Teodicéia: Uma resposta ao mal

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Quando os Iluministas fizeram acusações contra Deus, relacionadas ao problema do mal no mundo e também o da liberdade humana, os filósofos cristãos começaram a tecer de defesa de Deus frente a essas acusações, criando, assim, o termo Teodiceia. É evidente que Deus não precisa de defesa, mas a teologia que surgiu a partir dessas acusações se mostrou bastante útil e complexa.

O Catecismo da Igreja Católica formula e responde essa pergunta crucial:

"Mas por que Deus não criou um mundo tão perfeito que nele não possa existir mal algum? Segundo seu poder infinito, Deus sempre poderia criar algo melhor, Todavia, em sua sabedoria e bondade infinitas, Deus quis livremente criar um mundo em estado de caminhada para sua perfeição última. Este devir permite, no desígnio de Deus, juntamente com o aparecimento de determinados seres, também o desaparecimento de outros, juntamente com o mais perfeito, também o menos imperfeito, juntamente com as construções da natureza, também destruições. Juntamente com o bem físico existe, portanto, o mal físico, enquanto a criação não houver atingido a sua perfeição." (CIC 310)

Uma outra questão estudada pela Teodiceia refere-se as provas da existência de Deus. O Catecismo pode ser o ponto de partida para esta reflexão quando diz:

Criado à imagem de Deus, chamado a conhecer a amar a Deus, o homem que procura a Deus descobre certas vias para aceder ao conhecimento de Deus. Chamamo-las também de provas da existência de Deus, não no sentido das provas que as ciências naturais buscam, mas no sentido de argumentos convergentes e convincentes que permitem chegar a verdadeiras certezas. Estas vias para chegar a Deus têm como ponto de partida a criação: o mundo material e a pessoa humana. (CIC 31)

Estas vias são: o mundo e o homem. Por elas, o homem pode aceder ao conhecimento de uma existência de uma realidade que é a causa primeira e o fim último de tudo, e que todos chamam Deus (CIC 34) O estudo dessas vias de acesso ao conhecimento de Deus, bem como dos mencionados argumentos convergentes e convincentes será o principal objetivo desse curso.

Todavia, mais importante que estudar a teoria acerca desse assunto tão complexo é saber que se Deus existe realmente - e Ele existe - isso deve mudar completamente a forma de o homem viver sua própria existência nesse mundo.

AulaTítuloDuraçãoData
1Introdução ao curso de Teodicéia01:01:29Fevereiro 23, 2011
2Tarefa, método e dificuldade41:21Fevereiro 25, 2011
3Pergunta constitutiva do homem - a) Homem tarefa insolúvel44:11Março 05, 2011
4Pergunta constitutiva do homem - b) Consequências metafísicas36:34Março 18, 2011
5Experiências originárias01:00:07Março 22, 2011
6Experiência do sofrimento e assertiva do pensamento57:05Março 27, 2011
7Problema da pergunta37:40Abril 13, 2011
8Problema da pergunta - Parte 223:06Abril 18, 2011
9Falar analógico41:23Abril 23, 2011
10Falar analógico - Parte 229:35Abril 27, 2011
11Falar analógico - Parte 335:38Maio 08, 2011
12Esclarecimento sistemático50:07Maio 15, 2011
13Esclarecimento sistemático - Parte 225:47Maio 24, 2011
14Sentido das demonstrações42:57Maio 30, 2011
15Sentido das demonstrações - Parte 235:21Junho 01, 2011
16Argumento Ontológico35:21Junho 02, 2011
17Argumento Noológico21:25Junho 12, 2011
18Argumento Cosmológico59:19Junho 27, 2011
19Argumento Teleológico01:09:39Julho 06, 2011
20Argumento Moral50:16Julho 13, 2011
21Fundamento das refutações47:23Julho 18, 2011
22Fundamento das refutações - Parte 257:17Julho 25, 2011
23Exemplo de ateísmo 53:45Agosto 30, 2011
24Exemplos de ateísmo - Parte 231:43Agosto 04, 2011
25Exemplos de ateísmo - Albert Camus36:06Agosto 24, 2011
26Exemplos de ateísmo - Jean Paul Sartre54:57Setembro 12, 2011

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior pertence ao clero da Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso – Brasil).

Nasceu em Recife – PE, no dia 7 de novembro de 1967, onde pertencia à Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem. Com 11 anos de idade, sua família se transferiu para Cuiabá – MT (1979). Foi estudante de intercâmbio e concluiu o ensino médio em Michigan, nos EUA (1983-1984). Ingressou no seminário em 1985 e foi ordenado sacerdote no dia 14 de junho de 1992, pelo Bem-aventurado Papa João Paulo II.

É licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT, Campo Grande, MS (1987); bacharel em teologia (1991) e mestre em direito canônico (1993) pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma).

Já exerceu os seguintes ofícios eclesiásticos na Arquidiocese de Cuiabá: Vigário Paroquial da Catedral-Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá (1994-1997). Reitor do Seminário Cristo Rei (1996-2010). Vigário Judicial (1998-2011). Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Barão de Melgaço, no pantanal de Mato Grosso (1998-2009). Secretário Geral do Sínodo Arquidiocesano de Cuiabá (2004-2008). Foi por diversos mandatos membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio de Consultores (1994-2010).

Lecionou nas seguintes instituições: Faculdades de Filosofia e de Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco – Campo Grande, MS (1994-1995); Instituto Regional de Teologia (ITEO) – Campo Grande – MS (1994-2000); Studium Eclesiástico Dom Aquino Corrêa – Cuiabá, MT (1999-2012).

Atualmente, é Vigário Paroquial da Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande – MT e se dedica à evangelização através dos meios de comunicação. É membro do do Conselho Internacional de Catequese (Coincat) da Santa Sé (Congregação para o Clero), desde 2002. Leciona Teologia no Instituto Bento XVI, da Diocese de Lorena, SP, desde 2011.

É autor de diversos livros e apresenta semanalmente o programa “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.