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71 – A Resposta Católica: “Formas de penitência e suas razões”

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O corpo humano pode ser comparado a uma criança mimada, aquela que deseja ter todas as suas vontades satisfeitas e, mesmo que isso ocorra, ela ainda é irritadiça, preguiçosa e indolente. Assim é o ser humano, assim é o corpo humano. Quanto mais come, mais letárgico fica; quanto mais dorme, mais sono tem; e assim por diante. Trata-se da primeira consequência do pecado original, da mãe de todas as doenças: a filáucia, que pode ser definida como o amor de si contra si e cujo lema é “foge da dor, busca o prazer”.

Esse lema está muito presente na sociedade moderna, que incentiva a busca desenfreada pelo prazer, pela satisfação de todos os desejos, representado pela “liberdade”. Enquanto isso, o ser humano se torna cada vez mais vazio e menos resistente à dor. Não suporta ser contrariado e se desestrutura quando perde algo ou alguém. Pudera, não foi ensinado a isso, não exercitou a moderação, não praticou a ascese e a disciplina.

O tempo da Quaresma está chegando. A Igreja ensina e estimula o católico a praticar o jejum, a oração e a esmola. Essas três formas de penitência são um remédio para o combate das doenças espirituais, sendo que o jejum auxilia no combate à gula, a oração no combate ao orgulho e à soberba, e a esmola no combate à avareza. São exercícios que, se feitos com seriedade, têm a capacidade de arrancar o cristão católico das garras do relativismo que domina o mundo atualmente.

  • Luiz Fernando

    Prezado Padre Paulo Ricardo,
    Que Deus tenha por nós misericórdia! Desde muito tempo temos sido criados como crianças mimadas. Mimadíssimas! E as gerações mais novas estão cada vez mais intolerantes a qualquer tipo de limite. Particularmente considero grave e perigosa essa falta de limites às crianças quando as vejo imitando atitudes adultas, vestindo-se como adultas, simulando uma sensualidade extrema. Eu me pergunto quando vejo, por exemplo, uma criança de 10 anos de idade usando roupas curtíssimas, expondo-se totalmente, que tipo de pai e de mãe permite uma tal aberração! Esses pais que me perdoem, mas eles são fomentadores e incentivadores da pedofilia. Como o senhor mesmo disse em uma aula: “as prostitutas de 50 anos atrás se vestiam com mais decência do que as nossas filhas!”.
    Já não sei o que se passa na mente do católico e da católica que permitem que seus filhos usem roupas assim até mesmo durante as Missas! O homem é atacado pela sensualidade por todos os lados, e quando vai à Missa, de repente, é obrigado a se deparar com uma moça usando um short minúsculo dentro da igreja, no banco ao lado.
    Essa é a nossa cultura mimada, sensual, escrava do prazer, insana. Todos nós estamos pagando o preço dessa falta de limites.
    “Não! Eu sou livre! Eu quero usar decotes e shortinhos durante a Missa, e ninguém vai me impedir!”
    “Não! Eu sou livre! Eu vou de sandálias e de bermudão para a Missa, porque não aceito que ninguém me diga como me vestir num ambiente sagrado! Sou eu quem decido!”
    Eu sinto medo do que estamos fazendo contra nós mesmos e contra as gerações mais novas.
    Algumas vezes me parece que o fim do mundo é palpável, está às mãos de qualquer um, está diante dos olhos de qualquer pessoa que queira ver. Não o digo literalmente, mas no sentido metafórico: é o fim do mundo viver numa sociedade louca em que não há mais limites.
    Preparemo-nos! Pois na sociedade comandada por esse desgoverno esquerdista, serão os nossos filhos e netos mimados aqueles que nos destruirão completamente. Se ousarmos levantar a voz contra qualquer atitude errada dos nossos filhos e filhas, eles nos matarão! E o desgoverno esquerdista aplaudirá tal loucura. Nada de limites, nada de castigos, nada de palmadinhas. E o troco virá em breve: o frouxo do pai e a frouxa da mãe serão esmagados pelos filhos e pelos netos.
    “Viva” a “psicologia” do desgoverno petista! “Viva” a “moral” da revolução sexual! “Viva” o prazer a todo custo!
    O veneno dessa mentalidade nós engolimos todos os dias. E ele já está nos matando.
    Luiz Fernando

  • Otávio

    Parabéns, pela bela síntese. É isto mesmo. É bom ver as pessoas expressarem as razões de fundo que produzem a ”bestialização” da sociedade brasileira. O culto e o endeusamento da liberdade total têm causado maior mal à sociedade humana do que qualquer outra utopia. O desejo desmedido de liberdade é a antecâmara da morte do homem e da sociedade. Eu já ouvi de uma petista que ela é contra o trabalho das crianças porque, do contrario, elas se acustumariam a obedecer e se tornariam adultos submissos.  A perfídica da esquerda não tem fim. Mas a vitória de Cristo na Cruz nos dá a garantia, como disse o grande João Paulo II que “a morte e o mal não têm a palavra final.”

  • Cleusa

    Deus com d maiúsculo, claro.

  • Fernando

    Sua benção padre Paulo! Seu ministério é uma luz na minha vida. Luz que ilumina meu caminho para plena conversão. O senhor está em minhas orações hoje e sempre.

    Fernando

  • Willians Casciano

    Caro irmão essas coisas devem ser tratadas em reuniões paroquiais, cuidado com os escadalos, pois nossa igreja já tem muitos…
    Se utilize dessa basse maravilhosa de formações que é este site do Pe Paulo Ricardo para edificar a nossa Igreja.
    Abraço e boa sorte!

  • Iraci Oliveira65

    Parabens Padre Paulo , meu dia começa mais feliz  depois de ouvir o senhor com tanta sabedoria,Deus o lumine sempre ! e obrigada a Santa e amada IGREJA  por fazer do senhor um PADRE .Como precisamos disso , vamos rezar pelas vocaçoes para termos cada vez mais padres ungidos pelo Espirito Santo.

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“Lendo o ‘Catecismo da Igreja Católica’, pode-se captar a maravilhosa unidade do mistério de Deus, do seu desígnio de salvação, bem como a centralidade de Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, enviado pelo Pai, feito homem no seio da Santíssima Virgem Maria por obra do Espírito Santo, para ser o nosso Salvador.

Morto e ressuscitado, ele está sempre presente na sua Igreja, particularmente nos sacramentos; ele é a fonte da fé, o modelo do agir cristão e o Mestre da nossa oração.”

Autor: Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

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