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Indulgências para o Ano de São José
Igreja Católica

Indulgências
para o Ano de São José

Indulgências para o Ano de São José

É Ano Jubilar de São José: desde agora até 8 de dezembro de 2021, os fiéis católicos têm a graça de lucrar indulgências plenárias especiais e de crescer em devoção a este que é, depois de Maria, o maior de todos os santos de Deus.

Santa SéTradução: Equipe Christo Nihil Praeponere9 de Dezembro de 2020Tempo de leitura: 6 minutos
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Nota. — Esta é uma tradução provisória ao português do texto latino do Decreto de concessão de indulgências para o Ano Jubilar de S. José. Assim que o texto oficial em português estiver disponível, atualizaremos esta postagem e deixaremos, em nota, o link para acessar a versão da própria Santa Sé.


DECRETO

Concedem-se especiais indulgências por ocasião do Ano Jubilar em honra de S. José, instituído pelo Sumo Pontífice Francisco, a fim de celebrar-se dignamente o 150.º aniversário da declaração de S. José como Patrono da Igreja Católica.

Comemora-se hoje o 150.º aniversário do Decreto “Quemadmodum Deus”, pelo qual o bem-aventurado Papa Pio IX, movido pelas graves e lutuosas calamidades da época, em que a Igreja era atacada por inimigos, declarou S. José Patrono da Igreja Católica.

A fim de perpetuar a confiança de toda a Igreja no singular patrocínio do Custódio do Menino Jesus, o Sumo Pontífice Francisco determinou celebrar, de hoje até o dia 8 de dezembro de 2021, no mesmo aniversário do mencionado Decreto e também no dia dedicado à Bem-aventurada Virgem Imaculada e esposa do castíssimo José, um Ano especial de S. José, para que todos os fiéis cristãos, a exemplo dele, reforcem diariamente sua vida de fé, cumprindo plenamente a vontade de Deus.

Todos os fiéis cristãos, com o auxílio de S. José, protetor da Santa Família de Nazaré, com orações e boas obras buscarão obter consolo e alívio das graves aflições humanas que afligem a nossa época.

A devoção ao Custódio do Redentor cresceu copiosamente na história da Igreja, a qual não somente lhe tributou um culto eminente, inferior apenas ao culto à Mãe de Deus e sua esposa, mas também lhe atribuiu diversos patrocínios.

O Magistério da Igreja continua a descobrir com gosto antigas e novas grandezas em S. José como em um tesouro, qual um pai de família que “tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Mt 13, 52).

Para alcançar esse tão desejado fim, será útil, acima de tudo, o dom das sagradas indulgências, que a Penitenciaria Apostólica, pelo presente Decreto, promulgado segundo as intenções do Sumo Pontífice Francisco, estende benignamente por todo o Ano de S. José.

Concede-se indulgência plenária, sob as condições de costume (a saber, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Sumo Pontífice), aos fiéis que, completamente desapegados do pecado, participarem do Ano de São José nas circunstâncias e dos modos determinados por esta Penitenciaria Apostólica.

a) S. José, verdadeiro homem de fé, nos exorta a reencontrar a relação filial com o Pai, renovar nossa fidelidade à oração, pôr-nos a escutar e responder com profunda consciência à vontade de Deus. — Por isso, concede-se indulgência a todos os que, por ao menos meia hora, meditarem a Oração do Senhor ou, ao menos por um dia, participarem de um retiro espiritual que inclua uma meditação sobre S. José.

b) No Evangelho, o título “homem justo” (Mt 1, 19) é atribuído a S. José, que, guardião “do íntimo mistério que está no mais profundo do coração e da alma” [1], isto é, partícipe do mistério de Deus e, por isso, exímio protetor em foro interno, nos impelirá a descobrir, no cumprimento dos nossos deveres, a força do silêncio, da prudência e da honestidade. A virtude da justiça, exercida por José de modo admirável, é a plena adesão à Lei divina, ou seja, à Lei da misericórdia, “porque é precisamente a misericórdia de Deus que leva ao cumprimento da justiça autêntica” [2]. — Por esta razão, os que, segundo o exemplo de S. José, realizarem obras de misericórdia, quer corporais, quer espirituais, poderão também alcançar o dom da indulgência plenária.

c) A principal nota da vocação de S. José foi ser o custódio da Santa Família de Nazaré, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria e pai legal de Jesus. — A fim de que todas as famílias cristãs sintam-se urgidas a imitar o exemplo de íntima comunhão, amor e oração que a Santa Família viveu plenamente, concede-se indulgência plenária aos fiéis que recitarem o Sacratíssimo Rosário em família ou entre noivos.

d) O Servo de Deus, Papa Pio XII, no dia 1.º de maio de 1955, instituiu a festa de S. José Operário, “com a intenção de que por todos se reconheça a dignidade do trabalho, e de que esta inspire a vida social e as leis, fundadas na equitativa distribuição de direitos e deveres” [3]. — Por isso, poderá lucrar uma indulgência plenária todo aquele que, diariamente, sob o patrocínio de S. José, oferecer o seu trabalho, e qualquer fiel que invocar a intercessão do Operário Nazareno para que todo aquele que buscar trabalho o encontre, e que seja mais digno o trabalho de todos.

e) A Santa Família, ao fugir para o Egito, “mostra-nos que Deus está presente onde o homem está em perigo, onde o homem sofre, para onde se refugia, onde experimenta a rejeição e o abandono” [4]. — Assim, concede-se indulgência plenária aos fiéis que recitarem a Ladainha de S. José (para a tradição latina), o hino a S. José Akathistos, inteiro ou ao menos em côngrua parte (para a tradição bizantina), ou outra oração a S. José, peculiar das demais tradições litúrgicas, pela Igreja perseguida interna e externamente e para socorrer todos os cristãos, que padecem todo gênero de perseguição.

S. Teresa de Jesus reconheceu em S. José um padroeiro para todas as necessidades da vida: “A outros santos parece ter dado o Senhor graça para socorrerem numa necessidade; deste glorioso Santo tenho experiência que socorre em todas” [5]. Em tempos mais recentes, S. João Paulo II reiterou que o exemplo de S. José reveste-se de uma “atualidade renovada para a Igreja do nosso tempo, em relação com o novo Milênio cristão” [6].

Para afirmar uma vez mais o patrocínio universal de S. José na Igreja, além das mencionadas circunstâncias, esta Penitenciaria Apostólica concede indulgência plenária aos fiéis cristãos que recitarem alguma oração legitimamente aprovada ou um ato de piedade em honra de S. José (por exemplo, “Ad te, beate Ioseph”), sobretudo nos dias 19 de março e 1.º de maio; na festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José; no domingo de S. José, segundo a tradição bizantina; no dia 19 de qualquer mês e às quartas-feiras, dedicadas, como de costume, à memória do santo, segundo o rito latino.

Nas atuais circunstâncias de saúde pública, o dom da indulgência plenária derrama-se maximamente sobre os anciãos, enfermos, agonizantes e todos aqueles que, por causas legítimas, não podem sair, se, tendo detestado os próprios pecados e feito a intenção de cumprir, assim que possível, as três condições de costume, em sua casa ou em qualquer lugar em que estejam retidos, fizerem piedosas preces em honra de S. José, alívio dos doentes e Padroeiro da boa morte, entregando confiadamente a Deus misericordioso as dores e incômodos da própria vida.

A fim pois de tornar mais fácil, por caridade pastoral, o acesso ao perdão divino, alcançável pelas chaves da Igreja, esta Penitenciaria roga insistentemente que todos os sacerdotes munidos das devidas faculdades para atender confissões, de ânimo pronto e generoso, celebrem a Penitência e administrem com frequência a sagrada comunhão aos doentes.

Valerá o presente Decreto por todo o Ano de S. José, não obstante quaisquer disposições em contrário.

Dado em Roma, nas dependências da Penitenciaria Apostólica, no dia 8 de dezembro de 2020.

Mauro Card. Piacenza
Penitenciário-Mor

Christophorus Nykiel
Regente

Referências

  1. Pio XI, Discurso por ocasião da proclamação das virtudes heróicas da Serva de Deus Emília de Vialar (L’Osservatore Romano, 20-21 mar. 1935).
  2. Francisco, Alocução na Audiência geral de 3 fev. 2016.
  3. Pio XII, Discurso por ocasião da solenidade de S. José Operário de 1.º mai. 1955.
  4. Francisco, Angelus de 29 dez. 2016.
  5. Teresa de Jesus, Vida, c. 6.
  6. João Paulo II, Exortação Apostólica “Redemptoris Custos”, de 15 ago. 1989, n. 32.

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Uma alegria que o mundo não conhece
Liturgia

Uma alegria
que o mundo não conhece

Uma alegria que o mundo não conhece

Hoje, enquanto o mundo se agita como em um dia qualquer, a Igreja abandona o violáceo do Advento e veste a alvura das solenidades: é dia de Glória, é dia de rezar o Credo, é dia de cantar hinos à Imaculada Conceição.

Equipe Christo Nihil Praeponere8 de Dezembro de 2020Tempo de leitura: 3 minutos
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Hoje, enquanto o mundo se agita como em um dia qualquer, a Igreja abandona o violáceo do Advento e veste a alvura das solenidades: é dia de Glória, é dia de rezar o Credo, é dia de cantar hinos à Imaculada Conceição. Nosso coração católico se alegra em participar da Santa Missa e celebrar a alvura sem mancha, a pureza sem mácula, a santidade sem pecado de Maria.

Esta alegria, no entanto, o mundo não a conhece. Se a conhecesse, fechar-se-iam seus comércios, como em dia de domingo. Mas não. O mundo não conhece o descanso por amor; ele só conhece o lockdown, e por temor. O mundo não conhece o valor do culto a Deus; ele só conhece a cultura da saúde e do dinheiro, e faz delas o seu deus.

A pureza de Maria, também, é desconhecida do homem moderno. Incrédulo, ele ouve: “Imaculada Conceição”, e meneia a cabeça, desacredita, faz troça, não crê ser possível. Acostumado aos pecados sensuais contra a natureza, ele conhece a mácula, e esta sem a concepção. 

Nós também conhecemos a mácula, sim, porque somos pecadores. Mas não conhecemos só isso. Em Jesus, o Cordeiro inocente “que tira o pecado do mundo”, e em Maria, a Virgem concebida sem pecado original, nós temos acesso à graça — realidade que o mundo, infelizmente, se recusa a aceitar.

Nada disso nos deveria assustar, porque a primeira leitura da Missa de hoje já denuncia a inimizade que Deus selou, desde o princípio, entre os filhos de Maria e os da serpente: Ipsum cónteret caput tuum, et tu cónteres calcáneum eius, “Esta”, a descendência da Virgem, “te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3, 15).

Não pode haver comunhão entre os filhos das trevas e os da luz. Pode-se até tentar. Pode-se até ensaiar um diálogo. Mas, como diz Santa Teresa: “Quando dois não pensam do mesmo modo, como poderão amar-se por muito tempo? É amor que há de acabar com a vida, pois, se um não guarda a lei divina, e, por conseguinte, não ama a Deus, diferentes hão de ser os seus destinos”. E ponto final.

Quem são os filhos da luz e quem os das trevas? Quem os da Imaculada e quem os da serpente?

Desde já a Escritura nos mostra como identificar uns e outros: a serpente será ferida na cabeça, isto é, na parte mais elevada; a descendência da mulher será ferida no calcanhar, isto é, na parte mais rebaixada. Pois bem, os filhos da serpente serão como ela: cabeça altiva e olhar orgulhoso, sua marca é a soberba; os filhos da mulher, pelo contrário, serão humildes como o calcanhar.

Saber disso deve servir para nós como uma régua, com a qual devemos medir não os outros, mas a nós mesmos. Pois enquanto Deus não separar o trigo e o joio, tudo é incerto; enquanto Ele não vier para reunir os seus justos, ninguém está seguro.

Até lá, peçamos a Ele: “Livrai-nos do mal”. Até lá, ao rezarmos os Salmos, implorando a Deus que nos livre da mão de nossos inimigos, não nos esqueçamos que o principal inimigo de nossa salvação não está lá fora, mas aqui dentro: é a nossa carne maculada, é o “mundo” que vive em nós. 

E supliquemos à Virgem Imaculada, que com tanta alegria celebramos hoje: Ora pro nobis, peccatoribus, “Rogai por nós, que somos pecadores”. Sim, há uma alegria que brota da penitência, da dor dos próprios pecados; uma alegria que brota da súplica confiante a quem possui o que ainda não temos. 

Esta alegria o mundo não a conhece. Mas por misericórdia, por pura misericórdia, Deus nos deu a conhecer.

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Se “todos pecaram”, como fica a Imaculada Conceição?
Virgem Maria

Se “todos pecaram”,
como fica a Imaculada Conceição?

Se “todos pecaram”, como fica a Imaculada Conceição?

Em Adão, todos pecaram e morreram, dizem as epístolas de São Paulo. Mas, se a Santíssima Virgem Maria, como ensina a Igreja Católica, foi concebida sem a mancha do pecado original, teria se enganado o Apóstolo? Como resolver este aparente dilema?

Equipe Christo Nihil Praeponere7 de Dezembro de 2020Tempo de leitura: 10 minutos
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Recebemos no suporte do site a seguinte pergunta: “O Apóstolo Paulo disse que todos pecaram. Então, se Maria nasceu sem pecado, Paulo errou?”

Resposta: O aluno deve estar se referindo a duas passagens em que São Paulo estabelece um paralelo entre o primeiro Adão, por cuja desobediência o pecado e a morte entraram no mundo, e Cristo, segundo Adão, por cuja obediência a vida sobrenatural da graça foi reconquistada para o gênero humano.

As passagens em questão se encontram na Carta aos Romanos, onde o Apóstolo, falando do primeiro pai, diz: “No qual todos pecaram” (Rm 5, 12; cf. 3, 23) [1], e na Primeira Carta aos Coríntios, onde se lê: “Em Adão todos morrem” (1Cor 15, 22). Ora, se em Adão todos pecaram e morrem, nada mais lógico do que concluir que também a Virgem Maria, em Adão, pecou e morreu. Afinal, tudo o que se afirma universal e distributivamente de um conjunto deve ser afirmado de todos os membros desse conjunto.

Mas como a Igreja ensina que Maria nasceu sem a mancha do pecado original, tem-se um aparente impasse: ou a Igreja ensina algo que vai contra o testemunho da Escritura, ou São Paulo teria de algum modo se equivocado (talvez por ignorar o privilégio da Imaculada Conceição), o que derrogaria, por sua vez, a autoridade doutrinal do Apóstolo e, com ela, a da própria Escritura. Um protestante não teria problemas em aderir à primeira hipótese; mas, para um católico, nem ela nem a segunda são aceitáveis.

Para nós, trata-se de um falso dilema, porque a doutrina cristã não vê dificuldade em reconhecer, de um lado, que a) São Paulo está certo ao dizer que em Adão todos pecaram, nem em professar, de outro, que b) Maria foi preservada imune de todo pecado. A primeira parte é decorrência do dogma da inerrância bíblica, segundo o qual a Sagrada Escritura é, no todo e nas partes, palavra de Deus, razão por que está isenta de erros [2].

Assim o ensina, entre outros, o Papa Leão XIII na Encíclica Providentissimus Deus, de 18 de novembro de 1893. Eis as palavras do Pontífice:

Tão longe está […] de subjazer à divina inspiração algum erro, que ela por si mesma não só exclui todo erro, senão que o exclui e expele tão necessariamente quanto é necessário que Deus, suma Verdade, não seja autor de absolutamente erro algum. […] Esta é a antiga e constante fé da Igreja, definida também com sentença solene nos Concílios de Florença e Trento; depois confirmada e mais expressamente declarada no Concílio Vaticano (DH 3292) [3]. 

A segunda parte é verdade de fé divina e católica definida pelo beato Pio IX, em 8 de dezembro 1854, por meio da Bula Ineffabilis Deus:

[…] declaramos, proclamamos e definimos: a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio do Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha da culpa original, é revelada por Deus e por isso deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis (DH 2803).

Muito bem. Até aqui, sabemos o que a Igreja afirma, mas parece continuar de pé a dificuldade assinalada antes, a saber: se a Igreja ensina, com São Paulo, que em Adão todos pecaram e, com base em sua Tradição e Magistério, que Maria foi preservada do pecado, não se segue daí que a Igreja ensina algo contrário ao ensinamento bíblico, que ela mesma diz ser infalível?

A resposta é não. Por quê? Porque nos versículos aludidos o Apóstolo fala da condição geral dos homens enquanto descendentes de Adão por geração natural, o que parece justificar-se pelo uso que ele faz do termo πάντες (πᾶς, no singular), que embora se traduza por “todos”, não significa, sempre e necessariamente, “todos e cada um”.

Em outras palavras, as passagens paulinas que estamos examinando não requerem, por si mesmas, que leiamos “todos” em sentido distributivo — como supusemos no início, ao apresentar o problema —, mas permitem uma leitura em sentido coletivo (enquanto “todos” significa a natureza humana herdada de Adão), ou mesmo em sentido indeterminado (enquanto “todos” equivale a “maior parte”, segundo alguma condição que se cumpre ut in pluribus, ou seja, de modo regular e na maioria das vezes).

Que isso seja possível, comprova-o a própria Escritura Sagrada, que em diversos lugares emprega o mesmo termo para designar ora coletividades, ora grupos numericamente indeterminados. 

Assim, v.gr., lê-se no primeiro Evangelho que, à notícia de que o Messias acabara de nascer, “o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém (gr. πᾶσα ἱεροσόλυμα) com ele” (Mt 2, 3). Ora, não parece necessário interpretar πᾶσα (aqui no feminino) no sentido de que “todos e cada um dos habitantes da cidade santa” se perturbaram, já que a intenção das palavras de Mateus é óbvia: ao correr pelas ruas o boato do nascimento de Cristo, grande parte da cidade (ou dos que ouviram a notícia) se perturbou [4].

Ainda no primeiro Evangelho encontramos outro exemplo de que não é necessário (às vezes, é até um contrassenso) interpretar o termo πᾶς em sentido absoluto, como sinônimo de “todos e cada um”, sem exceção possível. Trata-se de Mt 10, 22, onde lemos o seguinte: “Sereis odiados de todos (gr. ὑπὸ πάντων) por causa de meu nome”. Mas quem concluiria daí que “todos” significa “absolutamente todos os homens”?

De fato, se fosse este o sentido das palavras de Jesus, seria no mínimo incoerente que, no mesmo discurso, Ele enviasse os discípulos a pregar o Evangelho. Afinal, se Ele sabe de antemão que todos, sem exceção alguma, odiarão os Apóstolos, os estaria enviando para uma missão… missionariamente infrutífera. A não ser que se considere como fruto da missão apostólica a paciência dos próprios Apóstolos: “Aquele que perseverar até o fim será salvo”, coisa que, embora possa ser um requisito para o sucesso dela, não é propriamente o fruto da atividade evangelizadora. Além disso, temos aqui mesmo, neste site, um contra-exemplo dessa interpretação: se fosse verdade que todos odiariam os Apóstolos, nem o Paulo Ricardo seria padre nem o leitor (Deus o queira!), católico.

É evidente, portanto, que na passagem acima “todos” pode tomar-se em sentido mais ou menos amplo, enquanto significa que, por ódio ao nome de Cristo, a maior parte dos homens rejeitaria a pregação evangélica, ou que, de regra, os pregadores seriam odiados, sem que se precise a frequência exata com que isso haveria de acontecer (v.gr., se em 90 ou 80% das vezes).

Quer dizer então que aqueles trechos de São Paulo provam a Imaculada Conceição? Não, de forma alguma. Mas tampouco a refutam ou desmentem.

“A Imaculada Conceição”, de Miguel Jacinto Meléndez.

Com efeito, o uso genérico de πάντες, referido aos homens como descendentes de Adão, expressa apenas uma regra geral, ou seja: que quantos pecaram em Adão, como em sua cabeça moral, devem herdar as consequências do pecado pessoal de Adão, que são o pecado original (entendido como privação habitual dos dons sanificantes da graça) e, em consequência, a sujeição à morte física, e não só espiritual (cf. Gn 2, 17) [5].

E como sabemos que São Paulo fala ali em termos genéricos e, por conseguinte, abertos à possibilidade de uma leitura restritiva, que contemple ao menos uma exceção (e quem sabe duas)? Notando que o Apóstolo fala de todos os seres humanos (cf. Rm 5, 12: gr. πάντας ἀνθρώπους, πάντες [ἄνθρωποι]), o que deveria, naturalmente, incluir também a Cristo, o qual, segundo o mesmo Apóstolo, é o Filho de Deus “nascido de mulher sob a Lei” (Gl 4, 4; cf. Jo 1, 14; Gn 3, 15), isto é, plenamente homem. Mas é evidente que não o inclui, uma vez que o propósito destas perícopes é justamente contrapor o primeiro Adão, como fonte demeritória do pecado e da morte para o gênero humano, ao segundo, como fonte meritória da graça e da vida sobrenatural para todos (os que quiserem).

So far so good”, diria um gringo. No entanto — poderíamos replicar —, que Jesus Cristo, por ser Deus encarnado, concebido milagrosamente em Maria Virgem segundo a carne, esteja fora da lei universal de contração do pecado original não implica que também o esteja sua Mãe. Afinal de contas, ainda que admitamos que, na Carta aos Romanos, São Paulo não pretenda excluir a priori a possibilidade de alguma outra exceção à universalidade do pecado original, daí não se segue que alguém, afora Cristo, tenha sido de fato excluído dessa lei. E agora?

É verdade — repitamos —, a partir das palavras paulinas, tomadas isoladamente ou no seu contexto imediato, não se pode afirmar que alguém, além de Cristo, tenha escapado à lei universal do pecado de Adão. No entanto, embora a doutrina da Imaculada Conceição não se encontre formulada na Bíblia de modo explícito ou em termos equivalentes (o que, tecnicamente, se chama revelação formal) [6], a própria Escritura nos relata casos de exceções a leis ou regras que ela mesma apresenta como universais. Senão vejamos.

O autor da Carta aos Hebreus enuncia, a certa altura, o seguinte princípio: “Está determinado que os homens morram uma só vez” (Hb 9, 27), o que sempre se entendeu como lei universal da unicidade da morte. Quer dizer, a condição geral do homem é tal que, em circunstâncias ordinárias, segundo o curso normal da Providência, ele deve morrer somente uma vez, para logo depois ser julgado no tribunal divino, contra o que sustentam, entre outros, os espíritas. Contudo, a mesma Providência que estabeleceu como norma geral a unicidade da morte dispôs também certas exceções pontuais a ela, como é o caso, v.gr., das ressurreições realizadas por Nosso Senhor. 

No Evangelho, aliás, temos pelo menos três casos excepcionais: o do filho da viúva de Naim (cf. Lc 7, 11), o da filha de Jairo (cf. Mt 9, 18; Mc 5, 21; Lc 8, 40) e o de Lázaro (cf. Jo 11, 1). Todos eles morreram duas vezes: uma antes de serem ressuscitados, e outra após a ressurreição (daí que não se trate de ressurreição gloriosa, mas de simples retorno à vida em corpo passível) [7].

Esses acontecimentos, por extraordinários que sejam, tampouco provam a Imaculada Conceição, mas são um indício convincente de que não seria contrário à letra da Bíblia que, por especial disposição divina, alguém fosse isento da lei universal do pecado original, assim como, por especial disposição divina, algumas pessoas foram isentas da lei da unicidade da morte. Que Maria tenha sido objeto de um tal privilégio é coisa, opinamos [8], que não se pode saber com base tão-somente no texto sagrado, à margem da Tradição eclesiástica e da interpretação que sempre se deu a certas passagens referentes, de um modo ou de outro, à Virgem puríssima (v.gr., o sentido mariológico do protoevangelho, Gn 3, 15, e a vinculação essencial entre a plenitude de graça de Lc 1, 18 e a imunidade a todo gênero de pecado).

Mas que uma coisa não se possa saber só com base na Bíblia, tomada como um conjunto de textos desvinculados da tradição prévia que os inspirou e na qual eles foram gestados e lidos, não significa que essa coisa seja falsa nem — como cremos ter mostrado ao longo deste artigo — contrária ao ensinamento bíblico. Significa apenas que a Escritura não é formalmente suficiente [9], ou seja, não constitui sozinha a norma de sua própria interpretação nem oferece um catálogo exaustivo e explícito de todas as verdades em que deve crer o fiel. Este nunca foi o sentir da Igreja, dos Padres e dos cristãos a respeito das divinas Escrituras. Nem, portanto, o de São Paulo.

Para os que gostam de uma abordagem — digamos — mais “escolástica”, podemos resumir este imbróglio todo da seguinte forma:

Objeção. — O Apóstolo Paulo, em sua Carta aos Romanos, diz sobre o primeiro pai: “No qual todos pecaram” (5, 12); e em sua Primeira Carta aos Coríntios: “Em Adão todos morrem” (15, 22). Logo, a bem-aventurada Virgem Maria contraiu o pecado original e morreu.

Resposta. — Distingo o antecedente: 1) “em Adão todos pecaram e morreram” é verdade quanto ao débito, isto é, na medida em que todos os descendentes de Adão por geração natural estão submetidos à lei de contrair o pecado de origem e receber por essa via uma natureza humana contaminada; 2) mas quanto ao próprio pecado, pelo qual são contaminados de fato, sub-distingo: a) é verdade, se não forem eximidos por Deus por especial privilégio; b) mas falso, se o forem. Ora, a beata Virgem Maria foi, por especial privilégio de Deus, eximida da lei universal da transmissão do pecado original. Logo, não pecou nem morreu em Adão [10].

Referências

  1. Cf. Pe. H. Simón, CSSR, Prælectiones Biblicæ. Novum Testamentum. 4.ª ed., iterum recognita a J. Prado. Marietti, 1930, vol. 2, p. 281, n. 753: “Segundo a interpretação de Ambrosiaster, acolhida por muitos autores antigos, a expressão grega ἐφ’ ᾧ (lt. in quo) deveria traduzir-se como ‘no qual’, de modo que o sentido do v. seria: ‘No qual, isto é, em Adão, todos pecaram’. Contudo, tem-se preferido modernamente outra exposição, que traduz ἐφ’ ᾧ como ‘porque’ ou ‘pelo fato de que’. E, com efeito, parece haver boas razões para isso: 1.º) a locução grega ἐφ’ ᾧ, segundo vários léxicos gregos especializados, tem quase sempre este significado; 2.º) ela é utilizada pelo próprio São Paulo nesta acepção (cf. 2Cor 5, 4; Rm 8, 3; Fp 3, 12 etc.); 3.º) se adotarmos a interpretação antiga, caímos no inconveniente de vincular gramaticalmente o relativo ἐφ’ ᾧ ao nome precedente, isto é, a ‘morte’ (θάνατος) ou a ‘mundo’ (κόσμος), mas de modo algum a ‘homem’ (ἄνθρωπος), como defende essa mesma interpretação; 4.º) torna-se mais fácil entender o nexo das proposições: a morte passou a todos os homens porque, ou pelo fato de que [nele] todos pecaram; 5.º) além disso, à objeção de que é com base nesse trecho que o Concílio de Trento ensina a existência e a universalidade do pecado original pode-se responder que, também segundo a interpretação mais recente, o dogma do pecado original continua evidentemente afirmado neste v.: de fato, que todos pecaram em Adão se segue das palavras paulinas como que indiretamente, ao modo de sentido consequente ou colateral”.
  2. Cf. Pe. J. Prado, CSSR, Prælectiones Biblicæ. Propædeutica Biblica. 6.ª ed., Turim: Marietti, 1956, p. 42, n. 37.  — Com respeito à inerrância bíblica na descrição de fenômenos físicos, é ocioso recordar que os hagiógrafos, cuja intenção primária não é a de escrever tratados de ciência natural, se expressam de regra segundo o modo humano e comum de julgar nesta matéria, ou seja, de acordo com a aparência externa dos fenômenos ou a estimativa geral de seus contemporâneos. Por isso, não deve causar escândalo que na Bíblia se leia às vezes sobre o “movimento do Sol” ou se apresente o grão de mostarda como “a menor das sementes”. Trata-se de um modo de falar totalmente admissível, normal até hoje e que, por si só, não implica erro algum; errada está a interpretação que os toma ao pé da letra ou lhes impõe uma intenção científico-descritiva sem cabimento.
  3. AAS 26 (1893-94) 288. A tradução do excerto citado é nossa. — Aqui, Leão XIII se refere, obviamente, ao Concílio Vaticano I, já que o II só seria convocado 68 anos após a publicação desta Encíclica.
  4. Tampouco seria absurdo (embora, quiçá, pouco provável e algo forçado) pensar que “toda” designa aqui a principal parte de Jerusalém, isto é, as autoridades civis e religiosas, já que é comum na linguagem corrente designar um coletivo por referência (explícita ou implícita) à parte que nela é mais importante ou representativa do conjunto (v.gr., “O Brasil se mobilizou para…” = “As autoridades brasileiras se mobilizaram para…”; “O time A irá contratar o jogador B” = “A diretoria do time A irá contratar o jogador B”; “O site padrepauloricardo.org irá lançar um curso” = “O Pe. Paulo Ricardo irá lançar um curso em seu site” etc.).
  5. Que o Apóstolo tenha em mente o pecado original, e não o pecado em geral, se vê pelo fato de ele escrever “o pecado” (gr. ἡ άμαρτία, com o artigo anteposto). “Trata-se, portanto, daquele pecado que foi cometido por Adão, mas que não permaneceu somente nele, senão que passou para os seus descendentes, constituindo-os a todos pecadores”, isto é, que foi como que difundido e distribuído, “como a herança de um pai repartida entre os filhos” (Pe. H. Simón, op. cit., p. 281, n. 752).
  6. Todavia, lida à luz da Tradição da Igreja, a Escritura proporciona fundamentos suficientes para formular argumentos propriamente teológicos que permitem, partindo de certas verdades reveladas como de princípios ou premissas, chegar à conclusão de que Maria foi preservada do pecado original. Por exemplo, (1) é verdade formal e explicitamente revelada que Maria, para ser digna Mãe do Redentor, foi cumulada de graça, a ponto de ser chamada “cheia de graça” por antonomásia (cf. Lc 1, 28); (2) ora, é evidente, a quem entende os termos, que a plenitude de graça exigida para ser digna Mãe do Redentor é incompatível com o pecado original, na medida em que este implica sujeição ao diabo, inimigo principal do Redentor, e aversão a Deus, mal que o Redentor veio remediar; (3) logo, Maria, para ser digna Mãe do Redentor, não pôde ter o pecado original (cf. Pe. José A. de Aldama, SJ, et al., Sacræ Theologiæ Summa. 4.ª ed., Madrid: BAC, 1961, vol. 3, p. 343, n. 31). Desse ângulo, a Imaculada Conceição, conquanto pertença ao depósito da fé por via de Tradição oral, pode não obstante ser considerada uma verdade virtualmente revelada na Escritura ao modo inclusivo, já que a conclusão (3) não faz mais do que explicitar a relação de inclusão metafísica entre (1) a plenitude de graça correspondente à maternidade divina e (2) a imunidade ao pecado original, que está para aquela como a propriedade para a sua essência. Donde se vê que o erro de certos protestantes nesta matéria está em concluir o contrário por assumir como necessária uma conexão que, na verdade, é meramente física e contingente, a saber: que todos os descendentes de Adão por geração natural devem (posto a salvo que Deus, por especial privilégio, possa excetuar alguém, como a Igreja afirma da Santíssima Virgem) herdar o pecado original.
  7. Devemos esses exemplos a um interessante artigo de Jaime Francisco de Moura, Maria contraiu o pecado original?, de 30 nov. 2019. Disponível em (sítio): <bit.ly/36nhaQw>. Acesso: 11 de nov. 2020. Semelhante argumentação se encontra num artigo de Alessandro Lima, A Imaculada Conceição da Virgem Maria, de 20 mai. 2010. Disponível em (sítio): <bit.ly/3lmjygA>. Acesso: 11 nov. 2020.
  8. Cf. A. Tanquerey, SS, Brevior Synopsis Theologiæ Dogmaticæ. 7.ª ed., Paris: Typis Societatis S. Joannis Evang., Desclée & Socii, 1931, p. 480, n. 830, A.
  9. Para os católicos, a Escritura é materialmente suficiente, porquanto nela está formalmente revelado que Deus instituiu por seu Filho encarnado uma Igreja provida de um ministério docente, a fim de conservar de erros e explicar sem acréscimos a integridade do depósito da fé. Na medida pois em que ela contém o dogma de um princípio magisterial diretivo, pelo qual se pode chegar ao conhecimento de todas as verdades de fé, pode-se dizer que a Bíblia contém implícita e redutivamente todas as verdades de fé e é, nesse sentido, suficiente (cf. J. B. Franzelin, SJ, Tractatus de divina Traditione et Scriptura. 2.ª ed., Roma, ex Typographia Polyglotta, 1875, p. 232s.
  10. Cf. V. Zubizarreta, Theologia Dogmatico-scholastica. 3.ª ed., Bilbao: Eléxpuru Hnos. (ed.), 1938, vol. 3, p. 574.

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Vai começar a melhor época do ano…
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Vai começar a melhor época do ano…

Vai começar a melhor época do ano…

Com coronavírus ou sem coronavírus, o que importa é que haverá Natal. Nosso Senhor veio, Nosso Senhor virá, Nosso Senhor está à porta. Que Ele não a encontre fechada em nosso coração como encontrou em Belém.

Equipe Christo Nihil Praeponere7 de Dezembro de 2020Tempo de leitura: 3 minutos
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Querido membro de nossa família,
a família do site do Padre Paulo Ricardo,

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Muitos partilham a convicção de que o Natal é a melhor época do ano. Não só porque ele coincide com as férias de (quase) todos, com as reuniões familiares e com as trocas de presentes. Há também toda uma preparação para a chegada do Menino Jesus, e os enfeites em nossas casas — árvores, presépios, pisca-piscas — tornam muito mais belo tudo ao nosso redor.

Ao que tudo indica, porém, o atípico ano de 2020 vai terminar de modo igualmente atípico: em alguns lugares, o nível de contágio do coronavírus está novamente aumentando e as autoridades não tardarão a baixar novas restrições. 

Você certamente já está cansado de todo esse falatório a respeito do coronavírus. Acredite: nós também estamos. Independentemente do que você acha ou deixa de achar, o importante é que você saiba de uma coisa: se tudo “der errado” neste Natal, não será a primeira vez

Sabe aquele presépio que você montou em casa? Não é à toa que ele está cheio de animais… Non erat eis locus in diversorio: Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores, teve de nascer numa estrebaria, porque “não havia lugar para eles na estalagem” (Lc 2, 7). É o maior dos imprevistos, não tanto pela situação como pela Pessoa nela envolvida. Afinal, se o Natal do próprio Deus feito homem “não deu certo”, que expectativas podemos ter para o nosso?

Sim, as previsões não são as melhores, mas nem por isso deixaremos de celebrar. Tudo que estamos passando é uma oportunidade maravilhosa para firmar nossa esperança no Deus invisível, dando valor ao que é essencial. Nosso Senhor nasceu em meio à bicharada, sim, mas isso não impediu os Santos Anjos de cantar Glória naquela noite santa. E, vamos lembrar, também eles estão em nossos presépios!

Para ajudar você a se concentrar nas coisas que realmente importam, fizemos abaixo uma seleção de CINCO CURSOS a que você pode assistir, sozinho ou em família, nestes dias de preparação para a vinda do Senhor: 

  1. Quem é Jesus. — Começamos, como não podia deixar de ser, pelo protagonista da festa. Neste curso, gravado há poucos meses, Padre Paulo Ricardo repassa tudo o que de fundamental a Igreja crê sobre a Pessoa divina de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Natal é dele; portanto, se estiver disposto a acolher só uma de nossas recomendações, que seja esta!
  2. Catequese para Adultos. — Ainda nesta linha, não poderíamos deixar de indicar estas aulas de catequese do Padre Paulo sobre o Credo. Elas constituem um material indispensável para quem deseja saber, com clareza e simplicidade, o que crê a Igreja e o que cremos como filhos dela.
  3. O Segredo de Teresinha. — Católico tem de falar de santo!... Pois bem, neste curso, Pe. Paulo fala de Santa Teresinha do Menino Jesus, uma grande santa de sua devoção, conhecida de todos e amada por muitos. O “segredo” de sua santidade, no entanto, termina muitas vezes escondido da maioria das pessoas. Não ficará mais depois de você assistir às nossas aulas…
  4. Os Quatro Temperamentos. — Está todo o mundo falando de temperamentos, mas... esse negócio realmente existe? Além do mais, como compreender da maneira correta essa matéria, sem incorrer em exageros e reducionismos? É o que Padre Paulo procura explicar neste curso, iluminando o tema com o que a Igreja e os santos ensinam sobre o ser humano.
  5. Introdução a Chesterton. — Se você está de férias e quer um pouco de lazer, este é o curso. Nele, teologia e literatura caminham lado a lado. São dez aulas cheias dos insights geniais e muito bem humorados de Gilbert Keith Chesterton.

Com ou sem coronavírus, o que importa, meu irmão, minha irmã, é que haverá Natal. Nosso Senhor veio, Nosso Senhor virá, Nosso Senhor está à porta. Que Ele não a encontre fechada em nosso coração como encontrou em Belém.

Esperamos que os conteúdos acima — seja um, sejam todos juntos — realmente ajudem você a preparar seu coração para as festas tão luminosas que se aproximam. 

Sim, o Natal é a melhor época do ano. Não o deixemos passar em vão.

Santo tempo do Advento!
Deus abençoe você!

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