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As revelações de uma clínica de abortos

Vídeo filmado em uma clínica de abortos no Arizona, Estados Unidos, revela os métodos cruéis de aborteiros para matar seres humanos.

Uma investigadora secreta da organização pró-vida Live Action arrancou confissões reveladoras de empregadas em uma clínica de aborto tardio nos Estados Unidos. Em um vídeo divulgado na Internet, as assistentes do lugar admitem, sem nenhum remorso, que deixariam morrer um recém-nascido lutando pela vida após um aborto malsucedido.

A primeira pessoa com a qual a equipe conversa é Laura Mercer, que explica com detalhes os procedimentos para matar a criança de quase 24 semanas de gestação. O primeiro recurso é uma injeção (chamada de digoxin): "Nós fazemos a injeção, que é uma picada rápida na sua barriga, e isso para o coração fetal", diz a mulher, com frieza. "Se eles não usarem o digoxin, eles vão apenas, uh, sugarem o bebê e é possível que haja movimentos enquanto eles estão tirando o feto". A descrição, que ela diz carecer de detalhes, é assombrosa: "Nós usamos uma combinação de sucção e, então, instrumentos reais para, literalmente, pegar e puxar os pedaços para fora".

Para convencer a "cliente" a ir adiante, a "doutora" recorre à desumanização do feto: "Ele não está totalmente desenvolvido. (...) Nem se parece com um bebê ainda."

As cenas filmadas por uma câmera secreta da Live Action revelam os escombros mais sujos por trás de toda fachada abortista de progresso e evolução. De fato, tem-se tornado comum ouvir as pessoas falando do aborto como uma agenda de "avanço", a ponto de as próprias Nações Unidas intentarem uma redefinição do termo "direitos humanos", tencionando incluir entre eles um malfadado direito ao aborto. A realidade por trás de todo o discurso de "direito sobre o próprio corpo", porém, é que todo abortamento significa a destruição direta de um ser humano inocente – com material genético, órgãos e sistemas totalmente autônomos.

Nenhum eufemismo, bem como nenhuma lei positiva ou sentença judicial, podem reduzir a gravidade deste crime horrendo. Nos Estados Unidos, o aborto até 24 semanas é legal desde 1973, quando do famoso caso "Roe versus Wade" – uma farsa cujos efeitos trágicos se fazem sentir até hoje na sociedade americana. A letra da lei, no entanto, não pode mudar a crua realidade dos fatos. A indústria abortiva tem as mãos sujas de sangue, já condenada pelos múltiplos requintes de crueldade de que se serve para levar a cabo seus projetos.

Perguntada pela falsa cliente da Live Action o que aconteceria caso o bebê sobrevivesse ao aborto, Linda, uma auxiliar do centro de aborto filmado pelas câmeras, admite que eles não ajudariam o bebê a sobreviver:

Linda: Algumas vezes, eles sobrevivem, sim. Mas isso não, isso não necessariamente significa que ele vai sair inteiro. Porque eles usam a sucção e outros instrumentos, então, às vezes, os fetos não saem, você sabe, completos...
I nvestigadora: Mas e se ele sair inteiro... Quer dizer, eles vão ressuscitá-lo? Tipo, eu terei de cuidar dele?
Linda: Uh-uh... Não... Eles não ressuscitam.

No diálogo, o termo "ressuscitar" é, claramente, uma imprecisão. No caso de o procedimento do aborto falhar e a criança nascer viva, não será preciso ressuscitar ninguém – afinal, só se ressuscita o que está morto. Mas as palavras mal colocadas da mulher revelam muito: para os assassinos da clínica norte-americana, a criança continua sem direito à vida. Dentro ou fora do útero.

Abrem-se, então, as portas para o infanticídio. Infelizmente, não é a primeira vez que se escuta um discurso justificando a prática desses crimes. Um artigo recente, publicado em uma revista de ética médica, defendia que se matassem as crianças vítimas de abortos malsucedidos, ao invés de dá-las para adoção[1]. O raciocínio é: se se pode matar alguém antes de nascer, por que não depois?

A essa pergunta perversa é preciso responder inversamente: se não se pode matar alguém depois de nascer, por que sim antes? As revelações macabras colhidas nessa clínica de aborto norte-americana devem lembrar às pessoas que um homem, desde que é concebido, deve ter a sua dignidade respeitada, esteja ou não no útero materno. Como diz o Papa João Paulo II, "o ser humano, desde o momento de sua concepção até à morte, não pode ser explorado por nenhuma razão"[2].

Quando se esquece disso, quando a própria vida humana é tratada como um objeto ou como um animal que se pode abater e de que se pode abusar, não é difícil entender por que a civilização humana caminha, a passos rápidos, para o abismo.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere | Fonte: LifeSiteNews.com

Referências

  1. After-birth abortion: why should the baby live? – Giubilini and Minerva – Journal of Medical Ethics
  2. Papa João Paulo II, Discurso à Pontifícia Academia das Ciências, 23 de outubro de 1982, n. 4

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A Geração Reacionária

Para surpresa do mundo liberal, católicos estão se levantando para ir às ruas defender a vida e a família natural

“O reacionário é o que se salva hoje, eu não tenho o menor pudor de ser chamado de reacionário, me chamem de reacionário"[1]. A declaração é de Nelson Rodrigues, um dos maiores ícones da literatura nacional e ferrenho opositor das teses comunistas. No país dos black blocks, dos rojões na cabeça de jornalistas e de crianças incineradas dentro de ônibus, se estivesse vivo ainda hoje, Nelson Rodrigues assistiria sem muita perplexidade à realização de uma de suas crônicas mais famosas: A Revolução dos Idiotas.

Na terra onde pisou Napoleão, porém, o processo parece sofrer um revés. Estampa a capa do semanário francês ultra-liberal Le Nouvel Observateur a seguinte manchete: A Geração Reacionária. O nome é uma forma de simplificar – e, tratando-se de uma publicação liberal, pintar no mesmo nicho várias correntes diferentes, incluindo muitas que são radicais e detestáveis, da época do século 20 – o movimento liderado por católicos, evangélicos e outros conservadores, que tomou as ruas de Paris – e está varrendo a nação da Revolução de 1789 e o terror anti-católico –, lutando por valores tradicionais como a defesa da vida e da família.

A luta desse novo grupo que, ao contrário do que se vê no Brasil, não é subsidiado por nenhum partido político, não se aplica a assuntos políticos de cunho subjetivistas, em que católicos podem prudentemente discordar, mas a uma específica defesa daqueles três temas que Bento XVI chamou de “não negociáveis"[2]:

A tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até à morte natural; reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimônio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu caráter particular e o seu papel social insubstituível; tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos.

Essa realidade faz ecoar no coração do homem aquela certeza que nenhuma ideologia pode cancelar: a lei natural, inscrita na alma por Deus. Diante de uma “cultura relativística e consumista", em que se nega impunemente todo e qualquer valor moral, ao ponto de confundir-se os fundamentos da humanidade, é mais do que justo que a defesa da vida – desde o primeiro momento da concepção até à morte natural, como lembrava Bento XVI –, e de outros valores igualmente importantes, se torne “o grande campo comum de colaboração" entre católicos, evangélicos, judeus etc[3]. Posto que cada um desses povos, unidos pelos laços da fé num mesmo e único Deus, sofreu na pele a perseguição anti-humana, no século passado, a união desses mesmos povos contra a destruição da família é um dever fundamental.

A luta dessa “geração conservadora" na França, por sua vez, deu-se num contexto de ataque aberto à vida e à família. Em resposta à lei do “casamento homossexual", introduzida pelo governo socialista (chamada eufemisticamente de “mariage pour tous," ou “casamento para todos"), uma coalizão de católicos e outras mentes conservadoras formou o “Manif pour tous" – cujos protestos multitudinários em 2013 causaram imensa aflição e embaraço para a classe política francesa. Muitos bispos também apoiaram o movimento, incluindo o mais famoso deles, o Arcebispo de Lyon e Primaz das Gálias, Cardeal Barbarin. Embora o governo tenha aprovado a infame lei, a reação popular foi o bastante para abalar a presidência do socialista François Hollande.

Como medidas ainda mais bizarras (incluindo a procriação assistida e a “barriga de aluguel" para “casais" homossexuais) estavam para ser introduzidas pelo Governo Francês, em 2014, em uma erroneamente nomeada “Lei da Família", centenas de milhares de franceses mais uma vez foram às ruas, a 2 de fevereiro, em Paris e Lyon. Desta vez, em meio a uma onda de impopularidade, o governo cedeu; a maior vitória para a “Geração Reacionária". A introdução de livros e programas da distorcida “ideologia de gênero" em escolas públicas está também sob uma barragem de criticismo e boicotes por pais descontentes.

Conservadores e católicos tradicionais em um dos países mais secularizados da terra estão mostrando que uma minoria motivada pode obter feitos em favor da família natural e da defesa da vida.

Fonte: Rorate Caeli | Adaptação: Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências:

  1. Entrevista de Nelson Rodrigues a Otto Lara
  2. Bento XVI, Discurso aos participantes no congresso promovido pelo Partido Popular Europeu (30 de março de 2006)
  3. Bento XVI, Encontro e Celebração das vésperas com os Bispos do Brasil (11 de maio de 2007), n.3

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Cooptadas pela ignorância

A intolerância dos novos movimentos sociais mostra como o ódio, cego e irracional, ainda é a base do comunismo.

Não é – ou, pelo menos, não deveria ser – novidade para ninguém que os novos movimentos sociais, conhecidos por sua aparente luta por "tolerância", "diversidade" e "respeito à diferença", surgiram na linha de uma tradição de pensamento marxista, que substituiu, nas últimas décadas, a guerrilha armada pela guerra de ideias. Uma ótima introdução ao assunto é o curso "Revolução e Marxismo Cultural". Em suma, as categorias concebidas por Marx para o campo econômico foram transferidas para o terreno cultural: a "luta de classes", que se limitava a um choque entre a burguesia e o proletariado, hoje, arma todas as pessoas contra as outras – mulheres contra homens, negros contra brancos, filhos contra pais etc. Nunca o conselho do líder socialista Vladimir Lênin foi seguido tão à risca: "Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas".

No entanto, para conquistar seus intentos, as mentes destes movimentos precisam contar com uma grande massa de pessoas que, no fundo, não conhece nem a origem nem o objetivo real da causa pela qual tão cegamente milita. É um grupo apelidado gentilmente de "idiotas úteis". Incapaz de ter um pensamento próprio ou de opor resistência à ideologia reinante, filia-se a uma associação de inspiração política ou social pelo simples sentimento de pertencer a um grupo, independentemente da veracidade das ideias que este adota.

É difícil saber se Inna Schevchenko – a ativista do Femen que protestou, nua, na praça de São Pedro, dizendo que o "o Natal foi cancelado" – é ou não uma dessas "idiotas úteis". Também não é possível dizer que a jovem Josephine Witt – também ativista do Femen, que invadiu a Catedral de Colônia durante a Missa matutina de Natal e subiu nua ao altar, com a inscrição "eu sou deus"01 – não sabia o que estava fazendo.

A lógica por trás destes protestos criminosos, no entanto, revela não só a face demoníaca dos "novos revolucionários", como o profundo desconhecimento do verdadeiro rosto da Igreja. Muitas mulheres entram no movimento feminista convencidas com o discurso mentiroso de que o Cristianismo ou não lhes deu suficiente espaço na sociedade ou sempre as oprimiu, impiedosamente.

Nada é mais falso. Com o florescimento da religião cristã, a mulher passou a ser tratada com decoro e dignidade – o extremo oposto do lugar a que a Antiguidade a tinha relegado02. A figura feminina do Império Romano outra posição não tinha conhecido senão a de subjugo e humilhação, vítima que era da poligamia, do divórcio fácil e do próprio infanticídio.

De fato, em qual ambiente da Grécia ou da Roma Antiga poder-se-ia imaginar uma mulher regendo um império, como aconteceu na Idade Média, com não poucas delas chegando inclusive à honra dos altares? Em qual sociedade antiga uma mulher se entregou à vida intelectual a ponto de imitar a magnitude de uma Hildegarda de Bingen ou de uma Teresa de Ávila?

Por essas e outras, é preciso concordar com Dom Aquino Corrêa que:

"A mulher em si mesma (...) nunca foi tão exaltada como no cristianismo. Dir-se-ia até que o foi mais do que o homem, não só porque Jesus a encontrara mais aviltada, e a tomou de mais baixo, como também porque, pela apoteose incomparável de Maria Santíssima, colocou uma simples mulher em culminâncias inatingíveis a nenhuma outra criatura humana."03

A invasão de templos e a profanação de cultos religiosos por ativistas ilustram até onde pode chegar o homem quando se afasta de Deus. E como é forte a ignorância de quem, para defender a "liberdade", ataca a instituição e o patrimônio que forjaram a civilização ocidental. Como dizia o venerável arcebispo Fulton Sheen, "não existem cem pessoas que odeiam a Igreja Católica, mas existem milhões que odeiam aquilo que pensam ser a Igreja Católica".

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Natal na Catedral de Colônia: ativista do Femen profana altar diante do Cardeal Meisner. | Fratres in Unum
  2. Quem quiser ler mais sobre o assunto, pode consultar a obra "O Crescimento do Cristianismo: um Sociólogo Reconsidera a História", de Rodney Stark.
  3. Dom Aquino Corrêa, 9 de dezembro de 1934. Discursos, vol. II, tomo II. Elevação da mulher. pp. 135-137. Brasília, 1985. Via Ecclesia Una

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O dantesco tornado arte

Se é verdade que "o mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero", não resta dúvida de que este século já enlouqueceu há muito tempo.

Os tempos modernos não só carecem das verdadeiras virtudes, como padecem de sérios e graves vícios. Mais do que pecar, o homem tem exaltado o pecado como "modelo" de comportamento. E sua conduta, infelizmente, acaba refletindo na maneira como ele produz a arte.

O vaso sanitário de Marcel Duchamp exposto nas galerias artísticas é um exemplo de como a arte tem deixado de buscar a beleza para retratar a frivolidade do cotidiano. A indecência, o despudor e a banalização da sexualidade são considerados pelas classes falantes temas "artísticos" e aquilo que deveria ser um oásis converte-se em terreno mais terrível que o próprio deserto. Como destacou o Papa Bento XVI em encontro com artistas na Capela Sistina:

"Com muita frequência, a beleza propagada é ilusória e falsa, superficial e sedutora até ao aturdimento e, em vez de fazer sair os homens de si e de os abrir a horizontes de verdadeira liberdade atraindo-os para o alto, aprisiona-os em si mesmos e torna-os ainda mais escravos, privados de esperança e de alegria. Trata-se de uma beleza sedutora mas hipócrita, que desperta a cupidez, a vontade de poder, de posse, de prepotência sobre o outro e que se transforma, muito depressa, no seu contrário, assumindo o rosto do obsceno, da transgressão ou da provocação gratuita."01

Como consequência de um mundo cada vez mais materialista e fechado para o transcendente, presencia-se um triste fenômeno de decadência. Os homens submetem tudo à sua medida e mesmo aquilo que já foi inscrito definitivamente na natureza não aparece mais como um pressuposto. O resultado é uma "confusão dos diabos" – com toda a carga negativa que a expressão traz: legisladores que se acham "inspirados"; juízes que, com suas sentenças arbitrárias, se fazem deuses; "artistas" que transformam a indolência e a dissolução em "obras de arte".

Os jornais publicaram, na última semana, uma manchete dantesca: "Universitário vai perder virgindade anal (sic) em performance artística" 02. O título do projeto é Art School Stole My Virginity ["A escola de arte roubou minha virgindade"]. Em resumo, um jovem inglês decidiu estrelar publicamente um ato homossexual, em uma galeria de Londres.

É o cúmulo da decadência? Pois, a atitude de Clayton Pettet tem um "significado": destruir a virgindade, tal como é conhecida pela moral judaico-cristã. Em entrevista ao site Vice Brasil 03, ele afirma que a virgindade não passa de "um conceito usado para dar valores às mulheres, um termo heteronormativo que é constantemente usado para indicar o valor de alguém". Assim, "a virgindade é usada para ditar seu valor dependendo do seu gênero".

O universitário europeu vai além e diz que isto "é algo para contar para os netos". "Quero que isso seja algo a ser lembrado, como qualquer artista", revelou.

Se isto já parece absurdo demais, é preciso esclarecer que se trata apenas da "ponta do iceberg", por assim dizer. Por trás de uma exibição como essa, com a intenção de chocar, existe um trabalho ideológico pesado. Está a se falar de várias pessoas financiadas e comprometidas com a malfadada agenda de gênero - que procura eliminar, de modo arbitrário, as diferenças inerentes aos sexos masculino e feminino - e com o que chamam de "desconstrução da heteronormatividade" - uma expressão eufemística para mascarar a destruição da família e da relação conjugal entre homem e mulher. Assim, ao mesmo tempo em que se expõe o ridículo em uma galeria de arte, prepara-se o indecente e o imoral para ser colocado nas cartilhas de educação para crianças e adolescentes.

De fato, a destruição da arte e o fato de que ela não mais se preocupe em retratar a beleza é apenas sintoma de um problema muito maior, que envolve o próprio fundamento da existência humana. Se é verdade, como dizia Paulo VI, que "o mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero"04, não resta dúvida de que este século já enlouqueceu há muito tempo.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Encontro com os artistas na Capela Sistina, 21 de novembro de 2009 - Papa Bento XVI
  2. Universitário vai perder virgindade anal em performance artística – Folha de S. Paulo
  3. Esse cara vai perder a virgindade em público em nome da arte – Vice Brasil
  4. Mensagem do Concílio aos Artistas, 8 de dezembro de 1965, Papa Paulo VI

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O espírito crítico e os ataques à Igreja

O espírito de "criticidade" tão presente na boca dos anticlericais nada mais é que o espírito satânico do "non serviam".

Em um mundo onde as aparências importam mais que a realidade, não são poucos os indivíduos à procura de um saber superficial, alcançado apenas para demonstrar posição social ou superioridade em relação às outras pessoas. É sintomática a cultura do "diploma", que valoriza mais um pedaço de papel, garantindo que o sujeito sentou durante alguns anos na carteira de uma universidade, do que a busca de uma sólida formação intelectual e de um conhecimento autêntico.

Nesta ânsia de inflar o próprio ego, ao invés de educar-se de verdade, figura como digna de aplausos aquela postura comumente chamada de "crítica". Qualquer pessoa que frequente alguma instituição de ensino no Brasil já ouviu ao menos uma vez esta palavra. "É preciso ser crítico", repetem os professores, pedagogos e demais formadores (ou deformadores). Em que consiste esta "criticidade", no entanto, poucos explicam.

Parece ser pacífico, porém, que alguém "crítico" não pode deixar de falar mal da Igreja Católica. No culto secular à diversidade, nenhum preconceito é tolerado, a menos que o preconceito seja dirigido à religião – e, de modo particular, à religião cristã. Neste caso, não só é permitido ser intolerante, como a própria "classe intelectual" faz questão de estimular na juventude esta espécie de intolerância.

As aulas de história são o palco preferido dos inimigos da fé. O desejo de formar espíritos "críticos" – e não de fornecer ferramentas para a boa educação – faz com que o professor socialista oculte, de modo sórdido, todos os benefícios trazidos pela Igreja para a construção da civilização ocidental. Que importa que os monges copistas tenham legado ao homem medieval e moderno toda a literatura da Antiguidade? Que importa que as universidades sejam filhas da Igreja? Que importa que tantos santos católicos tenham contribuído de modo significativo para o desenvolvimento das ciências? Ao lado de todas estas riquezas ardilosamente escondidas pela mente esquerdista estão os escândalos provocados, aqui e ali, por filhos rebeldes da Igreja – todos eles, por outro lado, prontos para ser contados aos alunos.

Assim, são alçados a símbolos da Idade Média, senão personalidades realmente perversas, figuras caricatas. Se o modelo de "católico" apresentado não é o Papa Alexandre VI, que não só comprou sua eleição pontifícia, como continuou aumentando sua prole após subir ao trono de Pedro (o que é, sem dúvida, uma página lastimável da história da Igreja), então o alvo é a Inquisição – "carta na manga" para qualquer discussão, a qualquer hora –, vista como um tribunal sanguinolento que condenava pessoas à morte supostamente porque elas não criam em Deus. Não importa que este instituto medieval tenha sido válido tão somente para católicos e que representasse, à sua época, um verdadeiro avanço na prática processual penal... Importa apenas arrumar oportunidade para destilar um ódio quase que irracional à Igreja. Qualquer pedaço de pau serve para bater nela.

Tristemente, são muitos os católicos que entram na onda. Insuflados por um espírito que pensam ser "crítico" – mas que, na verdade, nada mais é que o espírito satânico do non serviam –, repetem chavões mentirosos e acusam a Igreja de ter feito isto ou aquilo de mau – como se a santidade da Igreja, Esposa do Cordeiro, se misturasse com o pecado dos Seus indignos filhos.

A estas criaturas que, de mãos dadas com os anticlericais, vergonhosamente detratam sua Mãe, como se Cristo – a quem dizem adorar – estivesse separado de Seu Corpo, nunca foram tão apropriadas as palavras de São Josemaría Escrivá: "Não pode haver fé no Espírito Santo se não houver fé em Cristo, na doutrina de Cristo, nos sacramentos de Cristo, na Igreja de Cristo. Não é coerente com a fé cristã, não crê verdadeiramente no Espírito Santo quem não ama a Igreja, quem não tem confiança nEla, quem só se compraz em apontar as deficiências e as limitações dos que a representam, quem a julga de fora e é incapaz de se sentir seu filho." [1]

Aos que, por outro lado, estando de fora, incentivam a rebeldia e a desobediência à Igreja, cabe fazer um exercício sincero de reflexão: como é possível que justamente a conduta daqueles que não seguem os ensinamentos e diretrizes da Igreja seja a prova de que ela é má e corrupta? Quem deseja estudar arquitetura, certamente estudará Da Vinci, Michelangelo e Bernini... não os arquitetos fracassados. Quem quiser adentrar no mundo da física, com certeza lerá muito sobre Tesla, Newton e Einstein; mas, dificilmente vai ler alguma linha sobre um físico que não deu certo. Do mesmo modo, estuda-se o Cristianismo através dos homens que foram verdadeiramente cristãos, e não dos que ofereceram (ou oferecem), com sua vida, um contraexemplo. Estuda-se a Igreja por Santo Agostinho, São Justino, São Bernardo, Santo Alberto Magno e Santo Tomás de Aquino, e não por Alexandre VI ou por padres pedófilos.

A menos que o propósito de quem estuda não seja a procura da verdade, mas a difamação e a propaganda suja.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referência

  1. São Josemaría Escrivá, O Grande Desconhecido, in É Cristo que passa, n. 130.

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Bento XVI escreve a um ateu

​Oito meses após sua renúncia, Bento XVI rompe o silêncio e lembra ao mundo que na base de todo o diálogo está a sinceridade, de ambos os lados.

Bento XVI voltou a surpreender o mundo recentemente, após um longo período de recolhimento, desde que apresentou sua renúncia, em fevereiro passado. Em uma carta de 11 páginas, o Papa Emérito respondeu às críticas do ateu italiano Piergiorgio Odifreddi, feitas no livro "Caro Papa, escrevo-te", a propósito da pesquisa teológica e dos escândalos envolvendo a Igreja.

No texto, o Papa Emérito demonstra uma incrível capacidade de diálogo, passeando, sem medo, por temas bastante espinhosos. Sem menosprezar o esforço de Odifreddi, Bento XVI elogia a busca por um diálogo aberto com a fé da Igreja Católica, ao mesmo tempo em que também o adverte de um juízo equivocado quanto à pessoa de Cristo, convidando-o "a tornar-se um pouco mais competente do ponto de vista histórico". "O que o senhor diz sobre a figura de Jesus não é digno do seu nível científico", reclama o teólogo.

A carta é de uma sabedoria espantosa. Para além dos julgamentos cínicos que ora circundam as redações de tantos jornais e cátedras universitárias, o Papa afasta com maestria a figura de "cardealpanzer" que durante anos tentaram imputar-lhe. Algo que talvez explique o silêncio sintomático das manchetes jornalísticas - que, obviamente, deram destaque apenas às palavras de Bento XVI sobre a pedofilia -, frente ao conteúdo denso da missiva do Santo Padre. Com uma mídia acostumada a fazer sonetos à lua, esperar que se faça um retrato honesto do que fala a Santa Igreja é flertar com o ridículo.

Refutando a tese de Odifreddi, com a qual o professor julga ser a teologia mera "ficção científica", Bento XVI recorda que a função dessa nobre ciência é, justamente, "manter a religião ligada à razão, e a razão, à religião". Com efeito, a carta do Papa Emérito lembra o conceito de Santo Agostinho sobre a "teologia física". Desde os seus primórdios, os pensadores cristãos procuraram afastar a fé em Jesus Cristo da origem comum de outras religiões, diga-se, os mitos e a política, dando ao conhecimento a primazia de seus estudos. Por isso, é falsa a acusação de que no cristianismo não se encontra nada de relevante ao pensamento filosófico, uma vez que foi precisamente nesta fé que "o racionalismo se tornou religião e não mais seu adversário" [1].

Do mesmo modo que uma fé radicada nos mitos pode ser perigosa, também a razão sem a fé pode causar grandes estragos. Não por acaso o século das luzes culminou nos estilhaços da II Guerra Mundial, já que "o que gera a insanidade é exatamente a razão", dizia G.K. Chesterton [2]. Por conseguinte, responde o Papa, "no meu diálogo com Habermas, mostrei que existem patologias da religião e – não menos perigosas – patologias da razão. Ambas precisam uma da outra, e mantê-las continuamente conectadas é uma importante tarefa da teologia".

A propósito dos crimes de pedofilia, Bento XVI responde que "se não é lícito calar sobre o mal na Igreja, também não se deve silenciar, porém, sobre o grande rastro luminoso de bondade e de pureza, que a fé cristã traçou ao longo dos séculos". Seria uma grande tolice medir a Igreja pela régua dos traidores. Assim como a história da arquitetura remete às grandes obras, a do povo de Deus remete aos grandes santos, e não o contrário.

Finalizando a carta, o Santo Padre diz ao seu interlocutor: "A minha crítica, em parte, é dura. Mas a franqueza faz parte do diálogo; só assim o conhecimento pode crescer". Grande Bento XVI. Com sua sabedoria simples - e ao mesmo tempo profunda - o Papa Emérito sai de seu retiro e recorda que na base de todo diálogo está a sinceridade.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. RATZINGER, Joseph; D'ARCAIS, Paolo. Deus Existe. Planeta.
  2. CHESTERTON, Gilbert K. Ortodoxia. Mundo Cristão.

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Católicas pelo direito de decidir? Não, caóticas!

Quem são, o que fazem, quem as financia? Conheça o que há por detrás das "Católicas pelo direito de decidir"

Em 1970, nascia nos Estados Unidos, pelas mãos de três membros do grupo abortista NOW ("National Organization for Women"), a organização "Católicas pelo direito de decidir". O intuito era minar as fileiras da Igreja, ludibriando os católicos com a falsa propaganda de que é possível seguir Jesus Cristo ao mesmo tempo em que se defende o aborto. Desde então, as feministas pelo direito a abortar - que de forma blasfema se julgam as porta-vozes do catolicismo feminista, se é que isso possa existir - vêm disseminando mundo afora as bobagens que as fundações internacionais pagam para serem contadas.

Mas não é só o aborto que estas senhoras defendem. Na luta delas também se inclui a apologia aos anticoncepcionais, às uniões entre pessoas do mesmo sexo e a outros absurdos frontalmente opostos ao ensinamento cristão. Tudo em nome da obcecada agenda pelos "direitos reprodutivos da mulher". Ao contrário das santas que, durante toda a história da Igreja, preocuparam-se em anunciar a salvação - gastando-se em vigílias, penitências e outras atitudes heroicas -, as falsas católicas pelo direito de decidir se empenham obsessivamente no combate aos mandamentos de Deus, ou seja, à santidade de vida. E a razão de tudo isso é muito simples, quem a explica é a própria presidente do conluio, a ex-freira Francis Kissling:

"A perspectiva católica é um bom lugar para começar, tanto em termos filosóficos, sociológicos como teológicos, porque a posição católica é a mais desenvolvida. Assim, se você puder refutar a posição católica, você refutou todas as demais. OK. Nenhum dos outros grupos religiosos realmente tem declarações tão bem definidas sobre a personalidade, quando começa a vida, fetos etc. Assim, se você derrubar a posição católica, você ganha"01.

Diante disso, a atitude católica não pode ser outra senão dizer um "sim decidido e sem hesitação à vida", como suplicou incisivamente o Papa Francisco, em seu discurso aos ginecologistas católicos02. Trata-se de caridade cristã. Quando grupos põe em jogo a dignidade da pessoa humana, mas, sobretudo, a salvação das almas, é dever de todo cristão opor-se com firmeza às mentiras que se arvoram sobre os filhos de Deus. Urge, com efeito, uma valente "cruzada de virilidade e de pureza que enfrente e anule o trabalho selvagem dos que pensam que o homem é uma besta. E essa cruzada é obra vossa"03. A filiação divina exige dos fiéis o combate sem trégua às forças do mal. À mentira a verdade, ao escândalo a pureza, à falta de caráter a fortaleza e assim com cada aberração suscitada pelo coração do diabo.

Arregaçando as mangas contra a Igreja, as caóticas pelo direito de matar acusam o Magistério Sagrado de promover a Aids entre as populações menos favorecidas, por causa da condenação aos preservativos. Pobres coitadas, não conseguem compreender - ou pelo menos fingem não conseguir - que aos santos pastores cabe o encargo de proteger o ser humano na sua integridade. A lógica utilitarista da camisinha já se mostrou um verdadeiro fracasso. Primeiro, porque transforma o ser humano num objeto de prazer, arrancando-lhe a sua dignidade fundamental. Segundo, porque estimula as mais torpes depravações sob a aparente "segurança" dos anticoncepcionais. E quem respalda o ensinamento católico é a própria ciência. Edward Green, diretor do Projeto de Pesquisa e Prevenção da Aids da Escola de Saúde Pública de Harvard, confessou recentemente, através de suas pesquisas, que a propósito das polêmicas declarações de Bento XVI sobre os preservativos, o Romano Pontífice estava certo04. De fato, a camisinha é mais o problema do que a solução.

A única maneira de erradicar a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis é - como a Igreja vem repetindo há anos - através de "uma humanização da sexualidade, isto é, uma renovação espiritual e humana que inclua um novo modo de comportar-se um com o outro"05. Mas isso requer renúncia, sacrifício e, acima de tudo, amor. Todavia, a filosofia apregoada por instâncias feministas ou liberais não está acostumada à virtude, precisamente por isso, cai no reducionismo mesquinho de submeter a dignidade sexual do ser humano a relações de plástico. Aqueles que procuram viver a reta moral, lutando pela castidade e pela fidelidade ao matrimônio não precisam desses subterfúgios baratos. Quando a gravidade dos fatos exige respostas imediatas, elas devem vir da grandeza do caráter humano, não do látex.

Obviamente, não se necessita muito esforço para entender as ações das fajutas católicas feministas. A doutrina de Jesus não pode ser confundida, sob hipótese alguma, com mera formalidade ou exigências morais sem sentido. Cristo é a verdade e a Igreja o canal por onde se chega a ela, tudo o que procede do Catecismo e do Magistério dos Santos Padres tende à salvação do homem. E não poderia ser diferente, já que a Pedro foram conferidas as próprias chaves do céu. Por isso, grupos como as "Católicas pelo direito de decidir" e outras sucursais do inimigo de Deus, por mais barulho que possam fazer, sempre perderão, pois acima de suas cabeças, acima das nuvens cinzentas do pecado e da lavagem, reside um Deus muitíssimo maior, ao qual todas as coisas estão submetidas, até mesmo os demônios dos abismos.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Entrevista de Francis Kissling a Rebbeca Sharpless
  2. Discurso do Papa a médicos católicos – 20/09/2013
  3. São Josemaria Escrivá - Caminho, n. 121
  4. O Papa estava certo
  5. Entrevista durante a viagem apostólica à África

| Categoria: Sociedade

Católicos, desliguem a TV

Os meios de comunicação social modernos exercem um novo tipo de apostolado na sociedade, o apostolado da perversão


São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, pedia a seus filhos espirituais que promovessem o "apostolado da diversão". O santo enxergava a necessidade de renovar os costumes populares, afastando-os das ocasiões de pecado, da maledicência da língua e da concupiscência da carne. Dizia que era preciso pessoas dispostas a trabalhar nesta tarefa urgente: "recristianizar as festas… evitar que os espetáculos públicos se vejam nesta disjuntiva: ou piegas ou pagãos" (Caminho, n. 917)

Considerando o mau gosto dos entretenimentos de hoje em dia - incentivados de todos os modos pelos meios de comunicação -, percebe-se que São Josemaria estava certo. O culto à feiúra está na moda. E no que depender da grande mídia ainda vai perdurar por muito tempo. Os espetáculos de bizarrices, o apelo ao erótico, a defesa intransigente de contravalores, a ridicularização do bem e a exaltação do mal denotam a putrefação da sociedade, quer na periferia, quer nas áreas nobres. Cláudio Abramo, renomado jornalista, escrevia a seus leitores: "O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter." Que diria agora se visse o que fazem seus colegas?

A produção midiática se transformou no exercício diário da malandragem. Publicam-se mentiras, promovem-se imoralidades, a inocência das crianças é corrompida e elas são expostas, desde a tenra idade, a publicações abjetas, que fariam qualquer pessoa equilibrada corar o rosto de vergonha. Mas vergonha? Que vergonha? A lama que cobre seus corpos se tornou motivo de orgulho, direitos humanos, liberdade, amor… essa palavra tão banalizada e mal compreendida. Há um apostolado, sim, praticado pela imprensa: o apostolado da perversão!

Todavia, esse apostolado não teria frutos se não contasse com a anuência dos próprios cristãos. Bento XVI, quando esteve no Brasil, exortou a Igreja a "dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento."01 Foi como jogar pérolas aos porcos - e a audiência das novelas está aí para provar. Para a mídia então, foi motivo de piada. E com a tola justificativa de sempre: "somos uma emissora laica, com uma visão de cultura e mesmo de comportamento social e moral que não segue preceitos religiosos."02

Ora, não é preciso seguir preceitos religiosos para discernir sobre o direito inalienável à vida (desde a concepção até a morte natural), à educação dos filhos e ao matrimônio entre um homem e uma mulher; "não são valores exclusivamente cristãos, mas apenas a manifestação evidente de valores humanos"03. Quando se nega esses valores, ou pior, faz-se lobby contra eles, é o próprio corpo da sociedade que ameaça ruir. Por isso o Concílio Vaticano II ressaltou que "para o reto uso destes meios (os meios de comunicação), é absolutamente necessário que todos os que servem deles conheçam e ponham fielmente em prática, neste campo, as normas da ordem moral."04

Com efeito, é preciso, sim, que mais pessoas estejam dispostas a recristianizar o lazer, a cultura, a diversão, como propunha São Josemaria. Se há um apostolado da perversão praticado pelos meios de comunicação social, a sua existência se deve à covardia e à indiferença dos bons. Cabe aos cristãos a nobre tarefa de trazer luz a esses terrenos tão sombrios da vida cotidiana. Elevá-los à condição de filhos de Deus, porque é este o sentido de toda e qualquer atividade missionária: a filiação divina!

"Reconhece, cristão, a tua dignidade… foste transferido para a luz e para o Reino de Deus» (São Leão Magno, Sermão I sobre o Natal, 3, 2: CCL 138, 88).

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referência

  1. Missa e Canonização de Frei Antônio Sant'Anna Galvão, OFM
  2. CNBB afirma que transmissão de reality show é um atentado à dignidade humana
  3. Decreto Inter Mirifica, sobre os meios de comunicação social
  4. RATZINGER, Jospeh; D'ARCAIS, Paolo F. Deus Existe?. São Paulo: Editora Planeta. 2009.