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Maria na Doutrina Católica - Parte III

A conceição virginal de Jesus Cristo no ventre de Maria é um sinal inequívoco de que verdadeiramente o Filho de Deus veio ao mundo numa humanidade como a nossa. Continuemos o estudo de Maria no Catecismo da Igreja Católica e aprendamos mais.

2.5 A Virgindade de Maria
496. Desde as primeiras formulações da fé (152), a Igreja confessou que Jesus foi concebido unicamente pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, afirmando igualmente o aspecto corporal deste acontecimento: Jesus foi concebido « absque semine, [...] ex Spiritu Sancto – do Espírito Santo, sem sêmen [de homem]» (153). Os Santos Padres veem, na conceição virginal, o sinal de que foi verdadeiramente o Filho de Deus que veio ao mundo numa humanidade como a nossa:

Diz, por exemplo, Santo Inácio de Antioquia (princípio do século II): «Vós estais firmemente convencidos, a respeito de nosso Senhor, que Ele é verdadeiramente da raça de David segundo a carne (154). Filho de Deus segundo a vontade e o poder de Deus (155); verdadeiramente nascido duma virgem [...], foi verdadeiramente crucificado por nós, na sua carne, sob Pôncio Pilatos [...] e verdadeiramente sofreu, como também verdadeiramente ressuscitou» (156).

497. As narrativas evangélicas (157) entendem a conceição virginal como uma obra divina que ultrapassa toda a compreensão e possibilidade humanas (158): «O que foi gerado nela vem do Espírito Santo», diz o anjo a José, a respeito de Maria, sua esposa (Mt 1, 20). A Igreja vê nisto o cumprimento da promessa divina feita através do profeta Isaías: «Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho» (Is 7, 14), segundo a tradução grega de Mt 1, 23.

498. Tem, por vezes, causado impressão o silêncio do Evangelho de São Marcos e das epístolas do Novo Testamento sobre a conceição virginal de Maria. Também foi questionado, se não se trataria aqui de lendas ou construções teológicas fora do âmbito da historicidade. A isto há que responder: a fé na conceição virginal de Jesus encontrou viva oposição, troça ou incompreensão por parte dos não-crentes, judeus e pagãos (159); mas não tinha origem na mitologia pagã, nem era motivada por qualquer adaptação às ideias do tempo. O sentido deste acontecimento só é acessível à fé que o vê no «nexo que liga os mistérios entre si» (160), no conjunto dos mistérios de Cristo, da Encarnação até à Páscoa. Já Santo Inácio de Antioquia fala deste nexo: «O príncipe deste mundo não teve conhecimento da virgindade de Maria e do seu parto, tal como da morte do Senhor: três mistérios extraordinários, que se efetuaram no silêncio de Deus» (161).

2.6 Maria – Sempre Virgem
499. O aprofundamento da fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria (162), mesmo no parto do Filho de Deus feito homem (163). Com efeito, o nascimento de Cristo «não diminuiu, antes consagrou a integridade virginal» da sua Mãe (164).

A Liturgia da Igreja celebra Maria "Aeiparthenos" como a «sempre Virgem»(165)

500. A isso objeta-se, por vezes, que a Escritura menciona irmãos e irmãs de Jesus (166). A Igreja entendeu sempre estas passagens como não designando outros filhos da Virgem Maria. Com efeito, Tiago e José, «irmãos de Jesus» (Mt 13, 55), são filhos duma Maria discípula de Cristo (167) designada significativamente como «a outra Maria» (Mt 28, 1). Trata-se de parentes próximos de Jesus, segundo uma expressão conhecida do Antigo Testamento (168).

501. Jesus é o filho único de Maria. Mas a maternidade espiritual de Maria (169) estende-se a todos os homens que Ele veio salvar: «Ela deu à luz um Filho que Deus estabeleceu como "primogênito de muitos irmãos" (Rm 8, 29), isto é, dos fiéis para cuja geração e educação Ela coopera com amor de mãe» (170).

2.7 A Maternidade Virginal de Maria no Plano de Deus
502. O olhar da fé pode descobrir, em ligação com o conjunto da Revelação, as razões misteriosas pelas quais Deus, no seu desígnio salvífico, quis que o seu Filho nascesse duma virgem. Tais razões dizem respeito tanto à pessoa e missão redentora de Cristo como ao acolhimento dessa missão por Maria, para bem de todos os homens:

503. A virgindade de Maria manifesta a iniciativa absoluta de Deus na Encarnação. Jesus só tem Deus por Pai (171). «A natureza humana, que Ele assumiu, nunca O afastou do Pai [...]. Naturalmente Filho do seu Pai segundo a divindade, naturalmente Filho da sua Mãe segundo a humanidade, mas propriamente Filho de Deus nas suas duas naturezas» (172).

504. Jesus é concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, porque Ele é o Novo Adão(173), que inaugura a criação nova: «O primeiro homem veio da terra e do pó: o segundo homem veio do céu» (1 Cor 15, 47). A humanidade de Cristo é, desde a sua conceição, cheia do Espírito Santo, porque Deus «não dá o Espírito por medida» (Jo 3, 34). É da «sua plenitude», que Lhe é própria enquanto cabeça da humanidade resgatada que «nós recebemos graça sobre graça» (Jo 1, 16).

505. Jesus, o novo Adão, inaugura, pela sua conceição virginal, o novo nascimento dos filhos de adoção, no Espírito Santo, pela fé, «Como será isso?» (Lc 1, 34) (175). A parti­cipação na vida divina não procede «do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus» (Jo 1, 13). A recepção desta vida é virginal, porque inteiramente dada ao homem pelo Espírito. O sentido esponsal da vocação humana, em relação a Deus (176), foi perfeitamente realizado na maternidade virginal de Maria.

506. Maria é virgem, porque a virgindade é nela o sinal da sua fé, «sem a mais leve sombra de dúvida» (177) e da sua entrega sem reservas à vontade de Deus (178). É graças à sua fé que ela vem a ser a Mãe do Salvador: «Beatior est Maria percipiendo fïdem Christi quam concipiendo carnem Christi – Maria é mais feliz por receber a fé de Cristo do que por conceber a carne de Cristo» (179).

507. Maria é, ao mesmo tempo, virgem e mãe, porque é a figura e a mais perfeita realização da Igreja (180): «Por sua vez, a Igreja, que contempla a sua santidade misteriosa e imita a sua caridade, cumprindo fielmente a vontade do Pai, torna-se também, ela própria, mãe, pela fiel recepção da Palavra de Deus: efetivamente, pela pregação e pelo Batismo, gera, para uma vida nova e imortal, os filhos concebidos por ação do Espírito Santo e nascidos de Deus. E também ela é virgem, pois guarda fidelidade total e pura ao seu esposo» (181).

Continua com "Maria no mistério do Espírito Santo"...

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Padre Paulo Ricardo na TV Século XXI

"Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que deve reinar no mundo."

São Luís Maria Grignion de Montfort, logo no início de sua obra "O Tratado da Verdadeira Devoção", afirma que "foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que deve reinar no mundo".

No ano de 2012, esse livro - pequeno tesouro - completou 300 anos e foi promovida no Brasil todo uma grande campanha de consagrações para que, de fato, o Reino de Jesus por Maria fosse iniciado.

Os esforços não param e em 2013, Maria Santíssima vem abrindo novas frentes para a divulgação do "Tratado..". De maneira especial, a Século XXI, entendendo a urgência do momento abriu as suas portas para que fosse realizado o primeiro Consagra-te televisionado.

O próximo domingo (12 de maio), será todo destinado ao Consagra-te. E contará com a presença do amado Padre Rodrigo Maria, fundador da Arca de Maria, cujo carisma é justamente a propagação da Verdadeira Devoção, e também do Padre Paulo Ricardo que tem divulgado o Tratado por meio de suas aulas, vídeos e da realização das Campanhas Nacionais de Consagração.

Não perca a oportunidade de conhecer mais sobre a "Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria". Convide seus amigos, divulgue este grande acontecimento em suas redes sociais. Não deixe de assistir!

Se estiver em Valinhos/SP ou nas proximidades, leve a sua caravana e participe ao vivo.

Veja a programação: Programa "Louvemos ao Senhor"

  1. 09h25 - Pe. Rodrigo Maria - Pregação
  2. 11h00 - Pe. Paulo Ricardo - Pregação
  3. 13h50 - Pe. Paulo Ricardo - Pregação
  4. 16h00 - Pe. Paulo Ricardo - Santa Missa

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Maria na Doutrina Católica - Parte II

Continuando o itinerário da Virgem Maria no Catecismo da Igreja Católica, apresentamos hoje o início do tema: "Nascido da Virgem Maria".

2. Nascido Virgem Maria

487. O que a fé católica crê a respeito de Maria, funda-se no que crê a respeito de Cristo. Mas o que a mesma fé ensina sobre Maria esclarece, por sua vez, a sua fé em Cristo.

2.1 A predestinação de Maria
488. «Deus enviou o seu Filho» (GI 4, 4). Mas, para Lhe «formar um corpo» (129), quis a livre cooperação duma criatura. Para isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe do seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré, na Galiléia, virgem que era noiva de um homem da casa de David, chamado José. "O nome da virgem era Maria (Lc 1, 26-27): O Pai das misericórdias quis que a aceitação, por parte da que Ele predestinara para Mãe, precedesse a Encarnação, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida (130).

489. Ao longo da Antiga Aliança, a missão de Maria foi preparada pela missão de santas mulheres. Logo no princípio, temos Eva; apesar da sua desobediência, ela recebe a promessa duma descendência que sairá vitoriosa do Maligno (131) e de vir a ser a mãe de todos os vivos (132). Em virtude desta promessa, Sara concebe um filho, apesar da sua idade avançada (133). Contra toda a esperança humana, Deus escolheu o que era tido por incapaz e fraco (134) para mostrar a sua fidelidade à promessa feita: Ana, a mãe de Samuel (135), Débora, Rute, Judite e Ester e muitas outras mulheres. Maria «é a primeira entre os humildes e pobres do Senhor, que confiadamente esperam e recebem a salvação de Deus. Com ela, enfim, excelsa filha de Sião, passada a longa espera da promessa, cumprem-se os tempos e inaugura-se a nova economia da salvação» (136).

2.2 A Imaculada Conceição
490. Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria «foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão» (137). O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como «cheia de graça»(138). Efetivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus.

491. Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, «cumulada de graça» por Deus (139), tinha sido redimida desde a sua conceição. É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, procla­mado em 1854 pelo Papa Pio IX: «Por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição» (140).

492. Este esplendor de uma «santidade de todo singular», com que foi «enriquecida desde o primeiro instante da sua conceição» (141), vem-lhe totalmente de Cristo: foi «remida dum modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho» (142). Mais que toda e qualquer outra pessoa criada, o Pai a «encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo» (Ef 1, 3).«N'Ele a escolheu antes da criação do mundo, para ser, na caridade, santa e irrepreensível na sua presença» (Ef 1, 4).

493. Os Padres da tradição oriental chamam a Mãe de Deus «a toda santa» («Panaghia»), celebram-na como «imune de toda a mancha de pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura» (143). Pela graça de Deus, Maria manteve-se pura de todo o pecado pessoal ao longo de toda a vida.

2.3 Faça-se em mim segundo a tua Palavra...
494. Ao anúncio de que dará à luz «o Filho do Altíssimo», sem conhecer homem, pela virtude do Espírito Santo (144), Maria respondeu pela «obediência da fé» (145), certa de que «a Deus nada é impossível»: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). Assim, dando o seu consentimento à palavra de Deus, Maria tornou-se Mãe de Jesus. E aceitando de todo o coração, sem que nenhum pecado a retivesse, a vontade divina da salvação, entregou-se totalmente à pessoa e à obra do seu Filho para servir, na dependência d'Ele e com Ele, pela graça de Deus, o mistério da redenção (146).

Como diz Santo Irineu, "obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano" (147). Eis porque não poucos Padres afirmam, tal como ele, nas suas pregações, que "o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a Virgem Maria com a sua fé" (148); e, por comparação com Eva, chamam Maria a "Mãe dos vivos" e afirmam muitas vezes: "a morte veio por Eva, a vida veio por Maria"» (149).

2.4 A Maternidade Divina de Maria
495. Chamada nos evangelhos «a Mãe de Jesus» (Jo 2, 1; 19, 25)(150), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito Santo e desde antes do nascimento do seu Filho, como «a Mãe do meu Senhor» (Lc 1, 43). Com efeito, Aquele que Ela concebeu como homem por obra do Espírito Santo, e que Se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro senão o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus («Theotokos») (151).

Continua com o tema: "A virgindade de Maria".

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Maria na Doutrina Católica

Apresentamos a primeira parte dos ensinamentos sobre a Virgem Maria retirados do Catecismo da Igreja Católica.

O mês de Maio é tradicionalmente dedicado à Maria Santíssima, esposa do Espírito, Mãe do Filho de Deus e nossa. Não existe no Catecismo da Igreja Católica um capítulo dedicado somente a ela, mas sua presença permeia toda a história da Igreja, todo o plano de salvação. Não é possível falar de Jesus sem falar de Maria. Onde Ele está, lá está ela também.

Maria é o mais belo presente de Deus para os homens, muitos santos a chamam de "o tesouro do Senhor". Ela é o modelo perfeito para todas as mulheres. São Luis Maria Grignion de Montfort, em seu "Tratado da Verdadeira Devoção à Maria Santíssima", que em 2012 completou 300 anos, nos diz: "Deus pai juntou todas as águas e chamou-as mar; juntou todas as suas graças e chamou-as Maria" (23).

É por isso que também nós do site padrepauloricardo.org gostaríamos de não só prestar homenagem à Virgem Maria, mas, ao mesmo tempo, levar ao público uma compilação dos ensinamentos sobre ela constantes do Catecismo da Igreja Católica, para que sintam aumentar em si mesmos o amor e a veneração, e também o conhecimento para combater os ataques que a ela são dirigidos.

I. Maria no mistério de Jesus Cristo

1. Concebido pelo poder do Espírito Santo...

484. A Anunciação a Maria inaugura a «plenitude dos tempos» (Gl 4, 4), isto é, o cumprimento das promessas e dos preparativos. Maria é convidada a conceber Aquele em quem habitará «corporalmente toda a plenitude da Divindade» (Cl 2, 9). A resposta divina ao seu "como será isto, se Eu não conheço homem?" (Lc 1, 34) é dada pelo poder do Espírito: «O Espírito Santo virá sobre ti» (Lc 1, 35).

485. A missão do Espírito Santo está sempre unida e ordenada à do Filho (123). O Espírito Santo, que é «o Senhor que dá a Vida», é enviado para santificar o seio da Virgem Maria e para fecundá-la pelo poder divino, fazendo-a conceber o Filho eterno do Pai, numa humanidade originada da sua.

486. Tendo sido concebido como homem no seio da Virgem Maria, o Filho único do Pai é «Cristo», isto é, ungido pelo Espírito Santo (124), desde o princípio da sua existência humana, embora a sua manifestação só se venha a fazer progressivamente: aos pastores (125), aos magos 126), a João Baptista (127), aos discípulos (128). Toda a vida de Jesus Cristo manifestará, portanto, «como Deus O ungiu com o Espírito Santo e o poder» (At 10, 38).

Continua...

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Carta aos Consagrados - 2013: "A causa da nossa alegria!"

Venha a nós o Reino de Jesus Cristo, por meio do Reino de Maria!

O "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem" permaneceu praticamente desconhecido do grande público católico até o ano de 2012, quando foi celebrado os 300 anos de sua publicação e houve um grande esforço de divulgação dessa valiosa obra de São Luís Maria Grignion de Montfort. O resultado foi um número elevado de consagrações por todo o Brasil.

Porém, a divulgação do Tratado foi apenas o primeiro passo. Aumentando o número de consagrados, aumentará também o interesse das pessoas acerca da Consagração e de tudo que a envolve. Caberá aos consagrados estarem preparados para responder às perguntas que, com a graça de Deus, virão. Sejamos, portanto, os Apóstolos da Consagração!

Em Fátima, Maria Santíssima nos disse: "Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração." E prometeu: "Por fim, o Meu Imaculado Coração Triunfará". Este triunfo é identificado por São Luís como o Reino de Maria nos corações (TVD, n. 37-38), e por meio Dela, o Reino Eucarístico de Jesus Cristo (TVD, n. 1) e a ação abundante dos dons do Espírito Santo nas almas ("TVD, n. 217). Que venha o Triunfo!

No dia 11 de fevereiro de 2013, pouco antes da publicação desta carta, fomos surpreendidos pela notícia de que o Santo Padre Bento XVI apresentara a sua declaração de renúncia. Somos gratos pelo bem que Bento XVI fez à Santa Igreja e pelo legado deixado ao seu Sucessor. Como consagrados à Virgem Maria, busquemos, como Bento XVI nos deu o exemplo, sermos verdadeiros adoradores de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Própria Hóstia Consagrada, tratando o Corpo de Deus com toda adoração, amor, zelo e reverência. Busquemos também crescer no amor à Santa Igreja, sobretudo amando, conhecendo, estudando e propagando também o Catecismo da Igreja Católica, de maneira especial neste Ano da Fé, como o próprio Bento XVI tanto nos exortou.

Em 2013, teremos a nossa IV Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria. É o ano também em que o Brasil receberá o Papa na "Jornada Mundial da Juventude", no Rio de Janeiro. Por isso, nossos olhares se voltam com mais intensidade para os jovens, a exemplo do Beato João Paulo II, o qual esperamos ansiosamente que seja canonizado. É ele o Papa de Maria, Consagrado pelo método de São Luís sob o lema "Totus Tuus". Com esse ardor pela salvação das almas, nada mais natural que tenha inspirado a JMJ, levando ao mundo a Cruz e o Ícone da Virgem Maria.

Como João Paulo II, vamos nos entregar especialmente pela santificação dos jovens, divulgando entre eles esta Consagração, empenhando-nos ao máximo para que se consagrem. Que tenhamos todo amor, paciência, santidade e criatividade para isso.

O Santo Padre Bento XVI, em sua mensagem dirigida à Jornada Mundial da Juventude de 2012, disse que "Maria (…) é chamada «causa da nossa alegria» porque nos deu Jesus. Ela introduzir-vos-á naquela alegria que ninguém vos poderá tirar!". Rezemos para que, de fato, a Virgem Maria seja a causa da alegria da Juventude Católica no Brasil, também pela vivência da Consagração Total a Ela!

Peçamos a Deus também que a Consagração, enquanto meio para renovação e vivência plena do nosso Batismo (TVD, n. 126-130), possa suscitar santas e numerosas vocações ao sacerdócio, à vida consagrada, à vida missionária e famílias santas que possam gerar filhos santos para Deus! É a Virgem Maria Quem gera o Cristo em nós (TVD, n. 30-35), e por isso Ela é também a Mãe das Vocações.

Algumas questões práticas:

DATA DE CONCLUSÃO DA IV CAMPANHA NACIONAL: A data da conclusão da IV Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria já está marcada: 08 de dezembro de 2013, Solenidade da Imaculada Conceição. Como será em um Domingo, facilitará para que, conforme a possibilidade e conveniência de cada local, realizemos encontros de dois dias (07 e 08 de Dezembro).

CONSAGRA-TE: Para que as Consagrações se propaguem, é importante realizarmos em cada cidade, um encontro com o nome de "Consagra-te", no qual deve ser apresentada a proposta da Consagração Total pelo método de São Luís. A partir desse encontro devem ser formados grupos de preparação. Se a data escolhida para a Consagração for o dia 08 de dezembro, sugerimos que o "Consagra-te" ocorra até o mês de setembro, no máximo. Deve haver um tempo razoável para que as pessoas possam ler e estudar o "Tratado...", bem como para fazer as orações preparatórias.

MEMÓRIA DE SÃO LUÍS MONTFORT: Celebramos solenemente a memória de São Luís Maria Grignion de Montfort no dia 28 de Abril. É importante que os consagrados se lembrem dessa data em suas paróquias, comunidades e grupos. Ela é uma excelente maneira de propagar a Consagração Total.

SÚPLICA PARA O ANO MARIANO EM 2016-2017 e DOUTORIZAÇÃO DE SÃO LUÍS: Em 2017 será celebrado o centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima e a preparação já começou. Da mesma forma, em 2016, serão celebrados os trezentos anos da morte de São Luís Maria. Portanto, supliquemos a Deus e ao Papa a graça de um Ano Mariano em 2016-2017, bem como a elevação São Luís Maria Grignion de Montfort ao caráter de Doutor da Igreja.

IMPORTANTE: Convocamos todos os Consagrados, dos vários grupos, movimentos e comunidades, para se unirem em oração conosco nestes empreendimentos, a oferecerem jejum e penitência a Deus por meio da Santíssima Virgem em vista que os Seus Planos se realizem, e para tomarem as devidas iniciativas para que estes eventos aconteçam em suas cidades.

Estas são as aspirações dos representantes da Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria, reunidos no Encontro Nacional de Lideranças Católicas e Pró-Vida, realizado nos dias 11, 12 e 13 de janeiro de 2013, na cidade de Luziânia-GO.

Equipe Consagra-te - 11 de fevereiro de 2013, 155 anos das aparições da Santíssima Virgem em Lourdes, na França. | consagrate.com

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Mulher, um ícone da graça


Uma das acusações preferidas dos detratores da Igreja reside na velha questão sobre a não admissão de mulheres ao sacerdócio. Não basta à mulher ser a escolhida para Mãe de Deus, não basta à mulher ser a primeira a anunciar a ressurreição de Cristo. Para eles, a humildade da Igreja de reconhecer a impossibilidade do sacerdócio feminino é autoritarismo e misoginia, enquanto que a arrogância da ideologia de gênero em modificar a própria natureza humana por claros fins ideológicos é vista como progresso e justiça. Não é preciso muito esforço para se perceber a falsidade ideológica desses discursos, mas, por outro lado, há ainda quem lhes dê atenção.

A lista dos postulantes da ordenação feminina é imensa. Versa desde os simples leigos aos teólogos, e, às vezes, até mesmo clérigos mais respeitados, sobretudo pela mídia liberal. Após a renúncia do papa, então, a balbúrdia em torno do assunto ganhou contornos há tempos não vistos. Tudo alavancado pela imprensa na ânsia de, possivelmente, arrancar do novo pontífice o indulto para suas pretensões. A coisa ficou ainda mais estapafúrdia depois de a polícia italiana - corretamente, vale frisar - ter detido uma "sacerdotisa" excomungada que protestava na Praça de São Pedro, nesta quinta-feira, 07/03, pelo "direito" das mulheres serem ordenadas.

Não é preciso dizer que a discussão sobre a ordenação de mulheres é um caso encerrado para a Igreja Católica. O Beato João Paulo II, durante uma das cerimônias mais solenes de seu pontificado, foi muito incisivo quando afirmou "que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja". As pessoas que ainda insistem em discutir essa questão não devem ser levadas a sério. Ainda mais quando se observa que esses clamores vêm precisamente de grupos que estão mais ligados a ideologias e partidarismos políticos que a própria fé cristã.

Mas, se ainda resta alguma dúvida quanto ao assunto, nada mais oportuno que recordar a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem de João Paulo II sobre a dignidade e a posição da mulher dentro da Igreja. O beato lembra que um dos grandes escândalos de Jesus para os fariseus era, justamente, a sua forma de relacionar-se com as mulheres. "Ficaram admirados por estar ele a conversar com uma mulher" (Jo 4, 27). Isso é o suficiente para fazer cair por terra a hipótese surreal de que Cristo não teria conferido a ordenação para as mulheres por ter se adaptado aos costumes da época. Não se adaptar aos costumes farisaicos foi justamente o que rendeu a Cristo a sua crucificação. Ora, se fosse do Seu intuito criar o sacerdócio feminino Ele o teria feito.

Um outro aspecto importante a ser ressaltado é a maneira como alguns grupos feministas, os quais, se dizendo defensores dos direitos das mulheres pretendem ser os porta-vozes de todas. Será que as mulheres se vêem representadas por esses grupos? A resposta é não. Eles, de maneira alguma representam os anseios, a moralidade e os costumes da maioria das mulheres espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Seu modo de agir, sua forma de protestar também não. Ou alguém ousará dizer que uma mulher que sai à rua seminua com faixas escandalosas nas quais ela mesma se define como "vadia" está defendendo a dignidade feminina?

O feminismo extremista, radicado nos últimos anos nas despudoradas "Marchas das Vadias", não só deturpou a imagem da mulher, como também a do homem. O resultado disso pode ser visto em cenas degradantes como as ocorridas na Universidade de São Paulo recentemente, em que mulheres e rapazes nus se enfrentavam por causa de uma festa para calouros. Através da ideologia de gênero, a dignidade de ambos os sexos é posta abaixo de qualquer padrão de decência, ao mesmo tempo em que relações sem vínculos definitivos, promiscuidade e orgias são elevadas ao grau das grandes virtudes, as quais todos devem almejar. Sem mencionar ainda as indefensáveis bandeiras pelas quais esses grupos lutam, como por exemplo, a legalização do aborto e o controle da natalidade.

A teologia católica, por outro lado, sempre viu na mulher o tesouro da pureza e da santidade, da qual podia-se haurir o genuíno significado da dignidade humana. Não é por menos que a Igreja durante séculos incentivou o uso do véu, pois os cristãos cobrem aquilo que é santo. Santa Joana D´Arc, Santa Gianna Beretta, Santa Catarina de Sena e Santa Terezinha do Menino Jesus são alguns modelos da coragem, piedade e docilidade feminina, virtudes tão belas e ao mesmo tempo, tão difíceis de se encontrar, sobretudo nos últimos decênios.

Soma-se a tudo isso, a figura da Virgem Santíssima, a reunião de todas as graças em uma só criatura. Ela que é o espelho da justiça e o refúgio dos pecadores. A mãe de misericórdia que tem os olhos voltados para todos, sem distinção. A ave estrela do mar, a porta do céu. Aquela que avança como aurora e que traz aos cegos a luz. Mãe e Virgem destemida. Bem-aventurada por todas as gerações. Quem ousará dizer que nela não habita a verdeira liberdade e dignidade da mulher? Quem poderá lhe imputar a chaga da opressão? Quem se atreverá a levantar contra ela os horrores de uma vida infeliz por sua dócil e, não menos corajosa, submissão à vontade do Pai? Quem dirá que ela é menor perante Deus por não trazer no corpo o manto negro de uma veste sacerdotal? Quem?

Que a exemplo de Maria, as mulheres e os homens se recordem da figura feminina como um ícone da graça e da beleza divina.

Autor: Equipe Christo Nihil Praeponere

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A canção de Bernadette


Em 1858, em pleno apogeu das ideias racionalistas, uma pequena camponesa chamada Bernadette, da cidade de Lourdes, França, recebe a visita de uma senhora "vinda do céu". Os moradores da cidade acreditam que a senhora seja a Virgem Maria, as autoridades locais, uma fantasia criada por uma menina doente. A gruta onde ocorrem as aparições logo torna-se um lugar de peregrinações e de grandes milagres. Quando questionada sobre quem seria, a Senhora responde: "Eu sou a Imaculada Conceição".

Essa é a história contada em "A canção de Bernadette", uma super-produção de 1943, vencedora de 4 Oscars, que narra as aparições de Nossa Senhora à pequena Santa Bernadette Soubirous, em Lourdes, na França. Assista ao filme e conheça um pouco mais a respeito dessa importante devoção católica.

Assista:

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Bento XVI: Maria é bem-aventurada por sua fé firme em Deus


Em suas palavras prévias à oração do Ângelus diante dos milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, por ocasião da Solenidade da Imaculada Conceição, o Papa Bento XVI afirmou que a Virgem é "bem-aventurada" porque "acreditou, porque teve uma fé firme em Deus".

O Santo Padre assinalou que "neste Ano da fé queria sublinhar que Maria é a Imaculada por um dom gratuito da graça de Deus, mas que nela encontrou perfeita disponibilidade e colaboração".

"A Imaculada demonstra que a Graça é capaz de suscitar uma resposta, que a fidelidade de Deus sabe gerar uma fé verdadeira e boa".

O Papa explicou também que "Maria representa aquele "resto de Israel", aquela raiz santa que os profetas anunciaram. Nela encontram acolhimento as promessas da antiga Aliança".

"Em Maria a Palavra de Deus encontra escuta, recepção, resposta, encontra aquele ‘sim’ que a permite tomar carne e vir habitar em meio a nós".

Bento XVI indicou que "em Maria a humanidade, a história se abrem realmente a Deus, acolhem a sua graça, estão dispostas a fazer a sua vontade. Maria é expressão genuína da Graça".

"Ela representa o novo Israel, que as Escrituras do Antigo Testamento descrevem com o símbolo da esposa. E São Paulo retoma esta linguagem na Carta aos Efésios lá onde fala do matrimônio e diz que "Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível".

O Papa indicou que "Os Padres da Igreja desenvolveram esta imagem e assim a doutrina da Imaculada nasceu primeiro em referência à Igreja virgem-mãe, e depois a Maria. Assim escreve poeticamente Efrem o Sírio: "Como os corpos pecaram e morreram, e a terra, sua mãe, é maldita, (cfr Gen 3,17-19), assim por causa deste corpo que é a Igreja incorruptível, sua terra é bendita desde o início. Esta terra é o corpo de Maria, templo no qual uma semente foi colocada".

Bento XVI recordou também que "A luz que emana da figura de Maria nos ajuda também a compreender o verdadeiro sentido do pecado original. Em Maria, de fato, é plenamente viva e operante aquela relação com Deus que o pecado rompe", assinalou.

"Nela não tem alguma oposição entre Deus e o seu ser: tem plena comunhão, plena concordância. Tem um "sim" recíproco, entre Deus e ela e ela e Deus. Maria é livre do pecado porque é toda de Deus, totalmente esvaziada por Ele. É cheia de sua Graça, do seu Amor".

Como conclusão, o Papa sublinhou que "a doutrina da Imaculada Conceição de Maria exprime a certeza de fé que as promessas de Deus foram realizadas: que a sua aliança não falha, mas produziu uma raiz santa, da qual brotou o Fruto bendito de todo o universo, Jesus, o Salvador. A Imaculada está a demonstrar que a Graça é capaz de suscitar uma resposta, que a fidelidade de Deus sabe gerar uma fé verdadeira e boa.".

"Sigamos o exemplo da Mãe de Deus, para que também em nós a graça do Senhor encontre resposta em uma fé genuína e fecunda", finalizou.

Fonte: ACI/EWTN Noticias