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O adeus de um Papa
Bento XVINotícias

O adeus de um Papa

O adeus de um Papa

"Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio"

Equipe Christo Nihil Praeponere27 de Fevereiro de 2013Tempo de leitura: 3 minutos
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O Papa Bento XVI fez na manhã de hoje, 27/02, sua última Audiência Pública na praça de São Pedro, no Vaticano, antes de renunciar ao Ministério Petrino. Diante de uma assembleia de mais de 150 mil pessoas, disse estar feliz por enxergar a Igreja viva e que jamais se sentiu sozinho nesses oito anos de pontificado. O Santo Padre ainda recordou que a Igreja não pertence a ele, mas a Cristo, e por isso, ela jamais afundará, mesmo quando as águas estiverem agitadas.
"Não abandono a cruz, sigo de uma nova maneira com o Senhor Crucificado, sigo a seu serviço no recinto de São Pedro", enfatizou.

A Audiência começou por volta das 10h40 locais (6h40 de Brasília). Ao aparecer na praça de São Pedro no papamóvel, Bento XVI foi ovacionado por uma multidão que gritava "Viva o Papa" e "Bento! Bento!". Claramente emocionado, passeou pela praça por quase 15 minutos, agradecendo aos fiéis que levantavam cartazes e o agradeciam. Foram distribuídos 50 mil ingressos para os peregrinos participarem da catequese, mas segundo as estimativas, o público presente era de mais de 150 mil pessoas.

O Papa ressaltou no seu discurso o significado do amor que se deve prestar à Igreja e a Cristo. "Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio", afirmou. Falando ao público de língua portuguesa, disse que "um papa não está sozinho na condução da barca de Pedro". "Embora lhe caiba a primeira responsabilidade, o Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e me sustentaram", declarou o pontífice.

Bento XVI convidou os fiéis a rezarem por ele e pelo próximo papa. Ele agradeceu a Deus por tê-lo guiado nesses oito anos de papado e pediu para que a Igreja amasse Jesus "com a oração e com uma vida cristã coerente". "Deus ama-nos, mas espera também que nós o amemos!", recordou. O Romano Pontífice falou também das várias cartas que recebeu de pessoas simples enquanto esteve à frente da Igreja nestes últimos anos. Afirmou que essas manifestações afetuosas permitiam "tocar com a mão o que é a Igreja", pois ela não é uma organização ou uma associação com fins religiosos ou humanitários, "mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que nos une a todos". "Experimentar a Igreja neste modo e poder assim com que poder tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor, é motivo de alegria, num tempo em que tantos falam do seu declínio", declarou o papa entre os aplausos dos fiéis.

Bento XVI assumiu a Cátedra de Pedro em 19 de abril de 2005, aos 79 anos de idade. Nesses oitos anos de pontificado, presidiu 348 audiências gerais, das quais participaram 4,9 milhões de pessoas até dezembro de 2012. Além disso, escreveu três encíclicas ( Deus caritas est, Spe salvi e Caritas in veritate), a biografia de Jesus, na aclamada trilogia "Jesus de Nazaré", participou de três Jornadas Mundiais da Juventude, sendo a última em Madrid, Espanha, com a presença de mais de dois milhões de jovens e fez mais de 50 viagens apostólicas por todo o mundo, incluindo o Brasil em 2007, quando veio para canonizar Frei Galvão e abrir a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

A partir das 20h (locais) de amanhã, 28/02, se inicia o tempo de Sé vacante, como estabeleceu o Papa Bento XVI no seu discurso em que anunciou a renúncia. Segundo o porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, Joseph Ratzinger continuará a usar o nome de Bento XVI e o título honorífico de "Sua Santidade". Ele deverá ser chamado de "Papa emérito" ou "Pontífice Romano Emérito". Já o seu anel papal deverá ser quebrado, como prescreve a tradição quando termina um pontificado. Bento XVI foi o primeiro papa a renunciar em quase 600 anos.

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Cardeal Dom Odilo Scherer enfrenta protestos anti-católicos na PUC-SP
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Cardeal Dom Odilo Scherer enfrenta
protestos anti-católicos na PUC-SP

Cardeal Dom Odilo Scherer enfrenta protestos anti-católicos na PUC-SP

Uma demonstração lúcida de que a Cruz é a salvação que opera no silêncio, apesar dos berros daqueles que estão dominados pela vaidade e por um automatismo desregrado que os impede de raciocinar de maneira equilibrada.

Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Fevereiro de 2013Tempo de leitura: 3 minutos
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Os protestos contra a decisão do Cardeal Dom Odilo Scherer - Arcebispo de São Paulo - de nomear a doutora Anna Maria Marques Cintra como a nova reitora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), além de revelarem o preconceito contra o cristianismo, mostram o nível de imbecilização no qual boa parte dos universitários brasileiros estão imersos. Só mesmo uma mentalidade já deturpada pelos confusos programas de doutrinação marxistas para conseguir encontrar uma lógica que sustente manifestações contra a intervenção da Igreja em sua própria universidade. A situação chegou ao limite do absurdo nesta semana quando dezenas de estudantes se reuniram no pátio da PUC para ridicularizarem Dom Odilo, no momento em que o Cardeal celebrava uma missa no campus universitário.

O imbróglio começou em novembro do ano passado quando o grão-chanceler da PUC-SP, Dom Odilo Scherer, decidiu empossar como reitora a professora Anna Cintra, ao invés do vencedor das eleições realizadas pelos alunos, professores e funcionários, o professor Dirceu de Mello. A escolha do reitor da universidade é feita pelo grão-chanceler conforme uma lista tríplice que lhe é apresentada, após uma consulta à comunidade acadêmica. Anna Cintra foi o último nome dessa lista e a escolhida do Cardeal. A decisão, todavia, foi correta pois deu-se de acordo com o Estatuto da Pontifícia. Segundo o jurista Ives Gandra Martins, "a decisão do senhor Cardeal não só foi legal, como legítima".

Apesar das pressões dos alunos e de um período de greve, com direito a uma grotesca encenação da decapitação do Papa Bento XVI (veja aqui) no pátio da instituição, Dom Odilo Scherer manteve a decisão que, inclusive recebeu a chancela da Santa Sé, dada na última semana pelo Cardeal Zenon Grocholewski, prefeito da Congregação para Educação Católica. De acordo com o decreto do Cardeal, Anna Cintra possui "títulos e qualidades" que a capacitam para exercer o cargo ao qual foi designada. Os alunos, professores e funcionários da PUC receberam uma cópia do decreto em português e outra em latim na semana do anúncio.

No último dia 22 de fevereiro, festa da Cátedra de São Pedro, o Cardeal Dom Odilo Scherer celebrou uma Missa na capela da PUC e um ato de dignificação da Cruz, em ação de graças pelo pontificado do Papa Bento XVI e em desagravo às blasfêmias dirigidas ao Santo Padre durante os protestos dos alunos e professores. Não obstante, a solenidade foi também marcada pelo desrespeito de algumas dezenas de estudantes que resolveram professar seus sentimentos anti-católicos durante a cerimônia. Com esparadrapos na boca e cartazes ofensivos, os jovens revolucionários achincalharam e hostilizaram Dom Odilo durante toda a celebração. Segundo relatos de pessoas que estiveram presente no local, em alguns momentos, os fiéis católicos chegaram a temer pela segurança do prelado, sobretudo quando este foi cercado pelos arruaceiros durante o ato de dignificação da Cruz. Enquanto Dom Odilo rezava as orações litúrgicas se podia ouvir gritos do tipo: "PUC laica" (!!!), "Fora Igreja", "adeus, adeus Bento XVI, Anna Cintra agora é sua vez".

As celebrações, contudo, seguiram seu curso normalmente, graças também à firmeza de Dom Odilo, que não deixou se intimidar. De acordo com os fiéis presentes, o Cardeal defendeu a liberdade religiosa e, antes de terminar, pediu a intercessão dos mártires da Igreja. Na procissão final, Dom Odilo puxou o canto junto com o povo: "Vitória, Tu reinarás… Ó Cruz, Tu nos salvarás". Em alguns momentos, a canção foi interrompida por gritos de "Viva o Papa". Na homilia, o cardeal explicou que o Santo Padre está diretamente ligado à Pontifícia Universidade Católica. "Ele, o Sumo Pontífice, é o catedrático na Igreja. [...] Numa Universidade Católica, estamos ligados à Cátedra de São Pedro", frisou Dom Odilo.

Malgrado as demonstrações claras de intolerância e desrespeito por parte dos baderneiros, a missa e o ato de dignificação da Cruz foram uma vitória acachapante sobre a soberba do pensamento gramcista que infesta a maioria, senão todas as universidades do país. Uma demonstração lúcida de que a Cruz é a salvação que opera no silêncio, apesar dos berros daqueles que estão dominados pela vaidade e por um automatismo desregrado que os impede de raciocinar de maneira equilibrada. Que a exemplo de Dom Odilo Scherer, outras autoridades possam se levantar para defender a genuína universidade católica e o ensinamento tradicional.

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Bento XVI: “Não abandono a Igreja”
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Bento XVI: “Não abandono a Igreja”

Bento XVI: “Não abandono a Igreja”

“Não abandono a Igreja, pelo contrário. Continuarei a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor.”

Rádio Vaticano24 de Fevereiro de 2013Tempo de leitura: 1 minutos
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Mais de 100 mil pessoas lotaram a Praça S. Pedro para este evento histórico. Faixas e cartazes em várias línguas demonstravam o carinho dos fiéis. Desde as primeiras horas da manhã, a Praça aos poucos foi sendo tomada por religiosas, sacerdotes, turistas, mas principalmente por famílias com crianças e muitos jovens.

Ao meio-dia, assim que a cortina da janela de seus aposentos se abriu, Bento XVI foi aclamado pela multidão.

Comentando o Evangelho da Transfiguração do Senhor, o Papa citou o evangelista Lucas, que ressalta o fato de que Jesus se transfigurou enquanto rezava: a sua é uma experiência profunda de relacionamento com o Pai durante uma espécie de retiro espiritual que Jesus vive sobre um alto monte na companhia de Pedro, Tiago e João.

Meditando sobre esta passagem do Evangelho, explicou o Pontífice, podemos tirar um ensinamento muito importante. "Antes de tudo, a primazia da oração, sem a qual todo o trabalho de apostolado e de caridade se reduz ao ativismo. Na Quaresma, aprendemos a dar o justo tempo à oração, pessoal e comunitária, que dá fôlego à nossa vida espiritual. Além disso, a oração não é um isolar-se do mundo e de suas contradições."

A existência cristã – disse o Papa, citando sua Mensagem para a Quaresma –, consiste num contínuo subir o monte do encontro com Deus, para depois descer trazendo o amor e a força que dele derivam, a fim de servir nossos irmãos e irmãs com o mesmo amor de Deus.

"Queridos irmãos e irmãs, esta Palavra de Deus eu a sinto de modo particular dirigida a mim, neste momento da minha vida. O Senhor me chama a 'subir o monte', para me dedicar ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, pelo contrário. Se Deus me pede isso, é precisamente para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor com o qual eu fiz até agora, mas de um modo mais adequado à minha idade e às minhas forças."

Na saudação em várias línguas, Bento XVI falou também em português: "Queridos peregrinos de língua portuguesa que viestes rezar comigo o Angelus: obrigado pela vossa presença e todas as manifestações de afeto e solidariedade, em particular pelas orações com que me estais acompanhando nestes dias. Que o bom Deus vos cumule de todas as bênçãos".

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A profecia de Joseph Ratzinger
Igreja CatólicaBento XVI

A profecia de Joseph Ratzinger

A profecia de Joseph Ratzinger

Uma Igreja pequena, forçada a abandonar importantes lugares de culto e com menos influência na política. Esse era o perfil que a Igreja Católica viria a ter nos próximos anos, segundo Ratzinger.

Vatican InsiderTradução: Equipe Christo Nihil Praeponere20 de Fevereiro de 2013Tempo de leitura: 4 minutos
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A renúncia do Papa Bento XVI suscitou na mídia e em boa parte dos fiéis especulações acerca de profecias apocalípticas sobre o futuro da Igreja. Dentre elas, a que mais chamou a atenção foi a famosa “Profecia de São Malaquias" que, segundo a lenda, anunciava o fim da Igreja e do mundo ainda neste século. Apesar dessas previsões catastróficas alimentarem a imaginação de inúmeras pessoas, a verdade é que elas carecem de fundamento e lógica, como já demonstraram vários teólogos, inclusive o estimado monge beneditino Dom Estevão Bettencourt, na sua revista “Pergunte e Responderemos".

Mas não é sobre a profecia de São Malaquias que queremos falar aqui. Nossa atenção, devido às circunstâncias, volta-se para as palavras do jovem teólogo da Baviera, Padre Joseph Ratzinger, proferidas há pouco mais de 40 anos, logo após o término do Concílio Vaticano II. Em um contexto de crise de fé e revolução cultural, o então professor de teologia da Universidade de Tübingen via-se cada vez mais sozinho diante da postura marcadamente liberal de seus colegas teólogos, como por exemplo, Küng, Schillebeeckx e Rahner. Olhando também para os outros setores da Igreja, Padre Ratzinger via nos "sinais dos tempos" um presságio do processo de simplificação que o catolicismo teria de enfrentar nos anos seguintes.

Uma Igreja pequena, forçada a abandonar importantes lugares de culto e com menos influência na política. Esse era o perfil que a Igreja Católica viria a ter nos próximos anos, segundo Ratzinger. O futuro papa estava convencido de que a fé católica iria passar por um período similar ao do Iluminismo e da Revolução Francesa, época marcada por constantes martírios de cristãos e perseguições a padres e bispos, que culminaram na prisão de Pio VI e sua morte no cárcere em 1799. A Igreja estava lutando contra uma força, cujo principal objetivo era aniquilá-la definitivamente, confiscando suas propriedades e dissolvendo ordens religiosas.

Apesar da aparente visão pessimista, o jovem Joseph Ratzinger também apresentava um balanço positivo da crise. O teólogo alemão afirmava que desse período resultaria uma Igreja mais simples e mais espiritual, na qual as pessoas poderiam encontrar respostas em meio ao caos de uma humanidade corrompida e sem Deus. Esses apontamentos de Ratzinger foram proferidos em uma série de cinco homilias radiofônicas, em 1969, as quais, anos mais tarde, tornaram-se livro sob o título de “Fé e Futuro":

A Igreja diminuirá de tamanho. Mas dessa provação sairá uma Igreja que terá extraído uma grande força do processo de simplificação que atravessou, da capacidade renovada de olhar para dentro de si. Porque os habitantes de um mundo rigorosamente planificado se sentirão indizivelmente sós. E descobrirão, então, a pequena comunidade de fiéis como algo completamente novo. Como uma esperança que lhes cabe, como uma resposta que sempre procuraram secretamente.

Depois de 40 anos desses pronunciamentos, o já então papa Bento XVI não mudou de opinião. É o que se pode concluir lendo um de seus discursos feitos para os trabalhadores católicos em Freiburg, durante viagem apostólica à Alemanha, em 2011. Citando Madre Teresa de Calcutá, o Santo Padre constatava uma considerável “diminuição da prática religiosa" e “afastamento duma parte notável de batizados da vida da Igreja" nas últimas décadas. O Santo Padre se perguntava: “Porventura não deverá a Igreja mudar? Não deverá ela, nos seus serviços e nas suas estruturas, adaptar-se ao tempo presente, para chegar às pessoas de hoje que vivem em estado de busca e na dúvida?"

Sim, respondia, a Igreja deveria mudar, mas essa mudança deveria partir do próprio eu. “Uma vez alguém instou a beata Madre Teresa a dizer qual seria, segundo ela, a primeira coisa a mudar na Igreja. A sua resposta foi: tu e eu!", ensinou. Bento XVI pedia no discurso uma reforma da Igreja que se baseasse na “desmundanização", corroborando o que explicou em outra ocasião a um jornalista, durante viagem ao Reino Unido, sobre como a Igreja deveria fazer para agradar ao homem moderno:

Diria que uma Igreja que procura sobretudo ser atraente já estaria num caminho errado, porque a Igreja não trabalha para si, não trabalha para aumentar os próprios números e, assim, o próprio poder. A Igreja está a serviço de um Outro: não serve a si mesma, para ser um corpo forte, mas serve para tornar acessível o anúncio de Jesus Cristo, as grandes verdades e as grandes forças de amor, de reconciliação que apareceu nesta figura e que provém sempre da presença de Jesus Cristo. Neste sentido a Igreja não procura tornar-se atraente, mas deve ser transparente para Jesus Cristo e, na medida em que não é para si mesma, como corpo forte, poderosa no mundo, que pretende ter poder, mas faz-se simplesmente voz de um Outro, torna-se realmente transparência para a grande figura de Cristo e para as grandes verdades que ele trouxe à humanidade.

Esses textos ajudam-nos a entender os recentes fatos e a interpretar os pedidos de reforma da Igreja feitos por Bento XVI, nos seus discursos pós-renúncia. De maneira alguma esses pedidos fazem referência a uma abertura da Igreja para exigências ideológicas do mundo moderno, como quiseram sugerir alguns jornalistas. Ao contrário, o Papa fala de uma purificação da ação pastoral da Igreja diante do homem moderno, de forma que ela se livre dos ranços apregoados pelo modernismo. Trata-se de conservar a fiel doutrina de Cristo e apresentá-la de modo transparente e sem descontos. A Igreja enquanto tal é santa e imaculada. Mas seus membros carecem de uma constante conversão e é neste sentido que a reforma deve seguir. A Igreja precisa estar segura de sua própria identidade, a qual está inserida na sua longa tradição de dois mil anos. Caso contrário, toda reforma não passará de uma reforma inútil.

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