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2. Qual a situação dos casais em segunda união? – Parte I

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Existe um número considerável de pessoas que contraíram o sacramento do matrimônio sem dar grande valor a ele ou mesmo sem conhecer seu real significado. Por esse motivo ou por outros, divorciaram-se e hoje estão numa segunda união.

Muitas dessas pessoas viviam uma fé morna, sem comprometimento; porém, em dado momento, converteram-se e sentem-se incomodados, desprezados pela Igreja, pois hoje conhecem o valor daquele compromisso firmado.

O Catecismo da Igreja Católica não ignora esta triste situação:


"São numerosos hoje, em muitos países, os católicos que recorrem ao divórcio segundo as leis civis e que contraem civilmente uma nova união. A Igreja, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo (‘Todo aquele que repudiar sua mulher e desposar outra comete adultério contra a primeira; e se essa repudiar seu marido e desposar outro comete adultério.’: Mc 10, 11-12), afirma que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro casamento foi válido. Se os divorciados tornam-se a casar no civil, ficam numa situação que contraria objetivamente a lei de Deus. Portanto, não podem ter acesso à comunhão eucarística enquanto perdurar esta situação. Pela mesma situação não podem exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação pelo sacramento da Penitência só pode ser concedida aos que se mostram arrependidos por haver violado o sinal da aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometem a viver uma continência completa." (CIC 1650)

Cumpre dizer que essas pessoas não deixam de ser membros da Igreja. Pelo contrário, continuam sendo filhos e filhas da Igreja, amados e acolhidos por ela. Ainda que não permita o acesso ao sacramento da confissão e da Eucaristia. Essa atitude da Igreja, embora pareça um tanto dura, tem uma razão de ser, conforme percebeu-se acima. Continua o Catecismo:


"A respeito dos cristãos que vivem nesta situação e geralmente conservam a fé e desejam educar cristãmente seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar prova de uma solicitude, a fim de não se considerarem separados da Igreja, pois, como batizados, podem e devem participar da vida da Igreja:
Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrifício da missa, a perserverar na oração, a dar sua contribuição às obras de caridade e às iniciativas em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorar, dia a dia, a graça de Deus." (CIC 1651)

Ora, tudo isso se aplica caso o matrimônio contraído tenha sido válido. Em muitos e muitos casos isso não acontece. Muitas pessoas não receberam o sacramento do matrimônio de forma válida e, assim, imaginam-se casadas, enquanto não o são aos olhos da Igreja.

É por isso que a Igreja sugere que a pessoa, nessa situação, procure o Tribunal Eclesiástico e dê início ao processo de verificação de validade do sacramento do matrimônio. Este processo poderá concluir que a pessoa sempre foi solteira, pois o sacramento não foi contraído de forma correta. Todavia, é preciso observar que somente a Igreja tem a autoridade para julgar esta situação.

Caso o matrimônio tenha sido eivado de vícios e, de fato, a pessoa continue solteira, estará comentendo o pecado da fornicação (manter relações sexuais fora do sacramento do matrimônio) e, nesse caso, poderá se dirigir ao sacerdote e voltar a ter acesso aos sacramentos.

Porém, se depois do devido processo o matrimônio for considerado válido pela Igreja, a pessoa estará em pecado grave, impedida de frequentar os sacramentos da confissão e da Eucaristia. Nesse caso, existe ainda uma opção, dolorosa, mas reconhecida aos olhos da Igreja: a castidade.

Portanto, como caminho primeiro, o Tribunal Eclesiástico e como atitude, o carregar de sua cruz, seja não podendo frequentar os sacramentos para, mais tarde, quem sabe, abraçar a cruz de não mais manter relações sexuais e, assim, regularizar a sua situação perante Deus e a Igreja.

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