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Novena pelas almas do Purgatório
Oração

Novena pelas almas do Purgatório

Novena pelas almas do Purgatório

Nesta novena escrita por Santo Afonso de Ligório, supliquemos a Deus, em nosso favor, a graça da salvação e, em favor das almas do Purgatório, a graça de serem admitidas o mais depressa possível à presença de Deus.

Santo Afonso Maria de Ligório,  Senza Pagare5 de Novembro de 2018
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Orações iniciais para todos os dias da novena

Ato de contrição. — Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, Criador e Redentor meu, em quem firmemente creio e espero e a Quem amo mais que a mim mesmo, mais do que todas as coisas, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração por vos ter ofendido, por serdes Vós quem sois, tão bom, santo, amável e adorável; pesa-me também, porque com os meus pecados tenho merecido as penas do Purgatório, e, quem sabe, se também os tormentos eternos do Inferno.

Proponho, ajudado com a Vossa graça, nunca mais pecar, fugir de todas as ocasiões de ofender-Vos, confessar-me, corrigir e emendar os meus erros e perseverar até à morte na Vossa amizade. Peço-vos, meu Deus, esta graça, pelo amor que tendes às benditas almas do Purgatório, pelos méritos da Vossa paixão e pelas dores da Vossa aflitíssima Mãe. Amém.

Oração inicial. — Ó Pai Eterno, amoroso e misericordioso, que impelido pela Vossa infinita misericórdia, tanto amastes o mundo, a ponto de lhe dardes o vosso Filho Unigênito, para que aqueles que n’Ele crerem não pereçam, mas vivam eternamente, permitireis acaso, ó Senhor, que sofram ainda por muito tempo no Purgatório essas almas queridas, filhas Vossas e esposas de Jesus Cristo, que as comprou com o preço infinito do Seu Sangue?

Tende piedade dessas aflitas prisioneiras e livrai-as das suas penas e tormentos. Tende também compaixão da minha pobre alma, livrando-a do abismo do pecado. E se a Vossa justiça, não satisfeita ainda, exige maior reparação pelas faltas que cometeram, ofereço-vos os atos de virtudes que praticar durante esta novena.

Nada, ou muito pouco, valem todos eles, é verdade; mas eu vo-los ofereço unidos aos merecimentos de Jesus Cristo, às dores de Sua Mãe Santíssima e às virtudes heroicas de todas as almas justas que até hoje têm vivido no mundo. Compadecei-vos dos vivos e dos defuntos e concedei-nos a todos a graça de cantarmos um dia no Céu os triunfos da Vossa misericórdia. Amém.

Meditar o dia da novena e depois fazer as orações finais.


Primeiro dia

São muitas as penas que sofrem as benditas almas do Purgatório; mas a maior de todas é o pensamento de que foram elas próprias a causa dos seus sofrimentos pelos pecados que cometeram em vida.

Ó Jesus, Salvador meu! Eu, que tantas vezes tenho merecido o Inferno, que pena não experimentaria agora, se me visse condenado, ao pensar que eu próprio fora a causa da minha condenação? Dou-Vos infinitas graças pela paciência que tendes tido em me suportar.

Amo-vos, meu Deus, sobre todas as coisas, porque sois a Bondade Infinita; arrependo-me de todo o meu coração de vos ter ofendido e antes quero morrer, do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da perseverança; tende piedade de mim e das benditas almas que sofrem no ardente fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com as vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Formar a generosa resolução de rezar todos os dias da novena em sufrágio das benditas almas.

Fazer as orações finais (mais abaixo).

Segundo dia

A pena que em segundo lugar atormenta excessivamente as benditas almas é a recordação do tempo que perderam durante a sua vida, durante o qual teriam podido adquirir maiores méritos para o Céu; e a lembrança de que esta perda é para sempre irreparável, pois que com a vida termina o tempo de merecer.

Infeliz de mim, Senhor! Que, por espaço de tanto anos, tenho vivido sobre a terra, durante os quais só tenho merecido os castigos do Inferno.

Dou-vos infinitas graças por me concederdes ainda tempo para remediar o mal que tenho feito. Arrependo-me, meu Deus, de vos ter ofendido, a Vós que sois infinitamente bom. Auxiliai-me para que, daqui até o fim da minha vida, empregue todos os momentos unicamente em servir-vos e amar-vos. Tende piedade de mim e dessas almas benditas que sofrem no Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com as vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Assistir pela manhã, e sempre que se possa, ao Santo Sacrifício da Missa, em sufrágio das almas do Purgatório.

Terceiro dia

Outra pena das maiores, que afligem as benditas almas do Purgatório, é a consideração dos pecados que estão expiados. Na vida presente não se conhece bem a fealdade dos pecados, mas compreende-se claramente na outra, e esta é uma das mais vivas dores que sofrem as almas no Purgatório.

Ó meu Deus! Amo-vos sobre todas as coisas porque sois a Bondade Infinita; pesa-me de todo o meu coração de vos ter ofendido; antes quero morrer que tornar a ofender-vos; concedei-me a graça da santa perseverança; tende piedade de mim e das almas santas que estão ainda a purificar-se naquele fogo abrasador.

E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas, e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Pela manhã procuraremos sofrer com paciência os trabalhos que Deus nos enviar e as ofensas do nosso próximo, em sufrágio das benditas almas.

Quarto dia

Uma outra pena que muito aflige no Purgatório as almas, esposas de Jesus Cristo, é o pensamento de que, durante a vida, desgostaram com suas culpas aquele Deus a quem tanto amam. Têm-se visto penitentes morrer de dor, ao meditar que ofenderam um Deus tão bom. Muito melhor que nós, conhecem as almas do Purgatório quão amável é Deus, e por conseguinte amam-No com todas as forças do seu coração, e, ao meditar que o desgostaram nesta vida, experimentam uma dor superior a qualquer outra.

Ó meu Deus! Porque sois a infinita bondade, arrependo-me de todo o meu coração de vos ter ofendido, antes quero morrer do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança; tende piedade de mim e daquelas santas almas que sofrem ainda no fogo do Purgatório e que vos amam de todo o seu coração. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Formemos o propósito de beijar pela manhã três vezes a terra, em sufrágio das benditas almas, e em satisfação das palavras altivas que dissermos; e, se quisermos humilhar-nos mais, poderemos fazer com a língua uma pequena cruz no chão.

Quinto dia

Outra pena que tortura horrivelmente as benditas almas do Purgatório é o terem de sofrer os ardores de um fogo abrasador sem saber quando terão fim os seus tormentos. É verdade que têm certeza de ver-se um dia livres deles; mas é um tormento gravíssimo para elas a incerteza do tempo em que hão de acabar.

Ó Senhor! Que grande desgraça seria a minha, se me tivésseis precipitado no Inferno, nesse lugar de tormentos donde com certeza nunca mais tornaria a sair! Amo-vos sobre todas as coisas, Bondade Infinita, e arrependo-me de vos ter ofendido; antes quero morrer que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça por intermédio das santas almas que estão ainda a acabar de purificar-se no fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Não comer nada fora das horas costumadas, ou fazer alguma mortificação corporal em sufrágio das almas do Purgatório.

Sexto dia

Quanto maior é a consolação que as benditas almas do Purgatório sentem, proporcionada pela recordação da Paixão de Jesus Cristo, por cujos méritos se salvaram, e do Santíssimo Sacramento do Altar, que tantas graças lhes dispensou e dispensa ainda, por meio de Missas e comunhões por elas aplicadas, tanto mais as atormenta o pensamento de não terem correspondido durante a vida a estes dois grandes benefícios do amor de Jesus Cristo.

Ó meu Senhor Jesus Cristo! Vós morrestes também por mim e tendes vos dado muitas vezes a mim na Sagrada Comunhão; e eu sempre vos tenho correspondido com negra ingratidão; mas agora amo-vos sobre todas as coisas, meu sumo Bem. Arrependo-me de todo o coração de vos ter ofendido e prefiro antes a morte que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança e tende piedade de mim e das almas que ainda sofrem no Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Aplicar em sufrágio das almas do Purgatório uma indulgência parcial que se pode lucrar por cada vez que se disser devotamente: “Jesus, Maria e José, eu vos dou meu coração e minha alma”.

Sétimo dia

Aumenta também o sofrimento das benditas almas do Purgatório a lembrança dos benefícios particulares que receberam de Deus, como o ter nascido em país católico, ter recebido o Batismo e haver Deus esperado que fizessem penitência de seus pecados para conseguirem o perdão dos mesmos; porque todos estes favores lhes fazem conhecer agora melhor a ingratidão com que corresponderam a Deus.

Ó meu Deus! Quem tem sido, mais ingrato do que eu? Vós tendes me esperado com tanta paciência, tendes-me tantas vezes e com tanto amor perdoado os meus crimes, e eu, depois de tantas promessas, tenho voltado a ofender-vos novamente.

Oh! Não me precipiteis no Inferno. Ó Bondade Infinita! Arrependo-me sinceramente de vos ter ofendido e antes quero morrer, do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança e compadecei-vos de mim e das almas que gemem ainda no fogo do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Dar uma esmola em sufrágio das almas do Purgatório.

Oitavo dia

Outra pena que muito tortura as benditas almas do Purgatório, é o pensamento de que, durante a sua vida, Deus usou para com elas de muitas misericórdias especiais que não dispensou a muitas outras; e a lembrança também de que com os seus pecados O obrigaram muitas vezes a retirar-lhes a sua amizade e a condená-las ao Inferno, ainda que depois lhes tenha concedido o perdão e a graça da salvação.

Senhor, eu sou um desses ingratos que, depois de ter recebido de Vós tantas graças, tenho desprezado o vosso amor e vos obriguei a condenar-me ao Inferno. Mas agora, ó Bondade Infinita, prometo que vos amarei sempre sobre todas as coisas; arrependo-me, de toda a minha alma, de vos ter ofendido e antes quero morrer, que tornar a ofender-vos.

Concedei-me a graça da santa perseverança, e tende piedade de mim e das almas do Purgatório. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — O maior sufrágio que de nós reclama as benditas almas, e o mais importante para nós e agradável a Deus, é fazermos por elas uma boa confissão, não calando pecado algum, e com verdadeira dor e arrependimento.

Nono dia

São grandes todas as penas que sofrem as almas no Purgatório; o fogo, o tédio, a escuridão, a incerteza do tempo em que hão de ver-se livres de todos estes tormentos; mas a maior de todas é o verem-se separadas do seu divino Esposo e privadas dos prazeres da sua companhia.

Ó meu Deus! Como tenho eu podido viver tantos anos longe de Vós e privado de vossa graça? Ó Bondade Infinita, amo-vos sobre todas as coisas; arrependo-me, de todo o meu coração, de vos ter ofendido e antes quero morrer do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança, e não permitais que torne a cair outra vez no vosso desagrado.

Peço-vos que tenhais compaixão das santas almas do Purgatório, as alivieis nos seus tormentos e abrevieis o tempo do seu desterro, admitindo-as o mais depressa possível à graça de vos amarem para sempre no Céu. E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas, e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos. Amém.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas almas que mais sofrem.

Propósito. — Formemos uma firme resolução de oferecer todas as nossas obras satisfatórias em sufrágio das necessitadas almas do Purgatório.


Orações finais

Encomendamos agora a Jesus Cristo e à sua Santíssima Mãe todas as almas do Purgatório e, em especial, as dos nossos parentes, benfeitores, amigos e inimigos e, sobretudo, as daqueles por quem temos obrigação de pedir.

Súplicas a Nosso Senhor Jesus Cristo, para que, pelas dores da sua Paixão, Se compadeça das almas do Purgatório:

  • Ó dulcíssimo Jesus, pelo suor de sangue que derramastes no Horto do Getsêmani, tende piedade das almas do Purgatório.
  • Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa crudelíssima flagelação, tende piedade das almas do Purgatório.
  • Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa coroação de espinhos, tende piedade das almas do Purgatório.
  • Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes levando a Cruz, tende piedade das almas do Purgatório.
  • Ó dulcíssimo Jesus, pela imensa dor que sofrestes ao separar-se a Vossa alma do Vosso sacratíssimo Corpo, tende piedade das almas do Purgatório.

Encomendemo-nos a todas as almas do Purgatório, dizendo:

Ó almas benditas, já que pedimos a Deus por vós, que tão amadas sois do Senhor, e tendes a certeza de nunca mais O perder, pedi-lhe por nós também, que estamos ainda em perigo de condenar-nos e perder a Deus para sempre. Amém.

V. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno.
R. E a luz perpétua os ilumine.
V. Descansem em paz.
R. Amém.
V. Senhor, ouvi a minha súplica.
R. E eleve-se até Vós o meu clamor.

Oração. — Ó Deus, Criador e Redentor de todos os homens, concedei às almas de vossos servos e servas (e, em especial, à alma de…) a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, por nossas humildes súplicas, obtenham da Vossa misericórdia o perdão que sempre desejaram. Vós, que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

Oração às benditas almas, livres do Purgatório pelos nossos sufrágios (para o último dia da novena). — Ó felizes e bem-aventuradas almas, que tivestes a graça de entrar na pátria celestial! Felicitamo-vos com toda a efusão do nosso coração e em nome de toda a Igreja vos damos mil felicitações. Alegramo-nos convosco; unimos nossa alegria à dos Santos e Bem-aventurados; juntamos nossos louvores aos que vós rendeis ao Criador por tão imenso favor. Sim, almas ditosas, regozijai-vos.

Já não há para vós tristezas nem angústias; acabaram-se já os perigos e as tentações. Agora tendes a paz, a felicidade, a alegria, o gozo, a consolação e o eterno descanso dos bem-aventurados. Que glória para vós se com os nossos sufrágios antecipamos a vossa eterna felicidade! Triunfai, pois, reinai e gozai do Céu, mas não esqueçais de nós, que ainda combatemos sobre a terra; olhai-nos com compaixão, porque estamos rodeados de numerosos e terríveis inimigos.

Já que sois tão poderosas perante Deus, rogai pelos vossos devotos, para que sejamos fiéis e constantes no serviço de Deus e possamos também louvá-Lo e bendizê-Lo um dia convosco eternamente na glória celeste. Amém.

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A urgência de rezar pelas almas do Purgatório
Doutrina

A urgência de rezar
pelas almas do Purgatório

A urgência de rezar pelas almas do Purgatório

Poderosos são os instrumentos que a Divina Misericórdia pôs a nossa disposição para sufragarmos as almas do Purgatório. Mas com que fervor e solicitude temos trabalhado para o alívio desses nossos irmãos na fé e na caridade?

Pe. François Xavier SchouppeTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere1 de Novembro de 2018
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Acabamos de passar revista aos meios e recursos que a Divina Misericórdia colocou em nossas mãos para o alívio de nossos irmãos no Purgatório. São poderosos esses instrumentos e ricos esses recursos, mas fazemos nós uso abundante deles? Somos tão ricos em caridade quanto Deus é em misericórdia?

Infelizmente, quantos cristãos fazem pouco ou nada pelos que já partiram! E aqueles que não os esquecem, que têm caridade suficiente para ajudá-los com seus sufrágios, com que frequência não são remissos em zelo e fervor!

Compare-se o cuidado que dispensamos aos enfermos com a assistência que prestamos às almas sofredoras. Quando um pai ou mãe encontra-se aflito com alguma doença, quando um filho ou uma pessoa que nos é querida está sofrendo, que cuidado, que solicitude e que devoção de nossa parte! Mas as santas almas, que não nos são menos queridas, padecem sob o peso não de uma dolorosa enfermidade, mas de tormentos expiatórios mil vezes mais cruéis. Somos nós igualmente fervorosos, solícitos e diligentes em procurar-lhes alívio?

“Não”, responde S. Francisco de Sales, “nós não nos lembramos o suficiente de nossos queridos amigos que partiram. Sua memória parece extinguir-se com o ressoar dos sinos fúnebres. Esquecemo-nos que a amizade que tem fim, mesmo na morte, não foi jamais uma amizade genuína.”

De onde vem esse triste e culpável esquecimento? Sua causa principal é a falta de reflexão. Quia nullus est qui recogitat corde — “Porque não há ninguém que considere no seu coração” (Jr 12, 11). Nós perdemos de vista os grandes motivos que nos impelem ao exercício dessa caridade para com os mortos. É a fim de estimular nosso zelo, portanto, que temos de trazer de novo à mente esses motivos e esclarecê-los o máximo possível.

Podemos dizer que todos esses motivos encontram-se resumidos nas seguintes palavras do Espírito Santo: “É um santo e piedoso costume o de rezar pelos defuntos, a fim de que eles sejam livres de seus pecados” (2Mb 12, 46), isto é, da punição temporal devida a suas faltas. Em primeiro lugar, trata-se de uma obra, santa e excelente em si mesma, e também agradável e meritória aos olhos de Deus. Consequentemente, é uma obra salutar, sumamente proveitosa a nossa salvação e a nossa felicidade neste e no mundo futuro.

Uma das obras mais santas, um dos melhores exercícios de piedade que podemos praticar neste mundo”, diz Santo Agostinho, “é oferecer sacrifícios, esmolas e orações pelos defuntos” (Hom., XVI).

“O alívio que nós procuramos para os mortos”, diz S. Jerônimo, “alcança-nos uma misericórdia semelhante.” Considerada em si mesma, a oração pelos mortos é uma obra de fé, caridade e com frequência até de justiça.

Em primeiro lugar, quem são, de fato, as pessoas que temos o dever de assistir, senão essas santas e predestinadas almas, tão queridas a Deus e a Nosso Senhor Jesus Cristo; tão queridas a sua mãe, a Igreja, que incessantemente as encomenda à nossa caridade; tão queridas também a nós, que talvez nos foram intimamente unidas sobre a terra, e que nos imploram ajuda com estas tocantes palavras: “Compadecei-vos de mim, compadecei-vos de mim, ao menos vós, que sois meus amigos” ( 19, 21)? Segundo, em que necessidades elas se encontram? Ai, sendo tão grandes as suas necessidades, essas almas têm um direito à nossa assistência proporcionado à sua incapacidade de fazer qualquer coisa por si mesmas. Terceiro, que bem procuramos nós para as almas, senão o maior dos bens, já que os podemos colocar na posse da bem-aventurança eterna?

Assistir as almas do Purgatório”, diz S. Francisco de Sales, “é realizar a mais excelente das obras de misericórdia, ou melhor, é praticar da forma mais sublime todas as obras de misericórdia juntas: é visitar os doentes; é dar de beber aos que têm sede da visão de Deus; é dar de comer aos que têm fome, é visitar os encarcerados, é vestir os nus, é procurar para os pobres exilados a hospitalidade da Jerusalém celeste; é confortar os aflitos, é instruir os ignorantes — é, em suma, praticar todas as obras de misericórdia em uma.”

Essa doutrina concorda muito bem com a de Santo Tomás, que ensina em sua Suma: “Os sufrágios pelos mortos são mais agradáveis a Deus que os sufrágios pelos vivos, porque aqueles têm necessidade mais urgente deles, não estando aptos a se ajudarem por si mesmos, como os vivos” (Supplem., q. 71, art. 5).

Nosso Senhor considera cada obra de misericórdia exercida a nosso próximo como se fosse feita a Ele próprio. Mihi fecistis: “A mim o fizestes”. Isso é mais especialmente verdadeiro quanto à misericórdia praticada para com as pobres almas. Foi revelado a Santa Brígida que aquele que liberta uma alma do Purgatório ganha o mesmo mérito de libertar o próprio Jesus Cristo do cativeiro.

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Viver mais alguns anos ou ir para o Purgatório?
Espiritualidade

Viver mais alguns anos
ou ir para o Purgatório?

Viver mais alguns anos ou ir para o Purgatório?

Ressuscitado milagrosamente por um santo, este homem preferiu voltar ao Purgatório a viver novamente sobre a terra. A razão? Nesta vida estamos expostos ao perigo de nos perdermos; no Purgatório, não mais.

Pe. François Xavier SchouppeTradução:  Equipe Christo Nihil Praeponere1 de Novembro de 2018
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Em meio aos mais intensos sofrimentos, as almas do Purgatório vivem contentes, e isso não se pode explicar senão pelas divinas consolações que o Espírito Santo lhes concede. Esse divino Espírito, por meio da fé, da esperança e da caridade, dispõe-nas como a uma pessoa doente que tem de se submeter a um tratamento muito doloroso, cujo efeito, todavia, é restaurar-lhe completamente a saúde. Essa pessoa enferma sofre, mas ama o seu sofrimento, pois é um sofrimento que a salva.

O Espírito Santo Consolador dá um contentamento similar às santas almas. Disso nós temos um impressionante exemplo na história de um homem, chamado Pedro de Piotravin, ressuscitado dos mortos por Santo Estanislau da Cracóvia, e que preferiu voltar ao Purgatório a viver novamente sobre a terra [1].

O aclamado milagre dessa ressurreição deu-se no ano de 1070, e é assim relatado nos Acta Santorum, em 7 de maio [2].

Santo Estanislau era bispo de Cracóvia quando o duque Boleslau II governava a Polônia. O santo bispo não deixava de lembrar o príncipe de seus deveres, os quais, no entanto, ele escandalosamente violava diante de todo o povo.

Como se irritasse com o santo destemor do prelado, Boleslau decidiu vingar-se dele, levantando contra o bispo os herdeiros de um certo Pedro de Piotravin, que morrera três anos antes, tendo vendido uma porção de terra para a igreja da Cracóvia. Os herdeiros acusaram o santo de ter se apossado indevidamente do terreno, sem tê-lo pagado ao dono. Estanislau declarou que havia pagado pela terra, mas, como as testemunhas que deviam defendê-lo tinham sido ou subornadas ou intimidadas, o bispo foi denunciado como usurpador da propriedade de outrem e condenado a restituir a terra.

Vendo que nada podia esperar da justiça humana, o santo bispo elevou então o seu coração a Deus, de quem recebeu uma inspiração repentina. Ele pediu um prazo de três dias, prometendo fazer Pedro de Piotravin aparecer pessoalmente para atestar a aquisição legal e o pagamento do terreno. O tempo foi-lhe concedido como escárnio.

Destaque de uma pintura de Bernardino Cervi retratando o Purgatório (1625).

O santo jejuou, fez vigílias e suplicou a Deus que defendesse sua causa. No terceiro dia, depois de haver celebrado a Santa Missa, ele saiu, acompanhado de seu clero e de muitos dos fiéis, ao lugar onde Pedro fora enterrado. A suas ordens o túmulo foi aberto, no qual nada havia senão ossos. Ele os tocou, então, com seu báculo e em nome daquele que é a ressurreição e a vida, ordenou ao homem morto que se levantasse. Subitamente os ossos se reuniram, revestiram-se de carne e, à vista do povo estupefato, o homem morto foi visto tomando o bispo pela mão e caminhando rumo ao tribunal.

Boleslau, com sua corte e uma imensa multidão de pessoas, estava esperando o resultado com ansiosa expectativa. “Olhai para Pedro”, disse o santo a Boleslau. “Ele veio, príncipe, para dar testemunho diante de vós. Interrogai-o, ele vos responderá”. Impossível era descrever o estupor do duque, de seus conselheiros e de toda a assembleia ali reunida. Pedro afirmou que tinha recebido o pagamento pela terra; voltando-se para seus herdeiros, ele repreendeu-os por ter acusado injustamente o santo prelado; e exortou-os, por fim, a fazer penitência por um pecado tão grave. Foi assim que a iniquidade, já estimando seu sucesso, foi confundida.

Eis que se dá, então, a circunstância que diz respeito ao nosso assunto, e à qual gostaríamos de nos referir. Desejando completar esse grande milagre para a glória de Deus, Estanislau propôs ao falecido que, se ele desejasse viver mais alguns anos, ele obter-lhe-ia esse favor da parte de Deus. Mas Pedro replicou que não tinha tal desejo. Ele estava no Purgatório, mas preferiria retornar para lá imediatamente e suportar-lhe as penas do que expor-se à condenação nesta vida terrestre. O homem só suplicou ao santo que implorasse de Deus abreviar o tempo de seus sofrimentos, a fim de que ele pudesse entrar o quanto antes na morada dos bem-aventurados.

Depois disso, acompanhado do bispo e de uma vasta multidão, Pedro retornou a seu túmulo, deitou-se, seu corpo se desfez em pedaços e seus ossos retornaram ao mesmo estado em que haviam sido achados. Temos razão para acreditar que o santo obteve rapidamente a libertação dessa alma.

Mas o mais extraordinário nesse exemplo, e que mais nos deve atrair a atenção, é uma alma do Purgatório, tendo experimentado tormentos os mais excruciantes, preferir esse estado à vida deste mundo; e a razão dada a essa preferência é que nesta vida mortal estamos expostos ao perigo de nos perdermos e termos como destino último a condenação eterna.

Notas

  1. Como conciliar essa revelação particular com a do frei Daniele Natale, publicada também aqui, segundo a qual nenhum sofrimento desta vida se compara em dureza às penas do outro mundo? A resposta encontra-se na profundidade da conversão de cada pessoa: de fato, para uma alma que está ainda nos primeiros degraus da vida espiritual, ver-se livre da possibilidade de condenar-se eternamente conta muito mais do que o desejo de aumentar a própria glória no Céu; é a mesma distância que separa o temor do amor (Equipe CNP).
  2. Essa história encontra-se nos Acta Sanctorum de maio, t. II, p. 276c: “Em honra do Deus altíssimo. A Pedro de Piotravin, ginete, morto duas vezes. Venera, ó visitante, este cidadão do céu, que, depois de estar por três anos no purgatório expiando as culpas desta vida que lhe retardavam o eterno descanso, foi chamado das sombras <da morte> por Santo Estanislau, Bispo, e, unido outra vez à própria carne, aduzido como testemunha da legítima propriedade deste contra uns sacrílegos usurpadores. Admiras-te do milagre? Pois aprende a admirar antes a imortalidade da alma, a ressurreição dos corpos, as chamas que purgam do pecado, o direito sacrossanto das posses da Igreja e, por último, a santidade de vida do prelado Estanislau, que com o auxílio de Deus realizou tamanho prodígio. Simão Koludzki, prelado de Gniezno […].  Ano da graça de 1660” (tradução nossa).

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Por que a Igreja tem um dia para celebrar todos os santos?
Liturgia

Por que a Igreja tem um dia
para celebrar todos os santos?

Por que a Igreja tem um dia para celebrar todos os santos?

A Igreja reserva um dia a cada ano para honrar todos os santos. Mas que razões têm os católicos para venerar “meros” homens? Não será o culto aos santos um resquício do paganismo romano?

Equipe Christo Nihil Praeponere31 de Outubro de 2018
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Você já parou para se perguntar por que Igreja reserva uma data específica para celebrar “todos os santos”?

A primeira razão deve ser encontrada, de acordo com a Legenda Áurea do beato Tiago de Varazze, em uma tentativa de cristianizar o “Panteão”, um templo que existe até hoje em Roma e que fora erguido, a princípio, para abrigar todos os deuses romanos. Daí o termo “Panteão”, que quer dizer, literalmente: “todos” (pan) os “deuses” (theos). O monumento foi construído por volta de 25 a.C. e só passou à Igreja Católica no ano 609, quando Roma já se tinha cristianizado e o imperador bizantino Focas doou o templo ao Papa Bonifácio IV.

A Igreja não deixaria, é claro, que um templo construído a “todos os deuses” simplesmente continuasse a servir ao paganismo politeísta. Fazê-lo constituiria uma verdadeira traição à fé católica, que professa sua fé em um só Deus, o único ao qual é devido o culto de adoração. Por isso, não demorou muito para que a estrutura do Panteão fosse transformada. O templo foi dedicado a Santa Maria dos Mártires no dia 13 de maio, e transferiram-se para o lugar numerosíssimas relíquias dos primeiros mártires da Igreja.

E não poderia haver associação mais apropriada do que essa. Deixando de cultuar o panteão da Antiguidade, os romanos passaram a venerar, desde então, a memória dos mártires.

Não faltará quem se escandalize com esse acontecimento, vendo nele um sinal da “corrupção” que, já naquela época, havia tomado conta da Igreja “Romana” — expressão que os inimigos da fé católica usam em tom curiosamente pejorativo. Para estes, o culto e a intercessão dos santos teria surgido entre os cristãos como uma influência do politeísmo pagão. Ora, como a religião cristã proibia a adoração de falsos deuses, os católicos romanos teriam arrumado um jeito de contornar a proibição inventando… os santos!, que funcionariam como uma espécie de “divindades”. (Daí a acusação constante vinda dos protestantes de que os católicos somos idólatras.)

Tal argumento é infundado, em primeiríssimo lugar, porque a veneração e intercessão dos santos foi uma constante na história da Igreja, desde as suas origens mais remotas. Os testemunhos colhidos diretamente dos Santos Padres são tão abundantes que dispensam comentários. Não é possível que eles tenham sido unânimes em uma matéria tão séria (muito antes do século IV!) sem que tivessem recebido esse ensinamento dos primeiros discípulos de Jesus.

Em segundo lugar, só alguém com muita má vontade seria capaz de enxergar um “sincretismo maligno” na completa transformação do Pantheon romano em uma igreja cristã. Antes de tudo, porque, à época da dedicação de Santa Maria dos Mártires, Roma já era cristã, de modo que, quando o Papa realizou a mudança, incentivado pelo próprio imperador bizantino, o que ele fez foi simplesmente ratificar uma conversão que já havia acontecido nos corações do povo romano.

Além disso, a comparação entre os deuses romanos e os santos cristãos é meramente “numérica”: tanto os primeiros quanto os segundos eram muitos, e essa é, no fundo, a única coisa que há de comparável entre eles. As histórias de suas vidas são totalmente discrepantes, a natureza do culto prestado a um e a outro é substancialmente diferente, a religião dos primeiros se afasta da dos segundos como a lei de talião se afasta da lei de Cristo, e daí por diante.

Por isso, que um templo dedicado às primeiras personagens fosse repensado para o culto dos mártires da Igreja, não era propriamente uma opção do Papa Bonifácio IV, mas quase que uma obrigação, como já dissemos. Tratava-se da simples superação do paganismo antigo, que procurava Deus como que “às apalpadelas”, pela revelação perfeitíssima e definitiva de Nosso Senhor Jesus Cristo, que veio mostrar a face de Deus a todos aqueles que viviam nas trevas da ignorância. Ele veio, afinal, para renovar todas as coisas (cf. Ap 21, 5), não destruí-las — como seria o caso, por exemplo, se o Panteão fosse apenas demolido.

Voltando, porém, aos fatos históricos, o que aconteceu foi que, “como uma imensa multidão sempre se dirigia para essa festa”, no dia 13 de maio, em honra aos mártires, “e a falta de víveres não permitia celebrá-la, o Papa Gregório IV decidiu transferi-la para o dia 1.º de novembro, quando a colheita e a vindima estão terminadas e há alimentos em quantidade para celebrar em toda parte uma festa solene em honra de todos os santos”. O que fora, no início, uma mudança circunstancial para a cidade de Roma permanece assim, até os dias de hoje, como norma para a Igreja inteira.

A resposta à pergunta inicial de nossa reflexão, no entanto, não pode resumir-se a uma explanação histórica. Afinal de contas, tudo o que a Igreja estabelece em sua liturgia tem uma razão de ser, e uma razão profunda.

No caso da solenidade em honra a “todos os santos e santas de Deus”, o motivo primordial dessa escolha da Igreja está relacionado à fé. Como lex orandi, lex credendi, isto é, “a lei da oração constitui”, para nós católicos, “a lei da fé”, devemos procurar as causas dessa instituição naquilo em que acreditamos a respeito dos santos. Assim, ainda a partir da Legenda Áurea citada acima, existem seis razões para celebrarmos essa comemoração:

  • “A primeira é honrar a divina majestade, pois ao honrar os santos honramos a Deus, já que honrando os santos honramos em especial aquele que os santificou.
  • A segunda razão é minorar nossa fraqueza, já que não podemos por nós mesmos obter a salvação e temos necessidade da intervenção dos santos, sendo então justo que os honremos se quisermos obter seu auxílio. Lê-se em 1Rs 1 que Betsabé, nome que significa ‘poço de abundância’, isto é, a Igreja triunfante, obteve por suas preces o reino para seu filho, ou seja, para a Igreja militante.
  • A terceira razão é aumentar nossa segurança e nossa esperança, pela consideração da glória dos santos, que nos é relembrada na festa que ora celebramos, pois se homens mortais como nós puderam por seus méritos ser elevados a tal glória, nós também podemos, pois a mão do Senhor não diminuiu.
  • A quarta razão é oferecer exemplos que imitemos, desprezando, como eles, as coisas da Terra e desejando os bens do Céu.
  • A quinta razão é pagar o débito que temos com eles, pois os santos fazem no Céu festa para nós, os anjos de Deus e as almas dos santos comemoram com alegria cada penitência feita por um pecador. Portanto, é justo que os recompensemos, e como eles fazem por nós uma festa nos Céus, nós fazemos por eles uma festa na Terra.
  • A sexta razão é adquirir honra, pois honrando os santos trabalhamos para nossa própria honra: a festividade deles é nossa dignidade. De fato, quando honramos nossos irmãos honramos a nós mesmos, e a caridade faz com que todos os bens, celestes, terrestres e eternos sejam comuns.”

Não há dúvida, portanto, de que é perfeitamente consoante à fé cristã invocar os santos e pedir a sua intercessão. Se Deus, em sua infinita bondade, quis reunir junto de si uma falange inumerável de santos — os Apóstolos e tantos Papas, os gloriosos mártires e confessores, as virgens e os Doutores — e, como Pai amoroso, quis oferecer a seus filhos aqui na terra o auxílio dos irmãos que já estão no céu, que desculpa daremos para não recorrer ao auxílio desses heróis da caridade?

Que neste dia 1.º de novembro o Senhor acrescente em nós a devoção aos santos e nos conceda a graça de termos um dia o privilégio de associar-nos a esta amorosíssima corte de homens e mulheres plenamente configurados a Cristo.

Referências

  • Jacopo de Varazze. Legenda áurea: vidas de santos. Trad. de Hilário Franco Jr. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, pp. 901-911.

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