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A Jornada Mundial da Juventude que a mídia não mostrou
Papa FranciscoIgreja Católica

A Jornada Mundial da
Juventude que a mídia não mostrou

A Jornada Mundial da Juventude que a mídia não mostrou

Os dias em que Deus confirmou sua existência para 3,5 milhões de jovens do mundo inteiro

Equipe Christo Nihil Praeponere29 de Julho de 2013
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Quem não pôde participar da Jornada Mundial da Juventude e teve de se contentar com as análises da mídia perdeu aspectos fundamentais desse evento que movimentou o país. É bem verdade que as lentes das câmeras conseguiram alcançar pontos importantes e, muitas vezes, belos da Jornada, mas nenhuma delas foi capaz de atingir o coração da JMJ-Rio 2013. Não obstante o clima de festa ocasionado pelo encontro, o que, de fato, marcou a alma dos jovens foi muito mais que a sensação simplista de uma viagem, mas o toque concreto com todos os artigos da fé que compõem o corpo da Igreja que é o próprio Corpo de Cristo.

A começar pela chegada dos peregrinos ao Rio de Janeiro, o Brasil e as demais partes do planeta puderam experimentar a universalidade da Igreja, desde os alegres cantos africanos à acolhida fraternal do povo carioca. Cada bandeira hasteada na praia de Copacabana revelava a dimensão da Noiva de Cristo que a acolhia e a vigiava de braços abertos de cima do Corcovado. Uma cena que deixou a Cidade Maravilhosa ainda mais... maravilhosa. Dos confins do mundo, aonde chegaram os profetas missionários de outrora, vieram as novas gerações de adoradores do Senhor, cuja única missão, concedida pelo Santo Padre, é ir novamente pelo mundo e anunciar o Evangelho a toda criatura.

O Rio de Janeiro que amargava tristes depredações e padecia sob um clima de guerra civil sem precedentes semanas atrás se convergiu num mar de pessoas que cantava louvores a Deus e pedia a intercessão da Mãe Aparecida. Imagem suficiente para arrancar lágrimas de policiais e sorrisos de bebês que, mesmo sem compreender concretamente o que lá acontecia, sabiam que era algo santo. O ódio dos protestos dos indignados foi afogado pela amor de Cristo. As profanações de meia-dúzia de coitados foram ofuscadas pela sacralidade de 3,5 milhões de batizados. De filhos do Altíssimo. De pessoas que, como pediu o Santo Padre na cerimônia de sua acolhida, botaram fé na verdade, no caminho e na vida que só se encontram em Jesus.

A Jornada Mundial da Juventude apresentou novamente às nações a pujança da Igreja e a sua capacidade de se renovar. Não, a Igreja não está morta. Pelo contrário, vive e se multiplica para além daqueles que profetizaram seu enterro e que, aliás, já estão enterrados. A história se repete e mais uma vez é a Igreja quem sai vitoriosa. Se em Madrid foram dias em que Deus parecia existir, como confessou o jornalista agnóstico Vargas Llosa, no Rio foram dias em que Ele confirmou sua existência. Diferente do que se viu dias atrás, dessa vez os jovens não saíram às ruas para depredar, mas para construir. E construir em cima da Rocha. E por isso gritavam: Esta é a juventude do Papa! Melhor, dos Papas. De Bento e de Francisco, pois a única ruptura proposta por eles é a ruptura com o pecado, não com a fé de dois mil anos como sugerem alguns teólogos mal intencionados por aí.

Os cantos que tomaram as ruas do Rio de Janeiro ainda encontrarão eco em muitos corações. Naquela praia, onde se celebrou a Missa de envio dos peregrinos, novamente exortou Jesus pela boca do Santo Padre: "Ide pelo mundo e fazei discípulos de todas as nações". E neste momento, em que muitos jovens ainda se encontram em ônibus ou aviões voltando para suas casas, também a cruz de Cristo vai com eles para indicar o caminho da Luz da Fé, a única capaz de conduzir o homem para a salvação eterna, onde as portas do inferno não prevalecerão.

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Papa é acolhido por multidão de jovens em Copacabana
NotíciasPapa Francisco

Papa é acolhido por multidão
de jovens em Copacabana

Papa é acolhido por multidão de jovens em Copacabana

Mais de um milhão de jovens se reuniram em Copacabana, ontem, para ver o Papa. "A juventude tem que ser forte, se alimentar de sua fé, e não se empanturrar com outras coisas."

Equipe Christo Nihil Praeponere26 de Julho de 2013
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Quem acompanhou a festa de acolhida dos jovens, ontem, na praia de Copacabana, presenciou um espetáculo. A mídia secular calculou, timidamente, que o Santo Padre foi recebido por cerca de 1,5 milhão de pessoas.

O Papa Francisco chegou ao forte de Copacabana pouco depois das 17h. Saindo daí, de papamóvel, cumprimentou os milhões de fiéis que formavam um corredor gigantesco, dos lados direito e esquerdo. Ao longo do caminho, pausas para beijar as crianças, receber presentes e até tomar um chimarrão, oferecido por um peregrino.

Chegando ao palco construído para a Jornada Mundial da Juventude, no final do trajeto, o Papa agradeceu o carinho dos jovens: disse que "os cariocas sabem receber bem, sabem dar uma grande acolhida". Também destacou a vivacidade dos peregrinos. "Primeiramente quero lhes agradecer pelo testemunho de fé que vocês estão dando ao mundo. Sempre ouvi dizer que os cariocas não gostam do frio e da chuva, mas vocês estão mostrando que a fé de vocês é mais forte que o frio e a chuva. Parabéns. Vocês são verdadeiros heróis!"

Logo em seguida, discursando em espanhol, o Papa cumprimentou seu predecessor, Bento XVI. "A ele agradecemos de todo coração. A ele, que nos convocou hoje aqui, enviamos uma saudação e um forte aplauso". Neste momento, a multidão irrompeu em uma salva de palmas. "Vocês sabem – continuou Francisco – que antes de vir ao Brasil, estive conversando com ele. E pedi-lhe que me acompanhasse na viagem, com a oração. E ele me disse: acompanho-vos com a oração, e estarei diante da televisão. Então, agora ele está nos vendo."

O Papa disse que veio ao Brasil não só para confirmar os jovens na fé, mas também "para ser confirmado pelo entusiasmo da fé" dos jovens. "Vocês sabem que na vida de um bispo há tantos problemas que precisam ser solucionados. E com estes problemas e dificuldades, a fé do bispo pode entristecer-se. Que feio é um bispo triste. Que feio é. Para que minha fé não seja triste, vim aqui para contagiar-me com o entusiasmo de vocês."

Após algumas apresentações, proclamou-se o Evangelho e Francisco fez uma bela homilia.

Ele ressaltou a importância de uma vida fecunda, "que dê vida a outros", e condenou o egoísmo e a idolatria de si mesmo. "Todos temos muitas vezes a tentação de nos colocarmos no centro, de crermos que somos o eixo do universo, que nós sozinhos construímos nossa vida, ou de pensar que o ter, o dinheiro e o poder são o que dá a felicidade. Mas todos sabemos que não é assim. O ter, o dinheiro e o poder podem oferecer um momento de embriaguez, a ilusão de ser felizes, mas, ao final, nos dominam e nos levam a querer ter cada vez mais, a não estar nunca satisfeitos. E acabamos empanturrados, mas não alimentados, e é muito triste ver uma juventude empanturrada, porém débil. A juventude tem que ser forte, se alimentar de sua fé, e não se empanturrar com outras coisas."

Por fim, pedindo aos jovens que colocassem Cristo em suas vidas, lembrou a importância de recorrer aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia: "Ele te acolhe no Sacramento do perdão, com sua misericórdia cura todas as feridas do pecado. Não tenhais medo de pedir-lhe perdão, porque Ele em seu grande amor nunca se cansa de nos perdoar, como um pai que nos ama. (...) Ele te espera também na Eucaristia, Sacramento de sua presença, de seu sacrifício de amor".

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A devoção de Francisco, peregrino em Aparecida
Papa FranciscoNotícias

A devoção de Francisco,
peregrino em Aparecida

A devoção de Francisco, peregrino em Aparecida

O Santo Padre viaja a Aparecida e lembra os brasileiros que "a Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe"

Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Julho de 2013
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A Basílica de Nossa Senhora Aparecida acolheu, ontem, pela manhã, Sua Santidade, o Papa Francisco. Mesmo debaixo de chuva e de uma temperatura baixa, a multidão de peregrinos que esperava o Papa não arrefeceu. Alguns estimam que eram cerca de 200 mil os fiéis que participaram da Santa Missa com o Pontífice.

Sua Santidade chegou a Aparecida por volta das 10h15min. Depois de cumprimentar o cardeal-arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno, e algumas autoridades políticas do estado de São Paulo, Francisco seguiu de papamóvel até o interior do santuário, sendo saudado efusivamente pelos romeiros no caminho.

Um pouco antes da Missa, pausa para uma breve oração diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Com os olhos fixos em Maria e uma profunda atitude de devoção e reverência, o Santo Padre mostrou-nos a importância do amor à Virgem Santíssima. Ao contrário do que sugerem muitos protestantes, temos consciência de que a honra à Mãe não ofusca o culto de adoração devido só a Deus. "Quem muito enaltece a mãe – ensina Santo Afonso de Ligório –, não precisa ter receio de obscurecer a glória do filho". Pelo contrário, como poderia Jesus se entristecer ou incomodar com os obséquios e atos de amor dirigidos à sua Mãe?

Durante a celebração do Santo Sacrifício, celebrado com dignidade e reverência, o Papa Francisco lembrou justamente isto. Disse que "a Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe". "Eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo, solidário e fraterno."

Ainda na homilia, frisou a necessidade da adoração ao verdadeiro Deus para se chegar à autêntica felicidade. "Hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros."

O Santo Padre alertou ainda para o perigo de se desprezar o patrimônio religioso do povo brasileiro, visivelmente ofendido pela constante secularização de nossas instituições. Ele lembrou que os jovens "não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo". Também fez questão de apontar a origem católica destes valores: "Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã."

Ao final da celebração, o Papa fez um ato especial de consagração a Nossa Senhora Aparecida e prometeu voltar ao santuário, em 2017, quando se comemorará o 300º aniversário da pesca milagrosa no Rio Parnaíba.

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Francisco entre nós, uma oportunidade para amarmos mais a Igreja
Igreja Católica

Francisco entre nós, uma oportunidade
para amarmos mais a Igreja

Francisco entre nós, uma oportunidade para amarmos mais a Igreja

O Papa Francisco chegou ao Brasil e foi recebido com festa. No entanto, como o povo brasileiro se comporta hoje, em relação à Igreja? E o que significa a sua visita à nossa nação?

Equipe Christo Nihil Praeponere24 de Julho de 2013
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A emocionante acolhida dispensada pelos brasileiros e peregrinos da Jornada Mundial da Juventude ao sucessor de São Pedro lembra que este solo, que já teve o glorioso nome de Terra de Santa Cruz, carrega consigo um notável respeito à figura do Papa e uma forte ligação afetiva com a religião católica.

Por outro lado, a constante rejeição à doutrina moral da Igreja pelo mesmo povo brasileiro recorda-nos a necessidade de uma conversão verdadeira, que transforme os nossos "católicos de IBGE" em pessoas comprometidas de fato com Cristo. Ademais, iluminados pela presença de Pedro, somos chamados a fortalecer nosso vínculo com a Igreja.

Este é um ponto no qual vale a pena insistir, já que é muito difusa em nossa sociedade uma visão relativista da religião, da espiritualidade e da própria verdade. Fala-se muito do suposto "amor" a Cristo, mas, geralmente, adere-se a um Cristo decapitado – como aquele grito do qual fala o venerável Pio XII ser o primeiro que conduz à perdição humana: Cristo sim, Igreja não. Contra esta mentalidade perversa, devemos – e queremos – dizer "sim" a Cristo, mas ao Cristo total, e não a esta caricatura frágil modelada pela modernidade. O próprio Papa Francisco disse, em uma de suas homilias matutinas, repetindo um ensinamento de Paulo VI, que "não é possível encontrar Jesus fora da Igreja" e que "é uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja".

E por que diz isto o Santo Padre? Porque conhece muito bem esta tendência hodierna de dizer que "religião não importa" ou "o que importa é o coração". Esta visão irresponsável de fé é endossada pelos protestantes, que dizem com insistência que "placa de igreja não salva ninguém". Reconhecemos: "placa de igreja", entendida como um edifício físico ou uma denominação religiosa – como há muitas no protestantismo –, realmente não salva ninguém. O que salva é a pertença à Igreja, que é o Corpo Místico de Cristo. Diz-nos o Catecismo que "esta Igreja, peregrina na terra, é necessária para a salvação. O único salvador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente em seu Corpo, que é a Igreja".

Cabe uma última palavra, sobre uma manifestação que teria acontecido no Rio – insignificante, mas suficiente para aparecer na mídia –, protestando contra a visita do Papa. É preciso dizer que esta rebeldia não tem nada a ver, por exemplo, com o dinheiro público sendo gasto por causa da visita do Sumo Pontífice. Trata-se, claro, da visita de um chefe de Estado, e os gastos com segurança, bem como a devida assistência aos peregrinos da Jornada, são imprescindíveis. No entanto, a experiência de Madri e as estimativas dos especialistas apontam que só a Jornada vai movimentar a economia brasileira em mais de 1 bilhão de reais.

Então, por que – devemos perguntar – o ódio? Afinal, por qual razão as feministas e os anticlericais se sentem tão incomodados? O venerável Fulton Sheen tem a resposta:

"Os homens dizem que Cristo está morto, mas põem sentinelas em Seu túmulo. Dizem que Ele é inofensivo enquanto criança, contudo Herodes manda os seus soldados matar a Criança indefesa. A verdade é que eles odeiam porque creem – não com a fé dos redimidos, mas com a fé dos condenados".

Eles pisoteiam a tradição judaico-cristã e zombam dos católicos. E, no entanto, nem deles é excluído o afeto do mensageiro da paz, o Papa, como ele mesmo disse, em seu discurso no Palácio Guanabara.

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