Doenças Espirituais: Um Olhar que Cura

Diz o Catecismo da Igreja Católica que "o desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus" (CIC 27). Pode-se inferir dessa afirmação que o homem foi criado fundamentalmente bom por Deus, já que Ele é o Sumo Bem e a Suma Perfeição. Esta é a primeira notícia: o homem é bom.

Apesar dessa bondade fundamental, ontológica, o homem ESTÁ mal. Esta é uma das consequências do pecado dos primeiros pais. Por causa da desobediência deles, por herança, toda a raça humana encontra-se maculada pela tendência ao pecado. Esta afirmação pode ser comprovada pela simples observação cotidiana, quando percebe-se até mesmo em crianças pequenas, que nem chegaram à idade da razão uma tendência para o egoísmo, para a mentira. É a lei da gravidade do pecado original. Assim, o homem está doente, mas não é doente. Esta é a segunda grande notícia.

Em consequência do pecado original, a natureza humana está enfraquecida em suas forças, submetida à ignorância, ao sofrimento e à dominação da morte, e inclinada ao pecado (inclinação chamada de concupiscência)" (CIC 418)

O livro "Um Olhar que Cura - Terapia das Doenças Espirituais", é um esforço de levar a um número ainda maior de pessoas um esclarecimento acerca dessa condição humana. Nas páginas iniciais, o livro traz que:

É próprio do homem amar, como é próprio da luz iluminar. Esta verdade ressoa em nossos corações como algo evidente e, ao mesmo tempo, difícil de acreditar. Ao ouvi-la, sentimos um forte apelo para alçar voo na arriscada aventura de amar. Mas dentro de nós - melhor ainda, diante de nossos olhos - encontramos a evidência patente de nossa fragilidade: uma espécie de força que nos leva a chafurdar na lama. A grandeza de nosso chamado contrasta clamorosamente com a miséria de nossa situação.

Desde os séculos mais remotos, a humanidade perplexa percebe estas duas tendências contraditórias, mas não consegue explicá-las. Nós, cristãos, no entanto, aprendemos a origem dessa contradição por meio da única realidade que poderia esclarecê-la: a Revelação.

A Revelação nos ensina: o homem é bom, mas está mal. Ou seja, o homem não é uma doença, mas está doente. E seu estado de doença espiritual requer uma cura.

Assim, este curso se propõe a "ser uma pequena introdução ao conhecimento deste estado doentio e de sua terapia de acordo com a tradição mais antiga da Igreja", colocando o doente sob o olhar de Cristo, ao mesmo tempo compassivo e exigente. O olhar severo é o amor que exige conversão e nos desafia. O olhar amoroso é o amor que acolhe e perdoa. Num único semblante, é possível contemplar o mistério pascal, morte e ressurreição, amor que supera todo o entendimento: o olhar que cura.

AulaTítuloDuraçãoData
1Introdução - Filáucia37:12Junho 23, 2011
2As três doenças fundamentais36:56Julho 03, 2011
3Gastrimargia53:18Julho 19, 2011
4Terapia da Gastrimargia47:11Agosto 03, 2011
5Luxúria25:56Agosto 10, 2011
6Terapia da Luxúria50:05Agosto 18, 2011
7Avareza44:21Agosto 28, 2011
8Terapia da Avareza55:09Setembro 09, 2011
9Tristeza44:29Setembro 19, 2011
10Terapia da Tristeza57:27Setembro 29, 2011
11Acídia53:32Outubro 13, 2011
12Terapia da Acídia51:51Outubro 19, 2011
13Ira38:02Novembro 05, 2011
14Terapia da Ira49:22Novembro 10, 2011
15Vaidade30:25Novembro 24, 2011
16Orgulho23:32Novembro 27, 2011
17Terapia da vaidade e do orgulho49:51Dezembro 11, 2011

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior pertence ao clero da Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso – Brasil).

Nasceu em Recife – PE, no dia 7 de novembro de 1967, onde pertencia à Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem. Com 11 anos de idade, sua família se transferiu para Cuiabá – MT (1979). Foi estudante de intercâmbio e concluiu o ensino médio em Michigan, nos EUA (1983-1984). Ingressou no seminário em 1985 e foi ordenado sacerdote no dia 14 de junho de 1992, pelo Bem-aventurado Papa João Paulo II.

É licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT, Campo Grande, MS (1987); bacharel em teologia (1991) e mestre em direito canônico (1993) pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma).

Já exerceu os seguintes ofícios eclesiásticos na Arquidiocese de Cuiabá: Vigário Paroquial da Catedral-Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá (1994-1997). Reitor do Seminário Cristo Rei (1996-2010). Vigário Judicial (1998-2011). Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Barão de Melgaço, no pantanal de Mato Grosso (1998-2009). Secretário Geral do Sínodo Arquidiocesano de Cuiabá (2004-2008). Foi por diversos mandatos membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio de Consultores (1994-2010).

Lecionou nas seguintes instituições: Faculdades de Filosofia e de Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco – Campo Grande, MS (1994-1995); Instituto Regional de Teologia (ITEO) – Campo Grande – MS (1994-2000); Studium Eclesiástico Dom Aquino Corrêa – Cuiabá, MT (1999-2012).

Atualmente, é Vigário Paroquial da Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande – MT e se dedica à evangelização através dos meios de comunicação. É membro do do Conselho Internacional de Catequese (Coincat) da Santa Sé (Congregação para o Clero), desde 2002. Leciona Teologia no Instituto Bento XVI, da Diocese de Lorena, SP, desde 2011.

É autor de diversos livros e apresenta semanalmente o programa “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.