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O segredo de Fulton Sheen: uma hora de adoração diária ao Santíssimo Sacramento

Perguntado certa vez sobre o que motivava o seu apostolado, o bispo Fulton Sheen deu uma resposta surpreendente. Sua fonte de inspiração não era nem um Papa, nem um bispo, nem algum padre ou religiosa, mas o martírio de uma criança. Conheça essa história.

Poucos homens da história recente da Igreja exerceram tamanha influência espiritual sobre as almas quanto o bispo norte-americano Fulton Sheen. Autor de inúmeros livros e pioneiro na evangelização pela TV, as suas aulas e pregações mudaram a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

O que fez esse homem de Deus tão especial, além de seu intelecto afiado e de sua profunda humildade, foi a oração. Ele geralmente dizia que o segredo para o seu grande sucesso em ganhar almas para Cristo era que, todos os dias de sua vida, ele separava uma hora de adoração diante do Santíssimo Sacramento – a "Hora Santa".

Fulton Sheen chamava esse momento que tinha com Deus de "hora do poder" e o propósito de todas as suas conversas era sempre inspirar a todos, padres e leigos, a fazer uma Hora Santa diária diante de Jesus Sacramentado. Ele citava Jesus no Evangelho, dizendo que quem quer que permanecesse em uma hora de união com Ele, presente no Santíssimo Sacramento, "daria muito fruto" (Jo 15, 5).

Ele mesmo experimentou esses frutos em sua vida apostólica. Quando pregava, todos o escutavam, mesmo quem não era católico. Sua mensagem era ao mesmo tempo cativante e transcendente.

Alguns meses antes de sua morte, ele foi entrevistado em cadeia nacional de televisão. Uma das questões que lhe fizeram foi:

"Vossa Excelência tem inspirado milhões de pessoas em todo o mundo. E o senhor? Quem o inspirou? Foi talvez um Papa?"

Surpreendemente, Fulton Sheen respondeu que quem o tinha inspirado não foi nem um Papa, nem um cardeal, nem outro bispo, nem mesmo um padre ou uma religiosa, mas uma garotinha chinesa, de nove anos de idade.

Ele explicou que, quando os comunistas tomaram o controle da China, um sacerdote foi encarcerado em sua própria casa paroquial, próxima à igreja.

Trancado, o padre se horrorizou ao olhar para o lado de fora da janela e ver os comunistas se aproximando da igreja, entrando no santuário e violando o sacrário. Em um ato de abominável profanação, eles pegaram o cibório e lançaram-no ao chão, espalhando no chão todas as Hóstias Consagradas que estavam dentro. O padre sabia exatamente quantas espécies havia no cibório: trinta e duas.

Quando os comunistas saíram, eles não perceberam (ou não prestaram atenção) que uma menininha rezava na parte de trás do templo, depois de ter presenciado tudo.

Naquela mesma noite, ela voltou. Sem que os guardas na casa paroquial a notassem, ela entrou na igreja. Ali, fez uma hora santa de oração e um ato de amor em reparação por aquele sacrilégio. Depois, entrou no santuário, ajoelhou-se, inclinou a cabeça e, com a língua, recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. Não era permitido aos leigos, à época, tocar a Hóstia Consagrada com as mãos.

A garotinha continuou voltando todas as noites para fazer sua hora santa e receber Jesus na Sagrada Comunhão, diretamente na língua. Na trigésima segunda noite, depois de consumir a última hóstia, ela acidentalmente fez um barulho e acordou o guarda que estava dormindo. Ele correu atrás dela, capturou-a e bateu nela até a morte com a coronha do seu rifle.

Esse ato heroico de martírio foi presenciado pelo sacerdote, que assistiu a tudo, aflito, da janela de seu quarto.

Quando Sheen ouviu essa história, ele ficou tão impressionado que prometeu a Deus fazer uma hora santa de oração diante de Jesus no Santíssimo Sacramento todos os dias de sua vida. Se aquela pequena criança chinesa tinha arriscado a sua vida para expressar o seu amor por Jesus Eucarístico, com uma hora santa e uma Comunhão, então, o bispo pensou que aquilo era o mínimo que ele poderia fazer. Se aquela frágil menina tinha dado um testemunho tão maravilhoso da presença real de nosso Salvador no Santíssimo Sacramento, o bispo sentiu-se praticamente obrigado a imitá-la.

A partir de então, Fulton Sheen começou a falar publicamente sobre o amor de Deus no Santíssimo Sacramento. Seu único desejo era trazer o mundo ao Coração ardente de Jesus no sacramento da Eucaristia. A garotinha havia lhe mostrado o que realmente significavam zelo e coragem, como a fé podia superar todo medo, como o verdadeiro amor por Jesus Eucarístico deve transcender a própria vida.

O que aquela mártir anônima fez é uma versão moderna do que fez a bem-aventurada Virgem Maria, quando permaneceu com o seu amado Filho aos pés da Cruz. Ficar com Jesus no Santíssimo Sacramento hoje é o mesmo que permanecer com Ele diante da Cruz. No Calvário, Ele foi abandonado, até por Seus amigos, os Seus próprios discípulos fugiram de medo. Só a Sua mãe, o discípulo amado e Maria Madalena testemunharam a sua fé e o seu amor.

Hoje, Nossa Senhora está chamando todos os seus filhos que lhe são consagrados ao mesmo testemunho de fé e de fervorosa caridade. O seu desejo é que todos venham adorar o seu Filho, presente no Santíssimo Sacramento do altar.

A Beata Madre Teresa de Calcutá dizia que a adoração perpétua é o que vai renovar a Igreja e salvar o mundo. Quando fazemos aqui o que é feito no Céu, adorando a Deus perpetuamente, então acontecem novos céus e nova terra (cf. Ap 21, 1). Jesus foi zombado e crucificado por dizer que era Rei. Quando sua Esposa, a Igreja, finalmente proclama Seu reinado e presta-Lhe a honra que Ele merece por meio da adoração perpétua, então Ele vem e estabelece o Seu Reino no mundo.

O homem está para além de uma solução humana. O que ele precisa é de uma intervenção divina. Abram-se, pois, os nossos olhos e dobrem-se os nossos joelhos diante de tão grande mistério: Deus, que desce todos os dias aos altares, no Santíssimo Sacramento; Deus, que se faz "prisioneiro de nosso amor", em todos os sacrários do mundo inteiro; Deus, que quer Se doar às nossas almas, na Sagrada Comunhão.

Não resistamos mais ao Seu amor! "Vinde, adoremos", depressa, o Tão Sublime Sacramento!

Adaptado de The Cardinal Kung Foundation | Por Equipe CNP

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Liturgia: Mistério da Salvação - Parte III

Neste terceiro artigo sobre os ensinamentos de Monsenhor Guido Marini a respeito da liturgia, o texto reflete sobre adoração e união com Deus na Santa Missa

Na adoração eucarística o homem reconhece a beleza do Senhor e tende a glorificá-lo, colocando-se de joelhos e em atitude de plena comunhão. Ali no altar reside Deus, o Santo dos Santos, que se fez carne para nutrir a alma e o coração da humanidade durante a sua peregrinação nesta terra, assim como o maná do céu nutriu o povo que caminhava no deserto. E é por isso que o Bem-aventurado João Paulo II fez questão de enfatizar na sua Encíclica Ecclesia de Eucharistia que "a Igreja vive da Eucaristia". Sem uma, a outra não pode existir.

Com efeito, complementa o mestre de cerimônias pontifícias, Monsenhor Guido Marini, "diante da beleza indizível da caridade de Deus, que toma forma no mistério do Verbo encarnado, morto e ressuscitado em nosso favor, e que encontra na liturgia a sua manifestação sacramental, não nos resta outra coisa senão permanecer em adoração". E aqui cabe lembrar aquela belíssima oração ao Cristo Eucarístico que o Anjo de Portugal ensinou aos três pastorinhos, antes da aparição da Virgem Maria em Fátima: "meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam".

Sendo a Missa, portanto, o lugar do encontro com Deus nas espécies eucarísticas, é de suma importância que todos os sinais da liturgia conduzam à adoração. E isso, observa Marini, inclui "a música, o canto, o silêncio, a maneira de proclamar a Palavra de Deus e o modo de rezar, as vestes litúrgicas e objetos sagrados, como também o edifício sagrado no seu complexo". Tudo deve ser belo, pois Deus é belo. Não se trata, porém, de esteticismo ou espetáculo, mas de conceder a Deus o seu devido culto, uma vez que na liturgia deve resplandecer o mistério da beleza do amor de Deus. É o que praticaram santos como São João Maria Vianney e São Josemaria Escrivá que, não obstante à vida de pobreza e imensa caridade, sempre buscaram celebrar a Eucaristia com os melhores paramentos possíveis. Eis o que ensina também o Papa Emérito Bento XVI:

"As nossas liturgias da terra, inteiramente dedicadas a celebrar este gesto único da história, nunca conseguirão expressar totalmente a sua densidade infinita. Sem dúvida, a beleza dos ritos jamais será bastante requintada, suficientemente cuidada nem muito elaborada, porque nada é demasiado belo para Deus, que é a Beleza infinita. As nossas liturgias terrenas não poderão ser senão um pálido reflexo da liturgia que se celebra na Jerusalém do céu, ponto de chegada da nossa peregrinação na terra. Possam, porém, as nossas celebrações aproximar-se o mais possível dela, permitindo-nos antegozá-la!" (Cf. Homilia durante a celebração das Vésperas na Catedral de Notre Dame, Paris, 12 de Setembro de 2008)

É exatamente nesta perspectiva que se insere a decisão de Bento XVI de, a partir de 2008, distribuir a Sagrada Comunhão diretamente na língua dos fiéis de joelhos. Ora, o próprio Santo Agostinho advertia: "ninguém come desta carne, sem antes adorá-la". Ademais, é importante salientar que a comunhão na boca e de joelhos é um direito dos católicos assegurado pela Santa Sé: "todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento", (nº 92; vid. ainda Missale Romanum, Institutio Generalis, nº 161). A isso também se soma a lição da Exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis que "receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração diante daquele que recebemos" (n. 66)

Por outro lado, algumas teologias difundiram em vários ambientes uma ideia um tanto quanto materialista acerca do Sacramento da Comunhão, como se não fosse necessário adorá-lo, somente comê-lo. Há também a acusação de que a adoração obscureceria a dimensão social da caridade. Todavia, a história dos santos mostra uma realidade totalmente diversa. Basta pensar nas horas em que Madre Teresa gastava à frente do sacrário para se desfazer esse pensamento equivocado. Na verdade, novamente explica Guido Marini, "somente através de uma renovada adoração do mistério de Deus em Cristo, mistério que toma forma no ato litúrgico, poderá brotar uma autêntica comunhão fraterna e uma nova história de caridade, conforme a fantasia e heroicidade que só a graça de Deus pode doar aos nossos pobres corações".

Neste sentido, o Papa Francisco deu um belo exemplo a toda a Igreja, quando a 2 de junho convocou uma adoração eucarística universal, na qual dioceses do mundo inteiro se reuniram para adorar o Senhor no mesmo horário que o seu vigário. Como não recordar o belíssimo hino de Santo Tomás de Aquino, Adoro te devote? Adorar a Cristo com devoção significa reconhecer Nele o bondoso pelicano, aquele que lava a sujeira do mundo com o próprio sangue, sendo uma só gota capaz de salvar todo o mundo e apagar todo pecado.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

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Vaticano apresenta: Adoração eucarística e dia em defesa da vida

O evento será "uma hora de oração plena, de comunhão fraterna e sustento à fé de todos"

Realizou-se na manhã desta terça-feira, 28, na Sala de Imprensa da Santa Sé, um encontro com os jornalistas para a apresentação da 'Solene Adoração Eucarística com transmissão simultânea para todo o mundo' e o Dia da Evangelium Vitae.

Os dois eventos inserem-se nas iniciativas do Ano da Fé, às quais já aderiram mais de 4 milhões de peregrinos. A Adoração Eucarística será realizada na Basílica de São Pedro, no próximo domingo 2 de junho, das 17 às 18 horas (horário italiano - 12h no Brasil) e o Dia da Evangelium Vitae, em 15 e 16 de junho.

A TV Canção Nova fará a transmissão ao vivo da adoração com o Papa neste domingo.

O Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Arcebispo Rino Fisichella, falou sobre o significado destes dois eventos. "A expressão que usamos para dar significado a este evento é 'Um só Senhor, uma só fé", para testemunhar o sentido de profunda unidade que caracteriza este momento. Será um evento que pela primeira vez realizar-se-á na história da Igreja e temos motivos para defini-lo como 'histórico'".

Em todas as latitudes, o povo de Deus estará sintonizado com Roma, em comunhão com o Papa. "Será uma hora de oração plena, de comunhão fraterna e sustento à fé de todos".

O Papa Francisco indicou duas intenções para este momento de oração que foram recordadas por Dom Fisichella.

Primeira: "Pela Igreja espalhada em todo o mundo e hoje em sinal de unidade, recolhida na Adoração da Santíssima Eucaristia".

Segunda: "Por todos aqueles que nas diversas partes do mundo vivem no sofrimento devido às novas formas de escravidão e são vítimas de guerras, do tráfico de pessoas, do narcotráfico e do trabalho escravo; pelas crianças e mulheres que são submetidas a qualquer tipo de violência".

O Presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização ilustrou a seguir o outro aguardado evento que será realizado nos dias 15 e 16 de junho, com o tema "Acreditando, tenham vida". "Chamamos o encontro de Evangelium Vitae para certificar toda a grande temática que se desenvolve em torno do compromisso da Igreja na promoção, respeito e defesa da dignidade da vida humana".

O calendário dos dois acontecimentos - dos quais participarão fiéis de todo o mundo -, prevê a Missa dominical, celebrada pelo Papa Francisco na Praça São Pedro, às 10h30 (horário italiano) com 'todo o povo da vida' e com todos os doentes presentes na celebração. Na manhã do sábado, as catequeses em várias línguas nas diversas igrejas de Roma e à tarde, a peregrinação ao Sepulcro de São Pedro, a Confissão e a Adoração Eucarística. Às 20h30, a caminhada com velas na Via da Conciliação para 'chamar a atenção sobre o tema da vida humana e do seu valor intangível'.

Fonte: Canção Nova