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Bento XVI: Onde Deus não é glorificado não há paz


Ao presidir a Missa de Véspera de natal celebrada na Basílica de São Pedro no dia 24 à noite, o Papa Bento XVI sublinhou que "com a glória de Deus nas alturas, está relacionada a paz na terra entre os homens. Onde não se dá glória a Deus, onde Ele é esquecido ou até mesmo negado, também não há paz".

O Santo Padre lamentou em sua homilia a existência de correntes de pensamento populares que "afirmam o contrário: as religiões, mormente o monoteísmo, seriam a causa da violência e das guerras no mundo".

Segundo as mesmas correntes de pensamento "primeiro seria preciso libertar a humanidade das religiões, para se criar então a paz; o monoteísmo, a fé no único Deus, seria prepotência, causa de intolerância, porque pretenderia, fundamentado na sua própria natureza, impor-se a todos com a pretensão da verdade única.".

O Santo Padre indicou que embora seja "incontestável algum mau uso da religião na história, não é verdade que o «não» a Deus restabeleceria a paz".

"Se a luz de Deus se apaga, apaga-se também a dignidade divina do homem. Então, este deixa de ser a imagem de Deus, que devemos honrar em todos e cada um, no fraco, no estrangeiro, no pobre. Então deixamos de ser, todos, irmãos e irmãs, filhos do único Pai que, a partir do Pai, se encontram interligados uns aos outros".

O Papa assinalou que "o tipos de violência arrogante que aparecem então com o homem a desprezar e a esmagar o homem, vimo-los, em toda a sua crueldade, no século passado.".

"Só quando a luz de Deus brilha sobre o homem e no homem, só quando cada homem é querido, conhecido e amado por Deus, só então, por miserável que seja sua situação, sua dignidade é inviolável".

Bento XVI remarcou que "no decurso de todos estes séculos, não houve apenas casos de mau uso da religião; mas, da fé no Deus que Se fez homem, nunca cessou de brotar forças de reconciliação e magnanimidade. Na escuridão do pecado e da violência, esta fé fez entrar um raio luminoso de paz e bondade que continua a brilhar".

"Cristo é a nossa paz e anunciou a paz àqueles que estavam longe e àqueles que estavam perto".

O Santo Padre também pediu a Deus para que Ilumine a quantos acreditam que devem praticar violência em nome da religião, para que aprendam a compreender o absurdo da violência e a reconhecer o vosso verdadeiro rosto.

"Ajudai a tornarmo-nos homens «do vosso agrado»: homens segundo a vossa imagem e, por conseguinte, homens de paz", rogou.

O Papa exortou os fiéis a ousarem "o passo que vai mais além, que faz a «travessia», saindo dos nossos hábitos de pensamento e de vida e ultrapassando o mundo meramente material para chegarmos ao essencial, ao além, rumo àquele Deus que, por sua vez, viera ao lado de cá, para nós. Queremos pedir ao Senhor que nos dê a capacidade de ultrapassar os nossos limites, o nosso mundo; que nos ajude a encontrá-Lo, sobretudo no momento em que Ele mesmo, na Santa Eucaristia, Se coloca nas nossas mãos e no nosso coração.".

"Supliquemos-Lhe para que a curiosidade santa e a santa alegria dos pastores nos toquem nesta hora também a nós e assim vamos com alegria até lá, a Belém, para o Senhor que hoje vem de novo para nós, concluiu".

Fonte: ACI/EWTN Noticias

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Mensagem de Natal do Padre Paulo Ricardo: "O Eterno em nossa História"


A cada Natal do Senhor, nós cristãos professamos a fé neste encontro que é a Encarnação do Verbo. O encontro da eternidade de Deus e da história humana.

No tradicional Anúncio de Natal (Kalendas), a Mãe Igreja recorda o nascimento de Jesus no quadro da grande história da humanidade. Ao marcar neste evento o ano zero de nosso calendário, os cristãos recordam que ali se encontra o centro e o sentido de toda a história humana.

Celebrar o Natal é abrir as portas de nossa história (pequena ou grande) para que o Rei da Glória realize efetivamente a profecia de ser Deus Conosco, Emanuel.

A todos os irmãos, amigos e colaboradores, que fizeram parte de nossa história em 2012, desejamos este admirável encontro com o Eterno. Só assim teremos um feliz e santo Natal!

Padre Paulo Ricardo e Equipe

Precônio Natalino (Kalendas de Natal)

*O calendário lunar varia a cada ano. Esta ano de 2012 o Natal se celebra na décima primeira lua.

Texto em latim

Texto em português

Octavo Kalendas ianuarii. Luna undecima*.

Vinte e cinco de Dezembro. Décima primeira Lua*.

Innumeris transactis sæculis a creatione mundi, quando in principio Deus creavit cælum et terram et hominem formavit ad imaginem suam;

Tendo transcorrido inúmeros séculos desde a criação do mundo, quando no princípio criara Deus o céu e a terra, e formara o homem à sua imagem;

permultis etiam sæculis, ex quo post diluvium Altissimus in nubibus arcum posuerat, signum fœderis et pacis;

Também muitíssimos séculos de quando, depois do dilúvio, o Altíssimo assentara sobre as nuvens o arco-íris, sinal da aliança e da paz;

a migratione Abrahæ, patris nostri in fide, de Ur Chaldæorum sæculo vigesimo primo;

Vinte e um séculos depois da partida de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus;

ab egressu populi Isræl de Ægypto, Moyse duce, sæculo decimo tertio;

Treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés;

Ab unctione David in regem, anno circiter milesimo;

Cerca de mil anos depois da unção de David como rei de Israel;

Hebdomada sexagesima quinta, juxta Danielis prophetiam;

Na sexagésima quinta semana, segundo a profecia de Daniel;

Olympiade centesima nonagesima quarta;

Na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada

Ab Urbe condita anno septingentesimo quinquagesimo secundo;

No ano setecentos e cinquenta e dois da fundação da cidade de Roma;

Anno imperii Cæsaris Octaviani Augusti quadragesimo secundo;

Do Império de César Otaviano Augusto, ano quadragésimo segundo;

Toto Orbe in pace composito, Iesus Christus, æternus Deus æternique Patris Filius, mundum volens adventu suo piissimo consecrare, de Spiritu Sancto conceptus, novemque post conceptionem decursis mensibus in Bethlehem Iudæ nascitur ex Maria Virgine factus homo:

Quando em todo o orbe reinava a paz, Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai, querendo santificar o mundo com a sua piedosíssima vinda, concebido do Espírito Santo, tendo transcorrido nove meses depois da concepção, nasce em Belém da Judeia da Virgem Maria, feito homem:

Nativitas Domini Nostri Iesu Christi secundum carnem.

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo carne.

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O Papa eliminou o burro e o boi do presépio?

BOGOTÁ, 28 Nov. 12 / 02:22 pm (ACI).- Um artigo publicado pela jornalista Carmen Villa Betancourt no jornal El Colombiano esclareceu que o Papa Bento XVI no seu livro "A Infância de Jesus" não eliminou a presença do burro e do boi dos presépios, como foi divulgado recentemente por diversos meios de comunicação.

"‘O Papa afirma que não havia burro nem boi no portal de Belém’, diz o jornal El Pais de Madri. ‘Também disse que o burro e o boi não vão ao presépio’, é o subtítulo do jornal El Espectador. ‘Um presépio sem burro nem boi, assegurou o Papa’, titulou este jornal na sua edição digital", recordou a jornalista.

Villa Betancourt recordou que o objetivo de um titular é "atrair o leitor e sintetizar a informação". Entretanto, embora os titulares usados por estes meios "cumpram com o objetivo de captar o leitor, distorcem maliciosamente a mensagem e não cumprem com o papel de sintetizá-la".

"Ao ler os artigos vi que estes não diziam que o Papa tirou estes animais do presépio. Por quê? Simplesmente porque isto é falso", expressou.

A jornalista indicou que sobre este tema, o que diz o livro do Papa em sua página 76 é: "O presépio nos leva a pensar nos animais, pois é ali onde eles comem. No Evangelho não se fala neste caso de animais. Mas a meditação guiada pela fé, lendo o Antigo e o Novo Testamento relacionados entre si, preencheu logo esta lacuna, remetendo-se a Isaías 1,3: ‘o boi conhece seu amo, e o asno o presépio do seu dono; Israel não me conhece, meu povo não compreende’".

"Qualquer fiel –indicou Villa Betancourt-, sabe que, assim como o burro e o boi, há outros elementos como a data de nascimento de Jesus, o nome dos reis magos ou tantos outros aspectos que são bonitos mas não essenciais para a fé e talvez por isso não sejam relatados pelos evangelistas. A mula e o boi fazem parte da tradição cristã. Tanto, que estão presentes todos os anos no presépio da praça de São Pedro no Vaticano".

Entretanto, "o incrível é que muitos colunistas e blogueiros tenham feito duras e ignorantes críticas contra o Papa pela suposta supressão dos animais em Belém, como se isso fosse a proclamação de um novo dogma de fé. Pergunto-me se já leram o livro, ou ao menos os extratos do mesmo que saíram nestes dias em tantas páginas Web".

"Acho que muitos ficaram nos titulares deficientes dos periódicos. É lamentável que estes comentários distorçam a notícia da publicação de um novo livro que completa uma magnífica trilogia e que pode preparar-nos espiritual e intelectualmente, para viver o mistério do Natal", finalizou a jornalista colombiana.