CNP
Christo Nihil Praeponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
Evangelize compartilhando!
Todos os direitos reservados a padrepauloricardo.org®
Homilia Dominical
1 Dez 2018 - 25:03

Precisamos falar do Juízo Final

Embora o assunto esteja fora de moda, falar da segunda vinda de Cristo, como nos fala o Evangelho deste domingo, é falar também do Juízo Final, quando os maus serão confundidos e “os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade”. Assista a esta meditação do Padre Paulo Ricardo e aprenda a transformar este Advento e toda a sua vida em um verdadeiro ensaio para o julgamento divino!
00:00 / 00:00
Homilia Dominical - 1 Dez 2018 - 25:03

Precisamos falar do Juízo Final

Embora o assunto esteja fora de moda, falar da segunda vinda de Cristo, como nos fala o Evangelho deste domingo, é falar também do Juízo Final, quando os maus serão confundidos e “os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade”. Assista a esta meditação do Padre Paulo Ricardo e aprenda a transformar este Advento e toda a sua vida em um verdadeiro ensaio para o julgamento divino!
Texto do episódio

Texto do episódio

imprimir

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 21, 25-28.34-36)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas.

Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima.

Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra. Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”.

Meditação. — 1. Neste início do tempo do Advento, a liturgia da Igreja volta seu olhar para o Juízo Final, que terá vez na história da humanidade com a segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Malgrado a insistência de alguns pregadores só na misericórdia divina, a doutrina católica diz que a justiça é também um dos atributos de Deus, uma vez que esta virtude se destina justamente a ordenar e aperfeiçoar as relações do ser humano com o Criador e com as demais criaturas, num ambiente verdadeiramente pacífico. E exatamente por ser um Pai amoroso, esse mesmo Pai é também justo com seus filhos.

A justiça de Deus não é um monstro de ódio. Ao contrário, o que Ele deseja é a nossa santificação e, em função disso, “não tarda a cumprir sua promessa”, diz São Pedro, mas usa de paciência para conosco, pois “não deseja que ninguém se perca” (2Pe 3, 9). Vivemos, agora, um período propício para a conversão. Com efeito, é nosso dever prepararmo-nos dia a dia para o encontro definitivo com o Senhor, a fim de não sermos expostos à vergonha de nossas imoralidades.

2. A sabedoria deste mundo celebra como grandes pensadores pessoas cujas doutrinas arrastaram milhares de almas para o inferno. O mundanismo exalta todo tipo de imoralidade, atribuindo aos seus artífices as mais altas glórias e benesses deste século: dinheiro, fama, bajulações. A verdade é vilipendiada, ao passo que a mentira é erigida em sistema de poder e de conduta. Essa é a dinâmica de um mundo injusto, que não se coloca debaixo dos olhos do Senhor.

Tudo isso será julgado no dia final. Esses falsos doutores serão expostos à própria vergonha, terão o desprazer de contemplar as estultícias de suas filosofias, ao passo que os verdadeiros sábios serão finalmente exaltados pela magnificência de suas obras humildes e, ao mesmo tempo, gloriosas. Finalmente, nós outros conheceremos a identidade de tantos santos que, no silêncio e no anonimato, trabalharam pelo triunfo da Igreja e de Nosso Senhor Jesus Cristo. E assim se dará a autêntica vitória da misericórdia.

3. O tempo do Advento serve para inculcar em nossos corações o desejo de estar do lado daqueles que serão acolhidos gloriosamente por Deus, na eternidade. Trata-se de um período de oração e vigilância para que, diante dos “sinais no sol, na lua e nas estrelas”, não caiamos de medo, nem fujamos como homens que puseram a esperança neste mundo, mas ergamos alegremente a cabeça pela próxima libertação. No Juízo Final, o mundo será julgado não a partir das impressões dos historiadores, de uma ciência puramente horizontal, mas a partir do Céu. Por isso, temos de viver na presença do verdadeiro Senhor da história.

No Evangelho deste domingo, Jesus dá a receita perfeita para o aproveitamento do Advento: Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós”. Precavidos contra essas paixões desregradas, obteremos a força necessária “para escapar de tudo o que deve acontecer” e para ficar “em pé diante do Filho do Homem”.

Oração.Santo Deus de misericórdia, suplico-vos a paciência necessária e a graça eficaz para a minha conversão. Tantas são as minhas distrações e desordens que, hoje, reconheço não estar preparado para o vosso juízo. Apressai, pois, a minha conversão, fortalecendo-me com um desejo ardente de santidade. Assim seja!

Propósito. — Retomar o combate acirrado contra os pecados veniais.

Download do Material
Texto do episódioDownload do áudio e textoComentários

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.