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Nada perde quem aposta tudo no Amor Crucificado
Espiritualidade

Nada perde quem aposta
tudo no Amor Crucificado

Nada perde quem aposta tudo no Amor Crucificado

Também hoje o Senhor sobe ao monte e chama os que Ele quer.

Equipe Christo Nihil Praeponere25 de Fevereiro de 2014
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“Um seminário sacerdotal significa, com efeito, que também hoje o Senhor sobe ao monte e chama os que Ele quer. O seminário sacerdotal é este monte de Jesus" [1]. Essas palavras do então Cardeal Joseph Ratzinger devem encher-nos de alegria. Jesus continua a subir ao monte e a chamar pelo nome os que “Ele quis" (Mc 3, 13), esperançoso em encontrá-los dispostos a renunciar aos próprios sonhos, anseios e projetos pessoais, para atender à Sua voz. Muitos são os que, todos os anos, entregam-se com coragem a esse chamado e sobem ao monte de Jesus. Esse mistério deve nos maravilhar e encantar sempre de novo, de modo único.

Num mundo marcado pelo ateísmo, individualismo e relativismo, pelo provisório e descartável, ousar decisões definitivas [2], que visam o primado absoluto de Deus na própria vida, soa como uma grande loucura. Na realidade, é muito comum alguém que se decide entrar no seminário escutar reprovações do tipo: “você está ficando louco? Não desperdice assim sua vida". Essas indagações nos fazem lembrar do homem rico que, recebendo o convite do Mestre para vender tudo e segui-lO, foi embora cheio de tristeza, “pois possuía muitos bens" (Mc 10, 22), a atitude desse homem dizia: “vou desperdiçar todos os meus bens? Vou desperdiçar minha vida?". Também Judas Iscariotes se expressou de forma semelhante, ao ver Maria ungindo os pés de Jesus com nardo puro: “por que este perfume não foi vendido por trezentos denários?" (Jo 12, 5), ou seja: “que grande desperdício!".

Contudo, “não pode perder aquele que aposta tudo no amor crucificado do Verbo encarnado" [3]. O Papa Bento XVI, no início do seu ministério petrino, comentando as palavras de João Paulo II, expressou o medo que há no coração humano diante desse “apostar tudo" em Cristo, e a grandeza que há no doar-se por Ele:

Porventura não temos todos nós, de um modo ou de outro, medo, se deixarmos entrar Cristo totalmente dentro de nós, se nos abrirmos completamente a Ele, medo de que Ele possa tirar-nos algo da nossa vida? Não temos porventura medo de renunciar a algo de grandioso, único, que torna a vida tão bela? Não arriscamos depois de nos encontrarmos na angústia e privados da liberdade? E mais uma vez o Papa queria dizer: não! Quem faz entrar Cristo, nada perde, nada, absolutamente nada daquilo que torna a vida livre, bela e grande. Não! Só nesta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só nesta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só nesta amizade experimentamos o que é belo e o que liberta. Assim, eu gostaria com grande força e convicção, partindo da experiência de uma longa vida pessoal, de vos dizer hoje, queridos jovens: não tenhais medo de Cristo! Ele não tira nada, ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe o cêntuplo. Sim, abri de par em par as portas a Cristo e encontrareis a vida verdadeira [4].

“Quem faz entrar Cristo, nada perde", mesmo que dê tudo! Aquele que é chamado pelo Senhor compreende que “a maior honra que Deus pode fazer a uma alma não é dar-lhe muito, mas pedir-lhe muito" [5], ao mesmo tempo que percebe o encontro do chamado de Deus com os anseios mais profundos de sua existência. Testemunha São Paulo: “Por causa dele, perdi tudo e considero tudo como lixo, a fim de ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele" (Fl 3, 8).

Que esses jovens, que respondem com coragem ao chamado do Senhor e sobem ao monte, sejam acompanhados por nossas orações e penitências. Sabemos que o tempo de seminário, como bem lembrou Bento XVI, é “tempo destinado à formação e ao discernimento [..], tempo de caminho, de busca, mas sobretudo de descoberta de Cristo. [...] somente na medida em que faz uma experiência pessoal de Cristo, o jovem pode compreender verdadeiramente a sua vontade e em consequência a própria vocação" [6]. É necessário, assim, que os ajudemos nesse discernimento vocacional e encontro com Cristo por nossa companhia espiritual.

Àqueles que se sentem chamados, mas ainda relutam em meio às dúvidas e temores, vale seguir o conselho paternal de Bento XVI:

É importante estar atentos aos gestos do Senhor no nosso caminho. Ele fala-nos através de acontecimentos, de pessoas, de encontros: é preciso estar atentos a tudo isto. Depois, o segundo ponto, entrar realmente na amizade de Jesus, numa relação pessoal com Ele e não saber só através de outros ou dos livros quem é Jesus, mas viver uma relação cada vez mais aprofundada de amizade pessoal com Jesus, na qual podemos começar a compreender o que Ele nos pede. E depois, a atenção ao que somos, às nossas possibilidades: por um lado, ter coragem e, por outro, ser humildes, confiantes e abertos, com a ajuda dos amigos, da autoridade da Igreja, dos sacerdotes, e também das famílias: que quer de mim o Senhor? Sem dúvida isto permanece sempre uma grande aventura, mas a vida só pode ser bem sucedida se tivermos a coragem da aventura, a confiança de que o Senhor nunca nos deixará sozinhos, que nos acompanhará e nos ajudará [7].

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“Maìn, a casa da felicidade”
Santos & Mártires

“Maìn, a casa da felicidade”

“Maìn, a casa da felicidade”

A vida de Santa Maria Domenica, fundadora das Irmãs Salesianas, contada em uma bela produção cinematográfica.

Equipe Christo Nihil Praeponere21 de Fevereiro de 2014
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Santa Maria Domenica Mazzarello é mais uma dessas grandes almas forjadas nas batalhas da Igreja no século XIX. Juntamente com Dom Bosco, conservou-se inteiramente dedicada ao serviço da juventude, por cuja conversão lutou até a sua partida para o Céu.

Nascida em 1837, em Mornese, norte da Itália, no meio de uma família de camponeses, Maria recebeu, desde cedo, uma formação cristã atenta e fervorosa.

Tendo ajudado os pais no campo por muitos anos, Maìn, como era conhecida, viu-se impossibilitada de continuar no mesmo lugar, após contrair uma doença cujos efeitos se fariam sentir durante toda a sua vida. Ela decide, então, juntamente com uma amiga e Filha da Imaculada, abrir uma sala de costura no povoado, a fim de instruir as meninas do povo a costurar e a amar a Deus. O lema daquelas mulheres era viver o trabalho como uma forma de santificação: “Cada ponto da agulha é um ato de amor a Deus", dizia Maria.

É desse grupo de costura que vai nascer, por iniciativa de São João Bosco, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora - as “Irmãs Salesianas", como são conhecidas. “Quase por inspiração divina, [Maria Mazzarello] é feita Superiora, ainda que ela mesma e suas companheiras não tivessem uma ideia precisa do que era a vida religiosa"[1]. Inflamadas pelo carisma salesiano e sustentadas por diretores espirituais de eminente santidade, as religiosas viram seu instituto crescer em toda a Itália e também ao redor do mundo, prestando um serviço a Deus nos jovens mais pobres e desamparados.

Após uma vida intensa de doação, Maria Domenica nasceu para o Céu no dia 13 de maio de 1881. Sua canonização foi proclamada pelo venerável Papa Pio XII, no ano de 1951.

O filme Maìn, a casa da felicidade é uma produção que conta a história da vida dessa santa e também da fundação das Filhas de Maria Auxiliadora. Retrata personagens aparentemente ordinárias, mas que transformaram totalmente a sua vida pelo amor e pelo sacrifício. A alegria e a bondade das irmãs deixam transparecer um pouco da grandeza da vida religiosa consagrada a Deus.

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Minha Bela Mulher: comercial tailandês destaca a grandeza da maternidade
Pró-VidaSociedade

Minha Bela Mulher: comercial tailandês destaca a grandeza da maternidade

Minha Bela Mulher: comercial tailandês destaca a grandeza da maternidade

Três mulheres de vida aparentemente ordinária transformam-se em testemunhos a partir da doação e do sacrifício da maternidade.

Equipe Christo Nihil Praeponere,  LifeSiteNews.com19 de Fevereiro de 2014
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Uma série de comerciais produzidos pela empresa Wacoal chamou a atenção por dar valor à autêntica beleza feminina: aquela que vem de suas virtudes. O projeto tailandês – de nome “Minha Bela Mulher" – traz à luz a história de três mulheres reais, que abandonaram reputação, carreira e a própria integridade para se doarem a outras pessoas, fazendo da máxima do Evangelho: “o que perder a sua vida (...), irá salvá-la" (Mc 8, 35) um verdadeiro propósito de vida.

My Beautiful Woman: A escolha de uma mãe

My Beautiful Woman: O segredo de Jane

My Beautiful Woman: A demissão de uma funcionária

As histórias exibidas são contadas por pessoas próximas a elas: um esposo, um empregador e um amigo. As três, de aspectos físicos aparentemente ordinários, têm em comum o fato de terem aceitado renunciar e sacrificar a si mesmas para exercer o dom da maternidade – o que torna as suas vidas realmente extraordinárias.

As propagandas de Wacoal – uma empresa de lingeries – vão na contramão das peças publicitárias modernas, que tendem à vulgarização do corpo feminino e ao menosprezo da identidade de mãe, a qual toda mulher é chamada a assumir. Como ensina Dom Aquino Corrêa:

“A mulher não é apenas uma formosa estátua de carne. Tem outras belezas muito mais excelentes e nobres: a beleza da sua inteligência, a beleza dos seus sentimentos e, sobretudo, a beleza da sua virtude e do seu caráter"[1].

Em uma sociedade onde a beleza física acaba mais valorizada do que a beautiful inside [“beleza de dentro"], são dignos de aplausos não só os exemplos dessas nobres mulheres, como a coragem dos publicitários que produziram esses vídeos. Eles não temeram nadar contra a corrente e expuseram ao mundo um grande testemunho de humanidade.

Ao final das peças, a frase “Todas as mulheres foram criadas para ser belas" lembra que a beleza verdadeira é atingível. Cooperando com a graça de Deus, toda mulher pode elevar-se e ascender de fato aos céus, tomando como exemplo máximo a bem-aventurada Virgem Maria. Permanecem válidas ainda hoje as sábias palavras de São Pedro às mulheres: “ Não seja o vosso adorno o que aparece externamente: cabelos trançados, ornamentos de ouro, vestidos elegantes; mas tende aquele ornato interior e oculto do coração, a pureza incorruptível de um espírito suave e pacífico, o que é tão precioso aos olhos de Deus" (1 Pd 3, 3-4).

Referências

  1. Dom Aquino Corrêa. Concursos de beleza, 27 de dezembro de 1930. In Discursos (v. II, t. II). pp. 68-69. Brasília, 1985.

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As revelações de uma clínica de abortos
Pró-VidaSociedade

As revelações de uma clínica de abortos

As revelações de uma clínica de abortos

Vídeo filmado em uma clínica de abortos no Arizona, Estados Unidos, revela os métodos cruéis de aborteiros para matar seres humanos.

Equipe Christo Nihil Praeponere,  LifeSiteNews.com18 de Fevereiro de 2014
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Uma investigadora secreta da organização pró-vida Live Action arrancou confissões reveladoras de empregadas em uma clínica de aborto tardio nos Estados Unidos. Em um vídeo divulgado na Internet, as assistentes do lugar admitem, sem nenhum remorso, que deixariam morrer um recém-nascido lutando pela vida após um aborto malsucedido.

A primeira pessoa com a qual a equipe conversa é Laura Mercer, que explica com detalhes os procedimentos para matar a criança de quase 24 semanas de gestação. O primeiro recurso é uma injeção (chamada de digoxin): "Nós fazemos a injeção, que é uma picada rápida na sua barriga, e isso para o coração fetal", diz a mulher, com frieza. "Se eles não usarem o digoxin, eles vão apenas, uh, sugarem o bebê e é possível que haja movimentos enquanto eles estão tirando o feto". A descrição, que ela diz carecer de detalhes, é assombrosa: "Nós usamos uma combinação de sucção e, então, instrumentos reais para, literalmente, pegar e puxar os pedaços para fora".

Para convencer a "cliente" a ir adiante, a "doutora" recorre à desumanização do feto: "Ele não está totalmente desenvolvido. (...) Nem se parece com um bebê ainda."

As cenas filmadas por uma câmera secreta da Live Action revelam os escombros mais sujos por trás de toda fachada abortista de progresso e evolução. De fato, tem-se tornado comum ouvir as pessoas falando do aborto como uma agenda de "avanço", a ponto de as próprias Nações Unidas intentarem uma redefinição do termo "direitos humanos", tencionando incluir entre eles um malfadado direito ao aborto. A realidade por trás de todo o discurso de "direito sobre o próprio corpo", porém, é que todo abortamento significa a destruição direta de um ser humano inocente – com material genético, órgãos e sistemas totalmente autônomos.

Nenhum eufemismo, bem como nenhuma lei positiva ou sentença judicial, podem reduzir a gravidade deste crime horrendo. Nos Estados Unidos, o aborto até 24 semanas é legal desde 1973, quando do famoso caso "Roe versus Wade" – uma farsa cujos efeitos trágicos se fazem sentir até hoje na sociedade americana. A letra da lei, no entanto, não pode mudar a crua realidade dos fatos. A indústria abortiva tem as mãos sujas de sangue, já condenada pelos múltiplos requintes de crueldade de que se serve para levar a cabo seus projetos.

Perguntada pela falsa cliente da Live Action o que aconteceria caso o bebê sobrevivesse ao aborto, Linda, uma auxiliar do centro de aborto filmado pelas câmeras, admite que eles não ajudariam o bebê a sobreviver:

Linda: Algumas vezes, eles sobrevivem, sim. Mas isso não, isso não necessariamente significa que ele vai sair inteiro. Porque eles usam a sucção e outros instrumentos, então, às vezes, os fetos não saem, você sabe, completos...
I nvestigadora: Mas e se ele sair inteiro... Quer dizer, eles vão ressuscitá-lo? Tipo, eu terei de cuidar dele?
Linda: Uh-uh... Não... Eles não ressuscitam.

No diálogo, o termo "ressuscitar" é, claramente, uma imprecisão. No caso de o procedimento do aborto falhar e a criança nascer viva, não será preciso ressuscitar ninguém – afinal, só se ressuscita o que está morto. Mas as palavras mal colocadas da mulher revelam muito: para os assassinos da clínica norte-americana, a criança continua sem direito à vida. Dentro ou fora do útero.

Abrem-se, então, as portas para o infanticídio. Infelizmente, não é a primeira vez que se escuta um discurso justificando a prática desses crimes. Um artigo recente, publicado em uma revista de ética médica, defendia que se matassem as crianças vítimas de abortos malsucedidos, ao invés de dá-las para adoção[1]. O raciocínio é: se se pode matar alguém antes de nascer, por que não depois?

A essa pergunta perversa é preciso responder inversamente: se não se pode matar alguém depois de nascer, por que sim antes? As revelações macabras colhidas nessa clínica de aborto norte-americana devem lembrar às pessoas que um homem, desde que é concebido, deve ter a sua dignidade respeitada, esteja ou não no útero materno. Como diz o Papa João Paulo II, "o ser humano, desde o momento de sua concepção até à morte, não pode ser explorado por nenhuma razão"[2].

Quando se esquece disso, quando a própria vida humana é tratada como um objeto ou como um animal que se pode abater e de que se pode abusar, não é difícil entender por que a civilização humana caminha, a passos rápidos, para o abismo.

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