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Jesus está no chão
TradiçãoIgreja Católica

Jesus está no chão

Jesus está no chão

Apresentamos este comovente vídeo como ilustração das partículas que realmente caem no chão ou ficam nas mãos do comungante que assim as recebe.

Equipe Christo Nihil Praeponere28 de Setembro de 2012
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Apresentamos este comovente vídeo como ilustração das partículas que realmente caem no chão ou ficam nas mãos do comungante que assim as recebe.

O conselho é claro: Receba a comunhão da boca, com o uso da patena, que foi criada justamente para esta finalidade. Caso você opte por comungar na mão ou não possa comungar na boca, ao menos verifique suas mãos.

O Diretório Litúrgico publicado pela CNBB recorda o seguinte a respeito da Comunhão recebida na mão:

13.7 Comunhão na mão No dia 03 de abril de 1995, a Congregação do Culto Divino enviou notificação sobre a Comunhão na mão (Prot. n. 720/85):

1) Comunhão na mão deve se manifestar, tanta como com a comunhão na boca, o respeito pela presença real de Cristo na Eucaristia.
2) De acordo com os ensinamentos dos Santos Padres, insista-se no “Amém" que o fiel pronuncia como resposta à fórmula do ministro: “O Corpo de Cristo", O amém deve ser uma afirmação de fé.
3) O fiel que receber a comunhão leva-a à boca, ficando com a rosto voltado para o altar, antes de regressar ao seu lugar.
4) É da Igreja que o fiel recebe a Eucaristia, por isso deverá recebê-la sempre do ministro que distribui a comunhão e não se servir a si mesmo.
5) Recomenda-se a todos, em particular às crianças, a limpeza das mãos, como sinal de respeito para com a Eucaristia.
6) Recomenda-se vigiar para que pequenos fragmentos do pão eucarística não se percam. 7) Jamais se obrigará algum fiel a adotar a prática da comunhão na mão. Deixar-se-á a liberdade de receber a comunhão na mão ou na boca, em pé ou de joelhos.

Referências

  • Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2012. Brasília, 2011, pg. 31-32.

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Padre Bux: “Se queremos salvar almas, voltemo-nos para o catecismo”
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Padre Bux: “Se queremos salvar
almas, voltemo-nos para o catecismo”

Padre Bux: “Se queremos salvar almas, voltemo-nos para o catecismo”

Quem quer combater a secularização que incentivou o analfabetismo religioso, precisa se adequar a Jesus, que disse: “Minha doutrina não é minha, mas sim d’Aquele que me enviou.”

Papa RatzingerTradução: William Botazzini28 de Setembro de 2012
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O Papa durante sua viagem apostólica até a França (12 – 15 de novembro de 2008) fez notar que, para muitos, Deus se converteu no “grande Desconhecido”.

Uma afirmação ditada pela preocupação – que Bento XVI repete insistentemente – pelo futuro da fé, que parece apagar-se em amplas regiões da Terra. Há pouco mais de um mês, na ocasião da Quinta-Feira Santa, denunciou como estamos diante de um renovado analfabetismo religioso. Mas infelizmente este “acreditar do meu jeito” parece às vezes também incentivado por mestres do pensamento que, de dentro da Igreja, semeiam mais a sua própria palavra que a Palavra Divina. A própria Itália está se tornando um país “genericamente” cristão. É necessário, portanto, uma nova evangelização, graças também ao impulso do Pontifício Conselho constituído ad hoc pelo Papa.

Por onde começar? Talvez precisamente pela liturgia, pelo canto sagrado e por novos edifícios de culto, confiados a pessoas que unam fé e talento para propor formas que falem de Deus.

A fé e sua doutrina: aqui está o cerne da questão. Uma fé simples como a dos pastores, das mulheres e dos homens encontrados por Jesus. E não aquela de quem, por exemplo, afirma que a ressurreição de Jesus é apenas fruto da elaboração da experiência dos discípulos.

Por isso o Papa convocou um Ano da fé para que se volte a tomar nas mãos os ensinamentos do Vaticano II e, mais popularmente, do Catecismo. Os livros de pastoral e de sociologia religiosa, por si mesmos, nunca converteram ninguém. O que se requer, por outro lado, é o conhecimento de Jesus como pessoa histórica, humana e divina, que funda nossa fé. Diante de nossos olhos estão os fatos, diz Santo Agostinho, nas mãos, os escritos: e os primeiros são muito mais importantes que os últimos. Assim, contra a tendência atual, o cristianismo renasce e demonstra que contra a Igreja, divino-humana pela vontade do Fundador, as forças infernais non praevalebunt.

Referíamo-nos, portanto, ao analfabetismo religioso assinalado pelo Papa e pelos bispos e à exigência de combatê-lo com a doutrina cristã, com a “doutrina da fé”. O dicastério vaticano que recebeu este título de Paulo VI é um instrumento imprescindível para a nova evangelização. Bento XVI pediu a todos – bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos comprometidos – que trabalhem em uníssono, para além dos programas ou planos pastorais, com o Catecismo da Igreja Católica.

Não se vai a uma missão de modo disperso, mas todos juntos com o Papa; se se quer combater a secularização que incentivou o analfabetismo religioso, é necessário que nos adequemos a Jesus, que disse: “Minha doutrina não é minha, mas sim d’Aquele que me enviou” (João 7, 16). Por isso deve-se difundir o Catecismo, diz Bento XVI: “Não anunciamos teoria e opiniões privadas, mas sim a fé da Igreja da qual somos servidores”. Mas, sobretudo a alma cristã deve buscar o coração de Jesus para alcançar o coração das pessoas, como fizeram os santos que, exatamente por isso, são tão amados.

Mesmo assim há quem sustente que o cristianismo não serve para salvar a alma. Por isso o Papa, na homília da Missa do Crisma, usou uma expressão fora de moda: o zelo pela salvação das almas. “Não apenas nos preocupamos com o corpo, mas também das necessidades da alma do homem”. Jesus disse: “De que adiante ao homem ganhar o mundo inteiro se perde sua alma?”. Deste modo, deve-se compreender o valor e a importância dos sacramentos, que desde o nascimento até a morte, servem para salvar almas. Os sacerdotes terão ainda zelo suficiente para socorrer um moribundo com o fim de confessá-lo, dar-lhe a Unção e a Comunhão para a salvação de sua alma? A alma do homem é um lembrete de que não se pertence a si mesmo, mas a Deus. Assim, os sacerdotes não pertencem a si mesmos, mas a Jesus Cristo. Necessita-se da doutrina da fé, feita de conhecimento, competência, experiência e paciência. Necessita-se de um renovado impulso apostólico. O dom da fé não está separado do batismo.

De fato, o Papa lembrou ao clero romano que se o ato de crer é “inicial e principalmente um encontro pessoal” com Cristo, como nos descrevem os Evangelhos, “essa fé não é apenas um ato pessoal de confiança, mas também um ato que tem um conteúdo” e “o batismo expressa este conteúdo”. São Cirilo de Jerusalém recorda que nossa salvação batismal depende do fato de que tenha brotado da crucifixão, sepultura e ressurreição de Cristo, realmente ocorridas na esfera física: chama-se a isso de Graça, porque a recebemos no sacramento sem sofrer as dores físicas. Por isso adverte Cirilo: “Que ninguém pense que o batismo consiste apenas na remissão dos pecados e na graça da adoção, como era o batismo de João que conferia apenas a remissão dos pecados. Nós, por outro lado, sabemos que o batismo, assim como pode liberar dos pecados e obter os dons do Espírito Santo, é também figura e expressão da Paixão de Cristo”, como proclama Paulo (Romanos 6, 3-4). “Nós sabemos”, diz o santo bispo de Jerusalém: ao encontro pessoal como o Senhor e ao prosseguir para a salvação, segue necessariamente a doutrina que se transmite através da Escritura e da Tradição da Igreja.

Tudo isso está condensado no Catecismo. É necessário renovar a catequese e a liturgia para que Deus seja conhecido e amado. Isso quer dizer uma verdadeira devoção, necessária na liturgia atual, na celebração dos sacramentos. A devoção ou pietas está constituída pela oferta de si mesmo a Deus. Isso se expressa com o conjunto dos gestos e ritos percebidos como significativos para a vida: participar da Missa, pedir para que seja celebrada pelas próprias intenções, confessar-se e comungar, assistir a outras cerimônias, rezar e cantar hinos, freqüentar a catequese, praticar as obras de misericórdia, visitar um lugar onde se venera uma imagem sagrada ou o sepulcro de um santo taumaturgo, deixar uma oferta, acender uma vela, participar na procissão, levar a imagem sagrada sobre os ombros. Em suma, são estes sinais de invocação, de proteção, de agradecimento, os que fazem a verdadeira devoção que manifesta a fé que nos justifica diante de Deus e nos salva. O Ano da Fé será um tempo propício para isso.

O estudo do conteúdo da Fé – como sublinham especialmente os movimentos eclesiais – é necessário dentro da experiência da fé, para que se torne adulto na fé, superando aquela infância que leva muitos a abandonar a Igreja depois da Confirmação, tornando-se assim incapaz de expor e tornar presente a filosofia da fé, de dar razão dela aos demais. Ser adulto na fé, contudo, não quer dizer depender das opiniões do mundo, emancipando-se do Magistério da Igreja.

Por que ainda ocupar-se disso? Porque não é apenas um pensamento teológico, mas tronou-se a uma prática que penetrou lentamente em não poucos setores da vida eclesial. Um dos mais clamorosos é a doutrina sacramental: hoje, o sacramento já não é percebido como proveniente do exterior, do alto, mas como a participação em algo que o cristão já possui. E já que hoje se gosta tanto de olhar para o Oriente, deve-se dizer – ao menos por honestidade ecumênica – que, para a teologia oriental, o rumo antropológico conduzido pela teologia ocidental é um caminho equivocado; o único tema fundamental de toda a teologia de todos os tempos é, e deve continuar sendo, a Encarnação do Verbo, o princípio humano-divino que entrou no mundo “para nós, homens, e por nossa salvação”. O homem separado de Deus não tem possibilidade de sobreviver.Tudo isso está condensado no Catecismo. É necessário renovar a catequese e a liturgia para que Deus seja conhecido e amado. Isso quer dizer uma verdadeira devoção, necessária na liturgia atual, na celebração dos sacramentos. A devoção ou pietas está constituída pela oferta de si mesmo a Deus. Isso se expressa com o conjunto dos gestos e ritos percebidos como significativos para a vida: participar da Missa, pedir para que seja celebrada pelas próprias intenções, confessar-se e comungar, assistir a outras cerimônias, rezar e cantar hinos, freqüentar a catequese, praticar as obras de misericórdia, visitar um lugar onde se venera uma imagem sagrada ou o sepulcro de um santo taumaturgo, deixar uma oferta, acender uma vela, participar na procissão, levar a imagem sagrada sobre os ombros. Em suma, são estes sinais de invocação, de proteção, de agradecimento, os que fazem a verdadeira devoção que manifesta a fé que nos justifica diante de Deus e nos salva. O Ano da Fé será um tempo propício para isso.

O estudo do conteúdo da Fé – como sublinham especialmente os movimentos eclesiais – é necessário dentro da experiência da fé, para que se torne adulto na fé, superando aquela infância que leva muitos a abandonar a Igreja depois da Confirmação, tornando-se assim incapaz de expor e tornar presente a filosofia da fé, de dar razão dela aos demais. Ser adulto na fé, contudo, não quer dizer depender das opiniões do mundo, emancipando-se do Magistério da Igreja.

Por que ainda ocupar-se disso? Porque não é apenas um pensamento teológico, mas tronou-se a uma prática que penetrou lentamente em não poucos setores da vida eclesial. Um dos mais clamorosos é a doutrina sacramental: hoje, o sacramento já não é percebido como proveniente do exterior, do alto, mas como a participação em algo que o cristão já possui. E já que hoje se gosta tanto de olhar para o Oriente, deve-se dizer – ao menos por honestidade ecumênica – que, para a teologia oriental, o rumo antropológico conduzido pela teologia ocidental é um caminho equivocado; o único tema fundamental de toda a teologia de todos os tempos é, e deve continuar sendo, a Encarnação do Verbo, o princípio humano-divino que entrou no mundo “para nós, homens, e por nossa salvação”. O homem separado de Deus não tem possibilidade de sobreviver. Caso contrário, à força de se falar do homem, como aconteceu, já não se fala mais de Deus.

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Abrir e dirigir o coração a Deus ao rezar na Liturgia da Igreja, exortou o Papa
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Abrir e dirigir o coração a Deus ao rezar
na Liturgia da Igreja, exortou o Papa

Abrir e dirigir o coração a Deus ao rezar na Liturgia da Igreja, exortou o Papa

“Para atualizar o seu Mistério Pascal, Cristo está sempre presente na sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas.”

ACI Digital28 de Setembro de 2012
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O Papa Bento XVI fez hoje um especial chamado aos católicos a terem uma disposição fundamental: dirigir o coração e abri-lo docilmente a Deus para rezar na liturgia da Igreja.

Em sua habitual catequese da audiência geral celebrada esta manhã junto de milhares de fiéis na Praça de São Pedro, o Papa refletiu sobre a oração na liturgia, um espaço "precioso" que é ademais "um âmbito privilegiado no qual Deus fala a cada um de nós, aqui e agora, e espera nossa resposta".

“O que é a liturgia? Se abrirmos o Catecismo da Igreja Católica – subsídio sempre precioso, direi, e imprescindível – podemos ler que originalmente a palavra “liturgia” significa “serviço da parte do povo e em favor do povo”. Se a teologia cristã tomou esta palavra do mundo grego, o fez obviamente pensando no novo Povo de Deus nascido de Cristo que abriu os seus braços na Cruz para unir os homens na paz do único Deus. “Serviço em favor do povo”, um povo que não existe por si só, mas que se formou graças ao Mistério Pascal de Jesus Cristo. De fato, o Povo de Deus não existe por laços de sangue, de território, de nação, mas nasce sempre da obra do Filho de Deus e da comunhão com o Pai, concedida por Ele (Jesus)”, explicou o Papa .

O Papa recordou a aprovação no Concílio Vaticano II, em 4 de dezembro de 1963, do documento Sacrosanctum Concilium, sobre a liturgia, com o que ficou de manifesto "muito claramente a primazia de Deus e sua prioridade absoluta. Em primeiro lugar, Deus: isto é o que nos diz precisamente a opção conciliar de começar pela liturgia".

“Mas podemos nos perguntar: qual é esta obra de Deus à qual somos chamados a participar? A resposta que nos oferece a Constituição conciliar sobre a sagrada liturgia é aparentemente dupla. O número 5 nos indica, de fato, que a obra de Deus são as suas ações históricas que nos levam à salvação, culminada na Morte e Ressurreição de Jesus Cristo; mas no número 7 a mesma Constituição define a própria celebração da liturgia como “obra de Cristo”. Na verdade, esses dois significados são inseparavelmente ligados”, ensinou Bento XVI.

“Se nos perguntamos quem salva o mundo e o homem, a única resposta é: Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, crucificado e ressuscitado. E onde está presente para nós, para mim hoje o mistério da morte e ressurreição de Cristo, que traz a salvação? A resposta é: na ação de Cristo através da Igreja, na liturgia, em particular no Sacramento da Eucaristia, que torna presente esta oferta do sacrifício do Filho de Deus, que nos resgatou; no Sacramento da Reconciliação, no qual se passa da morte do pecado à vida nova; e nos outros sacramentos que nos santificam (cfr Presbyterorum ordinis, 5). Assim, o Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Cristo é o centro da teologia litúrgica do Concílio”, afirmou Bento XVI.

"Vamos dar um passo adiante e perguntar: de que modo se faz possível esta atualização do Mistério Pascal de Cristo? O beato Papa João Paulo II, 25 anos após a Constituição Sacrosanctum Concilium, escreveu: “Para atualizar o seu Mistério Pascal, Cristo está sempre presente na sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas. A liturgia é, por consequência, o lugar privilegiado do encontro dos cristãos com Deus e com aquele que Ele enviou, Jesus Cristo".

“Nesta linha, gostaria apenas de mencionar um momento que, durante a própria liturgia, nos chama e nos ajuda a encontrar tal concordância, esta conformidade a isso que escutamos, dizemos e fazemos na celebração da liturgia. Refiro-me ao convite que faz o Celebrante primeiro da Oração Eucarística: “Sursum corda”, elevar nossos corações fora do emaranhado de nossas preocupações, nossos desejos, nossos anseios, nossa distração. O nosso coração, o íntimo de nós mesmos, deve abrir-se obediente à Palavra de Deus e recolher-se na oração da Igreja, para receber sua orientação a Deus pelas palavras que escuta e diz. O olhar para o coração deve dirigir-se ao Senhor, que está no meio de nós: é uma disposição fundamental”.

Finalizando seu discurso de hoje o Papa disse aos fiéis e peregrinos na manhã de hoje em Roma: “celebramos e vivemos bem a liturgia somente se permanecemos em atitude de oração, não se queremos “fazer qualquer coisa”, vermos ou agir, mas se voltamos o nosso coração a Deus e estamos em atitude de oração que nos une ao mistério de Cristo e ao seu diálogo de Filho com o Pai. O próprio Deus nos ensina a rezar, afirma São Paulo. Ele mesmo nos deu as palavras adequadas para nos dirigirmos a Ele, palavras que encontramos no Livro dos Salmos, nas grandes orações da sagrada liturgia e na própria Celebração eucarística”.

“Rezemos ao Senhor para sermos cada dia mais conscientes, de fato, de que a Liturgia é ação de Deus e do homem; oração que vem do Espírito Santo e de nós mesmos, inteiramente voltada ao Pai, em união com o Filho de Deus feito homem”, concluiu Bento XVI.

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Câmara do Uruguai aprova projeto que descriminaliza o aborto
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Câmara do Uruguai aprova
projeto que descriminaliza o aborto

Câmara do Uruguai aprova projeto que descriminaliza o aborto

O texto do projeto estabelece que toda mulher “terá direito a decidir a interrupção voluntária de sua gravidez durante as primeiras 12 semanas do processo de gestação.

Gazeta do Povo27 de Setembro de 2012
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Agora, o projeto volta ao Senado, onde não deve ter problemas para sua aprovação final, já que o partido governista da Frente Ampla tem maioria absoluta.

Por 50 votos a favor e 49 contra, a Câmara dos Deputados do Uruguai aprovou, na noite desta terça-feira, um projeto de lei que descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação,14ª em caso de estupro e prazo indeterminado em caso de risco para a saúde da mãe. O texto aprovado muda a proposta que já havia sido aprovada pelo Senado, em dezembro. Agora, o projeto volta ao Senado, onde não deve ter problemas para sua aprovação final, já que o partido governista da Frente Ampla tem maioria absoluta.

Se o projeto for ratificado, o Uruguai será o primeiro país da América do Sul a descriminalizar o aborto. A proposta do partido do governo foi rejeitada em duas oportunidades. A última delas, a denominada Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva, foi vetada pelo ex-presidente Tabaré Vázquez, em 2008. O então presidente justificou sua decisão a “razões filosóficas e biológicas” e provocou uma crise em seu partido. O presidente José “Pepe” Mujica já anunciou que não vetará o projeto.

A Frente Ampla teve o apoio de um dos deputados do Partido Independiente (PI, de centro), Iván Posada, que compensou a perda do voto de um deputado governista, Andrés Lima, que foi autorizado pelo partido a votar contra a matéria. Tanto Frente Ampla quanto o Partido Colorado (de centro-direita) decidiram aplicar a disciplina partidária para o tratamento da matéria. A medida fez com que vários deputados declarassem antecipadamente a decisão de se retirar do plenário na hora da votação, para serem substituídos por seus suplentes.

Para seus defensores, a lei dará à mulher “as maiores garantias” para realizar o aborto, como afirmou Posada. Já os detratores, como o Partido Nacional, evocaram o “direito à vida” e “a defesa dos direitos humanos” para tentar derrubar a matéria. O texto do projeto estabelece que toda mulher “terá direito a decidir a interrupção voluntária de sua gravidez durante as primeiras 12 semanas do processo de gestação”.

Segundo o deputado governista Juan Carlos Souza, o projeto “não legaliza o aborto, mas abre uma instância importante para que as mulheres decidam livremente se vão abortar, com adequado apoio médico e legal, sem que sejam consideradas criminosas”. A líder do ONG Mulher e Saúde no Uruguai (Mysu, pela sigla em espanhol), Marta Aguñin, explicou que o projeto aprovado não descriminaliza totalmente a interrupção voluntária da gravidez porque obriga a mulher a apresentar-se perante um tribunal integrado por médicos e assistentes sociais, para explicar sobre a decisão de interrompê-la.

Aguñin argumenta que o tribunal “é moralizante” e determina que a mulher reflita durante cinco dias antes de autorizá-la a realizar o procedimento. Em nota, a líder do grupo afirma que ninguém garante que o sistema de saúde público ou privado esteja em condições de oferecer os serviços de aborto durante o período determinado pela lei. Se o processo demorar mais que o prazo estipulado, o aborto continuará sendo um delito e a mulher corre o risco de ser punida, destacou a nota. Pesquisa de opinião pública realizada pela consultoria Cifra, na semana passada, revelou que 52% dos uruguaios apoiam a iniciativa, que é rejeitada por 34%.

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