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Preferir o Paraíso

No 21º aniversário de ministério sacerdotal do nosso amado pai e mestre espiritual, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo,

Há pouco mais de um ano, por ocasião da memória litúrgica de São Felipe Neri, o senhor nos presenteou com uma aula a respeito desse santo. Dentre os seus ensinamentos, um de que o senhor fez questão de recordar foi este: "preferir o paraíso". Esse foi o grande testamento espiritual deixado por São Felipe Neri à Igreja. E hoje, Padre, data de seu 21º ano de ordenação sacerdotal, vemos com clareza o quanto essa máxima do "profeta da alegria" está enraizada em sua vida espiritual e apostólica.

Desde o início do site, o senhor nos exorta: "Christo Nihil Praeponere", a nada dar mais valor do que a Cristo. Com o senhor, Padre Paulo Ricardo, aprendemos o preço da fidelidade e a não ter medo de perder "a vida, a fortuna e a própria honra" por ela. Aprendemos que diante da tentação, ou o homem sai mártir ou sai idólatra. Que precisamos nos esforçar para entrar pela porta estreita. Compreendemos o valor inestimável da Santa Missa e da recitação do Rosário. Entendemos que somos um corpo, cuja cabeça é o próprio Cristo, e que esse corpo é a continuação da encarnação do Verbo na história da humanidade. Descobrimos que a nada podemos temer a não ser o rompimento da amizade com Deus. Ele que, através do ícone apresentado no site, perscruta o íntimo de nosso coração todos os dias com aquele olhar severo que nos envergonha e com aquele olhar misericordioso que nos acalenta.

Somos obrigados ao senhor, Padre Paulo Ricardo. Somos gratos pelo seu ministério, pela sua humildade, perseverança, dedicação e fidelidade. Sabemos de suas lutas, sabemos de suas dificuldades e sabemos também de suas alegrias. E saiba, não somos alheios a nenhuma delas. Rimos quando o senhor ri, choramos quando o senhor chora, rezamos quando o senhor reza e nos santificamos quando o senhor se santifica. A santidade do rebanho depende da santidade do pastor. Por isso, como não lhe agradecer pelo piedoso pastoreio que exerce sobre nós, nestes tempos de adversidade? Somos gratos, Padre, pois com o senhor aprendemos o que significa amar a Cristo sobre todas as coisas. Aprendemos que apesar de toda angústia, perseguição, martírio e dificuldade, as portas do inferno não prevalecerão.

Obrigado, Padre Paulo Ricardo, por nos ensinar a "preferir o paraíso". Que o senhor possa viver o ministério sacerdotal ad multos annos.

São os mais sinceros votos de seus amigos, alunos e, sobretudo, filhos espirituais.

Deus lhe pague!

Equipe Christo Nihil Praeponere

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Prefeito da Congregação para o Clero escreve aos seminaristas

Cardeal Mauro Piacenza diz que "a Igreja certamente precisa de sacerdotes, mas não de qualquer tipo de sacerdote"

Cardeal Mauro Piacenza com seminaristas em Roma

O Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Mauro Piacenza, escreveu uma Carta aos Seminaristas por ocasião da Jornada de Santificação Sacerdotal que foi celebrado no dia 7, na solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

A Jornada de Santificação Sacerdotal é celebrada todos os anos nas dioceses do mundo inteiro, desde 1995, na sexta-feira sucessiva à solenidade de Corpus Christi.

Dirigindo-se aos seminaristas, o cardeal se diz feliz em enviar-lhes esta carta, a fim de que eles "se sintam envolvidos e recordados nesta significativa ocasião".

Convidando-os a meditarem sobre a realidade originária da divina vocação, o Cardeal Piacenza cita o Papa Francisco, que destaca a concretude do amor que devem praticar aqueles que são Sacerdotes de Cristo e da Igreja: "Isto vo-lo peço: sede pastores com o 'cheiro das ovelhas'" (Papa Francisco na homilia de sua primeira Missa Crismal, 28 de março de 2013). Diante dessa sugestiva imagem, prossegue Dom Piacenza, o Sucessor de Pedro nos convida a ter um amor forte e concreto pelo Povo de Deus.

O cardeal recorda ainda que, para o discípulo, caminhar com Cristo significa sustentar com alegria espiritual o peso da cruz sacerdotal. "Escutemos novamente o ensinamento do Santo Padre sobre isso: 'Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos'" (Homilia na Santa Missa com os Cardeais, 14 de março de 2013).

Em cada época, continua o Cardeal Piacenza, "Cristo chamou e chama alguns homens para segui-Lo mais de perto, participando com eles de Seu sacerdócio. Segundo o Prefeito da Congregação para o Clero, isso implica que, em cada período da história da Igreja, Cristo tem tecido um diálogo vocacional com fiéis que Ele escolheu para que fossem Seus representantes no seio do Povo de Deus. Dom Piacenza, recordou ainda que os padres são mediadores entre o Céu e a terra, particularmente através da celebração litúrgica e sacramental. "De fato, pode-se dizer que a liturgia nos abre o Céu sobre a terra", disse.

Nessa perspectiva, o Prefeito da Congregação para o Clero observa que os seminaristas"são chamados com a ordenação – sem nenhum mérito – a serem mediadores entre Deus e o povo, e a tornar possível o encontro salvífico mediante a celebração dos divinos mistérios".

A oração e vocação sacerdotal

Referindo-se à dimensão orante da vocação sacerdotal, afirma que esta recorda, ainda, outros aspectos de grande importância.

Primeiramente, destaca ele, "o fato de que as vocações são obtidas não principalmente por meio de uma estratégia pastoral, mas, sobretudo, rezando. Foi o que nos ensinou Jesus: 'A messe é grande, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe' (Lc 10,2)".

Ao primado da oração, observa Cardeal Piacenza, se soma também, na condição de canal de tal graça divina, a ação de sã, motivada e entusiasmada pastoral vocacional por parte da Igreja.

A propósito da colaboração eclesial à obra de dar pastores ao Povo de Deus e Corpo Místico de Cristo, o cardeal enfatiza que é oportuno recordar alguns aspectos que devem caracterizá-la: "a estima pelas vocações sacerdotais, o testemunho de vida dos Sacerdotes, a obra específica dos formadores no seminário".

Deus também chama por meio de outros padres

Nesse sentido, o cardeal destaca que as vocações são muito favorecidas, como é notável, pelo exemplo e pelo cuidado que os sacerdotes oferecem a elas. "Um Sacerdote exemplar dificilmente não suscitará nas mentes dos jovens a pergunta: não serei eu também chamado a uma vida assim bela e feliz? Exatamente desse modo os sacerdotes são canais através dos quais Deus faz ressoar o divino chamado no coração daqueles que ele escolheu!"

Destacando o importante papel dos formadores dos Seminários, lembra os dois princípios que devem guiar a avaliação da vocação: a cordial acolhida e a correta severidade.

A esse propósito, faz uma observação: "A Igreja certamente precisa de sacerdotes, mas não de qualquer tipo de sacerdote!"

"O amor que acolhe deve, portanto, ser acompanhado da verdade que julga com clareza se, para um determinado candidato, aparecem ou não os sinais da vocação e os componentes humanos necessários para uma resposta confiável a ela. A urgência pastoral da Igreja não pode induzir a uma pressa em conferir o ministério."

O Prefeito da Congregação para o Clero conclui sua Carta aos Seminaristas confiando "à intercessão de Maria Santíssima e de São José o dom da fidelidade e da perseverança no divino chamado que, por pura graça, nos foi concedido", e recorda que o nome do amor no tempo é "fidelidade".

Fonte: Canção Nova

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Vaticano apresenta: Adoração eucarística e dia em defesa da vida

O evento será "uma hora de oração plena, de comunhão fraterna e sustento à fé de todos"

Realizou-se na manhã desta terça-feira, 28, na Sala de Imprensa da Santa Sé, um encontro com os jornalistas para a apresentação da 'Solene Adoração Eucarística com transmissão simultânea para todo o mundo' e o Dia da Evangelium Vitae.

Os dois eventos inserem-se nas iniciativas do Ano da Fé, às quais já aderiram mais de 4 milhões de peregrinos. A Adoração Eucarística será realizada na Basílica de São Pedro, no próximo domingo 2 de junho, das 17 às 18 horas (horário italiano - 12h no Brasil) e o Dia da Evangelium Vitae, em 15 e 16 de junho.

A TV Canção Nova fará a transmissão ao vivo da adoração com o Papa neste domingo.

O Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Arcebispo Rino Fisichella, falou sobre o significado destes dois eventos. "A expressão que usamos para dar significado a este evento é 'Um só Senhor, uma só fé", para testemunhar o sentido de profunda unidade que caracteriza este momento. Será um evento que pela primeira vez realizar-se-á na história da Igreja e temos motivos para defini-lo como 'histórico'".

Em todas as latitudes, o povo de Deus estará sintonizado com Roma, em comunhão com o Papa. "Será uma hora de oração plena, de comunhão fraterna e sustento à fé de todos".

O Papa Francisco indicou duas intenções para este momento de oração que foram recordadas por Dom Fisichella.

Primeira: "Pela Igreja espalhada em todo o mundo e hoje em sinal de unidade, recolhida na Adoração da Santíssima Eucaristia".

Segunda: "Por todos aqueles que nas diversas partes do mundo vivem no sofrimento devido às novas formas de escravidão e são vítimas de guerras, do tráfico de pessoas, do narcotráfico e do trabalho escravo; pelas crianças e mulheres que são submetidas a qualquer tipo de violência".

O Presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização ilustrou a seguir o outro aguardado evento que será realizado nos dias 15 e 16 de junho, com o tema "Acreditando, tenham vida". "Chamamos o encontro de Evangelium Vitae para certificar toda a grande temática que se desenvolve em torno do compromisso da Igreja na promoção, respeito e defesa da dignidade da vida humana".

O calendário dos dois acontecimentos - dos quais participarão fiéis de todo o mundo -, prevê a Missa dominical, celebrada pelo Papa Francisco na Praça São Pedro, às 10h30 (horário italiano) com 'todo o povo da vida' e com todos os doentes presentes na celebração. Na manhã do sábado, as catequeses em várias línguas nas diversas igrejas de Roma e à tarde, a peregrinação ao Sepulcro de São Pedro, a Confissão e a Adoração Eucarística. Às 20h30, a caminhada com velas na Via da Conciliação para 'chamar a atenção sobre o tema da vida humana e do seu valor intangível'.

Fonte: Canção Nova

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Papa Francisco reza pelas vítimas do tornado que atingiu a cidade de Oklahoma nos Estados Unidos

Por meio de sua conta no twitter, o Santo Padre disse estar próximo de todas as vítimas da tragédia

Após o tornado que devastou Oklahoma nesta segunda-feira, nos Estados Unidos, o Papa Francisco rezou uma Missa pelas vítimas do desastre. O Santo Padre ainda expressou sua solidariedade pelas vítimas através do Twitter: "estou próximo das famílias de todos aqueles que morreram no tornado de Oklahoma, especialmente daqueles que perderam filhos pequenos". "Unam-se a mim em oração por eles".

Ao menos 24 pessoas morreram, segundo dados oficiais do governo americano, por causa do enorme tornado que varreu os subúrbios da cidade de Oklahoma, neste domingo, 19/05. Oficiais, no entanto, disseram que o número de mortos deve subir, pois as operações de busca e resgate continuarão durante toda a noite e na manhã.

O fenômeno, que durou cerca de 40 minutos, destruiu uma escola de ensino fundamental, deixando várias crianças soterradas pelos escombros. Segundo o serviço meteorológico dos EUA, o tornado atingiu a categoria EF-4 na escala de magnitude, ou seja, entre 260 e 320 quilômetros por hora. Devido à gravidade da tragédia, o presidente americano, Barack Obama, declarou estado de emergência na região, o que permite o envio de ajuda federal às regiões afetadas.

Assista ao vídeo do devastador tornado:

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Porta-voz do Vaticano se pronuncia sobre possível exorcismo feito pelo Papa Francisco

Segundo Padre Federico Lombardi, "o Santo Padre não pretendeu fazer nenhum exorcismo"

Pe. Federico Lombardi, SJ, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé

A decisão do Papa Francisco de impôr suas mãos na cabeça de uma pessoa enferma e rezar por ela no Domingo de Pentecostes gerou especulações de que ele poderia ter realizado um exorcismo. O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, pe. Federico Lombardi, SJ, esclareceu nesta terça-feira que o Santo Padre não realizou um exorcismo na ocasião. "O Santo Padre não pretendia realizar qualquer exorcismo", disse pe. Lombardi. "Antes", explicou, "como ele frequentemente faz com os doentes e sofredores que estão em seu caminho, ele pretendia simplesmente rezar por uma pessoa que sofre e que fora trazida diante dele". Exorcismo é, em senso estrito, a "expulsão" de maus espíritos. O poder de exorcizar foi conferido por Jesus aos apóstolos, e entende-se que este poder passa aos bispos que são sucessores dos apóstolos e a seus padres colaboradores. Dito isso, a Igreja tem — por muitos séculos, acrescente-se — um ritual muito preciso de exorcismo: não há um reavivamento teatral de estilo evangélico, mas atenção cuidadosa e mesmo metódica e fiel seguimento das orações, gestos e uso de sacramentais prescritos, como a água benta e o crucifixo. O Pe. Bernd Hagenkord, SJ, esclarece:

CRA: Quem pode realizar exorcismos?

BHSJ: Embora todo sacerdote possa realizar exorcismos — de fato, há um exorcismo que é parte do Rito do Batismo, então os padres podem realizar exorcismos regularmente — a lei da Igreja requer que toda diocese tenha ao menos um exorcista especialmente formado, que saiba distinguir os sinais de possessão demoníaca das doenças mentais ou psíquicas. De fato, mesmo hoje, quando algumas vozes afirmam que a possessão demoníaca está numa crescente, o exorcismo permanece muito, muito raro. A vasta maioria dos casos investigados se revelam casos de doenças mentais.

CRA: Então, há um ritual prescrito: o exorcismo é um sacramento?

BHSJ: Não, o exorcismo indubitavelmente não é um sacramento.

CRA: E quanto ao gesto do Papa no domingo?

BHSJ: Bem, eu não estava lá, mas posso dizer que a "imposição de mãos" é uma prática antiquíssima. Ela remonta ao Antigo Testamento, onde podia significar a eleição de um herdeiro — pense em Isaac abençoando Jacó, ou ordenação — como quando Moisés ordenou Josué. Na tradição Cristã, ela permanece sendo um ato de benção, e é parte dos ritos de ordenação sacerdotal e episcopal. Ela tem o sentido de um ato de cura — espiritual, fundamentalmente, mas também de cura do corpo (há precedentes de milagres). Novamente, todavia, é algo comumente feito por um padre ou bispo — e "silenciosamente", se preferir — sem espetáculo. O gesto em si também pode ser usado por pais ao abençoar seus filhos. – Pe. Bernd Hagenkord, SJ, é chefe da sessão alemã da Rádio Vaticano. Ele falou com Chris Altieri, da Rádio Vaticano.

Fonte: Radio Vaticano | Tradução: fratresinunum.com

Referências

  1. Risposta orale del direttore della Sala Stampa della Santa Sede, P. Federico Lombardi, S.I., su un presunto esorcismo compiuto dal Papa

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Papa teria feito exorcismo na Praça de São Pedro

Câmeras do Vaticano registram momento em que Papa teria feito a oração de libertação sobre o enfermo

O Papa Francisco teria realizado uma oração de exorcismo, ontem, na Praça de São Pedro, impondo as mãos sobre a cabeça de um enfermo, depois de o sacerdote que acompanhava o rapaz ter-lhe revelado que ele sofria de possessões. A cena ocorreu logo após a Missa de Pentecostes celebrada pelo Santo Padre, com a presença de mais de 200 mil pessoas. Segundo os exorcistas do programa “Vade Retro” da TV2000, emissora da Conferência Episcopal Italiana, "não há dúvidas de que se tratou de um exorcismo".

No vídeo é possível ver o Papa Francisco rezando concentrado e com as mãos postas sobre a cabeça do jovem. De uma face serena, o rapaz imediatamente passa a emitir sons estranhos, acompanhado por uma feição que aparenta ódio. Depois de terminar a oração, o Papa segue cumprimentando os demais, enquanto se pode ver o sacerdote que acompanha o rapaz rezando por ele sob os olhares atônitos dos que estão à volta.

Fonte: vaticaninsider.com

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Papa condena o aborto em Marcha pela Vida

Na primeira participação de um papa em um evento pró-vida, o Santo Padre condenou o aborto e pediu a "proteção jurídica do embrião"

O Papa Francisco surpreendeu os participantes da Marcha pela Vida em Roma, neste domingo, 12/05, quando sem avisar apareceu no meio da multidão com o papamóvel para saudar os mais de 40 mil manifestantes. É a primeira vez que um papa participa de uma manifestação pró-vida. O evento fazia parte da campanha "One of Us" - Um de nós - que pretende arrecadar um milhão de assinaturas para obrigar o Parlamento Europeu a convocar um debate sobre o assunto. A Marcha pela Vida também recordou os 35 anos da aprovação do aborto na Itália.

Após celebrar a Missa de canonização de duas freiras latino-americanas e 800 italianos mortos no século XV por causa da fé, o Santo Padre pediu na tradicional oração Regina Coeli que "seja garantida a proteção jurídica do embrião", de forma que "o ser humano seja protegido desde o primeiro instante de sua existência". A declaração de Francisco reafirmou seu trabalho enquanto Cardeal Arcebispo de Buenos Aires, Argentina, que na época, orientou os sacerdotes de sua diocese a negarem a comunhão aos defensores públicos do aborto.

O Santo Padre ainda convidou os peregrinos para participarem no Vaticano do "Dia da Evangelium Vitae", que será realizado nos próximos dias 15 e 16 de junho, a fim de recordar a Encíclica do Beato João Paulo II que condenou os métodos contraceptivos, o aborto e a eutanásia. "Será um momento especial, principalmente para aqueles que se preocupam com a defesa da santidade da vida humana", ressaltou Francisco.

Os organizadores da Marcha pela Vida em Roma disseram que a presença do Papa Francisco no evento "representou o maior reconhecimento pela iniciativa e a confirmação da sensibilidade do Papa aos princípios não-negociáveis​​, a começar pelo direito à vida". Segundo eles, o número de participantes vêm crescendo a cada ano, o que demonstra a adesão do povo à defesa da vida. Em 2012, 15 mil pessoas estiveram presentes na marcha.

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Nascidos para morrer

Conheça a história de Angele, a mãe que assistiu à morte do filho que nasceu vivo após uma tentativa de aborto

O bebê Rowan

Nem todo parto termina feliz, ainda mais quando seria possível evitar tragédias como a morte da criança. Praticamente todas as pessoas conhecem um caso de uma mãe que tenha morrido na mesa de operação ou de um filho que tenha nascido morto. Infelizmente, são episódios comuns. Mas, e se você soubesse de uma mãe que fora obrigada a ver seu filho agonizar até a morte, logo após seu nascimento, porque os médicos se recusaram a salvá-lo, o que você faria? Bem, este caso aconteceu e pode acontecer de novo enquanto a cultura da morte estiver vigorando nas leis de muitos países.

Nesta semana, um dos maiores sites pró-vida dos Estados Unidos, o lifesitenews.com, publicou a história de "Angele", uma jovem divorciada e mãe de dois filhos que, ao ver-se grávida do terceiro, conscientemente optou pelo aborto. Sua decisão foi colocada em prática quando encontrou a clínica Women's Center, de Orlando, que prometia "aborto sem dor em três minutos".

Apesar de ter se decidido pelo aborto, deu à criança que estava em seu ventre o nome de Rowan. Além disso, buscou um procedimento que causasse o mínimo sofrimento possível à criança. Assim, em vez da curetagem - método que esquarteja o bebê antes de retirá-lo do útero, por meio de sucção - decidiu-se pela injeção letal. Essa preocupação demonstra a sua consciência sobre o que estava prestes a cometer.

A equipe médica do Women's Center sedou Angele para que pudesse começar os procedimentos do aborto. Antes de injetarem a substância mortal na criança, primeiro os médicos precisaram implantar um objeto típico dessas cirurgias no útero da moça. Esse objeto tinha a finalidade de provocar a dilatação do cérvix. Após essa etapa, o bebê recebeu a injenção letal que, em tese, lhe causaria a morte. Segundo Angele, o médico responsável pela operação estava "muito agitado e parecia um tipo de pessoa hiperativa". Concluída essa fase, Angele foi liberada e pôde voltar ao hotel onde estava hospedada. Ela ainda teria que voltar à clínica para retirar o corpo de Rowan de seu ventre.

O que Angele não esperava era que mesmo após a aplicação da injeção ela continuasse a sentir os movimentos de seu filho. Durante a noite, enquanto o bebê chutava, Angele pensou em ligar para o plantão da clínica, mas acabou desistindo. Preferiu aguardar até a consulta do próximo dia.

Na manhã seguinte, Angele tomou a pílula para provocar a expulsão do bebê do seu corpo. Ela chegou à clínica por volta das 9h da manhã. Porém, como seu médico ainda não havia chegado, teve de esperar num quarto por recomendação de uma enfermeira chamada "Violene". Neste meio tempo, começou a sentir as contrações do "parto". Apesar de pedir ajuda a Violene, a enfermeira respondeu dizendo que ainda não era a hora, deixando-a sozinha na sala. Ao contrário do que disse Violene, Angele deu a luz ao seu filho Rowan naqueles instantes. Mas a surpresa maior ainda estava por vir.

Angele percebeu que a criança estava se mexendo, estava viva. Imediatamente chamou por ajuda médica e pediu para que Violene atendesse Rowan. A enfermeira disse então que iria pedir ajuda ao supervisor, mas longos minutos se passaram e ninguém retornou ao quarto. Visto que o socorro não chegava, Angele pegou seu telefone e discou para uma amiga pedindo para que ela ligasse ao 911 - número de emergência - e pedisse ajuda a uma equipe de paramédicos. Enquanto ninguém aparecia, Angele ficou ao lado de Rowan tentando confortá-lo. Até que, infelizmente, o bebê parou de se mexer e morreu.

Angele ficou profundamente consternada e se arrependeu de sua decisão. Enquanto ela rezava, cheia de remorso, por seu filho, um membro da clínica chegou e pediu o corpo do bebê, mas ela se recusou a entregá-lo. Os empregados da clínica a deixaram sozinha mais uma vez, mas logo retornaram e forçaram-na a entregar o menino. A polícia chegou a aparecer na clínica devido à chamada de emergência, mas foi persuadida por Violene a não dar importância ao caso, pois segundo ela, a situação já estava sob controle. A história completa e com maiores detalhes pode ser lida neste link do lifesitenews.com.

O caso de Angele faz parte de uma série de seis artigos do lifesitenews.com sobre bebês que nasceram vivos após tentativa de aborto, mas que morreram devido a negligência proposital dos médicos. Segundo o site, a prática tem se tornado cada vez mais corriqueira, apesar da crueldade da ação. Ela se justifica, infelizmente, por uma cultura que vem se desenvolvendo sobretudo na literatura acadêmica, aquela que deveria ser a primeira a promover a dignidade do ser humano. Fatos assim comprovam indubitavelmente que esta, sim, é a Idade das Trevas, não a de Santo Tomás de Aquino e de sua Suma Teológica, época da verdadeira Idade da Luz.

Fonte: lifesitenews.com