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A devoção de Francisco, peregrino em Aparecida
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A devoção de Francisco,
peregrino em Aparecida

A devoção de Francisco, peregrino em Aparecida

O Santo Padre viaja a Aparecida e lembra os brasileiros que "a Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe"

Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Julho de 2013Tempo de leitura: 2 minutos
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A Basílica de Nossa Senhora Aparecida acolheu, ontem, pela manhã, Sua Santidade, o Papa Francisco. Mesmo debaixo de chuva e de uma temperatura baixa, a multidão de peregrinos que esperava o Papa não arrefeceu. Alguns estimam que eram cerca de 200 mil os fiéis que participaram da Santa Missa com o Pontífice.

Sua Santidade chegou a Aparecida por volta das 10h15min. Depois de cumprimentar o cardeal-arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno, e algumas autoridades políticas do estado de São Paulo, Francisco seguiu de papamóvel até o interior do santuário, sendo saudado efusivamente pelos romeiros no caminho.

Um pouco antes da Missa, pausa para uma breve oração diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Com os olhos fixos em Maria e uma profunda atitude de devoção e reverência, o Santo Padre mostrou-nos a importância do amor à Virgem Santíssima. Ao contrário do que sugerem muitos protestantes, temos consciência de que a honra à Mãe não ofusca o culto de adoração devido só a Deus. "Quem muito enaltece a mãe – ensina Santo Afonso de Ligório –, não precisa ter receio de obscurecer a glória do filho". Pelo contrário, como poderia Jesus se entristecer ou incomodar com os obséquios e atos de amor dirigidos à sua Mãe?

Durante a celebração do Santo Sacrifício, celebrado com dignidade e reverência, o Papa Francisco lembrou justamente isto. Disse que "a Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe". "Eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo, solidário e fraterno."

Ainda na homilia, frisou a necessidade da adoração ao verdadeiro Deus para se chegar à autêntica felicidade. "Hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros."

O Santo Padre alertou ainda para o perigo de se desprezar o patrimônio religioso do povo brasileiro, visivelmente ofendido pela constante secularização de nossas instituições. Ele lembrou que os jovens "não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo". Também fez questão de apontar a origem católica destes valores: "Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã."

Ao final da celebração, o Papa fez um ato especial de consagração a Nossa Senhora Aparecida e prometeu voltar ao santuário, em 2017, quando se comemorará o 300º aniversário da pesca milagrosa no Rio Parnaíba.

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Francisco entre nós, uma oportunidade para amarmos mais a Igreja
Igreja Católica

Francisco entre nós, uma oportunidade
para amarmos mais a Igreja

Francisco entre nós, uma oportunidade para amarmos mais a Igreja

O Papa Francisco chegou ao Brasil e foi recebido com festa. No entanto, como o povo brasileiro se comporta hoje, em relação à Igreja? E o que significa a sua visita à nossa nação?

Equipe Christo Nihil Praeponere24 de Julho de 2013Tempo de leitura: 2 minutos
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A emocionante acolhida dispensada pelos brasileiros e peregrinos da Jornada Mundial da Juventude ao sucessor de São Pedro lembra que este solo, que já teve o glorioso nome de Terra de Santa Cruz, carrega consigo um notável respeito à figura do Papa e uma forte ligação afetiva com a religião católica.

Por outro lado, a constante rejeição à doutrina moral da Igreja pelo mesmo povo brasileiro recorda-nos a necessidade de uma conversão verdadeira, que transforme os nossos "católicos de IBGE" em pessoas comprometidas de fato com Cristo. Ademais, iluminados pela presença de Pedro, somos chamados a fortalecer nosso vínculo com a Igreja.

Este é um ponto no qual vale a pena insistir, já que é muito difusa em nossa sociedade uma visão relativista da religião, da espiritualidade e da própria verdade. Fala-se muito do suposto "amor" a Cristo, mas, geralmente, adere-se a um Cristo decapitado – como aquele grito do qual fala o venerável Pio XII ser o primeiro que conduz à perdição humana: Cristo sim, Igreja não. Contra esta mentalidade perversa, devemos – e queremos – dizer "sim" a Cristo, mas ao Cristo total, e não a esta caricatura frágil modelada pela modernidade. O próprio Papa Francisco disse, em uma de suas homilias matutinas, repetindo um ensinamento de Paulo VI, que "não é possível encontrar Jesus fora da Igreja" e que "é uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja".

E por que diz isto o Santo Padre? Porque conhece muito bem esta tendência hodierna de dizer que "religião não importa" ou "o que importa é o coração". Esta visão irresponsável de fé é endossada pelos protestantes, que dizem com insistência que "placa de igreja não salva ninguém". Reconhecemos: "placa de igreja", entendida como um edifício físico ou uma denominação religiosa – como há muitas no protestantismo –, realmente não salva ninguém. O que salva é a pertença à Igreja, que é o Corpo Místico de Cristo. Diz-nos o Catecismo que "esta Igreja, peregrina na terra, é necessária para a salvação. O único salvador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente em seu Corpo, que é a Igreja".

Cabe uma última palavra, sobre uma manifestação que teria acontecido no Rio – insignificante, mas suficiente para aparecer na mídia –, protestando contra a visita do Papa. É preciso dizer que esta rebeldia não tem nada a ver, por exemplo, com o dinheiro público sendo gasto por causa da visita do Sumo Pontífice. Trata-se, claro, da visita de um chefe de Estado, e os gastos com segurança, bem como a devida assistência aos peregrinos da Jornada, são imprescindíveis. No entanto, a experiência de Madri e as estimativas dos especialistas apontam que só a Jornada vai movimentar a economia brasileira em mais de 1 bilhão de reais.

Então, por que – devemos perguntar – o ódio? Afinal, por qual razão as feministas e os anticlericais se sentem tão incomodados? O venerável Fulton Sheen tem a resposta:

"Os homens dizem que Cristo está morto, mas põem sentinelas em Seu túmulo. Dizem que Ele é inofensivo enquanto criança, contudo Herodes manda os seus soldados matar a Criança indefesa. A verdade é que eles odeiam porque creem – não com a fé dos redimidos, mas com a fé dos condenados".

Eles pisoteiam a tradição judaico-cristã e zombam dos católicos. E, no entanto, nem deles é excluído o afeto do mensageiro da paz, o Papa, como ele mesmo disse, em seu discurso no Palácio Guanabara.

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Governo comunista do Vietnã barra testemunha da beatificação do cardeal Van Thuan
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Governo comunista do Vietnã barra
testemunha da beatificação do cardeal Van Thuan

Governo comunista do Vietnã barra testemunha da beatificação do cardeal Van Thuan

Ex-oficial comunista, Nguyen Hoang Duc, testemunha fundamental no processo de beatificação do cardeal Van Thuan é proibido de sair do Vietnã.

Equipe Christo Nihil Praeponere16 de Julho de 2013Tempo de leitura: 2 minutos
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O escritor e crítico literário vietnamita Nguyen Hoang Duc, testemunha fundamental no processo de beatificação do Cardeal François-Xavier Nguyen Van Thuan - a quem deve sua conversão e a cura de uma enfermidade - foi sumariamente impedido pelo governo comunista do Vietnã de viajar para Roma, onde assistiria ao encerramento da fase diocesana do referido processo, numa clara demonstração da tirania e repressão que caracteriza esse tipo de regime.

Quando o purpurado – na época, bispo auxiliar de Saigon – foi preso pelo regime socialista do Vietnã, em 1975, Hoang Duc era oficial de alta patente da administração em Assuntos Religiosos. Os caminhos destas duas personagens se cruzaram quando Hoang Duc foi enviado para vigiar o cárcere de Van Thuan. Ali, com o bispo vietnamita, ele não somente aprendeu francês, mas, fascinado pela força de seu testemunho, acabou por entrar também na escola da fé cristã.

É certo que Hoang Duc não foi o único a aderir ao Cristianismo a partir da experiência de santidade do cardeal Van Thuan. Todos à sua volta, carcereiros e encarcerados, ficavam impressionados com a viva esperança do prelado.

Confinado em um cubículo minúsculo, úmido e sem janela, de tal sorte que, para respirar, tinha de passar horas com o rosto metido em um pequeno buraco no chão, Van Thuan havia decidido não esperar por sua libertação: "Eu não esperarei. Vou viver o momento presente, enchendo-o de amor". E assim fez. Com a ajuda de amigos e de alguns vigilantes, celebrava a Eucaristia em sua cela mesmo. Depois, guardava as espécies eucarísticas com reverência e, à noite, reunia-se com os poucos católicos e outras pessoas ali presentes para adorar o Senhor. "Assim, na solidão, na fome... uma fome terrível, foi possível sobreviver. Desta maneira dávamos testemunho na prisão."

Tão notável foi a sua resistência, que foi digno de menção na encíclica Spe Salvi, do Papa Bento XVI:

"Durante 13 anos de prisão, numa situação de desespero aparentemente total, a escuta de Deus, o poder falar-Lhe, tornou-se para ele uma força crescente de esperança, que, depois da sua libertação, lhe permitiu ser para os homens em todo o mundo uma testemunha da esperança, daquela grande esperança que não declina, mesmo nas noites da solidão."

Sua beatificação anda a passos adiantados. Mas o governo marxista de Hanói, capital do Vietnã, não está nada contente com isto. Os relatos do cardeal Van Thuan circularam em muitos livros, traduzidos para vários idiomas de todo o mundo, e, definitivamente, não são boa propaganda do Partido Comunista e de sua ideologia. Por isso a recusa em conceder o passaporte de viagem a Nguyen Hoang Duc, peça fundamental no processo de beatificação de Van Thuan.

Ademais, Hoang Duc é, por sua própria história de vida, um verdadeiro exemplo do fracasso que é o comunismo. De fato, após conhecer Van Thuan na prisão, o oficial, então membro do governo vermelho, desacreditado de sua ideologia, abandonou o cargo na segurança pública e começou a frequentar igrejas católicas. Um dia, sonhou que era batizado em uma delas. Convencido ser este um sinal, Hoang Duc começou um caminho de formação que o levou ao batismo.

Hoje, batizado, dedicado à literatura, à crítica poética e ao debate cultural, Hoang Duc não esconde a sua gratidão pela vida do cardeal Van Thuan. O que, na década de 1970, como oficial do regime ateu vietnamita, ele só podia ver como superstição e obscurantismo, é hoje o fundamento basilar de sua vida.

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Papa Francisco, sobre Bento XVI: “Não imaginas a humildade e a sabedoria deste homem”
Papa FranciscoIgreja Católica

Papa Francisco, sobre Bento XVI:
“Não imaginas a humildade e a sabedoria deste homem”

Papa Francisco, sobre Bento XVI: “Não imaginas a humildade e a sabedoria deste homem”

Em diálogo com ex-aluno, o Pontífice revela sua admiração por Bento XVI e conta como tomou o antecessor por conselheiro

Padre Paulo Ricardo15 de Julho de 2013Tempo de leitura: 2 minutos
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"Não imaginas a humildade e a sabedoria deste homem... Nunca renunciaria ao conselho de uma pessoa deste tipo, seria uma loucura de minha parte!". São palavras do Santo Padre, o Papa Francisco, sobre seu antecessor, Bento XVI. Em uma espécie de crônica publicada em um blog italiano, Jorge Milia, jornalista e ex-aluno de Bergoglio, expõe o teor de uma bela conversa que teve com o Sumo Pontífice.

"Disse-lhe que comecei a ler a encíclica Lumen Fidei e ele rejeitou qualquer mérito pessoal. Ele comentou que Bento XVI tinha feito a maior parte do trabalho". De fato, foi o próprio Francisco quem reconheceu a contribuição de seu predecessor na produção da encíclica. Na introdução da carta, ele esclarece: "Estas considerações sobre a fé (...) pretendem juntar-se a tudo aquilo que Bento XVI escreveu nas cartas encíclicas sobre a caridade e a esperança. Ele já tinha quase concluído um primeiro esboço desta carta encíclica sobre a fé. Estou-lhe profundamente agradecido e, na fraternidade de Cristo, assumo o seu precioso trabalho, limitando-me a acrescentar ao texto qualquer nova contribuição."

Francisco teria dito ainda que, para ele, era um prazer intercambiar ideias com Ratzinger, e que ele "era um pensador sublime, desconhecido ou que a maior parte das pessoas não entende". Realmente, há muito a conhecer na riquíssima teologia de Joseph Ratzinger, mas também, infelizmente, muitos estigmas têm sido impostos a seus livros, pelo simples fato de ele ter pensado e escrito de maneira católica, pelo simples fato de ele ter submetido toda a sua obra – e sua vida – ao Magistério da Igreja.

Há um trecho da encíclica Lumen Fidei que alude justamente a esta realidade da vida de Bento XVI. Diz: "É claro que a teologia é impossível sem a fé e pertence ao próprio movimento da fé, que procura a compreensão mais profunda da auto-revelação de Deus, culminada no Mistério de Cristo". E mais: "A teologia não considera o magistério do Papa e dos Bispos em comunhão com ele como algo de extrínseco, um limite à sua liberdade, mas, pelo contrário, como um dos seus momentos internos constitutivos, enquanto o magistério assegura o contato com a fonte originária, oferecendo assim a certeza de beber na Palavra de Cristo em toda a sua integridade". Estas valiosas considerações permanecem atuais, especialmente para tantos teólogos e estudiosos da religião que encaram a fé como algo imanente, olham para a Igreja – que chamam com desprezo de "casta meretriz" – fora do olhar da fé. A teologia, recorda Bento e corrobora Francisco, é impossível sem a fé!

Jorge Milia também conversou com Francisco sobre a reforma na Cúria Romana. Ele "comentou que cada uma das mudanças que introduziu lhe custou esforços (e, suponho, inimigos). Entre estes esforços, a coisa mais difícil foi a de não aceitar que se apropriassem de sua agenda. Por isso não quis viver no palácio, porque muitos Papas terminaram convertendo-se em 'prisioneiros' de seus secretários".

"Sou eu que decido quem vou ver – disse a seu ex-aluno -, não meus secretários... Às vezes não posso ver quem quero, porque devo ver quem quer me ver".

O jornalista se disse surpreendido com a afirmação do Papa, e concluiu: "Eu, que não sou Papa e que não tenho seu poder, sinto que o coração acelera quando espero um querido amigo e não sei se poderia dar a precedência a outro em seu lugar. Ele, ao contrário, se priva do encontro que queria para estar com quem o pede. Disse-me que (...) o lugar do Pastor é com suas ovelhas...".

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere | Informações: Vatican Insider

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