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112. Correção do episódio "Uma pessoa aidética pode contrair matrimônio?"

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No programa Resposta Católica nº 99, de mesmo título, houve um equívoco de informação. Não se trata de equívoco doutrinal, ou seja, a posição da Igreja acerca do assunto está corretamente informada. O problema se deu nos exemplos utilizados, mormente nos trinta últimos segundos do vídeo.

A hipótese errônea foi esta: o casal, em que ambos os cônjuges sejam portadores do vírus do HIV e estéreis, poderia consumar o matrimônio e exercer a vida sexual, pois, nesse caso, o ato não se torna imoral e nem ilícito já que não haveria a possibilidade de contaminar os filhos.

Contudo, segundo informações médicas recebidas após a veículação do programa, infelizmente, não se trata de algo tão simples assim. Existem diversos tipos de vírus HIV e nem todos que contraíram o vírus estão no mesmo nível de contaminação e, assim, poderiam sim prejudicar-se mutuamente.

Diante deste dado científico é preciso retornar então à moral católica e esta é clara ao dizer que se existe risco de prejuízo para um dos pares, o ato sexual se torna imoral.

O que se discute também, nesse programa, é a respeito da licitude do matrimônio. Se um casal, no qual um dos cônjuges é portador do vírus, contrair o matrimônio mesmo sabendo disso, o sacramento tem validade. Trata-se de algo imoral do ponto de visto católico, mas o sacramento é válido. Algumas pessoas questionaram a moralidade católica com respeito à esterilidade. Quando os dois cônjuges são estéreis, as relações sexuais não são imorais. É o que diz o Catecismo da Igreja Católica:

“O Evangelho mostra que a esterilidade física não é um mal absoluto. Os esposos que, depois de esgotados todos os recursos legítimos da medicina, sofrerem de infertilidade unir-se-ão à Cruz do Senhor, fonte de toda fecundidade espiritual. Podem mostrar sua generosidade adotando crianças desamparadas ou prestando relevantes serviços à favor do próximo.” (CIC 2379)

Esta é a posição da Igreja, corroborada por tantas mulheres estéreis constantes das Sagradas Escrituras, que receberam o milagre da fecundação. É o caso dos pais de João Batista, Zacarias e Izabel. Ela, já em idade avançada e estéril, para que pudesse conceber teria que ter relação sexual com seu esposo.

Se uma relação sexual pode prejudicar a saúde de um dos cônjuges, torna-se imoral. Já uma relação sexual em que ambos cônjuges são estéreis não é imoral. A esterilidade, perante a Igreja, não invalida o matrimônio e nem torna imoral o ato sexual dos esposos.

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