Christo Nihil Praeponere

Confissões Durante a Sexta-Feira e o Sábado Santos

Vê-se, todos os anos, muita confusão a respeito da possibilidade da administração das Confissões durante a Sexta-Feira e o Sábado Santos.

Alguns sacerdotes, inclusive especialistas em liturgia, afirmam erroneamente que as rubricas do Missal proíbem a celebração do sacramento da Penitência durante a Sexta-Feira e o Sábado Santos.

No entanto, esta afirmação é INCORRETA.

Eis o que o Missal realmente diz.

As edições de 1970 e de 1975 do Missale Romanum (Novus Ordo) (usando a linguagem tradicional usada pelo Papa Inocêncio III, † 1216) afirmam o seguinte a respeito da Sexta-Feira e do Sábado Santos: Hac et sequenti die, Ecclesia, ex antiquissima traditione, sacramenta penitus non celebrat (Hoje e amanhã, segundo antiquíssima tradição, a Igreja não celebra os sacramentos – pg. 254 da edição da Paulus).

No entanto, já que se trata de um Missal (ou seja, de um livro para a celebração da MISSA), sacramento refere-se apenas à Eucaristia, Santa Missa e NÃO aos outros sacramentos. A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos esclareceu esta rubrica em sua revista oficial Notitiae [1977 – no. 137 (Dezembro) p. 602].

Na edição de 2002 do Missale Romanum (ainda não traduzida para o Brasil) no mesmo parágrafo a dúvida foi sanada. Assim foi modificado o texto citado acima (a ênfase é minha):

Hac et sequenti die, Ecclesia, ex antiquissima traditione, sacramenta, praeter Paenitentiae et Infirmorum Unctionis, penitus non celebrat…

(Hoje e amanhã, segundo antiquíssima tradição, a Igreja não celebra de forma alguma os sacramentos, exceto os da Penitência e da Unção dos Enfermos).

Os Sacerdotes não somente podem, mas DEVERIAM ouvir confissões na Sexta-Feira e no Sábado Santos, pois se trata de dias especialmente dedicados à penitência. Aliás, aproveitando a deixa, é bom lembrar que não somente é permitido, mas igualmente apropriado que haja um sacerdote ouvindo confissões enquanto outro celebra a Santa Missa. (Cf. Redemptionis Sacramentum 76 e a resposta da Congregação ao “Dubium” em Notitiae 37 (2001) pp. 259-260).

Ter um sacerdote no confessionário antes e mesmo durante a Missa dominical ou festiva é uma forma de dar a oportunidade de os fiéis que mais necessitam (os doentes espiritualmente) receberem este remédio espiritual que, de outra forma, não buscariam.

(Tradução e adaptação de Padre Paulo Ricardo. Fonte: http://wdtprs.com/blog/2011/04/confessions-during-the-triduum/)

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Tríduo Pascal – Vigília Pascal

A Vigília Pascal é a celebração da passagem, da morte para uma vida nova com o Senhor. Neste dia em que somos iluminados pela Luz de Cristo, a Santa Mãe Igreja canta exultante de alegria celebrando a vitória da Luz sobre as trevas.

Aleluia! Aleluia!

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Tríduo Pascal – Sábado Santo

Neste dia do Sábado Santo, espaço de tempo que começa no por-do-sol da sexta-feira e termina no por-do-sol do sábado, a Igreja fica sem o seu Senhor. Porque Jesus jaz no túmulo.
Existe aqui a oração silenciosa e a penitência da Igreja esperando que Nosso Senhor ressuscite. Mas quem era realmente a Igreja que esperava a ressurreição de Jesus?

Era a Virgem Santíssima, Maria, ela sabia da ressurreição de Jesus. Parece que no Sabado Santo a Igreja foi como que reduzida a uma pessoa.

“Bem-aventurada é aquela que acreditou…”

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Tríduo Pascal – Quinta-feira Santa

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Carta de Natal do Pe. Paulo Ricardo

Feliz Natal! Glória Deus nas alturas!Meus queridos irmãos e amigos,
Nesta Noite Santa, nos aproximamos da manjedoura com um misto de temor e de alegria.

Temor, pois, como é possível que o Criador do céu a da terra não tenha encontrado, desde o seu nascimento, “lugar onde repousar a cabeça”? (Mt 8,20) De fato, “não havia lugar para eles…” (Lc 2,7), pois “ele veio para o que era seu, mas os seus não o acolheram” (Jo 1,11).

Apesar de tudo isto, o anjo nos encoraja: “não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria!” (Lc 2,10). Sim, alegria, pois ele ainda não vem para julgar. Vem para dar a Vida e salvar!
Esta é a certeza desta Noite Santa. Esta é a fonte de nossa alegria e de nosso estupor. O Todo-Poderoso se fez criança inerme e impotente. O Majestoso foi envolvido em pobres faixas. O Senhor que dá a Vida é amamentado no regaço da Virgem.

Nesta Noite Silenciosa, Deus pronuncia a sua Palavra.

Arrependidos, acolhamos Aquele que rejeitamos com nossos pecados passados. É Natal, é tempo de reconciliação e de paz.

A vocês, meus irmãos, toda a gratidão por ter nos apoiado em nosso ministério na Internet, durante o ano de 2010. Continuemos neste apostolado! Tenho certeza que as graças do Natal irão se estender por todo o ano de 2011.

Deus os abençoe!

Padre Paulo Ricardo

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Mitos litúrgicos

Máteria postada originalmente no site: http://www.reinodavirgem.com.br

Autor: Francisco Dockhorn
Revisão teológica: Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen-RS
Publicação original: 11 de Fevereiro de 2009, 151º aniversário das aparições da Santíssima Virgem em Lourdes

Quando eu era criança, tínhamos na creche que eu freqüentava a “hora do conto”, onde se contavam estórias sobre lendas infantis, como: chapeuzinho vermelho, lobo mau, branca de neve, sete anões, João e Maria, três porquinhos, Cinderela, Saci-Pererê, etc.

Infelizmente, tenho visto que muitos escritos sobre Liturgia editados no Brasil e muitos cursos de Liturgia ao nosso redor tem se tornado uma “hora do conto”, onde se ensina mitos que não correspondem à verdade da doutrina e da disciplina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Não me refiro, evidentemente, à má intenção de quem promove ou ministra tais cursos, pois isto não cabe a mim julgar. A avaliação que faço aqui é puramente a nível de conteúdo.

Vejo que é freqüente se ensinar mitos como: “A Presença de Jesus na Palavra é tão completa como na Eucaristia; a Eucaristia é para ser comida e não para ser adorada; a adoração eucarística fora da Missa é ultrapassada; na consagração deve-se estar em pé; a noção da Missa como Sacrifício é ultrapassada; é mais expressivo no altar a imagem de Jesus Ressuscitado do que de Jesus crucificado; quem celebra a Missa não é o Padre, e sim toda a comunidade; a Igreja pode vir a ordenar mulheres; a Missa é para os fiéis; não se assiste à Missa; qualquer pessoa pode comungar; a absolvição comunitária substitui a confissão individual; é errado comungar na boca e de joelhos; a comunhão tem que ser em duas espécies; o Ministério extraordinário da Sagrada Comunhão existe para promover a participação dos leigos; o cálice e o cibório podem ser de qualquer material; os fiéis podem rezar junto a doxologia e a oração da paz; o sacerdote usar casula é algo ultrapassado; o Concílio Vaticano II aboliu o latim; para participar bem da Missa é preciso entender a língua que o padre celebra; o canto gregoriano é algo ultrapassado; atualmente o padre tem que rezar de frente para os fiéis; o Sacrário no centro é anti-litúrgico; não se deve ter imagens dos santos nas igrejas; cada comunidade deve ter a Missa do seu jeito; pode-se fazer tudo o que o Missal não proíbe; o padre é autoridade, por isso deve-se obedecê-lo em tudo; procurar obedecer à leis é farisaísmo; o que importa é o coração; a Missa Tridentina é antiquada; para celebrar a Missa Tridentina é preciso autorização do Bispo local; ir à Missa dominical não é obrigação.”

(mais…)

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Perguntas Frequentes

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Catecismo da Igreja Católica

“Lendo o ‘Catecismo da Igreja Católica’, pode-se captar a maravilhosa unidade do mistério de Deus, do seu desígnio de salvação, bem como a centralidade de Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, enviado pelo Pai, feito homem no seio da Santíssima Virgem Maria por obra do Espírito Santo, para ser o nosso Salvador.

Morto e ressuscitado, ele está sempre presente na sua Igreja, particularmente nos sacramentos; ele é a fonte da fé, o modelo do agir cristão e o Mestre da nossa oração.”

Autor: Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

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