Christo Nihil Praeponere

01 – Marxismo e Revolução Cultural – Primeira Aula

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Esta é uma série de palestras que busca compilar, de forma sistemática, o tema do Marxismo Cultural que se encontra difuso em diversos vídeos e palestras no site padrepauloricardo.org. O intuito é o de apresentar a revolução cultural dentro da Igreja ou, melhor dizendo, um estudo sistemático das raízes da Teologia da Libertação e de sua atuação dentro da Igreja Católica.

Como reflexão teológica, o objetivo é o de identificar o que está acontecendo com a teologia e a maneira como o pensamento revolucionário está influenciando a forma de pensar a teologia, Deus, a Igreja e o sacerdócio. Porém, para se chegar à teologia é importante conhecer as raízes desta revolução, que se encontram na filosofia.

O curso também irá abordar a razão pela qual a expressão teologia da libertação não é mais tema de discussão. Na realidade, ela já domina hegemonicamente o pensamento da própria Igreja. E é exatamente para desmascarar esse domínio velado que este curso é apresentado aos assinantes do site Christo Nihil Praeponere.

  • Fernandojunior50

    Uma palestra brilhante. Recomendo com entusiasmo.
    Grande abraço.

    Fernando

  • Marcos Araujo

    Perfeita sua Aula !!! Parabéns Padre Paulo, que Nossa Senhora lhe proteja !!!

  • Paulo Fernandes

    Muito boa palestra! Verdadeiramente esclarecedora!

    Pe. Paulo Ricardo, sua luta é pela verdade. A verdade é Cristo, os que amam à Cristo hão de ouvi-lo e entender como o mal tem se espalhado no mundo de forma dissimulada e perniciosa. Siga em frente nesta luta, eu o sigo, assim como muitos o farão e se empenharão nesta luta também. Certamente não salvaremos o mundo de sua eminente corrupção, mas, tenho grande fé que muitas almas serão poupadas da destruição a que estão sendo submetidas.

    A misericórdia de Deus nos alcança, nos une em amor, em fraternidade e esperança em Cristo nosso Salvador e Senhor!

    Paz!

  • Padre Jonas Eduardo

    Muito interessante a conferência sobre revolução cultural marxista e sua influência na Igreja através da teologia da libertação. De fato, é como um veneno que nos é inoculado de modo velado, mascarado. Na realidade porém não é apenas esta “teologia” o veículo utilizado, mas tudo o que têm ao seu alcance – mesmo movimentos de espiritualidade. Usam uma “linguagem’ católica, mas na prática não crêem naquilo que a Igreja crê – negam de fato elementos de nossa fé, como a divindade de Cristo e a vida eterna, as virtudes teologais e graças divinas; negam a autoridade eclesial em matéria doutrinal e jurídica; negam a ação sobrenatural divina através dos sacramentos, da oração; negam o pecado e a ação demoníaca; etc. Há aqui a nefasta inlfuência do modernismo, tão combatido – e não sem motivo! – por S. Pio X.

  • Emilia

    Nossa, Padre! O senhor está comprando uma briga feia com o demônio. Fica firme na fé, sê homem de Deus e fiel ao Santo Padre.

    Obrigada, Senhor meu Deus, por ter colocado os ensinamentos deste padre em minha vida…estou amando tudo isso…

  • Elton Quadros

    Gostei muito do curso começar a ser publicado durante as férias.

  • Adriano Ricardo

    Simplesmente elucidativo. A concatenação de idéias que o padre faz para explicar, formar e formatar o conhecimento é formidável, pedagógica e constroem os alicerceres para um conhecimento sistemático, o qual nos permite combater os erros doutrinais modernistas, ajudam a trilhar o caminho correto e com essas informações basilare entender o processo do relativismo em nossa Igreja e as atitudes de fiíes leigos e sacerdotes profanos.

  • Selso

    Padre, ouvindo sobre sobre os três pilares lembrei de um fato interessante. A pesar do governo militar no Brasil combater os terroristas, eles não entendiam direito esta guerra cultural, e muito provavelmente havia simpatizantes dos comunistas dentro dos quartéis. Dando-me conta disso, lembrei que durante o regime militar foi tirado do Hino do Rio Grande do Sul uma estrofe que dizia : “Que entre nós reviva Atenas, para assombro dos tiranos, sejamos gregos na glória, e na virtude romanos” . Obviamente pode ser uma tremenda coincidência, e que as razões (pelo menos as alegadas abertamente) sejam outras, mas é no mínimo, interessante …… 

  • Frankdyarc

    Só alguns observações. O capitalismo também foi condenado pela Igreja. Ele é a implantação do Liberalismo na esfera econômica. Transforma os homens em objetos e faz do dinheiro  Deus. Este não e nunca foi um valor da civilização cristã.
    Só referencia entre casamento de homem com outro homem. É bom frisar que também há o casamento gay entre duas mulheres. E que este também é ilícito e condenado. Na verdade a união entre duas mulheres é até mais estável do que entre dois homens e pouco visível na sociedade devida a  natural predominância do sentimental no sexo feminino, o que não ocorre entre os machos que se unem mais pelo prazer do que por sentimentos. Quanto aos homossexuais não puderem passar herança, estes lutam para que possam adotar crianças. Então deste ponto de vista a argumentação perde muita força.

  • MELQUISEDEQUE

    Este curso é como uma espécie de alfinete a cutucar a Igreja para que acorde para a realidade do domínio hegemônico do pensamento que dela se apossou aos moldes da Teologia da Libertação. O objetivo do curso está nos desígnios de Deus, faz parte de Seu Plano. Vamos a ele… Sigamos o Papa e o Pe. Paulo Ricardo. É a sobrevivência da Igreja que está em jogo, e o perigo é iminente. As três colunas já estão no chão, em frangalhos: a Fé Cristã, a Filosofia Grega e o Direito Romano. Ergamo-las. Deus está conosco. 

  • http://charlesgomes.wordpress.com/2012/01/05/pe-paulo-ricardo-marxismo-cultural-e-revolucao-cultural/ Pe. Paulo Ricardo – Marxismo Cultural e Revolução Cultural | Lux Lucet in Tenebris

    [...] audio aqui. Compartilhe:CompartilharTumblr. Esta entrada foi publicada em Mini-Blog e marcada com a tag [...]

  • Nadir

    Padre,  sua benção!!!!!!!!!!!!!!!!! És a luz que vem do Norte, mais precisamente do Centro Oeste. Quanta clareza de raciocínio e quanta cultura!!!!!!!!!!!!!!!!!! Quando ouço tuas homilias e palestras, sinto que Deus não nos abandona. Advogada, vejo o Direito sendo destruído a cada dia, cristã, vejo padres e bispos matando o missal, apreciadora da Filosofia Grega, o que noto é que nesse país só existem charlatães intelectuais. Que Nossa Senhora o guarde, Padre.

  • Rafael

    Simplesmente  Brilhante!!!

  • Ljssousa

    Rezemos sempre pedindo a Nossa Senhora que seja sempre auxílio para o pe. Paulo. Nenhum de nós é capaz de imaginar a pressão que ele deve sofrer por atacar assim os que estão no comando da Igreja Católica aqui no Brasil e no comando do país.

  • Micthiss

    Padre Paulo Ricardo, foi muito bom o seu video, sobre a destruição da moral judaico cristã, depois que o STF nivelou o casamento heterosexual ao mesmo nivel das uniões homosexuais, e como o senhor disse, tem que se analisar contra quem vai essa decisão e não afavor de quem, e ai fica claro para mim que vai contra a moral judaico cristã, eu vi noticias de pelomenos dois sacerdotes apoiando essa decisão, um é um dos lideres da teologia da libertação: http://www.rainhadosapostolos.com/2011/12/os-gays-e-biblia-frei-betto.html# , o outro tem um programa na cn: http://geraldoramosjunior.blogspot.com/2011/10/diversidade-padre-fabio-de-melo-e-favor.html , e as justificativas sempre são as mesmas, de que Deus ama a todos então temos todos que amar desconsiderando o pecado, mas eu acho que esse amor é um amor falso, porque sendo assim a missão da igreja que é denunciar e tirar o pecado do mundo deixa de existir e todos acabam caindo nos pecados do relativismo e do respeito humano, como o papa disse a caridade na verdade, se não for assim, acho inevitavel em pouquissimo tempo a instauração do reino do anticristo. 

  • Zeila

    Excelente, Pe. Paulo Ricardo. Espero ansiosamente pela próxima e conclamos aos leitores do site divulgarem ao máximo em suas listas de amigos.
     
    Como podemos constatar, Hitler entendeu direitinho “a forma de pensar” e explicava aos tolos que não entendiam:
     
     ”Todos esses cegos que nos cercam se hipnotizam, por cobiças superficiais que lhes são familiares; eles se apegam à propriedade, às rendas, ao nível social e às outras riquezas fora de moda. Contanto que tudo isso lhes permaneça acessível, eles acham que tudo vai bem. O que eles ignoram é que eles mesmos estão centrados num sistema novo, como numa engrenagem de um mecanismo irresistível. Eles não sabem que nós os amoldamos e nós os transformamos. Que significa ainda a propriedade e que significam as rendas? Para que precisamos nós socializar os bancos e as fábricas? .Nós socializamos os homens” ( Adolfo Hitler, apud Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939,  pp. 218-219).

  • Micthiss

    Li esse artigo e achei interessante, acho que tem também algo a ver com o contexto geral: http://www.rainhadosapostolos.com/2011/06/padre-fabio-de-melo-um-padre-meloso-de.html#

  • Micthiss

    Partindo do ponto de vista em que a revolução sexual fez e está cada vez mais fazendo com o controle da natalidade em que as mulheres tanto através de anticoncepcionais quanto através de abortos não estão mais gerando filhos pode-se chegar a conclusão de que tanto pela ploriferação de casais homossexuais quanto pelo inverno demografico causado pelo controle da natalidade não haverá mais crianças tanto para casais heterossexuais que queiram adotar quanto mais para os homossexuais que não podem gerar filhos naturalmente, com isso acaba a questão da herança, uma coisa complementa a outra, é o que eu acho.

  • Henriquembicalho

    Grande Padre Paulo Ricardo, explicou melhor do que ninguem sobre o conflito ideologico e doutrinario entre Igreja e ”Comunismo” ou Marxismo Cultural.

  • Pedro Nascimento

    Padre Paulo, muito obrigado por essas informações. Deus seja louvado por todo este trabalho cristão que estás fazendo.

  • luiscosta

    Padre Paulo, tu estás nas contas de meu terço.

  • Luizasilvadacosta

    Padre Paulo.Brilhante!!! Quando a Revolução Comunista venceu na Rússia Lenin, percebeu o fenômeno dominante que prejudicava a adoção,pelos bolchevistas, dos ideais comunistas:Escreveu o pequeno livro- E agora Lenin? Os vencedores “interiormente”conservavam os valores burgueses e seus anseios.Ambicionavam os bens, status,prestigio e elevação social.Daí os saques, invasão de conventos, palácios…E pronunciou:”Mais  forte que a vitória conseguida para mudar as massas é a ideologia dominante permeada pela cultura.Acredito que essa constatação responde pelos massacres que se seguem às revoluções comunistas e, também pela mudança de estratégia: O constante trabalho nas faculdades, seminários,fabricas e outros-trabalho ideológico,permanente e sistemático.( Tenho exemplos na família, católica praticante com filhos na Universidade. Federal do Rio de Janeiro) Padre, como é necessário esse trabalho de conscientização! Que missão que Deus lhe deu!

  • Lucas Santos

    O capitalismo como sistema econômico bem definido, jamais foi condenado pela Igreja. O que, até recentemente demais, diga-se de passagem, foi e é condenada é uma “mentalidade”, uma ideologia, que pode encontrar no Capitalismo os seus abusos e injustiças, tais como o individualismo e a busca única pelo lucro em detrimento da ordem moral e social. Vale lembrar que o capitalismo, como sistema econômico, tem o lucro apenas como base motora para a movimentação do mercado, não como base final, como finalidade em si mesma. O capitalismo dá a liberdade e a responsabilidade para que cada pessoa possa contribuir (ou não) para  a justiça social. Leia o Catecismo, n. 2425.

  • Luiz Fernando

    Padre Paulo Ricardo,

    Excelente a palestra inicial! Muito obrigado por nos oferecer mais um
    ótimo curso! Tenho certeza de que será extremamente proveitoso para
    o entendimento dos discursos e ações que nos permeiam,
    particularmente na Igreja.

    É triste a crise pela qual passamos. Não tenho um conhecimento
    aprofundado acerca das celeumas pré e pós-conciliares, mas estou me
    dedicando a compreender melhor o que houve na Igreja. Há
    documentários no YouTube, por exemplo, que mostram como o
    pensamento revolucionário empobreceu a Tradição eclesiástica, a fim
    de defender o pobre, o humilhado, o excluído. Com o perdão do
    trocadilho, mas o que é evidente é que pobre por pobre todos nós nos
    empobrecemos!

    A ruptura foi algo de medonho, espantoso e terrível. A arquitetura solene
    e reverente ao Senhor deu lugar a galpões modernosos nos quais os
    símbolos sagrados perderam a centralidade. Um exemplo:
    comparando-se as igrejas tradicionais com a Catedral de Brasília,
    projetada pelo comunista Oscar Niemeyer, eu sinto uma espécie de
    vertigem… A construção moderna é um nada perto da majestade das
    antigas igrejas! Literalmente: o interior das atuais igrejas é o reduto do
    NADA, do vazio, do tosco, do minimalista, do pobre. Até o Santo dos
    Santos, que deveria ocupar o centro com toda a majestade, foi
    deslocado para o canto do altar de muitas igrejas.

    A Arquidiocese de Belo Horizonte contratou do referido arquiteto
    comunista o projeto da Catedral Cristo Rei, que já está em plena
    campanha de arrecadação de fundos para a construção. Eu ainda não
    vi detalhes do projeto, mas já imagino que a Catedral irá privilegiar a
    adoração do vazio, do nada, do branco dominante e engulhoso, do
    pobre, do frio, do tosco. Que me perdoem as autoridades eclesiásticas
    da minha Arquidiocese, mas eu respondo “NÃO” aos apelos para
    colaborar financeiramente para a construção desse templo.

    Os documentários que tenho acessado fazem comparações
    espantosas. Em todos os sentidos: as pessoas eram mais sóbrias no
    vestir-se para ir à Missa, mas depois passamos a ver garotas com
    microshorts, e rapazes de bermudões e sandálias; a Liturgia era levada
    a sério, mas depois virou showmissa, palhaçada, tiraram Jesus do
    centro e colocaram padres cantores playboyzinhos (que não têm mais
    tempo para exercer o sacerdócio, tamanho o compromisso de shows
    pelo Brasil afora). Enfim, a lista é tragicamente enorme.

    Eu sou aluno de uma universidade que se diz católica, a PUC Minas.
    Costumo dizer que a única coisa católica ali é a sala do reitor que,
    coincidentemente, é um bispo. O lixo que é vomitado pelo corpo
    docente na cabeça dos alunos é digno da disenteria cultural que fez
    nascer a esquerda! Os professores defecam pelas bocas! Já ouvi
    desse povinho cretino toda espécie de verborreia (verborragia +
    diarreia) esquerdista: defesa do aborto, defesa do “matrimônio”
    homossexual, já recebi na porta da universidade folhetos divulgando a
    “Marcha da maconha”, etc. Eu, sinceramente, não sei por qual motivo
    ainda se mantém o nome de Pontifícia Universidade Católica de Minas
    Gerais naquele panteão marxista. Não compreendo essa esquizofrenia
    linguística em que o “marxista” é chamado de “católico”. Não entendo.

    Padre Paulo, desejo ao senhor muitas bençãos dos céus para que o seu ministério prossiga frutuoso e prosperando, para o nosso bem e a nossa edificação.

    Muito obrigado!

    Luiz Fernando

  • Ricardo

    Estamos vivendo tempos dificeis onde precisamos de Padres fiéis a igreja que ouvem a voz do Papa que tenham compromisso com a igreja que leiam e estudem os documentos da Santa Igreja de Cristo….

  • Jorge Mendes

    Padre, sua benção. A clareza e a lucidez de suas palavras verossímeis vem fertilizar os corações daqueles católicos que estavam começando a achar que estes liberais iriam tomar conta de nossa Igreja posto que, já não a respeitam improvisando palavras e atos durante a Eucaristia que a desvirtuam e a dessacralizam, não havendo mais respeito pelo sagrado, sendo um ato de agressão ao nosso amado Deus. Sei que sua posição vai despertar ódio naqueles que não o aceitam, porém quero me solidarizar consigo e incentivá-lo em sua cruzada santa pelo amor a vontade de nosso Deus. Conte conosco. Salve Maria.

  • Jorge Mendes

    Padre, sua benção. A clareza e a lucidez de suas palavras verossímeis vem fertilizar os corações daqueles católicos que estavam começando a achar que estes liberais iriam tomar conta de nossa Igreja posto que, já não a respeitam improvisando palavras e atos durante a Eucaristia que a desvirtuam e a dessacralizam, não havendo mais respeito pelo sagrado, sendo um ato de agressão ao nosso amado Deus. Sei que sua posição vai despertar ódio naqueles que não o aceitam, porém quero me solidarizar consigo e incentivá-lo em sua cruzada santa pelo amor a vontade de nosso Deus. Conte conosco. Salve Maria.

  • Marcos Paulo

    Meu comentário vai ser um tanto longo, por isso eu peço desculpas.

    Eu acompanho constantemente o site do padre Paulo Ricardo e considero que ele é bastante articulado e uma pessoa de muito boa índole e de muita fé. Gostei de muitas de suas palestras e pretendo continuar acessando o seu site, sobretudo agora aonde ele vai perscrutar sobre a revolução cultural, buscando encontrar as raízes da tão temida Teologia da Libertação, apelidada pelo próprio padre de “Heresia da Libertação”, para muitos a mais destrutiva das heresias. Mais como afirma o padre Paulo Ricardo, os próprios teólogos e sacerdotes da libertação são também bastante articulados e conseguem enganar com seus discursos as pessoas de boa fé. Por isso eu acretido que dá para criticar de maneira construtiva ou pelo menos refletir alguns pontos da palestra do supra citado padre.

    Primeira questão: o mal não é criativo ele é destrutivo. Nós é que devemos ser criativos para poder eliminar todas as atitudes, pensamentos e estruturas que atentam contra a dignidade da pessoa humana, porque como o próprio Jesus Cristo disse: “Quando alguém faz o bem a algum desses pequeninos é a mim que estar fazendo o bem”. A utopia de Marx era acreditar que seria possível um mundo justo e igualitário, mas no fundo todos nós, cristãos, acreditamos nisso. No Pai-Nosso rezamos “Vem a nós o Vosso Reino/seja feita a Vossa Vontade” e depois “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. A Igreja também comunga dessa utopia quando defende a Paz, que só é possível (no meu entender) em um mundo justo, igualitário, solidário e fraterno. O erro de Marx era defender a luta armada como única via de acesso dos trabalhadores ao poder. Mas pobre Marx: um sujeito-profeta preso a seu tempo (século XIX, a “Era da Revoluções”). No entanto, no mundo atual é quase consenso, sobretudo nos países democráticos (herança grega), que a via de acesso ao poder são as eleições, em que todos os eleitores possam votar sem serem coagidos. O que nós devemos fazer é aprofundar ainda mais a democracia.

    Segunda questão: O Papa afirmou no parlamento alemão que a identidade europeia fora constituida a partir do encontro de elementos culturais da cultura grega, romana e judaica-cristã. E a identidade latino-america? E a identidade brasileira? Africana? Oriental? Quais foram os povos responsáveis pela construção dessas identidades? Aqui no Brasil aprendemos que foram os índios, africanos e europeus (com sua cultura grega, romana e judaico-cristã). Porém, muitos pensam que nossa herança cultural é apenas de matriz europeia.

    Terceira questão: Karl Marx afirma que a religião é o ópio do povo. Infelizmente a religião católica durante muito tempo foi uma especie de ópio do povo, principalmente do povo oprimido. Exemplo: aqui no Brasil a Igreja era responsável pela educação dos escravos e ensinava a eles algumas formalidades religiosas, bem como que o sofrimento deles como escravos seria necessário, pois só assim eles alcançariam o Reino dos Céus após a morte. Citava inclusive o sofrimento de Jesus na cruz, comparando-o com a situação sofredora dos escravos. A Igreja poderia lutar ao lado dos escravos contra toda a opressão que eles sofriam aí eu queria ver se o Marx continuaria afirmando que a religião é o ópio do povo.

    Quarta questão: Qual deve ser a minha reação perante Teologia da Libertação. Será que eu poderia odiá-la?          

    Quinta questão: Marxista nenhum, pelo menos eu não conheço, é contra a família. Muitos inclusive são casados e tem filhos. P. ex., Karl Marx era casado e se considerarmos Leonardo Boff marxista (coisa que ele verdadeiramente não é) e, portanto, contra a família o que explica o fato dele ter casado depois que deixou a função de padre?

    Sexta questão: Não é possível aproveitar nada da Teologia da Libertação?

    Sétima questão: Se a Teologia da Libertação é tão nociva assim e está presente de forma hegemônica na Igreja do Brasil, por que a Santa Sé não expulsa o seus defensores dos quadros da Igreja?

    Oitava questão: O católico humilde nunca nem oviu falar em Teologia da Libertação, Leonardo Boff, Revolução Cultural etc. Ele só quer participar de uma Igreja comprometida com Deus e com ele. De uma Igreja que sofre com o sofrimento dele e que com ele e sob a luz dos Evangélios busca encontrar soluções que recuperem a sua dignidade de pessoa humana. 
     

  • Diego Cesar

    Deus o abenço padre,sempre!Força.e coragem!

  • Luiz Fernando

    Olá, Marcos,
     
     
    Vou refletir um pouco sobre suas ponderações:
     
     
    1) O ideal de Marx não era apenas construir um paraíso neste mundo, mas liquidar a moral burguesa. E como o Padre Paulo Ricardo disse, os burgueses “semo nóis”, a civilização judaico-cristã. Essa ideia infernal foi muito bem capturada pelo fundador do Partido Comunista Italiano, o cretino e malfadado Gramsci, o qual será melhor apresentado pelo Padre no decorrer do curso. Gramsci sorveu o ideal de Marx e valeu-se de uma técnica espetacular para alcançar isso: infiltrar ‘mineiramente’ o marxista modus defecandi de pensar na cultura ocidental, influenciando a mídia, os meios de formação de opinião, a produção editorial, a música, a arte, a cultura, etc.
     
     
    2) Não, meu caro, não vá tão longe no fio da História. Sabe por que? Porque senão você terá que assumir que o Papa e você estão errados, afinal os povos responsáveis pela formação da identidade europeia foram os bárbaros, que habitavam toda aquela região. Bárbaros na Europa, e tupis-guaranis no Brasil. Eu sou brasileiro, latino-americano, filho de uma brasileira e de um nicaraguense, e não tenho nas minhas origens nada de matriz indígena ou africana. A minha matriz é portuguesa, judaica, espanhola e italiana – será que por isso eu deixo de ser brasileiro e latino-americano? No meu entender, o que o Papa quis dizer é sobre uma civilização. A cultura ocidental é filha da fé cristã, da razão grega e da lei romana. Não apenas a Europa, mas toda a civilização ocidental.
     
     
    3) A igreja militante cometeu erros durante a sua história, infelizmente. E isso não é ‘privilégio’ da Igreja Católica, e nem de épocas remotas. Um exemplo: há pouco tempo li um trecho de livro recente de um renomado líder budista. No livro o guru dizia que uma pessoa que se ira, que tem uma explosão de raiva, é condenada a reencarnar como inseto. Um horror, né? Imagine a pressão psicológica do fiel que acredita nisso? “Oh, céus! Se eu xingar aquele motoqueiro que me atropelou eu posso reencarnar como uma barata!”. Eu só não entendi o que você quis dizer quando afirmou que “durante muito tempo” a Igreja foi uma espécie de ópio do povo no Brasil… Seria uma resposta imensa a você apenas para relatar o papel da Igreja como anti-ópio do povo neste país, mas te dou algumas dicas: filantropia, cuidado de doentes, pobres e presidiários, fundação de escolas e universidades, criação de hospitais, criação de editoras e de meios de mídia, etc.
     
     
    4) Não, não odeie a Teologia da Libertação. Compre todos os livros dos teólogos da libertação e utilize-os como substitutos do papel higiênico. É o que eu faço.
     
     
    5) Céus!! Você descobriu sozinho que o Leonardo Boff não é marxista?! Por favor, me fale mais sobre isso. Se ele não é marxista, eu sou o Frank Sinatra. Quanto a ser contra a família: o que foi dito é que a doutrina marxista é contra tudo quanto é instituição burguesa e judaico-cristã, incluindo aí a família. Mas um marxista pode ter filhos, sim. A lei permite. Ora, bolas, o Padre Paulo não quis generalizar, meu amigo!
     
     
    6) Não, nada. Apenas na medida em que a disenteria provocada pela mesma teologia demande cada vez mais um uso maior das páginas dos livros da própria teologia da libertação. Nada! Nadica! Necas de pitibiriba! O Papa condenou essa teologia, e ele é o Pontífice e sabe o que diz e o que faz. Portanto, aceite e acredite no Papa.
     
     
    7) Eu voto pela expulsão. Que todos sejam expulsos e enviados ou para a Coreia do Norte ou para a Cuba.
     
     
    8) Isso é um ponto essencial da fé cristã, e uma multidão de santos e santas, beatos e beatas, leigos e leigas, sacerdotes e freiras, há milhares de anos, vive e viveu essa experiência de amar e amparar o pobre. Não é o cretino maldito do Boff e nem do Marx os responsáveis por ensinar aos cristãos o que eles devem fazer.

    Luiz Fernando

  • André SC

    O grande motivo de muitos católicos terem apostatado da verdadeira Igreja foi a teologia da libertação. Foram para a seitas porque qualquer pastor fala de vida eterna, vale dizer, do céu, do inferno, de batalha espiritual. Os nossos Padres só falam de justiça social, de politica, de fraternidade universal, de paz. As ovelhas confusas por nao ouvirem a verdade caíram nas garras dos falsos pastores. Graças a Deus ainda temos padres como o Senhor. Deus te abençoe!

  • F.sa

    warley, acho que encontrei tres artigos que esclarecem em parte o seu comentario.

    A igreja é uma democracia? : http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=art&cat=110&scat=82&id=5385

    A Castidade e o Celibato dos Padres: http://www.lepanto.com.br/dados/ApCelib.html

    Celibato: http://padrepauloricardo.org/articles/celibato/

  • Marcos Paulo

    Saudações Luiz Fernando.

    Eu fiz minhas ponderações e você as comentou, por isso eu lhe agradeço. Agora eu vou tentar refletir as suas ponderações.

    Primeira: Sinceramente, eu não sei lhe dizer se o Gramsci era cretino e malfadado, justamente porque me falta conhecimento. Já você, pelo tom de suas colocações, deve ser um especialista em Gramsci e no seu pensamento. O que eu posso afirmar é que o próprio padre Paulo Ricardo usa, de certa forma, a estratégia gramsciniana para eliminar a influência da Teologia da Libertação na Igreja do Brasil.
    Em linhas gerais, para Gramsci a revolução é no fim das contas cultural e não somente socio-econômica como pensa os marxistas ortodoxos. O padre Paulo Ricardo nos diz que a cultura da Teologia da Libertação tornou-se hegemônica dentro da Igreja do Brasil o que é perigosíssimo, pois esta teologia pretende repensar todo o cristianismo. E como algo tão perigoso tornou-se hegemônico na Igreja do Brasil? Será que foi através da luta armada? Claro que não. Foi através da mudança, poderíamos dizer cultural, da própria Igreja, que passou a sofrer, desde o séc. XIX, a influência de vários movimentos (bíblico, litúrgico, ecumênico) que traziam em si traços do chamado sujeito moderno. Essa mudança consolidou-se após o Vaticano II (1959-62). A Teologia da Libertação é tão somente o resultado de todo esse processo.
    Atualmente, o objetivo do padre Paulo Ricardo é ajudar a eliminar a presença da Teologia da Libertação do seio da Igreja do Brasil, conscientizando os católicos sobre a necessidade de mudarem o próprio comportameto (cultural) como católicos.

    Segunda: o Papa e eu (que privilégio!!) estamos ou não errados. Mas isso na vem ao caso. O que eu posso lhe afirmar é o seguinte: se você foi criado e educado no Brasil, de alguma forma você sofreu influências africana e indígena, porque a cultura não é algo que nasce com o ser humano; ela é adquirida ao longo do tempo. Mas o que eu quis dizer mesmo foi que como vivemos num país culturalmente diferente a nossa fé cristã católica vai ser vivenciada de modo diferente. Pode haver exageros? Claro que sim, por isso eles precisam ser combatidos, mas sempre atrvés do diálogo. Lembrando que toda essa diversidade não rompe com a unidade da Igreja Católica. Pelo contrário. Toda essa diversidade tende apenas enriquecer cada vez mais da Igreja.

    Terceria: Claro que toda instituição humana está sujeita a errar. E a Igreja mesmo Santa também peca, pois é composta por homens e mulheres pecadores. O problema é assumir estes erros.

    Quarto: Já vi que fica difícil debater Teologia da Libertção com você, porque você não ler nada a respeito do tema, diferentemente do padre Paulo Ricardo. Por que será?

    Quinto: Compare os valores burgueses (lembrando que a burguesia se identifica muito com o pensamento liberal) com os valores propostos por Jesus aí depois nós conversamos.

    Sexto: Se não podemos aproveitar nada da Teologia da Libertação, a Igreja do Brasil comete pecado de omissão.

    Sétimo: Eu fico aqui só imaginando você na Idade Média.

    Oitavo: Por que chamar Leonardo Boff de cretino e maldito já que você usa os livros dele para outra finalidade. Esse católico humilde pastoreado por sacerdotes influenciados pela Teologia da Libertação gosta muito, mais muito do Papa. É só comparar como nós brasileiros recepcionamos o Papa com o modo como o europeu o acolhe. A maior parte dos católicos hoje em dia vive na América Latina, África e Ásia. E sabe por que? Porque nós não somos tão liberais.             

  • Elaine_schussler

    Ansiosa pra ver as outras aulas,o assunto é de nosso interesse…

  • Elaine

    Achei ótima a aula,um assunto que nos diz respeito e que não estamos parando pra pensar…

  • Juliete Giordano

    Deve ser propagada por todos meios. Ótima palestra!!

  • Alex

    Padre, sua explicação é fenomenal! Pena que muitos estão com ouvidos tapados para ouvir a verdade. Mas nós estamos dispostos a ouvir a verdade, ainda que esta verdade não seja aquela que nossos ouvidos gostariam de ouvir, porque conhecendo a verdade, seremos livres. Vou divulgar este curso em meu blog: http://www.catolicosconservadores.wordpress.com

  • http://twitter.com/Petchy Petchy

    Padre, a idéia da força criativa do Mal de Hegel faz parte da tradição judaica e cristã: Deus enviou espíritos malignos para atormentar o rei Saul; Deus permitiu que Satã atormentasse Jó – sendo que os anjos, inclusive Satã, são enviados da vontade Divina. Satã é o aspecto destrutivo da vontade de Deus. Maniqueísmo é uma heresia: Menocchio foi condenado pela Inquisição por dizer: “eu creio que Deus só pode fazer o bem e o Diabo só pode fazer o mal”. Mas essa doutrina não é disseminada no meio do povo, o >povo<, o mesmo povo que diz que: "Jesus não é Deus, é Filho de Deus"(sic), porque o povo não é capaz de entender essa doutrina.
    A cultura do cristianismo da Igreja Católica Romana nasceu do encontro entre os barbaros convertidos e os romanos decadentes, ambos povos de origem pagã materialista imanentista, incapazes de entender idéias muito filosóficas. O cristianismo é uma religião filosófica, cheia de doutrinas que esses recém convertidos não eram capazes de entender. Os padres da Igreja primitiva tiveram que "mastigar" essa doutrina, porque "Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis".Mas de fato a religiosidade pagã também acrescentou muito a religiosidade cristã: doutrinas de curandeirismo, "il benandanti", as esculturas estravagantes de peixe com cabeça de pássaro, que São Bernardo criticava, a Alquimia, etc.. As colunas são 4: Jerusalém, Roma, Atenas, e os góticos, que não se limitavam a uma cidade. É maravilhoso que o estilo arquitetonico mais importante da cristandade ocidental receba o nome de um povo pagão: Gótico.Também a hierarquia da Igreja não era originalmente como é hoje. Veja o caso da Inglaterra: os católicos costumam citar os escandalos de Henrique VIII (outro exemplo de Deus agindo através de Satã, como no caso de Elisabeth derotando a "invencível" Espanha católica) como a origem da Igreja Anglicana. Mas a Igreja Inglesa sempre foi alheia a Roma; era "Celtic Church", a Igreja Celta: Os monges britânicos eram, na verdade, mais influenciados até pela religiosidade Copta, do Papa de Alexandria (que recebeu esse título antes do Patriarca de Roma, diga-se de passagem). Veja o Evangelho de Kells: os delírios místicos das cores e formas abstratas nada tem a ver com o cristianismo romano, porque se interessa mais pela divindade imanente, sendo quase animista. Por séculos Inglaterra Irlanda e Escócia estiveram separados da autoridade romana. O Ato de Supremacia restaurou uma independencia liturgica e hierarquica que havia existido durante séculos e está nas origens do cristianismo. Sem contar que naquela época a comunicação era dificil, então cada padre de fato fazia o que considerasse bom. Isso incluia muitas vezes práticas pagãs/xamânicas.Quanto aos homossexuais, o simples termo "homossexual" é problemático, porque a sexualidade é tão polimorfa quanto a natureza. As coisas não se restringem aos termos aristotélicos e cartesianos, de "chave e fechadura", "intercurso", "inseminação", etc., esse vocabulário todo de cursinho pré-vestibular… Mas na falta de algo melhor, vamos usar o termo "homosexual" mesmo. De fato são uma ameaça para a propriedade privada, herança, etc. Mas não só isso. Os homossexuais são uma ameaça contra qualquer tipo de segregação, porque os homossexuais não buscam se relacionar com pessoas da mesma raça, origem, ideologia ou classe social, etc. Os homossexuais se relacionam e fazem sexo com qualquer pessoa com a qual exista uma afinidade espiritual, erótica – Eros no sentido de Vida Amor e Beleza – ou simples atração sexual. Os homossexuais são reis e sacerdotes. Veja quantos homossexuais são e foram artistas. O mundo precisa dos homossexuais e da energia criativa deles: Oscar Wilde (que já foi elogiado pelo Osservatore Romano), Alexandre Magno, Eduardo II de Inglaterra, Allen Ginsberg, Rimbaud, Fernando Pessoa, Mario de Andrade, Frida Kahlo…Os homossexuais foram perseguidos pelos comunistas porque o Comunismo e a Igreja Católica Romana tem muitas semelhanças: ambas são doutrinas racionalistas, que condenam a riqueza, tem uma ética de trabalho "quem não trabalha não come/comerás o pão do suor do teu rosto", e uma afinidade com os pobres. É interessante notar que os marxistas ortodoxos são pessoas sérias, austeras, que vivem de forma paulatina, condenando as manifestações culturais irracionais como sendo desvios oriundos da depravação e da decadencia da burguesia. A única diferença dos comunistas para o Sr. Padre Paulo Ricardo é que os comunistas trocaram a Biblia e o Catecismo pelo Capital e o Manifesto do Partido Comunista. Os homossexuais inteligentes não se alinharam nem com o Comunismo, nem com o Capitalismo, nem com a Esquerda, nem com a Direita, seguindo o caminho expontâneo, sem cartilha.
    Aliás, permita-me um comentário litúrgico: outra coisa que o Comunismo e a Igreja Católica têm em comum é o interesse pelo ser humano. São filosofias meio antropocentricas. A Bíblia fala mais dos homens do que da divindade. Os herois do paganismo são Zeus, Shiva, Oxum… ou seja: divindades. Os heróis do Cristianismo são Davi, Jesus, Paulo… ou seja: pessoas. A Biblia prefere falar dos reis de Israel do que da Revolução de Satã, que não é narrada na Biblia (veja só!). O cúmulo foi quando decidiram rezar a missa voltada pro povo, dando as costas pra Deus! Verdadeiro erro. Até o Candomblé está em vantagem nesse sentido, porque a liturgia deles é toda voltada pros Orixás. O Cristianismo se volta para as pessoas. O Candomblé se volta pra Divindade.

  • Bruno Cruz

    Não demorem postar as outras partes não.. É judiação com quem esta com fome do conhecimento sobre o assunto..rsrs

  • Fabiana Coutinho

    Padre Paulo Ricardo,agradeço muito a abordagem deste tema! Principalmente quando mencionou a questão de missa de Zumbi , as missas inculturadas, problema que enfrento atualmente em paroquias e comunidades que frequento .Já havia comentado em outra postagem sobre uma missa inculturada afro  que ocorreu ano passado aqui na Paroquia da minha região, que literalmente eu passei mal diante das barbaridades que presenciei e me retirei .Isto se tornou uma questão problemática,sou vista como intolerante , mas não penso em desistir em combater isso. Levei a minha Paróquia na época impresso o” Discurso do Papa Bento XVI sobre esta questão,que para mim é um assunto que  envolve todas regionais do Brasil   ,discurso de 15 de abril de 2010.Busquei os Padres para poder desabafar minha indignação com a ultima missa inculturada ocorrida na festa da padroeira da minha paroquia,no dia 12 de outubro.Um Padre falou sobre esta questão e vi a dificuldade que alguns Padres ,que estão com Bento XVI e não a favor dos abusos liturgicos da  missa inculturada encontram para reverter esta triste questão,mas também me espantei com alguns Padres que defendem estes tipos de missas que se desviam totalmente da liturgia e da doutrina católica,dizendo discordar de Bento XVI .Quase caí para trás quando ouvi isso.Discordam de Bento XVI???Tamanho absurdo!Então,um dos Padres me disse: É a cultura deles, que eu devia ser mais tolerante….Não me calei.Abri um livro que continha as chamadas de João Paulo II para esta questao sobre ecumenismo como irenismo e sobre  inculturação.Grifei o discurso de Bento XVI em caneta amarelo fluorescente e li para o Padre .Este ano pretendo continuar a luta.Contra marxismo ,contra inculturação que decai no sincretismo. Se for para ser chamada de intolerante,mil vezes ser intolerante e defender a Igreja Catolica a ter aquele discurso paz e amor.Não quero ser hipiie, nem marxista,nem da turma do Fidel.Comunismo, longe de mim!Sou católica e defenderei isso.Terei muito trabalho este ano no combate a missa inculturada afro que trouxe aqui onde eu moro o ritmo e ritos de religiões pagãs para dentro da missa.

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    Vixe! Sumiu a divisão de paragrafos que eu tinha feito meu texto. Ele acabou ficando um pouco pesado e dificil de ler.

  • Luiz Fernando

    Marcos Paulo,
     
     
    Agradeço suas colocações.
     
     
    Vou começar do fim porque é do fim que muitos membros do clero brasileiro começaram a destruir a nossa fé católica. Vou começar do fim por pura estratégia de construção linguística. O fim é carregado de sentidos, e o seu campo semântico, no que tange à teologia da libertação, é muito apropriado. O fim: é este o objetivo dos teólogos da libertação e de todo o pensamento revolucionário. O fim: destruir, acabar, derrotar, eliminar — são esses e tantos outros verbos do ‘fim’ que pautam a malfadada, cretina e calhorda corja da esquerda, seja ela “católica” ou não. Esses predicados que eu e outros atribuímos a Gramsci e a tantos outros marxistas chegam a ser eufemismos diante do mal que essa gente causou e causa no mundo. Este site é um espaço de ensino católico, e como eu sou uma pessoa sem papas na língua vou evitar de usar os palavrões que sempre uso para me referir aos da esquerda.
     
     
    Não se sinta menoscabado justamente porque te falta o conhecimento. Faça como eu e tantos outros: dedique-se a buscar o são conhecimento. É simples.
     
     
    Mas, voltando ao fim — o fim, aliás, me parece ser o seu lugar de fala, o modo no qual você apoia o seu pensar:
     
     
    8) Sim, o povo brasileiro não é tão liberal. Somos religiosos, católicos, conservadores. No entanto, o pensamento esquerdista grassa entre nós, sem qualquer graça e levando-nos à pior desgraça, com o perdão do triste e pobre trocadilho.
     
     
    Você está completamente insano ao dizer que o Boff gosta muito, mas muito mesmo do Papa Bento XVI. O Boff falou e fala horrores acerca do atual Papa. Por favor, não seja tão alienado. Leia, se informe, procure fontes confiáveis.
     
     
    Eu não sei o seu grau de capacidade hermenêutica, mas espero que você tenha interpretado o “fato” de que uso os livros do Boff e de toda a teologia da libertação como “guardanapo glúteo” da maneira como eu quis expressar: uma metáfora irônica e sarcástica. É justamente por ser cretino, pequeno e maldito que eu uso como guardanapo glúteo, ora bolas! E você acha que eu vou me limpar com algo nobre como os seus escritos, Marcos Paulo? Jamais!
     
     
    7) Eu também te imagino na Idade Média. Literalmente. Acho que é para lá que você deveria ir, tomar um bom purgante para eliminar de si qualquer ranço pútrido que, talvez, tenha te influenciado a simpatizar com a esquerda.
     
     
    6) Aproveite o que quiser da teologia da libertação. Vá no terreiro da Mãe Inhangunbá e celebre uma “missa” da pipoca, ou do sal grosso, ou do frango degolado. Aproveite e convide sua excelência reverendíssima, Dom Leonardo Boff, para ser o seu acólito. Vocês se merecem.
     
     
    5) Já fiz essa comparação. Não é pecado algum ser burguês, rico, próspero. Como também não é pecado ser pobre. Jesus não tem preferência. Ele veio para salvar o que estava perdido: o pobre e o rico. Se Ele fosse preconceituoso como nós somos, ninguém seria salvo.
     
     
    4) Você fez um maravilhoso julgamento acerca daquilo que eu leio. Interessante. Troquei um e-mail com o senhor e vossa excelência já sabe até aquilo que eu leio ou não leio. Curioso e misterioso dom de adivinhação! Sim, filho, eu já li a teologia da libertação. Aliás, leio muito. Do lixo ao santo. Porque eu quero saber o que o lixo pensa e fede, antes de sair falando daquilo que eu não sei. Faça essa experiência. Você precisa.
     
     
    3) Uma correção: a Santa Igreja não peca, meu filho. Quem peca é o homem velho e a mulher velha que habita em todo filho e em toda filha de Jesus Cristo. A Igreja é Santa, os membros dela pecam.
     
     
    2) Lá vem você novamente com suas adivinhações. Não, eu nunca reverenciei Tupã e muito menos orixás. Não tenho nada de indígena, africano, alemão, austríaco, escandinavo, esquimó. Graças a Deus pela presença europeia na América, porque, no mínimo, eles ensinaram os nativos a comerem com talheres, além de nos regalarem com a maior das dádivas: o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
     
     
    Sim, concordo que um católico alemão é diferente de um católico brasileiro. Isso até um bebê percebe. Até um Poodle percebe isso. O problema é achar que a Igreja Una é uma invenção eurocêntrica, dominadora, branca, loura, opressora, de nariz aquilino, que não permite que outros povos e nações participem do seu meio. Isso é racismo às inversas. Isso é papo de latino-americano inferiorizado, coitadinho, que vive de lamber as feridas (leia os livros que te indiquei ao final desta resposta para compreender os complexos de inferioridade do povo latino-americano).
     
     
    1) Sim, eu te garanto: o Gramsci era um maldito!
     
     
    Eu não sou porta-voz do Padre Paulo Ricardo. Agora, você é mesmo um bocó, meu amigo. Permita-me repetir: você é um b-o-c-ó! Pergunte ao Padre se ele, realmente, utiliza o método gramsciano. De todas as besteiras que você me respondeu, essa foi a pior. Pergunte a ele, diretamente.
     
     
    Uau! Você indaga acerca da teologia da libertação: “E como algo tão perigoso tornou-se hegemônico na Igreja do Brasil? Será que foi através da luta armada? Claro que não. Foi através da mudança, poderíamos dizer cultural, da própria Igreja”. Meu caro, essa pergunta é uma das que me motiva a estudar e a ser membro colaborador do site do Padre Paulo Ricardo. Eu também quero entender melhor como foi que a merda prevaleceu no nosso meio, numa profusão tamanha que já não é possível respirar algo que não seja bosta. O odor que a teologia da libertação deixa e deixou no seio da igreja brasileira é algo que me dá vômitos, engulhos, vertigens. Você tem razão em perguntar. Eu também pergunto o mesmo. Vamos aprender e tentar compreender, não é mesmo?
     
     
    Por fim eu quero te indicar três obras para que você compreenda melhor o inferno esquerdista no qual está mergulhada a América Latina: a) “Manual do perfeito idiota latino-americano”, de Plinio Apuleyo Mendonza, Carlos Alberto Montaner e Mario Vargas Llosa; b) Dois livros recentes que estão fazendo muito sucesso, e que desconstroem os mitos históricos do nosso pobre continente: “Guia politicamente incorreto da América Latina” e “Guia politicamente incorreto da História do Brasil”, de Leandro Narloch e Duda Teixeira.
     
     
    Bem, meu caro, não dê importância ao tom das minhas palavras. Eu uso de ironia e sarcasmo apenas para tentar sacudir um pouco a poeira que há na minha própria vida, e sem querer ofender ou menoscabar ninguém.
     
     
    Espero que Deus continue abençoando a vocação do Padre Paulo Ricardo.
     
     
    Santa Maria Mãe de Deus, “misericordes oculos ad nos converte”!
     
     
    Luiz Fernando

  • Zenny

    Tremenda explicação! 

  • Iaraslisboa

    A Teologia da Libertação não preenche o vazio dos nossos corações, aguça os nossos ouvidos em um primeiro momento e depois deixa aquela sensação de vazio de de que algo muito importante foi deixado de lado, já li um livro do Boff e não usei como papel higiênico (permita me dizer que isso foi comentário desnecessário e grosseiro) mas realmente não compraria mais nenhum livro dele ou de qualquer um do tipo pois foi como esperar uma piscina cheia e encontrar um copo vazio.
    Ao contrário acabo de ler o livro do Papa Bento XVI – Luz do Mundo e foi mais do que inspirador, recomendo a todos.

  • Marcos Paulo

    Luiz Fernando,

    Estou lhe escrevendo, por derradeiro, porque preciso fazer algumas colocações.

    Primeira: na oitava ponderação que eu fiz aos seus comentários o católico humilde ao qual me refiro não é o Leonardo Boff como dá a entender. Desculpe a má redação, mas é porque quando eu percebi já havia enviado o meu comentário. Esse católico é o povo brasileiro, que pelas manifetações que faz quando da vinda do Papa (seja qual for) ao Brasil, passa-me a imperssão de gostar muito do líder máximo da Igreja Católica. O Leonardo Boff, pelo contrário (e corroborando o que você disse), é um crítico verrenho do pontificado de Bento XVI. Para ele, o Papa é seu amigo infiel.

    Segunda: Agora eu entendi: você primeiro ler os livros sobre a Teologia da Libertação e os de Leonardo Boff para só em seguida usá-los como “guardanapo glúteo”. Legal!

    Terceira: neste momento, que é o mais tenso, precisarei fazer uso de todo o meu conhecimento, articulado a partir de uma leitura atenta e perscrutante do Catecismo da Igreja Católica, sobretudo os de número 814, 817, 823, 825 e 827. (Não leve a sério tanto drama) Neles podemos perceber coisas bastante reveladoras: 1) “A Igreja una se apresenta com uma grande diversidade” que provém da variedade dos dons de Deus e da multiplicidade de povos e culturas. “A grande riqueza desta diversidade não se opõe à unidade da Igreja”, porém “o pecado e o peso de suas consequências ameaçam sem cessar o dom da unidade”. Seria a Teologia da Libertação um pecado que ameaça a unidade da Igreja Católica? Você, Luiz Fernando, com certeza responde afirmativamente. É seu direito e não vou questionar. Porém, considerando a hipótese de que a Teologia da Libertação é um mal, a pergunta que não cala é a seguinte: Por que a Igreja não extirpa esse pecado de dentro dela? Outra interrogação: Por que bispos, padres, leigos, teólogos, enfim, toda essa gente ligada a Teologia da Libertação não sai da Igreja Católica e funda outra Igreja? Para te responder calo-me de deixo o catecismo 817 falar: 2) “Comunidades não pequenas separaram-se da plena comunhão com a Igreja católica, por vezes não sem culpa de homens de ambas as partes.” Seria o pecado da culpa  que impede que a Igreja expulse sacerdotes e leigos da libertação de seus quadros? Paulo na carta aos Efésios cap. 4 propõe a Paz como critério de manutenção da unidade. E no meu entender o caminho da Paz é somente o diálogo incessante, aonde as partes dialogantes buscam aprender umas com as outras. 3) O catecismo 823 afirma que a “Igreja é o Povo santo de Deus, e seus membros são chamados ‘santos’” No catecismo 825 lemos: “Já na terra a Igreja está ornada de verdadeira santidade, embora imperfeita.” E, finalmente, o catecismo 827 diz: “A Igreja reunindo em seu próprio seio os pecados, ao mesmo tempo santa e sempre necessitada de purificar-se, busca sem cessar a penitência e a renovação. Todos os membros da Igreja, inclusive seus ministros, devem reconhecer-se pecadores.”
    É por identificar-se com o Povo de Deus que a Igreja é santa e pecadora.

    Quarto: De fato Jesus veio mostrar a salvação ao rico. Zaqueu era rico e respondeu com responsabilidade a proposta salvífica de Jesus, entregando metade de seus bens aos pobres e devolvendo quatro vezes mais todo dinheiro roubado de alguém. Santo Zaqueu, que humildemente reconheceu o ensinamento de Jesus que disse “é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino Deus”, rogai por nós e, principalmente, por todos os ricos que apegados ao capital, produzido a partir da exploração e sofrimento de muitos, continuam tão distantes das maravilhas oferidas por Deus Pai-Mãe.

    Quinto: Jesus fez sim uma opção preferencial pelos pobres (Lc 10, 21), não por preconceito, mas porque os cristãos precisam resgatar a dignidade dos pequeninos, entrando em comunhão ao sofrimento deles a fim de ajudá-los a promover a sua própria liberdade. Isto é libertação. Isso é fácil de perceber: imagine uma mãe com dois filhos. O mais velho trabalha, é casado e tem belíssimos filhos; já o segundo está mergulhado nas drogas. A mãe ama verdadeiramente os dois, mas precisa dá preferência ao segundo, pois este precisa que sua dignidade seja recuperada. Ela, porém, irá, juntamente com ele, ajudá-lo a superar o seu problema, uma vez que, somente ele consiguirá ficar livre das drogas. Lembre, meu amigo Luiz Fernando, o pobre não é objeto de caridade, mas sim sujeito de sua libertação!

    Sexto: Como historiador, jamais, mil vezes jamais, posso concordar com você (e vou lhe ser sincero este teu pensamento me preocupa bastante) quando diz: “Graças a Deus pela presença europeia na América, porque, no mínimo (destaque a esta palavrinha reveledora), eles ensinaram os nativos a comerem com talheres, além de nos regalarem com a maior das dádivas: o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo” Meu Deus, tenha dó. Milhares de índios foram exterminados num verdadeiro holocausto e o cara ainda me vem com uma dessas!! Só tendo piedade mesmo! E depois me diz que eu é que devo voltar à Idade Média! Vá entender.

    Sétimo: Destes livros, eu ouvi falar de um. Mas se eles são a base para o seu conhecimento histórico, eu lhe garanto que não é por agora que vou lê-los, pois tenho coisas mais importantes para ler. E nem vou transformá-los, é claro, em “guardanapo de glúteo.”

    Oitavo: Meu caro amigo, você diz que não é porta-voz do padre Paulo Ricardo, mas pelo tom de suas palavras e pelas várias palestras e entrevistas que ouvi do padre, posso lhe afirmar que você é muito parecido com ele.

    Abraços fraternos!

    P.S.: Por hora não mais debaterem com você. Porém numa outra oportunidade o farei com muito prazer. Recomendo que quando estiver exaltado, tome chá de camumila, é receita da vovó, jamais falha.     

             

     

  • Luiz Fernando

    Olá,
     
     
    A minha intenção não é fazer comentários grosseiros ou desnecessários. A metáfora utilizada — chamar os livros do Boff e afins de papel higiênico — chega a ser doce e cordial se comparada àquilo que a esquerda “católica” afirma acerca da Igreja. Por isso eu digo que qualquer ofensa ou palavrão contra essa corja é eufemismo, e não alcança a realidade do mal que eles fazem.
     
     
    No meu entender nós não podemos ser muito suaves com aqueles que defendem posicionamentos progressistas e interpretações liberais da fé cristã.
     
     
    O que você acha mais grave: Defender o assassinato de um bebê no ventre da mãe ou chamar uma pessoa de merda ambulante? Igualar Jesus Cristo a um terrorista psicopata como Che Guevara ou afirmar que o Leonardo Boff tem bosta dentro do crânio e só escreve lixo? Defender que um “casal” de dois machos, ou de duas fêmeas, forma uma família autêntica, e quem é contra isso deve ser punido pela lei, ou usar uma simples metáfora nojenta — porque afinal, a esquerda só me inspira o nojo — afirmando que os livros do Boff, do Frei Betto, do Dom Pedro Casaldáliga, do Carlos Mesters, do Dom Helder Câmara, são impressos no formato errado e deveriam, na verdade, ser impressos em papel macio, enrolado num tubo de papelão e ser categorizados como guardanapo glúteo (acho que esta última expressão é mais delicada para alguns ouvidos puritanos)?
     
     
    Pouco me importa o que pensam a respeito da terminologia. Eu sirvo a um Deus que, algumas vezes, vociferou contra aqueles que precisavam ouvir palavras grosseiras e desnecessárias. Talvez você não saiba, mas esse mesmo Deus, certa vez, chicoteou vendedores que profanavam o Templo. Se você estivesse presente naquela ocasião, talvez, dissesse: “Nossa! Que ato desnecessário e grosseiro!”.
     
     
    Por favor, me poupe de querer que eu seja gentil com quem deseja destruir a fé cristã.
     
     
    Luiz Fernando
     

  • Luiz Fernando

    Fabiana,
     
     
    Que bonito o seu testemunho, minha irmã! O seu e-mail me enche de tristeza e espanto, mas, por outro lado, vejo que você está permanecendo fiel diante de tantos absurdos. É essa “igreja” sincretista, mal ajambrada, pagã, marxista, que os teólogos da libertação querem construir. Isso é loucura!
     
     
    Desejo a você força e muita fé! Lembre-se: as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo!
     
     
    Luiz Fernando

  • Andre Vincent

    Luiz Fernando.

    Seu comentario é uma vergonha, como alguem que se diz Católico pode escrever coisa  de tam baixo nivel. Eu penso, que cada um é livre de ter suas convicções, basta a quem não concordar expressar as suas com inteligencia, isto será um primeiro passo para demostra que somos TODOS feitos a imagem e semelhança de Deus.

    ” Como eleitos de Deus, santos e amados,, revesti-vos de sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos mutualmente, se alguem tem motivo de queixa contro o outro; como o Senhor vos perdoou, assim tambem fazei vós. MAIS SOBRE TUDO ISSO, REVESTI-VOS DA CARIDADE, QUE É O VICULO DA PERFEIÇÃO.” Cl 3,12-14

    A paz de Cristo.

  • Luiz Fernando

    Egrégio, conspícuo e colendo Marcos Paulo,

    Repito o que eu disse: você é um bocó!

    Um abraço fraterno,
    Luiz

  • Luiz Fernando

    Egrégio, conspícuo, ínclito,
    nobre e colendo Marcos Paulo,

     

    Esqueci-me de comentar mais
    algumas coisas, para encerrar de vez o colóquio com a sua pessoa, pois não
    quero voltar a ler e nem a encetar diálogo com vossa excelência:

     

    a) Sinto muito por você ser
    um historiador. Não que seja má profissão, muito pelo contrário. Mas pensando
    no bordel marxista que é a universidade brasileira eu só posso lamentar por
    você. Está mais do que explicado o seu lugar de fala.

     

    b) Você se esqueceu de
    escrever uma oração primordial no seu discurso, para deixá-lo mais piegas e
    mais fiel à sua ideologia. Você deveria ter iniciado sua resposta da seguinte
    forma: “Proletários de todo o mundo: uni-vos!”. Assim você se apresenta com
    mais fidelidade ao público leitor deste site, e mostra a sua verdadeira cara
    (que para mim já estava claríssima desde as suas primeiras linhas do seu
    primeiro comentário).

     

    c) Aprenda a escrever, doutor
    historiador: não existe a palavra “verrenho”. Eu conheço “ferrenho”. Viu, só? A
    universidade brasileira não serve para nada, apenas para criar gente como você:
    militantes cheios de ideologia dentro do crânio, e com pouca cultura!

     

    d) Como eu te disse também
    não compreendo. Creio e defendo que todo esquerdista deveria ser expulso do
    seio da Igreja Católica! A presença dos teólogos da libertação e afins é como
    um furúnculo no glúteo: a dor e a inflamação incomodam demais, no entanto, pelo
    menos servem para mostrar que há algo de podre e fétido na Igreja, e que
    precisa ser extirpado. Por isso eu vou passar a chamar o Leonardo Boff de São
    Furúnculo!

     

    e) Os índios sofreram
    covardias, sim. Mas você como historiador deveria saber que quem mais matou
    índios em toda a História foram os próprios índios. Até a chegada do europeu no
    continente americano os índios eram verdadeiros bárbaros e selvagens, que
    viviam se matando e se comendo no jantar. Leia aqueles livros, pois a pesquisa
    por trás daquelas obras foi muito séria. Eles afirmam isso categoricamente:
    quem matou o índio foi o próprio índio (no sentido da proporção numérica, não
    no sentido de dizer que o europeu nunca tenha matado algum índio).

     

    f) Sabe o que eu não
    compreendo em você e em outros esquerdistas que entram nas discussões deste
    site? Por que vocês estão aqui, afinal? Por que não procuram o olho da rua? Por
    que não pegam a moléstia protestante e não fundam uma igreja com a cara de
    vocês, para adorar e reverenciar os ícones da esquerda? Por que você não volta
    para o bordel ideológico de onde você saiu?

     

    g) Meu amado amigo e irmão!
    Esta é a parte mais importante da minha resposta! Preste atenção! Há um excelente
    site de formação “cristã” no qual você e a sua patota petista receberão o
    néctar mais elevado da sã filosofia e da sã teologia. Por favor, eu recomendo
    que você e a sua trupe entrem, inscrevam-se e alimentem-se do melhor que já
    existiu e existirá na cultura “cristã” mundial, universal, cósmica: http://www.vermelho.org.br/

     

    Um beijo no seu coração,

     

    Luiz Fernando

     

  • F.sa

    Marcos Paulo, continuo achando que a sua terceira colocação está errada.
    A Igreja Una, SANTA, Católica e Apostólica, fundada por Jesus Cristo sobre o Apóstolo Pedro que Jesus constituiu como fundamento visível da Sua Igreja. Esta Igreja é o povo santo de Deus.
    A Igreja é Santa pois o Deus Santíssimo é o seu autor; Cristo o seu Esposo a santificou. O Espírito de Santidade a vivifica.
    Embora congregue pecadores, ela é “imaculada” e composta por “maculados”.
    A Santidade da Igreja deriva da presença e da ação de Deus Santo, nela. A Igreja é animada pelo Espírito Santo que é a Sua ALMA.
    (At2,1-4) “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo.
    E o Espírito Santificador descendo sobre a Igreja é o Corpo Místico de Cristo que é a Sua Cabeça Santa.
    A Igreja Santa é composta também por homens e mulheres, pecadores que erraram e erram e que sem justificar os erros dos seus filhos, pede perdão. Reconhece a fragilidade dos seus membros e a necessidade que têm de penitência e purificação.
    No Catecismo da Igreja Católica, art. no. 827 diz:
    “Todos os membros da Igreja devem reconhecer-se pecadores. O joio do pecado continua mesclado ao trigo até o final dos tempos. A Igreja reúne pecadores presos pela salvação de Cristo, mas em via de santificação”.
    A Igreja é santa, não obstante compreender no seu seio pecadores, porque ela não possui em si outra vida senão a da graça: é vivendo da sua vida que os seus membros se santificam; e é subtraindo-se à sua vida que eles caem em pecado e nas desordens que impedem a irradiação da sua santidade. É por isso que ela sofre e faz penitência por estas faltas, tendo o poder de curar delas os seus filhos, pelo Sangue de Cristo e pelo dom do Espírito Santo (307).
    No credo se reza, creio na santa Igreja Católica.
    Quando o catecismo fala de santidade imperfeita e de reunir em seu seio os pecados ele está se referindo ao homem velho e pecador que todos nós temos dentro de si, carregando-o para dentro da igreja para que sejamos purificados em sua santidade vinda de Cristo.

  • Marcos Paulo

    Iaraslisboa,

    Que comentário simples e cheio de beleza. Expôs sua impressão sobre a Teologia da Libertação sem fazer uso de grosseirias, dizendo apenas que ela não preenche o vazio dos nossos corações. Rezo para que seu coração repouse sempre na paz de Deus. Medite sempre sobre tudo, mas nunca deixe de viver em comunhão com a Igreja, pois a fraternidade entre irmãos solidários nos fortalece em nossos momentos mais difícies. Paz e Graça.

    P.S.: Quem sabe noutros momentos poderemos debater. Poderíamos começar refletindo a seguinte meditação do falecido teólogo da libertação José Comblin: “Sempre ouvi o Gustavo Gutiérrez dizendo que a Teologia da Libertação pode morrer e não importa. O que importa são os pobres. Para um cristão a teologia é algo completamente secundário e dispensável. Mas os pobres não são dispensáveis. Não se pode ser cristão sem acolher a mensagem que vem dos pobres. Quem pode dizer “Cristo é o Senhor” com sinceridade, como expressão de toda a sua vida, são os pobres. Daí o lugar central dos pobres, que não afeta em nada o lugar central de Cristo, pelo contrário, o confirma. Não se entende Jesus a partir da teologia, seja ela da libertação ou da prosperidade. Jesus aparece no seu verdadeiro sentido, como realidade, a partir de uma situação na qual o cristão se assimila a ele. Vivendo o que ele viveu, se pode entender. Somente os pobres dizem de modo autêntico “Cristo é o Senhor”. Quem não é pobre, pode aprender dos pobres, com a condição de ser muito humilde. Jesus viveu a impotência, a fragilidade dos pobres. Para entendê-lo, é preciso entar na mesma condição. Isto não é novidade. Em todas as fases da Igreja houve cristãos que entenderm bem isso. A centralidade dos pobres vem do fato que os pobres entenderam o que é Jesus Cristo. Não quer dizer que todos os pobres fazem essa experiência, mas que o conhecimento [de Jesus] se faz dentro dessa condição.”

    Iaraslisboa me responda com sinceridade: um sujeito que pensa assim e que orienta a sua vida a partir desse pensar pode ser taxado de cretino e maldido só porque “é” da Teologia da Libertação? É claro que os teólogos da libertação não são perfeitos e por isso podem e devem ser criticados. Mas a crítica tem que ser construtiva e não agressiva como muitos o fazem, inclusive neste espaço de debate, que deveria ser o mais qualificado possível, você não acha?

    Abraços fraternos.  

  • Marcos Paulo

    Caro F.sa,

    Quando eu afirmei que a Igreja é santa e pecadora é porque parti de alguns pressupostos:

    1- “Igreja é o Povo santo de Deus, e seus membros são chamados ‘santos’” (Catecismo 823). Aqui a Igreja é identificada com o Povo santo de Deus. Fica implícito inclusive (essa é a minha impressão) que sem o Povo santo de Deus não há Igreja;
    2- “Já na terra a Igreja está ornada de verdadeira santidade, embora imperfeita.” (Catecismo 825). Por que a santidade da Igreja é imperfeita já aqui na terra? É porque seus membros, o Povo santo de Deus, são pecadores e a Igreja é o Povo Santo de Deus. Assim lemos no Catecismo 827: “A Igreja reunindo em seu próprio seio os pecados, ao mesmo tempo santa e
    sempre necessitada de purificar-se, busca sem cessar a penitência e a
    renovação. Todos os membros da Igreja, inclusive seus ministros, devem
    reconhecer-se pecadores.”

    Assim sendo, a Igreja que é santa e pecadora é também peregrina. Certa vez eu estava refletindo sobre a segunda vinda de Jesus no fim dos tempos.Quantas pessoas fazem previsões, dizendo até mesmo o dia, mês e ano da volta de Cristo! Ora, Jesus antes de ser martirizado, afirmou que nem Ele mesmo sabia o dia de Sua volta. Como pode Jesus não saber? Continuando a minha reflexão pensei: muitos anunciam a volta de Jesus em meio a desgraças, quanto mais desgraças mais próxima está a volta de Jesus. Se isso fosse verdade, Jesus já teria retornado a muito tempo, pois o que o ser humano mais faz é desgraça. Por isso mudei a minha perspectiva a partir de um exemplo bem simples: toda mãe que tem um filho que mora em outro lugar prepara a casa quando este anuncia a sua volta. Jesus anunciou a sua volta, mas estamos preparando a casa? Veja o mundo em sua volta: quanta injustiça, fome, miséria, pessoas morando debaixo da ponte, enquanto outras idolatram o capital obtido a partir da exploração e sofrimento de muitos! Jesus ficaria satisfeito em voltar para uma casa dessas? No Catecismo 827 lemos:”Todos os membros da Igreja devem reconhecer-se pecadores. O joio do
    pecado continua mesclado ao trigo até o final dos tempos. A Igreja reúne
    pecadores presos pela salvação de Cristo, mas em via de santificação”. Quando o joio finalmente for separado do trigo Jesus voltará. Aleluia! É por isso que a Igreja santa e pecadora é peregrina; e a caminhada, caro amigo, é longa… Dom Helder Câmara, que foi desqualificado em um dos comentários acima, foi o primeiro brasileiro a denunciar os crimes de tortura paraticados durante a Ditadura Militar brasileira na ONU. Você sabia que a Igreja Católica que hoje reconhece a Declaração dos Direitos Humanos foi uma das últimas a reconhecê-la? É por isso que a Igreja é no fim das contas santa, pecadora e peregrina.

    Reflita sobre isso e depois, se quiser, me responda, pois quem sabe poderemos manter um bom debate.

    Abraços fraternos!      

  • Andre Vincent

    NÃO

  • Andre Vincent

    Você é Luiz Fernando ou Zeila Garcia ou os dois juntos?

  • Marcos Paulo

    Muitos aqui escrevem criticando aquilo que eles chamam de “missas inculturadas” (juro que ainda não entendi esta experssão) supostamente “fruto” da influência da Teologia da Libertação, mas eu penso que esquecem de comentar um “tipo” de missão que está fazendo muito sucesso: a chamada “Missa de Cura e Libertação”. Existe mesmo esse “tipo” de missa?
    Pergunto isso porque até onde eu sei toda missa onde quer que seja celebrada, debaixo de uma árvore, numa simples capela ou na Catedral de São pedro em Roma, é de cura e libertação. O Cânon 899 diz: “A celebração eucarística é a ação do próprio Cristo e da Igreja, na
    qual, pelo ministério do sacerdote, o Cristo Senhor, presente sob as
    espécies de pão e vinho, se oferece a Deus Pai e se dá como alimento
    espiritual aos fiéis unidos à sua oblação”. Veja que o Cânon em nenhum momento cita o termo “Missa de Cura e Libertação”.

    Nas  “Orientações pastorais sobre a Renovação Carismática Católica” é dito que deveria se evitar “alimentar um clima de exaltação da emoção e do sentimento, que enfatiza
    apenas a dimensão subjetiva da experiência de fé” (Documentos da CNBB
    53, nº 49). E mais: “A fé não pode ser reduzida a uma busca de satisfação de exigências íntimas e de resposta às necessidades imediatas” (nº 47) Por fim: “Ao implorar a cura, nos encontros da RCC ou em outras celebrações, não
    se adote qualquer atitude que possa resvalar para um espírito milagreiro
    e mágico, estranho à prática da Igreja Católica” (nº 59). Ora, seriam as “Missas de Cura e Libertação” também “inculturadas”? Sim ou não? Caso a resposta seja afirmativa, surge um outro questionamento: O padre Paulo Ricardo teria legitimidade para combatê-las? Sabemos que as “Missas de Cura e Libertação” são “frutos” sobretudo da RCC e o padre Paulo Ricardo possui “cadeira cativa” na programação da Canção Nova, ponto de encontro dos carismáticos, que vão para lá participarerm de várias atividades, iclusive palestras com o padre Paulo Ricardo. 

  • Luiz Fernando

    Obrigado, Zeila! Que Deus nos ajude, pois precisamos muito da força do Espírito Santo para seguirmos adiante.

  • Zeila

    Os 2 juntos, NA MESMA FÉ.

    Um só Senhor, UMA SÓ FÉ E UM SÓ BATISMO. Efésios 4, 4

  • ROGÉRIA MARA FERREIRA LEMES

    Padre muito obrigada por este esclarecimento sobre o marxismo. Uma explicação de fácil entendimento. Deus o abençoe e o guarde!

  • ROGÉRIA MARA FERREIRA LEMES

    Maravilhosa colocação. Deus o abençoe!

  • Geraldo

    Pe Paulo Ricardo
    Sua aula foi magnífica. Ajuda muito à classe dpminante deste país, principalmente os latifundiários. Mas os pobres continuam pobres, e isto é também culpa de quem pensa como o senhor fazendo o jogo dos pooderosos.

  • Leandro

    que deus te abençoe padre , meus parabens………..

  • Magno Weege

    Excelente. Estou muito feliz em ver um padre da Igreja católica com esse tipo de pensamento. Não só por isso, mas também pelos outros excelentes textos do Padre disponíveis em seu site. Recomendo todos, não que já tenha lido tudo, porém todos que li foram muito elucidativos, diretos e sem meias palavras. Deus te abençoe como já vem fazendo, e que Ele te ilumine mais e mais, para que continue com esse extraordinário trabalho!

  • lenilda

    a paz de Cristo. tem essas palestras em dvd ou livro? Como faço para adquirir?preciso muito pois faço faculdade e o que ensinam é totalmente diferrente. A sua bençao Padre.

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Catecismo da Igreja Católica

“Lendo o ‘Catecismo da Igreja Católica’, pode-se captar a maravilhosa unidade do mistério de Deus, do seu desígnio de salvação, bem como a centralidade de Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, enviado pelo Pai, feito homem no seio da Santíssima Virgem Maria por obra do Espírito Santo, para ser o nosso Salvador.

Morto e ressuscitado, ele está sempre presente na sua Igreja, particularmente nos sacramentos; ele é a fonte da fé, o modelo do agir cristão e o Mestre da nossa oração.”

Autor: Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

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