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3. Qual a situação dos casais em segunda união? – Parte II

A delicada situação dos inúmeros casais que vivem em segunda união, seu acolhimento pela Igreja e a questão de sua participação nos sacramentos são temas novamente abordados neste episódio.

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"A respeito dos cristãos que vivem nesta situação e geralmente conservam a fé e desejam educar cristãmente seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar prova de uma solicitude, a fim de não se considerarem separados da Igreja, pois, como batizados, podem e devem participar da vida da Igreja:
Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrifício da missa, a perserverar na oração, a dar sua contribuição às obras de caridade e às iniciativas em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorar, dia a dia, a graça de Deus." (CIC 1651)

Ora, tudo isso se aplica caso o matrimônio contraído tenha sido válido. Em muitos e muitos casos isso não acontece. Muitas pessoas não receberam o sacramento do matrimônio de forma válida e, assim, imaginam-se casadas, enquanto não o são aos olhos da Igreja.

É por isso que a Igreja sugere que a pessoa, nessa situação, procure o Tribunal Eclesiástico e dê início ao processo de verificação de validade do sacramento do matrimônio. Este processo poderá concluir que a pessoa sempre foi solteira, pois o sacramento não foi contraído de forma correta. Todavia, é preciso observar que somente a Igreja tem a autoridade para julgar esta situação.

Caso o matrimônio tenha sido eivado de vícios e, de fato, a pessoa continue solteira, estará comentendo o pecado da fornicação (manter relações sexuais fora do sacramento do matrimônio) e, nesse caso, poderá se dirigir ao sacerdote e voltar a ter acesso aos sacramentos.

Porém, se depois do devido processo o matrimônio for considerado válido pela Igreja, a pessoa estará em pecado grave, impedida de frequentar os sacramentos da confissão e da Eucaristia. Nesse caso, existe ainda uma opção, dolorosa, mas reconhecida aos olhos da Igreja: a castidade.

Portanto, como caminho primeiro, o Tribunal Eclesiástico e como atitude, o carregar de sua cruz, seja não podendo frequentar os sacramentos para, mais tarde, quem sabe, abraçar a cruz de não mais manter relações sexuais e, assim, regularizar a sua situação perante Deus e a Igreja.

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