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Um pouco da vida de Santa Francisca Romana
Santos & Mártires

Um pouco da vida de
Santa Francisca Romana

Um pouco da vida de
Santa Francisca Romana

Mulher forte, como a da Sagrada Escritura, “a mais romana de todas as Santas” iluminou as almas e socorreu os necessitados num dos mais conturbados períodos da história da Igreja.

Ir. Juliane Vasconcelos Almeida Campos, EP8 de Março de 2019
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O Divino Salvador instituiu Sua Igreja sobre alicerces bem seguros: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Mas, ao longo da História, as forças infernais não deixaram de investir contra essa rocha inabalável.

Uma dessas investidas teve início com as agitações políticas e sociais que forçaram o Papa Clemente V a transferir, em 1309, a sede do Papado para a cidade francesa de Avignon, onde os sucessores de Pedro permaneceram até 1376. Foi um longo período de conturbações que culminaram no Grande Cisma do Ocidente (1378-1417).

A eclosão do Cisma veio agravar ainda mais a situação, a ponto de a Cidade Eterna ficar reduzida a uma situação de miséria, açoitada por guerras, carestia e pestes. Nesse contexto, destacou-se como luminoso anjo da caridade uma jovem dama da alta nobreza: Santa Francisca Romana, a qual, por sua prodigiosa atividade em favor dos pobres e doentes, conquistou o honroso título de Advocata Urbis (Advogada da Cidade).

Piedade precoce

Nascida em 1384, Francisca pertencia a uma rica família de patrícios romanos. Seus pais, Paulo Bussa de Leoni e Jacovella de Broffedeschi, proporcionaram-lhe uma primorosa educação cristã. Desde a mais tenra idade, acompanhava a mãe nas práticas de piedade, como abstinências, orações, leituras espirituais e visitas a igrejas onde pudessem lucrar indulgências.

Frequentava muito a Basílica de Santa Maria Nova, a preferida de sua mãe, confiada aos monges beneditinos de Monte Olivetto. Ali, Francisca começou a receber, ainda criança, direção espiritual de Frei Antonio di Monte Savello, com quem se confessava todas as quartas-feiras.

Aos onze anos, manifestou o desejo de consagrar-se a Deus pelo voto de virgindade. Sua inclinação para a vida monástica se fez notar quando — a conselho do diretor espiritual, para provar a autenticidade de sua vocação — começou a praticar em casa algumas austeridades próprias a certas ordens religiosas femininas. Seu pai, porém, opôs-se a esses infantis projetos, pois ela estava já prometida em casamento a Lourenço Ponziani, jovem de nobre família, bom caráter e grande fortuna.

Esposa exemplar

Francisca foi sempre esposa exemplar. Por desejo do marido, apresentava-se em público com a categoria de dama romana, usando belas joias e suntuosos trajes. Mas debaixo deles vestia uma tosca túnica de tecido ordinário. Dedicava à oração suas horas livres, e nunca negligenciava as práticas de vida interior. Transformou em oratório um salão do palácio e aí passava longas horas de vigília noturna, acompanhada por Vanozza. Era objeto de mofa das pessoas mundanas, mas sua família a considerava um “anjo da paz” [1].

Os desígnios da Providência

Três anos após seu casamento, contraiu uma grave enfermidade que se prolongou por doze meses, deixando temerosos todos os membros da família. Francisca, porém, não temia, pois colocara sua vida nas mãos de Deus, com inteira resignação. Nesse período de prova, por duas vezes apareceu-lhe Santo Aleixo. Na primeira, perguntou-lhe se queria curar-se, e na segunda comunicou-lhe que “Deus queria que permanecesse neste mundo para glorificar seu nome” [2]. Colocando então seu manto dourado sobre ela, restituiu-lhe a saúde.

Essa enfermidade, contudo, a fizera meditar profundamente sobre os planos da Providência a seu respeito. E uma vez restabelecida, decidiu, com Vanozza, levar uma vida mais conforme ao Evangelho, renunciando às diversões inúteis e dedicando mais tempo à oração e às obras de caridade.

Proteção do Anjo, ataques do demônio

Foi nessa época que Deus enviou-lhe um Anjo especial para guiá-la na via da purificação. Ela não o via, mas ele estava constantemente a seu lado e se manifestava por meio de sinais claros. Além de amigo e conselheiro, era vigilante admoestador, que a castigava quando ela cometia qualquer pequena falta. Certa vez em que Francisca, por respeito humano, não interrompeu uma conversa superficial e frívola, ele aplicou-lhe na face um golpe tão forte que deixou sua marca por vários dias e foi ouvido na sala inteira!

O demônio empreendia todo tipo de esforços para perturbar a vida e, sobretudo, impedir a santificação de Francisca. Como a Santa sempre triunfava de suas tentações, ele recorria com frequência a ataques diretos. Assim, em certa ocasião ela e Vanozza retornavam da Basílica de São Pedro e decidiram tomar um atalho, pois já era tarde. Chegando à margem do Tibre, inclinaram-se para tomar um pouco de água. Empurrada por uma força invisível, Francisca caiu no rio. Vanozza lançou-se para salvá-la e foi também arrastada pela correnteza. Sentindo em perigo suas vidas, recorreram a Deus e no mesmo instante se viram de novo na margem, sãs e salvas.

Modelo de mãe e de dona de casa

Quando em 1400 nasceu seu primeiro filho, João Batista, não duvidou em deixar algumas de suas mortificações e exercícios piedosos, para melhor cuidar do menino. Ao carinho materno, unia a firmeza da boa educadora, corrigindo-o em suas infantis manifestações de teimosia, obstinação e cólera, sem nunca ceder às suas lágrimas de impaciência. Foi modelo de mãe igualmente para João Evangelista e Inês, que nasceram alguns anos depois.

Seu Anjo ajudou-a a levar sua vida matrimonial com amor e dedicação, tanto para o esposo quanto para os filhos. Cumpria com perfeição seu ofício de dona de casa, compreendendo que os sacrifícios impostos pelas tarefas cotidianas fazem parte da purificação necessária nesta vida e têm prioridade sobre as mortificações particulares. Desempenhou-se de tal maneira que, em 1401, quando faleceu a esposa do velho Ponziani, seu sogro, este incumbiu-a do governo do palácio. Nessa função, a jovem senhora demonstrou grande capacidade, inteligência e, sobretudo, bondade.

Organizou os trabalhos da numerosa criadagem de modo a todos terem tempo de cumprir seus deveres religiosos. Assistia-os em suas necessidades materiais e os incentivava a levar uma vida verdadeiramente cristã. Quando algum deles adoecia, Francisca se fazia de enfermeira, mãe e irmã. E se a enfermidade acarretava perigo de vida, ela mesma ia buscar a assistência espiritual de um sacerdote, a qualquer hora do dia ou da noite.

Prodígios realizados em vida

“Santa Francisca Romana dando esmolas”, de Giovanni Battista Gaulli.

Por volta de 1413, a fome se abateu sobre Roma. O sogro de Francisca alarmou-se ao ver que ela conti­nuava muito generosa em ajudar os necessitados… distribuindo-lhes parte das provisões que ele reservara para sustento da família, e proibiu-a de fazê-lo. Não podendo mais a caridosa dama dispor daqueles víveres para socorrer os famintos, começou a pedir esmolas para eles. E certo dia, tomada de súbita inspiração, foi com Vanozza a um celeiro vazio do palácio para procurar o que pudesse ter restado de trigo no meio da palha. À custa de paciente trabalho, conseguiram recolher alguns poucos quilos do desejado grão. Coisa admirável: logo após a saída das duas, Lourenço, seu esposo, entrou no celeiro e lá encontrou 40 sacos contendo, cada um, 100 quilos de trigo dourado e maduro!

Idêntico prodígio se deu na mesma época: querendo levar aos pobres um pouco de vinho, Francisca recolheu a escassa quantidade que restava no fundo de um tonel e no mesmo instante este encheu-se milagrosamente de um excelente vinho.

Esses prodigiosos fatos muito contribuíram para suscitar em Lourenço um temor reverencial e amoroso por sua esposa. Em consequência, ele lhe deu liberdade de dispor de seu tempo para suas obras apostólicas e lhe permitiu trocar seus belos trajes e joias — os quais ela apressou-se a vender para distribuir aos pobres o dinheiro — por roupas simples e pouco vistosas.

Guerras e provações

Muitas provações ainda a aguardavam. A situação política da Península Itálica e a crise decorrente do Grande Cisma do Ocidente acarretaram-lhe muitos sofrimentos. Roma estava dividida em dois grupos que travavam encarniçada guerra: a favor do Papa, os Orsini, de cuja facção Lourenço fazia parte; de outro lado, os Colonna, apoiando Ladislau Durazzo, rei de Nápoles, que invadiu Roma três vezes. Na primeira invasão, Lourenço foi gravemente ferido em combate, sendo curado pela fé e dedicação da esposa. Na segunda, em 1410, as tropas saquearam o palácio dos Ponziani, e os bens da família foram confiscados. Pior ainda, Francisca viu seu esposo e seu filho Batista partirem para o exílio.

Em 1413 e 1414, a capital da Cristandade ficou entregue à pilhagem e reduzida à miséria. Um novo flagelo, a peste, veio agravar essa situação. A Santa transformou o palácio em hospital e cuidava pessoalmente das vítimas da terrível doença. Era um anjo da caridade naquela infeliz cidade assolada pelo infortúnio.

Sua própria família não ficou imune a essa tragédia: em 1413 morreu Evangelista, seu filho mais novo, e no ano seguinte a pequena Inês. Por fim, ela também contraiu a doença, mas foi milagrosamente curada por Deus.

Visões e dons sobrenaturais

Ainda em 1413, apareceu-lhe seu filho falecido havia pouco, tendo a seu lado um jovem do mesmo tamanho, parecendo ser da mesma idade, mas muito mais belo.

— És realmente tu, filho do meu coração? — perguntou ela.

Ele respondeu que estava no Céu, junto com aquele esplendoroso Arcanjo que o Senhor lhe enviava para auxiliá-la em sua peregrinação terrestre.

— Dia e noite o verás ao teu lado e ele te assistirá em tudo — acrescentou.

Aquele Espírito celestial irradiava uma tal luz que Francisca podia ler ou trabalhar à noite, sem dificuldade alguma, como se fosse dia. E lhe iluminava o caminho quando precisava sair à noite. Na luz desse Arcanjo, ela podia ver os pensamentos mais íntimos dos corações. Recebeu, ademais, o dom do discernimento dos espíritos e o de conselho, os quais usava para converter os pecadores e reconduzir os desviados ao bom caminho.

Deus a favoreceu com numerosas outras visões. As mais impressionantes foram as do inferno. Viu em pormenores os suplícios pelos quais são punidos os condenados, de acordo com os pecados cometidos. Observou a organização hierárquica dos demônios e as funções de cada um na obra de perdição das almas, uma paródia da hierarquia dos Coros Angélicos. Lúcifer é o rei do orgulho e o chefe de todos. Viu ainda como os atos de virtude praticados pelos bons atormentam essas miseráveis criaturas e prejudicam sua ação na terra.

Vida de apostolado

Tendo falecido o rei Ladislau, restabeleceu-se a paz na Cidade Eterna, seu esposo e seu filho Batista regressaram do exílio, e a família Ponziani recuperou os bens injustamente confiscados.

Por meio de orações e boas palavras, a Santa conseguiu convencer Lourenço a reconciliar-se com seus inimigos e a entregar-se a uma vida de perfeição. E após o casamento do filho, entregou à nora — convertida por ela — o governo do palácio para dedicar-se inteiramente às obras de caridade e de apostolado.

Lourenço deixou-a livre para fundar uma associação de religiosas seculares, com a condição de continuar vivendo no lar e não parar de guiá-lo no caminho da santidade. Orientada por seu diretor espiritual, fundou uma sociedade denominada Oblatas da Santíssima Virgem, segundo o modelo dos beneditinos de Monte Olivetto. Em 15 de agosto de 1425, Francisca e outras nove damas fizeram sua oblação a Deus e a Maria Santíssima, mas sem emitir votos solenes. Vivia cada qual em sua casa, seguindo os conselhos evangélicos, e se reuniam na igreja de Santa Maria Nova para ouvir as palavras de sua fundadora, que para elas era guia e modelo a imitar.

Alguns anos depois, ela recebeu a inspiração de transformar essa sociedade em congregação religiosa. Adquiriu o imóvel de nome Tor de’ Specchi e, em março de 1433, dez Oblatas de Maria foram revestidas do hábito e ali se estabeleceram, em regime de vida comunitária. Em julho desse mesmo ano, o Papa Eugênio IV erigiu a Congregação das Oblatas da Santíssima Virgem, nome mudado posteriormente para Congregação das Oblatas de Santa Francisca Romana. Era uma instituição nova e original para seu tempo: religiosas sem votos, sem clausura, mas de vida austera e dedicadas a um genuíno apostolado social.

Comprometida como estava pelo matrimônio, somente depois da morte do esposo, em 1436, Francisca pôde afinal realizar o maior desejo de sua vida: fazer-se religiosa. Entrou como mera postulante na congregação por ela fundada. Mas foi obrigada — pelo capítulo da comunidade e pelo diretor espiritual — a aceitar os encargos de superiora e fundadora.

Viu o Céu aberto e os Anjos vindos para buscá-la

Viveu no convento apenas três anos. Em 1440, viu-se forçada a retornar ao palácio Ponziani para cuidar de seu filho, gravemente enfermo. Atingida por uma forte pleurisia, ali permaneceu, por não ter mais forças. Soube então que havia chegado seu derradeiro momento. Padeceu terrivelmente durante uma semana, mas pôde dar seus últimos conselhos às suas filhas espirituais e despedir-se delas.

No dia 9 de março, depois de agradecer a seu diretor, o Padre Giovanni, em seu nome e no da comunidade, quis rezar as Vésperas do Ofício da Santíssima Virgem. Com os olhos muito brilhantes, dizia estar vendo o Céu aberto e haverem chegado os Anjos para buscá-la. Com um sorriso iluminando-lhe a face, sua alma deixou esta Terra.

Ao elevá-la às honras dos altares, em maio de 1608, o Papa Paulo V qualificou-a de “a mais romana de todas as Santas” [3]. E o Cardeal São Roberto Belarmino, que contribuíra decisivamente, com seu voto, para a canonização, declarou no Consistório: “A proclamação da santidade de Francisca será de admirável proveito para classes muito diferentes de pessoas: as virgens, as mulheres casadas, as viúvas e as religiosas” [4].

Quatro séculos depois, o Cardeal Angelo Sodano traçava dela este quadro: “Lendo sua vida, parece que nos deparamos com uma daquelas mulheres fortes, das quais estão repletos os Livros Sagrados e as páginas da História da Igreja. […] Mulher de ação, Francisca hauria, contudo, de uma intensa vida de oração a força necessária para seu apostolado social” [5].

Precioso conselho para todos nós: é “de uma intensa vida de oração” que nos vem a força para levar avante nossas obras de apostolado. (Revista Arautos do Evangelho, Março/2009, n. 87, pp. 30-33)

Referências

  1. Pe. Luis M. Pérez Suárez. Santa Francisca Romana, in: Año Cristiano, Madrid: BAC, 2003, p. 173.
  2. Idem, ibidem.
  3. Tor de’ Specchi, Monastero delle Oblate di S. Francesca Romana — Venerazione e culto.
  4. Pe. Luis M. Pérez Suárez, op. cit., p. 185.
  5. Card. Angelo Sodano. Homilia por ocasião da festa de Santa Francisca Romana, 5 mar. 2005.

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Uma devoção para a terça de carnaval
Liturgia

Uma devoção para a terça de carnaval

Uma devoção para a terça de carnaval

A todos os sacerdotes que quiserem reparar os inúmeros pecados que se cometem no carnaval, fica aqui uma piedosa sugestão: rezar nesta terça uma Missa votiva em honra à Sagrada Face de Nosso Senhor.

Equipe Christo Nihil Praeponere4 de Março de 2019
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A festa em honra à Sagrada Face de Nosso Senhor foi instituída pelo Papa Pio XII em 1958 e deixou de constar no calendário da atual liturgia.

Mas nem por isso deixou de ser possível celebrá-la diante do altar do Senhor. Assim, os sacerdotes que desejarem, sempre poderão rezar a Missa votiva em honra à Sagrada Face, especialmente às terças-feiras, e mais especialmente ainda na terça-feira que precede o tempo da Quaresma. O formulário dessa celebração encontra-se abaixo:

Na verdade, sendo a reparação às ofensas cometidas contra a Sagrada Face de Nosso Senhor a principal razão de ser desta devoção, o correto seria dizer que nunca como em nosso tempo ela foi tão necessária, ainda mais no período do carnaval, em que o pecado desfila publicamente nas ruas de nossas cidades e nos televisores de nossas casas.

Para termos uma ideia de quão grave é a situação em que se encontra o mundo nesses dias, não precisaríamos recorrer sequer às revelações privadas que abundam em nosso século a esse respeito (e nas quais a devoção à Sagrada Face encontra-se especialmente fundada)… Bastar-nos-ia lembrar o Evangelho e a palavra do Apóstolo, segundo a qual “nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus” (1Cor 6, 10).

Ora, diante das notícias que chegam até mesmo aos que procuram evitar os meios de comunicação nesses dias, como não ver nessa lista, escrita a quase dois milênios de distância, senão uma descrição exata dos festejos carnavalescos atuais? E quando, alguns versículos adiante, São Paulo diz aos cristãos: “Empti enim estis pretio magnoFostes comprados por um grande preço” (1Cor 6, 20), como não nos remetermos imediatamente à face desfigurada de Nosso Senhor, cuspida e escarrada por causa de nossos pecados, por causa de nossa obstinação no mal…?

O mesmo Apóstolo diz, após a lista de que falamos acima: “Ao menos alguns de vós têm sido isso” (1Cor 6, 11), como se dissesse aos cristãos: “Não vos esqueçais que também vós vos comportastes como hoje se comporta o mundo”. Mas nós, continua o Apóstolo… Vós, cristãos! “fostes lavados, fostes santificados, fostes santificados, fostes justificados” (1Cor 6, 11). Como nos comportarmos, então, como se ainda fôssemos do mundo? como se não tivéssemos um senhor, um dono, ao qual devemos não uma quaresma, não uma penitência durante quarenta dias, mas toda a nossa vida?

É atentos ao alto preço por que fomos comprado que devemos, nesta terça-feira de carnaval, nos apresentar diante de Cristo sofredor e desagravar-lhe a face santíssima com nossas orações e nossos sacrifícios.

Não, não precisamos esperar a Quarta-feira de Cinzas para nos colocarmos em espírito de penitência pelos nossos pecados e pelos pecados dos demais homens… Como diz Santa Teresinha do Menino Jesus, grande devota da Sagrada Face, “quando se ama, não se calcula”.

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Não basta ter alma, é preciso entrar no castelo!
Cursos

Não basta ter alma,
é preciso entrar no castelo!

Não basta ter alma,
é preciso entrar no castelo!

“Não há nada na natureza que seja capaz de produzir o efeito do amor de Cristo em nós. Tem de ser algo de sobrenatural na alma.”

Equipe Christo Nihil Praeponere1 de Março de 2019
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“Como é possível que eu creia num Deus de amor e vá ficando cada vez mais egoísta e ridículo?” É com essa provocação que queremos convidar você para mais um lançamento de nosso site!

Sim, porque nosso encontro pessoal com Jesus Cristo não pode ser uma “fachada”, mas deve transformar realmente toda a nossa vida. Não é possível que nos digamos católicos, filhos de um Deus que se entregou por nós ao ponto de morrer na Cruz, e levemos uma vida mundana, como a de um outro qualquer.

Aos que ainda não deram início a sua caminhada de conversão, cabe o alerta: “Não basta ter alma, é preciso entrar no castelo!” Aos que já começaram, mas teimam em não querer avançar, é preciso ânimo: também não é o bastante entrar no castelo; é preciso entrar cada vez mais em seus aposentos, aproximando-se cada vez mais do “centro da alma”, onde “habita Sua Majestade: Deus”!

A fim de nos ajudar nesta verdadeira “passagem” — seja das trevas à luz, seja da luz que hoje mal enxergamos à luz que contemplam os santos —, Engenharia da Santidade II será um curso com 15 formações exclusivas. Nelas se explicará, a todos que querem levar uma vida de oração, o que é necessário de concreto para chegar à “santidade perfeita”, o único lugar onde estaremos verdadeiramente em paz.

Assim como na primeira parte deste curso, também neste você verá um Padre Paulo Ricardo diferente, conversando diretamente com as pessoas (ao invés das câmeras), e dentro de um verdadeiro retiro espiritual.

Confira, neste novo teaser que preparamos, uma prévia do que espera por você:

Nós estamos dispostos a crer em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica, sim ou não? [...] Nós não podemos agora passar a régua e nivelar tudo por baixo e dizer: Não, tá todo o mundo salvo, pronto e acabou. Não é verdade! [...] Todos os seres humanos têm alma, mas nem todos entraram no castelo. [...] A Misericórdia se fez carne, veio aqui e morreu na cruz por nós, e você se acha mais misericordiosa do que Ele, e decretou que o inferno não existe! [...] Como é possível que eu creia num Deus de amor e vá ficando cada vez mais egoísta e ridículo? [...] Não há nada na natureza mineral, vegetal, animal e angélica que seja capaz de produzir o efeito do amor de Cristo em nós. Tem que ser algo de sobrenatural na alma. [...] Em todos os seres humanos, no centro da alma, habita Sua Majestade: Deus.

Já entramos em contagem regressiva! Nosso curso será lançado no próximo dia 11 de março! Por isso, se você ainda não é nosso aluno, faça hoje mesmo a sua inscrição em nosso site! (Com uma única assinatura, você ganha acesso irrestrito não só a este curso, mas a todo o nosso conteúdo.)

Se você já é nosso aluno, repasse esta mensagem a seus amigos e ajude-nos a divulgar esse material!

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“Vamos começar do começo, vamos começar do Evangelho”
Cursos

“Vamos começar do começo,
vamos começar do Evangelho”

“Vamos começar do começo,
vamos começar do Evangelho”

Você, que gostou da “Engenharia da Santidade”, se prepare, pois em março lançaremos mais um “retiro espiritual”, continuidade e aprofundamento deste curso.

Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Fevereiro de 2019
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Muito antes da Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino, muito antes das Moradas de Santa Teresa, muito antes de o Concílio Vaticano II proclamar a vocação universal à santidade na Igreja… o primeiro a falar de santidade foi Nosso Senhor Jesus Cristo.

Por isso, quando falamos desse assunto, não estamos inventando nada de novo, não estamos propondo nenhuma “moda” ou “revolução”, mas tão somente o Evangelho.

Você gostou de nosso curso “Engenharia da Santidade”? Então se prepare, pois em março lançaremos um novo conteúdo, que será a continuidade e o aprofundamento deste projeto — e que também foi gravado em forma de “retiro espiritual”.

Confira no teaser abaixo, em primeira mão, uma prévia do que espera por você:

Vamos, vamos começar do começo verdadeiramente, e vamos começar do Evangelho. [...] Todos os seres humanos têm alma, mas nem todos entraram no castelo. [...] Dentro da alma humana, existe um núcleo onde Deus habita e, se você estiver em estado de graça, ali se acende uma luz de uma formosura e de uma beleza tal, que é o próprio Céu aqui na terra. O Céu aqui na terra, se você está em estado de graça, deixa eu avisar, o Céu aqui na terra está em você. [...] A prova cabal e fundamental de que uma pessoa tem espírito não é se ela levita ou não, mas é se ela realiza obras de amor que você pode dizer: ‘Não, um ser humano não é capaz disso, somente Deus.’ [...] Nós só estaremos em paz na santidade perfeita.

Ajude-nos desde já a divulgar este conteúdo e fazer com que mais e mais pessoas tenham suas vidas transformadas pela “Engenharia da Santidade” — agora em sua segunda parte!

Dentro de alguns dias, publicaremos mais informações sobre esse lançamento, que fará você mergulhar em águas mais profundas.

Para ter acesso a este conteúdo, que ficará disponível em breve, avisamos desde já que é necessário ser aluno de nosso site. Por isso, se você ainda não estuda conosco, 

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