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Jovem norte-americano é agredido por defender a vida
Sociedade

Jovem norte-americano é
agredido por defender a vida

Jovem norte-americano é agredido por defender a vida

Mesmo agredido por defender a vida, jovem norte-americano permanece firme: “Quando Jesus estava na cruz e o estavam agredindo, ele não parou.”

Equipe Christo Nihil Praeponere17 de Junho de 2014Tempo de leitura: 3 minutos
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Um jovem norte-americano foi agredido em um parque, na cidade de Tuscaloosa, no Alabama, enquanto distribuía panfletos com a mensagem “O aborto não é justiça social". No testemunho que compartilhou com outros membros do grupo “Estudantes pela Vida" (Students for Life), Ke'Ontai, de 17 anos, afirmou que nem isso o deterá em sua defesa pela vida desde a concepção.

“Estava em um parque entregando cartões de Estudantes pela Vida. Um homem parou e começamos uma discussão sobre aborto. Ele começou a ficar com raiva. Gritou, derrubou os cartões das minhas mãos e me empurrou para o chão", relata Ke'Ontai. “Nesse momento, não sabia o que pensar. O sujeito tinha mais de 150 quilos! Então ele ficou em cima de mim e começou a socar o meu rosto. Estava tentando escapar dele, mas não podia sair debaixo dele. Finalmente escapei e corri rapidamente para casa o mais rápido que podia."

No dia seguinte, contou, “fui à escola e meu diretor mandou-me ao hospital porque meu rosto estava muito machucado. O doutor me disse que tinha o nariz quebrado". Ke'Ontai conta que, no começo, estava com raiva, mas, depois, caiu em si e passou a rezar por ele. “Não podia estar bravo com este homem, porque sei que ele não me odiava, ele só não queria escutar a verdade."

Questionado por várias pessoas se ele ia parar com o seu trabalho em defesa da vida, o rapaz foi categórico: “Quando Jesus estava na cruz e o estavam agredindo, ele não parou."

Em testemunho, o jovem também lembrou como se vinculou à causa pró-vida depois de ver uma manifestação de oração em frente a uma clínica de aborto local.

Infelizmente, Ke'Ontai não é o primeiro nem será o último caso de agressão de abortistas aos defensores da vida. A “cultura da morte" se alimenta justamente do ódio e da violência contra o ser humano, mesmo em suas expressões mais inocentes e indefesas. Não espanta que agridam adolescentes pessoas que não tenham escrúpulo algum em ter agido da mesma forma contra bebês recém-concebidos no ventre de suas mães.

A mensagem nos cartões distribuídos pelo rapaz norte-americano – “O aborto não é justiça social" – também merece atenção. No Brasil, é comum ouvir o discurso de que “o aborto é questão de saúde pública" e de que a causa da sua legalização favorece os mais pobres. Inclusive, esta vem sendo a postura adotada pelo partido atualmente no poder. Sob a máscara de “justiça", de “igualdade", procura-se legitimar o inaceitável, aprovar aquilo que é absolutamente condenável. Ora, como pode ser considerado “justo" um ato que tem como fim “a supressão deliberada de um ser humano inocente" [1]? Como pode ser “libertadora" uma prática que priva para sempre as pessoas da luz da vida, não deixando que sequer venham ao mundo?

Embora pareçam bastante óbvios para muitos, esses apelos vêm sendo lenta e gradativamente obscurecidos por uma propaganda suja e mentirosa que visa chamar “ao mal bem", mudar “as trevas em luz", tornar “doce o que é amargo" [2]. Por isso, para conscientizar as pessoas de uma realidade que está inscrita na própria natureza humana, Deus capacita, com a Sua graça, pessoas dispostas e comprometidas com a Verdade, a fim de que verdadeiramente entreguem sua vida pela Vida presente em cada não-nascido. A valentia de Ke'Ontai – que, assim como São Paulo, não pretende gloriar-se senão na cruz de Cristo [3] – é um belo exemplo da ação de Deus em nosso meio, do Deus que não desiste da humanidade, ainda que ela se afaste tantas vezes de Seus desígnios.

Que o Senhor fortifique o jovem Ke'Ontai e todas as pessoas que se dedicam pela causa da vida. E que aqueles que hoje batalham em milícias inimigas possam abrir os olhos e conhecer a Verdade, sem a qual ninguém pode ser genuinamente libertado.

Notas

  • P.S.: O grupo "Estudantes pela Vida" organizou uma campanha, em inglês, para enviar mensagens de apoio a Ke'Ontai. Mande também sua mensagem: https://sfla.webconnex.com/keontai

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Nada antepor a Cristo
Padre Paulo Ricardo

Nada antepor a Cristo

Nada antepor a Cristo

Um agradecimento ao Padre Paulo Ricardo por seus 22 anos de sacerdócio dedicados ao serviço de Cristo e da Sua Igreja

Equipe Christo Nihil Praeponere14 de Junho de 2014Tempo de leitura: 2 minutos
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Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Neste dia em que o senhor completa 22 anos de sacerdócio, queremos cantar a Deus ação de graças por sua vida e por seu ministério, que tanto bem tem feito às almas do Brasil e dos fiéis católicos de língua portuguesa. E como o Criador de todo o universo escolhe agir no mundo por meio de Suas humildes criaturas, queremos também agradecer o senhor por ter entregado – e estar sempre entregando – sua liberdade a serviço da glória de Deus, da edificação da Igreja e da salvação das almas.

Em suas últimas aulas, homilias e “respostas católicas", o senhor tem nos ensinado que a perfeição não consiste simplesmente em evitar pecados graves ou em cumprir friamente a lei de Deus; a motivação de todos os nossos atos, dos mais simples e corriqueiros aos maiores e mais heroicos, deve ser o amor. “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos (...), mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas (...), ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria" [1].

Impossível não lembrar, à luz deste ensinamento de São Paulo, o exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus, que dizia ser o Amor a sua vocação. Em um dos vídeos que mais nos emocionaram, o senhor explicou em que consiste a infância espiritual desta grande doutora da Igreja [2]. E em um misto de sermão e oração, com lágrimas nos olhos e a voz embargada, o senhor rezava: “Meu Deus, eu não Vos compreendo, mas eu Vos amo".

Padre, quantas conversões aquelas lágrimas de amor não engendraram? Quantos corações aquelas palavras de zelo não incendiaram? Quantas almas aquela oração sincera não conquistou? E quantas tantas pessoas não voltaram ao redil de Cristo depois de entrarem em contato com o seu apostolado na Internet?

Por tudo isso, padre, e por todo o mais, queremos dizer: Muito obrigado.

Obrigado, padre, por abrir para nós os tesouros da fé católica, que tantos têm tentado ocultar, quando não lançar fora, nesses tempos de crise tão aguda na Igreja.

Obrigado, padre, por sempre submeter suas opiniões à Doutrina da Igreja e deixar-se modelar pelo ensinamento de dois mil anos de Cristo, que “é o mesmo ontem, hoje e sempre" [3], e “no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade" [4].

Obrigado, padre, porque, assim como São João Maria Vianney ensinou àquele rapaz que o mostrou o caminho de Ars os mistérios do Céu, o senhor está sempre a nos indicar o caminho da santidade, mostrando que não só não devemos contrariar o que Deus nos manda fazer, como devemos amar a Sua vontade.

O próprio Senhor disse que veio lançar fogo à terra: “Ignem veni mittere in terram" [5]. Rogamos à Virgem Santíssima, padre, para que, à imitação de Cristo, o senhor continue lançando fogo nos corações dos homens e lhes ensinando a nada antepor a Cristo.

São os votos sinceros de toda a família Christo Nihil Praeponere.

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A copa no céu, mas o gol é na terra!
Espiritualidade

A copa no céu, mas o gol é na terra!

A copa no céu, mas o gol é na terra!

Às portas do Campeonato Mundial de Futebol, o testemunho destes leigos e leigas me recordam o que eu devo fazer para receber uma copa, um troféu, quando chegar na Pátria do céu: preciso jogar no time que faz gols aqui na terra!

Padre Paulo Ricardo12 de Junho de 2014Tempo de leitura: 2 minutos
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A maioria de nós já ouviu esta frase (e mais de uma vez!). Mas o fato de ela ser comum, não faz com que seja espiritualmente menos doente.

Mas me entendam bem.

É verdade que “passa a figura deste mundo" e que devemos lutar para alcançar o prêmio celeste. É também verdade que sonhar com um paraíso utópico neste mundo não faz parte da esperança cristã.

Mas Nosso Senhor nos deu esta vida para vivê-la! Por isto, a esperança da vida no céu não nos autoriza a desistir da vida na terra. Não é cristão praticar uma “eutanásia espiritual" de nossos projetos aqui neste mundo. A luta contra a maldade e a promoção do bem comum tem que obter resultados e não somente nos santificar!

Se sou cristão, eu tenho que desejar que o mundo ao meu redor vá ficando um pouco melhor. Deus me colocou neste mundo para ser um instrumento EFICIENTE em suas mãos.

Devo confessar, porém, que eu também já fui atacado por este demônio, por esta tentação do “não adianta!...". E o que não me deixou cair?

Claro! Deus e sua graça, a Virgem Maria, os anjos, os santos, a vida espiritual e... (você vai se surpreender!)... o testemunho dos leigos.

Homens e mulheres de Deus me demonstraram, com a vida, que devo esperar contra toda esperança (cf. Rom 4, 18).

É o casal de noivos que aguarda o matrimônio na castidade mas, desde já, adota uma criança salva do aborto. O professor que, com o apoio de mulher e filhos, deixa a direção de uma escola renomada para se dedicar à defesa da vida e da família. O empresário que, enfrentando os limites da saúde física, volta a estudar para melhor servir. A especialista em bioética que enfrenta o furor das feministas. O doutor que renuncia a um brilhante carreira acadêmica para ajudar os irmãos. (“Eu era um porco gordo! Precisava dar meu toicinho aos outros").

Até no campo da política, onde eu achava que já estava tudo perdido, Deus me fez viajar alguns milhares de quilômetros ao lado de um deputado para chegar à conclusão: a vida de um leigo pode evangelizar um padre!

Às portas do Campeonato Mundial de Futebol, o testemunho destes leigos e leigas me recordam o que eu devo fazer para receber uma copa, um troféu, quando chegar na Pátria do céu: preciso jogar no time que faz gols aqui na terra!

“Corro, mas não sem rumo certo. Dou golpes, mas não no ar" (1Cor 9, 25-27).

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A noite escura da humanidade
Espiritualidade

A noite escura da humanidade

A noite escura da humanidade

Conheça o testemunho de Santa Teresa Benedita da Cruz, que abandonou o mundo acadêmico para confessar a Paixão de Cristo no silêncio do Carmelo.

Equipe Christo Nihil Praeponere6 de Junho de 2014Tempo de leitura: 3 minutos
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A “noite escura da alma”, uma espécie de deserto espiritual em que se experimenta o silêncio de Deus, é um tema muito frequente nas meditações dos santos da Igreja. S. Teresa d’Ávila, a título de exemplo, diz que é próprio de quem se dedica à vida espiritual passar por uma derradeira provação de fé [1]. Trata-se de uma purificação dos sentidos e da alma, cujo objetivo principal é a total comunhão com Deus. A pessoa já não busca outra coisa senão tomar parte nas dores de Cristo crucificado, a fim de cooperar na obra da Redenção.

A esse respeito, talvez não exista maior testemunho no último século do que o de Edith Stein. Entregando-se em holocausto pela salvação de seu povo, no campo de concentração de Auschwitz, a santa judia realizou na carne o que há tempo professava com os lábios: “O que nos salvará não serão as realizações humanas, mas a Paixão do Cristo, na qual quero ter parte” [2]. Edith Stein havia compreendido a ciência da cruz, por assim dizer, buscando o significado da verdade [3]. Neste itinerário, a então filósofa ateia — e famosa discípula de um dos mais respeitados pensadores do séc. XX, Edmund Husserl — encontrou por acaso, na biblioteca de uma amiga, o Livro da Vida, de S. Teresa. A leitura foi tão tocante, que ao cabo do livro Edith só pôde confessar: “Aqui está a verdade” [4]. A partir de então, Edith Stein lançou-se avidamente à procura de seu Amado: abandonou a vida acadêmica para viver a espiritualidade carmelita, assumindo o nome de Teresa Benedita da Cruz. Aos 2 de agosto de 1942, foi brutalmente levada pelos nazistas ao campo de trabalho forçado, onde morreria como mártir ao lado de sua irmã, Rosa. 

Aos olhos do mundo moderno, um testemunho como o de Stein pode parecer loucura. Todavia, a sua heroicidade fala mais alto do que qualquer vileza. O encontro com Cristo gera uma mudança no íntimo de nosso ser — uma metanoia — que nos impulsiona a não mais satisfazer a própria vontade; pelo contrário, “aquele que visita o Senhor na sua casa não falará sempre de si, nem de suas mesquinhas preocupações. Começará, aos poucos, a interessar-se pelas preocupações do Salvador”, a saber, a salvação do homem [5]. Essa salvação, por sua vez, só pode ocorrer no martírio diário, na noite escura da fé. Por isso, S. Teresa Benedita da Cruz, na noite escura de Auschwitz — onde a potência de Deus parecia inerme e a sua Palavra, muda — caminhava serena e convicta, apesar dos sofrimentos, como se estivesse a emprestar de S. Josemaría Escrivá esta sua esperança: “Cada dia que passa me aproximo da Vida” [6].

De fato, os santos estão longe de ser esse “fantasma que ficou petrificado — em posição quase sempre incômoda — num nicho, rodeado de velhotas de pele encarquilhada”, como tendem a pensar as almas deformadas deste século [7]. Pelo contrário, os santos são homens que sabem unir a vida cotidiana à vida sobrenatural, dando um significado divino às coisas simples do dia-a-dia, mormente nos períodos de angústia e solidão. Edith Stein uniu seu martírio ao sacrifício da cruz não por idealismo ou mera conveniência, porquanto “ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento” [8]. Ela simplesmente interpretou os sinais dos tempos. Não deixou de erguer a voz contra o nazismo, incentivando seus alunos e suas irmãs a lutarem contra a opressão do Terceiro Reich. Com efeito, diante do drama da dor, pôde repetir sem hesitação as palavras de Cristo na cruz: “Tudo está consumado” [9].

A quase 70 anos do término da II Guerra, vê-se mais uma vez o desenvolvimento de um paganismo selvagem, “um ateísmo militante operando em plano mundial”, como aquele que vitimou Edith Stein [10]. No seio da Igreja, não obstante, assiste-se a uma desertificação desenfreada da fé, que atinge as mais altas esferas da hierarquia. O cristianismo vive cercado “por uma névoa de incerteza mais pesada do que em qualquer outro momento da história” [11]. A humanidade, por conseguinte, entra em uma noite escura. Resta-nos, então, a pergunta de Bento XVI, feita perante o memorial das vítimas do Holocausto, em Auschwitz: “Onde está Deus? Por que Ele silenciou? Como pôde tolerar este excesso de destruição, este triunfo do mal?” [12] É uma questão que se nos impõe, e que só pode ser feita por aqueles que têm fé. Edith Stein teve a sua resposta, doando-se inteiramente até aquele instante em que “não haverá mais noite” [13]. É o caminho que todos devemos percorrer: o caminho das noites escuras até àquela “que é diferente de todas as outras” — a noite da salvação.

Referências

  1. Pe. Paulo Ricardo, Esforçai-vos para entrar pela porta estreita, Parresía n. 63.
  2. Elisabeth de Miribel, Edith Stein: como ouro purificado pelo fogo. 4.ª ed., Aparecida: Editora Santuário, 1998, p. 63.
  3. A Ciência da Cruz é o título do livro que Edith Stein escreveu a respeito da doutrina ascética de S. João da Cruz.
  4. Elisabeth de Miribel, op. cit., p. 64.
  5. Id., p. 148.
  6. S. Josemaria Escrivá, Caminho. São Paulo: Quadrante, 2009, n. 737.
  7. Jesus Urteaga, O valor divino do humano. São Paulo: Quadrante, p. 18.
  8. Bento XVI, Encíclica “Deus Caritas Est”, de 25 dez. 2005, n. 1. 
  9. Jo 19, 30.
  10. João XXIII, Constituição Apostólica “Humanae salutis”, de 25 dez. 1961.
  11. Bento XVI, Discurso do Santo Padre durante a visita ao Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau, de 28 mai. 2006.
  12. Joseph Ratzinger, Introdução ao Cristianismo. São Paulo: Loyola, 2001.
  13. Cf. Ap. 22, 4s.

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