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Bento XVI, o Papa Emérito

Chega ao fim o papado de Bento XVI, o papa teólogo

Ontem, 20 horas em Roma, os portões da residência papal de Castel Gandolfo se fecham, a Guarda Suíça se retira. Chega ao fim o papado de Bento XVI, o papa teólogo. Ao toque dos sinos, a multidão de fiéis aglomerada na frente dos aposentos do Santo Padre dá seu último adeus aquele que esteve à frente da Barca de Pedro por quase uma década. É um momento histórico que, mesmo registrado pelas centenas de câmeras dos jornalistas, não pode ser esmiuçado, contado, explicado, apenas meditado. É o adeus de um pai.

Bento XVI deixou o Vaticano por volta das 17h07min (horário local). Acompanhado por seu secretário, Dom Georg Gäenwein, o agora Papa Emérito se dirigiu para Castel Gandolfo, onde ficará até o término das reformas de sua nova residência, o antigo convento Mater Ecclesiae. A partida do Papa foi marcada por momentos de profunda comoção e lágrimas. No caminho para o heliporto, outro momento de profunda emoção: o chofer que o serviu durante anos não conseguiu segurar as lágrimas. Também na Praça de São Pedro se podia ver muitas pessoas emocionadas, algumas chorando.

Durante o trajeto, Bento XVI sobrevoou a Basílica de São Pedro, enquanto centenas de católicos assistiam a sua despedida pelos telões espalhados na praça. Uma multidão de fiéis também o aguardava na frente da residência papal em Castel Gandolfo para sua última aparição pública como romano pontífice. Na mensagem dirigida aos peregrinos, já na sacada de sua atual residência, Bento XVI disse que, em poucas horas, não seria mais o papa, "mas um simples peregrino encerrando seu caminho nesta terra".

O Papa agradeceu aos fiéis pela presença e lhes deu uma mensagem de confiança e de fé. "Sinto-me muito apoiado pela vossa simpatia. Vamos para a frente juntos com o Senhor para o bem da Igreja e do mundo", insistiu. O Santo Padre reforçou que não vai abandonar o serviço a Cristo, mas que pretende continuar trabalhando para Deus com todo o seu coração. "Gostaria ainda, de trabalhar, com o meu coração, com o meu amor, com a minha oração, com a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, para o bem comum e o bem da Igreja, da humanidade", declarou.

Hoje, 01/03, o Cardeal Decano Ângelo Sodano convocou formalmente os Cardeais eleitores para início das Congregações Gerais, nas quais se decidirá a data de abertura Conclave. Enquanto não se elege um novo papa, os assuntos da Igreja ficam sob a responsabilidade do Cardeal Tarcísio Bertone, o Camerlengo. Devido às alterações no Motu Proprio Normas Nonnullas feitas por Bento XVI, o início da eleição do novo pontífice deve ser mais cedo que o habitual.

O Papa Bento termina seu pontificado e apesar das inúmeras dificuldades, classificadas por ele como "águas turbulentas", soube imprimir sua marca na Igreja, deixando nela um legado de fé, amor e sobretudo humildade. O Papa Emérito ensinou aos católicos uma verdade há muito esquecida, devido ao processo de relativismo no qual muitos estão inseridos: "ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo" (Deus caritas est). Bento XVI ajudou a humanidade a encontrar uma pessoa: Cristo!

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Bento XVI dá adeus ao Colégio dos Cardeais

Termina hoje o pontificado do Papa Bento XVI. A poucas horas do início do tempo de Sede vacante, o Santo Padre se reuniu nesta manhã com mais de 100 Cardeais para uma saudação de despedida. O encontro aconteceu na Sala Clementina, no Vaticano. O Papa assegurou que estará com eles em oração e manifestou sua intenção de ser fiel e obediente ao novo Pontífice. "Entre vós, entre o Colégio dos Cardeais, está também o futuro Papa, ao qual já hoje prometo a minha incondicionada reverência e obediência", declarou Bento XVI antes de iniciar um singelo gesto de saudação pessoal a cada um dos membros do Colégio Cardinalício presentes na cerimônia.

Bento XVI recordou a última Audiência Geral, realizada na tarde de ontem, 27/02, para expressar sua alegria por ver a Igreja viva. "Parece que esta foi a nossa experiência ontem na Praça. Ver que a Igreja é um corpo vivo, animado pelo Espírito Santo, e vive realmente da força de Deus", disse ele. Lembrando as palavras de Romano Guardini, afirmou que "a Igreja se desperta no ânimo das pessoas. A Igreja vive, cresce e se desperta nos ânimos que, como a Virgem Maria, acolhem a palavra de Deus e a concebem por obra do Espírito Santo".

O Papa também agradeceu aos Cardeais pelos oito anos em que estiveram juntos em mútua colaboração. Bento XVI relacionou a convivência com o Colégio Cardinalício à experiência dos discípulos de Emaús que caminharam sob a luz do Senhor ressuscitado. "Nesses oito anos, vivemos com fé momentos belíssimos de luz radiosa no caminho da Igreja, junto a momentos em que algumas nuvens se adensaram no céu", declarou. O Pontífice pediu aos Cardeais que busquem a comunhão e saibam expressar a universalidade da Igreja: "Juntos, podemos pedir para que nos ajude a crescer ainda nessa unidade profunda, de modo que o Colégio dos Cardeais seja como uma orquestra, onde as diversidades, expressão da Igreja universal, concorrem à superior e concorde harmonia".

Nesta tarde, às 16h55min, o Papa Bento XVI sairá do Pátio de São Dâmaso em direção ao heliporto do Vaticano. Sua chegada a Castel Gandolfo está prevista para as 17h15min, onde será recebido pelo Cardeal Joseph Bertello, Presidente do Governatorato da Cidade do Vaticano, Dom Marcello Semeraro, Bispo de Albano e ainda o Presidente da Câmara e o Pároco de Castel Gandolfo. O último ato público de Joseph Ratzinger como Papa será às 17h30min, para uma aparição e um breve discurso à população local. Após o início da Sede vacante, previsto para às 20h, a Guarda Suíça cessará o seu serviço em Castel Gandolfo terminando o ministério de Bento XVI como Papa.

No dia primeiro de março, o Cardeal Decano Angelo Sodano convocará as Congregações Gerais dos Cardeais. Provavelmente, tais reuniões se darão a partir do dia 4. No âmbito destas reuniões os Cardeais estabelecerão a data de início do Conclave.

Informações: News.va

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O Testamento de Bento XVI

Em sua última audiência pública, o Papa Bento XVI se despediu dos fiéis e deu a todos uma grande lição de fé católica. Trata-se de uma fé muito específica e rara nos dias de hoje: uma fé que professa a presença e a ação de Deus na história da Igreja.

Todos deveríamos saber disto, mas nem sempre nos damos conta: a Igreja não é somente um sujeito da fé; a Igreja é também objeto de fé. Ou seja, a Igreja não somente crê, mas ela deve ser crida.

Bento XVI tem consciência de que a Igreja é portadora de um mistério divino. Como a lua, ela é reflexo de Cristo "luz dos povos". Por isto, nos convida a uma visão de fé:

"Deus guia a sua Igreja, ele sempre a sustenta, também e sobretudo, nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única visão verdadeira do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a alegre certeza que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está perto de nós e nos envolve com o seu amor".

Estas foram as suas últimas palavras. Poderíamos dizer: este foi o seu testamento. Nada poderia ser mais marcadamente católico, pois nós católicos, ao contrário dos protestantes, cremos que o organismo visível da Igreja não é uma "invenção" humana, mas o Corpo do Cristo ressuscitado que continua vivo na história.

A Igreja é uma forma de Jesus estender o mistério de sua Encarnação ao longo da história.

É a falta de fé neste mistério da Igreja que tem criado tantos equívocos, paranoias e explicações fantasiosas no espaço midiático dos últimos dias. Grande parte da mídia está longe da verdade, porque está longe da visão de fé que, nos recorda o Papa, "é a única visão verdadeira do caminho da Igreja".

Mas que os jornalistas não compartilhem esta visão e esta fé é algo que não deveria nos surpreender. Afinal, as estatísticas nos mostram de forma clara que o percentual de prática religiosa no meio jornalístico é mais baixo do que nos outros segmentos da sociedade.

O que causa espécie e até indignação é que teólogos, isto mesmo, teólogos (!) não sejam capazes desta fé.

Recentemente um grupo de estudiosos, capitaneados por ninguém menos do que nossos velhos conhecidos Leonardo Boff e Hans Küng, está recolhendo assinaturas na internet no esforço de "redesenhar" a forma como a autoridade é vivida dentro da Igreja católica (cf. http://churchauthority.org ).

Os autores do manifesto alegam que esta reengenharia da estrutura da Igreja é uma exigência do Vaticano II. Mas, a verdade é que a "nova Igreja" que brota dos sonhos de nossos teólogos liberais, pelo que se lê, seria mais facilmente encontrada nos escritos de Martinho Lutero do que na "Lumen gentium" ou em outros documentos do concílio.

Foi neste mesmo afã revolucionário que, tão logo recebida a notícia da renúncia de Bento XVI, os nossos "scholars" puseram mãos à obra e começaram a traçar o perfil do futuro Papa. A coisa toda é apresentada como arrojada e inovadora, mas se trata da velha e conhecida eclesiologia protestante: somos todos iguais, vamos então construir a Igreja que "nós queremos". Afinal, Igreja é isto, uma construção humana.

Para estes teólogos o papado é uma excrescência medieval e a cúria romana um tumor a ser extirpado. A Igreja romana centralizadora deveria morrer e dar lugar a uma Igreja da colegialidade em todos os níveis (inclusive dos leigos!).

É claro que se trata de pura retórica manipuladora. Os únicos leigos a quem esta turma já deu voz foram os seus títeres ideológicos, que, aliás, embora tenham chegado ao poder, estão envelhecendo e diminuindo em número.

Não é à toa que, com toda propaganda e esforço só conseguiram até agora pouco mais de duas mil assinaturas para o seu abaixo-assinado internacional.

Gostaria de vê-los consultar os milhões de jovens da geração Bento XVI que aguardam, ansiosos e confiantes, que o Senhor, com a próxima fumaça branca que sair da Sistina exorcize o que ainda resta da "fumaça de Satanás" que eles ajudaram a inocular dentro da Igreja.

Autor: Padre Paulo Ricardo

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O adeus de um Papa

"Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio"

O Papa Bento XVI fez na manhã de hoje, 27/02, sua última Audiência Pública na praça de São Pedro, no Vaticano, antes de renunciar ao Ministério Petrino. Diante de uma assembleia de mais de 150 mil pessoas, disse estar feliz por enxergar a Igreja viva e que jamais se sentiu sozinho nesses oito anos de pontificado. O Santo Padre ainda recordou que a Igreja não pertence a ele, mas a Cristo, e por isso, ela jamais afundará, mesmo quando as águas estiverem agitadas. "Não abandono a cruz, sigo de uma nova maneira com o Senhor Crucificado, sigo a seu serviço no recinto de São Pedro", enfatizou.

A Audiência começou por volta das 10h40 locais (6h40 de Brasília). Ao aparecer na praça de São Pedro no papamóvel, Bento XVI foi ovacionado por uma multidão que gritava "Viva o Papa" e "Bento! Bento!". Claramente emocionado, passeou pela praça por quase 15 minutos, agradecendo aos fiéis que levantavam cartazes e o agradeciam. Foram distribuídos 50 mil ingressos para os peregrinos participarem da catequese, mas segundo as estimativas, o público presente era de mais de 150 mil pessoas.

O Papa ressaltou no seu discurso o significado do amor que se deve prestar à Igreja e a Cristo. "Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio", afirmou. Falando ao público de língua portuguesa, disse que "um papa não está sozinho na condução da barca de Pedro". "Embora lhe caiba a primeira responsabilidade, o Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e me sustentaram", declarou o pontífice.

Bento XVI convidou os fiéis a rezarem por ele e pelo próximo papa. Ele agradeceu a Deus por tê-lo guiado nesses oito anos de papado e pediu para que a Igreja amasse Jesus "com a oração e com uma vida cristã coerente". "Deus ama-nos, mas espera também que nós o amemos!", recordou. O Romano Pontífice falou também das várias cartas que recebeu de pessoas simples enquanto esteve à frente da Igreja nestes últimos anos. Afirmou que essas manifestações afetuosas permitiam "tocar com a mão o que é a Igreja", pois ela não é uma organização ou uma associação com fins religiosos ou humanitários, "mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que nos une a todos". "Experimentar a Igreja neste modo e poder assim com que poder tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor, é motivo de alegria, num tempo em que tantos falam do seu declínio", declarou o papa entre os aplausos dos fiéis.

Bento XVI assumiu a Cátedra de Pedro em 19 de abril de 2005, aos 79 anos de idade. Nesses oitos anos de pontificado, presidiu 348 audiências gerais, das quais participaram 4,9 milhões de pessoas até dezembro de 2012. Além disso, escreveu três encíclicas ( Deus caritas est, Spe salvi e Caritas in veritate), a biografia de Jesus, na aclamada trilogia "Jesus de Nazaré", participou de três Jornadas Mundiais da Juventude, sendo a última em Madrid, Espanha, com a presença de mais de dois milhões de jovens e fez mais de 50 viagens apostólicas por todo o mundo, incluindo o Brasil em 2007, quando veio para canonizar Frei Galvão e abrir a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

A partir das 20h (locais) de amanhã, 28/02, se inicia o tempo de Sé vacante, como estabeleceu o Papa Bento XVI no seu discurso em que anunciou a renúncia. Segundo o porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, Joseph Ratzinger continuará a usar o nome de Bento XVI e o título honorífico de "Sua Santidade". Ele deverá ser chamado de "Papa emérito" ou "Pontífice Romano Emérito". Já o seu anel papal deverá ser quebrado, como prescreve a tradição quando termina um pontificado. Bento XVI foi o primeiro papa a renunciar em quase 600 anos.

Autor: Equipe Christo Nihil Praeponere

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Assista ao vídeo da última audiência geral do Papa Bento XVI

O Papa Bento XVI na audiência geral de hoje, a última de seu pontificado, agradeceu a proximidade e o afeto que nas últimas semanas têm sido demonstrados pelos fiéis do mundo inteiro, do mundo político e da Cúria Romana. Diante de milhares de fiéis que se reuniram na praça de São Pedro, quis explicar mais uma vez a razão de deixar o pontificado. Nós últimos meses, diz Bento XVI, "senti que minha força diminuiu, e pedi a Deus fervorosamente em oração para que me iluminasse com a sua luz para tomar a decisão certa, não por mim causa, mas para o bem da Igreja."

Fonte: CTV - Centro Televisivo Vaticano

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Última audiência geral de Bento XVI

"Houve momentos em que as águas estavam agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir."

Cidade do Vaticano, 27 fev 2013 (Ecclesia) — Bento XVI concedeu hoje a última audiência pública do seu pontificado, que se conclui esta quinta-feira, e explicou que a sua renúncia se aplica ao “exercício ativo do ministério" do Papa, sem implicar um regresso à “privacidade". “Não regresso à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas fico de uma forma nova junto do Senhor crucificado; deixo de levar a potestade do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração permaneço, por assim dizer, no recinto de São Pedro", declarou, na sua catequese em italiano, perante mais de 150 mil pessoas, segundo estimativas do Vaticano.

Segundo Bento XVI, “amar a Igreja significa ter a coragem de fazer escolhas difíceis, sofridas, tendo sempre diante de si o bem da Igreja e não a si próprio". “Quem assume o ministério petrino já não tem qualquer privacidade. Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja, na sua vida é totalmente cortada a dimensão privada", precisou.

Agradecendo a presença “tão numerosa" de fiéis nesta audiência semanal, que ao longo dos anos do pontificado reuniu 5,1 milhões de pessoas, o Papa declarou recolher “tudo e todos na oração" para os confiar a Deus. “Neste momento, há em mim uma grande confiança, porque sei, sabemos todos nós, que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, a sua vida", prosseguiu, ao som das palmas dos presentes, agradecendo o dia de sol numa “manhã de inverno".

Bento XVI recordou o momento da sua eleição, a 19 de abril de 2005, e falou da “presença" de Deus que sentiu todos os dias neste ministério. “Foi uma parte do caminho da Igreja que teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos nada fáceis", confessou. “Houve momentos em que as águas estavam agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir, mas sempre soube que nessa barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é sua e a não deixa afundar", acrescentou.

O Papa declarou que não se sentiu “só" ao longo dos anos em que viveu a “alegria e o peso" do pontificado, deixando palavras de agradecimento aos cardeais, pela sua “amizade", aos seus colaboradores, à Diocese de Roma e ao “mundo inteiro". “Gostaria de agradecer do fundo do coração às várias pessoas de todo o mundo que nas últimas semanas me enviaram sinais comoventes de atenção, de amizade e de oração. Sim, o Papa nunca está só, experimento-o agora de novo de um modo tão grande que toca o coração", revelou. O Papa falou das cartas das “pessoas simples" que lhe escrevem como “irmãos e irmãs ou filhos e filhas", porque a Igreja não é “uma organização", uma “associação para fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo". “Deus guia a sua Igreja, levanta-a sempre, também e sobretudo nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão da fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo", concluiu. Bento XVI apresentou a sua renúncia no último dia 11, com efeitos a partir de quinta-feira, por causa da sua “idade avançada", abrindo caminho à eleição do seu sucessor. A última renúncia de um Papa tinha acontecido há quase 600 anos, com a abdicação de Gregório XII.


Fonte: fratresinunum.com