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Cristãs são sequestradas e forçadas a casar com muçulmanos no Paquistão

Tahira, de 21 anos, e Reema Bibi, de 20, foram sequestradas enquanto voltavam do trabalho e obrigadas ao casamento islâmico. Mais de mil casos parecidos acontecem todos os anos no país de maioria sunita.

Tahira, de 21 anos, e Reema Bibi, de 20, são duas mulheres cristãs paquistanesas que, em 2 de dezembro de 2015, foram abduzidas em uma região próxima de suas casas, em Sargodha, 250 quilômetros ao sul da capital Islamabad. Elas foram capturadas enquanto retornavam juntas do trabalho. Os dois sequestradores — Muhammad Mustafa, de 29, e Muhammad Kashif, de 30 — estupraram as jovens e forçaram as duas a se casarem com eles. Depois, foram mantidas em cativeiro em algum lugar da cidade de Islamabad.

A notícia é trazida pela Associação Cristã Anglo-Paquistanesa, um grupo que milita ativamente pela liberdade religiosa no Paquistão, monitorando as contínuas violações que acontecem aos direitos das minorias (especialmente as mulheres), sem que ninguém seja punido por nada. Casamentos forçados têm sido há anos um flagelo para essa nação muçulmana — e o problema está muito longe de ser devidamente resolvido.

O caso de Tahira e Reema é emblemático. Em 11 de fevereiro, Tahira conseguiu escapar da mão de seus sequestradores, mas o seu "marido" muçulmano preencheu um boletim de ocorrência junto à polícia, que imediatamente prendeu seis membros de sua família. Os parentes foram liberados graças à pressão de grupos de direitos humanos, mas as autoridades ordenaram à família que devolvesse Tahira ao seu "marido".

Um caso similar foi reportado alguns dias atrás pela mesma associação cristã. Fouzia Sadiq, de 30 anos, foi capturada e forçada a casar com o muçulmano dono da casa em que ela trabalhava como faxineira. Depois que conseguiu escapar, graças a uma colega, a polícia ordenou à família que entregasse a filha às autoridades, sob pena de que um de seus familiares fosse preso.

De acordo com uma pesquisa conduzida pelo Movimento pela Solidariedade e Paz (MSP-PK), todos os anos, pelo menos mil mulheres e jovens paquistanesas são forçadas ao casamento muçulmano e obrigadas a se converterem ao Islã. O número real, contudo, é certamente muito maior, já que muitos incidentes não são noticiados.

A pesquisa também descobriu que casamentos forçados geralmente seguem um padrão: as vítimas são mulheres entre 12 e 25 anos. Mesmo quando um caso vai à Justiça, as vítimas são ameaçadas e pressionadas por seus "maridos" e famílias a declarar que a sua conversão foi voluntária. As mulheres são geralmente violadas e forçadas a uma vida de prostituição, sofrem violência doméstica ou acabam terminando no mercado de tráfico humano. As que tentam se rebelar contra a situação são avisadas de que "agora são muçulmanas e que a punição por apostasia é a morte".

O presidente da Associação Cristã Anglo-Paquistanesa, Wilson Chowdhry, considera "apavorante" a frequência com que esses crimes vêm acontecendo em seu país. "Nossas jovens mulheres estão sendo oprimidas em relacionamentos brutais e degradantes para satisfazer aos prazeres de homens com mentes sórdidas e corrompidas", ele diz. "Esse crime debilitante só aumenta enquanto as autoridades paquistanesas intencionalmente fecham os olhos e asseguram a impunidade."

O tema dos casamentos forçados, na verdade, é apenas um dos vários assuntos que as minorias étnicas e religiosas do país têm que enfrentar, muitas vezes sem a representação política adequada para atender às suas demandas mais básicas.

Para Wilson Chowdhry, o problema no Paquistão é mais profundo e diz respeito às próprias raízes religiosas do país. Mais de 95% da população local é muçulmana, com a orientação de boa parte sendo o salafismo sunita radical. "Além disso, imãs no Paquistão ensinam que a conversão forçada acarreta bênçãos, criando uma falsa justificação moral para os criminosos muçulmanos", ele diz.

Também ajudam a ilustrar o extremismo no país as dezenas de milhares de muçulmanos que lotaram as ruas de Islamabad para prestigiar o funeral de Mumtaz Qadri, o atirador que assassinou, em 2011, o político Salman Taseer, governador paquistanês que pedia o fim da pena de morte por blasfêmia no país. Taseer se tornou alvo dos fundamentalistas islâmicos por defender Asia Bibi, a camponesa condenada à pena capital em 2010 pelo simples fato de ser cristã.

Depois de buscar água em um poço comum e ser constrangida por mulheres muçulmanas a mudar de religião, Asia Bibi teria respondido: "Cristo morreu na cruz pelos pecados da humanidade. O que Maomé fez por vocês?" Frases como essas são punidas com a morte pela lei islâmica — e tal legislação tem o respaldo popular no Paquistão. Enquanto jogavam flores sobre o caixão de Qadri, a multidão gritava palavras de ordem assustadoras, para dizer o mínimo: "Qadri, seu sangue trará a revolução" e "A punição para um blasfemador é a decapitação".

"Os cristãos enfrentarão um longo período de incerteza enquanto o país fica de luto pela perda de um assassino", escreve Wilson Chowdhry. "A verdade que emerge desse apoio criminoso a um assassino conhecido é que o ódio às minorias está arraigado na sociedade paquistanesa. Advogados de um extremo ao outro do país mantiveram dois dias de luta em simpatia por Mumtaz Qadri, o que ilustra claramente que muitos na elite mantêm posições fundamentalistas", conclui.

Com informações de Asia News | Por Equipe CNP

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Assassinada no Paquistão porque se negou a dormir com muçulmanos

“Como vocês ousam fugir de nós?”, teriam perguntado os criminosos, antes de matarem Kiran Masih, de 17 anos. “Garotas cristãs só existem para uma coisa, para o prazer dos homens muçulmanos.”

Uma jovem cristã de 17 anos foi brutalmente assassinada no Paquistão porque se recusou a manter relações sexuais com jovens muçulmanos. O caso aconteceu na noite do dia 13 de janeiro, em um bairro de classe alta da cidade de Lahore, extremo leste do país.

Kiran Masih, de 17, Shamroza, de 18, e Sumble, de 20 anos, voltavam do trabalho para casa, na comunidade cristã de Baowala, quando foram abordadas por quatro muçulmanos, aparentemente alcoolizados, dentro de um carro. Um deles fez comentários insinuantes e ofensivos às jovens, dizendo que elas entrassem no carro para "um passeio e um pouco de diversão". Elas explicaram que eram cristãs e não praticavam sexo fora do matrimônio, recusando energicamente a proposta dos rapazes.

A reação delas despertou a ira dos muçulmanos, que ameaçaram levá-las à força para dentro do carro. Aterrorizadas pela situação, que ia ficando cada vez mais perigosa, as garotas começaram a correr, em um surto de pânico. Isso só aumentou a raiva dos agressores, e um deles gritou: "Como vocês ousam fugir de nós? Garotas cristãs só existem para uma coisa, para o prazer dos homens muçulmanos."

Os homens conduziram o carro com violência em direção às garotas e atropelaram as três. Shamroza e Sumble foram jogadas para o lado e caíram com força no chão: a primeira quebrou algumas costelas e a outra teve uma fratura no quadril. Kiran, porém, teve menos sorte. O impacto do carro a arremessou para cima e ela caiu em cima do capô do veículo. Percebendo que outro carro vinha atrás deles, o veículo saiu em disparada, lançando com nova violência o corpo da jovem ao chão. Ela teve um traumatismo craniano e vários de seus ossos quebrados. O resultado foi uma hemorragia interna que a matou em questão de minutos.

Os detalhes do crime foram obtidos por Naveed Aziz, correspondente de uma associação cristã no Paquistão. Ele visitou as casas das vítimas, que estão "abaladas" e "inconsoláveis pela perda da amiga próxima".

Os familiares pedem justiça, mas, dada a condição abastada dos jovens que praticaram o crime e o alto nível de corrupção das instituições, são remotas as esperanças de que a investigação siga adiante e traga algum resultado. Para Wilson Chowdhry, presidente da British Pakistani Christian Association, não há dúvidas de que o crime permanecerá impune:

"Em qualquer outra nação, os criminosos teriam sido presos, condenados por homicídio e sentenciados a uma longa pena. No Paquistão, contudo, só os pobres vão para a prisão e os ricos cometem o crime que quiserem sem punição. A violência contra os cristãos é raramente investigada e altamente improvável de ser enfrentada com justiça. O padrão nesses casos é que os cristãos paguem um suborno para os policiais cumprirem o seu dever, e que os criminosos ofereçam mais subornos para a polícia parar a investigação."

O assassinato de Kiran evidencia a condição de inferioridade em que são tratadas as mulheres na cultura islâmica. Estatísticas de uma ONG muçulmana estimam que, "todos os anos, cerca de 700 mulheres cristãs no Paquistão são sequestradas, estupradas e forçadas ao casamento muçulmano". "São quase dois casos por dia e o mundo não faz nada", comenta Wilson Chowdhry. "Alguns imãs imorais chegam a declarar que tais atos de conversão por meio da violência são recompensados no céu".

Impossível não relacionar essa ideia, que o jornalista considera "aterrorizante", à crescente onda de abusos sexuais que tem invadido a Europa nos últimos meses. Na véspera do Ano Novo, como se sabe, mulheres de várias cidades da Alemanha foram alvo de abusos sexuais por parte de homens "de ascendência árabe e norte-africana". O clérigo de uma mesquita salafista de Colônia, porém, não se surpreende "que os homens quisessem atacá-las". Para o clérigo, a culpa é "das próprias mulheres, porque estavam seminuas e usando perfume".

Curiosamente, esse comentário deplorável, que faria as feministas rasgarem as vestes no Ocidente, está sendo cuidadosamente ignorado pela mídia do mundo inteiro. O motivo? Os jornais têm que levar adiante a farsa do "multiculturalismo", custe o que custar; têm que incutir na cabeça das pessoas que "tanto vale uma religião quanto outra" ou que "qualquer cartilha moral é válida" – bem à moda do "relativismo religioso" que São João Paulo II tanto denunciou em seu magistério [1]. Enquanto isso, a honra e a dignidade das mulheres é ultrajada, sem que ninguém consiga propor uma solução efetiva para o problema que já toma proporções cada vez maiores. De fato, "a caridade, sem verdade, cai no sentimentalismo" [2].

"Quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar e disse: 'Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz!'" (Lc 19, 41-42). Que a Europa seja capaz de redescobrir os valores que lhe podem "trazer a paz". Que as mulheres retomem a consciência da sua dignidade e mostrem ao mundo que não foi "para o prazer" dos homens que elas foram criadas, mas para serem filhas de Deus e habitantes do Céu! "Sem identidade" [3], sem essa sadia visão do feminino e do ser humano – que os próprios europeus perderam, antes mesmo que os muçulmanos as tomassem –, não há salvação nem para a Europa, nem para lugar nenhum.

Por Equipe CNP | Com informações de BPC Association

Referências

  1. Papa João Paulo II, Carta Encíclica Redemptoris Missio (7 de dezembro de 1990), n. 36.
  2. Papa Bento XVI, Carta Encíclica Caritas in Veritate (29 de junho de 2009), n. 3.
  3. Papa Francisco, Discurso com os líderes de outras religiões na Albânia (21 de setembro de 2014): "Sem identidade, não pode haver diálogo."

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Câmera secreta denuncia comércio de partes de bebês abortados nos EUA

Diretora de rede de abortos revela como faz para obter os órgãos intactos das crianças e burlar a lei federal norte-americana

Uma câmera escondida flagrou uma líder nacional da organização Planned Parenthood – a maior rede de clínicas de aborto dos Estados Unidos – admitindo o procedimento ilegal de aborto "por nascimento parcial", realizado com a finalidade de vender órgãos e tecidos de fetos abortados.

Deborah Nucatola é diretora sênior de serviços médicos da Planned Parenthood desde fevereiro de 2009. Por seu cargo na empresa, ela acompanha práticas de todas as filiais da organização em todo o mundo. Trabalhando há mais de uma década nesse negócio, Nucatola também realiza abortos de até 24 semanas em Los Angeles.

No vídeo, ela se encontra com investigadores, disfarçados de compradores de uma companhia de biologia humana, em 25 de julho de 2014.

Enquanto casualmente degusta um vinho e come uma salada, Dra. Nucatola revela cobrar de 30 a 100 dólares por espécime e diz que a principal demanda são os fígados das crianças – ainda que "muitas pessoas queiram corações intactos ultimamente" e ela tenha recebido pedidos por pulmões e "membros inferiores".

Ela conta que tem "uma reunião no começo do dia" para determinar quais as partes do corpo humano requeridas pelos consumidores e de quais bebês de pacientes daquele dia eles poderão colher o que precisam. Então, os médicos da Planned Parenthood adaptam o procedimento de aborto, a fim de assegurar que aqueles órgãos específicos não sejam destruídos. "Por essa razão, maior parte dos provedores fará isso sob guia de um ultrassom, para saber onde eles estão colocando o fórceps", ela diz.

Nucatola também afirma que, enquanto os aborteiros estão desmembrando a criança, eles decidem: "Eu não vou destruir essa parte. Vou basicamente quebrar embaixo, em cima e ver se consigo pegar tudo intacto."

A fim de conseguir órgãos intactos, ela chegou a descrever como ela mesma e outros realizam a prática ilegal do aborto "por nascimento parcial".

"Algumas pessoas – ela diz, tomando outra taça de vinho – tentarão mudar a imagem na tela, para que não seja vertex [a cabeça primeiro]. Então, se você faz isso começando pela imagem de trás, que é, geralmente, a última etapa, você pode fazer sair um intacto calvarium [a cabeça] no final."

Em 2003, o presidente George W. Bush assinou uma lei – chamada de Partial-Birth Abortion Ban Act – tornando crime federal o aborto "por nascimento parcial".

Mas – revela Nucatola aos investigadores –, sempre há um jeito de burlar a lei. "A proibição do aborto parcial é uma lei e leis podem ser interpretadas. Então, se eu digo que no primeiro dia não tenho a intenção de fazer isso, o que acontece no fim não importa."

Ela admite que os aborteiros da Planned Parenthood tomam bastante cuidado para não aparecer lucrando com a venda de partes de fetos abortados. "Eles querem fazer isso de um modo que não se perceba, para que não se diga: 'A clínica está vendendo tecido. Essa clínica está tirando dinheiro disso.'"

A prudência criminosa da organização se deve ao fato de que, nos Estados Unidos, também o tráfico de partes do corpo humano é um crime federal, punível com 10 anos de detenção e até 500 mil dólares de multa.

Em outro vídeo, os investigadores encontram a diretora executiva da Planned Parenthood, Cecile Richards, e agradecem-na pela ajuda de Nucatola para adquirir partes de bebês não nascidos. "Ó, que bom", ela responde. "Ótimo. Ela é muito boa".

O vídeo em questão é fruto de um investigação de quase três anos da organização Center for Medical Progress. Depois da divulgação do vídeo, líderes pró-vida exigiram imediatamente que se tome providências contra a Planned Parenthood. "Esse vídeo documenta a chocante verdade sobre o modelo comercial terrível e desumano de Planned Parenthood", denunciou Dr. Charmaine Yoest, presidente da organização Americans United for Life (AUL). "Sob a administração de Cecile Richards, os ultrassons no ventre materno diminuíram [1], o número de abortos aumentou e os lucros cresceram, já que até mesmo os corpos dos não nascidos se tornaram algo a mais para vender. Nós pedimos uma investigação imediata dessas atrocidades por parte do Congresso. Tão importante quanto, é hora de cortar o financiamento do governo a Planned Parenthood [2]. O contribuinte americano não deve ser envolvido em um negócio de aproveitadores tão cruéis".

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução e adaptação: Equipe CNP

Referências

  1. Desde 1973, quando da decisão Roe vs. Wade, o aborto não é criminalizado nos Estados Unidos. A partir de meados da década de 1990, no entanto, vários estados americanos têm agido para tornar a ultrassonografia parte obrigatória do serviço de aborto, em uma tentativa de mostrar às mulheres a humanidade do feto e dissuadi-las de realizarem aborto.
  2. Cf. How Obamacare Funds the Nation's Largest Abortion Provider, The Daily Signal, September 29, 2014.

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A apologia ao infanticídio nos meios universitários

Apesar de chocante, muitas universidades estão apoiando pesquisas pró-infanticídio nos últimos anos

O caso do Dr. Kermit Gosnell - que segue sob julgamento nos Estados Unidos - chocou a opinião pública no mês passado por tamanha crueldade dos crimes. O médico responde à acusação de pelo menos oito homicídios, sendo sete de crianças recém nascidas, após tentativas frustradas de aborto. Kermit Gosnell era dono de uma clínica de abortos na Filadélfia e seus métodos de abortamento espantaram até mesmo os defensores da causa. As crianças nascidas vivas tinham o pescoço perfurado pelo médico. Segundo depoimentos de testemunhas que trabalharam com o acusado, o número de assassinatos de bebês ultrapassa a casa dos 100.

Bebês assassinados na clínica do médico da morte Kermit Gosnell

Por outro lado, se os crimes de Gosnell podem provocar indignação, não faltam aqueles que tentam justificá-lo, mesmo no campo da "bioética". Em março de 2012, uma dupla de "especialistas" publicou um artigo no periódico britânico "Journal of Medical Ethics", intitulado "Aborto pós-natal: por que o bebê deveria viver?". O paper de Alberto Giublini e Francesca Minerva defendia abusivamente o direito dos pais, sobretudo das mães, de tirarem as vidas de seus filhos logo após o parto, caso considerassem ser esta a melhor solução para algum tipo de sofrimento psicológico. Após a repercussão negativa do trabalho na imprensa mundial, Giublini e Minerva - ambos filósofos da Universidade de Melbourne, Austrália - fizeram um pedido de desculpas público e disseram que a discussão deveria ter sido mantida no âmbito acadêmico.

A afirmação é no mínimo reveladora. Ao declararem que a discussão deveria ter ficado restrita ao público familiarizado com o tema, Giublini e Minerva trouxeram à tona um dado que talvez passasse despercebido por muita gente: o estudo para legitimação do infanticídio dentro das universidades. Na época da controvérsia, o editor-chefe do “Journal of Medical Ethics", Julian Savulescu, chegou a defender os dois especialistas, argumentando por meio de um editorial que cerca de 100 artigos já haviam sido publicados sobre o assunto, alguns a favor e outros contra. Além disso, Savulescu afirmou que o debate está ativo há pelo menos 40 anos. Ou seja, existe dentro das universidades uma linha de estudo incisivo sobre a questão ética da prática do infanticídio. Essa linha, de acordo com Alberto Giublini e Francesca Minerva, parte do conceito de pessoa ligado à tese do doutor Michael Tooley, filósofo da Universidade de Princeton e professor na universidade de Colorado, nos Estados Unidos.

Os apologistas do infanticídio: Francesa Minerva e Alberto Giublini

Neste prisma, a sentença de Hugo von Hofmannsthal de que "nada está na realidade política de um país se não estiver primeiro na sua literatura" é de uma verdade acachapante. Se leis iníquas estão em curso nas Câmaras dos Deputados, Senados e Supremas Cortes é porque antes um grupo de "estudiosos" - muitas vezes financiados por fundações filantrópicas - preparou o terreno para que elas fossem semeadas no debate público. Foi assim que o comunismo e o nazismo subiram ao poder e será assim com outros regimes totalitários e políticas ditatoriais.

Ora, se matar crianças nos ventres de suas mães é permitido, por que não o seria logo depois do parto? Apesar de essa lógica ser perversa, é ela justamente o carro chefe da legalização do infanticídio que se propõe dentro das universidades, esses lugares que deveriam ser o âmbito da promoção da vida e da verdade. Assim, vê-se na prática o resultado dessas pseudo-ciências: casos abomináveis como o do Dr. Kermit Gosnell e a tolerância escandalosa do governo brasileiro à prática de infanticídio em tribos indígenas, algo que já foi fruto de denúncias inclusive de um jornalista australiano, Paul Raffaele, numa audiência pública na Comissão de Direitos Humanos em novembro do ano passado.

É vergonhoso, por conseguinte, perceber a instrumentalização da ciência para fins contrários à dignidade humana, mesmo após catástrofes semelhantes como as de Auschwitz e Camboja. As universidades, que na Idade Média - "Idade das Trevas" na língua dos inimigos da Igreja - produziam um Hugo de São Vítor, um Santo Tomás de Aquino, hoje se transformaram em fábricas de Pol Pots, Mao Tsé Tungs e Hitlers. É claro que não se pode generalizar, nem é essa a intenção, mas fatos como esses servem, sim, para se perguntar qual é realmente a Idade das Trevas, a da Suma teológica ou a das teses em defesa do infanticídio?

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A mentira do aborto seguro

O julgamento do Dr. Kermit Gosnell e as denúncias contra clínicas da IPPF desmascaram a falácia do aborto seguro

Réplica de um bebê de 12 semanas de vida

Você consegue identificar a imagem acima? Trata-se da réplica de um bebê na 12a semana de gestação. Como se pode observar, é um ser humano em desenvolvimento, que já apresenta todas as características para defini-lo como tal. Ninguém que tenha o mínimo de sensibilidade poderia negar que aquele ser pertence à espécie humana e que possui seu valor. No entanto, há quem professe o contrário e advogue a morte dessas criaturas por serem, talvez, "biologicamente" inferiores.

A recente decisão do Conselho Federal de Medicina de defender a legalização do aborto até a 12a semana de gestação é, neste sentido, no mínimo embaraçosa. Primeiro, porque a ideia de aborto "legal e seguro" é falaciosa, pois ele sempre resulta em uma morte. Segundo, porque os números de abortos apresentados pelo SUS estão muito aquém daqueles propagados pelos grupos pró-escolha, na intenção de criar um alarme sobre a saúde pública. Além disso, como questiona a Dra. Lenise Garcia neste debate na TV Câmara, "o que se muda da 12a semana para 13a terceira pra que na 12a ele (o feto) não seja pessoa e na 13a terceira ele seja?"

Na verdade, o que se pode observar é que propostas deste naipe funcionam mais como um navio quebra-gelo para que, aos poucos, sejam introduzidas novas possibilidades de abortamentos "seguros". Foi assim que aconteceu em outros países como Espanha e Portugal que hoje sofrem com uma quantidade imensa de garotas que já se submeteram ao aborto. Isso cria uma falsa sensação de segurança e o aborto passa a ser usado como método contraceptivo e motor de indústrias do ramo.

Assim, quando se cria uma cultura da morte, não importa se o aborto será "seguro" ou "inseguro", desde que ele seja feito. É o que ocorre, por exemplo, no caso da pirataria. As moças que não recebem apoio em caso de gravidez indesejada irão procurar o primeiro picareta que estiver disposto a arrancar o filho de seu útero. E se o Estado é negligente mesmo agora em que a lei proíbe o aborto, que dirá se ele for legalizado? Quem impedirá essas mulheres de caírem nas mãos de maus médicos e oportunistas?

Dr. Kermit Gosnell

O alarme deve ser tocado, sobretudo quando ocorre nos Estados Unidos um dos julgamentos mais dramáticos dos últimos anos. O caso do Dr. Kermit Gosnell, acusado de matar bebês nascidos vivos, após tentativas de abortos mal sucedidos, em sua clínica na Filadélfia, Estado da Pensilvânia. Gosnell atendia mulheres que queriam abortar mesmo depois da 24a semana de gestação, algo proibido pela lei estadual. Não bastasse isso, além de não ser obstreta, nem ginecologista, o médico realizava os procedimentos em péssimas condições higiênicas e sanitárias.

Os métodos usados por Kermit Gosnell eram, no mínimo, chocantes. Segundo relatos de um ex-funcionário do aborteiro, quando a criança nascia viva, o médico a decapitava, perfurando a parte de trás do pescoço, a fim de cortar a medula espinhal da criança. A polícia encontrou no local restos de 45 bebês, alguns em latas de leite ou garrafas de água. Apesar da importância do processo para o debate público sobre a questão, a mídia, de forma geral, quase não tem dado atenção ao assunto.

A Planned Parenthood (IPPF) - a multinacional do aborto - também está na mira das autoridades, desde que uma série de acusações sobre más condições de suas clínicas surgiram no Estado de Delaware, Estados Unidos. De acordo com relatos de ex-enfermeiras da IPPF, publicados no portal Frontpage Mag, "Planned Parenthood precisa fechar suas portas, precisa ser limpa".

"Aquilo simplesmente não é seguro, não tenho como descrever o quão ridiculamente inseguro é", declarou a enfermeira Jayne Mitchell-Werbrich, que trabalhou no local. De acordo com ela, até as mesas de cirurgias onde as pacientes se deitavam não eram higienizadas, sequer limpas. O mesmo alegou outra ex-enfermeira da clínica, Joyce Vasikonis: "Eles (os pacientes) podem pegar hepatite, até AIDS".

Esses exemplos são suficientemente claros para perceber o malicioso engodo da campanha pelo aborto "legal e seguro". Além da crueldade contra as crianças que serão vítimas desse crime, as mulheres estarão submetidas a tratamentos duvidosos que podem produzir sequelas para o resto da vida. Há que se questionar, portanto, as reais intenções desses grupos pró-escolha que, como se sabe, são fartamente financiados por fundações internacionais interessadas no controle da natalidade. O que parece é que se quer obter lucros à custa da miséria e do sofrimento dos menos favorecidos. Isso não é preocupação com a saúde pública, isso se chama oportunismo!

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Links

  1. Participação Popular discute aborto até o terceiro mês de gestação
  2. O julgamento de um monstro e a omissão da grande mídia nos EUA
  3. Delaware Planned Parenthood halts abortions while under investigation