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Por que celebrar a dedicação de uma igreja?
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Por que celebrar
a dedicação de uma igreja?

Por que celebrar a dedicação de uma igreja?

O que significa espiritualmente para nós, católicos, recordar a consagração de uma igreja? Se Deus “não habita em templos feitos por mão humana”, qual a necessidade de festas assim no calendário litúrgico?

Equipe Christo Nihil Praeponere9 de Novembro de 2017
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Neste dia 9 de novembro, em que a Igreja celebra no mundo inteiro a festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão, o Ofício das Leituras propõe-nos à meditação um belíssimo texto, de autoria de São Cesário de Arles, do século VI.

Vai contida, nestas linhas, uma explicação espiritual bem sucinta do porquê de celebrarmos a dedicação de uma igreja. Para aqueles que acompanham há um tempo nossas homilias, não se trata propriamente de uma novidade. Ao celebrarmos a consagração de um templo, devemos lembrar-nos de que “nós é que temos de ser o verdadeiro templo vivo de Deus”. Ouvi-lo de um santo, porém, é sempre muito melhor.

Ouçamos, portanto, o que diz São Cesário: “Cada vez que entramos na igreja, queremos encontrá-la tal como devemos dispor nossas almas”. Assim como é consagrada uma igreja, assim devemos ser consagrados, “separados” para Deus. Se tivéssemos essa verdade continuamente diante dos olhos, quantos pecados já não teríamos evitado! Com quanto zelo não cuidaríamos da saúde de nossas almas, templos que são do Espírito Santo!

Que essas palavras nos ajudem a não perdermos mais tempo e operem em nós uma verdadeira conversão.

Dos Sermões de São Cesário de Arles, bispo
(Sermo 229, 1-3: CCL 104, 905-908)

Pelo batismo fomos todos feitos templos de Deus

Celebramos hoje, irmãos diletos, com exultação jubilosa e com a bênção de Cristo, o natalício deste templo. Nós, porém, é que temos de ser o verdadeiro templo vivo de Deus. Todavia é com muita razão que os povos cristãos observam com fé a solenidade da Igreja-mãe, por quem reconhecem ter nascido espiritualmente. Pois pelo primeiro nascimento éramos vasos da ira de Deus; pelo segundo, foi-nos dado ser vasos da sua misericórdia. O primeiro nascimento lançou-nos na morte; e o segundo, chamou-nos de novo à vida.

Todos nós, caríssimos, antes do batismo fomos templos do demônio; depois do batismo, obtivemos ser templos de Cristo. E se meditarmos com atenção sobre a salvação de nossa alma, reconheceremos que somos o verdadeiro templo vivo de Deus. Deus “não habita somente em construções de mão de homem” (At 17, 24) nem em casa feita de pedras e madeira; mas principalmente na alma feita à imagem de Deus e edificada por mãos deste artífice. Desse modo pôde São Paulo dizer: “O templo de Deus, que sois vós, é santo” (1Cor 3, 17).

E já que Cristo, quando veio, expulsou o diabo de nossos corações para preparar um templo para si, quanto pudermos, esforcemo-nos com seu auxílio para que em nós não sofra injúria por nossas más obras. Pois quem proceder mal, faz injúria a Cristo. Como disse acima, antes que Cristo nos redimisse, éramos casa do diabo; depois foi-nos dado ser casa de Deus. Deus se dignou fazer de nós sua casa.

Por isso, diletos, se queremos celebrar na alegria o natalício do templo, não devemos destruir em nós, pelas obras más, os templos vivos de Deus. E falarei de modo que todos compreendam: cada vez que entramos na igreja, queremos encontrá-la tal como devemos dispor nossas almas.

Queres ver bem limpa a basílica? Não manches tua alma com as nódoas do pecado. Se desejas que a basílica seja luminosa, também Deus quer que tua alma não esteja em trevas, mas que em nós brilhe a luz das boas obras, como disse o Senhor, e seja glorificado aquele que está nos céus. Do mesmo modo como tu entras nesta igreja, assim quer Deus entrar em tua alma, conforme prometeu: “E habitarei e andarei entre eles” (cf. Lv 26, 11.12).

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Anticristianismo: por trás dos ataques, uma ditadura
Sociedade

Anticristianismo:
por trás dos ataques, uma ditadura

Anticristianismo: por trás dos ataques, uma ditadura

As recentes polêmicas envolvendo exposições artísticas e campanhas publicitárias não pedem apenas protestos. A raiz de todo esse “bombardeio” ideológico é intelectual. Seu nome é “ditadura do relativismo”.

Equipe Christo Nihil Praeponere8 de Novembro de 2017
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Tudo começou com um vídeo que não deu certo. Protagonizada por atores da Rede Globo para defender a legalização do aborto, a campanha “Meu corpo, minhas regras” foi tão escrachada pela opinião pública que acabou expondo não apenas a firme posição pró-vida do povo brasileiro, mas também a completa falta de sintonia entre o que pensam os artistas de elite — cada vez mais apegados a ideologias anticristãs — e as pessoas comuns — que, graças ao fenômeno da internet, não têm mais de aceitar passivamente o que a grande mídia impõe como valor.

As polêmicas recentes envolvendo exposições artísticas e campanhas publicitárias só reforçaram essa ojeriza à imposição da mídia, que parece quase desesperada, porque não consegue mais ludibriar o povo tão facilmente como antes.

O que os cristãos precisam entender, no entanto, é que essa onda de ataques aos valores ocidentais não é ocasional. Trata-se, antes, de manobras premeditadas para chocar e dessensibilizar as pessoas sobre assuntos importantes como pedofilia, gênero e aborto.

Exemplo de anticristianismo na recente exposição Queermuseu, promovida pelo Santander Cultural, em Porto Alegre.

De fato, nas palavras do historiador Roberto de Mattei, “o grande debate de nosso tempo não é de natureza política nem econômica, mas de caráter cultural, moral e, em última análise, religioso” [1]. A reação a esses ataques, portanto, precisa ser sábia e ir à causa primeira do problema, àquilo que está na base de todo projeto revolucionário e sustenta o seu discurso, uma vez que o “protesto de internet” acaba resumindo a questão a causas secundárias. Do contrário, acabamos caindo na armadilha de apagar pequenos focos de incêndio, enquanto a chama principal continua a arder. E é justamente isso o que os revolucionários desejam.

O Cardeal Joseph Ratzinger acertou o alvo em abril de 2005 quando, no meio de sua homilia da Missa “pro eligendo pontifice romano”, desferiu críticas severas contra essa cultura do mundo moderno. O então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé expôs com clareza a “ditadura do relativismo” e a pretensão de obrigar as consciências a nada reconhecer como definitivo para deixar “como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades” [2].

A “ditadura do relativismo” é, na verdade, uma vigarice intelectual para converter em direito qualquer atitude subversiva e instaurar no governo um bando de tiranos, porque, sem normas comuns e naturais, “o único critério que permanece para determinar o que é bom ou mau é o uso da força, quer a dos votos, quer a da propaganda ou das armas e da coerção” [3].

Incapaz de entender o óbvio, mesmo quando dito por uma simples senhorinha de 70 anos, a geração atual se agarra desesperadamente aos chavões ideológicos, às propagandas midiáticas, à opinião mais agradável e aparentemente “científica”, para esconder sua insegurança e falta de referência. A sociedade termina se convertendo, assim, em um campo de guerra, todos lutando contra moinhos de vento, sem se darem conta da manipulação que sofrem em mãos de burocratas diplomados de terno e gravata.

O relativismo consiste justamente em uma anestesia da razão, em um reducionismo da inteligência, “porque, de fato, chega a afirmar que o ser humano nada pode conhecer com certeza, para além do campo científico positivo” [4]. Esse reducionismo teve origem no século XIV, com a propagação do pensamento nominalista, que, entre outros absurdos, nega a capacidade da razão humana de conhecer verdadeiramente as coisas. Antes dessa onda de ceticismo que tomou conta da cultura ocidental, os homens sempre confiaram na razão e no seu poder, embora limitado, de abstrair a essência do ser e, a partir dela, formar conceitos universalmente válidos. Havia, sobretudo, uma confiança no senso comum, “um acervo das primeiras elaborações dos primeiros princípios” que, como explica Gustavo Corção, “poderá ser enriquecido ou deformado pelo envoltório cultural” [5].

Acontece que o nominalismo, pondo abaixo a epistemologia tomista, acabou por instaurar um clima de perturbação e ceticismo, tendo como primeiro efeito imediato a desmoralização do senso comum e, por conseguinte, a abolição da metafísica. Como observou G. K. Chesterton, “o homem foi concebido para duvidar de si mesmo, mas não da verdade, e isso foi exatamente invertido” [8].

O senso comum, considerado como um conhecimento vulgar, foi substituído pelo cientificismo e pela opinião dos especialistas. Os homens abandonaram a própria vida intelectual para servir à opinião das enciclopédias. Ou pior: à dos youtubers. E “onde houver descrédito da inteligência, crise cultural, difusão de má doutrina, desprezo da boa”, conclui Gustavo Corção, “processar-se-á quase infalivelmente uma onda de mimetismo e de desumanismo coletivista” [9]. Ou seja, as pessoas deixam de acreditar na verdade para imitar a moda e se comportar sem o mínimo de humanidade.

Notem, por exemplo, o prazer quase obsessivo com que as pessoas se rendem à conversa de qualquer um, apenas porque tem um diploma sabe-se lá onde ou porque tem um canal divertido no YouTube. O homem moderno, perturbado pela “diversidade relativista”, não consegue mais perceber a realidade, não quer estudar, e para tudo agora precisa da opinião desses indivíduos, até para entender que “comer carne estragada pode fazer mal”. E assim, contrariando toda e qualquer evidência, os “formadores de opinião” dizem que “vaso sanitário é obra de arte”, que “carros sobem calçadas e atropelam pedestres” e até mesmo que “homem engravida”. E aquele que ousar discordar disso é intolerante, misógino e homofóbico.

As grandes fundações internacionais têm se aproveitado desse clima de indigência intelectual gerado pelo relativismo para fazer prevalecer a sua agenda e minar os valores do Ocidente. Com seus “especialistas” — antropólogos, sociólogos, filósofos, jornalistas, artistas e, agora, youtubers —, pervertem a cultura e o senso comum para dessensibilizar as sociedades e assumir o controle dos governos e de outras instituições influentes.

Em resposta a essa “ditadura do relativismo”, o Cardeal Ratzinger conclamou os cristãos a uma nova cruzada pela verdade, à busca de uma fé adulta, que não “segue as ondas da moda e a última novidade”, mas que está “profundamente radicada na amizade com Cristo”, uma “amizade que nos abre a tudo o que é bom e nos dá o critério para discernir entre verdadeiro e falso, entre engano e verdade” [10]. Mas isso só será possível se os cristãos, imitando as pegadas dos grandes doutores da Igreja, se debruçarem sobre os livros e estudarem de verdade. Recuperar a cultura e a saúde espiritual do homem não é somente uma questão intelectual, mas um preceito evangélico ao qual todos os cristãos estamos obrigados.

Referências

  1. Roberto de Mattei, A Ditadura do Relativismo (trad. de Maria José Figueiredo). Porto: Civilização, 2008, p. 12.
  2. Cardeal Joseph Ratzinger, Homilia “pro eligendo romano pontifice”, 18 de abril de 2005.
  3. Cardeal Tarcísio Bertone, Conferência à Universidade de Havana, 25 de fevereiro de 2008.
  4. Bento XVI, Audiência Geral, 5 de agosto de 2009.
  5. Gustavo Corção, O século do nada. Rio de Janeiro: Record, 1973, p. 119.
  6. Gustavo Corção, op. cit., p. 119.
  7. Gilbert Keith Chesterton, Ortodoxia, (Trad. de Almiro Pisetta). São Paulo: Mundo Cristão, 2008, p. 54.
  8. Gustavo Corção, Dois amores e Duas cidades. Rio de Janeiro: Agir, 1967, pp. 169-170.
  9. Cardeal Joseph Ratzinger, op. cit.

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Ad multos annos, Pater!
Padre Paulo Ricardo

Ad multos annos, Pater!

Ad multos annos, Pater!

Neste aniversário do Padre Paulo Ricardo, confira os “erros de gravação” deste sacerdote que leva Deus a sério, mas sem perder o senso de humor.
Equipe Christo Nihil Praeponere7 de Novembro de 2017
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Neste dia 7 de novembro de 2017, o Padre Paulo Ricardo celebra o seu 50.° aniversário natalício.

Por isso, nós, da equipe Christo Nihil Praeponere, com o coração cheio de gratidão, queremos mais uma vez compartilhar com você a grande graça de conviver com um sacerdote que, sem nunca perder a alegria, nos aponta dia após dia o caminho do Céu.

Ad multos annos, Pater! Muito obrigado por sua vida, por seu ministério e por sua entrega cotidiana a Nosso Senhor, que tanto bem faz a nós, seus filhos espirituais.

Deixe você também, nos comentários abaixo, a sua mensagem de parabéns ao Padre Paulo Ricardo!

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“A permissividade moral não torna os homens felizes”
Doutrina

“A permissividade moral
não torna os homens felizes”

“A permissividade moral não torna os homens felizes”

“O ser humano só se realiza”, lembra-nos o Papa São João Paulo II, “na medida em que sabe aceitar as exigências que provêm da sua dignidade de ser criado à imagem e semelhança de Deus.”
Papa São João Paulo II,  Santa SéTradução:  Senza Pagare/Equipe CNP7 de Novembro de 2017
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O pequeno texto que disponibilizamos a seguir faz parte de um discurso do Papa São João Paulo II a jovens holandeses, durante sua visita de 1985 aos Países Baixos. Nele, Sua Santidade lança à juventude católica do mundo inteiro o desafio do amor.

Por que destacar esta pregação agora? Porque ela contém o mesmo ensinamento que o Padre Paulo Ricardo tem reforçado em suas pregações de cunho moral: os Mandamentos, o chamado da Igreja à perfeição, não são um “moralismo”, mas um convite à entrega, generosa e abnegada, de quem se sabe amado por Deus e deseja retribuir-lhe o amor.

No site da Santa Sé, esse discurso se encontra somente nas línguas italiana e holandesa. Servimo-nos em grande parte da tradução oferecida pelo site português “Senza Pagare” — ao qual agradecemos — e acrescentamos ao fim, também, uma outra parte do discurso que achamos conveniente traduzir.


Queridos jovens, fizestes-me saber que muitas vezes considerais a Igreja como uma instituição que apenas promulga regulamentos e leis. E concluís que há um profundo hiato entre a alegria que emana da palavra de Cristo e o sentimento de opressão que suscita em vós a rigidez da Igreja.

Mas o Evangelho apresenta-nos um Cristo muito exigente, que convida a uma conversão radical do coração, ao abandono dos bens da Terra, ao perdão das ofensas, ao amor para com o inimigo, à paciente aceitação das perseguições e mesmo ao sacrifício da própria vida por amor ao próximo.

O jovem Karol Wojtyla.

No que diz respeito ao domínio particular da sexualidade, é conhecida a posição firme que Jesus tomou em defesa da indissolubilidade do matrimônio e a condenação que pronunciou até a propósito do simples adultério cometido no coração. Poderá alguém não ficar impressionado diante do preceito de arrancar um olho ou de cortar uma mão se esses órgãos forem ocasião de escândalo?

A permissividade moral não torna os homens felizes. Tal como a sociedade de consumo não traz alegria ao coração. O ser humano só se realiza na medida em que sabe aceitar as exigências que provêm da sua dignidade de ser criado “à imagem e semelhança de Deus” (Gn 1, 27). Por isso, se hoje a Igreja diz coisas que não agradam, é porque se sente obrigada a fazê-lo. Ela o faz por dever de lealdade.

Mas então não é verdade que a mensagem evangélica é uma mensagem de alegria? Pelo contrário, é absolutamente verdade! E como é isso possível? A resposta encontra-se numa palavra, numa só palavra, numa palavra curta mas com um conteúdo vasto como o mar. Essa palavra é: amor. O rigor do preceito e a alegria do coração podem perfeitamente conciliar-se. Quem ama não receia o sacrifício. Antes procura no sacrifício a prova mais convincente da autenticidade do seu amor.

Não é esta porventura a experiência que vós mesmos fazeis em relação à pessoa que amais? Por mais exigentes que sejam as demandas que ela vos propõe, vós não experimentais fadiga em cumpri-las, e o próprio sacrifício que tal cumprimento vos custa se converte para vós em fonte mesma de alegria.

Eis o segredo, caríssimos jovens, de uma vida cristã ao mesmo tempo coerente e alegre: o segredo está em um amor sincero, pessoal e profundo a Cristo. O meu desejo é que cada um de vós descubra um amor semelhante, porque assim os valores que se encontram na base da norma ser-vos-ão revelados em sua própria verdade e as dificuldades que encontrais em praticá-la tornar-se-ão mais leves. Diz Agostinho: Nam in eo, quod amatur, aut non laboratur, aut et labor amatur, isto é, “Naquilo que se ama, ou não se cansa, ou se ama o próprio cansaço” (De Bono Viduitatis, 21, 26).

Jovens, esta é, portanto, a minha resposta: amai a Cristo e aceitai as exigências que a Igreja em seu nome vos coloca, porque são as exigências que provêm de Deus, Criador e Redentor do homem. Aceitai estas exigências na vossa vida e descobri-lhes o valor. Para tanto, faz-se necessário que escuteis sempre a palavra de Deus e que encontreis com frequência o Ressuscitado na Eucaristia. Aconselho-vos ainda a não subestimar, nesse sentido, o valor do sacramento da Confissão. Deste modo podereis viver com força as exigências que haveis assumindo recebendo a Crisma.

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