagres acontecidos em Lourdes e, mesmo sendo agnóstico, crê "de verdade que é algo inexplicável". "Reconheço que há curas que não estão incluídas no estado atual da ciência", diz.

Luc Montagnier não é o primeiro Nobel a dar crédito a Lourdes. O famoso biologista francês Alexis Carrel (1873-1944), enviado em 1903 à cidade das aparições, a fim de desmascarar a "farsa" dos milagres, acabou convertendo-se à Igreja, após presenciar a cura de uma tuberculosa. A moribunda – que, segundo os diagnósticos da época, sem dúvida morreria – saiu curada das piscinas. A conversão de Carrel, até então naturalista e ateu, provocou um enorme rebuliço nos ambientes céticos do século XX.

As posições claramente imparciais de dois vencedores do prêmio Nobel derrubam o mito ateísta de que os milagres não são possíveis. E lembram a grande eficácia que tem, junto a Deus, a intercessão de Sua Mãe Santíssima.

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O heroísmo que nasce na cruz
SociedadeEspiritualidade

O heroísmo que nasce na cruz

O heroísmo que nasce na cruz

O cristianismo inaugurou um novo modelo de heroísmo, transformando a cruz do dia a dia na coroa da santidade.

Equipe Christo Nihil Praeponere8 de Novembro de 2013Tempo de leitura: 3 minutos
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O heroísmo é uma categoria social antiga. Considera-se herói, segundo a definição de Paul Johnson, aquele cuja vontade se sobrepõe à opinião pública, agindo com coragem e decisão, mesmo nas situações mais adversas; independentemente das consequências. Na antiguidade, estava atrelado às personalidades austeras e habilidosas no uso da força. Compaixão, altruísmo e generosidade não faziam parte de seu itinerário. Ao contrário, os que nutriam essas virtudes eram vistos com desdém; considerados fracos. Neste panteão de heróis incluiam-se Alexandre Magno e o imperador Júlio César, verdadeiros mestres da guerra.

A tradição judaico-cristã deu nova vitalidade ao heroísmo. Com a resistência do povo hebreu, sobretudo no combate aos impérios inimigos, a civilização pôde conhecer a figura de um novo modelo de herói: o mártir. Mas foi somente no cristianismo que o martírio se tornou sinônimo de santidade, a começar pela morte de Santo Estevão - entregando sua vida com total resignação diante dos algozes que o apedrejavam - até o fuzilamento de São Maximiliano Kolbe, morto num campo de concentração nazista.

Com efeito, enquanto no paganismo o herói é desprovido de caráter, no cristianismo, é cheio de virtudes humanas e teologais. O resultado dessa mudança notabilizou-se principalmente na cultura, porquanto para o herói cristão "maneiras corteses, hospitalidade, proteção a menestréis, poetas e artesões; acima de tudo, respeito às mulheres"[1] eram características fundamentais. Essa soma de virtudes e espírito de martírio deu origem a uma plêiade de mulheres e homens santos, cujo principal combate era a conquista do céu.

Os santos são os heróis por excelência. Em cada um deles encontra-se a virtude heróica do Servo de Deus, que aponta o caminho da salvação para o resto dos homens. Em São Pedro, a humildade para arrepender-se, pedir perdão a Cristo e, de cabeça para baixo - a fim de não se comparar ao Senhor -, terminar crucificado. Em Santa Bakhita, a esperança do escravo que, apesar dos maus patrões, sabe depender exclusivamente da providência divina, testemunhando-a dia a dia, nas suas tarefas ordinárias. Em João Paulo II, a fé do pastor que, na amargura do sofrimento, consegue levar com coragem a mensagem de Deus, encarnando exemplarmente o autêntico espírito cristão. E finalmente em Maria, a simplicidade da serva do Senhor que glorificou "mais Deus pela mínima das suas obras (por exemplo: fiar na sua roca ou dar alguns pontos de costura com agulha), do que São Lourenço pelo cruel martírio que sofreu na grelha e mesmo do que todos os santos pelas suas mais heróicas ações"[2], mostrando que o verdadeiro heroísmo se constrói na vida cotidiana, não em grandes espetáculos públicos.

No cristianismo não se nasce herói, torna-se. É um processo diário, de entrega constante, desapegando-se do mundo e da vaidade que nele se encontra. Consiste em fazer-se crucificado com Cristo a qualquer momento, em qualquer lugar; não somente em ocasiões especiais. Até porque "quantos se deixariam cravar numa cruz perante o olhar atônito de milhares de espectadores, e não sabem sofrer cristãmente as alfinetadas de cada dia!"[3] Há mais heroísmo no rapaz que acorda sempre no mesmo horário, cumprindo todas as suas obrigações e normas de piedade, que no uso do cilício por alguém incapaz de estudar e realizar suas tarefas costumeiras. Nem todo martírio é de sangue!

Mas, dada essa exigência, ainda há espaço no mundo de hoje para o heroísmo cristão?

Aparentemente, não! A sociedade moderna carece de autênticas figuras heroicas, porque a virtude saiu de moda. O heroísmo foi substituído pelo mau caratismo, pela parvoíce de alguns celerados, que acham que fazem muito gritando algumas frases de efeito em frente a uma repartição pública ou coisa do gênero. O rosto estampado de um assassino como Che Guevara na camisa de um adolescente demonstra o vazio - tanto moral, quanto intelectual - desta civilização.

Mais do que nunca, "o mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples"[4], que estejam dispostas a renunciar às ideologias, apoiando-se firmemente na providência divina, para empenhar mutuamente as suas vidas, suas fortunas e a sagrada honra pela santidade cristã. O reino de Deus é dos violentos, por isso, o "cristão pode viver com a segurança de que, se tiver desejos de lutar, Deus o pegará pela mão direita"[5].

É na cruz que nascem os heróis, é no céu que habitam os santos.

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