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Cristo pede a todo católico de hoje uma opção radical: Fica ou vai embora
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Cristo pede a todo católico de hoje
uma opção radical: Fica ou vai embora

Cristo pede a todo católico de hoje uma opção radical: Fica ou vai embora

"Se não nos definirmos pelo bem, seremos arrastados pelo mal"

Equipe Christo Nihil Praeponere31 de Agosto de 2012
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MEXICO D.F., 30 Ago. 12 / 11:08 am (ACI/EWTN Noticias).- O Bispo do Cancún-Chetumal (México), Dom Pedro Pablo Elizondo, assinalou recentemente que Cristo pede a todo católico no mundo de hoje que opte radicalmente por Ele, porque ante o Senhor não há a opção de ser medíocre ou indiferente.

Em um artigo publicado no dia 27 de agosto no site da Conferência do Episcopado Mexicano e titulado "Defina-te, fica ou vai embora", o Prelado fez uma reflexão a partir das palavras do Senhor sobre a Eucaristia e a pouca compreensão que recebeu de quem o escutou e qualificou suas palavras como "duras".

Dom Elizondo afirma que "frente ao rechaço dos seus seguidores, Jesus não se assusta nem se desanima, só pede que frente a Ele se tome uma opção radical, pede ao homem que o admira que se defina, com Ele ou contra Ele. Frente a Cristo não se pode ficar indiferente, tem que fazer uma opção: crer ou não crer, fica ou vai, comigo ou contra mim".

"Se não nos definirmos pelo bem, seremos arrastados pelo mal; não precisamos nos decidir pelo mal para acabar mau, mas sim precisamos nos decidir pelo bem para acabar bem".

O Bispo indicou também que "o ser humano é frágil e insuficiente para ser feliz, por isso precisa decidir-se pelo bem e buscar ajuda para poder obtê-lo, mas a soberba não permite que o reconheça e peça ajuda".

"Jesus Cristo não gosta das indefinições, das dúvidas, do meio termo. Cristo é radical frente a quem duvida em segui-lo", acrescenta.

Sobre o mundo atual, Dom Elizondo denuncia que "nos envolve facilmente na confusão e na dúvida. O mundo em que nós vivemos favorece uma vida cômoda e medíocre; o mundo em que vivemos propicia as duas caras, a incoerência".

"O mundo gosta que vivamos de aparências, que digamos que acreditamos mas que vivamos como se não acreditássemos. Muita gente diz ter fé mas não pratica, como se se pudesse acreditar em uma coisa e viver outra, como se se pudesse seguir a Jesus Cristo mas em realidade estar seguindo as apetências do mundo e das nossas paixões desordenadas".

Por isso, precisa o Prelado, "hoje mais que nunca é tempo de nos decidir radicalmente: segui-lo ou deixá-lo, com Ele ou contra Ele. Não podemos pôr uma vela a Deus e outra vela ao diabo. Cristo volta a perguntar-nos, você também quer ir embora?".

"Você também tem que se decidir e se definir radicalmente, fica ou o deixa, fica com ele ou vai embora, mas não pode seguir se enganando. Tomara que, como São Pedro, você possa dizer-lhe, 'A quem iremos Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna'".

Dom Elizondo recordou também que "acreditar em Jesus é aceitar todas suas palavras e todos seus ensinamentos sobre as virtudes e os valores do Reino de Deus até suas últimas consequências".

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“Meus filhos, não percam o valor nem a fé em Jesus Cristo”, escreve Asia Bibi
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“Meus filhos, não percam o valor nem
a fé em Jesus Cristo”, escreve Asia Bibi

“Meus filhos, não percam o valor nem a fé em Jesus Cristo”, escreve Asia Bibi

Estas foram palavras da cristã paquistanesa Asia Bibi, condenada à pena de morte por causa da lei de blasfêmia, ao seus filhos e ao seu esposo em uma carta inédita e agora publicada no livro “¡Sacadme de aqui!” (Tirem-me daqui!)

Equipe Christo Nihil Praeponere,  ACI Digital29 de Julho de 2012
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O livro foi escrito na prisão por Asia Bibi em colaboração com a jornalista francesa Anne-Isabelle Tollet. Na carta, a cristã dedica comovedoras palavras de amor ao seu esposo Ashiq e aos seus cinco filhos enquanto espera que seu pedido de clemência seja aceito ou que a pena seja executada. "Desde que voltei para minha cela e sei que vou morrer, todos meus pensamentos se dirigem a ti, meu amado Ashiq, e a vocês, meus adorados filhos. Nada sinto mais que deixá-los sós em plena tormenta", expressa a cristã.

“¡Sacadme de aqui!” (Tirem-me daqui!) - O livro foi escrito na prisão por Asia Bibi em colaboração com a jornalista francesa Anne-Isabelle Tollet.

Entretanto, a pesar do temor, Bibi alenta sua família a manter o desejo de serem felizes a pesar que a vida não é fácil todos os dias. "Somos cristãos e pobres, mas nossa família é um sol (…). Não sei ainda quando me enforcam, mas fiquem tranqüilos meus amores, irei com a cabeça bem alta, sem medo, porque estarei em companhia de Nosso Senhor e com a Virgem Maria, que me acolherão em seus braços", afirma.

O caso da Asia Bibi se converteu em notícia mundial em 2010 quando foi condenada à pena capital em aplicação da lei de blasfêmia, que pune com a morte na forca aqueles que supostamente ofendam o islã e que se converteu em uma arma de abuso contra as minorias religiosas no Paquistão e inclusive de vingança entre muçulmanos.

Atualmente há um recurso contra sua condenação. Entretanto teve que ser isolada em uma cela sem janela nem serviços higiênicos porque os muçulmanos puseram um preço na sua cabeça, incitando seu assassinato.

A carta escrita por Asia Bibi diz:

"Meu querido Ashiq, meus queridos filhos:
(...) Desde que voltei para minha cela eu sei que vou morrer, todos meus pensamentos se dirigem a ti, meu amado Ashiq, e a vocês, meus adorados filhos. Nada sinto mais que deixá-los sós em plena tormenta.

Você, Imran, meu filho maior de dezoito anos, desejo que você encontre uma boa esposa, a que você a fará feliz como seu padre me fez.
Você, minha primogênita Nasima, de vinte e dois anos, que já tem seu marido, com uma família que te acolheu tão bem; dê ao seu pai pequenos netinhos que você educará na caridade cristã como nós educamos você.

Você, minha doce Isha, que tem quinze anos, embora siga sendo meio louquinha. Seu pai e eu sempre a consideramos um presente de Deus, você é tão boa e generosa... Não tente entender por que sua mamãe já não está ao seu lado, mas entenda que você está muito presente em meu coração, tem nele um lugarzinho reservado apenas para ti.

«Não sou muçulmana, mas boa paquistanesa, católica e patriota, devota do meu país assim como de Deus.»

Cidra, não tem mais que treze anos, e bem sei que desde que estou na prisão você é quem se ocupa das coisas da casa, você é quem cuida da sua irmã mais velha, Isha, que tanto necessita de ajuda. Nada ressinto mais que tê-la conduzido a uma vida de adulto, você que é tão jovenzinha e que deveria estar ainda brincado de bonecas.

Minha pequena Isham, de apenas nove anos, e em breve perderá sua mamãe. Meu Deus, que injusta pode ser a vida! Mas como você continuará indo à escola, você ficará bem armada para defender-se da injustiça dos homens.

Meus filhos, não percam o valor nem a fé em Jesus Cristo. Dias melhores sorrirão para vocês lá encima, quando estiver nos braços do Senhor, continuarei velando por vocês. Mas por favor, peço-lhes aos cinco que sejam prudentes, peço-lhes que não façam nada que possa ofender os muçulmanos ou as regras deste país. Minhas filhas, eu gostaria que tivessem a sorte de encontrar um marido como seu pai.

Ashiq, eu te amei desde o primeiro dia, e os vinte e dois anos que passamos juntos são prova disto. Não deixei nunca de agradecer ao céu por ter encontrado você, por ter tido a sorte de um matrimônio por amor e não arranjado, como costume em nossa província. Tínhamos os dois um caráter que encaixava, mas o destino está aí, implacável… Indivíduos infames cruzaram o nosso caminho. E aí está você sozinho com os frutos de nosso amor: guarda a coragem e o orgulho de nossa família.

Meus filhos, (...) papai e eu tivemos sempre o desejo supremo de ser felizes e de fazer vocês felizes, mesmo que a vida não seja fácil todos os dias. Somos cristãos e pobres, mas nossa família é um sol. Gostaria tanto de ter visto vocês crescerem, seguir educando-os e fazer de vocês pessoas honestas… e vocês o serão! (...)Não sei ainda quando me enforcam, mas estejam tranqüilos meus amores, irei com a cabeça bem alta, sem medo, porque estarei em companhia de Nosso Senhor e com a Virgem Maria, que me acolherão em seus braços.

Meu bom marido, continua educando nossas crianças como eu teria desejado fazê-lo junto a ti.

Ashiq, filhos meus amantíssimos, vou deixá-los para sempre, mas os amarei por toda uma eternidade.

Mamãe".

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Bento XVI: nós rechaçamos a cultura diabólica da calúnia e da mentira
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Bento XVI: nós rechaçamos a cultura
diabólica da calúnia e da mentira

Bento XVI: nós rechaçamos a cultura diabólica da calúnia e da mentira

O Papa Bento XVI explicou que nós, os católicos, dizemos Não à perversa cultura da calúnia e da mentira, pois por sermos batizados pertencemos a Deus e por isso devemos viver na verdade.

Equipe Christo Nihil Praeponere,  ACI Digital24 de Julho de 2012
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Assim assinala o jornal vaticano L'Osservatore Romano, citando uma extensa reflexão de 30 minutos de duração oferecida pelo Santo Padre na Basílica de São João de Latrão (Roma), pela ocasião da inauguração do congresso eclesiástico da diocese de Roma. O Papa, falando sem ler, fez uma profunda reflexão sobre a realidade do Batismo e sua atualidade para os cristãos de hoje.

Depois de explicar algumas realidades próprias do sacramento, o Pontífice se referiu às três renúncias feitas durante o rito batismal. Sobre a renúncia "às seduções do mal para não deixar-se dominar pelo pecado", Bento XVI recordou que no passado a pergunta era diferente e se referia à "renuncia à pompa do diabo". "A pompa do diabo era sobre tudo os grandes espetáculos cruéis, nos que a crueldade se convertia em diversão, nos que matar os homens era uma coisa espetacular: um espetáculo era a vida e a morte de um homem. Estes espetáculos cruéis, esta diversão do mal eram a 'pompa do diabo', onde aparece com aparente beleza e, em realidade, aparece com toda sua crueldade".

O Papa explicou logo que "além deste significado imediato das palavras 'pompa do diabo', queria falar de um tipo de cultura, de um way of life (estilo de vida), no que não conta a verdade mas a aparência, onde não se busca a verdade mas o efeito, a sensação, e sob o pretexto da verdade, em realidade, os homens são destruídos, querem destruir e criar a si mesmos como vencedores".

Então, prosseguiu, "esta renúncia é muito real: a renúncia a um tipo de cultura que é uma anticultura, contra Cristo e contra Deus" que no Evangelho de São João é chamada "este mundo".

"Com 'este mundo', naturalmente, João e Jesus não falavam da criação de Deus, do homem como tal, mas sim de uma certa criatura que é dominante e se impõe como se fosse este o mundo e como se fosse este o modo de viver que se impõe. Deixo a cada um de vocês refletir sobre esta 'pompa do diabo', sobre esta cultura à qual dizemos 'não'".

O Papa disse logo que "ser batizados significa substancialmente um emancipar-se, um libertar-se desta cultura. Conhecemos também hoje um tipo de cultura no que não conta a verdade, mesmo quando quer dar a aparência de mostrar toda a verdade, só conta a sensação e o espírito de calúnia e destruição".

Trata-se de "uma cultura que não busca o bem, na que o moralismo em realidade é uma máscara para confundir, para criar confusão e destruição. A esta cultura, na que a mentira se apresenta como verdade e informação, a esta cultura que busca só o bem-estar material e nega a Deus, nós dizemos 'não'".

Sobre a renúncia "ao pecado para viver na liberdade dos filhos de Deus", o Papa ressaltou que "hoje a liberdade e a vida cristã, a observância dos mandamentos de Deus, vão em direções opostas: ser cristão é considerado uma escravidão, enquanto que a liberdade seria emancipar-se da fé cristã, emancipar-se no fim das contas, de Deus".

Depois de assinalar que no mundo de hoje a palavra "pecado" lhe parece com muitos "quase ridícula" e que já quase não se toma em conta, o Santo Padre explicou que "em realidade, esta aparente liberdade da emancipação de Deus se converte de repente em uma escravidão".

Sobre a renúncia a Satanás, a terceira do rito batismal, Bento XVI ressaltou que "isto nos diz que há um 'sim' a Deus e um 'não' ao poder do Maligno, que coordena todas estas atividades e quer endeusar este mundo, como diz também São João. (...) Dizemos 'não' porque dizemos 'sim', um 'sim' fundamental, o 'sim' do amor e a verdade".

O Papa explicou também que a estas três renúncias seguem três confissões de fé: acreditar em Deus Padre, em Deus Filho e no Espírito Santo e a Igreja.

O Papa disse ao final que "esta fórmula é um caminho, uma expressão de nossa conversão, de uma ação de Deus. E nós realmente queremos ter presente isto também em toda nossa vida: que estamos em comunhão de caminho com Deus, com Cristo".

"E assim estamos em comunhão com a verdade: vivendo a verdade, a verdade se faz vida e vivendo esta vida encontramos também a verdade", concluiu.

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Dom Eugênio, uma escola de fidelidade
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Dom Eugênio, uma escola de fidelidade

Dom Eugênio, uma escola de fidelidade

"Eu estou muito bem. Meu Pai é bom! Ele pode tudo. Ele sabe tudo." (Dom Eugênio Sales)

Padre Paulo Ricardo10 de Julho de 2012
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Fidelidade. Talvez não haja outra palavra para descrever melhor o que Dom Eugênio significou em minha vida. Fidelidade a Deus, à Igreja, ao Papa, às amizades, aos compromissos assumidos, à fé professada, aos princípios morais, à liturgia, à disciplina canônica, aos horários, à orientação dos médicos... A lista seria grande demais para elencar. Uma fidelidade que todos viam, que saltava aos olhos, que gritava sobre os tetos.

Mas o que talvez nem todos conhecessem era a alma desta fidelidade: o querer agradar a Deus em tudo e por tudo. Sim, mesmo que isto desagradasse aos homens; mesmo que isto desagradasse aos seus projetos pessoais e justas aspirações. Quem conviveu com Dom Eugênio pôde presenciar, no dia a dia, estas pequenas ou grandes violências que o Cardeal Sales fazia sobre si mesmo, para não desagradar a Deus.

Sua vida toda foi marcada por este drama interior que só os seus íntimos tiveram o privilégio de testemunhar. Uma dócil fidelidade à vontade de Deus, mesmo quando esta vontade se revestia da aparente irracionalidade da cruz.

Nos últimos anos de vida, Dom Eugênio viveu um verdadeiro calvário – seja por razões pessoais, familiares ou eclesiais. A todos que perguntavam se ele estava bem, se estava sofrendo ou se precisava de ajuda, Dom Eugênio respondia com frequência: “Eu estou muito bem. Meu Pai é bom! Ele pode tudo. Ele sabe tudo". Confiança de um filho que deseja agradar ao Pai, mesmo quando não o compreende.

Na noite de ontem, Dom Eugênio, viveu a sua última Páscoa. Enquanto ele se apresenta diante de Deus, nós, seus filhos espirituais, temos o dever de sufragar sua alma e pedir ao Senhor que lhe conceda o descanso eterno. Mas, como quem conheceu de perto Dom Eugênio, sinto forte a tentação de dizer que, na verdade, as nossas orações serão usadas por Deus para outra finalidade. É bem possível que ele não as necessite e que esteja desde já ouvindo o convite do Pai bondoso, no qual tanto confiou: “Eia, servo bom e fiel, entra para a alegria do teu Senhor!" (Mt 25, 21).

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